RockALT #12 – Johnny Cash, The Jesus and Mary Chain, Charles Bradley e Porno Massacre

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RockALT, por Jaison Sampedro

Hoje eu gostaria de falar sobre covers. Algumas bandas, quando estão no começo de carreira tem uma certa resistência para tocar covers de bandas mais famosas. Mas o que acontece quando você já é um artista com uma carreira longa ou então já tem um nome forte? As vezes o resultado pode ser um “meh” ou então quando a musica certa cair na mão do artista certo, pode-se conseguir um novo significado para a obra eleita.

Johnny Cash“Rusty Cage”
Senhoras e senhores, Johnny Cash teve uma carreira cheia de altos e baixos. Sem sombra de duvidas o seu auge foi durante a época da Sun Records entre os anos 50 e 60, onde ele compôs obras como “Cry, Cry, Cry”, “I Walk The Line” e “Guess Things Happen That Way”. Mas depois de alguns sucessos Cash viu sua carreira despencar entre meados dos anos 70 e 80. A redenção do “Homem de Preto” veio com o “American Recordings” em 1994 produzido pelo selo Def American do guru musical Rick Rubin. Foram seis discos lançados, sendo os dois últimos álbuns póstumos. Eu poderia colocar nessa lista vários títulos de covers como “Hurt”, que aliás, na minha opinião, não existe mais a versão do Nine Inche Nails. Johnny Cash tomou essa musica pra si e a ressignificou. Escutar a “versão” de Trent Reznor hoje parece ser um cover malfeito de sua própria composição. Entretanto, mesmo amando Hurt de Johnny Cash eu escolhi outro cover sensacional: “Rusty Cage” do Soundgarden. Este cover não é tão significativo como “Hurt”, mas mostra o talento indescritível de Cash dominando vários estilos musicais.

The Jesus and Mary Chain“My Girl”
Não sei exatamente quando os irmão Reid resolveram fazer um cover do clássico “My Girl” do Temptations. Tudo indica que foi em uma gravação para a Radio BBC no programa do DJ John Peel, que depois foi compilado e lançado em fevereiro do ano 2000. Diferente da versão composta por Smokey Robinson e Ronald White, que ao escutar realmente nos faz sentir um raio de sol no céu nublado, a versão de Jim e William Reid é mais melancólica assim como a maioria de suas composições. Assim como Johnny Cash, os irmãos Reid pegaram uma musica e trouxeram quase que outro significado. “My Girl” nos passa a sensação do amor recém adquirido, ou da sensação de um primeiro beijo. Na versão do Jesus And Mary Chain o amor é o mesmo, mas talvez um tanto platônico, distante e melancólico, mas ainda assim é um amor admirável.

Charles Bradley“Changes”
De Black Velvet para The Screaming Eagle of Soul, ou simplesmente Charles Bradley. Desde muito cedo o sr. Bradley teve que enfrentar a pobreza e o abandono. Aos 14 fugiu de casa, por dois anos morou na rua, graças a um programa educacional do governo americano conseguiu trabalho como cozinheiro e por incrível que pareça foi ai que começou a sua trajetória musical. Desde de muito cedo Bradley era fã de James Brown, e por 20 anos Charles realizou shows cantando musicas do pai do Soul e ao mesmo tempo fazia bicos e realizava os mais diversos tipos de trabalho. O sucesso veio, tardio mas veio. Em 2011, aos 63 anos Charles Bradley lançava o álbum “No Time For Dreaming”. O disco trazia composições próprias e covers como “Heart of Gold” de Neil Young e “Stay Away” do Nirvana. Para a coluna de hoje eu resolvi escolher “Changes”, do álbum de 2016. Sim, “Changes” do Black Sabbath em uma belíssima e talentosíssima versão Soul.

Porno Massacre“Isso Para Mim é Perfume”
A banda paulistana recebeu o convite do nosso querido amigo, parceiro e proprietário do blog Crush em Hi-Fi João Pedro e também do nosso igualmente amigo e parceiro Rafael López Chioccarello do blog Hits Perdidos para a gravação da musica “Isso Para Mim é Perfume” para compor a coletânea em homenagem aos Titãs “O Pulso Ainda Pulsa”. A escolha dessa musica foi certeira: se eu não conhecesse a musica, poderia dizer que sem sombra de duvidas essa musica é do Porno Massacre. A escatologia e a anarquia da música combinam perfeitamente com o estilo transgressor e performático do grupo paulistano. Está aí mais um belo exemplo de um artista que toma a musica para a si e a entrega com outro significado como se fosse sua.

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Construindo The Bombers: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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The Bombers

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto de punk rock santista The Bombers, que indica suas 20 canções indispensáveis. A banda, que surgiu em 1995, se apresenta neste domingo (26) no SESC Santos. Não perca!

Social Distortion“Winners And Losers”
Mick Six: Social Distortion é uma das minhas bandas prediletas a muito tempo, a escolha dessa musica, devido a letra dessa canção, para mim ser sempre algo atual.

