RockALT #22 – Thrills & The Chase, Kasparhauser, Bullet Bane e Bully

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RockALT

RockALT, por Helder Sampedro

Após 21 semanas consecutivas alternando entre meu irmão Jaison e eu, assumo em definitivo o comando da coluna do RockALT, porém agora escreverei semana sim, semana não. Enquanto isso, meu irmão vai concentrar seus esforços no nosso canal do youtube (que tal aproveitar para dar uma conferida por lá?

Chega de desculpas e de merchans, vamos para as indicações de hoje!

Thrills & The Chase
Conheci esse quinteto paulistano uns 5 anos atrás sem querer, quando um amigo me convidou para ver a banda do amigo dele. Chegando ao show conferi uma apresentação empolgante de uma banda jovem porém que passava muita confiança em sua música e sua identidade. Anos mais tarde os vi novamente em um show no finado Inferno Club na Rua Augusta, mas confesso que não tenho quase nenhuma memória daquela noite. Eis que reencontro a banda uma vez mais, desta vez em 2017, já com seu LP lançado e muitos elogios atrelados a ele. É muito reconfortante ver a evolução da banda, de seu som e sinto um certo prazer em ver como eles cresceram e encontraram, merecidamente, seu lugar e uma sonoridade original no cenário independente paulistano. E nada mais paulistano do que o classudo LP que homenageia uma segunda-feira pós vida noturna em um fim de semana na Augusta, confira o álbum ‘Original Monday Night Soundtrack’:

Kasparhauser
O vocalista da Kasparhauser fundou seu selo, o ‘Valente Records’ em 2016. E completou 18 anos de vida em 2017. Nada como ver alguém com uma fração da sua idade conquistando algo que você nunca imaginou fazer pra se sentir obsoleto, não é mesmo? Ao contrário de muitos por aí eu fiquei muito satisfeito ao conhecer esse selo de Duque de Caxias pois é a prova de que a manutenção e atualização do cenário musical independente já está em curso. Um verdadeiro tapa na cara de tiozões que insistem em dizer que o rock morreu. Há algumas semanas eu estava no show do gorduratrans e El Toro Fuerte, duas apresentações impecáveis que lotaram a casa de shows com jovens de 18 a 20 anos cantando junto com seus ídolos que tem apenas cerca de 5 anos a mais que eles próprios. Com apenas uma música disponível para audição fica difícil dizer como será o futuro da Kasparhouser mas uma coisa é certa, enquanto nós tiozões sabidos ficamos discutindo qual é o “problema com a cena” e como “o álbum daquela tal banda é ruim”, o pessoal mais novo tá simplesmente indo lá e fazendo acontecer e isso não é apenas bem vindo e necessário, é lindo. Escute Kasparhauser e faça uma viagem no tempo ao longínquo ano de 2003:

Bullet Bane
Nossa coluna aqui no Crush em Hi-Fi sempre acaba dando a letra pra coisas boas que estão por vir, não que o excelente Bullet Bane seja novidade, mas se você já escutou a igualmente excelente coletânea “Flecha Discos Vol. 1” deve ter percebido algumas mudanças no som desses monstros. Além das letras em português há uma leve mudança na sonoridade da banda que a afasta de um hardcore mais tradicional ou “purista”. Essa tendência deve ser seguida no próximo álbum com lançamento prometido para daqui um ou dois meses. Enquanto aguardamos ansiosos para esse novo passo na já longa caminhada da banda, só nos resta ouvir mais uma vez “Mutação”, “Catálise” e “Talismã”. Não vou negar que passei bastante tempo desse ano com essas três músicas no repeat e espero que vocês façam o mesmo:

Bully
Fazia tempo que eu não falava de uma banda gringa aqui. Quem acompanha o programa do RockALT há mais tempo certamente já escutou Bully, banda liderada pela talentosa Alicia Bognanno. Engana-se quem pensa que ela é apenas uma atraente vocalista/guitarrista de uma banda com influencias dos anos 90, Alicia não só canta e compõe as músicas da Bully como também trabalha na produção do álbum e na mixagem de som, algo raro para o primeiro LP de uma banda de músicos iniciantes. O primeiro LP, lançado em 2015, foi grande recomendação do nosso programa naquele ano e essa semana ‘Bully’ nos presenteia com sua primeira música desde então, escute ‘Feel The Same’ enquanto esperamos pelo álbum a ser lançado em Outubro pela Sub Pop:

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RockALT #21 – Lilt, Magnólia, Rebel Jeans e Oceania

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RockALT, por Helder Sampedro

Na coluna dessa semana vamos falar sobre alguns shows que vi recentemente e também de um que está para acontecer. Acredito que estamos chegando ao ponto ebulição de uma cena que há anos não se agitava tanto. Cada vez mais artistas independentes conquistam seu espaço e encontram seu público de uma forma que não víamos há décadas! As bandas abaixo são alguns dos exemplos desse movimento.

