Construindo LuvBugs: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo LuvBugs, do Rio de Janeiro, formado por Paloma Vasconcellos (bateria) e Rodrigo Pastore (guitarra e voz) Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Bikini Kill“Girl Soldier”
Paloma: Definitivamente, a Tobi Vail é uma grande baterista/musicista e a minha maior influência Riot Grrrl na LuvBugs e na vida. “Guess you didn’t notice. Why we were dying. I guess you didn’t give a fuck. After all, only women were dying”.

Breeders“No Aloha” (“Last Splash”, 1993).
Rodrigo: Melodia vocal açucarada mergulhada em guitarras distorcidas em amps valvulados, isso é praticamente a base de 80% dos sons da LuvBugs.

Babes In Toyland“Hello” (“Nemesisters”, 1995).
Paloma: Riot Grrrl até a alma, “Hello” introduz esse belo disco de punk rock, dessa banda linda que tenho como grande influência de que as mulheres podem sim fazer rock. Lori Barbero é uma grande referência de baterista.

Nirvana“School” (“Bleach”, 1989).
Rodrigo: Um dos riffs mais contagiantes da história do rock and roll, tem uns 3 riffs da LuvBugs que nasceram daí, Coração Vermelho, Verde Zen e algum outro que não estou lembrando.

Sonic Youth“Becuz” (“Washing Machine”, 1995).
Paloma: O timbre dessa guitarra e seu riff repetitivo somado ao essencial vocal da excêntrica Kim Gordon tornam essa introdução do “Washing Machine” algo que sempre está presente na minha mente.

Wavves“No Hope Kids” (“Wavves”, 2009).
Rodrigo: Um amigo voltou daquele cruzeiro do Weezer uma vez com um vinil do Wavves e disse que queria me mostrar um som de uma banda que ele tinha conhecido os caras na piscina do cruzeiro. Logo que ouvi me liguei que era o som que eu queria fazer e “No Hope Kids” é um punk rock de garagem perfeito, ouvi até entrar no sangue.
Influência nas composições e nas mixagens dos discos, esse som tem uma mix lo-fi referência pra mim.

Nirvana“Dumb” (“In Utero”, 1993).
Paloma: A simplicidade dessa letra consegue demonstrar toda a complexidade da vida em um perfeito paradoxo existencial. “I’m not like them but I can pretend”. As composições da LuvBugs são assim, mais simples possíveis.

Freud And The Suicidal Vampires “It’s Hard To Write A Good Song In 5 Minutes (When You’re So Difficult To Describe)”
Rodrigo: Outro som referência de mix lo-fi. Riff alucinante com uma guitarrinha fazendo um solo de tema. Daí eu percebi que o álbum “Dias em Lo-Fi” poderia ter isso também, som de duas guitarras e não apenas uma como nos outros, até que a gente tem se virado bem ao vivo.

Velvet Underground“Venus in Furs” (“The Velvet Underground and Nico”, 1967).
Paloma: Impactante até a alma, impossível não se afetar com a experiência que essa música passa. “I could sleep for a thousand years. A thousand dreams that would awake me. Different colors made of tears”.

Ronnie Von“Imagem” (“A Máquina Voadora”, 1970).
Rodrigo: Esse som escutei tanto em determinada época da minha vida, que sempre quando escuto novamente reencontro meu jeito de escrever as músicas da LuvBugs e até meu jeito de pensar sobre a vida. Outro dia um amigo me falou em alguma semelhança em alguma melodia de voz minha ou jeito de cantar e eu acabei dando
razão a ele.

John Frusciante“Look On” (“Inside Of Emptiness”, 2004).
Paloma: O John é surreal. Essa música, (e esse disco) é cativante do início ao fim. Melodia, letra e guitarra lindas e totalmente inspiradoras. “When I thought life was terrible, things were going fine… A paper and a pencil are the
best friends I’ve got. Look on”.

Dinosaur Jr“Drawerings” (“Where You Been”, 1993).
Rodrigo: Outro dia eu li “J.esus Mascis é meu pastor e nada me faltará”. Amém.

L7“One More Thing” (“Bricks Are Heavy”, 1992).
Paloma: Esse grunge anos 90 de melodia e guitarra arrastada é perfeito e uma das minhas maiores influências também.

