A lista atualizada de lugares de São Paulo onde sempre tem uma banda independente tocando

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Letty and the Goos no Bar da Avareza

“Ah, mas não tem lugar pra banda independente se apresentar em São Paulo”. Você já deve ter ouvido isso e também ouvido que “a cena tá morrendo” por esse motivo.

As duas afirmações estão incorretas: São Paulo está cheia de locais onde sempre tem uma banda autoral se apresentando, mesmo que às vezes precise dividir a noite com alguma banda cover (afinal, a casa precisa de grana, e infelizmente muita gente prefere dar seu suado dinheirinho pra cover, fazer o quê). Fiz uma pequena lista de casas, estúdios e lugares que atualmente abrigam a borbulhante cena autoral independente do país. Fique de olho na agenda desses locais e compareça aos shows!

(Aliás, a tal cena só morre se você ficar só reclamando dela ao invés de se levantar e aparecer para fortalecer essas apresentações. Estamos combinados?)

Associação Cultural Cecília
Rua Vitorino Carmilo, 449 – Santa Cecília

Paula Cavalciuk

Paula Cavalciuk no Cecília

A Cecília é uma casa que exala cultura pelas paredes. O espaço oferece quase diariamente shows dos mais variados estilos, sempre com muita proximidade entre público e artista. A Associação Cultural Cecília também realiza seus tradicionais festivais de rua e outros projetos com música e artes.

Morfeus Club
Rua Ana Cintra, 110 – Santa CecíliaAletrix

Aletrix no palco do Morfeus

Rap, hip hop, metal, punk, reggae e dub são alguns dos estilos que você encontra ao adentrar o Morfeus Club, do lado do metrô Santa Cecília. Sempre tem algum show rolando e vale a pena dar uma olhada na decoração da casa, toda feita com materiais encontrados em caçambas e jogados pela rua.

Secretinho
Rua Inácio Pereira da Rocha, 25 – Pinheiros

O Secretinho tem aquele ar de casa, mas recebe frequentemente belos shows de bandas independentes, além de muito rap e hip hop. É pequenininho, mas tem um quintal atrás para você dar uma espairecida.

Centro Cultural Zapata
R. Riachuelo, 328 – Sé

Satânico Dr. Mao e os Espiões Secretos no Centro Cultural Zapata

O Centro Cultural Zapata é dedicado à diversidade artística e à cultura underground e além de artes plásticas abriga shows de bandas de todos estilos – do punk ao indie, do grindcore ao eletrônico. Fica próximo ao terminal Bandeira e à estação Anhangabaú do metrô.

Trackers
R. Dom José de Barros, 337 – República

Jorginho Amorim e a Tribo no Trackers

Jazz, rock, punk, soul, discotecagem, sound system, reggae… Tudo isso cabe na Trackers, casa que fica em um prédio bem próximo à Galeria do Rock e sempre tem uma festa em seus diversos ambientes. Tão plural quanto a casa é sua programação. Fique de olho, que sempre tem algum evento que pode te interessar.

 

Sensorial Discos
R. Augusta, 2389 – Jardins

A Sensorial Discos reúne loja de discos, bar e espaço para shows, além de reunir uma galera que curte música pra bater um papo sobre o assunto. Também rolam lançamentos de livros, discotecagens e muito mais por lá. Escolha sua cerveja artesanal e curta o show.

Hotel Bar
R. Matias Aíres, 78 – Consolação

TEST no Hotel Bar

Pequenininho, mas cheio de personalidade. Na badalada região baixa da Rua Augusta, o Hotel Bar sempre tá com um show bacana pra você conferir, mesmo que seja ouvindo do lado de fora tomando umas.

Casa do Mancha
R. Felipe de Alcaçova, 89 – Pinheiros

Acruz Sesper Trio na Casa do Mancha

Uma das casas mais requisitadas da cena independente, a Casa do Mancha começou  em 2007 com um pequeno estúdio na sala da casa onde de fato morava o músico e produtor Mancha Leonel. De lá pra cá se tornou o lar de shows de todos os tipos de som, sempre com um público fiel.

FFFront!
R. Purpurina, 199 – Sumarezinho

Clemente e a Fantástica Banda Sem Nome no Fffront

Acho que a própria página do FFFront explica bem: “É um espaço criado entre amigos para ser dividido com diversão, conversas e momentos de ode ao ócio, sem culpa”. Frequentar, divulgar, trazer amigos e se sentir bem é o que a casa prega. Ah, e tem shows fodaços, vira e mexe.

Espaço Zé Presidente
Rua Cardeal Arcoverde, 1545

Rael no Zé Presidente

O Zé Presidente fica na Vila Madalena e além de diversos shows, costuma receber festas dos mais variados gêneros. É uma casa, com estrutura de casa, mas um belo local com palco para as apresentações.

Centro Cultural Rio Verde
R. Belmiro Braga, 119 – Vila Madalena

Gigantesco, o Centro Cultural Rio Verde abriga shows de bandas grandes? Sim. Bandas pequenas? Sim. Bandas de rap? Sim. Eventos? Sim. Festivais? Também. Ou seja: fique de olho, alguma coisa bacana provavelmente terá por lá quando você visitar.

Augusta 339
R. Augusta, 339 – Consolação

Um dos poucos sobreviventes que continua investindo em shows na outrora selva de apresentações noturnas Rua Augusta, o Augusta 339 tem feito cada vez mais eventos com bandas independentes e autorais dos mais diversos estilos. Quer um exemplo? Tem show de hardcore lá… E também de lançamento do Pe Lanza, ex-Restart. Quer mais democrático que isso?

Estúdio Aurora
Rua João Moura, 503 – Pinheiros

In Venus no Estúdio Aurora

Você já deve ter visto os eventos do Estúdio Aurora Ao Vivo. O estúdio sempre recebe bandas para shows intimistas mas cheios de fúria e vigor com um som incrível. Vale a pena ficar de olho.

Breve
R. Clélia, 470 – Barra Funda

gorduratrans no Breve

O ex-Neu virou Breve, mudou de lugar… Mas a abertura para bandas autorais em shows incríveis continua, até com mais força que antes. O Breve virou um dos lugares mais procurados quando se fala em música autoral hoje em dia.

Estúdio Lâmina
 Av. São João, 108 – 41 – Centro

Mescalines no Estúdio Lâmina

O Estúdio Lâmina fica no quarto andar de um prédio construído na década de 40, no centro histórico de São Paulo. É um Espaço de Cultura Independente que busca divulgar novos artistas da cena, então além de shows você pode encontrar artes visuais, dança, circo contemporâneo, cinema, poesia e mais.

Espaço Disjuntor
R. da Mooca, 1747 – Mooca

Gustavo da Lua no Disjuntor

Localizado na Mooca, o Disjuntor também reúne todas as expressões artísticas, com artes plásticas, danças, performance, e, claro, música de todos os estilos.

Bar da Avareza
R. Augusta, 591 – Consolação

Papisa no Bar da Avareza

O Crush em Hi-Fi em parceria com os blogs Hits Perdidos, Cansei do Mainstream e RockALT faz mensalmente o projeto Contramão Gig no Bar da Avareza, na Rua Augusta, sempre com bandas autorais em shows ao vivo. Ah, e a casa agora começou a investir em mais shows autorais também!

Sentiu falta de alguma casa que abriga shows autorais? Tem alguma sugestão? Manda aqui nos comentários que eu atualizo o post!

25 discos brasileiros sensacionais que infelizmente ainda não estão no Spotify

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O Crush em Hi-Fi é um dos Embaixadores Spotify e a gente adora encher nosso perfil por lá de playlists de tudo que é jeito. Mas, infelizmente, muitas bandas, artistas e selos ainda não se renderam ao mundo do streaming e não subiram suas obras nos mais diversos serviços que existem por aí. Uma pena, ainda mais pra nós, que adoramos criar playlists. Pois bem: resolvemos criar uma lista de 25 (e olha que poderiam ser muitos mais!) discos muito bons que deveriam (e precisam) estar nos serviços de streaming mas por enquanto ainda não podem ser encontrados por lá. Bandas e artistas citados nesse post, se puderem, resolvam isso, seus fãs clamam!

1 – Cordel do Fogo Encantado – “Cordel do Fogo Encantado” (2001)
Houve uma época em 2001 em que os shows do Cordel do Fogo Encantado era uma verdadeira febre entre a juventude que pirava no manguebit e nas misturas de estilos. A doideira de Lirinha e o show frenético eram lotados e todo mundo queria ir. Pois é, quem tem saudade dessa época ainda não tem nas plataformas de streaming os discos de 2001, auto-intitulado, nem “O Palhaço do Circo Sem Futuro”, de 2002, ou “Morte e Vida Stanley”, seu último trabalho. Quem se habilita a subir lá?

2 – Thee Butchers’ Orchestra“Golden Hits By Thee Butchers’ Orchestra” (2003)
Lançado pela Thirteen Records, o disco alavancou o trio Thee Butchers’ Orchestra às posições mais altas da música independente de São Paulo na época. Os shows não deixavam ninguém ileso: uma porrada sonora inigualável com o mais puro barulho.

3 – Retrofoguetes“Ativer Retrofoguetes!” (2003)
O Retrofoguetes surgiu após o fim dos geniais Dead Billies, e o disco de estreia do grupo foi esse, cheio de surf music de qualidade lançado pela Monstro Discos.

4 – Soutien Xiita“Cantando pra Subir” (1999)
Em 1999 a Tamborete lançava o disco do Soutien Xiita, uma porrada violenta e gritada com aquela cara de anos 90 que só as bandas dos anos 90 possuem mesmo. Letras em inglês e aquela tosquice proposital deliciosa.

5 – Graforreia Xilarmônica“Coisa de Louco II” (1995)
Não dá pra entender como os discos de uma banda tão icônica quanto a Graforreia Xilarmônica ainda não estão disponíveis nos serviços de streaming. Não faz sentido os usuários não terem acesso a músicas como “Bagaceiro Chinelão”, “Minha Picardia” e o clássico dos clássicos do Sul “Amigo Punk”.

6 – Os Cascavelletes“Os Cascavelletes” (1989)
Outra ausência gaúcha sentida quando a gente vai usar o Spotify são os seminais Cascavelletes e suas letras cheias de malandragem fuderenga e o velho duplo sentido. O primeiro disco da banda tem sons inesquecíveis como “Morte Por Tesão”, “Menstruada” e “Ugagogobabagô”.

7 – Killing Chainsaw“Killing Chainsaw” (1992)
O rock alternativo brasileiros dos anos 90 tem entre seus grandes clássicos indiscutíveis o disco de estreia do Killing Chainsaw, de Piracicaba, com uma linda capa do filme “Akira”. Essa banda merece ser ouvida, compartilhada, conhecida, reconhecida, espalhada, adorada.

8 – Ack“Play” (1998)
O Ack lançou “Play” no final dos anos 90, um disco recheado de punk rock com ótimas melodias. O álbum conta com o quase hit “Michael J. Fox” e participações de BNegão e Henrike, do Blind Pigs.

9 – Walverdes“90°” (2000)
Num momento em que o rock em português se reerguia, o Walverdes mandou um discaço em “90°” com muita fúria e ajudou a levantar mais a cena gaúcha da época.

10 – Arthur Franquini“When Loneliness Fucks You Up” (2004)
Arthur Franquini era muito mais do que o primeiro baterista dos Forgotten Boys: era um baita compositor, como o disco “When Loneliness Fucks You Up” pode contestar. Saudades, Arthur.

11 – The Maybees“The Maybees” (1998)
O Maybees é a banda que depois veio a se tornar o Ludov. Na época de Maybees o som era mais calcado no guitar noventista com letras em inglês em músicas que não fariam feio em selos incensados americanos.

12 – Stratopumas“Singles” (2006)
Eu lembro bastante de ver o Stratopumas em um dos comerciais que mostrava bandas independentes lá na Mtv. No comercial, eles eram os que melhor emulavam coisas como The Strokes. No disco “Singles” dá pra ver que eram muito mais que isso, mas que sabiam, sim, usar o garage rock revival a seu favor.

13 – Faichecleres“Indecente, Imoral e Sem Vergonha” (2004)
O trio gaúcho, junto com Cachorro Grande, era habituée das casas de show da Rua Augusta no meio dos anos 2000, além de estarem em alta rotação nos circuitos do rock independente. Hoje andam meio sumidos, mas músicas como “Aninha Sem Tesão” e “Ela Só Quer Me Ter” lembram bastante os bons tempos do rock do Sul nos anos 80.

14 – Arrigo Barnabé“Clara Crocodilo” (1980)
COMO ASSIM um dos maiores discos da Vanguarda Paulistana não está disponível nos serviços de streaming? Isso é praticamente um sacrilégio musical. Além desse, álbuns como “Gigante Negão” e tantos outros merecem ser colocados por lá.

15 – Premeditando o Breque“Premeditando o Breque” (1981)
Falando em Vanguarda Paulistana, e esta pérola do bom humor musical? É difícil saber que não temos lindas pérolas musicais como “Brigando Na Lua”, a deliciosa e indigesta “Feijoada Total” e “Fim de Semana” pra ouvir em nossos streaming e colocar em nossas playlists…

16 – Walter Franco“Revolver” (1975)
Esse disco de 1975 é um absoluto clássico da música brasileira e conta com uma de minhas músicas preferidas de todos os tempos do rock nacional, “Feito Gente”, som que foi emulado meio sem querer muitos anos depois pelos Arctic Monkeys em “Do I Wanna Know”. Pois é, visionário o Walter Franco.

17 – Os Lobos“Miragem” (1971)
Descobri esse discaço por acaso! Formado por Dalto e Cristina (voz), Ronaldo (guitarra), Cássio (guitarra), Fábio (teclados), Francisco (baixo) e Cláudio (bateria) no início da década de 1970, Os Lobos faziam um delicioso rock psicodélico nos moldes dos Mutantes!

18 – Sonic Disruptor“Poppers” (1996)
O filho único de uma das grandes bandas de guitar brasileiras saiu em 1996 e é um dos melhores exemplares de shoegaze brasileiro feito com perfeição, com sons como “Plastic Sunny Car”, “Angel Wheels” e “Sweet Cool (Acid Test)”. O disco foi produzido pelo querido Kid Vinil.

19 – Muzzarelas“Maledetos” (2005)
Em 2005, a maior banda de punk rock queijeiro e cervejista da região metropolitana de Campinas resolveu que era a hora de lançar um disco de covers. Mas não qualquer covers: são versões alucinadas de grandes bandas do underground como Línguachula, Acmme, Happy Cow, Tube Screamers e diversas outras (que também mereciam estar nos serviços de streaming, aliás).

20 – Linguachula“Linguachula” (1995)
Já que falamos na banda no disco dos Muzzarelas, eu repito: cadê o Linguachula no Spotify e seus concorrentes, hein? Esse disco de 1995 é incrível!