Lilt
Na última sexta-feira tive uma das mais gratas surpresas do ano. Fui conferir o show da banda Old Books Room que veio de Fortaleza para alguns shows aqui em São Paulo. Quem acompanha a coluna já deve conhecê-los. Além deles o show contava com os paulistas do Mudhill (que vocês também já deveriam conhecer) e, também de Fortaleza, a banda Lilt. Eu nunca havia ouvido nada da banda e estava curioso para vê-los ao vivo, porém o meu objetivo principal era ver pela primeira vez o show da Old Books Room, por já conhecer o som deles, e de quebra rever os camaradas do Mudhill e cantar junto em todas as músicas como bom fã que sou. Durante as apresentações, notei que haviam mais músicos de fora, também estavam presentes os integrantes da excelente Rocca Vegas, uma verdadeira excursão de Fortaleza em SP! É aí que está a grata surpresa, o show da Lilt foi arrebatador, a banda toca um rock instrumental que me fez parar e pensar “por que esses caras não são conhecidos internacionalmente?”. Sim, o som desse trio cearense é bom nesse nível! Saí de lá com um CD da Lilt na mão e como o mais novo fã de uma banda incrível. Se você curte um instrumental pesado porém repleto de surpresas, saindo dos instrumentos de músicos criativos e altamente competentes, não perca mais tempo e coloque Lilt pra tocar já!

Magnólia
Sábado, 22/07, nossos parceiros do selo Rockambole apresentam seu primeiro festival, o Rockambole on STAGE, com três bandas: Magnólia, Kilotones e Elektra. Aproveitando a ocasião, peguei pra ouvir os catarinenses do Magnólia, que lançarão seu novo single no show desse fim de semana. Não me decepcionei ao ouvir ‘Fragmento’, o primeiro álbum da banda, lançado em 2015. Pra quem (como eu) está acostumado a ouvir sempre o mesmo estilo musical é até um pouco difícil encaixar a banda em algum padrão ou gênero, o estilo da banda me soou muito original, em especial o vocal bem característico e cheio de personalidade. O instrumental da banda passeia do pop ao rock alternativo sem medo ou receio de abordar temas um tanto malquistos por roqueiros em geral, a banda não foge de temas mais emotivos em suas letras (todas em português). Recomendo que aqueles buscam conhecer uma banda que foge do lugar comum escutem Magnólia, e o convite se estende também aos shows que a banda faz nos próximos dias em São Paulo e Guarulhos!

Rebel Jeans
O bom de estar sempre em contato com diversas pessoas do cenário independente é que você sempre recebe dicas e indicações de bandas bacanas. Essa semana recebi o material da banda paulistana Rebel Jeans. Escutei o EP ‘Disconnectors’ lançado no mês passado, e me identifiquei imediatamente com o som da banda. Alguns artistas tem essa qualidade, você escuta e por mais que sabe que está escutando uma música pela primeira vez, parece já conhecer e ser fã do artista. O quarteto formado por baixo, bateria e duas guitarras concedem à banda um som repleto de camadas, mas essa profundidade não se converte necessariamente em peso, a banda tem melodias animadas e entusiasmantes, mesmo quando as letras tratam de sentimentos não tão animadores. Escute o rock animadão de Rebel Jeans em seu EP na playlist abaixo:

Oceania
Lembra da banda Diesel, que tocou no Rock In Rio 3 em 2001? Não? E da banda Udora? Talvez você se lembre da trajetória dessa banda que mudou de nome e de país em busca de um sonho que o tempo mostrou que já estava morto há um bom tempo. O líder da Diesel/Udora voltou à ativa recentemente depois de trilhar um caminho não muito agradável. Nos últimos 15 anos viu seu sonho se esvair diante de seus olhos e se viu obrigado a abandonar o desejo de viver de música. Mas o mundo dá voltas e com elas surge a banda Oceania. Com um objetivo bem mais fácil de se concretizar, a banda busca apenas botar seu som no mundo pra quem quiser ouvir, seja um estádio lotado, seja um pequeno bar em Belo Horizonte. E é de lá que vem os primeiros sons da banda que tem chamado a atenção do cenário independente e mostra que o tempo e a maturidade são grandes aliados de um músico em busca de tornar material a arte que tem dentro de si. Confira os primeiros trabalhos de Oceania, esperamos que sejam os primeiros de muitos! Todas as músicas estão reunidas no canal do vocalista Gustavo Drummond no youtube:

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RockALT #19 – Dum Brothers, Molodoys, Mescalines e Jessica Worms

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RockALT, por Helder Sampedro

O objetivo da nossa coluna sempre foi o de indicar bandas e fomentar a cena independente brasileira, sendo assim, temos um convite que nós simplesmente não podíamos deixar de fazer, com muito orgulho apresentamos o Contramão Gig, uma festa que pretende levar a música alternativa de volta para um lugar do qual ela nunca deveria ter saído, a Rua Augusta. A festa vai ser nessa quarta-feira (05/07) e duas das quatro bandas que mencionaremos aqui farão shows na noite do dia 05/07 em São Paulo.