Elliott Smith“Coast To Coast” (“From a Basement on the Hill”, 2004).
Rodrigo: Considero de alguma forma Elliott Smith uma grande influência pro “Dias em Lo-Fi”, sempre o escutei mas até então não considerava muito essa influência à LuvBugs. Nesse álbum a gente acabou deixando umas camadas um pouco mais tristes que nos anteriores e “Coast To Coast” foi grande referência pra canções como por
exemplo “Ela Sabe o que é Certo”, claro que não é uma cópia, assim como todas as influências, a gente acaba fazendo do nosso jeito.

My Bloody Valentine“Only Shallow“ (“Loveless”, 1991).
Paloma: Vocal calmo e delicado mas ao mesmo tempo forte e intenso. É uma das principais influências shoegaze da LuvBugs.

Elastica“Stutter” (“Elastica”, 1995).
Rodrigo: Composição contagiante, batida dançante, “ritmo de acadimia”, fuzz rasgando o refrão, vocal cantarolado, cabelo no rosto, ufa, tudo que eu preciso nessa vida. E tento levar pra LuvBugs.

Oasis“Live Forever” (“Definitely Maybe”, 1994).
Paloma: Oasis é uma banda que apesar de controversa é inspiradora e me influencia na hora de compôr, mesmo que inconscientemente. “Maybe I just want to fly. I want to live. I don’t want to die”.

Lou Reed“Hangin’ Round” (“Transformer”, 1972).
Rodrigo: Lou Reed fez as melhores canções que ouvi na minha vida, ele é a maior referência musical, pode crer. Inventou tudo que eu ouço hoje e se alguma banda do mundo não tem nenhuma influência do Lou ou Velvet Underground eu nem preciso escutar. Essa canção em especial, o jeito dele cantarolar a melodia ao mesmo tempo
que descreve a cena é mágico.

Courtney Barnett“Nobody Really Cares If You Don’t Go To The Party” (“Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit”, 2015).
Paloma: Essa música fala de situações que são reais na vida das pessoas e traduz perfeitamente boa parte do meu cotidiano. É assim com a maioria das composições dessa australiana que veio pra ficar e conquistou o coração da LuvBugs. “I wanna go out but I wanna stay home”.

Titãs“Taxidermia” (“Titanomaquia”, 1993)
Rodrigo: “Se eu tivesse seus olhos não seria famoso, eu não quero ser útil, quero ser utilizado, inutilizado, inutilizado”. Acho que foi meu primeiro contato com poesia dentro do rock’n roll. Esse som é referência pra qualquer coisa que eu faça.

Algumas das melhores participações de John Frusciante em músicas de outros artistas

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John Frusciante

John Frusciante já foi menino prodígio, guitar hero, junkie genial, a força que movia o Red Hot Chili Peppers, o prolífico artista solo, o experimentalista… Entre tudo isso, devemos concordar que o cara é talentoso e versátil como poucos no mundo da música, conseguindo ir do funk ao acid house, passando pelo rap e pelo rock clássico. Além de seu trabalho solo e com o RHCP, Frusciante participou de diversas músicas de outros artistas dos mais variados estilos. Confira algumas:

Swahili Blonde – “Red Money” – O Swahili Blonde é uma banda experimental da esposa de John, Nicole Turley. Frusciante tocou guitarra em todas as músicas do projeto, inclusive em “Red Money”, cover de David Bowie, presente no disco “Man Meat”, de 2010.

Kimono Kult – “La Vida Es Una Caja Hermosa” – Frusciante é parte da banda Kimono Kult, projeto que reúne membros do Swahili Blonde, Bosnian Rainbows e Dante Vs Zombies, incluindo Nicole Turley, Dante White-Aliano, Laena Geronimo, Omar Rodriguez-Lopez e Teri Gender Bende. O EP “Hiding In The Light” saiu em 2014 e a guitarra de Frusciante na experimental “La Vida Es Una Caja Hermosa” é bem bacana:

Black Knights – “Shadows of a Panther” – John Frusciante produziu e colaborou nos discos “Medieval Chamber” (2014) e “The Almighty” (2015) e “All Skills No Luck” (a ser lançado) do grupo de rap Black Knights, amigos do Wu Tang Clan. Em “Shadows Of A Panther”, o rap experimental cheio de texturas do grupo ganha um belo solo de guitarra do ex-Red Hot Chili Peppers.

