Construindo Dolores 602: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda mineira Dolores 602, formada por Débora Ventura (voz, violão, guitarra), Camila Menezes (baixo, ukulele, voz), Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta) e Táskia Ferraz (guitarra, vocais)​, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Débora Ventura (voz, violão, guitarra)

Elis Regina“Quero”
Pensei muito nessa música quando fomos pra casa da Taskinha um dia cozinhar e tentar finalizar a música “Seu Azul”. Acho que está nas entrelinhas de ambas que “é simples se viver”.

Banda do Mar“Mais Ninguém”
Quando estávamos criando o arranjo de “Voo” resolvemos testar uma parte com baixo, bateria e vocal, inspirados num trecho dessa música. Combinou 🙂

Silva“A Visita”
O astral dela inspirou quando construímos juntas os arranjos de “Ponto Zen”.

Lô Borges feat. Solange Borges“Vento de Maio”
Essa música, esse disco todo (“Via Lactea”) dá uma vontade de viajar, pegar estrada. Acho que essa também é um das sensações do nosso disco.

Céu“A Nave Vai”
Adoro a psicodelia suave da Céu. De alguma forma deve influenciar, escuto todo dia. Ou quase.

Camila Menezes (baixo, ukulele, voz)

Neil Young“Harvest Moon”
A música do Neil Young que foi a inspiração de sonoridade para compor “Cartografia”.

MGMT“Electric Feel”
O frescor do MGMT, seus compassos quebrados e músicas dançantes e viajadas, como esta, sempre me inspiraram e deram o tom para as novas composições minhas no disco.

Jorge Drexler“Todo Se Transforma”
As letras poéticas do Jorge Drexler sempre me cativam. Esta, por exemplo, eu gostaria de ter feito. Tudo flui e mostra o sentimento humano muito despido e ao mesmo tempo elegante.

Espírito Pedrinho“A Manjedoura”
Foi a música que toquei no ensaio, de forma despretensiosa, e acabou empolgando as meninas da banda. O dedilhado do ukulele nela foi o gancho sonoro para a composição de “Astronauta”.

Transmissor“Bonina”
A música composta por Jennifer Souza, Leonardo Marques e Ludmila Fonseca, gravada pela banda belo-horizontina Transmissor, me dá uma sensação muito boa quando a ouço. Do seu refrão foi que tirei a inspiração para a introdução de “Cura Meu Olhar”.

Táskia Ferraz (guitarra, vocais)

Black Keys“Lonely Boy”
A sonoridade da bateria do Black Keys nesse disco (“El Camino”) como um todo foi uma referência pra gente desde o começo. Essa música especificamente foi uma grande referência de som.

Daft Punk“Get Lucky”
Gostamos tanto dessa música que tem uma pequena citação dela em uma música do disco… Não vou dizer qual é, descobre ai! (Risos)

Coldplay“Adventure of a Lifetime”
Esse timbre de guitarra e também a batida vibrante são sempre inspirações pra mim.

Maglore“Café Com Pão”
Os reverbs exagerados que usamos no disco às vezes remetem demais a essa música do Maglore, e também a letra.

Los Hermanos“O Velho e o Moço”
A gente se inspirou muito nos timbres e na levada da bateria dela na construção de “Maior”, que foi a última música que fizemos pro “Cartografia”.

Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta)

Vance Joy“Riptide”
Quando estávamos construindo o arranjo de Ponto Zen, ouvimos essa música e sacamos que era essa a vibe que queríamos, pra cima, pulsante, solar.

Alabama Shakes“Future People”
Eu tava ouvindo muito o disco “Sound & Color” na época que gravei as baterias de “Cartografia”. A sonoridade desse disco certamente me influenciou bastante na busca pelos timbres de batera. Gosto muito de como eles soam como banda e essa é uma das músicas preferidas.

Chico César“Estado de Poesia”
A construção do arranjo, a poesia da letra, a delicadeza das imagens que o Chico César cria nessa canção, acho tudo lindo demais. Pra mim foi uma das inspirações pra construção de “Cartografia”.

Wilco“One Wing”
É uma influência muito forte pra mim. Adoro folk e acho que o Wilco é uma das grandes referências que acabo levando pra Dolores. A construção das levadas, as nuances dos arranjos, as sacadas minimalistas, tudo isso me atrai muito no som deles.

Fleet Foxes“Ragged Wood”
Os vocais dessa música e a dinâmica dela, a levada folk, essa atmosfera que ela constrói, acho que são todos elementos presentes em muitas das nossas músicas.

Construindo Homens de Melo: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Homens de Melo, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

“Não tivemos, efetivamente, bandas que nos influenciaram diretamente a fazer o álbum, mas com certeza as influências individuais fazem com que aconteça essa mistura se tornar uma coisa só. Então decidimos juntar as músicas que mais fazem sentido na vida de cada integrante (bem democraticamente, cinco músicas cada um) pra mostrar quem somos”, explicou a banda.

Gabriel Sielawa (voz/guitarra)

Vulfpeck“Fugue State”
Essa foi a primeira música que eu ouvi deles, fiquei fascinado pela forma de se fazer música, os timbres, o visual e tudo que englobava aquele novo. Hoje é uma das bandas que eu mais escuto e que me inspira na vida como um todo.

Chico César“Beradêro”
Fiquei entre dois Chicos, mas como eu não conseguiria escolher uma do Buarque, resumi nessa divindade em forma de poesia. A brincadeira com as palavras e a forma de criar imagens surreais, mas cheias de sentido, me fascina.

Simon & Garfunkel“Bookends Theme”
Embora “Scarborough Fair”, na versão da dupla, seja a música da minha vida há anos, bookends tem me deixado em paz, me lembrando que as coisas se findam. Sem contar que a marca que esses dois gringos deixaram em mim, na adolescência, não foi pequena.

Fleet Foxes“Someone You’d Admire”
Me apresentaram a banda em meados de 2010, pivete, no colegial. Desde então me vi mergulhado em um mundo suave, de músicas sutis, mas fortíssimas. Não é só a música, mas a banda me influencia diariamente. Pra quem ainda não conhece, só mergulhe.