Johnny Cash“I Walk The Line”
Mick Six: A canção que faz com que lembre-se a se segurar, em diversas situações… Na família, trabalho, na rua… ao menos tentar, andar na linha, ali no limite, para não arrumar confusão.

The Slackers“Make Me Smile”
Mick Six: Pra mim é uma musica que muda o meu humor, aquela que eu fecho os olhos e me teletransporto para uma manhã ensolarada numa bela praia.

Flogging Molly“Drunken Lullabies”
Mick Six: Aquela trilha sonora para beber a noite inteira com os amigos.

Hank Williams“I Saw The Light”
Mick Six: Escolhi essa canção também, porque numa daquelas fases tensas da vida me deu forças para dar a volta por cima, aceitar novos desafios, recomeçar tudo do zero, aprender uma nova profissão… E eu sabia que aquela seria uma fase nebulosa. E coincidência ou não, quando essa fase nebulosa passou, eu iniciei uma nova fase em minha nova profissão, trabalhando em um local chamado Barbearia Luz. (Risos) É, de certa forma eu vi a Luz (risos).

Legião Urbana“Faroeste Caboclo”
Trivela: A música tem nove minutos, não tem refrão e é o hit de qualquer luau na praia, com todas as pessoas cantando a letra inteira do começo ao fim.

Ramones“Blitzkrieg Bop”
Trivela: Por mais que os Ramones tenham criado diversos clássicos, nada supera o impacto dessa música.

Robert Johnson“Cross Road Blues”
Trivela: Um dos pioneiros do Blues. O blues da encruzilhada. Com essa música veio a lenda de que o Robert Johnson havia feito um pacto com o diabo em troca de habilidades musicais.

Led Zeppelin“Stairway to Heaven”
Trivela: Mais uma música com supostas mensagens subliminares endereçadas ao obscuro. Uma grande besteira, essa é na verdade apenas uma das canções mais bonita da música contemporânea.

Bob Marley“Redemption Song”
Trivela: O canto do cisne do Bob Marley. A beleza dela esta na simplicidade. Violão, voz e alma.

Iggy and the Stooges“Search and Destroy”
Matheus Krempel: I’m a streetwalking cheetah with a heart full of napalm! Quando eu escuto essa música, sinto uma coisa tão forte, que seria capaz de botar um prédio abaixo.

Guns n’ Roses“Coma”
Matheus Krempel: Uma viagem extremamente pesada, com dez minutos de duração, relatando uma experiência de overdose. Guitarras pra caralho, vocal esgoelado ao extremo e um belo jeito de encerrar um álbum.

Rolling Stones“Rocks Off”
Matheus Krempel: Apenas a música que abre o melhor disco dos Rolling Stones. Urbana para caralho, suja e com uma letra que faz referência, o tempo todo, ao uso de heroína. A parte em que ela desacelera, é uma brisa incrível.

Capital Inicial“Conexão Amazônica”
Matheus Krempel: Coube ao Capital Inicial a missão de resgatar as músicas (as perdidas e as não) da banda mais influente do cerrado, o Aborto Elétrico. Renato Russo era um jovem punk quando escreveu “Estou cansado de ouvir falar em Freud, Jung, Engels, Marx / Intrigas intelectuais rodando em mesa de bar”. Me parece bem atual.

Hey! Hello!“How I Survived The Punk Wars”
Matheus Krempel: Muito simples de explicar a escolha dessa. Se toda porra de banda underground, decorasse essa letra e seguisse a cartilha do que ela prega, não teríamos tanta gente babaca nesse meio.

The Clash“Clampdown”
Daniel Bock: Umas das minhas bandas favoritas de todos  os tempos. Acho que risquei o “London Calling” de tanto ouvir. Posso falar do Clash por horas. Mas o que me marca nessa música foi a vez que eu vi um vídeo VHS deles tocando. Eu era moleque e ver aquilo, foi quase indescritível. Literalmente mudou minha vida.

Marky Ramone and The Intruders“One Way Ride”
Daniel Bock: Eu amo o Ramones e Rancid, mas são bandas que eu nunca vi ao vivo (ainda) e sempre me pareceram distantes. O “Don’t Blame Me” do Intruders me atingiu na hora certa. O álbum todo é incrível, essa música em especial, a mensagem, o instrumental e a produção do Lars.

Shooter Jennings“4th of July”
Daniel Bock: Descobri o Shooter Jennings assistindo o filme “Johnny e June” onde ele aparece em uma cena,  interpretando o pai Waylon Jennings, cantando uma música que compôs para o filme. Essa música é a minha favorita dele. A letra é linda, perfeita para ouvir pegando a estrada.

The Supersuckers“Roadworn & Weary (6/6/6 version)”
Daniel Bock: Lembro de colecionar reportagens sobre o Supersuckers nas revistas de rock. Essa música é uma regravação de uma música deles mesmos, que pra mim, representa a melhor fase dessa que com certeza é uma das minhas bandas favoritas.