Kristen Vigard – “Slave To My Emotions” – Antes de gravar o disco “Mother’s Milk” com o Red Hot Chili Peppers, Frusciante gravou o violão em “Slave To My Emotions”, do álbum de 1988 de Kristen Vigard. Pois nessa música o trabalho do guitarrista lembra muito mais o que ele viria a fazer em “BloodSugarSexMagik” do que as guitarradas enlouquecidas que apareceram no primeiro disco deles com o RHCP:

Baryan – “Grease The System” – A gravação das participações no álbum “Anytime At All” do Baryan, junto com o disco “Californication”, foram as primeiras obras de Frusciante depois de sua saída do vício da heroína que rendeu os chapadíssimos “Niandra Lades and Usually Just a T-Shirt” e “Smiles From The Streets You Hold”. Aqui já dá pra perceber o caminho que ele seguiria nos próximos anos em seu trabalho solo e com os Peppers.

Perry Farrell – “Rev” – John divide as guitarras desta faixa com Tom Morello (Rage Against The Machine) e Stephen Perkins (Jane’s Addiction e Porno For Pyros). Reza a lenda que a guitarra dele é a menos audível da música de Perry Farrell, com Morello dominando sem dó nem piedade.

The Bycicle Thief – “The Cereal Song” – O The Bycicle Thief é um projeto de Bob Forrest com Josh Klinghoffer, amigo de Frusciante que viria a o substituir no posto de guitarrista do Red Hot Chili Peppers. Frusciante toca guitarra em “The Cereal Song”, tirado do único disco da banda, “You Come And Go Like A Pop Song”, de 1999.

Fishbone – “Shakey Ground” – Em 2000 o Fishbone lançou essa cover do Temptations e chamou não só John Frusciante como também o baixista Flea para dar um ar mais “Pepper” à canção.

Tricky – “Girls” – Frusciante toca guitarra e Anthony Kiedis canta nesta música do disco “Blowback”, de 2001. Tricky conseguiu trazer o ~feeling~ do Red Hot Chili Peppers sem deixar a peteca cair em uma das melhores canções do álbum.

Tricky – “#1 Da Woman” – A música que homenageia o tema de “Mulher Maravilha” na série clássica com Lynda Carter nos anos 70 conta com a guitarra inconfundível e um verso cantado por Frusciante. Se eu fosse o produtor do nosso filme da Liga da Justiça que parece que vem aí, colocava essa como tema sem a menor sombra de dúvidas.

Macy Gray & Erikah Badu – “Sweet Baby” – O disco “The Id”, de 2001, tem esta faixa deliciosa com a voz de Erikah Badu e Macy Gray mostrando todo seu poder vocal embalada pela guitarra inconfundível de John Frusciante. Uma das melhores da lista inteira.

24 Hour Party People Soundtrack – “New Dawn Fades” – A trilha de “24 Hour Party People” contou com essa cover de Joy Division juntando Frusciante, Billy Corgan (Smashing Pumpkins) e Moby. Uma bela homenagem, sem dúvidas.

Johnny Cash – “Personal Jesus” – Frusciante é o responsável pelo violão da versão de Johnny Cash para o clássico do Depeche Mode que Rick Rubin produziu no disco “American VI: The Man Comes Around”, de 2002. É claro que a mistura deu samba e a faixa é uma das melhores do disco (que é ótimo).

Ziggy Marley – “Rainbow In The Sky” – O disco “Dragonfly”, de 2003, trouxe o guitarrista na faixa “Rainbow In The Sky”. Curiosamente, Frusciante acrescenta à faixa funky a sua faceta mais experimental, que já estava transparecendo em sua coleção de discos solo e até nos álbuns “By The Way” e “Stadium Arcadium” dos Chili Peppers.