Cássia Eller – “Queremos Saber”
Essa mulher mudou a minha vida. Simplesmente. Qualquer música que eu escolhesse faria todo sentido, mas essa é uma composição genial do Gil, na voz da mulher que me virou do avesso.

Nina (Rodrigo Leal) (bateria)

“Durante o processo de criação das musicas para o álbum da Homens de Melo consegui me adaptar ao novo cenário proposto, a criar ouvindo musicas que me tiravam da zona de conforto e comecei a descobrir mais os ritmos cubanos, brasileiros, entre outros”.

Djavan“Malásia”
É um som que descobri recentemente e que acredito se relacionar às minhas composições rítmicas. Me fez pensar como o Brasil é rico musicalmente, com seus artistas e álbuns incríveis! O Djavan com certeza fez e fará parte do meu repertório.

Djavan“Bicho Solto”
Gosto demais desse disco todo, “Com Você É”, “A Carta” e “Retrato da Vida”, mas “Bicho Solto” foi a música que me inspirou diretamente a criar uma das musicas do álbum da Homens de Melo.

Buena Vista Social Club“Dos Gardênias”
Essa é uma música que me remete a coisas boas e a todo o processo de conhecimento da música cubana, seus toques e que até hoje me encanta.

Jorge Ben“Zumbi“
Esse som me arrepia só de ouvir o começo! (risos) Jorge Ben é um compositor que sempre admirei muito, mas que só comecei a conhecer mais quando minha namorada introduziu nas trilhas das nossas viagens.

Tim Maia“Primavera”
Essa música marcou demais a minha infância. Minha mãe ouvia demais musicas de rádio e sempre tocava alguns artistas brasileiros, e “Primavera” era a música que mais se repetia… Porém, ela é demais, e mais demais ainda é saber que a partir dela, foi composta o single da Homens de Melo. Não imagina uma composição tão antiga, fizesse sentido pra mim nos dias de hoje.

Rafael Pessoto (guitarra)

Baden Powell“Berimbau”
Som alegre com arranjos fortes (mesmo na versão que só tenha um violão) gosto dela pois valoriza a brasilidade, nossa cultura, mas principalmente pela forma que ela foi composta: sendo iniciada pela harmonia instrumental até seu amigo Vinicius de Moraes adaptar a letra, respeitando fielmente a melodia proposta pelo violão. Uma forma diferente de composição!

Anderson Paak“Heart Don’t Sand a Chance”
É uma musica marcada pelo minimalismo dos arranjos, o que me cativa é essa mistura de funk com influências do rap, são geniais. Me fez entender que cada instrumento tem sua função especifica, e saber “brincar” com isso é essencial.

Bob Marley“Concrete Jungle”
Pode não ter nada a ver com a Homens de Melo, porém possui uma grande influência do blues dentro do reggae. Me fez entender melhor a imersão de ritmos distintos. É uma musica que me acompanha a anos porém cada vez que eu escuto rola uma nova aprendizagem.

Nirvana“Come As You Are”
Apesar de não escutar muito essa musica, não poderia deixar de cita-la pois foi a primeira música que aprendi a tocar na vida, um primo meu me ensinou as poucas notas e eu já me identifiquei ali! Ela também me incentivou a prestar atenção nos timbres da guitarra e seus respectivos efeitos, neste caso o chorus bem robusto.

Mutantes“Pitágoras”
Essa musica quem me apresentou foi o Gabriel Sielawa e desde lá me encantei, descobri o sentido real da palavra psicodelia, é uma musica que te leva a varias sensações sem dizer sequer uma palavra. Ela é a prova que as vezes o instrumental de um som te diz muito mais que a própria letra!

Luise Martins (baixo)

Barão Vermelho“Maior Abandonado”
Essa foi a primeira música que toquei com uma banda, que nem era a Homens de Melo ainda. Foi uma fase de Barão Vermelho, comprei todos os DVDs, vi todos os vídeos, entrevistas, me apaixonei pela banda, hoje não escuto tanto, mas quando toca a primeira não consigo não continuar escutando.

Elis Regina“Vou Deitar e Rolar”
Difícil escolher só uma música da Elis, é minha cantora favorita. O jeito que ela canta, brinca com a música, parece que é dona de tudo ali, sempre me emociono quando escuto.

Los Hermanos“Último Romance”
Foi uma das primeiras músicas que tiramos com a Homens, passávamos as tardes de domingo tocando e foi em uma viagem para São Paulo para ver o show deles que decidimos o nome da banda. Não tem como essa não estar nessa lista.

Emicida “Levanta e Anda”
Essa música ficou repetindo por muito tempo no som do carro, e sempre quando preciso dar aquela animada e lembrar que nem tudo está perdido é ela que sempre vem. Emicida é um dos meus cantores favoritos, por toda sua força que passa pelas suas músicas.

Luiza Lian“Cadeira”
Esse CD inteiro é incrível, mas essa música em especial me faz imaginar um cenário inteiro enquanto ela canta. Pra mim, é sempre uma experiência diferente quando escuto.

10 fitas demo de bandas de rock brasileiro que acabaram virando sucesso nacional

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Fitas Demo
Imagem: UOL Música

Até o começo dos anos 2000, as bandas que estavam começando gravavam fitas demo, mostrando um pouco de seu material em um formato que era mais fácil de se copiar e enviar, inclusive para gravadoras, nas práticas e baratas fitas K7. Nesta imensa lista de demos registradas temos o embrião musical de várias bandas que acabaram estourando e virando sucesso em todo o país, muitas delas ainda fazendo um som bem diferente do que viria a consagrá-los na boca do povo. Confira 10 fitas demo de bandas que viraram sucesso nacional:

CPM22 (na demo, ainda “CPM”)

Uma das demos do CPM 22 mostra que no início a banda investia um pouco em sons um pouco mais “engraçadinhos” do que as músicas que viriam a definir o grupo. Dois exemplos na fita de 1996 (também conhecida como “Como Por Moral”) são “Garrafada do Norte” (“Doutor Deus criou a natureza / E também as belezas dessa vida / O Planet Hemp quer saber por que é essa erva é proibida”) e “Viva o Colorado” (com a singela letra “Pau no cu da Barbie / Viva o Chapolin Colorado”) .