Os Excluídos“Plano Perfeito”
Daniel Bock: Para mim, Os Excluídos estão entre as melhores bandas brasileiras. Essa música não foi a primeira que ouvi deles mas foi uma das que mais me marcou pela letra e arranjo.

Construindo Serapicos: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Serapicos

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo se baseia: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Serapicos, que indica suas 20 canções indispensáveis.

The Magnetic Fields“The Nun’s Litany”
‘Considero o Stephin Merrit, compositor do Magnetic Fields, o melhor letrista de todos os tempos. Sua obra deveria estar ao lado de Shakespeare, Camões e Cervantes. Essa canção é só uma amostra do que esse desgraçado é capaz de fazer.’

Leonard Cohen“Bird on a Wire”
‘Muito difícil escolher apenas uma música do Cohen. Mas se tivesse que apresentar apenas uma música dele para os alienígenas seria “Bird on a Wire”. Essa música é um soco no estômago, a síntese da vida de um poeta.’

Rufus Wainwright“Going to a Town”
‘O Rufus é incrível. Letrista fudido, baita cantor e uns arranjos muito cabeçudos e lindos.’

Nina Simone“Sinner Man”
‘Essa música veio de um espiritual tradicional americano. E a Nina Simone é ridícula. Que artista catártica!

Judy Garland“Somewhere Over The Rainbow”
‘O salto de oitava entre as duas primeiras notas já dá toda vibe dessa masterpiece cinematográfica. Depois fizeram aquela versão no ukulelê tirando esse salto e estragaram a música. Escrita por Harold Arlen, que também compôs “Ac-Cent-Tchu-Ate the Positive”, outra pérola.’

System of a Down“B.Y.O.B.”
‘System é uma das bandas mais criativas dos últimos 150 anos. Adoro o ritmo frenéticos de melodias diferentes, quebradas ritmicas e berros ensandecidos. Influencia muito meu pensamento de forma musical e como estruturar canções sem seguir a fórmula óbvia verso-refrão.’

Green Day“Basket Case”
‘Talvez a música que mais tenha mudado minha vida. A primeira frase da melodia acompanhada pela guitarra mutada de power-chord foi minha obsessão dos 11 aos 27 anos, quando comecei a compor.’

Tuva Semmingsen“Lascia ch’io pianga”
‘Essa é uma ária de Handel que toca na abertura do filme “Anti-Cristo” do Lars Von Trier. É uma melodia devastadora e essa música resume bem minha adoração pela música sacra.’

Bajaga“Muzika na struju”
‘Esse é um rock iogulsavo com um refrão super-catchy embora seja impossível cantar junto. Gosto bastante do sotaque musical de melodias do leste europeu. Os caras mandam bem.’

Ella Fitzgerald“Let’s Do It”
‘A Ella é uma das grandes intérpretes da obra do Cole Porter, talvez o maior compositor e letrista da primeira leva Broadway. Essa música é uma aula de como falar de putaria sem ser nada vulgar.’

Linda Scott“I’ve Told Every Little Star”
‘Essa música toca no filme “Mulholland Drive” do David Lynch. Gosto músicas que tocam em um filme e conseguem resumir toda a atmosfera da história. Escrita por Jerome Kern, outro monstro do Early Broadway.’

Adoniran Barbosa“Iracema”
‘Pra não escolher “Trem das Onze”, vou de Iracema. Melodia linda e melancólica. E o que dizer desses backings femininos que entram harmonizando em coro? Fudido.’

Rogério Skylab“Você Vai Continuar Fazendo Música”
‘Skylab é o maior poeta vivo que temos nesse país. Essa música é um super desincentivo pra quem quer ser artista.

Cérebro Eletrônico“Cama”
‘Conheci essa música ao vivo em um show do Cérebro e assim que veio o refrão pensei ‘Caralho’.

Júpiter Maçã“Um Lugar do Caralho”
‘O Júpiter foi um dos primeiros cancioneiros da música brasileira que me identifiquei. Essa música é um hino negligenciado pela grande mídia.’

“Se Essa Rua Fosse Minha”
‘Essa canção é de autoria anônima, tem cara de ser portuguesa. Que melodia assombrosa e atemporal.’

Jefferson Airplane“White Rabbit”
‘Essa música foi escrita pela Grace Slick, frontgirl do Jefferson Airplane. É a minha favorita da fase psicodélica do rock. Muito melhor que Rolling Stones.’

Johnny Cash“The Man Comes Around”
‘Nessa canção, Cash descreve o Apocalipse. Lembro de ouvir nos créditos de um filme de zumbi antes de saber quem era Johnny Cash. Esse foi o último disco dele antes de morrer e dá pra ouvir o sopro da morte saindo de voz sussurrada e salivada.’

