Construindo Personas: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Personas, que recentemente lançou seu disco “Vazio”.

“Na composição do Vazio eu tinha uma grande carga de bandas gringas como inspiração, mas ultimamente tenho descoberto várias bandas nacionais que fazem o tipo de som que a gente gosta de ouvir, de fazer, de colar no rolê pra assistir e de aprender com elas, e particularmente, ver essa cena acontecer me faz sentir que estamos no caminho certo e tem algo pra gente aí”, diz Rodrigo Cerqueira, baixista e vocalista da banda.

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João Capecce – guitarrista

Green Day“Jesus Of Suburbia”
Provavelmente a referência mais clichê das pessoas que cresceram nos anos 2000, mas Green Day é uma das minhas bandas preferidas desde que me conheço por gente, e acho justo dizer que foi quando assisti “Bullet In A Bible” que percebi que eu queria criar uma banda e tocar por aí.

Basement“Promise Everything”
Basement foi uma das bandas que mais nos inspirou enquanto estávamos compondo as músicas do “Vazio”, tanto a energia das músicas quanto a honestidade quase brutal foram algumas das coisas que tentamos trazer para o EP.

Movements“Kept”
Movements é uma banda que bebe da mesma fonte que o Basement, um emo mais atual, com letras extremamente honestas e músicas que sempre atingem quem tá ouvindo de uma forma quase dolorosa. Recentemente lançaram seu primeiro álbum, o “Feel Something”, que foi o que mais ouvi no ano passado.

Hateen“Quem Já Perdeu Um Sonho Aqui”
Curiosamente, nunca fui de ouvir Hateen quando eles realmente faziam sucesso, mas tenho ouvido bastante ultimamente, principalmente o último álbum, mas “Quem Já Perdeu Um Sonho Aqui” é provavelmente uma das mais clássicas, e inclusive tocamos ela algumas vezes nos primeiros shows que fizemos com o “Vazio”.

My Chemical Romance“Welcome To The Black Parade”
Em algum momento dessa lista eu teria que colocar as bandas emos de 2000, que foram as que formaram meu gosto musical e ainda ouço todo dia. Fiquei em dúvida se colocava Simple Plan ou Blink-182 ou Good Charlotte, mas My Chemical Romance é uma que nunca me canso de ouvir e parece que sempre faz eu me sentir da mesma forma que me senti da primeira vez que ouvi.

SOX“Los Angeles”
SOX é uma banda aqui de São José dos Campos (uma das melhores, diga-se de passagem), e apesar de não serem influência direto em nosso som, foram os caras que nos trouxeram para os rolês, nos ajudaram desde o começo e sempre estão na correria junto com a gente.

menores atos“Doisazero”
Admito ter demorado pra gostar de menores atos, mas teve uma vez que eu tava no carro do Digão indo pro ensaio e essa música tava tocando e percebi o quanto era bom. Animalia é provavelmente uma das melhores coisas que saiu no Brasil no últimos anos. Sem contar que o Cyro faz com uma guitarra só o que muita banda por aí não consegue fazer com três, é uma aula pra qualquer power trio por aí.

Brvnks“Don’t”
Brvnks é uma das minhas bandas preferidas que saiu ultimamente, a voz da Bruna é maravilhosa, as letras são sempre bem relacionáveis e o instrumental bem simples mas grudento. Acho que gosto bastante dessa em especial pois escrevo bastante sobre amores (passados, platônicos e não correspondidos), e acho que essa música é o hino definitivo do amor não correspondido.

eliminadorzinho“Das Vezes Que Conversamos na Cama e Acabamos Dormindo”
Fui ouvir essa música pela primeira vez pra ver a linda referência de Pokémon que tem no meio dela, mas acabei me apaixonando por todo o resto que tá rolando. Existe alguma coisa nela, talvez a combinação de tudo, que faz o mundo parar por 6 minutos e instaura um sentimento de esperança gigantesco em mim, é algo realmente mágico.