01. Tente
02. Mudança de Personalidade
03. Garrafada do Norte
04. Eu Prometo
05. Viva o Colorado

– Raimundos

Esta demo dos Raimundos já mostra um pouco do que seria lapidado por Carlos Eduardo Miranda no primeiro disco do quarteto candango, lançado pela Banguela Records em 1994. A única exceção é “Sanidade”, já cantada por Digão e lançada oficialmente no disco “Éramos Quatro”, logo após a saída de Rodolfo.

01. Nêga Jurema
02. Marujo
03. Palhas do Coqueiro
04. Sanidade (Digão no vocal)
05. Carro Forte (Bônus)

Charlie Brown Jr.

O Charlie Brown Jr. é quase irreconhecível na fita demo de 1995, a não ser pela voz de Chorão. Com três músicas em inglês, a fita mostra uma banda muito mais calcada no Suicidal Tendencies e com porradas mais violentas do que veríamos em “Transpiração Contínua Prolongada”, quando a banda resolveu cantar em português. Algo ótimo, já que a intimidade do Chorão com a língua inglesa era mínima.

1- Someone to Call
2- Rude Boy
3- Born in the Shit

Planet Hemp

Todas as músicas da rara fita demo de 1993 do Planet Hemp acabaram indo para o primeiro disco da banda, lançado em 1994, com uma grande diferença: a presença de Skunk, fundador do grupo, que infelizmente morreu em decorrência da Aids antes do lançamento do álbum.

01 – Puta Disfarçada
02 – Porcos Fardados
03 – Muthafuckin’ Racists
04 – Futuro do País
05 – Mary Jane
06 – Phunky Buddha
07 – Rappers Reais
08 – A Culpa É de Quem?

Pato Fu

A demo do trio mineiro (hoje em dia quinteto) mostra aquela faceta mais esquizofrênica e divertida capitaneada por John Ulhôa e que lembra o lado mais descompromissado e experimental dos Mutantes. As músicas entraram no “Rotomusic de Liquidificapum”, de 1993, e em “Gol de Quem”, de 1995.

01 – Meu Coração É Uma Privada
02 – Eu Sou O Umbigo Do Mundo
03 – Minhas Férias
04 – G.R.E.S.
05 – Aerosmiths
06 – Obladi – Oblada
07 – Hino Nacional Do Pato Fu
08 – Meet The Flintstones
09 – Vida De Operário
10 – Céreblo
11 – Spoc
12 – O Mundo Ainda Não Está Pronto
13 – Sítio Do Picapau Amarelo

Los Hermanos

Antes do estouro de “Anna Julia”, o quarteto carioca lançou duas demos investindo no hardcore com um quê de marchinhas de Carnaval. Aliás, com o lançamento do primeiro disco com o hit, a banda continuava afirmando “somos uma banda de hardcore!” Depois acabaram assumindo seu lado indie misturado com MPB e estouraram mais ainda.

01 – Descoberta
02 – Azedume
03 – Eu te Dei
04 – Vai Embora

Paralamas do Sucesso

As demos dos Paralamas mostram muito do embrião da banda. Músicas um pouco mais “bobinhas” com letras escritas em sua época de faculdade, como “Rodei De Novo” e “Solidariedade Não”, são citadas no livro que conta a história do trio. “Patrulha Noturna”, presente aqui, chegou a virar hit no primeiro disco da banda.

01 – Verão
02 – Mandingas De Amor
03 – Solidariedade Não
04 – Os Reis Da 49
05 – Encruzilhada Agro-Industrial
06 – Patrulha Noturna
07 – Rodei De Novo
08 – Vital E Sua Moto
09 – Vovó Ondina É Gente Fina
10 – Shopstake

Legião Urbana (na época, Aborto Elétrico)

Outra banda que criou um verdadeiro culto ao seu redor, o Legião Urbana foi em seus primórdios o seminal grupo punk brasiliense Aborto Elétrico. Na época, Renato Russo mirava mais no Johnny Rotten e no Joe Strummer do que no Morrissey em sua performance. Muitas das músicas acabaram sendo adaptadas no Legião Urbana, e todas ganharam versões do Capital Inicial em um disco tributo, já que e Flávio Lemos faziam parte da banda.

01 – Anúncio de Refrigerantes
02 – Boomerang Blues
03 – Dado Viciado
04 – Marcianos Invadem a Terra
05 – Medo
06 – O Reggae
07 – Pensamentos Tão Completos

Autoramas

A demo dos Autoramas mostra que o balanço da banda já nasceu quase pronto. As três canções do trio, ainda com Nervoso na bateria, acabaram entrando no primeiro disco do grupo, “Stress, Depressão e Síndrome do Pânico”, e são pedradas certeiras que continuam nos sets do grupo em shows até hoje.

01. Eu Não Morri
02. Catchy Chorus
03. Tudo Errado

Pitty (na época, vocalista do Inkoma)

Antes de ficar famosa no Brasil inteiro com “Máscara” e seu primeiro disco, Pitty era vocalista da banda punk Inkoma. Na demo dá pra reparar a diferença: um hardcore rápido e a vocalista gritando como a escola do punk rock gosta. As letras fogem bastante do que ela fez em sua carreira solo em sons como “Pirigulino Babilake”.

01 – Mundo Imperfeito
02 – Inquadrado
03 – Naquela da Social
04 – Introporco
05 – Pirigulino Babilake
06 – Pilha Pura

Confira 20 grandes apresentações no Musikaos, o sensacional programa de Gastão Moreira na TV Cultura

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Gastão Moreira no Musikaos

Quando Gastão Moreira saiu da Mtv Brasil, em 1998, levou com ele um pouco do espírito inicial da emissora: o de revelar bandas e artistas brasileiros para o mundo e investir em cultura musical para os espectadores. Pois a TV Cultura sabia desse pensamento de Gastão e daí surgiu um dos melhores programas da década seguinte na TV aberta: o Musikaos. Um programa que foi ao ar entre 1999 e 2002 e juntava bandas independentes, shows ao vivo e música rolando o tempo todo. Ou seja: um prato cheio para o apresentador deitar e rolar, levando bandas e artistas incríveis ao palco, ao vivo, sem cortes e sem anestesia.