Contramão Gig Apresenta: Molodoys e Dum Brothers

Dum Brothers
Abrindo a noite de shows do primeiro Contramão Gig, a dupla Dum Brothers vai mostrar que não é preciso mais do que guitarra e bateria pra fazer um stoner rock cheio de presença e atitude! O duo não tem muito tempo de estrada mas já tem um EP e dois singles lançados que provam sua competência, além disso tocarão material que ainda será lançado em seu próximo trabalho. Separei para vocês a grudenta faixa que abre o EP, We Really Know’:

Molodoys
A segunda banda da noite, Molodoys, lançará seu primeiro clipe na noite da festa! Vamos conferir em primeira mão o clipe do single ‘Boitatá’ saído do álbum ‘Tropicaos’ lançado no ano passado. O quarteto paulistano mistura brasilidade com psicodelia e arrancou elogios até de uma lenda da música brasileira, Sérgio Dias do Os Mutantes. Entre na vibe lisérgica e aqueça para o show com a magia de ‘Boitatá’:

Mescalines
Ainda seguindo a linha da experimentação com prolongados riffs marcantes e um pouquinho de psicodelia, temos o duo instrumental Mescalines com suas viagens progressivas passando por influências que rompem barreiras desde o continente africano até a América Latina. Ouvindo seu excelente álbum homônimo, lançado ano passado, ainda é possível perceber a sutileza da dupla que rasga o globo com seus instrumentos que ora nos levam ao oriente, ora nos remetem ao som de sulistas estadunidenses. Confira essa verdadeira viagem musical começando com ‘Serpente de Bronze’:

Jessica Worms
Lembra de quando rock n roll era sinônimo de transgressão, festa, bagunça e inconformismo? A dupla de Caxias do Sul, Jessica Worms, com certeza se lembra! É possível sentir aquela pegada inconsequente e trasheira que lembra muito o auge de Raimundos e Beastie Boys (o início da carreira dos mesmos). O duo Gregory Debaco (voz e guitarra) e Lincoln Tomazzoni (bateria) nos enche de vontade de beber e arrumar confusão com seu EP ‘Rise’, então junte seus amigos, pegue umas cervejas e escute a faixa ‘Mais Festa’:

E não se esqueça, HOJE tem Dum Brothers e Molodoys no Bar da Avareza: www.facebook.com/events/1913703252209966/

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RockALT #17 – Muff Burn Grace, Loyal Gun, Lava Divers e Ximbra

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RockALT

RockALT, por Helder Sampedro

Na coluna de hoje vamos dar mais um giro pelo Brasil, conhecendo ou escutando novamente bandas do nosso cenário alternativo. Provando mais uma vez que vivemos uma renascença da música nacional, do shoegaze paulistano ao punk nordestino, separamos algumas indicações que mostram como o rock alternativo é versátil em nosso país.

Muff Burn Grace

Quem acompanha a cena musical independente no Brasil já deve saber de duas coisas: 1) Em São Paulo é possível encontrar bandas de qualquer gênero que você possa imaginar, e 2) Muff Burn Grace é uma puta banda. Claro que praticamente toda cidade brasileira tem sua cena underground e podemos encontrar os mais diversos estilos pelo Brasil, mas São Paulo acaba sendo o centro seja pelas bandas daqui, seja pelas bandas que aqui se instalam. Dito isto, não consigo pensar em um exemplo melhor de banda stoner setentista do que os paulistanos do Muff Burn Grace. Confesso que o álbum ‘Urbano’ lançado ano passado passou despercebido por mim e só o escutei este ano. O som garageiro, o vocal vibrante, os riffs contagiantes, não perdem em nada para discos mega produzidos de grandes nomes do rock alternativo gringo. Caso eu tivesse escutado esse álbum em 2016 certamente estaria na minha lista de melhores do ano.

Loyal Gun

Também de São Paulo, porém com uma sonoridade bem distinta, o Loyal Gun tem fortes influências de grandes bandas de shoegaze como Slowdive, Ride, My Bloody Valentine entre outras, bandas com pegada mais sentimental como Sunny Day Real Estate e Radiohead. No entanto, seu single mais recente, ‘Come Back’ aposta em um hit mais animado puxando para um rock alternativo um pouco mais pop, o que apresenta uma versatilidade muito bem vinda para a banda. O Loyal Gun têm se apresentado com frequência em São Paulo enquanto prepara novidades a serem lançadas em breve pela Howlin’ Records.