Citizen“The Night I Drove Alone”
Para o bem ou para o mal, todas nossas letras acabam sendo triste, mesmo que tenha por traz um instrumental animado. Citizen é uma aula de como escrever música triste que chega a doer fisicamente quase. Essa música parece que foi feita cirurgicamente pra você receber todas as palavras Mat como um soco na cara.

Rodrigo Cerqueira – baixista e vocalista

Diego Xavier“4 Casas”
Esse som, apesar de novo, é a cara do emo dos anos noventa. E saber que esse som é daqui do Vale do Paraíba me dá um certo orgulho de ver que as bandas daqui tem uma veia na música triste, sincera e muito boa.

Cap’n Jazz“Oh Messy Life”
Falando em emo dos anos noventa, Cap’n Jazz é uma grande referência sem sombra de dúvida. Em especial essa música, onde a letra e o instrumental casam muito bem, trazendo uma atmosfera única pra música, que sempre tentamos trazer para a nossa música.

Modern Baseball“Just Another Face”
Às vezes fica até difícil de falar sobre algumas músicas, e esse som é um desses. Essa mexe com os sentimentos, assim como todas as outras do Modern Baseball, os caras não erram nunca. Com toda certeza é uma banda que observamos e aprendemos muito.

Basement“Canada Square”
A primeira vez que ouvi esse som foi um choque, porque foi uma das primeiras músicas que realmente parei pra escutar e ler a letra junto e só consegui pensar “mano, é por isso que quero fazer música”. Ela é um soco no queixo, você consegue sentir tudo que o Andrew fala na música.

Title Fight“27”
A gente sempre tem os altos e baixos na vida, e quando eu ouvi essa música eu tava em um dos momentos ruins, e eu não queria mais estar. Ela meio que me ajudou a relembrar tudo que passei e perceber que merdas acontecem, mas que tava na hora de tocar o baile e seguir em frente.

Raça“Super Ação”
Com certeza é a música que mais tem inspirado no processo de composição, não só do “Vazio”, mas principalmente nas novas. Eu acho absurdo a maneira como eles conseguem transformar as ideias em música e deixar a gente com um gostinho de que a única forma de encontrar sentido na vida é fazendo e tocando música.

gorduratrans“vcnvqnd”
Mano, esses caras são absurdos, por mim eu teria colocado todas as músicas dos caras aqui. Os caras que me apresentaram o shoegaze, que é um negócio muito foda. O som dos caras é uma coisa caseira, feita só por dois caras e mesmo assim transmite o que muita música superproduzida não consegue dizer.

Def“Sobremesa”
Cara, banda perfeita. Me ajudou muito a pensar em músicas mais “bonitinhas” em nosso processo de composição. Os caras tem métrica muito boa, a voz da Deb é muito suave e gostosa de ouvir, e esse tipo de som é o que a gente tá tentando trazer pras músicas mais calmas, algo mais delicado e bom de ouvir.

Polara“Boate”
Esses caras são a representação do rock barulhento e confuso, o típico adolescente inconformado com a vida e com amor e sofrendo por paixões não correspondidas. Quando eu conheci esse som eu só pensei “caralho, esse é o tipo de som que eu quero fazer”. As composições são muito fodas, sem contar que os caras são loucos no palco, que foi o que me chamou atenção e me fez perceber que esse barulho tinha muito a dizer no fundo.

Terno Rei“Criança”
Essa banda tá em outro patamar, outro nível, é o tipo de banda que você pensa “porra, os caras chegaram lá”. Letras muito elaboradas, um instrumental simples mas que diz muito. Ouvir esses caras é um aprendizado tanto musical quanto de vivência, as ideias deles são muito parecidas com as minhas, e acho que esse é o mais doido da música, você poder transmitir suas ideias e ter gente que se encontra e se reconhece nessas ideias.