Reuni aqui 20 grandes momentos do Musikaos que devem ser assistidos para que você se pergunte “onde será que estão os bons programas musicais hoje em dia?”:

Charlie Brown Jr. e Raimundos

Quando estas eram as duas maiores bandas do país e apareciam em tudo que é programa, é lógico que eles iriam ao Musikaos, onde não precisavam depender de playback nem tocar apenas seus hits mais “digeríveis” como rolava em outras emissoras. Neste Especial de Natal, eles tocam “Rubão”, “Eu Quero Ver O Oco”, “Confisco”“Herbocinética”, “Não Deixe O Mar Te Engolir”, “União”, “Fogo Na Bomba”, “Puteiro em João Pessoa” e “Mulher de Fases”.

Ratos de Porão

Onde mais você veria o grupo de João Gordo e Jão destilando todo seu peso e ódio em plena TV aberta? (Sim, já rolou até no Programa da Angélica e do Gugu, mas isso nos anos 80, quando o nonsense imperava). Aqui, o RxDxPx manda “Beber Até Morrer”, “Agressão/Repressão”, “Crucificados Pelo Sistema”“Caos” e “Colisão”.

Cólera

A clássica banda de punk do hiper gente boa Redson sempre aparecia no Musikaos (até mais do que na Mtv Brasil, que tinha um certo “receio” de bandas punks mais… bem, punks). Aqui, o Cólera manda “Dia e Noite”, “Pela Paz” e “Medo”.

Dead Fish

Os capixabas tocaram no Musikaos antes de chegarem a ter seu momento ~habituées Mtv Brasil~, quando a emissora UHF tentava achar seu “novo CPM22” e apostou muitas fichas na banda com os clipes e shows do disco “Zero e Um”. Aqui, vemos a banda mandando ver com a clássicas “Noite”, “Sonho Médio” e “Afasia”.

Olho Seco

O programa nunca teve medo de investir no punk de raiz brasileiro (e Gastão tinha muito interesse pelo assunto, tanto que depois dirigiu o documentário “Botinada – A Origem do Punk no Brasil”) e o Olho Seco não aparecia na TV há 20 anos quando topou ir ao Musikaos. “Botas, Fuzis, Capacetes”, “Muito Obrigado” e “Todos Hipnotizados”.

Holly Tree

O Holly Tree chegou perto de estourar. O clipe de “Hey, Stop It” passava relativamente bastante na Mtv e é claro que eles foram ao Musikaos. Calcados no punk rock californiano e no Green Day pré-“Dookie”, eles tocaram “Intoxicated”, “City Paranoia” e “Living In The City”.

Marky Ramone and The Intruders

Marky Ramone já entrou na lista de artistas que estão sempre pelo Brasil, e é claro que, já que estava por aqui, ia passar no Musikaos. O único Ramone vivo apresentou seu projeto Marky Ramone and The Intruders com as músicas “I Want My Beer”, “3 Cheers For You”, “One Way Ride” e “Anxiety”.

UK Subs

Como Gastão fala no começo deste vídeo: UK Subs, só mesmo no Musikaos. O grupo inglês formado em 1976 foi um dos primeiros clássicos do punk inglês e mandou músicas incríveis como “Emotional Blackmail”“Warhead”, “Swat 96”“New York State Police”.

Buzzcocks

Por falar em bandas punk clássicas, o programa do Gastão recebeu os insuperáveis Buzzcocks, uma banda que deveria ser tão aclamada quanto os Ramones (se o mundo fosse justo). Esta apresentação prova isso: eles mandam os clássicos “Boredom”, “I Don’t Mind”, “You Know, You Can’t Help It”, “Orgasm Addict” e “Ever Fallen In Love (With Someone You Shouldn’t)

Pin Ups

O clássico grupo do underground brasileiro liderado por Alê Briganti mandou “Lack of Personality”, “It’s Your Turn” e “To All Own Friends”, músicas que marcaram a cena do rock dos final dos anos 80/começo dos 90.

Inkoma

Se o nome não te chamou a atenção, eu explico: o Inkoma é a banda da Pitty antes de ser Pitty, ou melhor, antes de seguir a carreira solo de sucesso e bombar na Mtv. “Salve Salvador” e “Revolução Mental” mostram que o negócio era um pouco mais hardcore do que o que viria a seguir.

Garage Fuzz

Os veteranos do hardcore santista que influenciaram muito da cena underground brasileira mandaram muito bem com “Observant”“Replace”“Embedded Needs”“When All The Things”.

Video Hits

O Video Hits de Diego Medina infelizmente durou pouco, lançando apenas um disco (impecável, na minha opinião). Misturando rock, pop e até um pouco do brega brasileiro (e sem medo de soar brega), o grupo apresentou aqui o single que mais fez sucesso, “(Vo)C”

RZO

O programa não era só de rock (embora o estilo dominasse na maioria das vezes). Um dos grupos de rap que já apareceram por lá foi o RZO, em sua formação clássica. Aqui, “Rap Bate Forte Como Box”.

Cássia Eller

Sim, Cássia Eller! A cantora que ia do Nirvana ao Cartola sem medo foi ao programa já no final de sua vida, quando fazia turnê de seu disco Acústico Mtv. Aqui, as versões de “Malandragem”, “Top Top” (Mutantes), “Quando A Maré Encher” (Nação Zumbi) e “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band” (Beatles).

Wry

“Jesus Beggar”“77:00”“New Radio Station”: três pauladas do Wry, banda de Sorocaba que fez muito barulho na cena independente e destilava influências de The Jesus and Mary Chain e My Bloody Valentine.