4 Non Blondes“What’s Up?”
‘Todo mundo que nasceu em 1990 foi influenciado por essa música. Refrão grudento demais, quebrada pro falsete de eriçar os pelos da nuca. Escrita por Linda Perry.’

Enya“Orinoco Flow”
‘Essa é uma obra-prima da World Music. Melodia e arranjo hipnóticas. Parabéns para Enya.’

Frank Sinatra“My Way”
‘Essa música foi traduzida do francês pelo grande Paul Anka. Tudo é perfeito nesse arranjo cantando pelo Frank Sinatra. E é dessas canções que exemplificam perfeitamente um pensamento e uma sensação universal.’

Garimpo Sonoro #11 – Engov We Trust: 5 Músicas sobre Ressaca

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Homer Simpson

O Brasil só começa depois do Carnaval, mas dependendo do seu uso do feriado, sua vida parece acabar depois de tanta festividade. Há quem se programe para terminar cedo e curtir uma quarta-feira de cinzas mais tranquila. Contudo, os imprevistos da vida às vezes te chamam para beber numa terça de Carnaval com a desculpa que não é preciso trabalhar na manhã seguinte. E você ainda acredita.

Eis que você acorda sem saber se morreu, sem saber que horas são e tendo que esperar alguns segundos até que seu cérebro acesse sua própria identidade e te diga quem você é.

Para quem se encontrava nesta situação ontem, ou quem ainda não sarou de tanta inconsequência, eis cinco canções que ilustram o pesadelo pós-esbórnia.

Matanza – “Ressaca Sem Fim”: É difícil não falar de álcool sem falar de Matanza. A banda consegue fazer um som foda e uma letra precisa:

Muzzarelas – “I’ll Never Drink Again”: quem nunca falou para Deus, mãe ou a si próprio que nunca mais encostaria em uma bebida? Nem uma semana já tá dando trabalho de novo…

Janis Joplin – “What Good Can Drinkin’ Do”: um blues que questiona os porquês desse mal que ingerimos e que não deixaremos de ingerir.

Johnny Cash – “Sunday Morning Coming Down”: um domingo normal para aqueles desfrutam do prazer de se destruir com uma rotina ébria.

Tom Waits – “Bad Liver & Broken Heart”: impossível deixar Mr. Waits de lado e é mais impossível escolher uma única canção. Mas talvez esta frase seja uma ótima para terminar esta coluna: “Eu não tenho problemas com bebida, apenas quando não consigo uma”.

Garimpo Sonoro #8 – O Mito da Caverna: 5 vozes graves que cantam pro eu interior

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Leonard Cohen
Leonard Cohen

A voz grave é um charme desde sempre. Dos cantores de barbershop a Barry White, qualquer um fica impressionado quando ouve um barítono de responsa. Se o tom agudo representa uma técnica impecável, o grave é o controle da essência, tão técnico mas mais intenso – pelo menos quando feito com o âmago.

Abaixo, uma seleção de músicos que tenho ouvido ultimamente – alguns garimpos recentes e outros pérolas clássicas.

Tem alguma indicação? Manda pra cá!

1- Sean Rowe: com uma voz volumosa, a primeira impressão é de que ele está com uma bola na boca. Depois, quando se acostuma com o timbre, a sensação é de tranquilidade, mesmo que com ares melancólicos.

2- Laura Marling: eu nunca me esqueço da primeira vez que a ouvi. Nos primeiros segundos, me impressonei pela habilidade no violão de uma moça tão pura, angelical. Daí veio a voz e tive que me lembrar de respirar. Suas feições pareciam não bater com sua voz. Era como se uma regra fosse quebrada e a partir daí, tudo era possível. E sem regras, no escuro, não nos resta nada a fazer a não ser apreciar e contemplar, sem a necessidade de entender.

3- Bill Callahan: a seneridade na melodia e na letra combinam tanto com o timbre quanto a ambiência criada por todos os outros elementos. Ouvir Bill Callahan é ouvir a si próprio, como se o que ele criasse não fosse música, mas o silêncio necessário para se escutar.

4- Leonard Cohen: não há dúvidas, aqui ouvimos a voz de Deus. Não há espaço nem para ouvir a si mesmo, não há tempo de ficar parado. É necessário sair de si, abraçar-se e transformar-se em um andarilho enquanto a música durar. É ser um peripatético, trilhando um caminho enquanto raciocina sobre a trilha que se forma.

5- Johnny Cash: talvez uma das vozes graves mais famosas e mais influentes. The Man in Black dialoga com os demônios de todos – pois saiba que todos temos um espaço para eles. E ao falar com este lado, o resultado varia. Para alguns é domar os riscos, para outros é acender a faísca do veneno. Seja como for, não há volta.