Construindo Zava: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda ZAVA, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Yuck“Rubber”
“Essa música é um bom retrato do shoegaze moderno. O som, com a sua estética de massa sonora, foi influência na construção de ‘Vidas Secas’.”

Ian Ramil“Coquetel Molotov”
“O Ian é um cara que escreve com muita crueza, é muito honesto nas suas composições. Esse jeito duro de escrever influenciou na composição de ‘¡Adiós!’, em específico”.

Cícero“Tempo de Pipa”
“Cícero é cara com um lirismo impressionante nas suas composições. A doçura e a leveza da arte dele inspiraram as nuances mais delicadas do disco. É quase que um contraponto ao Ian Ramil”.

Verdena “Luna”
Verdena é uma banda de rock italiana que se reinventa a cada disco. A maior influência diz respeito à construção dramática dessa obra-prima deles.”

Chico Buarque“Construção/Deus Lhe Pague”
Chico Buarque escreve sobre questões sociopolíticas com sofisticação, gênio que é. Essa(s) música(s) prescinde(m) de apresentação. Influenciou no desenvolvimento de ‘Vidas Secas’.”

The Mars Volta“Cicatriz ESP”
“Essa música faz parte do indefectível álbum “De-Loused in the Comatorium”. The Mars Volta é uma das principais influências da banda. Esse som vai e volta entre cadências diferentes. Esplêndido.”

Closure in Moscow“A Night At The Spleen”
“O álbum ‘First Temple’, do Closure, aproximou a ZAVA de sons menos redondos e mais ‘angulados’, como gostamos de falar. É uma das bandas de Math Rock que nos chama mais atenção. Os integrantes são exímios músicos e a perfeição da produção/gravação desse disco chega a incomodar.”

The Fall of Troy“A Man. A Plan. A Canal. Panama”
“Outra grande influência de Math Rock da banda. Esse som é uma entropia, com divisões de tempo completamente fora de padrão. Prato cheio pra quem se entedia com o 4/4 de sempre.”

Nirvana“Heart-Shaped Box”
“Não bastasse terem conquistado o mundo com o “Nevermind” em 1991 – e nos salvado da cafonice do ‘hair metal’ -, o Nirvana lançou esse hino do grunge, uma porrada melancólica, por mais paradoxal que isso soe. A admiração pelo Nirvana acompanha a banda desde o princípio. Queríamos ter sido eles (quem não?).”

Queens Of The Stone Age“Song for the Dead”
“Outra banda que é unanimidade no quesito admiração dentro da banda. Esse som é uma explosão dentro de uma ogiva nuclear, no caso, do álbum “Songs for the Deaf”. Uma curiosidade: a bateria do som é uma referência a ‘Slip it In’ do Black Flag.”

Led Zeppelin“No Quarter”
“Essa música tem uma evolução incrível. Para além da energia habitual do Led, ela é bastante experimental e tem muita dimensão. Ah, sim, o timbre de bateria é perfeito.”

Arctic Monkeys“Arabella”
“O álbum “AM” meio que fez a banda entrar na onda do Arctic Monkeys. Foi tipo: ‘Bah, esse álbum tá muito foda’. Seguidamente nos pegamos tocando alguns sons desse disco no ensaio, especialmente esse som, que tem um groove simples mas elaborado (sim, é isso mesmo).”

Muse“Uprising”
“O Muse é uma banda que se propõe ir além dentro do rock, e sempre foi referência pra ZAVA. Esse som tem toda a experimentação de timbres e sintetizadores habitual do Muse, mas com uma pegada pop pegajosa. Baita música!”

At the Drive-In“One Armed Scissor”
“Conhecer At the Drive-In foi um choque. Os shows dos caras eram frenéticos e extremamente performáticos, e assistir os vídeos deles sem ter vontade de dançar e bater cabeça é desafiador. A energia dos caras influencia diretamente a verve da ZAVA.”