Lava Divers

Uma vez eu estava em uma festa e numa roda de amigos ouvi a seguinte frase: “Esses são os 4 Bs de Minas Gerais: Berlândia, Beraba, Belzonte e a bosta de Araguari”. Eu ri bastante e a frase ficou na minha cabeça até hoje, mas justiça seja feita, nunca estive em Araguari e aposto que não é uma cidade tão ruim pois é de lá que vem o excelente Lava Divers! Os mineiros iniciaram suas atividades em 2014 e de lá pra cá percorreram o país apresentando sua música encantadora que vai do shoegaze ao grunge, com toques de um power pop viciante. A banda promete lançar um LP nos próximos meses e nós ficamos aqui no aguardo. Enquanto isso recomendamos o belo EP homônimo do quarteto de Araguari.

Ximbra

Ximbra é o que acontece se você misturar hardcore com música. É com essa brincadeira eficaz que a banda se apresenta em sua descrição nas redes sociais. Hardcore, punk, letras em português e a visão de mundo de quem vive em uma cidade desigual são elementos que se destacam logo na primeira audição do recém lançado LP ‘A Maldição Desta Cidade Cairá Sobre Nós’. O grupo de Maceió, Alagoas não esconde seu posicionamento político, as letras francas e certeiras somadas ao som raivoso e agitado da banda são prova de sua competência tanto na letra quanto na música. O nordeste brasileiro não é o primeiro lugar que vêm à nossa cabeça quando pensamos em punk ou hardcore, mas Ximbra é um excelente exemplo do que acontece quando você abraça suas raízes sem deixar de lado suas influências por estilos vindos de fora. Destaque para a faixa ‘Quilombo dos Palmares’.

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RockALT #15 – Garage Fuzz, Leonardo Panço, eliminadorzinho, The Kooks e The Horrors

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RockALT

RockALT, por Helder Sampedro

A Coluna RockALT volta após um breve hiato: meu irmão Jaison e eu fizemos uma pequena viagem por terras estadunidenses e não conseguimos preparar nada para a coluna durante nossa ausência de Terras Brasilis. Ainda naquele clima de desfazer as malas minha postagem de hoje será mais curta e objetiva, separei alguns sons que embalaram a minha viagem e me ajudaram a passar o tempo nos aeroportos e estações de trem por onde passei.

Garage Fuzz“When No One is Around”
É sempre bom falar daqueles que estão na estrada há décadas e pavimentaram o caminho para tantas outros no cenário nacional. O Garage Fuzz certamente é uma das bandas mais influentes do país, tendo nascido na efervescência do início dos anos 90, época incomparável para o underground brasileiro, e estando na ativa até hoje. A extensa discografia dos santistas é sempre merecedora de uma atenção maior. Fica aqui a minha provocação pra você que é fã de rock alternativo, há quanto tempo você não escuta Garage Fuzz? A hora é agora!

Leonardo Panço“Desorgulho”
Falando em underground brasileiro e de mais um grande nome dos anos 90, Leonardo Panço é ex-integrante da banda carioca de hardcore Jason. Leonardo é uma figura muito interessante pois não só fez parte de uma banda que rodou o mundo mas também por ser um artista que não se limita apenas à música, seus trabalhos autorais mesclam sua música com os livros que escreve e com suas fotografias, como no recente “Superfícies”, de 2016. Sempre bom acompanhar a caminhada e a obra de nomes importantes e pratas da casa como o Panço.

eliminadorzinho“das vezes que conversamos na cama e acabamos dormindo”
Nós do RockALT sempre comentamos sobre a ampla variedade de gêneros que temos no cenário underground nacional e os paulistanos do eliminadorzinho são exemplos de uma cena que reflete o lado mais sensível e contemplativo do rock, ao menos em suas letras. Influenciados pelo gorduratrans, que por sua vez se inspiraram no Ludovic, o trio de “rock triste jovem”, como diz sua bio no Facebook, mostra em seu EP ‘nada mais restará’ a barulheira característica do noise caseiro e letras que nos fazem lembrar como nosso cotidiano pode ser pesado e cansativo às vezes. A música tem essa mania de refletir o mundo no qual vivemos, certamente eliminadorzinho poderia ser a trilha sonora da nossa sociedade atualmente.

The Kooks“Be Who You Are”
Talvez mais conhecidos pela música “Naive”, os britânicos do The Kooks são um exemplo de banda que atingiu um certo sucesso comercial mas não emplacaram tantos hits quanto outras bandas do mesmo movimento. A banda é muito mais eclética do que a maioria imagina e seus trabalhos passeiam pelo rock, britpop, e até reggae e ska. Em turnê comemorativa de 10 anos a banda lançou material novo, uma ótima oportunidade para ouvir mais e conhecer melhor o trabalho dos rapazes de Brighton.