21 – RAPadura  – “Fita Embolada do Engenho” (2010)
Chico Science ficaria orgulhoso em ver esse rap autenticamente nordestino misturando ritmos e trazendo um rap com embolada, coco e muito mais. Infelizmente, nada do cearense RAPadura (ou RAPadura Xique Chico) está no Spotify. Merece seu espaço, porque é sensacional.

22 – Peter Perfeito“Funk Rock Nervoso” (1995)
O terceiro disco da banda que contava com ninguém menos que Tom Capone como guitarrista tem hardcore, tem ska, tem aquela cara incrível de anos 90 e tem que ser disponibilizado nas redes de streaming o mais rápido possível.

23 – Squaws“O Jogo Vai Virar” (1998)
O Squaws era a “próxima banda a estourar” que nunca estourou. Na época, era indicada por várias revistas e críticos musicais como uma banda que misturava rock e rap e que entraria na lista de sucessos como Planet Hemp e Raimundos. Pois é, não rolou, mas ficou o disco “O Jogo Vai Virar”, que ainda não está no Spotify. Cadê?

24 – Mestre Ambrósio“Mestre Ambrósio” (1996)
Em 1996 o manguebit começava a ganhar o Brasil e o disco do Mestre Ambrósio é uma das melhores obras que misturava tudo que tinha de ritmos brasileiros como forró, embolada e maracatu com rock e saía com um trabalho inesquecível. Passava bastante na Mtv Brasil (que saudades, meu Deus) e “Se Zé Limeira Sambasse Maracatu” chegou a ser um hit menor da época.

25 – Virna Lisi“O Que Diriam Os Vizinhos?” (1996)
Falando em Mtv Brasil dos anos 90, lembra de como passava o clipe de “Eu Quero Essa Mulher”, que chegou a ser indicado ao VMB? Se você era da época, com certeza lembra do Virna Lisi. Baita banda. Cadê esse disco lá nos streaming, pessoal? Cadê?

5 músicas de Gilberto Gil que você provavelmente não conhece

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Gilberto Gil

Gilberto Gil tem uma das obras mais extensas e diversas da música popular brasileira. Por mais que se escutem horas e horas de suas criações é quase impossível esgotá-las. No caminho muita coisa pode se perder ou pode ser esquecida. Hoje tenho cinco músicas destacadas pra dialogar um pouco sobre partes um tanto quanto inexploradas de sua obra (em teoria e no que eu sinto). Um pontapé inicial do que espero que sejam pesquisas mútuas e avanços na descoberta de novas surpresas.

1 – “Sala do Som”

A música tem duas versões até onde sei. Uma grata surpresa do álbum de raridades “Satisfação: raras e inéditas” e outra mais em tom de samba do álbum “Quanta”, de 1998. Fica a cargo de gosto pessoal escolher a melhor – fico com a de 77 que traz os ares da obra de Gil dos anos 70 – provavelmente a melhor fase de seu Gilberto.

É um exercício de imaginação interessante pensar Milton “Bituca” Nascimento entrando “sem bater, na sala do som”. A letra é um retrato de uma rotina de gravação e definição do roteiro de um show – uma metalinguagem inusitada. A melodia com ares da “trilogia Re” (“Refavela”, “Realce”, “Refazenda”) dá a tônica dessa surpresa musical.

As duas versões estão disponíveis no Spotify e no Youtube.

Gil e Milton Nascimento – 2001

2- “Máquina de Ritmo”

O álbum “Banda Larga Cordel” (2008) definitivamente traz boas surpresas, sendo o primeiro álbum de inéditas depois de “Quanta” (1997). “Banda Larga” provavelmente não traz consigo as melhores versões musicais, que provavelmente se consolidaram no DVD ao vivo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro – “Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmo”. Uma dessas é a que dá nome ao show: “Máquina de Ritmo”. Um desejo de continuidade dos samba, um pedido pra que “não se deixe o samba morrer”, uma defesa das máquinas de ritmo, afirmando: é samba sim! Dizer que não é samba é conservadorismo besta e que traz como consequência uma morte real do samba.

Na análise faixa a faixa do disco (disponível no Youtube) isso fica claro. Gil compara às máquinas de ritmo às guitarras elétricas, alvo de passeatas e perseguição nacionalista na década de 60. A escuta das duas versões, tanto a do Banda Larga quanto a do show de 2012 vale a pena (em especial a versão ao vivo), assim como a que se faz presente no documentário Outros Bárbaros de 2002 (outra super indicação).

Tudo disponível no Spotify e no Youtube.

Análise da faixa por Gil: https://youtu.be/1C5NYywEBX4

3 – “Rep”

Entramos agora num dos álbuns mais subestimados de seu Gilberto – “O Sol de Oslo”. Gravado em 1994 e lançado em 11 de Setembro de 1998, ao lado de Marluí Miranda e Rodolfo Stroeter em Oslo, na Noruega (em maioria). Um disco que traz surpresas interessantes para o ouvinte e boas reflexões e meditações.

O Sol de Oslo – 1998

Em “Rep”, Gil traz uma inquietação que se mantém atual. O povo sabe o que quer. Mas, sempre há algo a mais. O povo também quer o que não sabe! Será que o povo sabe o que quer? Será que o povo quer o que não sabe? Será que não sabe?

Com seu rap com “e” Gil traz vários questionamentos e provocações que, principalmente em 2017, se fazem necessárias. Sempre se faz necessário debater quando se toca nos tópicos povo, ciência, fome e conhecimento. Talvez não exista nada parecido com isso na discografia do artista como um todo. Sol de Oslo traz peculiaridades que só ele carrega consigo. Desde uma gravação em país nórdico até um rap de Gilberto Gil. Nisso esse álbum é sensacional.

É uma pena que o álbum não esteja disponível no Spotify. O Youtube “mata a fome” por hora.

E por falar em “Sol de Oslo”…

4- “Kaô”

Uma saudação à Xangô. Uma viagem celestial e espiritual. Para os que crêem e para os que não crêem, a melodia e a voz penetrante de Gil acalmam o coração e a alma. Como descrito perfeitamente por Tulio Villaça, um ponto de umbanda que não é um ponto. Um mantra que não é um mantra. Uma canção que é um mantra e também um ponto de Umbanda.

O sincretismo que Gil tanto admira se faz presente com Xangô e com a mitologia nórdica, pela figura de Thor, aproveitando todo o clima de Oslo. Melodia e percussão sutis, quiçá simples, porém incríveis. O álbum como um todo merece uma escuta atenta. O calor brasileiro e o frio nórdico fazem uma interessante combinação, que, aparentemente não fez e não faz muito sucesso. Uma pena. Nunca é tarde!

Texto de Túlio Villaça: https://tuliovillaca.wordpress.com/2010/08/13/em-feitio-de-oracao/

Análise do álbum por Rodolfo Stroeter: http://www.gilbertogil.com.br/sec_disco_interno.php?id=36 (opção “textos”)

5 – “Chiquinho Azevedo”

Guardo para o final uma grata surpresa que tive com um dos melhores canais de música do Brasil, o Alta Fidelidade de Luiz Felipe Carneiro. Em homenagem ao aniversário de 75 anos de Gil, fez um “top 5”, onde, surpreendentemente colocou “Chiquinho Azevedo”, do “Quanta”. Na realidade a música não é de 1997. Como o próprio Gil relata, era uma música que estava perdida em seus arquivos. Chiquinho Azevedo, seu companheiro de banda, havia sido preso junto com Gil no famoso episódio da prisão por porte de maconha em 76. Como o próprio Gilberto relata, esta música fora um “desafeto” para mostrar que Chiquinho era um “bom rapaz” – havia salvado um menino no Recife.

“Quanta” (1997) – onde a música foi ressuscitada em estúdio 

A agonia do salvamento do menino toma aquele que escuta a música. Embora a letra seja simples, junto com a melodia, é difícil não ficar na espera por cada nova estrofe e pelo desfecho da história. A revolta com o médico anônimo é igualmente inevitável. É incrível como o tempo passa e as mesmas questões, paradigmas, impasses e conflitos morais vistas em 1977 se mantêm. Incrível e triste. O salvamento de Chiquinho poderia ter acontecido na semana passada em qualquer praia do Brasil. Com sua simplicidade que cativa é uma música fantástica e imperdível.

Disponível no Spotify e no Youtube

Vídeo do Luiz Felipe Carneiro: https://www.youtube.com/watch?v=D27yVTsFNxU

13 músicas para refutar quem diz que Ramones faz tudo sempre igual

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Ramones

Se você tem amigos que não gostam de Ramones, já deve ter ouvido aquele argumento de que “as músicas deles são todas iguais”. Lógico que a pessoa tem todo o direito de não gostar do quarteto novaiorquino, mas se ele resolver usar essa desculpinha furada para te ofender de alguma forma, sem problemas: Use esta lista de 13 músicas para provar que sim, os Ramones depois de seus três primeiros discos foram muito mais criativos e diversificados do que se pinta por aí. Vamos lá:

“Needles and Pins”, do disco “Road To Ruin”, de 1978
Tá, essa é uma cover de uma música do The Searchers de 1963, mas pra quem diz que Ramones só faz música igual, é um tapa na cara. Uma baladinha sessentista com cara de The Ronettes pra ninguém botar defeito e Joey fazendo sua melhor imitação de crooner romântico.

“Poison Heart”, do disco “Mondo Bizarro”, de 1992
É incrível que as pessoas falem que Ramones é tudo igual quando essa música escrita pelo Dee Dee foi um hit tão estrondoso nos anos 90. Aliás, é uma das melhores músicas da banda, na minha opinião, com letra, instrumental e execução sensacionais. Linda demais.

“Pet Sematary”, do disco “Brain Drain”, de 1989
Mesmo um dos maiores hits da banda, trilha do filme “Cemitério Maldito”, é BEM diferente de “Blitzkrieg Bop” e afins. Os tecladinhos e tudo…

“Chop Suey”, do disco “Pleasant Dreams”, de 1981
Essa aqui é um bubblegum divertidíssimo que lembra algumas coisas das Go-Go’s e tem aquela pegada de festinha sessentista na praia. Olha esses backings, gente.

“Danny Says”, do disco “End Of The Century”, de 1980
Mais uma que é bem diferente do que se espera dos quatro caras de jaqueta. Uma balada singela com Joey tentando usar sua voz de forma sutil e fofinha. A produção do Phil Spector deve ter a ver com o resultado.

“No Go”, do disco “Too Tough To Die”, de 1984
Dançante e calcado no rock dos anos 50, foge bastante do que se ouve normalmente quando se fala em Ramones.

– “I Won’t Let It Happen”, do disco “Mondo Bizarro”, de 1992
Tá, é mais uma balada, mas essa com mais cara de algo que o Bruce Springsteen faria em seus discos. Aliás, uma cover dessa feita pelo Boss seria incrível, hein…

“We Want The Airwaves”, do disco “Pleasant Dreams”, de 1981
Outro hit, dessa vez com riff de guitarra do Johnny e uma baita cara de rock oitentista.

“Do You Remember Rock’n’Roll Radio”, do disco “End Of The Century”, de 1980
A homenagem do quarteto ao rock dos anos 50 e 60 tem metais, tem muita inspiração do rock praiano sessentista e é uma delícia de ouvir. Sim, também tem muito do dedo do Phil Spector.

“Little Bit O’ Soul”, do disco “Subterranean Jungle”, de 1983
Essa aqui é uma das mais diferente de todas. Sério, se não fosse o vocal do Joey Ramone, eu nunca diria que essa é uma música dos Ramones.

“Strength To Endure”, do disco “Mondo Bizarro”, de 1992
Essa aqui tem vocal do CJ Ramone e é um punk noventista que poderia muito bem estar no disco de qualquer banda de punk noventista que sabe o que faz. Bem distante do punk que os Ramones faziam no começo e todo mundo fala que eles fizeram por toda a carreira…

“Go Lil’ Camaro Go”, do disco “Halfway To Sanity”, de 1987
Ramones com voz da Debbie Harry dando aquela força. E com “papa-oom-mow-mow”. Quem precisa de Camaro Amarelo quando existe essa?

“It’s Not My Place (In a 9 to 5 World)”, do disco “Pleasant Dreams”, de 1981
Igualzinha à “Blitzkrieg Bop”, né? Não, nem um pouco. Pronto, tá aí sua lista. Se alguém falar que Ramones é tudo igual, mostra isso. São 13 argumentos lindos que dão uma bela playlist, inclusive.

6 músicas que falam, mesmo que disfarçadamente, sobre brochadas e impotência

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Todo mundo sabe que MUITAS letras de música falam sobre todos os tipos de sexo possíveis e imagináveis, seja de forma explícita ou nas entrelinhas. Como esse assunto é tão comum no mundo da música, permeando letras de praticamente todos os estilos musicais, é claro que as tentativas mal sucedidas de transar também seriam relatadas mais cedo ou mais tarde. Pois bem: o Crush em Hi-Fi reuniu 6 das melhores canções relatando brochadas, impotência e afins. Lá vai:

The Strokes“Last Nite”

Quando me falaram que o primeiro hit arrebatador dos Strokes falava de uma noite mal-sucedida… Mas pensando bem e analisando a letra, faz todo o sentido. Se essa análise estiver correta, o eu lírico da música ainda fica bem indignado que ninguém entende sua tristeza e consequente dificuldade em transar. “People they don’t understand/ Girlfriends, they can’t understand/ Your grandsons, they won’t understand /On top of this, I’ll never gonna understand”.

Momentos brochantes:
“Last night, she said
“Oh, Baby, I feel so down
See it turns me off
When I feel left out”

Arctic Monkeys“My Propeller”

Só de chamar o próprio pinto de “hélice” já fica parecendo que Alex Turner estava mesmo era afim de fazer um pintocóptero, não de transar. Mas enfim: na música que fala escancaradamente sobre a maria mole que o membro do moço virou. Não dá pra deixar de notar que ele coloca a culpa na moça, aparentemente. Tsc tsc… “If you can summon the strength tow me/ I can’t hold down the urgency/ You’ve got to make your descent slowly/ And oil up those sticky keys”.

Momentos brochantes:
“My propeller won’t spin and I can’t get it started on my own
When are you arriving?”

Art Brut“Rusted Guns of Milan”


  • As armas enferrujadas de Milão se referem, sim, a uma piroca que não está lá funcionando muito bem. Nesse caso, a letra mostra todo o desespero do rapaz em questão em tentar fazer o pimpolho ficar ereto, com a repetição “I know I can” e várias tentativas de retomar a paudurice, mas depois termina em mil desculpas e o medo do ocorrido se espalhar. “I’m sorry, I’m so sorry, can I get you a cup of coffee? Don’t tell your friends, don’t tell your friends, I promise it won’t ever happen again”. Calma, cara.

Momentos brochantes:
“It doesn’t mean that I don’t love you, one more try with me above you. 
It’s got nothing to do with anything I’ve had to drink.
It’s more to do with the way I think”.

Dead Kennedys“Too Drunk To Fuck” 

Aqui o Jello Biafra já especifica exatamente qual o motivo de seus problemas penianos: encheu a cara como se não houvesse amanhã. E até uma diarreia no final ele fala que rolou. Eca.