Deftones“Be Quiet and Drive (Far Away)”
Deftones sempre nos deixou boquiabertos por ser uma pedrada. A combinação das melodias doces do Chino com os riffs de guitarra de 8 cordas casa muito bem. Som pra sentir e balançar a cabeça.”

NOFX“The Decline”
‘The Decline’ é uma ópera hardcore de 18 minutos. Eu, João, sempre digo que, se fosse pra tatuar algo tatuaria a letra dessa música nas costas. É uma crítica social muito inteligente, dividida em várias seções. E não é só a letra que impressiona. Com uma construção rítmica e harmônica riquíssima, pode-se dizer que é um dos maiores marcos dentro do hardcore e uma contribuição gigante pro mundo, quiçá pro universo. NOFX é outra unanimidade dentro da ZAVA, influenciando musicalmente e no que diz respeito ao nosso posicionamento como banda.”

Dead Fish“Sonho Médio”
“O tempo passa e os caras continuam no topo e, como um bom vinho, amadurecem a cada álbum. “Sonho Médio” é o hino do hardcore brasileiro, e Rodrigo o melhor letrista dentro do gênero. O Dead Fish influencia a ZAVA por sua integridade e inteligência criativa. E, como já dito, os caras só melhoram, o que é o maior desafio pra uma banda.”

Foo Fighters“Bridge Burning”
Foo Fighters ajudou uma galera na transição do rock dos anos 90 pro rock do atual milênio. E conosco não foi diferente. Manteve a chama do rock acesa quando ficamos órfãos do Nirvana. Ver o cinquentão Dave Grohl empolgadíssimo com o que faz no palco é uma injeção de ânimo.”

Rage Against The Machine“Bulls on Parade”
“O Rage nos influencia de forma semelhante ao Dead Fish e o NOFX em relação à seriedade com que tratamos à temática dos nossos sons. O diferencial, e que aparece como principal referência nos sons da ZAVA, são os riffs de guitarra e baixo como unidade, característica bastante presente na obra do RATM.”

Green Day“American Idiot”
“O Green Day é outra banda que nos manteve amantes de rock. Da mesma forma que com o Nirvana, víamos os clipes e shows dos caras e o fato de ter uma banda fazia todo o sentido. O álbum ‘American Idiot’ foi a nossa principal referência utilizada para mix e master”.

Construindo Gabriela Garrido: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da cantora

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a cantora Gabriela Garrido, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Tegan and Sara“Call It Off”
A partir dessa música eu fui apresentada a uma das minhas bandas favoritas, Tegan and Sara. Se não fosse o “The Con” – o álbum dessa canção – acredito que eu não teria começado a compor.

Courtney Barnett“Avant Gardener”
Essa música é muito especial pra mim! Conheci Courtney Barnett no fim de 2016 e me apaixonei pelas letras dela. Ela escreve bastante sobre situações mundanas e cômicas, e essa música é um excelente exemplo disso. Me inspirou para escrever “De Bicicleta”.

Paramore“Born For This”
Ah, minha adolescência! Se eu não quisesse imitar a Hayley Williams eu nunca teria começado a cantar. O “Riot!” marcou a minha vida e meu despertar artístico!

Green Day“Are We The Waiting”
Green Day foi minha primeira “banda favorita”. O “American Idiot” foi a porta de entrada para minha obsessão com música e principalmente com o pop punk e o pop rock.

Yeah Yeah Yeahs“Phenomena”
Yeah Yeah Yeahs também foi uma grande descoberta da adolescência, e a Karen O se tornou mais uma grande referência de vocalista para mim. Principalmente quanto às performances no palco.

Johnny Hooker“Amor Marginal”
O som do Johnny Hooker foi crucial para o início da carreira solo. Depois de muito tempo sem me apaixonar por sons brasileiros, o disco dele me arrebatou completamente e serviu como um empurrãozinho para que eu começasse a acreditar no meu trabalho e compartilhasse minhas canções com o mundo. Ele foi uma grande referência principalmente para a minha música “Pela Metade”, que está no novo EP.