The Horrors“Still Life”
Mais uma música que ficou na minha cabeça embalando a minha viagem e assim como o The Kooks, o The Horrors surgiu durante o revival pós-punk que ocorreu na Inglaterra durante os anos 2000. Mas as similaridades com seus conterrâneos acabam por aí, o som do The Horrors é mais conciso em suas influências e abrange estilos mais similares como garage rock, punk, goth rock, shoegaze além do já mencionado post-punk revival. Aclamados pela crítica, os quarto LPs da banda mereciam ser ouvidos por um público muito mais do que o inicialmente alcançado na ocasião de seus lançamentos. Vale a pena dar uma garimpada na obra deles.

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RockALT #13 – Lê Almeida, Passante, menores atos, Rosa Idiota e Slowdive

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RockALT, por Helder Sampedro

Lê Almeida
Figura conhecida nos meios underground e faça-você-mesmo, o carioca Lê Almeida não é novidade para aqueles que consomem música de fontes diversas e não apenas o que o mainstream apresenta. Fundador da Transfusão Noise Records em 2004, Lê grava de forma caseira e despreocupada seus inúmeros trabalhos nesses 10 anos desde o elogiado EP ‘Loufailândia’. Um verdadeiro herói do lo-fi nacional, o som garageiro e cheio de distorção parece sair pelos poros do músico, levando em consideração a quantidade de singles, EPs, e LPs lançados, sem contar seus trabalhos com outros músicos. A mistura equilibrada de power pop, indie rock, noise e lo-fi está disponível no bandcamp do artista.

Passante
O projeto do poeta e compositor Julio de Mattos é um desafio aos nossos ouvidos, claro, digo isso no melhor dos sentidos. A mistura psicodélica de ritmos e instrumentos é surpreendente, empolgante e garante um tom enigmático ao primeiro trabalho da banda. É mais um daqueles projetos que fogem à regra, o oposto total ao “mais do mesmo” uma busca que leva a um som íntimo, quase confidencial que não é feito para ser consumido pelas massas, e sim por um público mais exigente e curioso. Se você está a fim de sair da mesmice e se deixar levar pelas surpresas e distorções das guitarras do Passante, não deixe de conferir o EP ‘Mutilados’, disponível no Soundcloud.

menores atos
Talvez minha banda brasileira favorita no momento, o trio carioca que toca algo que só pode ser definido como rock alternativo de verdade! As letras em português que tratam de angustias amorosas comuns a todos podem fazer o ouvinte incauto rotular a banda como só mais uma de hardcore melódico, mas a verdade está bem longe disso. Influências rebuscadas como Minus the Bear, Radiohead, Deftones e Tool se sobressaem no sensacional álbum ‘Animalia’ de 2014 e impedem qualquer um de tentar rotular o trabalho primoroso da banda. Tive o prazer de vê-los ao vivo há algumas semanas no Estúdio Costella e posso garantir que a banda é ainda maior e mais pesada ao vivo, chamá-los de ‘power trio’ é pouco.

Rosa Idiota
Fundada em Salvador no ano passado, o quarteto lançou em janeiro desse ano o excelente álbum de estreia ‘Circle’ trazendo um rock com influências punk e indie na medida certa entre melodia e peso. Arranjos complexos, batidas cativantes e vocal forte se destacam e agradam logo na primeira audição. As dez músicas fluem amarradas umas às outras e é possível curtir o LP do começo ao fim sem perceber a passagem do tempo, apenas parando para se notar que a faixa ‘Fastio’ é a única cantada em português, fiquei curioso para saber o porquê. Enquanto não matamos nossa curiosidade podemos ouvir mais uma vez o primeiro lançamento dessa promissora banda.

Slowdive
Desnecessário apresentar uma lenda britânica do shoegaze, né? O álbum homônimo lançado em 5 de maio de 2017 pode ser colocado na mesma categoria de outros lançamentos recentes de ícones dos anos 90 como Pulp, Suede, Swervedriver, Stone Roses, Jesus and Mary Chain e Ride. Todas as bandas que eu citei atingiram seu ápice de popularidade no década de 1990 e lançaram ao menos algum single em anos recentes, esse revival do shoegaze noventista chega agora a seu apogeu, com o que certamente será considerado um dos melhores discos do ano. O 4º LP do Slowdive parece ter sido lançado na época em que os orelhões ainda eram úteis e o Brasil ainda era Tetra. E isso é um feito e tanto, poucas vezes uma banda ficou tanto tempo inativa e retorna com uma proeza dessas. O grupo se apresenta em São Paulo domingo agora (14/05/17) e espero não queimar minha língua. Estarei lá para ver.

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RockALT #11 – Tamarindo, Spidrax, Dead Parrot, Walfredo em Busca da Simbiose e White Lung

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RockALT, por Helder Sampedro

Na coluna dessa semana eu destaco power trios, um quarteto e um projeto solo de diferentes estilos enquanto fazemos uma viagem que vai do interior de São Paulo ao Canadá passando por sons progressivos, agressivos, psicodélicos e muito mais!