Momentos brochantes:

  • “Too drunk to fuck
    Too drunk to fuck
    Too drunk to fuck”

Kings Of Leon“Soft”

Bem, o nome da música é “mole” e ele fala que adoraria participar da festinha, mas tá molenga. Precisa dizer mais?

Momentos brochantes:

“I’d pop myself in your body
I’d come into your party
But I’m soft”

Elastica“Stutter”

Finalmente uma na visão de uma mulher. Infelizmente, ela fica o tempo todo achando que a culpa é dela. Pelo menos ela fica de boa, fala que tá tudo bem e que não vai espalhar a empreitada que falhou por aí. “Well it isn’t a problem / Nothing we can’t keep between the sheets / Tell me you’re mine love / And I will not wait for other bedtime treats”.

Momentos brochantes:

“Is it something you lack when I’m flat on my back?
Is it something that I can do for you?
It’s always something you hate or it’s something you ate
Tell me is it the way that I touch you?”

15 discos de mashups que são verdadeiras obras-primas musicais

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Um mashup, também conhecido como mesh, mash up, mash-up, blend, bootleg e bastard pop, é uma música criada a partir da mistura de duas ou mais canções já existentes, normalmente usando o vocal de uma em cima do instrumental de outra, para que se combinem e criem algo novo. Esse tipo de criação ficou famosa no começo dos anos 2000, com a mistura de Christina Aguilera e The Strokes “A Stroke Of Genius”, que unia “Genie In A Bottle” e “Hard To Explain” e trazia à luz algo totalmente novo, unindo o rock garageiro com o pop plastificado. A partir daí os mashups tomaram o mundo, chegando até à grande mídia com discos como “Collision Course”, que unia Jay Z e Linkin Park, e o espetáculo “Love”, do Cirque du Soleil, com um grande mashup da obra dos Beatles.

Existem diversos discos completos usando o mashup como base, e alguns são verdadeiras obras-primas. Selecionei 15 deles:

Team Teamwork“Ocarina of Rhyme”

Misturar Dr. Dre, Mike Jones, Jay Z, Clipse e outros rappers renomados com a trilha sonora de Zelda é algo que só uma mente genial e divertida conseguiria fazer. Lançado em 2009, o disco é ótimo mesmo para quem não é fã da saga de Link.

DJ Danger Mouse“The Grey Album”

Hoje em dia o Danger Mouse é um reconhecido produtor e fez trabalhos como o último disco dos Red Hot Chili Peppers, “The Getaway”, do ano passado. Em 2004, no auge dos mashups, ele caía de boca unindo o disco “The Black Album” do Jay Z com o clássico “The White Album” dos Beatles, resultando no premiado “The Grey Album”. A junção de faixas como “What More Can I Say” com “While My Guitar Gently Weeps” são impecáveis.

Alex Hodowanec“Yeezer”

O estudante da Universidade de Ohio Alex Hodowanec se inspirou no “Grey Album” pra criar “Yeezer”, com 10 faixa que unem Kanye West com Weezer de uma forma nunca antes imaginada. “A primeira música que trabalhei foi misturando ‘Through The Wire’ do Kanye com ‘Beverly Hills’. Assim que essa fechou, eu pensei ‘já que fiz esse, melhor fazer mais nove, certo?'” Hoje em dia é incrivelmente difícil de achar para baixar ou assistir mesmo no Youtube.

Wugazi“13 Chambers”

Inacreditavelmente, este disco de 2011 consegue unir com perfeição os raps do Wu Tang Clan com o hardcore do Fugazi. Faixas como “Sleep Rules Everyything Around Me” são sensacionais.

Dean Gray “American Edit”

Em novembro de 2005 o Dean Gray (uma piadinha com um anagrama de Green Day) foi lançado, misturando o disco de 2003 que levou o trio de punk rock de volta aos topos das paradas com tudo o que você pode imaginar. Lógico que deu rolo com a gravadora, que fez questão de tirar do ar o disco. A faixa “Boulevard Of Broken Songs”, misturando Green Day com Oasis, chegou a ser um semi-hit.

The Kleptones“A Night At The Hip Hopera”

Misturando a música do Queen com rap e muitos trechos de filmes como “Curtindo A Vida Adoidado”, “A Night At The Hip Hopera”, de 2004, foi banido pela Hollywood Records, é claro, pelo uso de seus samples. Dá pra ouvir no Soundcloud:

Fela Soul“Amerigo Gazaway”

“Fela Soul” é, além de um ótimo trocadilho, uma união incrível. Fela Kuti com certeza é uma influência no De La Soul, então fazer essa mistura era praticamente algo natural. Ainda bem que aconteceu.

Otaku Gang“Life After Death Star”

Criado pelo rapper Richie Branson e o produtor Solar Slim, o disco reune as clássicas músicas de John Williams para a saga Star Wars com os versos pesados do Notorious B.I.G.

DJ BC“The Beastles”

Quem diria que o quarteto de Liverpool soaria tão bem quando misturado com o trio de Nova Iorque, hein? O “The Beastles” criado pelo DJ BC já tem três discos completos que misturam Beastie Boys com Beatles de forma maestral.

The Kleptones“Yoshimi Battle the Hip Hop Robots”

Uma improvável colisão entre o Flaming Lips com vários rappers e o resultado é “Yoshimi Battle The Hip Hop Robots”. Aliás, improvável na época, já que hoje em dia uma das maiores colaboradoras da banda é a super improvável Miley Cyrus.

DJ Max Tannone“Jaydiohead”

Radiohead e Jay-Z unidos pelo DJ Max Tannone, de Nova Iorque, também conhecido pelo seu antigo nome de guerra Minty Fresh Beats. Surpreendentemente bom.

Seanh2k11“Sadevillian”

O disco pega os raps pesados e inusitados de MF DOOM e traz toda a sensualidade da rainha do R&B Sade para dar o clima. Funciona perfeitamente bem. Confira nas sete faixas do álbum:

Coins“Daft Science”

O DJ e produtor de Toronto Coins ficou dois anos preparando o disco que mistura as rimas certeiras dos Beastie Boys com samples de tudo que o Daft Punk já fez. “Daft Science” foi lançado em 2016 e pode ser ouvido no Bandcamp:

Wait What“Notorious XX”

O par The XX e Notorious B.I.G. pode parecer fora do comum, mas o produtor de São Francisco Wait What conseguiu fazer com que a união parecesse feita para acontecer. Lançado em 2010, “The Notorious XX” teve mais de um milhão de downloads e ganhou do The Guardian o título de “melhor disco de mashup de 2010”.

João Brasil“Big Forbidden Dance”

O DJ brasileiro que tocou até nas Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016 pega um monte de funk carioca e mistura perfeitamente com Madonna, Raimundos, The Strokes, Iron Maiden, The Offspring e muito mais. Inacreditável de tão bacana. Hoje em dia tá difícil de achar pra baixar.

20 dos melhores projetos paralelos de membros de bandas que você conhece muito bem

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Tinted Windows

É normal ver músicos de grandes bandas fazerem diversos projetos paralelos. Seja para fazer um som diferente, dar um tempo na banda principal ou mesmo um jeito menos brusco de sair da banda, estes projetos são muito comuns e muitos são ótimos. Existem inclusive os que ganham grande exposição e estouram, como é o exemplo do Gorillaz, que começou como projeto paralelo de Damon Albarn, do Blur, e até hoje está lançando discos e aparecendo no topo das paradas. Conheça 20 projetos paralelos que são muito bons e, para muitos, até superam o trabalho “oficial” dos artistas envolvidos neles:

Kleiderman

Kleiderman

Com Sérgio Britto no vocal e guitarra e Branco Mello no baixo e vocal, o projeto paralelo dos membros dos Titãs contava com Roberta Parisi na bateria e tinha um som mais cru e puxado para o grunge, algo que o octeto de São Paulo havia feito nos discos “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora” e “Titanomaquia”. Lançado em 1994, o disco “Con El Mundo A Mis Pies” foi bem recebido e chegou a ter o clipe de “Não Quero Mudar” exibido na Mtv Brasil e o trio se apresentou em um dos festivais independentes mais importantes historicamente na época, o Juntatribo. Infelizmente, até hoje não tivemos uma reunião do Kleiderman. Que tal, hein, Sérgio e Branco?

Nailbomb

Nailbomb

Nailbomb foi um projeto paralelo breve de Max Cavalera, na época no Sepultura, e Alex Newport, do Fudge Tunnel. O som da banda misturava a porradaria de sempre que Max fazia com elementos eletrônicos e samples. Igor Cavalera e Andreas Kisser foram os responsáveis pela bateria e guitarra da banda em seu primeiro (e único) álbum de estúdio, Point Blank”, lançado pela Roadrunner Records em 1994. O disco contou com participações especiais dos guitarristas Dino Cazares, do Fear Factory e Ritchie Bujnowski, do Wicked Death.

Tinted Windows

Tinted Windows

Uma superbanda com integrantes que ninguém imaginaria juntos: no baixo, Adam Schlesinger, do Fountains of Wayne, na guitarra James Iha, ex-Smashing Pumpkins, Bun E. Carlos do Cheap Trick na bateria e Taylor Hanson, o vocalista do trio Hanson! Em 2009, eles lançaram seu disco auto-intitulado, com canções power pop com pitadas de rock alternativo. Desde seu último show, em 2010, não se ouviu mais do quarteto estrelado.

Mondo Cane

Mondo Cane

Olha, se eu fosse falar de todos os projetos do Mike Patton esse post seria só dele, falando de coisas como o Tomahawk, Lovage, Fantomas e tantos outros. Mas escolhi um dos que eu mais curti e é inusitado demais: no Mondo Cane, Patton canta clássicos do pop italiano dos anos 50 e 60 acompanhado por uma orquestra. Claro, com aquela voz incrível que só ele tem. O disco de 2010 é impecável e esse projeto tocou por aqui no Rock In Rio em 2011, acompanhado pela Orquestra Jovem de Heliópolis.

Thunderbitch

Thunderbitch

Brittany Howard, vocalista e guitarrista do Alabama Shakes, faz no Thunderbitch um rock cru e rascante que foge um pouco do que cria em sua banda original. O disfarce, com peruca lisa e maquiagem exagerada, ajuda a deixá-la mais “incógnita”. O primeiro disco da banda saiu em 2015 e conta com a participação de amigos dela de Nashville, como membros das bandas Fly Golden Eagle e Clear Plastic Masks.

Them Crooked Vultures

Them Crooked Vultures

Mais uma superbanda de um cara que adora fazer projetos paralelos: Dave Grohl. O Them Crooked Vultures é o power trio dos powers trios, unindo ele em seu instrumento preferido, a bateria, com John Paul Jones, do Led Zeppelin, no baixo, e Josh Homme, líder do Queens Of The Stone Age, na guitarra e vocais. O som é uma mistura das bandas dos integrantes, puxando um pouco mais para o stoner rock em 90% do tempo em seu primeiro e único disco, de 2009.

Taylor Hawkins and The Coattail Riders

Taylor Hawkins and The Coattail Riders

O Foo Fighters é formado por pessoas muito talentosas e cheias de projetos paralelos, não tem jeito. O baterista Taylor Hawkins recentemente lançou seu segundo projeto paralelo, The Birds of Satan, mas eu tenho um carinho especial pelo Taylor Hawkins and the Coattail Riders, onde ele faz um som mais puxado para o Rush. Confira no disco de 2004, vale a pena!

Lieutenant

Lieutenant

Tá, juro que esse é o último projeto de integrante dos Foo Fighters dessa lista. Desta vez é obra do baixista Nate Mendel, que lançou em 2015 o disco If I Kill This Thing We’re All Going To Eat For a Week”. O álbum tem muita influência de college rock e do rock anternativo do final dos anos 80 e vale muito a pena ouvir.

Fat Les

Fat Les

O projeto do baixista do Blur Alex James conta com o ator Keith Allen e o artista Damien Hirst, além dos vocais convidados de Lily Allen, Andy Kane, Lisa Moorish e Michael Barrymore. O primeiro som deles, “Vindaloo”, foi criado como hino não oficial da Copa de 1998 e ganhou um clipe parodiando “Bittersweet Symphony”, do The Verve. Em 2000 veio “Jerusalem”, música para o time da Inglaterra na Euro 2000. Em 2012 mudaram o nome para Fit Les e gravaram “The Official Fit Les Olympic Anthem”, para as Olimpíadas. A banda não chegou a gravar um disco, somente singles.

The Creatures

The Creatures

O projeto paralelo de Siouxie e Budgie lançou diversos discos: “Feast” (1983), “Boomerang” (1990), “Anima Animus” (1999) e “Hái!” (2004). O som foi variando de disco em disco, com algo mais exótico no primeiro, uma curva mais espanhola, com toques de flamenco, no segundo, um tom mais urbano no terceiro… Sempre fugindo um pouco do que era feito na banda oficial, Siouxie and the Bansheees.

Banks & Steelz

Banks and Steelz

A improvável colaboração de Paul Banks (do Interpol) com RZA (do Wu Tang Clan) fez um dos melhores discos de 2016, “Anything But Words”. O som é uma mistura do som indie obscuro do Interpol com o hip hop de RZA, e é meio inexplicável o quanto essa união dá certo. Só ouvindo, mesmo.

The Fireman

The Fireman

Paul McCartney não é um cara que consegue ficar parado. Em 1990 ele se juntou com o músico e produtor Youth e e eles criaram The Fireman, que une rock com música eletrônica e lançou três discos: “Strawberries Oceans Ships Forest” (1993), “Rushes” (1998) e “Electric Arguments” (2008).

+44

Na primeira vez que Tom Delonge resolveu brigar com os membros do Blink-182 e sair para criar suas músicas cheias de efeitos a la U2, Mark Hoppus e Travis Barker se uniram com os guitarristas Shane Gallagher (The Nervous Return) e Craig Fairbaugh (Mercy Killers) e formaram o +44. Seu disco, apesar de ter suas similaridades com o Blink, tem mais camadas e elementos eletrônicos, além de temas mais soturnos.

The Network

The Network

Ao mesmo tempo em que preparava o sucesso “American Idiot”, o Green Day colocou máscaras, se uniu com um pessoal do Devo e lançaram incógnitos o projeto The Network. O disco “Money Money 2020” é, para muitos, um dos melhores trabalhos do trio de Billie Joe Armstrong. Ah, até hoje eles nunca se revelaram como o Green Day disfarçado, mas a voz e a movimentação dos membros não deixa dúvidas.

Little Joy

Little Joy

A combinação de Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Binky Shapiro e Fabrizio Moretti (Strokes) não lembra em nada as bandas de origem de seus integrantes, com um som “praiano” que pode ser conferido no único álbum do trio, de 2008. “Brand New Start” chegou a virar um hit e até em comercial entrou.

Ataxia

Ataxia

Uma das muitas colaborações dos super amigos e guitarristas do Red Hot Chili Peppers John Frusciante e Josh Klinghoffer é o Ataxia, que também conta em sua formação com Joe Lally, do Fugazi. A banda escreveu e gravou diversas músicas no período de duas semanas, e elas foram lançadas divididas em dois álbuns: “Automatic Writing” (2004) and “AW II” (2007). O som passeia entre o art rock, o experimental, a psicodelia e o pós-punk.