Frank Ocean“Self Control”
Ouvi muito Frank Ocean gravando o meu último EP, que vai sair em março. Essa música, principalmente, tem um efeito surreal sobre mim! Sinto muita emoção na interpretação dele e tentei “roubar” um pouquinho disso gravando a voz.

Rubel“Quando Bate Aquela Saudade”
Assim como com o Johnny Hooker, o Rubel chegou na melhor hora possível. Foi como uma reaproximação da música brasileira através desses novos sons, bem quando eu começava a querer entrar nesse mundo. Amo esse disco inteiro, mas acho que todo mundo que escuta concorda que essa música tem algo de muito especial, e não é à toa que ficou bem conhecida. Gostei tanto que acabei até participando do clipe dela (risos). Dá pra me ver na cena do metrô, de cabelo grande, quase irreconhecível!

Amy Winehouse“I Heard Love Is Blind”
Essa música, para mim, é simplesmente perfeita. A letra, o arranjo, a interpretação. Eu gosto da simplicidade e da autenticidade dela. Tento levar isso comigo. Foi um presente incrível que a Amy deixou.

Lady Gaga“Speechless”
Junto com Paramore, Green Day e afins, a Gaga fez parte do meu despertar musical na adolescência. “Speechless” é uma das canções que me mostrou o enorme talento que ela tem. Lia sem parar sobre ela quando comecei a cantar, e a devoção e a trajetória são realmente inspiradoras.

Cazuza“Eu Queria Ter Uma Bomba”
Apesar das minhas referências serem – em maior parte – atuais e gringas, em matéria de composição, Cazuza é uma inspiração gigante. Queria muito ter escrito essa!

Cássia Eller “Mapa do Meu Nada”
Acredito que a Cássia sempre será minha cantora brasileira favorita. “Mapa do Meu Nada” é especial. Fiz um cover dessa música no meu primeiro show como cantora solo. Sonho em chegar perto da potência e da emoção que a voz dela transmitia.

Bleachers“I Wanna Get Better”
Eu amo tudo que o Jack Antonoff faz. Mesmo. Essa música foi a porta de entrada para a minha obsessão com Bleachers, o projeto mais recente dele. Acabei mergulhando nas canções e no processo criativo da banda, que hoje é uma das minhas principais referências.

Tigers Jaw“I Saw Water”
Antes de gravar o meu primeiro EP eu ouvia Tigers Jaw sem parar, e essa música me inspirou a escrever a canção “Mergulho”.

The Front Bottoms“Flashlight”
Assim como com a Courtney Barnett, as letras do The Front Bottoms influenciaram meu jeito de compor. Cada composição conta uma história e envolve completamente quem está ouvindo. São frases que a gente não costuma ouvir em qualquer música. Só escutando pra entender!

Now, Now“Neighbors”
“Neighbors” foi a primeira música que conheci da banda, e tem um lugarzinho no meu coração. Me apaixonei de cara com a delicadeza da letra e a sonoridade do arranjo. É mais um exemplo de banda que tem músicas ao mesmo tempo simples e carregadas de emoção, algo que eu tento trazer muito para o meu som.

Paramore“Pool”
Vale colocar uma música nova do Paramore porque eles tiveram a coragem de se reinventar completamente, o que foi maravilhoso, no meu ponto de vista. Ainda mais vindo de uma das minhas bandas favoritas. Me deu a certeza de não se deve ter medo de buscar novas sonoridades.

Leo Fressato“Vendaval”
Eu costumava ser muito insegura com tocar sozinha, no formato voz e violão, por achar que não tocava bem – apesar das minhas músicas serem fáceis. Puro medo. Lembro de assistir um show do Leo em 2015 e me convencer do valor de um show acústico, mesmo com melodias simples. “Vendaval” se destaca nos shows dele!

Graveola“Talismã”
O Graveola foi uma das principais razões para que eu acrescentasse percussão nos arranjos do meu novo EP. Amo essa e as outras canções da banda, que soam modernas sem perder a brasilidade.