Tamarindo
Eu nem tinha escutado a segunda música do trabalho ‘Lado B’ e já havia me apaixonado pelo seu título, ‘Eu Sempre Gostei Mais do Lado B’. A banda de Santa Cruz do Sul/RS inadvertidamente ou não fez uma homenagem a todos aqueles amantes inquietos da música que não se contentam em ouvir apenas o que todos estão ouvindo, apenas o que é fácil de se escutar. É realmente um prazer descobrir uma banda que poucos conhecem, ir curtindo faixa após faixa e entendendo a proposta dos músicos, suas qualidades e suas escolhas. Espero que você curta a sonoridade desse power trio o tanto quanto eu e se apaixone pela reverberação de seus instrumentos e pela voz cativante da vocalista.

Spidrax
De um power trio de grunge vamos para um power trio de horror punk! Com uma pegada que remete àquele Misfits de começo de carreira, os paulistanos do Spidrax são mais um exemplo da variada gama de estilos e vertentes do rock atuantes em São Paulo. Vocais meticulosos e precisos, guitarra furiosa, bateria pesada e letras (em português!) fieis à sua temática são as marcas principais dessa banda. Não poderia ser diferente com influências como “Motorhead, Misfits, Samhain, Danzig, Black Sabbath, entre outras desgraceiras” como diz o facebook do grupo! Se você curte um som mais veloz e pesado, não deixe de escutar o EP recém lançado do Spidrax!

Dead Parrot
Se enganou quem acha que é só na capital de São Paulo que tem banda boa: natural de Barão Geraldo/SP, o quarteto Dead Parrot não se limita a gêneros específicos e traz influências de diversas bandas como Rush, Cream, Pink Floyd, Doors, QOTSA, Jeff Buckley entre outros nomes de peso! Isso se reflete em uma sonoridade progressiva e experimentadora sem se deixar levar por devaneios musicais muito longos. A mistura equilibrada de classic, stoner, hard e prog do Dead Parrot pode ser conferida no EP homônimo:

Walfredo em Busca da Simbiose
O projeto solo do compositor e produtor musical Lou Alves lançado há pouco mais de um mês é uma daquelas pérolas escondidas nas ondas internéticas. Longe da pretensão e aspirações que muitas vezes acometem alguns artistas, é no campo privativo e introspectivo desse tipo de projeto pessoal que nascem obras fáceis de escutar e se identificar. As letras das músicas que formam o EP tratam de sonhos, viagens, desejos e pedidos tão particulares e ao mesmo tempo comuns a qualquer pessoa que acaba se tornando muito fácil se deixar levar do rock ao folk psicodélico e sair em busca do quer que seja a “simbiose” de quem escuta.

White Lung
Eu espero que vocês já conheçam o White Lung. Só estou falando deles aqui pois é uma daquelas bandas que eu quero que literalmente todo o mundo conheça. Dito isto, o quarto álbum desse trio canadense de punk rock é o meu álbum gringo favorito do ano passado, ele está no pen drive do meu carro há meses e mesmo ouvindo direto eu ainda não enjoei. Não sei ao certo se é a voz poderosa e competente da vocalista, o trabalho primoroso e devastador do guitarrista ou talvez o mérito esteja no conjunto completo pois eu sou incapaz de pular uma só das dez faixas que formam o LP ‘Paradise’. Se você ainda não conhece, não precisa me agradecer, apenas escute o álbum e veja se eu tenho razão:

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RockALT #9 – Devilish, Color For Shane, O Grande Ogro e Clearance

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RockALT, por Helder Sampedro

Devilish
Eu adoro a expressão “abrir com o pé na porta” e quase nunca perco a chance de usá-la, na coluna de hoje não será diferente. O Devilish foi a atração surpresa que abriu o RockALT Fest que rolou no último domingo e os caras realmente causaram em sua apresentação. Formado por uma dupla de talento indubitável, Paulo Ratkiewicz (guitarra e voz) e Éder Chapolla (bateria) a dupla conta atualmente com um reforço de peso no baixo, ninguém menos que Caique Fermentão, vocal e guitarra do Corona Kings. Tudo na banda, desde o nome, imagem, postura e obviamente o som evoca algo primordial, maligno e impiedoso. Algo que a banda apropriadamente chama de Rock ‘n’ Hell. Realmente uma grata surpresa para mim e para todos que estavam presentes no show. Se você perdeu, não se preocupe, primeiro EP deles sai daqui dois dias. Fique com o excelente clipe de ‘The Wolf Has Willed It’.