ZWAN

ZWAN

Billy Corgan é conhecido pela genialidade e pelos chiliques com todas bandas que tem. Durante o período de “fim” do Smashing Pumpkins, ele formou o Zwan, que nada mais era que uma versão da Terra 2 da banda, inclusive com uma baixista mulher e um guitarrista asiático. A banda foi formada por membros de bandas como  Slint, Tortoise, Chavez, e A Perfect Circle e lançou um disco: “Mary Star of The Sea”.

Blakroc

Blakroc

Mais uma mistura inusitada que dá bastante certo: o duo The Black Keys com vários rappers. Vamos ao elenco: Mos Def, Nicole Wray, Pharoahe Monch, Ludacris, Billy Danze do M.O.P., Q-Tip do A Tribe Called Quest, Jim Jones e NOE do ByrdGang, Raekwon, RZA e Ol’ Dirty Bastard, do Wu-Tang Clan. Preciso falar mais? Ouça.

3 na Massa

3 na Massa

O 3 na Massa é um projeto que reúne Dengue e Pupillo, da Nação Zumbi, e Rica Amabis, do Instituto. O disco “Na Confraria das Sedutoras” foi criado com diversas participações femininas nos vocais, como Leandra Leal, Thalma de Freitas, Céu, Pitty, Nina Becker, Cyz, Alice Braga e muitas outras.

The Frustrators

The Frustrators

Se você tem saudades do Green Day em seus dias mais punk, ouça o projeto Pinhead Gunpowder, de Billie Joe Armstrong, e The Frustrators, de Mike Dirnt. O Frustrators puxa mais para o lado Descendents da força, com um punk rock divertido e rápido.

Reunimos uma porrada de gente pra eleger as melhores músicas nacionais e internacionais de 2016

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Melhores de 2016

Chegou aquele momento do ano em que todo mundo faz suas listas, retrospectivas e tentamos eleger o que aconteceu de melhor nos últimos 365 dias. Aqui no Crush em Hi-Fi eu preferi deixar a tarefa de escolher os grandes sons de 2016 com os próprios músicos, jornalistas, produtores e apaixonados por música. São mais de 50 pessoas que nos contaram quais foram os grandes sons nacionais e internacionais deste conturbado ano.

Na música nacional, Carne Doce, O Terno e Jonnata Doll e os Garotos Solventes foram os mais lembrados pelos entrevistados, enquanto David Bowie, Angel Olsen e Descendents foram os artistas estrangeiros que mais mexeram com o coração das mais de 50 pessoas consultadas. Confira as escolhas e sigam as playlists dos Melhores do Ano 2016 no Spotify do Crush em Hi-Fi!

Gustavo Cruz (Minuto Indie)

Quarto Negro “Filhos do Frio”
Conheci essa banda no projeto Orange Sessions e simplesmente me apaixonei. Respeito o trabalho deles e garanto que se você ainda não conhece, vai viciar.

Lorn“Acid Rain”
Não sei se são independentes, mas conheci recentemente e não consigo parar de ouvir. É a banda que resume o que gosto de encontrar sonoramente. Boa pra vários tipos de vibes.

Jaison Sampedro (RockALT)

Mustache & os Apaches“Time Is Monkey”
Embora eu esteja quebrando um pouco o protocolo, vou me aproveitar de uma falha técnica e falar de um álbum que foi lançado no final de dezembro do ano passado. E embora seja uma banda um tanto conhecida (isso se você dá uns rolês na Av. Paulista) acho que vale muito a pena dar uma conferida no Mustache & os Apaches. A saída do estilo acústico fez muito bem ao grupo paulistano formado em 2011. Com um estilo meio
bluegrass e folk rock, o seu mais recente álbum “Time Is Monkey” tem um som muito divertido, agradável e
descompromissado de se ouvir, algo que na minha opinião ganha uma pontuação elevado em meio a um monte de bandas que se levam a serio de mais e são um tédio completo quando se escuta. Por isso escolho essa banda, em um ano tão desgraçado como o de 2016, nada melhor do que uma banda festiva, alegre e descompromissada.

Sheer Mag“Can’t Stop Fighting”
Acredite em mim, Sheer Mag é do caralho! E sabe por que eu digo isso? Porque essa banda é a mais perfeita combinação do rock dos anos 70 com o estilo e a atitute punk. Formada na Philadelphia no ano de 2014 o grupo lançou até agora três EPs com 4 musicas cada, e não seria exagero dizer que todas, sim eu disse TODAS são muito boas. Vou focar no EP de 2016 o EP “III 7” já que o texto se trata das melhores do macabro ano de 2016, a musica “Can’t Stop Fighting” trata de violência contra mulheres na cidade de Juarez e a exploração econômica e trabalhista da região, é ai que entra atitude punk, as criticas são certeiras e o som é um power pop repleto de riffs que imediatamente te fazer lembrar Thin Lizzy. Outra musica que vale a pena conferir é “Nobody’s Baby”, a ultima canção do álbum, que mostra um pouco da realidade da vocalista Christina Halladay, descrevendo as suas desilusões, decepções e exclusão social em sua adolescência. Por mais que esses temas pareçam sérios, Sheer Mag é uma banda extremamente dançante e quando você escuta pela primeira vez não vai conseguir tirar da cabeça.

Joyce Guillarducci (Cansei do Mainstream)

Vitreaux“Eu Vi Um Beatle Outro Dia”
A também estréia da banda paulista Vitreaux, que é formada por Lucas Oliveira, Guib Silva, João Rocchetti e Ivo Liberato. ‘Pra Gente Poder Passear’ foi lançado em Maio e é um álbum belo que traz notas dosadas de romance, humor e psicodelia. E já que eu não perco oportunidade de fazer uma referenciazinha à Beatles em quase tudo que eu escrevo / falo / penso / respiro, indico a faixa ‘Eu Vi Um Beatle Outro Dia’ para quem quiser conhecer a face mais beatlesca e divertida da Vitreaux.

The Claypool Lennon Delirium“Captain Lariat”
O álbum de estréia da dupla The Claypool Lennon Delirium, formada por Les Claypool e Sean Lennon. ‘Monolith of Phobos’ foi lançado em Junho desse ano e oferece 11 faixas que unem o melhor dos mundos dos 2 músicos: a pegada teatral e o característico baixo de Claypool com a lisergia de Lennon. A faixa ‘Captain Lariat’ é uma de minhas favoritas e resume bem a vibe do álbum.

Marky Wildstone (Wildstone Productions)

Marco Butcher“The Needle”
Primeiro single do álbum solo do Marco Butcher, essa música prova a maturidade que este cantor, guitarrista e compositor atingiu e para onde o garage rock de outras épocas o levou. Com a promessa de uma turnê pelo Brasil em 2017 aguardo ansiosamente para vivencia-la ao vivo, em shows.

The Dirty Coal Train“Heat Spike Sputterin”
Sou suspeito para falar desta banda, já que produzi e toquei com eles na Europa e no Brasil neste ano, mas essa faixa do álbum “Super Scum”, lançado em Março pela Groovie Records de Portugal é simplesmente incendiária, tanto em seu registro de estúdio quanto na performance visceral que a Beatriz apresenta-a em apresentações ao vivo.

Zé Menezes (Thrills and The Chase)

Sabotage“Superar”
Coloca o fone, sai andando e dá o play. Vai estar respondido.

Motosierra“Buzo Nuevo”
Motosierra pesado, sujo e dançante, sim.

Ariel Machado (Incesto Andar)

Raça“Garras”
Pra mim o “Saboroso” é o disco do ano absoluto em escala nacional. Todas suas músicas são hinos, acabei elegendo “Garras” entre todas elas levando o ao vivo como critério. Um dos melhores shows que vi no cenário independente nos últimos tempos. Menos de dois minutos de música conseguem representar toda intensidade e pessoalidade desse segundo álbum. Os novos teclados, sintetizadores e outros elementos adotados enfatizam a mudança desde os registros anteriores. Raça é a maior banda de ‘dream emo’ desse país.

DIIV“Mire (Grant’s Song)”
Umas das muitas favoritas do “Is This The Are”, segundo disco da banda lançado em fevereiro. Sou fã desde o “Oshin” (2012), mas fui pescado de vez pelas melodias desse último álbum. A banda de fora que mais ouvi durante o ano. Por baixo dos riffs e coros de microfonia, Mire é guiada pela voz murmurada do Zachary Cole. Como se o Sonic Youth flertasse com o My Bloody Valentine.

Dija Dijones (Loyal Gun, Chabad, Penhasco, O ApátridaSchwarzenbach)

Jonathan Tadeu – “Ninguém Se Importa”
Essa foi difícil. Comecei a acompanhar com mais afinco algumas coisas de música brasileira e rap e muita coisa formidável foi lançada. Howlin’, Sinewave, TranstorninhoDinamite, Bichano e muitos outros selos lançaram muita, mas muita música acima da média. Me vi em inúmeros dilemas na hora de escolher uma única música e, no fim, acabei optando por não ser nepotista ao escolher uma canção de alguma banda da Howlin’ (selo do qual faço parte, mas ainda sim, recomendo os trabalhos que Gomalakka, Chalk Outlines, Blear, Bufalo, Poltergat e In Venus lançaram neste ano) e nem bairrista, escolhendo algo paulista, e “Ninguém Se Importa”, de Jonathan Tadeu acabou sendo a minha escolha. O disco, “Queda Livre”, deveria ser figurinha fácil em qualquer lista de melhores do ano em âmbito independente. As melodias são belíssimas, os arranjos de muito bom gosto e as letras de dilacerar os corações incautos e “Ninguém Se Importa” é dos grandes cartões de visita do rapaz. Jonathan Tadeu é o Lô Borges da nossa geração.

The Hotelier“Goodness Pt. 2”
“Home Is Like Noplace is There”, do The Hotelier, é um dos meus discos favoritos lançados nesta década. “Goodness”, o sucessor dele lançado neste ano, ao meu ver e ouvir, não o iguala em qualidade, mas trouxe essa canção primorosa: “Goodness Pt. 2”. Essa canção deve ter sido a canção internacional que eu mais ouvi neste ano. O que mais fascina nesta composição é sua estrutura: a bateria inicia os trabalhos com ritmo firme e serve de suporte para uma linha vocal que parece uma súplica; logo, uma guitarra, aparentemente dissonante, faz contraponto até que a segunda guitarra e o baixo dão forma à harmonia e, a seguir, a banda vai apresentando variações disso, até voltar para a bateria
pulsante do início. Fico extasiado quando a história de uma música é contada também no arranjo, não apenas na letra. E “Goodness Part. 2” é um excelente exemplar desta ideia de composição.

Raf F. Guimarães (músico, compositor)

Raf F. Guimarães e Amigas de Plástico“A Última Crisálida do Outono Estará Presa em uma Estrela”
Megalomania? ÓBVIO, mas pelo menos eu sou honesto… Acredito que dentro trabalho que eu estou desenvolvendo, esta música tenha tudo para ser um ótimo cartão de visitas, apesar de estar o mais longe possível do conceito de “single”. A dinãmica dela evolui de forma incrível e eu mesmo me espanto
com o que eu consegui fazer em termos de “dinâmica vs. orquestração”…É absurdo o número de pessoas que me abordam dizendo como que foram pegos com um frio no estômago com uma letra tão especificamente particular a mim…enfim, acho que em termos de composição essa canção é uma daquelas que você
escuta e pensa “putaqueopariu, isso está em OUTRO nível de realidade.

Wolvserpent“Aporia:Kãla:Ananta”
Atualmente, o Wolvserpent é uma das poucas bandas que me fazem ainda entender entender música como Arte. Para quem acompanha o trabalho do duo é mais que claro que eles conseguiram ir além do limite que já tinham alcançado. Para mim, este trabalho vai além de qualquer definição de sub-gêneros na música em que o projeto já foi “rotulado”: ele vai além do drone, do doom, do ambient e do extreme metal. Ele me remete diretamente à mesma ruptura que Strauss e vários outros compositores da 2a Escola de Viena estavam
interessados…

Rafael Chioccarello (Hits Perdidos)

Pollux & Castor“Bruxa do Mar”
Um ano um tanto quanto apocalíptico e cheio de acontecimentos que levaram muitos a perder um pouco da esperança na humanidade: precisava de uma trilha sonora a altura. “Bruxa do Mar” tem uma atmosfera que te remete ao bandas como The XX e Real Estate mas sem esquecer do pós-rock de grupos como Mogwai e Sigúr Ros. As guitarras te levam para outra atmosfera, talvez para as profundezas do mar onde a bruxa se abriga. E ela vem para te buscar com a força da correnteza. O post-hardcore também mostra a força e a fúria do contraste entre o instrumental quase ambient indo de encontro com as guitarradas violentas e viscerais. É o transbordar do copo cheio… A ambição acaba se tornando uma forte ressaca da tormenta proveniente da desilusão.

The White Lung“Death Weight”
Não é difícil ver o White Lung nas principais listas de fim de ano. Mas eu creio que também pelo discurso firme de empoderamento feminino. Se as Coathangers são uma banda que tem subido em qualidade, eu acredito que a White Lung já chegou lá. Prova disso que a Domino Records ao perceber isto em 2014 integrou elas ao casting. E os temas são diversos, desde brigas dentro do lar com seu parceiro a distúrbios alimentares. É um papo reto de mina para mina. Achei foda.

Amanda Mont’alvão (Sounds Like Us)

Huey“Adeus Flor Morta”
Não vou negar minha parcialidade na escolha de uma música do Huey (risos), mas é que “Adeus Flor Morta” sintetiza, sonoramente, os humores de 2016. Que tempos conturbados, sufocantes e que demandam urgência! Mas a resposta não é a velocidade, mas sim, a possibilidade de pausa e contemplação. E o metal instrumental de “Adeus Flor Morta” tem tudo isso, mostrando como a música tantas vezes representa aquilo que tá engasgado na garganta.

Child Bite“Heretic Generation”
O Child Bite é uma banda de Detroit que conheci pela gravadora americana Joyful Noise, em 2013. “Heretic
Generation”, tirada de um dos melhores álbuns do ano, o “Negative Noise”, traz o desespero servido em doses espalhadas, mas não menos incisivas. Tem peso melódico e percussivo criativamente balanceados, e o disco, como um todo, me remete a um dos discos da vida, o “My War”, do Black Flag.

Vina (Sounds Like Us)

The Pessimists“Podridão Invisível”
O The Pessismists passa a impressão de que eles pegaram os instrumentos como quem pega em armas e despejaram um arsenal de músicas diretas e objetivas com base no punk e pós-punk. “Podridão Invisível” é uma das duas músicas em português do disco e também a que mais se destaca pra mim. Grande música!