Algumas das melhores participações de John Frusciante em músicas de outros artistas

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John Frusciante

John Frusciante já foi menino prodígio, guitar hero, junkie genial, a força que movia o Red Hot Chili Peppers, o prolífico artista solo, o experimentalista… Entre tudo isso, devemos concordar que o cara é talentoso e versátil como poucos no mundo da música, conseguindo ir do funk ao acid house, passando pelo rap e pelo rock clássico. Além de seu trabalho solo e com o RHCP, Frusciante participou de diversas músicas de outros artistas dos mais variados estilos. Confira algumas:

Swahili Blonde – “Red Money” – O Swahili Blonde é uma banda experimental da esposa de John, Nicole Turley. Frusciante tocou guitarra em todas as músicas do projeto, inclusive em “Red Money”, cover de David Bowie, presente no disco “Man Meat”, de 2010.

Kimono Kult – “La Vida Es Una Caja Hermosa” – Frusciante é parte da banda Kimono Kult, projeto que reúne membros do Swahili Blonde, Bosnian Rainbows e Dante Vs Zombies, incluindo Nicole Turley, Dante White-Aliano, Laena Geronimo, Omar Rodriguez-Lopez e Teri Gender Bende. O EP “Hiding In The Light” saiu em 2014 e a guitarra de Frusciante na experimental “La Vida Es Una Caja Hermosa” é bem bacana:

Black Knights – “Shadows of a Panther” – John Frusciante produziu e colaborou nos discos “Medieval Chamber” (2014) e “The Almighty” (2015) e “All Skills No Luck” (a ser lançado) do grupo de rap Black Knights, amigos do Wu Tang Clan. Em “Shadows Of A Panther”, o rap experimental cheio de texturas do grupo ganha um belo solo de guitarra do ex-Red Hot Chili Peppers.

Kristen Vigard – “Slave To My Emotions” – Antes de gravar o disco “Mother’s Milk” com o Red Hot Chili Peppers, Frusciante gravou o violão em “Slave To My Emotions”, do álbum de 1988 de Kristen Vigard. Pois nessa música o trabalho do guitarrista lembra muito mais o que ele viria a fazer em “BloodSugarSexMagik” do que as guitarradas enlouquecidas que apareceram no primeiro disco deles com o RHCP:

Baryan – “Grease The System” – A gravação das participações no álbum “Anytime At All” do Baryan, junto com o disco “Californication”, foram as primeiras obras de Frusciante depois de sua saída do vício da heroína que rendeu os chapadíssimos “Niandra Lades and Usually Just a T-Shirt” e “Smiles From The Streets You Hold”. Aqui já dá pra perceber o caminho que ele seguiria nos próximos anos em seu trabalho solo e com os Peppers.

Perry Farrell – “Rev” – John divide as guitarras desta faixa com Tom Morello (Rage Against The Machine) e Stephen Perkins (Jane’s Addiction e Porno For Pyros). Reza a lenda que a guitarra dele é a menos audível da música de Perry Farrell, com Morello dominando sem dó nem piedade.

The Bycicle Thief – “The Cereal Song” – O The Bycicle Thief é um projeto de Bob Forrest com Josh Klinghoffer, amigo de Frusciante que viria a o substituir no posto de guitarrista do Red Hot Chili Peppers. Frusciante toca guitarra em “The Cereal Song”, tirado do único disco da banda, “You Come And Go Like A Pop Song”, de 1999.

Fishbone – “Shakey Ground” – Em 2000 o Fishbone lançou essa cover do Temptations e chamou não só John Frusciante como também o baixista Flea para dar um ar mais “Pepper” à canção.

Tricky – “Girls” – Frusciante toca guitarra e Anthony Kiedis canta nesta música do disco “Blowback”, de 2001. Tricky conseguiu trazer o ~feeling~ do Red Hot Chili Peppers sem deixar a peteca cair em uma das melhores canções do álbum.

Tricky – “#1 Da Woman” – A música que homenageia o tema de “Mulher Maravilha” na série clássica com Lynda Carter nos anos 70 conta com a guitarra inconfundível e um verso cantado por Frusciante. Se eu fosse o produtor do nosso filme da Liga da Justiça que parece que vem aí, colocava essa como tema sem a menor sombra de dúvidas.

Macy Gray & Erikah Badu – “Sweet Baby” – O disco “The Id”, de 2001, tem esta faixa deliciosa com a voz de Erikah Badu e Macy Gray mostrando todo seu poder vocal embalada pela guitarra inconfundível de John Frusciante. Uma das melhores da lista inteira.

24 Hour Party People Soundtrack – “New Dawn Fades” – A trilha de “24 Hour Party People” contou com essa cover de Joy Division juntando Frusciante, Billy Corgan (Smashing Pumpkins) e Moby. Uma bela homenagem, sem dúvidas.

Johnny Cash – “Personal Jesus” – Frusciante é o responsável pelo violão da versão de Johnny Cash para o clássico do Depeche Mode que Rick Rubin produziu no disco “American VI: The Man Comes Around”, de 2002. É claro que a mistura deu samba e a faixa é uma das melhores do disco (que é ótimo).