Color For Shane
Gosto muito do vocal distorcido e carismático do Color For Shane, me lembra um pouco de The Vines e um pouco de Sex Pistols, algo que por si só já valeria a pena ouvir. O duo formado no ABC paulista em 2007 por Rafael Pires (guitarra e voz) e Henrique Gonzalez (bateria) lançou no início deste ano seu terceiro LP ‘Not An Embryo’ que solidifica a carreira da banda e apresenta um garage rock lo-fi de respeito que mistura barulheira com melodia de forma maestral. É sempre um prazer ver bandas formadas na década passada continuarem na ativa, sem desanimar e lançando trabalhos de qualidade, só quem vive essa cena sabe como é difícil seguir em frente mesmo quando tudo está contra você. Ouça o excelente terceiro LP da dupla paulistana aqui:

O Grande Ogro
É muito raro encontrar uma banda como O Grande Ogro hoje em dia. A banda consiste apenas em guitarra, baixo e bateria. Particularmente sempre gostei de bandas assim, sem vocal, elas nos dão a chance de colocar nossos próprios sentimentos nas músicas, nos apropriando delas conforme nosso âmago deseja. O som deles é uma como uma metamorfose metálica, uma sinfonia caótica que poderia ser a trilha sonora constante de uma cidade como São Paulo, por exemplo. Mas não se assuste com essa definição, há algo particularmente interessante em ouvir músicas assim, há um certo prazer no estranhamento, na confusão e na surpresa que nossos ouvidos têm quando escutamos algo tão original, imprevisível e sem amarras. Dê uma chance ao som dos caras e descubra o que você sente enquanto ouve.

Clearance
Mais uma vez indico aqui na coluna uma banda que o meu colega Allan Aguiar, criador do Wake The Dead Festival, me apresentou. Eu adoro quando amigos me indicam bandas, principalmente aqueles que manjam tanto de música quanto o Allan. Ao ouvir o som deste grupo de Chicago é impossível não pensar no Pavement, o cantar “falado” do vocalista e as músicas relaxadas que combinam com uma tarde preguiçosa, o álbum de 2015 é um deleite que vai agradar a qualquer pessoa que quiser ouvir. Se você gostou do som deles, está com sorte pois banda deve lançar o segundo LP em 2017 com direito a shows em São Paulo e Goiânia agora em maio!

Falando em show, se você é do Rio de Janeiro não perca o Wake The Dead Festival que rola em Magé neste sábado (15/04). Mais informações aqui no evento. https://www.facebook.com/events/642105552627939/

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Coluna RockALT #7 – Chuva Negra, Ataque Fatal, Toma!, Beach Slang e Corona Kings

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RockALT, por Helder Sampedro

Mais uma semana, mais uma Coluna RockALT! Separei bandas um pouco mais pesadas dessa vez além de uma das minhas bandas favoritas dos últimos anos.

Chuva Negra

Escolhi o Chuva Negra pra abrir a coluna dessa semana com o pé na porta. E é assim que o quinteto de punk rock paulistano tem se apresentado, sem frescura e sem firula, as letras batem forte e tratam de problemas bem comuns a todo jovem que cresce em uma sociedade na qual não se sente completamente incluído. Musicalmente eu aprecio bastante o vocal rasgado, puxando pro hardcore, sem perder a conexão com o ouvinte. A influência punk também marca o instrumental, musicas rápidas, energéticas e curtas, com apenas dois minutos em média. A banda tem se apresentado bastante recentemente mas não tem lançado muita coisa, o último LP é de 2014. Fica aqui nossa torcida para que lancem um novo trabalho em breve.

Ataque Fatal

Falando em punk, eu não podia deixar de falar da banda Ataque Fatal. Atualmente formada apenas por Jhonny Magi nos vocais e guitarra e pelo baterista Victor Hugo, sem baixista porque segundo o próprio Jhonny os baixistas sempre o deixam na mão. A banda toca punk de verdade, sujo, direto com letras ácidas, ofensivas e contra o status quo. Em tempos que até a música sofre com falta de atitude ou falta de autenticidade, ver um cara como o Jhonny com seu festival totalmente independente – A Voz do Underground – é um verdadeiro alívio aos amantes da música independente e do espírito do faça-você-mesmo. Deixo um belo exemplo da banda aqui embaixo enquanto não chega o álbum prometido pra esse ano.

Toma!

Depois de anos longe dos holofotes, os gêneros melódicos (ou Emo, se preferir) parecem estar ganhando atenção novamente. A banda Toma! de Santa Cruz do Sul/RS é um exemplo interessante deste movimento. Formada em 2005, o auge da cena emo, o quinteto de hardcore melódico lançou seu primeiro álbum com músicas escritas ao longo dos seus mais de 10 anos de carreira e voltou em 2017 com o EP ‘Melhor Assim’ que mostra que o gênero ainda tem espaço na cena independente. Se você ficou com saudades desse estilo ou era muito novo na época, o EP é uma excelente pedida.