Neurosis“Reach”
No mundo foi um ano de muita música boa, mas o Neurosis fez o melhor disco e dentro dele, a música mais incrível de 2016: “Reach”. É uma música que me lembra a vibe do “Eye of the Every Storm” e o “Given to the Rising” que são dois discos que eu gosto muito. Peso, melodia e uma opressão, e pressão, sonora absurdamente linda.

Bruno Agnoletti (Dum Brothers)

Muddy Brothers“Sweet Lover”
Pra mim o “Facing The Sky” é o melhor álbum do ano.

Red Hot Chili Peppers“Dark Necessities”
Os caras vieram com tudo nessa musica e mostraram que ainda são muito bons no que fazem.

Bruno Palma (Chalk Outlines)

Mudhill“Not About Survival”
Já tem um bom tempo que conheço o Zeek. Já admirava e acompanhava o cara desde a época do Shed. E o Mudhill é uma baita banda. “Not About Survival” foi um primeiro aperitivo do álbum de estreia da banda, “Expectations”, e veio com características que sempre me pegam: basicamente bastante guitarra e um refrão pra cantar junto. De quebra, a letra é muito do que a gente passa tocando em banda independente, no
underground. I’ts only about feeling alive. É um verdadeiro hino.

Anohni“Drone Bomb Me”
Anohni é a cantora trans que cantava à frente do Anthony and the Johnsons quando ainda se identificava como Anthony Hegarty. “Drone Bomb Me” traz aquela carga de drama pesadíssima já esperada de Anohni, envolta em camadas e camadas de sintetizadores, que dão um ar de mistério e melancolia à faixa. É uma canção fortíssima.

Bruno Carnovale (Black Cold Bottles)

Abacates Valvulados“O Canto Colapso”
Eu escolhi essa música porque ela foi um ponto de surpresa pra mim esse ano. Depois de um pequeno período de reestruturação, o agora trio são-bernardense mostrou que também sabem equilibrar bem o dinamismo de uma melodia com o peso do efeitos que estão à sua disposição. A parte lírica também orna muito bem com a melodia, e eu acho que isso fez com que eu considerasse essa música a melhor do ano na minha humilde opinião (não foi nem um pouco fácil).

Turtle Giant“Orange Grape”
Essa banda que, originalmente é de São Paulo mas que hoje está baseada em Macau (na China) fez o disco que, de longe, foi o que eu mais ouvi no ano. Um disco quase impecável, com uma delicadeza ímpar e arranjos excepcionais. E desse disco incrível, a minha favorita é “Orange Grape”, que é sublime em sua execução. Desde as notas oitavadas no piano até a bateria extremamente bem executada ganham os ouvidos pela excelência, e com certeza é a minha faixa favorita do ano no que se refere à músicas internacionais (e particularmente, é um orgulho poder escolher uma banda brasileira que se destaca mundialmente falando, não é?)

Claudio Cox (Giallos)

Zefa Véia“Sentimento Carpete”
Sou muito fã desses caras, eles conseguem fazer rock sem nenhuma preocupação estética, saca? Punk, garage, surf, aquela coisa toda! o Felipe é um cronista fudido, melhor banda!

MIA“Borders”
Essa mina é foda, trata de assuntos delicados no meio da mesmice da música pop, só por isso já tem minha audiência, mas vai além… Piro no flow dela, batidão pesado, famoso ranca tampa!

Pedro Gesualdi (Danger City)

FingerFingerrr“Quem te Convidou?”
As bandas de rock mais influentes dos anos 2000 não foram Strokes e Interpol; foram o White Stripes e o Death From Above. Resultado: hoje em dia, tem várias duplas afiadas que botam muita big band no bolso. O melhor exemplo aqui no Brasil é o FingerFingerrr, que em 2016 lançou um puta disco maduro, moderno, bem produzido e cheio de referências perspicazes. ‘Quem te Convidou?’ é minha favorita do álbum porque, mesmo talvez sem perceber, descreve tim-tim por tim-tim estes últimos tempos, quando tantas portas se fecharam e
tantas credenciais foram pedidas.

David Bowie“Blackstar”
A história toda dessa faixa e desse disco é puro 2016. Dramática, épica e cheia de expectativa, precedendo uma profunda sensação de perda. A gente fala brincando, mas pensando bem, não pode ser mera coincidência que este ano tenha começado com a morte de David Bowie. No mínimo, um tremendo agouro. Mas “Blackstar” também traz beleza na serenidade de um homem confortável com a mudança – em última instância, com a morte. Que em 2017 a gente tenha a mesma coragem do Bowie.

Cristina Martins (Abacates Valvulados)

Metá Metá“Três Amigos”
Metá Metá foi uma das grandes descobertas pra mim este ano. Esta música é uma das melhores do último álbum, lançado este ano. A voz da incrível Juçara Marçal me levou a uma viagem que eu ainda não tinha provado. Inspirador.

Dead Pirates – “Mel”
Este é um dos projetos músicas de um dos meus ilustradores favoritos, o Mcbess. Com influência de stoner, as guitarras levam a uma nova experiência mesmo despertando aquela nostalgia, como se a gente já conhecesse aqueles riffs. Mesmo assim surpreendente.

Gabriel Serapicos (Serapicos)

Tatá Aeroplano“Step Psicodélico”
Canção muito divertida. É uma imagem bonita da cena musical paulista. Hit da cena independente.

Radiohead“Burn The Witch”
Volta triunfal de Thom, Johnny e companhia. A letra tem um clima de linchamento que ilustra bem os tempos atuais. Por tempos atuais, quero dizer os últimos 10 mil anos.

Júlia Abrão (Bloodbuzz)

Miami Tiger“Amblose”
Gostei demais do EP do Miami Tiger. As músicas são pesadas e misturam bem demais com a voz doce e brava da Carox. Minha predileta do EP é “Amblose”, que dá nome ao EP. Posso dar uma puxada de sardinha pra mim também? Curti demais o single “Dead People”, da minha banda Bloodbuzz.

Juliette Lewis“Any Way You Want”
Ela é a rainha de lançar coisa sem divulgar direito, fazer show sem avisar, prometer coisa e não lançar… E aí no dia do meu aniversário (11/11) a Juliette Lewis soltou um EP que soa mais como os antigos Licks do que dos seus últimos trampos solo. Future Deep” tem 7 músicas, e minha predileta é a que abre o EP: “Any Way You Want”. Gostinho de “You’re Speaking My Language”.

Ana Malta (Porta Maldita)

O Terno“O Orgulho e o Perdão”
É foda mas os caras realmente surpreendem e quase nunca deixam a desejar. De longe, para mim, esse foi o melhor albúm d’ O Terno. Conta a história de uma vida inteira, passado, presente, futuro. Amores, desamores e sonhos. Foi difícil escolher uma música só, porque realmente me identifico com quase todas. O critério que usei para desempatar foi a inovação. Por isso acho que fico com “O Orgulho e O Perdão”. Porque os meninos se arriscam. Fizeram um samba à lá rock psicodélico que deu muitíssimo certo, o resultado ficou fino demais.

Jeff the Brotherhood“Portugal”
Sou fãzona de Jeff the Brotherhood. Os cara estão no corre da cena desde 2005 mas ficaram mais conhecidinhos de uns 3 anos pra cá. Porque essa música? Porque além dos irmãos Orral fazerem um som punk/psicodélico/rock da pesada, que apesar de ser na maior parte das vezes uma cacetada, eles conseguem
trazer também profundidade, originalidade e uma densidade muito característica. Soa bem aos ouvidos mas bate igualmente forte no peito. Acho que nesse álbum, essa música representa bem essa faceta. A faixa “Ox”, 7 do albúm, é uma das preferidas também. Pois é carregada de sentimentos e com certeza é a aposta sonora mais diferente e tranquila que a banda já fez.

Gil Luiz Mendes (FreakMarket)

Dorival“Academia da Berlinda”
Música do último disco da banda pernambucana de ritmos latinos. A canção que conta da relação de um pescador com a mulher que quer que ele deixe o trabalho no mar, foi uma homenagem aos 100 anos de Dorival Caymmi, comemorado em 2015. A faixa ainda conta com a participação de Lula Louise, filha de Chico Science.

Lake Street Dive – “Mistakes”
Além de ter a melhor cantora da atualidade, a banda lançou esse ano um álbum sensacional que une R&B, Disco, Jazz, Pop… Essa faixa é uma das mais melancólicas e graciosas do disco. Climinha intimista clássico.

Flavio Juliano (FingerFingerrr)

André Whoong“12 Milhões”
O André lançou seu segundo disco, ‘Justo Agora’, em dezembro, nos finalmentes do ano, e a música ’12 Milhões’ e seu riff não saem da minha cabeça. Sabe nas horas vagas do pensamento? Então, ela tá lá. Sinal de que é uma puta música e em 2017 vai ser “12 Bilhões”.

DJ Shadow ft. Run The Jewels“Nobody Speak”
Tirando as do disco do Kanye, a música que mais ouvi esse ano talvez tenha sido ‘Nobody Speak’, do DJ Shadow com Run the Jewels. Pelo menos ela tá sempre nos ícones da primiera fila toda vez que abro o YouTube. É um sinal então. Acho que ela deu um chute na bunda do rap mainstream, que precisa de vez
em quando, e acertou umas contas.

Bijou Monteiro (jornalista/produtora)

Guaiamum“Convenience”
A justificativa é a seguinte: o disco homônimo de Guaiamum levou dez anos inteiros para ser concebido e esse preciosismo aparece de cara nas canções. Encorpadas pelas raízes de Daniel Ribeiro no post-rock, as faixas têm baterias caudalosas por terem sido pensadas por um guitarrista e isso faz muita, muita diferença nos palcos. A proposta dele é de um folk personalíssimo, em que as fusões estilísticas (post-rock, prog por aí vai) criam o requinte sonoro do disco.

D’Alva“Mas Só Se Quiseres”
Sabe música com som de maresia, sorriso, gente feliz, frescobol e uma nostalgia boa? Pois bem. Assim é o duo
português D’alva. Conheci o som deles em 2013 (álbum autoral que recomendo muitíssimo) e esse ano os meninos voltaram com um single divertido e despretensioso. Leve, gostoso de ouvir e de dançar. Nostálgico porque escutar D’alva é meio que se ver nos anos 80, com polainas, meias de lurex e walkman Aiwa
no ouvido. É ver mil referências dançantes do passado honradas em um pós-moderno tranquilo. Que não quer ser nada além de ele mesmo. E é justamente por isso que a hashtag do duo é #somosdalva

Lucas Baranyi (GQ Brasil)

Emicida“Mandume”
A letra é incrível, a produção é gigante e tudo isso foi coroado com um clipe fantástico lançado ainda nesta semana, mas o que realmente chama a atenção é o time que o Emicida levou pra gravar com ele. Não só pelo talento de todo mundo, mas por deixar bem claro que o rap é miscigenado, tem espaço pra branco, pra negro, pra mulher e pra gay. “Mandume”, pra mim, coroa ele como o melhor rapper brasileiro da atualidade.

Chance The Rapper“No Problem”
O Chance the Rapper que é, pra mim, o maior destaque internacional de 2016. Ele finalmente explodiu pro mundo com essa mixtape (“Coloring Book”) e assumiu uma posição de extremo destaque neste ano. Se Kanye West tá surtando e o Kendrick Lamar já está com a coroa de atual rei do hip hop gringo, o Chance é o filho pródigo do gênero – e todo mundo está esperando por mais coisas brilhantes dele.

Elson Barbosa (Herod)

Macaco Bong“Baião de Stoner”
Tenho uma historinha particular com essa música: assisti ao show do Macaco Bong no Z Carniceria quando eles tocaram o novo disco na íntegra, antes mesmo de ser gravado. Nenhuma música tinha título ainda. Essa foi uma das que mais me chamaram a atenção, justamente por ser uma mistura inusitada de influências regionais com stoner rock. No dia seguinte, comentando no Facebook sobre o show, falei que a minha
favorita era uma espécie de “baião com stoner”. A banda leu o post, e batizou a música dessa forma. Maior honra ter feito parte dessa história.

Swans“The Glowing Man”
Quase 30 minutos de caos. “The Glowing Man” é a faixa-título do novo álbum do Swans – o último da formação atual da banda. Tive o privilégio de vê-los ao vivo ano passado tocando faixas desse disco em primeira mão, e fecharam o show com esse monumento à cacofonia e à catarse. Não se sabe qual vai ser o próximo capítulo da banda, mas estão encerrando o atual de forma monstruosa.

Fernanda Gamarano (Der Baum)

Jonnata Doll e Os Garotos Solventes“Swing de Fogo”
Eu escolhi essa como melhor nacional porque tive o prazer de conhecê-los e tocar por um dia com eles esse som! Tem participação do Dado Villa Lobos do Legião Urbana, e tem uma sonoridade que remete os anos 80-90 mas sem soar clichê! Os caras são muito bons! Recomendo!

White Lies“Big TV”
Conheci essa banda esse ano pelo Cesar Neves, tem um clima anos 80 a la Tears for Fears, banda nova muito boa e essa faixa é minha favorita!

Raphael Fernandes (Editora Draco)

Jonnata Doll e os Garotos Solventes“Crocodilo”
Quem viu ao vivo, sabe que o Doll e seus Solventes são uma banda explosiva. De todo seu repertório atual, minha favorita é essa maluquice que rima Nilo com crocodilo e mamilo. Certamente, a banda mais punk da cena atual!

Truckfighters“Desert Cruise (Live)”
A música não é deste ano, mas o Truckfighters lançou um verdadeiro trator em forma de disco ao vivo com “Live in London”. Essa porrada sonora tem que acertar o máximo de orelhas que puder. A música nasceu de novo com essa versão!

Valciãn Calixto (Cantor e compositor)

Céu“A Nave Vai”
Não curto tanto os trabalhos anteriores da Céu, todavia durante muitas noites esse ano eu me vi ouvindo essa música antes de dormir. De alguma forma ela me deixa bem sereno. Vale acrescentar que esse disco todo da Céu é muito bem produzido, os timbres foram bem escolhidos e usados, nada sobra ou falta nos arranjos e nessa música em especial, sintetizadores e guitarras conversam muito bem. Claro que o disco dela é dos melhores de 2016, do disco eu fico com essa música.

Lady Gaga“Dancin’ In Circles”
Vou colocar essa aqui porque vindo de mim seria muito improvável. O fato é que tem pouco tempo comecei a me ligar mais nas artistas pop e nesse sentido poderia ter colocado a Rihanna aqui também, mas vou ficar com essa da Gaga porque sinto na música uma coisa bem latina no ritmo, tem um pouco do ragga, eu acho, até mesmo na harmonia. A batida tá bem na cara também junto com a voz, essa proximidade com a música latina foi o que me despertou os ouvidos assim que a canção tocou para mim na primeira vez. Esse ano fui até num evento que só rolou especial Lady Gaga a noite toda aqui em Teresina. Foi loucura!