Ziggy Marley – “Rainbow In The Sky” – O disco “Dragonfly”, de 2003, trouxe o guitarrista na faixa “Rainbow In The Sky”. Curiosamente, Frusciante acrescenta à faixa funky a sua faceta mais experimental, que já estava transparecendo em sua coleção de discos solo e até nos álbuns “By The Way” e “Stadium Arcadium” dos Chili Peppers.

Glenn Hughes – “Nights In White Satin” – O disco “Music For The Divine”, de 2006, foi todo produzido pelo baterista do Red Hot Chili Peppers, Chad Smith. Daí quando precisou de um guitarrista, lógico que  ele chamou John Frusciante pra tocar em “Nights In White Satin”, uma cover do Moody Blues, e “This Is How I Feel”. O resultado? Confira:

Satellite Party – “Hard Life Easy” – O Satellite Party acertou na mosca quando chamou Frusciante e Flea para tocar na faixa “Hard Life Easy” do disco “Ultra Payloaded” de 2007. Se eles queriam uma música festiva, a dupla de ataque conseguiu com louvor deixar o negócio com cara de festa de rua.

Wu Tang Clan – “The Heart Gently Weeps” – O Wu Tang Clan preferiu não samplear “While My Guitar Gently Weeps”, dos Beatles, em “The Heart Gently Weeps”, do disco “8 Diagrams” de 2007. Fizeram melhor: chamaram John Frusciante pra recriar os riffs e solos de George Harrison, dando seu toque pessoal. A parceria deu certo:

N.A.S.A. – “Way Down” – O N.A.S.A. é um duo de hip hop que conta com Squeak E. Clean e o brasileiro DJ Zegon (ex-Planet Hemp). No disco “The Spirit Of Apollo” os dois contaram com diversas parcerias em cada música, indo de David Byrne a Chuck D, de Seu Jorge a M.I.A. Em “Way Down”, chamaram RZA, Barbie Hatch e John Frusciante.

RZA – “You Can’t Stop Me Now” – O mesmo RZA que cantou com John na faixa do N.A.S.A. chamou o guitarrista pra “You Can’t Stop Me Now”, presente em “Digi Snacks”, de 2008. Além disso, ele também produziu junto com George Clinton e Kinetic 9 a faixa “Up Again”.

BIGDOXX – “Indigenous Rhythm” – O BIG DOXX é Kehinde “Doxx” Cunningham & Nicole Turley e Frusciante é o guitarrista convidado em “Indigenous Rhythm”, do disco “DOXXOLOGY”, de 2012:

Uma entrevista curta e grossa com Big Dad Rich, líder da banda de “red dirt metal” Texas Hippie Coalition

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Big Dad Ritch é um homem de poucas palavras. Ou foi o que ele demonstrou nesta entrevista rápida e rasteira sobre sua banda, o Texas Hippie Coalition, na estrada há mais de 10 anos fazendo o velho e bom hard rock misturado com metal cheio de influência do Texas e da country music americana de raiz.

Com quatro álbuns na manga (Pride of Texas – 2008, Rollin’ – 2010, Peacemaker – 2012 e Ride On – 2014), a banda de Denison é formada por Big Dad Ritch (Vocal), John Exall (Baixo), Cord Pool (Guitarra) e Timmy Braun (Bateria) e está atualmente excursionando pelos Estados Unidos promovendo seu último disco.

Conversei com Big Dad sobre a carreira da banda, a passagem pelo Brasil em 2011 e a “coincidência” da sigla da banda ser THC:

– Como a banda começou?
Eu roubei membros de algumas outras bandas. Como um ladrão.

– Eu li que os membros da Texas Hippie Coalition vieram de bandas “rivais”. Isso é verdade?
Com certeza!

– Como você definiria o “Red Dirt Metal” que vocês fazem?
“Red Dirt” é a cor do solo de onde vivemos no Texas. A música “Red Dirt” é apenas verdadeira com nossa história de vida, mantendo as raízes verdadeiras de onde viemos.

– As iniciais do nome da banda (THC) são uma brincadeira com marijuana ou é apenas coincidência?
É mais do que uma brincadeira. Estamos todos chapados, felizes e dando positivo no teste da THC.

– Vocês estão em turnê com o disco “Ride On”. Quais são suas músicas preferidas deste álbum?
Essa é difícil. É como perguntar qual filho você ama mais… ou qual namorada é sua preferida.

– O quanto o som de vocês mudou do primeiro disco “Pride Of Texas” para “Ride On”?
Na verdade não há mudança, apenas crescimento. Como um fazendeiro expandindo seu rancho e seu rebanho. Crescemos e nos mantivemos fiéis à nossa marca.

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– Vocês vieram ao Brasil em 2011. Como foi a viagem?
Meu coração pertence ao Brasil. Eu me apaixonei pelo país, pelo jeito das pessoas e por três ou quatro lindas mulheres. O Brasil tem muitas belezas…

– Vocês planejam voltar ao Brasil?
Sim, e mal podemos esperar por isso!