Gangrena Gasosa

Que outro lugar colocaria um ponto de macumba e depois o “saravá metal” do Gangrena Gasosa ao vivo sem medo de ser feliz? Confira o vôo das farofas hardcore em “Centro Do Pica Pau Amarelo”:

Los Hermanos

Os queridinhos Los Hermanos foram ao Musikaos quando ainda contavam com o baixista Patrick Laplan na formação e diziam “oi oi oi” antes de tocar o ska hardcore romântico “Descoberta”, do primeiro disco da banda. Marcelo Camelo ainda não se achava a reencarnação de Vinícius de Moraes:

Comunidade Nin-Jitsu

Os caras do Miami Bass roqueiro do Rio Grande do Sul já tinham seu clipe “Detetive” rolando em alta rotação na Mtv Brasil (especialmente no programa “Teleguiado”, do Cazé) e aqui apresentaram o hit, junto com “Rap do Trago”, uma versão de “Der Komissar”, hit do Falco:

Stephen Malkmus

Não chegou a rolar Pavement no programa de Gastão, mas Stephen Malkmus veio com Stephen Malkmus & The Jicks em 2000 e se apresentou na TV Cultura. Aqui, “Do Not Feed The Oysters”:

Amsteradio parodia o samba em seu disco “Fight For Your Right… to Samba” e renega comparações com Los Hermanos

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A Amsteradio veio do Rio de Janeiro, fez PUC, cria letras em português e cita Weezer entre suas experiências, mas não ouse compará-los ao Los Hermanos. “Dois terços da banda detesta eles”, disse o vocalista Gabriel Franco. Com letras divertidas e cutucadas certeiras na enxurrada de bandas que vieram surfando na onda dos barbudos cariocas, o Amsteradio apresenta seu rock cheio de influências de britpop, shoegaze e rock alternativo dos anos 90 em “Fight For Your Right… To Samba”, lançado em junho de 2014, e em seu recém-lançado novo single, “Pedante Bounce”.

A banda é formada por Gabriel Franco (guitarra e voz), Igor Duarte (baixo) e Antonio Cheskis (bateria) e está na ativa desde 2010. Conversei com Gabriel sobre a carreira da banda, Los Hermanos (só pra irritar) e rock em português:

– Como a banda começou?

A banda começou no final de 2010 quando estávamos na escola ainda. Eram 3 integrantes, Eu na guitarra (Gabriel), Antonio Cheskis na bateria e o Pedro Motta no baixo. Depois o Motta virou o segundo guitarrista e o Igor Duarte entrou no baixo. Lá pelo final de 2011 o Motta saiu e ficamos como um trio até então, e aí sim começamos a compor mais até que em 2012 gravamos e lançamos o primeiro EP (“Sino ou Pilotis”).

– Como surgiu o nome Amsteradio?

O nome surgiu de um grupo em que os nossos amigos usavam pra compartilhar música no Facebook. O nome que a gente usava antes era “POW!”, porque queríamos algo que remetesse a power pop, mas acabou que ninguém curtia o nome e alguém sugeriu Amsteradio. Não que Amsteradio seja um nome muito melhor (risos). Mas acabou ficando e é fácil de achar a gente no Google, se você souber como escreve o nome certo (esse é mais um problema).

– Quais são as principais influências musicais da banda?

Variaram um bocado ao longo do tempo de existência da banda. Mas algo que a gente ouvia desde o colégio e que todos os integrantes sempre gostaram é Libertines e Weezer. Acho que do que temos gravado até agora, essas duas as duas principais referências. Uma banda daqui do Rio, chamada Los Bife, também foi bem importante como inspiração, principalmente na parte do humor nas letras e aquela coisa toda. Depois começamos a diversificar mais nas influências, no disco acho que já entrou umas coisas mais surf rock, aquele reverb na guitarra e tal. Quanto às letras, eu sempre gostei daquele negócio cheio de referências e bem cotidiano, como essas músicas são antigas e muitas foram feitas entre 2011 e 2013, ainda têm muito daquela temática adolescente, e aí entram todos aqueles que serviram de inspiração, como o primeiro disco do Violent Femmes, o “Pinkerton” do Weezer e o primeiro dos Arctic Monkeys. Pras coisas novas eu acho que a gente tem assimilado algo dos anos 90, mais pro lado do Pavement ou sei lá, talvez um pouco de shoegaze também.

– As matérias que vi sobre a banda citam muito o Los Hermanos quando vão falar de vocês. Vocês foram influenciados por eles?

Poxa, sinceramente a gente não ouviu muito isso não. Inclusive, dois terços da banda detestam bastante Los Hermanos. Pessoalmente, acho que se a gente tirou algo deles foi do primeiro CD, que é bem diferente do resto. Acho que a gente ficou bem cansado da estética toda dos Los Hermanos e das bandas dos nossos conhecidos que vieram depois e resolveram adotar essa estética do brasileirismo e das melodias arrastadas. Inclusive as faixas que dão nome ao nosso disco, as “Samba Part.1” e “Samba Part.2” são paródias de uma banda dessas “pós-Los Hermanos”, a gente tá fingindo tocar e cantar como uma dessas bandas e dá uma zoada nelas na letra.

Talvez quem fale que lembra Los Hermanos é apenas pelo fato de sermos cariocas, estudarmos na PUC e aquela coisa, mas isso é meio preguiçoso de se comparar, porque sinceramente quem conhece bem Los Hermanos e conhece bem nossa banda, saca que não tem muito a ver não (risos).

– Como é o processo de composição de vocês?

Normalmente eu faço um esboço da música e letra em casa e no ensaio a gente termina, com todo mundo opinando e criando sua parte até chegar no resultado final e a gente ficar satisfeito.

– As letras bem-humoradas saem naturalmente ou vocês já compõem buscando que as músicas sejam dessa forma?

O tal do humor nas letras começou com a fato de que quando formamos a banda, queríamos fazer algo que nossos amigos próximos da escola pudessem curtir e achar divertido. Daí entram aquelas referências e os arquétipos da Menina Indie, do maconheiro que termina a noite no Fornalha, as saídas por Botafogo, o bairro que a gente frequenta, e por aí vai. As pessoas riem porque se identificam e já viveram algo parecido com aquilo, até porque as coisas que a gente relatou em sua maioria aconteceram de verdade. Acho que o humor sai naturalmente, até porque se a gente quiser compor uma coisa mais triste, vai sair tão natural quanto, porque eu escrevo sobre o que eu acho relevante no momento, a gente nunca se considerou uma banda de “rock comédia”, longe disso na verdade. Nos próximos lançamentos não vai ter tanto bom-humor assim, pode ser que haja ainda uma certa ironia nas letras, mas acho que está mais perto de um mau-humor do que de um bom-humor.

– O trocadilho com Beastie Boys no título “Fight For Your Right… to Samba” é incrível.