Beach Slang

O Beach Slang é uma daquelas bandas que eu gostaria que o mundo todo conhecesse. Tenho certeza que a sociedade seria muito melhor se esse quarteto da Filadélfia fosse tão famoso quanto os Beatles ou Stones. Dotado de uma energia juvenil somada à vivencia e visão de mundo do quarentão vocalista/guitarrista/liricista James Alex certamente é um dos destaques da banda. O som energético com pegada punk sem medo de ter momentos mais melódicos é contagiante e faz você querer virar a noite cercado de amigos e amores como se tivesse vinte e poucos anos novamente. E cuidado pra não querer tatuar trechos poéticos das letras, já aviso que faltaria espaço no seu corpo!

Corona Kings

Os garotos de Maringá tem tudo pra se tornarem estrelas da cena alternativa e já conquistaram um número considerável de fãs dedicados mesmo com pouco tempo de estrada. A banda formada em 2012 já foi selecionada para participar de projetos musicais patrocinados por marcas como Levi’s e Jägermeister. Atualmente gravam seu terceiro LP e tendo ouvido uma música desse novo álbum, garanto a vocês que vem coisa muito boa por aí. Com uma mistura de garage rock, punk e até metal a banda mostra sua versatilidade, qualidade e evolução musical. Se você acha que a cena independente só tem banda tranquilinha, meu amigo, você ainda tem que ouvir Corona Kings! A oportunidade perfeita para vê-los ao vivo é a nossa RockALT Fest, dia 09/04!

Lembrando que no dia 09/04 vai ter o primeiro festival do RockALT, com presença de bandas como The Hexx, Mudhill e Corona Kings. Clique no link para saber mais: https://www.facebook.com/events/1597972090230407/

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RockALT #5 – Terno Rei, Monza, Minus The Bear, BRVNKS e The Hexx

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RockALT, por Helder Sampedro

A coluna de hoje está bem mais tranquila do que as das últimas semanas. O bacana do rock alternativo é que você tem uma gama enorme de vertentes e subgêneros para apreciar sem precisar sair de debaixo do grande guarda-chuva do rock. Seguem as minhas singelas sugestões de bandas que não curtem tocar no volume máximo.

Terno Rei
Pegue um dia que você está com preguiça de sair de casa, coloque Terno Rei pra tocar e deite no chão do seu quarto ou coisa parecida, tenho certeza que você vai entrar numa viagem de pensamentos e sentimentos que vai te levar pra bem longe dessa vida repetitiva e monótona que a maioria de nós leva. Os paulistanos do Terno Rei tem essa capacidade implacável de nos colocar em contato com o que está no nosso inconsciente. É impossível não se deixar levar pela melodia contagiante da banda.

Monza
Como ficar de mau humor depois de assistir ao clipe de ‘baixo astral’ da banda Monza? Mais uma prova de que clipes geniais não precisam de altos orçamentos. O quarteto de São Paulo nem parece ter nascido em uma cidade grande e cinza, a sonoridade da banda evoca muito mais um clima de praia ensolarada ou de uma longa e tranquila estrada. Quem me deu a dica dessa banda foi a Joyce do Cansei do Mainstream, se você curtiu Monza, fique ligado no blog dela pra conhecer muitas mais!

Minus The Bear
Saindo um pouco da mesmice das minhas indicações aqui na coluna, o Minus The Bear tem mais de 15 anos de estrada. A banda formada em Seattle, EUA tem um repertório muito variado que começou com experimentações avant-garde e progressivamente foi ficando mais rico e sofisticado. Seus 6 álbuns de estúdio são um deleite pra quem curte descobrir bandas novas e apreciar o processo de amadurecimento de um artista. Seu trabalho mais recente ‘Voids’ foi lançado no início do mês.

BRVNKS
Você já deve ter ouvido o som da BRVNKS (ou Bruna, para os íntimos), mas mesmo assim eu quis indicar aqui. O som da banda goiana recém chegada a São Paulo une a doçura da voz da vocalista e suas letras confessionais com um som que seria a trilha sonora perfeita pra um fim de semana ensolarado ao ar livre. São apenas quatro músicas, mas você não vai conseguir tirar o EP do repeat.

The Hexx
O EP lançado há um ano pela banda paulistana de Indie rock, The Hexx, mostra porque a banda merece destaque mesmo em uma cena tão efervescente quanto a atual. As quatro músicas apresentam uma banda coesa e harmoniosa mas ainda assim podemos sentir um baixo de presença forte e os vocais de melodias cativantes. A banda promete mais um EP ainda para o primeiro semestre, quem sabe eles não toquem algumas novidades no show que farão no RockALT dia 09/04? Esperamos que sim!

Se você curtiu essa coluna, fica aqui o convite para nossa festa. E não deixe de escutar o RockALT toda a quinta-feira às 21h na www.planetmusicbrasil.com.br ou no perfil do Mixcloud: https://www.mixcloud.com/rockalt/