– Quais são suas maiores influências musicais?
Johnny Cash, Waylon Jennings, Willie Nelson e muitas outras, fica até difícil listar. Música é minha vida. Todos os tipos de metal, rock , country, etc.

– Se vocês pudessem dividir o palco com QUALQUER banda ou músico, quem seria?
PANTERA!

– A banda já está na ativa por uma década. Houve alguma mudança desde o princípio?
Bem pouca. Eu ainda sou o chefe… e ainda chuto bundas.

– Que novas bandas chamaram a sua atenção recentemente?
Eu estou gostando bastante da banda Sons Of Texas. Me chame de ufanista

– O que você acha das músicas que são lançadas hoje em dia?
Para mim, parece com o que diz aquela velha canção do Tesla. “Getting better, gettin better every day…”

T-Shirtaholic: De Falla, Rihanna e Johnny Cash

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Edu K passou por diversos estilos musicais à frente do De Falla, uma das bandas mais criativas que o Brasil já teve. Que tal ostentar uma bela camiseta da trupe responsável por clássicos como “Repelente” e “It’s Fucking Boring to Death”?

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Quanto? R$ 30
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Onde tem mais disso? CoffinFangStore


Junte Rihanna com o logo clássico do Nirvana e você tem um mashup digno de João Brasil.

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Onde tem mais disso? Vandal


Usar camiseta do Johnny Cash é sinal de bom gosto. Não importa a estampa. Ah, e tem que ser preta. Camiseta do Johnny Cash que não seja preta perde automaticamente o direito de ser uma camiseta do Johnny Cash.

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Onde tem mais disso? Siamese Shirts

Conheça as 20 melhores músicas com gatos, bichanos e felinos em suas letras

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A internet está cheia de gatos. Em memes, vídeos, fotos, Instagram, longcats e tudo o mais. E como não sorrir ao ver todos estes gatos sendo fofos na tela de seu computador? Pois é, a música também está cheia de felinos passeando por aí. Desde Katy Perry botando as garras de fora em “Roar” até bandas com nomes como Pantera e Pussycat Dolls.

Selecionei 20 músicas que se lambem pra tomar banho e ronronam quando estão felizes. Prepare o Whiskas Sachê e segura as cabeçadas:

Elton JohnHonky Cat

“Honky cat” é uma expressão que significa “cara legal”, e a música na verdade fala sobre o deslumbramento com a cidade e a vontade de voltar para o interior, onde a vida é mais simples.

SupersuckersGato Negro

Assim, em português mesmo. Uma frase bem aplicável à maioria dos gatos está na letra: “when I’m not sleeping, I’m taking a nap”.

Roberto CarlosNegro Gato

Um clássico do rei Robertão. “Sete vidas tenho para viver / Sete chances tenho para vencer / Mas se não comer acabo num buraco / eu sou um Negro Gato”

Tom JonesWhat’s New Pussycat?

O esquema do Tom Jones é mais “gatinhas” humanas do que felinas, mas enfim. “I’ve got flowers / And lots of hours / To spend with you / So go and powder your cute little pussycat nose!”

Stray CatsStray Cat Strut

A dura vida de um malandríssimo gato de rua contada por Brian Setzer e companhia é uma das músicas mais felinas do mundo. “Stray cat strut I’m a lady’s cat / A feline casanova / Hey man! That’s sad / Get a shoe thrown at me from a mean old man / Get my dinner from a garbage can”

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PoisonLook What The Cat Dragged In

Aquela velha mania dos gatos de dar “presentes” para seus donos (normalmente lixo e bichos mortos) é a origem da expressão “look what the cat dragged in”, que rendeu músicas como esta do Poison.

David BowieCat People

Se você tá lendo esse post, deve ser “cat people”, então apague o fogo com gasolina como Bowie manda.

Johnny CashMean-Eyed Cat

A história de como Johnny Cash cruzou com um bichano de olhar maldoso que nunca mais foi embora de sua vida.

Ugly Kid JoeCats in The Cradle

Uma música sobre um pai ausente. Ah, ela cita gatos.

The CureThe Love Cats

Como não colocar esse clássico em que Robert Smith mia e fala sobre hábitos de gatinhos amorosos o tempo todo?

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Ratos de PorãoOlho de Gato

Um grande cover do Cólera: “Olho de gato / Pele de pato / Almoçando eu vi, Não! / A sua orelha no meu prato”

Balão MágicoTem Gato na Tuba

A história do gato que entrou na tuba do Serafim e a tuba tocou assim: “Pom pom pom MIAU”

https://www.youtube.com/watch?v=oFf0Wiyvgok

SaltimbancosHistória de Uma Gata

A clássica música de Chico Buarque para os Saltimbancos que diz que gatos já nascem pobres, porém, já nascem livres.