Então, existe essa música dos Beastie Boys chamada “Fight For Your Right (To Party)” que parodia os grupos de hair metal na época. Houve um grande mal entendido com ela e acabou que o próprio público que eles estavam zoando curtiu a música, transformou ela num hino, e não entendeu a paródia. A gente tentou fazer algo parecido, só que com o tal do “indie-sambinha”, esse negócio, muito frequente por aqui no Rio de que você tem que colocar brasileirismo em tudo pra ser relevante. Aí nossos conhecidos metem uma escaleta, e um pandeiro no meio de uma música que não tem nada a ver só pra soar mais brasileiro. A gente achou que essa parada tava saturada demais e tava começando a ficar muito farofa, e resolvemos dar uma gastada neles. Aí criamos a música “Samba Part.1” em que a gente simula tocar igual a uma banda desses conhecidos e brincamos com a atitude deles na letra. Em “Samba Part. 2” vem o verso que dá nome ao cd: “Fight For Your Right (TO SAMBA)”. É a mesma ideia que os Beastie Boys tiveram na época de zoar seus contemporâneos ou assim como o Blur fez em “Song 2” parodiando o grunge. Eu tava ciente de que muita gente poderia não pegar a piada, e muita gente não pegou, mas essa que é a graça, porque nego ouve a “Samba Part 1” sem prestar atenção, ou não ouve o álbum todo, o que é super normal, e não saca que a gente na verdade tá gastando quem curte indie-sambinha.

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– Se vocês pudessem fazer QUALQUER cover, qual seria?

Eu queria tocar qualquer coisa do Pavement (risos). Mas acho que se for pra pegar algo que a banda toda curta, a gente tocaria alguma menos óbvia no Norvanão ou do Sonic Youth, Weezer antigo, ou sei lá.

– Parece que hoje em dia poucas bandas de rock novas estão cantando em português. Porque isso ocorre?

O português soa meio estranho aos ouvidos às vezes. Nem todas as melodias ficam boas de verdade em português e muita coisa que você escreve pode soar meio ridícula. Tem que se tomar mais cuidado ao escrever em português e aí muita gente acaba cantando em Inglês porque realmente é mais confortável. Outro motivo é que hoje, com internet, se você cantar em inglês pode atingir um público mais amplo, e aí é com cada um, se a banda busca isso, tudo bem também. Eu tinha mais problema com banda brasileira que cantava em inglês há uns anos atrás, mas deixei isso de lado, tem muita coisa interessante por aí, é besteira ficar com preconceito por isso.

– O rock pode voltar ao topo das paradas no Brasil?

Hoje o mercado é dominado por sertanejo universitário e o funk. Acho que o Rock vai ficando cada vez mais de nicho. Não creio que vá atingir um público tão grande quanto o sertanejo e funk tão cedo, e sinceramente as bandas de “Rock” e estão assinando com as gravadoras maiores tipo Banda Malta, Suricato e essas coisas, a gente acha um saco.

Mas é por aí, é um público de nicho e é limitado. Mas mesmo que não volte a ser algo super relevante como nos anos 80, ainda tem muita coisa boa, tipo Apanhador Só e O Terno, eu consigo ver alguma dessas duas com algum single que possa atingir mais gente algum dia.

– Quais são as maiores dificuldades de ser uma banda independente?

Tem que gastar muito dinheiro, tudo é caro pra caramba. Acho que esse é o principal problema (risos).

– Vocês estão em turnê atualmente?

Atualmente não, mas depois que lançarmos nosso próximo material, queremos ir pra São Paulo inicialmente e aonde mais for possível. Tem uma boa galerinha de internet ouvindo a gente por aí e dá muita vontade de fazer show pra esse pessoal.

– Quais são os próximos passos da Amsteradio?

Terminar o nosso single duplo novo e fazer um clipe pra ele. Vai ser um clipe duplo, tipo um curta pra essas duas músicas que se ligam. Tá meio diferente e mais viagem. A primeira música inédita é uma versão mais dream pop e mais triste do Amsteradio antigo, e a segunda é um shoegaze bizarro.

Ouça mais do Amsteradio aqui:

Conheça os grandes casos de desinteligência, porradaria e tretas encarniçadas entre músicos e bandas

Não, o post não é um esquema Ratinho pra aumentar a audiência do blog. Não, não é um episódio musical de Casos de Família. Porém, há uma semelhança: brigas sem muito motivo, picuinhas e às vezes até voam uns sopapos. Hoje, uma pequena lista das inúmeras tretas que sempre rolam entre músicos e bandas.

Miley Cyrus vs. Sinéad O’Connor

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Quem começou foi a popular rasgadora de fotos do Papa e cantora do hit “Nothing Compares 2 U”. Ela postou uma carta aberta em sua página do Facebook descendo a lenha em Cyrus, dizendo que a ex-Hannah Montana devia tomar cuidado pra não ser explorada pela indústria da música: “A indústria não dá a mínima para você, ou para qualquer uma de nós. Eles vão prostitui-la por tudo que você vale e facilmente vão fazer você pensar que isso era o que VOCÊ queria… e quando você acabar em uma clínica de reabilitação por ter sido prostituída, ‘eles’ vão estar em seus iates em Antígua, que eles compraram com a venda de seu corpo, e você vai se sentir muito sozinha”. Cyrus então ironizou o transtorno bipolar de O’Connor em mensagens do Twitter, e Sinéad respondeu com a frase “Quando você acabar na ala psiquiátrica ou reabilitação, eu vou ficar feliz em visitá-la”. Ouch.

Mariah Carey vs. Nicki Minaj

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Em 2012, alguém teve a ideia de colocar Mariah Carey e Nicki Minaj como juradas do programa American Idol. No papel, parece inclusive uma boa ideia, certo? É, mas não deu. As duas se estranharam desde o começo, inclusive chegando a um momento em que Minaj saiu do estúdio puta da vida dizendo que não aguentava mais trabalhar com a “alteza”. Carey então contratou uma equipe de seguranças, pois se sentia “insegura” perto da rapper. Em 2013, a rapper continuou cutucando no Twitter: “Ela está triste porque eu conquistei o recorde dela no Hot 100 em apenas três anos de carreira. Sim, uma rapper feminina negra.  O que você precisa questionar é o motivo de uma mulher tão bem-sucedida na idade ela ainda é tão insegura e amarga”

Kurt Cobain vs. Axl Rose

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Tudo começou graças à encrenqueira grunge preferida pela garotada. No VMA de 1992, Courtney Love viu Rose passando enquanto ela segurava a filha dela e de Kurt, Frances Bean. Ela imediatamente começou a berrar para ele: “Ei, Axl! Axl! Olha aqui! Você é o padrinho!”. O frontman do Guns’n’Roses então parou e falou para Kurt Cobain: “Controle sua mulher, por favor”, o que Kurt respondeu repetindo a frase com ironia para Love. Após a apresentação do Nirvana tocando “Lithium” naquela noite, Dave Grohl foi ao microfone pra aumentar a cutucada. “Cadê o Axl? Axl, cadê você? Ah, ali! Oi Axl! Oi Axl! Oi Axl!”, repetia.