Glenn Hughes – “Nights In White Satin” – O disco “Music For The Divine”, de 2006, foi todo produzido pelo baterista do Red Hot Chili Peppers, Chad Smith. Daí quando precisou de um guitarrista, lógico que  ele chamou John Frusciante pra tocar em “Nights In White Satin”, uma cover do Moody Blues, e “This Is How I Feel”. O resultado? Confira:

Satellite Party – “Hard Life Easy” – O Satellite Party acertou na mosca quando chamou Frusciante e Flea para tocar na faixa “Hard Life Easy” do disco “Ultra Payloaded” de 2007. Se eles queriam uma música festiva, a dupla de ataque conseguiu com louvor deixar o negócio com cara de festa de rua.

Wu Tang Clan – “The Heart Gently Weeps” – O Wu Tang Clan preferiu não samplear “While My Guitar Gently Weeps”, dos Beatles, em “The Heart Gently Weeps”, do disco “8 Diagrams” de 2007. Fizeram melhor: chamaram John Frusciante pra recriar os riffs e solos de George Harrison, dando seu toque pessoal. A parceria deu certo:

N.A.S.A. – “Way Down” – O N.A.S.A. é um duo de hip hop que conta com Squeak E. Clean e o brasileiro DJ Zegon (ex-Planet Hemp). No disco “The Spirit Of Apollo” os dois contaram com diversas parcerias em cada música, indo de David Byrne a Chuck D, de Seu Jorge a M.I.A. Em “Way Down”, chamaram RZA, Barbie Hatch e John Frusciante.

RZA – “You Can’t Stop Me Now” – O mesmo RZA que cantou com John na faixa do N.A.S.A. chamou o guitarrista pra “You Can’t Stop Me Now”, presente em “Digi Snacks”, de 2008. Além disso, ele também produziu junto com George Clinton e Kinetic 9 a faixa “Up Again”.

BIGDOXX – “Indigenous Rhythm” – O BIG DOXX é Kehinde “Doxx” Cunningham & Nicole Turley e Frusciante é o guitarrista convidado em “Indigenous Rhythm”, do disco “DOXXOLOGY”, de 2012:

T-Shirtaholic – Footos, John Frusciante e Justin Bieber nu com a mão no bolso

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Camiseta Foo Fighters

Se você acompanha a carreira de Dave Grohl desde o começo, deve lembrar que o clipe de “Big Me”, um dos hits do primeiro disco dos Foo Fighters, já era engraçadinho e mostrava o cara ainda com aquele visual ~baterista do Nirvana~ fazendo uma paródia de um comercial de Mentos com a marca da banda, o “Footos – The Fresh Fighter”. Agora você pode ter essa refrescante sensação estampada no peito!

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Fãs de John Frusciante adoram o terceiro disco do ex-guitarrista do Red Hot Chili Peppers e geniozinho musical. “To Record Only Water For Ten Days” é o primeiro disco solo do cara depois de seu retorno ao RHCP em “Californication” e tem a capa azul que estampa essa camiseta da Sound & Vision.

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A imagem de Justin Bieber peladão surgiu semana passada no Instagram e ~quebrou a internet~. O moço depois se arrependeu e apagou a imagem, mas ela fez bastante sucesso e já virou camiseta da Vandal pra quem curtiu a bundinha do cantor de “Baby”.

Camiseta Justin Bieber

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O que andei ouvindo – 10 a 16/02/2015

https://twitter.com/joaopedroramos/status/567267141284794369

Manic Street Preachers – Ouvi uma coletânea da banda que eu nem sabia que existia. Aliás, uma coletânea dupla, chamada “National Treasures”, que contém músicas de todas as fases da banda, apesar de não ter todos os singles lançados. O disco foi premiado pela NME como o melhor relançamento de 2011.

Thelonius Monster – Essa sempre aparecia nas sugestões pra ouvir, já que sempre tô ouvindo os primeiros discos do Red Hot Chili Peppers. Aliás, John Frusciante foi membro desta banda por apenas três horas, pois foi chamado pra substituir Hillel Slovak nos Peppers na sequência e largou tudo. Vale a pena ouvir o som do Thelonius, bem na linha do que o RHCP fazia lá nos primórdios.

Kula Shaker – Voltei a 1996 e fui ouvir o “K”, disco de estreia do Kula Shaker. O disco mostra tudo que a banda tinha a oferecer: rock psicodélico, com influência da Índia tanto na música quanto nas letras, vide “Govida” e “Sleeping Jiva”. Se você nunca ouviu esse disco, agora é a hora.