Phoebe BuffaySmelly Cat

A música da doidinha de Friends conta como um gatinho fedido é rechaçado por muitos, apesar de não ter culpa. “Smelly Cat, Smelly Cat / what are they feeding you? / Smelly Cat, Smelly Cat / It’s not your fault”

RaimundosGato da Rosinha

O cover de Zenilton feito pelos Raimundos fala do gatinho Danado, que todo mundo acariciava, brincava e adorava.

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The CrampsCan Your Pussy Do The Dog?

Tá, aqui “pussy” é tão trocadilheiro quanto na música dos Raimundos que apareceu ali.

Marina – O Gato

Marina fez uma homenagem aos felinos mais amados do mundo no disco “Arca de Noé”, de 1980.

The CoastersThree Cool Cats

Três gatos bacanudos passeiam por aí na voz do The Coasters. “Three cool cats, three cool cats / Parked on the corner in a beat-up car / Dividing up a nickel candy bar”

PJ HarveyCat On The Wall

“You got me jumpin’ like a cat on a wall”, diz PJ Harvey.

The Presidents of The USAKitty

A música começa com “Meow, meow, meow, meow, meow, meow”. Como deixá-la de fora da lista?

Bonus Track

Fatboy SlimThe Joker

Esta aqui na verdade não fala sobre gatos, mas assista o clipe e perceba como ela merece seu lugar na lista. MEOW!

Algumas das frases mais imbecis já proferidas por músicos

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Não é porque você gosta da música de um cara que deve ignorar que ele é, antes de tudo, humano. Ou seja: provavelmente ele também fala muita besteira às vezes, assim como aquele seu tio que manda uma piadinha machista no churrasco de família ou quando sua mãe defende a pena de morte com unhas e dentes.

É lógico que não é porque um artista falou uma bobagem tremenda que você precisa parar de ouvir sua música (a menos que as músicas comecem a conter bobagens tremendas, é claro). Afinal, eu ainda gosto de Ultraje a Rigor mesmo com seu vocalista desferindo pesadas bobagens nas redes sociais.

Confira algumas das maiores baboseiras já ditas por músicos e use todo seu poder de facepalm. Ah, controle-se pra não chorar ou quebrar a tela do computador.

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“Madonna está mais próxima da prostituição organizada do que de qualquer coisa” – Morrissey

 

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“Vote em Enoch Powell … Eu acho que Enoch está certo, acho que devemos mandá-los todos de volta. Impeça que a Grã-Bretanha se torne uma colônia negra. Expulse os estrangeiros. Mande os australianos embora. Mande os negros embora. Mantenha a Grã-Bretanha branca.” – Eric Clapton

 

Noel Gallagher “Eu odeio Alex James e Damon Albarn (do Blur). Eu espero que eles peguem AIDS e morram” – Noel Gallagher

 

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“Se você é um homem de mais de 25 anos e não come várias bucetas, apenas se mate. O mundo será um lugar melhor” – 50 Cent

 

Vida de músico Lobão será filmada

“Torturadores arrancaram umas unhazinhas” – Lobão, sobre a ditadura

 

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 “Vou te contar, os caras que fazem sexo com os orifícios anais – como podemos ofender caras que realmente fazem sexo anal? Você não acha que eles que podem ofender alguns de nós que acham que é desprezível?” – Ted Nugent 

 

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“Meu pau é como uma supremacia branca” – John Mayer, falando que só namorava com brancas

 

cee-lo-green-ringtones-e1311401175250 “Se alguém está desmaiado, não está com você conscientemente! Assim, isso mostra consentimento. Pessoas que realmente foram estupradas se lembram!” – Cee Lo Green

 

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“Eu não dou a mínima para seus urubus amarelos” – Johnny Cash, após quase extinguir uma espécie de pássaro quando deixou seu carro pegando fogo

 

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 “Eu vi o mal da homossexualidade sair de vocês… A AIDS é o resultado de seus pecados. Mas não me interpretem mal, Deus ama você, mas não do jeito que você é agora” – Donna Summer

 

Gene-Simmons-Piracy “Eu amo todas as mulheres, eu nunca vou parar, quero cada menina que já viveu. Eu fodo tudo que se move e se não se mover… a gente dá um jeito” – Gene Simmons

 

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“E tem mais, seu bosta: minha família não foi perseguida pela ditadura. Porque não estava fazendo merda” – Roger Rocha Moreira, em resposta à Marcelo Rubens Paiva

 

geri halliwell8e “Para mim, o feminismo é um lesbianismo com queima de sutiã. É muito pouco gloriosa. Eu gostaria de vê-lo renomeado. Precisamos ver uma celebração da nossa feminilidade e suavidade” – Geri Halliwell, das Spice Girls, a banda do “Girl Power”

 

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“Estive estudando a lavagem cerebral comunista e sei que os Beatles são uma força poderosa contra o espírito americano” – Elvis Presley, para Richard Nixon