Justin Bieber vs. Patrick Carney

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Tudo começou quando o TMZ foi atrás do baterista do Black Keys durante o Grammy de 2013 perguntando o que ele achava da falta de indicações de Justin Bieber na premiação. Sim, eles cutucaram porque querem ver sangue, todo mundo sabe. Carney deu o que eles queriam: “Bom, ele é rico, certo? Os Grammys são para, tipo, música, não por dinheiro… e ele está ganhando muito dinheiro. Ele deveria estar feliz, acho”. Bieber ficou putinho e no dia seguinte falou que o baterista deveria “levar uns tapas”. E seus fãs caíram matando em cima de Carney, lógico.

Kid Rock vs. Tommy Lee

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Chegamos à primeira briga onde rolou porradaria, violência e vias de fato. Ambos já tiveram relacionamento com a ex-Baywatch Pamela Anderson, e pelo jeito a moça foi o motivo de toda a treta. Quando eles se trombaram no VMA de 2007, começaram a se xingar loucamente e Kid Rock desferiu o primeiro soco. Pelo que dizem, parecia briga de colégio e o negócio teve que ser separado pelos seguranças da Mtv. Tsc, tsc…

Gene Simmons vs. Carlos Santana

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E olha que quem começou dessa vez nem foi o encrenqueiro Simmons. Santana fez o comentário de que Gene “não é um músico, é um cara do entretenimento. Kiss é entretenimento de Las Vegas, então ele não sabe o que é música, de qualquer forma. É por isso que ele veste todas aquelas coisas lá”. No começo, o baixista do Kiss deixou quieto (“Nem todo mundo gosta da mesma refeição”), mas depois caiu de pau: “Estou cansado de bandas como a de Carlos Santana olhando para seus próprios sapatos e achando que aquilo é um show de rock”.

Blur vs. Oasis

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Uma briga clássica dessas não poderia ficar de fora. As duas grandes bandas do britpop nunca se bicaram e quando ambos lançaram singles no mesmo dia (“Country House” do Blur e “Roll With It” do Oasis) a coisa foi ficando mais feia. Noel Gallagher sempre cutucava o Blur, que ironicamente dedicava seu prêmio do Brit Awards de 1995 ao Oasis. Noel respondeu com a fineza que lhe é peculiar: “Espero que Damon Albarn e Alex James peguem AIDS e morram”. Hoje em dia, incrivelmente, a briga mais popular da Inglaterra parece ter acabado com Noel Gallagher tendo inclusive feito uma participação junto com Damon Albarn em “Tender”, do Blur, em um evento de caridade.

Dave Grohl vs. Courtney Love

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Desde que Kurt Cobain morreu, Courtney Love não deu uma colher de chá para o ex-baterista da banda de seu marido. O líder do Foo Fighters já teve que ouvir Love clamar para que todo o público do seu show gritasse “os Foo Fighters são gays” (senão ela ia embora do show), disse que Grohl deu em cima de Frances Bean, filha dela e Kurt (o que Frances e Grohl negaram), entre muitas outras coisas que só a líder do Hole é capaz. Recentemente eles “fizeram as pazes” durante a cerimônia de indicação do Nirvana ao Rock and Roll Hall Of Fame.

Michael Jackson vs. Paul McCartney

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Outra briguinha clássica. Sim, todo mundo concorda que o Jacko deu motivos pra Paul odiá-lo. Eles eram amigos, faziam parcerias e até clipes super-amiguinhos como “Say Say Say”. Pois aí McCartney deu a dica a Jackson: “compre direitos de músicas, é um puta negócio”, ele disse. Michael Jackson não é bobo nem nada e aproveitou para comprar os direitos de todas as músicas… dos Beatles. Dá pra entender porque Paul ficou chateado e as relações dos dois ficaram estremecidas desde então.

Vivian Campbell vs. Ronnie James Dio

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Sim, até com o Dio o povo consegue implicar. O ex-guitarrista da banda Vivian Campbell disse que Dio era uma das pessoas mais vis da indústria musical, e Dio respondeu que Campbell, que foi para o Def Leppard, é um “fucking asshole, a fucking piece of shit”. Campbell diz que as declarações contra Dio são devido ao fato de que ele foi excluído da banda. Após a morte de Dio, Campbell se reuniu com a banda para tocar com outro vocalista. “Esses riffs são meus e eu quero continuar a tocá-los”.

Sammy Hagar vs. Dave Lee Roth

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Uma briga digna de Celebrity Deathmatch. Os dois vocalistas do Van Halen (vamos fingir que a fase com Gary Cherone nunca existiu, assim como a banda faz) adoram trocar farpas desde que Sammy entrou em cena. Diamond Dave adorava falar que “Sammy é como o segundo Darrin de ‘A Feiticeira'” e que “Ao contrário dele, nunca preciso cantar músicas que não são minhas nos shows”. Já Hagar chamou Roth para a porrada. Seria interessante, já que Sammy é boxeador e Roth fã de artes marciais. Seria quase um MMA, vejam só.

Stephen Malkmus vs. Billy Corgan

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Stephen Malkmus fez a singela letra de “Range Life”, do clássico disco “Crooked Rain, Crooked Rain” do Pavement. “Out on tour with the Smashing Pumpkins / Nature’s kids, they don’t have no function / I don’t understand what they mean / And I really could really give a fuck”. Como Billy Corgan é irritadinho, não deixou quieto. “Acho que isso é inveja”, disse Corgan. “As pessoas não se apaixonam pelo Pavement. Elas gostam de Smashing Pumpkins, Hole ou Nirvana, porque essas bandas significam algo para eles”. Sim, Corgan ainda fica falando sobre o assunto até hoje.