Milton Rock (Drenna)

Drenna“Desconectar”
Além de ter uma ótima gravação toda feita no estúdio Toca do Bandido e mixado em Nova York por Aaron Bastineli, potencializando o som da faixa e deixando lado a lado de bandas do mainstream nacional no quesito técnico, a música aborda um tema super atual que é o fato de todos estarem conectados 24 por dia e quanto isso vale realmente. Quanto isso nos faz perder momentos únicos que vão ficar registrados em celulares mas não mais em nossas memorias? A questão da música fica ao redor de quanto custa desconectar.

Eruca Sativa“Antes Que Vuelva a Caer”
Essa música é foda, conta uma historia real, tem um puta peso e consegue ser pop com um refrãozão lindo. Mix e master tudo no lugar. Acho que é uma das grandes bandas de nossa epoca, pouco reconhecida aqui no Brasil.

Jairo Fajer (Autoramas)

Emicaeli“Varanda Gorfê”
Experimental, foda, minha banda preferida, tem 20 anos e pouca gente conhece. Original e feito como punk deve ser, pelos próprios braços.

The Twist Connection“Nite Shift”
Conheci em prtugal na tour com Autoramas, demais! Banda novissima.

Bruna Dourado (Hey, Take a Listen)

O Terno“Culpa”
É a minha música preferida de 2016. A melodia é sensacional e sai do lugar comum do rock alternativo nacional. A letra não poderia expressar melhor um sentimento que todos temos hora ou outra. A banda é um dos destaques do estilo e mostra que ainda podemos esperar muita coisa boa vinda de terras brasileiras.

Garbage“Blackout”
A faixa está no segundo disco em 10 anos da banda e mostra que eles estão em forma, voltando às origens sem deixar de lado a novidade. A música é incisiva e forte, mas carrega a doçura que a vocalista Shirley Manson consegue imprimir, apesar da imagem imponente.

Matheus Pinheiro (Cigana)

Carne Doce“Artemísia”
Essa música é muito forte em todos os sentidos…a sua letra e sua importância e relevância para tantas questões do “nosso hoje”, seu instrumental, dinâmico, delicado e inspiradíssimo… Essa é uma daquelas raras músicas que te conquistam, te agarram e fazem pensar muito logo na primeira ouvida…

Bones“FAT”
Descobri a Bones pelo disco novo do Jeff Beck, “Loud Hailer”, que pra mim é um dos melhores do ano. A Bones é uma dupla britânica, formada por uma baita de uma guitarrista (Carmen Vanderberg) e uma vocalista muito foda (Rosie Bones). Elas são a banda (e a voz) durante todo esse álbum do Jeff Beck, e escreveram todo o material junto com ele. Fui pesquisar mais sobre elas e descobri suas músicas, que apesar de poucas, são simplesmente animais, com uma pegada incrível.

Punk Mello (King Chong)

Tássia Reis“Ouça-Me”
Para mim o som nacional mais foda de 2016, foi a segunda faixa do CD “Outra Espera” da Tássia Reis a música “Ouça-me Remix” com produção de Dia & Grou, esse som é muito potente, vem para escancarar as portas, em um tom bem agressivo a Tássia da voz e visibilidade as minas negras que fazem um rap foda, e muitas vezes não conseguem atingir sua potencia máxima por conta do machismo, racismo e outros tipos de preconceito que o mundo da musica carrega em si! A música é inspiração total e uma overdose de animo para qualquer pessoa, quando ela começa a cantar e põe os pingos nos ‘i’ parece que a mensagem vai entrando na nossa cabeça de uma maneira bem positiva, faz a gente pensar em como consumimos a musica feita por mulheres por exemplo e como é importante um rap como esse tá circulando bastante por ai! Máximo respeito à Tássia Reis e sua banca que vem quebrando a banca de muito MC de plástico que temos por ai!

Noga Erez“Dance White You Shoot”
Para mim a melhor música do ano foi a “Dance While You Shoot”, da cantora e produtora Noga Erez, uma israelense muito talentosa que vem roubando a cena com seu som eletrônico, psicadélico, o som é animal , o beat é envolvente e bem produzido, tive o prazer de ver seu show de perto aqui no interior de São Paulo e sua performance ao vivo é muito boa, ela tá chegando com tudo, já participou de vários festivais fodas, inclusive do Primavera Sound, e aqui no Brasil participou do Boulevard Olímpico. Ela está atingindo um nível muito alto em suas produções. O clipe dessa musica é animal, mostra toda sua potência e o que me chama mais atenção nela é que ela já está circulando bastante e ainda não lançou nenhum álbum tem várias musicas ‘perdidas’ pelo net só, o que faz eu achar ela ainda mais foda!

Renato AC (Produtor, Diretor e Arroz-da-Balada 019)

Motor City Madness“Gravediggers”
Essa rapaziada do sul fez o melhor show ao vivo de 2016, além do clipe dessa música, com uma pegada doida de filme B de zumbi podre. Paulada na orelha !

Skating Polly“Pretective Boy”
Foi a banda nova que me fez pirar! São duas irmãs de Oklahoma que misturam todas as melhores influencias musicais de estéticas e atitude 90´s, sem ser só mais uma bandinha de internet. O clipe dessa música é muito bem produzido, e se inicia com melodias dançantes e vocais suaves da jovem vocalista, que gradativamente se torna em distorção e gritaria.

Gabriel Muchon (Poltergat)

Mudhill“Not About Survival”
Nem é o tipo de som que ouço mais, mas esse disco novo deles tá um primor. Muito bem gravado, mixado, masterizado… Enfim. Melhor disco de 2016 (by far), com a melhor música de 2016 na minha opinião!

Cabbage“Uber Capitalist Death Trade”
Vou na musica que mais me marcou nas ultimas semanas. Pra variar, banda de Manchester.

Jimmy Olden (Blind Beggars)

Molodoys“Quebra Arcos”
Eu sou louco por rock setentista e progressivo, essa música instrumental tem todos os elementos necessários: solo pirado de sintetizador, guitarras psicodélicas, baixo marchando e bateria jazzística.

Marillion“The Leavers”
Eu estava esperando algo novo dessa banda há muito tempo, o último lançamento foi o “Sounds That Can’t Be Made” de 2012 e é incrível como eles mexem nas entranhas dos sentimentos com as suítes deles. Eu sou louco por essa banda.

Leo Fazio (Molodoys)

Pedro Pastoriz“Revelações”
Vou escolher a música “Revelações”, quarta faixa do disco novo do Pedro Pastoriz, “Projeções”, inovador em vários aspectos e com composições muito boas e bem trabalhadas, é um dos melhores disco do ano pra mim. Sobre a faixa, escolhi a Revelações porque foi uma das que eu menos dei atenção na primeira ouvida, mas depois ela me pegou de jeito, gosto muito do peso que ela carrega em algumas partes, sem falar que as nuances e as melodias são muito bonitas.

Blank Banshee“My Machine”
Internacional eu escolho a “My Machine”, segunda faixa do terceiro disco do Blank Banshee, “MEGA”. Senti uma estranheza enorme (mas no bom sentido) quando ouvi ela da primeira vez, me passou um sentimento enorme de catarse e euforia. Acho o Blank Banshee um dos melhores projetos na ativa atualmente, recomendo demais.

Thiago Ones (Wiseman)

Sabotage “País da Fome, Humanos Animais”
É díficil (pra mim) conseguir lembrar de algum artista falecido que tenha deixado material póstumo tão relevante
quanto o que ele tenha lançado em vida. Normalmente são sobras de estúdio, gravações pessoais e coisas do tipo. Pois é, O mano Sabota conseguiu. Óbvio que o play contou com uma galera da pesada na produção, mas isso não diminui em nada o brilho e genialidade do saudoso Maurinho. “País da Fome (Humanos Animais)” começa com uma locução de rádio/TB Contando a morte do protagonista. A letra é simples: O dia-a-dia de quem viveu todas as dificuldades da pobreza extrema. É o cotidiano da miséria que gera conflitos, sofrimentos e
que acaba mostrando o caminho do crime. É a narração genuína de uma pessoa que VIVEU isso e não de alguém que tenta “pagar de favela” pra ser “COOL” malandrão! Como diz o som: “Boatos são boatos, Quem vive é guerreiro”!

Descendents“Without Love”
A música começa com “Long years waiting for it/Longos anos esperando por isso”, e foram longos anos esperando pelo show deles, né? Talvez esta nem seja a “melhor música de 2016” pra mim, mas é uma das melhores do play novo dos veteranos e foram longos anos esperando a chance de vê-los ao vivo. Esse
som é daqueles com refrão que você sai assoviando por aí, é punk rock, pop punk, hardcore melódico, chame como quiser. Descendents é clássico e ponto.

Helder Sampedro (RockALT)

Second Come“Oppenheimer Regret”
Mais de 22 anos após seu último trabalho, uma das bandas mais influentes do underground brasileiro voltou à ativa com o single “Oppenheimer Regret”. Os riffs que embalaram a geração grunge brasileira dos anos 90, a sonoridade que remete a grandes nomes da cena gringa tudo volta em grande estilo no novo trabalho dos, agora veteranos, músicos do Second Come. A música mostra porque a banda ganhou um ar mítico na cena
brasileira e nos deixa ansiosos por mais trabalhos, esperamos que Francisco Kraus e companhia sigam essa linha em um futuro e esperadíssimo álbum.

Iggy Pop“Sunday”
Se teve uma música que eu ouvi sem parar nesse ano certamente foi “Sunday”. O triunfo desse single do álbum mais recente de uma das últimas lendas vivas do autêntico rock alternativo é ser ao mesmo tempo chiclete e um “anti-single” que foge de qualquer clichê que uma canção feita pra “estourar” nas rádios teria. O hit coringa meio que se encaixa bem em qualquer hora do dia, refletindo o humor de quem ouve, dá pra bater o pezinho, dá pra arriscar uns passos de dança, ou apenas curtir as sacadas da letra que retratam um certo marasmo ou cansaço da repetição da vida cotidiana. Uma das melhores músicas de um ano que teve belos trabalhos de artistas consagrados, uma excelente maneira de curtir e celebrar a carreira daqueles que ainda estão com a gente
nessa histeria coletiva que a vida se tornou.

Emmily Barreto (Far From Alaska)

Inky“Skinned Alive”
O Inky é tão bom que a pessoa acha que não pode melhorar, aí eles lançam um álbum novo e o queixo cai do rosto de tão maravilhoso. Essa música me faz sentir uma sensação muito boa todas as vezes que eu ouço, não importa quantas vezes. O sintetizador é tipo uma luz que abduz a gente (risos).

Warpaint“Whiteout”
Não tenho como explicar o porque dessa, sério, só ouvindo e sentindo. Essas minas são surreais e as melodias nas vozes são muito muito muito muito boas. Eu trocaria o FFA pra tocar no Warpaint (risos)

Camilla Merlot (Molodoys)

Murilo Sá e Grande Elenco“Mundo Impressionista”
Nacional é a “Mundo Impressionista” do Murilo Sá e Grande Elenco, que é uma baita musica, cheia de arranjos doidos e frenéticos. Gosto muito das nuances eletrônicas dessa musica e dos arranjos de sax.

La Femme“Sphynx”
Internacional do La Femme, uma banda francesa bem grandinha até que lançou o disco 1 dia depois da Molodoys, a pegada deles é mais eletrônica, mas também é cheio de nuances e arranjos fodas, todas as musicas do disco novo são incríveis, mas escolhi a “Sphynx” que é a faixa de abertura, porque ela traz um bom equilíbrio entre o eletrônico e o orgânico, que eu senti muita falta em outras bandas nesses últimos tempos e pela melodia do vocal, que eu morro de amores!

Amanda Ramalho (Chá das 4 e 20 Músicas)

Medulla “Fim da Estrada”
Porque passa uma coisa maravilhosa. Eles imitam criancas no coro. A letra é simples e adorável.

Alicia Keys“Work On It”
Delícia de disco. Eu gostei dessa repaginada dela porque ela se desenfeitou fisicamente e deixou a música dela mais próxima da música que eu gosto. Leve, fluida as vezes pesada, mas essa música passa o mesmo que a anterior do Medulla.

Ian (Der Baum)

Jonnata Dolls e Os Garotos Solventes“Swing de Fogo”
A faixa que abre o álbum “Crocodilo” lançado esse ano e tem participação de Dado Villa-Lobos. Curto muito a pegada oitentista e obvio os climas de new wave dos teclados. Para mim uma das revelações desse ano no cenário nacional vale a pena conhecer todo o trabalho da banda de Fortaleza.

White Lies“Take It Out On Me”
A banda Inglesa que é de 2007 e eu acabei conhecendo tardiamente mas pude acompanhar o lançamento do quarto álbum chamado “Friends”. Curto muito a pegada das guitarras no fundo e os climinhas de teclado e lógico a batera com pegada de som de sessão da tarde.

Millena Kreutzfeld (Os Garotos de Liverpool)

FingerFingerrr“X”
Os paulistanos lançaram o primeiro CD este ano, chamado “MAR”. Não tinha dúvidas que o CD seria uma grata surpresa, mas mesmo assim fiquei assustada com a qualidade. A escolhida é “X”, que segundo Cifas (baterista), foi criada espontaneamente na gravação. Gosto como a letra conta uma história, a sensação de robôs cantando graças aos sintetizadores e como a voz da Luiza Lian explode, dando o toque feminino na música fazendo total diferença. Com certeza é uma das favoritas do play do ano.

Hanni El Khatib “Gonna Die Alone”
A escolha internacional são os queridos de Los Angeles, Hanni El Khatib. Os conheci através de Bass Drum Of Death, já que o selo deles é o mesmo. O projeto da banda esse ano foi lançar 5 EP’s chamados “Savage TImes Vol. 1”, “2”, “3” e assim respectivamente. De todas músicas, “Gonna Die Alone”, presente no primeiro EP é a minha favorita. Gosto como eles brincaram com o próprio estilo deles – que difere um pouco do dois primeiros CDs. Além disso, o ritmo otimista é o contraste perfeito com a letra que conta com um destino fatal. “I’m gonna die alone, really alone. If the ones that hate me don’t kill me first, the ones that love me gonna harm me worse.”

Yannick ou AfroSamurai (rapper)

Vivendo do Ócio“Batalha do Sono”
É uma musica que fala sobre as inspirações noturnas. Cheia de metáforas sobre a vida, sobre o amor, sonhos e as sensações da noite.

Ho99o9“Da Blue Nigga from Hell Boy”
Gosto de músicas estranhas que me chocam e que perturbam minha mente.

Mariana Ceriani (Dead Parrot)

Carne Doce“Artemísia”
“Artemísia” fala de um tema que voltou a ser palco de discussão recentemente: o aborto. Falar desse tema em uma música não é tarefa fácil, então só por isso já é louvável. A letra direta, o arranjo emocional das cordas e a voz da excelente cantora Salma Jô, que começa mansa, mas vai crescendo e tomando força, como se quisesse falar para o mundo de peito aberto sua escolha, se complementam nessa baita música. É o tipo de música que mexe com o emocional.