Chorão vs. Marcelo Camelo

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Chorão sempre foi reconhecido por ser esquentadinho e adorar dar uma de machão pra cima dos outros. Entre suas brigas, estavam Marcelo Falcão d’O Rappa e até Badauí do CPM22, a quem o Marginal Alado dirigiu a frase “Quem esse CPM22 pensa que é? É um bando de playboys. Badauí, se você cruzar no meu caminho, tá ferrado”. Mas o caso que mais repercutiu foi com Marcelo Camelo. O líder do Los Hermanos deu uma entrevista dizendo que “esse negócio de fazer comercial para Coca-Cola é um desdobramento da indústria, a gente rejeita esse negócio de vender atitude”, sendo que o Charlie Brown Jr. havia feito uma propaganda para o refrigerante. As duas bandas participaram do festial Piauí Pop em 2004 e Chorão foi tirar satisfações com Camelo no aeroporto, acertando-lhe um soco no olho. Segundo as matérias da época, o caso ainda teve Rodrigo Amarante correndo atrás de Chorão no aeroporto, uma cena hilária de se imaginar.

LSJack vs. Art Popular

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Ah, as tretas no aeroporto. Em 2003, o LSJack e o Art Popular já tinham inaugurado essa modalidade em uma briga generalizada no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Nada melhor pra explicar toda a briga do que deixar os depoimentos do empresário Edgar Santos para a Folha de S. Paulo falarem por si. “Eles achavam que o Leandro Lehart [vocalista] tinha feito críticas ao novo CD do LS Jack, mas ele estava comentando o novo CD do Ed Motta, e não o do LS Jack. Eles não quiseram trocar uma idéia. O Márcio [Art] tomou um soco na cara do vocalista do LS Jack [Marcus Menna], que chegou a quebrar seus óculos”. Fica a dúvida: quando o Ed Motta vai cobrar satisfações da banda que criou “Pimpolho”?

Plano-sequência: os melhores clipes brasileiros usando apenas um take

Dias atrás, compartilhei com vocês uma lista do site WatchMojo.com com um top 10 de clipes internacionais que usam apenas um take. Bom, depois daquilo, começaram a vir à cabeça diversas bandas brasileiras que usaram tal artifício. E como sou fã de listas, resolvi criar uma com clipes brasileiros com plano-sequência.

Pra começar, um que eu citei no post original e acabou me inspirando a criar esta lista. Ah, Rob Fleming, a culpa desse meu vício por listas é toda sua.

Os Paralamas do Sucesso – La Bella Luna Este chamou a atenção quando saiu. O negócio do plano-sequência foi muito alardeado na época, com making of passando direto na Mtv Brasil.

Ira! – Bebendo Vinho A versão do Ira! para a música de Wander Wildner ganhou um belíssimo clipe em plano-sequência com Nasi chegando em casa deprê e lamentando o roubo de seu cachorro Vênus.

Vespas Mandarinas – A Prova Este aqui, por incrível que pareça, é um plano-sequência e sem montagem: o guitarrista e vocalista Chuck Hipolitho programou seus celulares e os movimentos pra que tudo se encaixasse direitinho. Depois de muito planejamento, o resultado é esse:

Skank – Sutilmente Eu ia colocar “Três Lados”, mas só assistindo eu percebi que aquele tem alguns cortes que vão para a banda tocando. Bom, em “Sutilmente”, é plano-sequência o tempo todo. Dá pra notar uma inspiração no clipe de “1 2 3 4” da Feist, mas com a inovação de colocar o quarteto mineiro de lado, tocando na parede!

Caetano Veloso – Não Enche Não é o único plano-sequência de Caetano (agora tem também “A Bossa Nova é Foda”, mais ou menos), mas esse me marcou mais, já que passava direto na Mtv Brasil (e eu era um espectador assíduo do canal na época). Ver Caetano levando catiripapos em plano-sequência é incrível.

Los Hermanos – Todo Carnaval Tem Seu Fim O Los Hermanos no começo chupava bastante do Weezer. Essa música, por exemplo, tem o começo chupinhado diretamente “Getchoo” e o clipe é quase que uma versão de “Undone”.

Hateen – 1997 O “emo” do Hateen tem este clássico que lamenta relembrando o ano de 1997 com um rapaz caminhando pra lá e pra cá e passando pela banda. O triste é que ele se lembra de tudo que quer esquecer, o que deve ser muito foda pra ele.

Mallu Magalhães – Nem Fé Nem Santo Mallu passa por diversos cenários, lugares, dia, noite, chuva e até fogo sem sair do lugar.

Móveis Coloniais de Acaju – O Tempo Clipe gravado “ao vivo”. O que é escrito no vidro é a @ no Twitter enviado por fãs com a hashtag #TempoRealMoveisMtv.

Lurdez da Luz – Andei Pô, o próprio nome da música diz o que acontece no clipe. É basicamente isso.

Chico César – Mama África Ah, “Mama África”. Um grande clipe e o mais engraçado de se assistir no “Piores Clipes do Mundo” com o Marcos Mion (quando este era engraçado, há muitos e muitos anos atrás). Se você ainda não viu, assista os comentários do programa. Vale a pena.

Thiago Petit – Nightwalker A atriz Alice Braga caminha pela rua, te olha com seus olhos penetrantes e até faz uma coreografia no meio do caminho.

Gaby Amarantos – Xirley A madrinha do tecnobrega chega em casa e conta a história da moça que vai te servir um café coado na calcinha pra te enfeitiçar. Tudo sem cortes de câmera, é lógico.

A Banda Mais Bonita da Cidade – Oração Deixei um dos mais populares clipes em plano-sequência para o final, especialmente para que a música entre na sua cabeça novamente e não saia mais pelo dia de hoje. Isso é earworm pra ninguém botar defeito. Ah, e esse clipe gerou muitas versões feitas por fãs e famosos, todas em plano-sequência, é claro.

Esqueci de algum? Lembra de mais algum clipe brasileiro que usa o plano-sequência e merece palmas? Coloca aí nos comentários!