David Bowie“Lazarus”
Não poderia deixar de escolher uma música do melhor CD do ano, “Black Star”, em minha opinião. A música ”Lazarus” foi o último single de Bowie antes de morrer. Todo contexto é fascinante, como se fosse o grand finale da carreira e da vida dele. Na música, Bowie relembra alguns momentos da sua vida e sua voz transmite o pesar de ter que ir embora, mas, no final, abraça o alívio de ir e, finalmente, ser livre. A atmosfera melancólica, introduzida com graves bem definidos, o tom ‘jazzístico” e a guitarra ‘indie’ da introdução transmitem o que foi esse grande ídolo da música e da cultura pop: um músico que quebrou paradigmas, misturou estilos e nunca teve medo de ousar.

Dudx Babaloo (A Coisa Toda)

Davis feat. Cameo Culture“Blind”
Davis é um dos produtores mais refinados que o Brasil tem atualmente. À frente da festa ODD e do selo In Their Feelings, ele conseguiu criar um público específico juntamente com seus parceiros de selo e festa, esse ano ele lançou “Blind” e cativou mais ainda esse público com uma proposta sonora sofisticada e leve. Lançado pela Innervision, um dos mais respeitados selos de música eletrônica, ‘Blind’ é um single que nos fez ver o quanto o país tem a oferecer para o mercado da música.

Metronomy“Night Owl”
Após um festival de emoções que foi ‘Love Letters’, Metronomy retornou um pouco mais sóbrio e também melancólico em 2016. A banda sempre manteve esse equilíbrio entre um som animado mas que sempre toca na nossa tristeza interior, algo difícil de atingir. Esse sentimento dúbio, que está nas entrelinhas, faz com que a gente sinta e se comunique com a banda de maneira especial. É como nesse video, um passeio com a morte,
sem ter medo dela.

Priscila de Castro Faria (Winteryard)

BRVNKS“Freedom Is Just A Name”
Descobri há pouco o Brvnks e gostei. Me soou despretensioso, bem feito e me remeteu aquela brisa boa de bandas ensolaradas tipo Alvvays e Best Coast, só que um pouco mais “roqueiro”. Do EP acho que “Freedom is just a name” realmente ganha destaque. Ela me fez querer ouvir mais e , principalmente, ir em um show, ouvir ao vivo, dar uma dançada…

Angel Olsen“Sister”
Já era uma grande fã da Angel Olsen desde o álbum anterior (“Burn Your Fire for No Witness”) e então, quando ela lançou o “My Woman” ,fui bem empolgada ouvir o novo material. E ele realmente superou minhas expectativas. É um álbum bem revigorante, direto, onde conheci um outro lado da cantora mas também a reconheci em vários momentos. Minha música favorita é “Sister”, talvez por eu ter uma certa tendência a
gostar de músicas mais melódicas e sonoramente tristes (risos), mas certamente também é pelos maravilhosos últimos minutos onde se desenrola um desajeitado e barulhento solo de guitarra, que nos fazem relembrar o que há de mais sincero no espirito do indie/grunge.

Artie Oliveira (Don Ramón)

Huaska“Pode”
Tem uma pá de banda que lançou material novo este ano (eu me incluo nessa com o Don Ramón), mas se é pra escolher alguma que realmente me causou impacto, eu fico com a primeira música do disco novo do Huaska. Por quê? Porque eu achei extremamente válido da parte deles, que ganharam notoriedade de fundir Bossa Nova ao Nu Metal, gravar uma faixa que não tem nenhum elemento que caracterizou o disco anterior e ao mesmo tempo, retoma o tipo de som que se fazia no começo da banda, no caso, do EP “Mimosa Hostilis”.

Descendents “Without Love”
É mais pela questão emocional mesmo. Todo mundo tava esperando esse disco sair depois de um intervalo de doze anos do “Cool to be You” e ainda mais, pelos shows (maravilhosos) que rolaram no começo do mês. Eu estava lá e garanto: foi uma das raras vezes que uma banda das antigas tocou material novo e as músicas estavam na ponta da língua da galera MESMO! Fora que, é um dos melhores refrões do Descendents até hoje e ver os quatro ao vivo depois de anos de espera, vale a pena pra caralho!

Fernando Tucori (R7)

Mescalines“Serpente de Bronze”
O disco homônimo lançado pelo duo Mescalines em 2016 foi a melhor coisa que arrumei para andar na rua, para escrever sem freio e para botar pensamentos pra rolar. Parece nada, mas é absolutamente tudo. O destaque, apenas por primeiro impacto, vai para a faixa de abertura, “Serpente de Bronze”.

AJJ“Junkie Church”
Definitivamente rebatizados como AJJ, o Andrew Jackson Jihad reescreveu a Bíblia em 2016 e, se tem um disco que resume o refluxo azedo que voltou queimando a garganta neste ano, é este. Sean Bonnette, vocalista e letrista, amadureceu de um punk que odiava o mundo pra um cara que tenta entender a própria cabeça. Fico com “Junkie Church”, que é daquelas músicas que têm o poder de mudar teu dia se te pegar do jeito certo, no lugar certo e com o tipo divagante de raciocínio.

Victória Zav (Serapicos)

Marina Melo“Laura”
Nacional eu acredito que seja a música Laura, da Marina Melo, porque fala sobre os abusos que as mulheres sofrem e claramente 2016 teve muita discussão sobre isso e muitos avanços e retrocessos ao mesmo tempo no que diz respeito a igualdade de gênero, só movimento feminista.

Alev Lenz“Fall Into Me”
Internacional eu diria que foi a música “Fall Into Me”, da Alev Lenz, porque essa composição dela é simples mas ao mesmo tempo engenhosa e bem produzidaça, além de que ela conseguiu ir pra trilha sonora de Black Mirror, no último episódio da terceira temporada, o dias abelhas.

Mariô Onofre (Mescalines)

Jonnata Doll e os Garotos Solventes“Crocodilo”
Jonnata Doll é um multi artista e essa junção com os Garotos Solventes é incrível guitarras frenéticas, palhetadas e riffs que não ouvia faz tempo nessa onda bunda mole que está por aí, não sei se bunda mole é a palavra certa, bom que se foda. Os shows ao vivos do Jonnata Doll e Os Garotos Solventes é pura energia realmente é contagiante todo mundo que assiste ou fica chocado ou entra na onda. Recentemente eles lançaram o álbum “Crocodilo” ao qual estou escutando agora. Façam o mesmo:

Cavernoso Viñon“Ouvre la Gorge”
A banda Independe Internacional eu escolhi o Cavernoso Viñon onde a vocalista é uma paraguaia que canta em francês e seus músicos brasileiros da cidade de Curitiba, a noticia da volta deles recentemente foi uma grande surpresa pra mim e espero que a banda não acabe tão cedo, anseio por disco novo em 2017.

Amanda Abreu (Seis Músicas)

LAY“Chapei”
Na real, é muito recente essa minha decisão. Vi uma série de reportagens da ID MAGAZINE com a Grace Neutral e ela foi entrevistar a Lay, eu ainda não conhecia a Lay e fui pesquisar, achei foda e achei no spotify, que entrou recentemente. Então, uma artista independente pra mim, a melhor música é essa.

Tinashe “Cold Water”
A Tinashe tem uma música chamada “Cold Water” que eu acho foda. E ela foi uma que eu escutei muito em 2016, ela em si é uma mina muito forte, que tá começando e estourando o R&B vibes sexys e eu gosto muito. Esse álbum dela é sexy, e eu escuto sempre que posso pra me sentir assim também, então escolho essas pra internacional.

Mariana Cantini (Don’t Mind The Fuzz)

Fernando Maranho“Jodorowsky”
Sou meio suspeita pra falar, como grande fã de Cérebro Eletrônico… Esse é projeto solo do Fernando Maranho (voz e guitarra), acompanhado pelo Renato Cortez no baixo e Gustavo Souza na bateria. O show é uma experiência alucinante, cósmica e que me deixou com um sorriso quase infantil no rosto por mais umas 2 horas depois do show terminar. Super recomendo!

Ty Segall“Candy Sam”
É foda acompanhar os mil projetos dessa maquininha, mas acho que esse é o meu favorito. A performance ao vivo no KEXP é incrível e o Ty Segall como front man bebê babão é maravilhosa!

Jéssica Liar (Youtuber)

Quatro Negro“Benedito, 682”
Eu não gosto de musicas melancólicas mas me pego ouvindo essa música do Quarto Negro durante horas seguidas e acredito que seja porque me trazem memórias que eu nunca construí. A letra consegue transportar você pra a aquela situação, é quase que viver um clipe só ouvindo e nem é preciso estar triste para prestar atenção. É surreal como essa música entra no cérebro e deixa pensativa. Não recomendo ouvir pra dormir porque é insônia na certa, mas devo dizer que to escrevendo sobre ela enquanto deitada na cama tentando dormir pois vale a insônia. Música foda é aquela que mexe com os seus sentimentos até esquecidos!

Stephen“Fly Down”
Piano, bateria, guitarra, sintetizador, teclado, voz , ritmos lentos e mais agitados e conseguir uma música foda? Stephen faz isso em praticamente todas as suas músicas do álbum “Sincerely”. A música “Fly Down” eu acho que passei pelo menos uma semana ouvindo só ela, e mais nada. Depois eu voltei pro álbum inteiro do Stephen. Música come pelas beiradas e vai dominando sua atenção, se transforma em algo que você menos
espera a cada minuto que passa e te surpreende. É boa pra ouvir em qualquer momento, em casa tomando vinho, andar de skate, uma road trip e até pra transar.

Bá Monteiro (cantora e compositora)

Atlântico Lunar“Bilhão”
A dupla carioca Felipe Vellozo e Gabriel Luz fez um dos discos mais bonitos que eu já ouvi na vida. Eles tocam na banda da Mahmundi também (que é MARA). Quando ouvi esse disco pela primeira vez, fiquei tão surpresa que parei tudo que estava fazendo para prestar atenção na música. Ela me acalma e me deixa feliz. É lindo demais. O disco inteiro é maravilhoso, letras boas, instrumental rico. Mas a faixa de abertura é minha preferida e já te faz mergulhar nessa onda de good vibes e tranquilidade. Como passar uma tarde relaxante na praia no Rio de Janeiro, mas sem a breguice hippie de aplaudir o pôr do sol. É bonito e classudo. A música mais gostosa do ano! E uma das melhores surpresas que eu tive com música esse ano, também. Vi os caras ao vivo recentemente e o show não decepciona. Eles são felizões no palco, parecem super gente boa, empolgados e relaxados, bem na pegada solar da música. Merecem muito estar em uma lista de melhores do ano.

Jamie T “Tescoland”
O Clash é minha banda preferida da vida e “Tescoland”, do também londrino Jamie T, é a música que mais me lembra o Clash que eu já ouvi! Nenhum outro artista trouxe o som da Only Band That Matters de volta à vida de forma tão forte quanto ele. Joe Strummer ficaria orgulhoso. Essa faixa é muito semelhante sonoramente e também tem uma letra de crítica social com sotaque forte inglês que lembra muito o quarteto punk – e, principalmente, Joe Strummer. A letra fala de suicídio, desilusão amorosa, desesperança, crise econômica, aquela sensação de ansiedade, pânico e depressão de se sentir desajustado em uma sociedade cada vez mais
maluca e em um mundo que parece cada vez menor. Tesco é a maior rede de supermercados do Reino Unido, aliás. Daí o nome “Tescolândia”. Atualmente o Jamie T não é mais tão independente, ele assinou com a Virgin, mas possui um selo próprio e tem um som bem alternativo e ainda não vi ninguém no Brasil falando dele – apesar de ele já ter quase 10 anos de carreira, já estar relativamente famoso no Reino Unido e da BBC tocar suas músicas sem parar. Essa música é boa demais e merece ser divulgada por aqui. “OUVÃO!”

Victor José (Antiprisma)

Alambradas“Mapa dos Arredores”
Essa faixa do EP “Clíclica” já me chamou atenção antes de ser gravada. Nicole já havia lançado uma session tocando essa, só com piano. Mas na versão definitiva me chamou atenção a levadinha, que por algum motivo me lembrou logo de cara aquelas canções do Beach Boys. Sem contar a letra, que é muito honesta, verdadeira. Ouço frequentemente. Vale também destacar a participação do Victor e do Lucas do Bratislava no baixo e na bateria, respectivamente. Ficou uma vibe bem pop, mas um pop redondo e que não enjoa.

Charles Bradley“Nobody But You”
Poderia escolher qualquer uma do álbum “Changes” que ainda assim seria mais que justo. O que falar de uma voz como aquela? É um tipo de som que não tem erro. Pra quem gosta de soul das antigas então, nem se fala. Mas no caso dessa música, além do feeling de Bradley, o arranjo é uma maravilha. Aquela guitarrinha com tremolo, o naipe de metais… Tudo muito bom.

Elisa Oieno (Antiprisma)

Ale Sater“Filha do Dino”
Difícil escolher uma faixa do EP “Japão”, do Ale Sater. Escolhi a “Filha do Dino” e sua viola caipira. A melodia e letra lembram aquele som de raíz brasileira nordestina e sertaneja, e a guitarra ‘etérea’, que permeia por todo o EP, dando aquela ‘vibe’ meio melancólica. “Bão” demais.

Slowcoaches“54”

Eu conheci esta banda recentemente, e me pegou logo de cara. Slowcoaches é um trio de Londres com um som diretão e alto de pegada punk tradicional, ‘garageira’. Eles acertam na mosca em melodias junto com timbres e pesados e barulhentos, como nessa música ‘54’, um belo exemplo de noise pop. Essa faixa
está no EP “Nothing Gives”, que foi lançado este mês.

Roberta Artiolli (SETI)

Tagore“Mudo”
Gosto dos synths, dos timbres e da produção foda! Acho a canção uma bela representante do psicodélico Brazuca, alto nível.

Phoebe Sinclair “This Isn’t Love”
A música da inglesa que conheci esse ano é um mix de belezas. Melodia poderosa, atmosfera envolvente, levados por uma voz deliciosa. Adoro a dinâmica da música. Ah, e o clipe também me hipnotiza. Fuck yeah, Phoebe!

General Sade (Porno Massacre)

Blues Drive Monster“Negação”
Mas vamos lá, aqui na terra da aposentadoria post-mortem eu elejo a música “Negação”, do Blues Drive Monster. Porra! Que som! Pra começar ela tem umas quebradas no ritmo tão abissais, que parece que cê levou uma paulada e até reagir, ela já mudou de novo. Acho muito louco quando a quebra vem assim, tipo uma curva da Mogi Bertioga. E com o passar do tempo ela vai ficando mais caótica. Pô, se é divertido assim ouvir, imagino tocar essa música, com essa caoticidade toda, principalmente no final, Achei show. Outro ponto é a voz, que está colocada de uma forma que sempre me tira um sorriso, tem uns picos agudos no meio que acho geniais, depois uns guturais lá pelo meio.

Motorpsycho“Lacuna/Sunrise”
Já na gringa, eu gostei muito (acho que a faixa de 2016 que eu mais ouvi), “Lacuna/Sunrise” do Motorpsycho que tem um riff delicioso e maldito, porque é um chiclete desgraçado e você não consegue se livrar daquilo nunca mais durante o dia. Fora que ela é enorme, dá pra deixar tocando e esquecer, só deixar rolar. Mas é uma puta música pra, sei lá, ficar chapado no alto de algum lugar alto (com toda essa redundância possível mesmo)…

Dani Buarque (BBGG)

Overfuzz – “Evil Desires”
Overfuzz é uma das minhas bandas favoritas da cena. Eu escuto o álbum deles pelo menos 1x por semana. Essa faixa segue o mesmo que sinto quando escuto o álbum “Bastard Sons of Rock n Roll”, aqueles timbres lindos nas guitas, a cozinha maravilhosa e os vocais melódicos e rasgados do Brunno. Pra mim, a melhor música de 2016.

Reignwolf“Hardcore”
Eu sou APAIXONADA pelo som deles mas só tem umas 3 músicas de estúdio na internet, o resto vc só ouve nos shows. O Jordan Cook é inacreditavel na guitarra, o show é bem blues rock n roll e ele é um puta front man. Esse som é um pouco menos “guitar hero” que os outros mas eu curti bastante os efeitos da guita e o vocal dele sexy-agressive (risos), só deixou a galera mais ansiosa pelo álbum completo que tá de rosca pra sair.

Lucas Lerina (Der Baum)

Dingo Bells“Dinossauros”
“Dinossauros” do Dingo Bells, foi uma música que me gerou um sentimento de nostalgia e amor à primeira audição.

Kanye West“Ultralight Beam”
Também rolou uma coisa sentimental, pela ambiência e a letra, apesar do Kanye não ser flor que se cheire, o disco é muito bom!

Ciça Bracale (Gomalakka)

Raça“Dez”
Não sei se é a melhor, porque teve muita coisa boa mesmo, ouvi muito Carne Doce, Gorduratrans, Jonathan Tadeu, etc etc Mas marcou, porque tava no setlist preparado e ouvido no caminho do parto da Flora, nossa primeira filha.

Angel Olsen“Woman”
Foi um disco que toquei muito pq ti estudandonesse tipo de sonoridade pro meu projeto solo, além de curtir muito o ar jukebox das músicas dela com essa voz nostálgica, curto muito a poética, as letras, e essa é uma música extensa, mas nada cansativa, bem lírica que não canso de ouvir.

Boqa Santana (Penhasco)

Jonathan Tadeu (feat Sentidor) – “Sorriso Besta”
É importante que levar em conta quatro fatores: 1. Jonathan Tadeu é um gênio. 2. Essa música é foda, mas o disco todo te eleva espiritualmente se você realmente gosta de música! 3. “Queda Livre” é um dos melhores discos lançados nessa porra de década do roque independente. 4. Pelo amor de deus, Jonathan Tadeu!

Kevin Abstract“ECHO”
Eu conheci o “garoto do capacete” nesse ano. Ele faz um rap bem fora da curva, e uma das provas cabais é a canção “Echo”, uma balada sobre problemas familiares, depressão e fuga de casa. A faixa integra o disco “American Boyfriend: A Suburban Love Story”, um dos melhores do ano na minha opinião.

Debbie Hell (Música de Menina/Ouvindo Antes de Morrer/Debbie Records)

Cabin Fever Club“April”
Essa música é do álbum de estréia de Johann Vernizzi, lançado em julho de 2016 com 10 músicas junto com um 7′ de acetato de tiragem limitadíssima (só 20 cópias). Você pediu só uma música mas vale a pena ouvir o disco todo. É um som bem lo-fi, intimista, extremamente pessoal e despretensioso, que o Johann gravou em seu quarto, sozinho. Em algumas músicas ele chegou a usar o fone do iphone para captação de voz. O resultado é impressionante: se perdendo em todas as camadas da música, letra, melodia, clipe (tudo no DIY), é impossível ignorar o talento do garoto e a preciosidade do som.

Sheer Mag“Nobody’s Baby”
De novo estou só escolhendo uma música de um todo incrível. O Sheer Mag é uma banda da Filadelfia que lançou seu terceiro EP em Março deste ano. O som junta elementos de garage e power pop e a vocalista desafia os padrões da indústria não só com sua sonoridade, como com sua imagem fantástica e super inspiradora.

Fernando Sanches (CPM 22 / O Inimigo / El Rocha / Againe)

Hurtmold“7:30”
Olha o Queijo: Baixo meio Cólera, Bateria Free Jazz, Guitarras Minutemen Cracudo e de quebra Paulo Santos fodendo a porra toda.

Descendents“Spineless and Scarlet Red”
Bill Stevenson, meu compositor favorito em grande forma.

Alf Sá (ex-Rumbora, Supergalo, Raimundos)

Mahmundi“O Calor do Amor”
Canção pop das boas com uso de sintetizadores indiscriminado, sem perder a classe e letra em português. A Mahmundi além de compor bem é excelente produtora. O álbum todo é massa.

Michael Kiwanuka – “Cold Little Heart”
A introdução com ar cinematográfico já fisga a atenção de cara. Depois vem um clima Floydiano que emenda num soul rasgado de emocionar o mais duro dos seres humanos. Grande descoberta. Acho foda.

Amanda Rocha (La Burca)

Rakta“Filhas do Fogo/Conjuração do Espelho”
Então, eu tenho escutado pouca coisa nova gringa – fico meio nos 80´s / 90´s (risos), mas gosto de Thee Oh Sees, tem o novo dos medalhões Leonard Cohen, Nick Cave, Bowie…mas o que me pegou mesmo foram os nacionais. Me toca muito esse som, uma mistura intensa-cabrera-e-linda de raízes tribais post punk com um xamanismo empoderador. Essas minas são foda, uma das melhores bandas do Brasa.

Quarto Negro – “Obsessivo”
Esse som é demais, obsessão e imprevisibilidades sobre o relacionar, difícil ficar indiferente. Fiquei por um tempo escutando no repeat quando foi lançado e ainda ouço. Comecei a prestar atenção na banda por este som.

A voz dos pequenos: 12 músicas que utilizam corais de crianças e adolescentes

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Nem só de Balão Mágico, Galinha Pintadinha e Xuxa vivem as vozes infantis na música. Muitas vezes elas podem transformar completamente uma canção, dando uma nova atmosfera a versos e refrões, ainda mais quando juntam um belo coral de vozes angelicais formado apenas por crianças.

Elencamos aqui 12 exemplos de músicas em que o coral infantil (ou adolescente) foi usado com maestria. Tente imaginar estes sons sem as vozes dos pequenos e perceba como eles são uma força latente nas músicas:

Sia“Cheap Thrills”

O megahit da misteriosa (e talentosa) Sia conta com um batalhão de crianças para ajudá-la no refrão com o mote “I love cheap thrills”, o que dá ainda mais força para a música.

Gorillaz“Dirty Harry”

Imagine só você um monte de criancinhas falando algo como “eu preciso de uma arma para me proteger do mal”? Pois é o que a trupe animada de Damon Albarn faz em “Dirty Harry”, uma das melhores faixas do disco “Demon Days”.

Emicida“Casa”

A faixa do disco “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”, de 2015, tem forte influência da África, para onde o Emicida viajou durante a produção do álbum. Nesta faixa, as crianças são responsáveis pelo refrão “O céu é meu pai / A terra, mamãe / E o mundo inteiro é tipo a minha casa”.

Red Hot Chili Peppers“Aeroplane”

O maior hit do ponto fora da curva “One Hot Minute” conta com o refrão de “It’s my aeroplane” em um outro cantado por Clara Balzary (filha do baixista Flea) e suas colegas. Ela também aparece no clipe vestida de aviãozinho.

Nas & Damian Marley“My Generation (Feat. Lil Wayne & Joss Stone)”

Essa já começa com “My generation will make the change” sendo cantado entre palmas por um grande coral infantil e Joss Stone acompanhando. Não preciso nem falar mais nada!

Passion Pit“Little Secrets”

Esse aqui tem até “Behind The Scenes” das crianças gravando o coral! A música faz parte do disco “Manners”, de 2009. Higher and higher and higher!

Justice“D.A.N.C.E.”

O refrão cantando por crianças do hit gigantesco do Justice traz uma coisa meio “Jackson 5” para a música e é um dos fatores que fez o som estourar e tocar em tudo que é lugar.

Pink Floyd“Another Brick in the Wall Part II”

A clássica voz infantil cantando “We don’t need no education” é algo que até seus pais devem lembrar direitinho. Na época foi mega chocante e até hoje é usada como protesto.

M.I.A.“Paper Planes”

Aqui, o refrão “All I wanna do is (som de tiros) and take your money” dá ainda mais força à canção de M.I.A. com sample de “Straight To Hell” do Clash.

Martika“Toy Soldiers”

Acho que o que eu mais gosto nessa música é a tal parte em que as crianças cantam. E o refrão. Pra mim essa música tinha que ser só refrão.

Faith No More“Be Aggressive”

A coisa meio “cheerleader” em um quase spelling bee de “Be Aggressive” foi até chupado por Marilyn Manson em “mObscene”. É claro que o FNM fez muito melhor.

The Carpenters“Sing (Sing a Song)”

A coletânea que seus pais compraram assim que puderam pra tocar sem parar no rádio do carro. As crianças cantam no final do single mais fofucho e good vibes do duo.

Jay-Z“Hard Knock Life”

O refrão de “Hard Knock Life” é uma adaptação de uma música do musical “Annie” no teatro com a letra transformada em algo mais big pimpin’. E com vocal de crianças, claro.

Lógico que não pára por aí. Fiz uma playlist no Spotify mostrando esses e mais alguns momentos em que a criançada invade o microfone. Faltou alguma? Conta aqui nos comentários!

25 novas opções de vocalistas para o AC/DC caso eles se cansem do Axl Rose

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Brian Johnson e Dee Snider ao vivo em 2004. (Getty Images)

Este ano, o impensável aconteceu: o vocalista do AC/DC Brian Johnson foi diagnosticado com sérios problemas auditivos, correndo o risco de ficar surdo permanentemente se continuasse a turnê “Rock Or Bust“. Mais inimaginável ainda: a banda resolveu continuar a turnê com um vocalista convidado e, para surpresa de muitos e desconfiança dos fãs, escolheram Axl Rose, o conhecido e problemático dono do Guns’n’Roses. Não dá pra negar que Rose surpreendeu, cantando como há tempos não fazia junto da banda de que é fã desde pequeno. Porém, é conhecido que o ruivo é difícil de lidar e talvez a convivência azede caso a parceria continue. Pois bem: se Angus Young e cia se cansarem dos caprichos do rechonchudo cantor, listamos 25 opções para tomarem seu lugar como a voz do AC/DC!

Lisa Kekaula, do The BellRays“Highway To Hell”

Um AC/DC com muito mais suíngue e soul, sem dúvidas:

Steve “Zetro” Souza, do Exodus“Dirty Deeds Done Dirt Cheap”

O AC/DC mais thrash do que o normal. Já a voz soa com um mix de Bon Scott e Brian Johnson após alguns cigarros:

Whitfield Crane, do Ugly Kid Joe“Sin City”

Por incrível que possa parecer, o vocalista do one hit wonder “Everything About You” e imitador de Mike Patton na fase “The Real Thing” manda muito bem aqui:

Blaine Cartwright, do Nashville Pussy“Highway To Hell”

A surrada voz de Blaine combina com o estilo sujão e beberrão do AC/DC.

Ian “Knox” Carnochan, do The Vibrators“Rocker”

Se o AC/DC se aproveitasse da fama de punk que ganhou na Inglaterra em seus primeiros discos, soaria assim:

Joan Jett“Dirty Deeds Done Dirt Cheap”

Não preciso explicar porque a Joan Jett é foda, né? Enfim, se você não conhece a Joan Jett, é bom ir atrás. Agora.

Kevin DuBrow, do Quiet Riot “Highway To Hell”

Bem reverente à voz de Brian Johnson. Assim como Axl Rose.

“Howlin'” Pelle Almqvist, do The Hives“Back In Black”

Se você quiser ver uma versão descontrolada com um vocalista ligado no 220 com fio desencapado… O próprio Pelle chegou a se oferecer via post no Facebook quando soube dos problemas de Brian Johnson. Eu aceitaria.

Dexter Holland, do The Offspring“Sin City”

Bom, essa seria mais inesperada do que Axl Rose, isso a gente pode afirmar.

Shakira“Black In Black”

Tá, essa aqui seria mais inesperada ainda. Imaginem só a Shakira fazendo dança do ventre sem perder o ritmo enquanto canta. Ela consegue, cara.

Eddie Spaghetti, do Supersuckers “Rock’n’roll Singer”

O meu preferido. Me perdoem, sou fã dos Supersuckers, então devo puxar a sardinha pro Eddie. Esse vídeo, aliás, foi feito na apresentação da banda no Brasil, lá no finado CB Bar em São Paulo. Eu tava lá:

Dee Snider, do Twisted Sister“Sin City”

Ele já chegou a cantar com o AC/DC em um show, como convidado. Imaginem só. Isso sim é supergrupo!

Henry Rollins & The Hard-Ons“Let There Be Rock”

O AC/DC que te dá um soco na orelha.

Steve Miller, do Electric Frankenstein“High Voltage”

Reverenciando Bon Scott muito bem, Steve Miller:

Pink“Highway To Hell”

Sim, é a Pink. Canta bem, provavelmente é fã do AC/DC e seria incrível ver uma mulher cantando ao lado de Angus Young.

Joey Belladonna, do Anthrax“TNT”

Os fãs do AC/DC mais chegados ao thrash metal iam pirar com essa escolha. E o cara canta bem pra caramba, não dá pra negar.

Courtney Taylor-Taylor, do The Dandy Warhols“Hell’s Bells”

Se o AC/DC fosse indie, talvez fosse algo assim. Estranho.

Ken Casey, Al Barr e o povo do Dropkick Murphys “It’s a Long Way To The Top (If You Wanna Rock and Roll)”

Pra colocar um pouco de Irlanda na mistura escocesa e australiana.

Michael Starr, do Steel Panther“Whole Lotta Rosie”

A banda é galhofeira, mas a voz é boa e os caras são fãs da banda australiana. Ou seja: tá valendo.

Shania Twain“You Shook Me All Night Long”

Man, I feel like a AC/DC fan.

Bruce Dickinson“Sin City”

Já que chamaram Axl Rose, porque não Bruce Bruce?

Corey Glover, do Living Colour“Back In Black”

Imaginem só? Sintam só toca a malemolência e a bela voz de Corey e digam que não ia ser algo a se assistir.

Todo o The Dwarves “Big Balls”

O Dwarves gosta de chocar, então resolveram transformar “Big Balls” em uma versão Beastie Boys on crack.

Celine Dion & Anastacia“You Shook Me All Night Long”

Tá, essa aqui foi só pra constar. Eu não imaginava que Céline Dion curtia AC/DC.

Jack Black “It’s a Long Way To The Top (If You Wanna Rock’n’Roll)”

Um dos grandes fãs do AC/DC ia acrescentar um pouco mais de humor nos shows. Sabe, que nem na fase Bon Scott? 😉