Elis Regina“Redescobrir”
Não podia faltar. As músicas da Elis me acompanham desde cedo. A paixão da minha família por ela – principalmente a minha avó, super fã – é uma das minhas lembranças musicais mais antigas. Com certeza uma voz que já me ensinou muito e ainda tem a ensinar.

Construindo Bikini Hunters: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto Bikini Hunters. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Ramones“Now I Wanna Sniff Some Glue”
A Bikini só existe por causa dos Ramones! Em 2006 eu e o Vini (ex-baterista) éramos dois adolescentes doidos para montar uma banda com o som bem bubblegum, semelhante aos primeiros álbuns dos Ramones. Durante muito tempo da banda essa música esteve presente nos shows, por ser a música mais curta que o Ramones já compôs ela refletia um pouco da nossa ansiedade de tocar rápido e sermos diretos.

Carbona“Garopaba Go”
No início da banda o Carbona era nossa maior referência nacional, até mesmo por ser uma das poucas bandas de bubblegum nacional e fazer um som bem semelhante ao que almejávamos fazer. “Garopaba Go” foi a primeira música que tocamos juntos, então ela é fundamental nessa lista.

The Queers“It’s Cold Outside”
The Queers são os mestres do bubblegum e acabaram vindo fazer um show em Veranópolis (inacreditável, mas real). O Vini (ex-baterista), era super fã dos caras, mas estava morando nos EUA na época que ocorreu o show, então, ele voltou pro Brasil de horror e quase que nos obrigou a fazer uma versão português dessa música (eu sempre achei meio “brega” esse lance de traduzir músicas). No fim, ficou super melosa, mas bem divertida de tocar.

Nirvana“You Know You’re Right”
A Bikini teve algumas fases bem grunge, onde nós sempre buscávamos colocar nas músicas próprias algumas situações onde o baixo e a bateria segurassem a música e a guitarra ficasse apenas fazendo algumas frasezinhas bem colocadas. Acho que dá pra perceber um climão parecido com “You Know You’re Right” no meio da nossa canção “Tudo o Que Eu Queria”.

Velvet Revolver“Let It Roll”
Com a entrada do Gui (Guitarrista) na banda o som ia mudar com absoluta certeza. As referências dele são muito mais rock and roll do que a dos antigos integrantes, que tinham como base o punk rock e o grunge. Depois de alguns ensaios o Gui falou “o que vocês acham de tirarmos ‘Let It Roll’ do Velvet Revolver?”; eu me assustei (parecia algo muito longe do que vínhamos tocando), mas respondi que por conhecer muito pouco de Velvet queria dar uma ouvida no som. Quando ouvi, pirei na hora. A música tem a pegada punk do Duff com os riffs e solos geniais do Slash. Let It Roll certamente define um pouco do estilo de som que a Bikini pretende seguir daqui pra frente.

Ultramen“Tubararãozinho”
Esse foi o primeiro som que a Bikini tocou com a nova formação e, hoje em dia, é o cover que eu mais gosto de tocar nos shows. A ideia foi do Lipe (baixista) e, mesmo que inusitada, entrou na cabeça da banda toda logo na primeira vez que tocamos ela. O riff de guitarra – presente em praticamente toda música – é muito rock and roll, mas lá pro meio da canção rola muito groove e mesmo com tanta mistura a música consegue ser um pop acessível para todo tipo de público. 

Titãs “Vossa Excelência”
Outro cover que temos tocado em quase todos os shows e, infelizmente, tem uma letra que condiz muito com o momento atual do nosso país. O Kelvin (baterista) sempre comenta, com toda razão, que essa música é uma aula de como a simplicidade pode ser genial.

Tequila Baby“Sexo HC”
Essa música tem toda a sacanagem que tanto gostamos de colocar nas nossas músicas. Além disso, a influência da Tequila Baby na Bikini Hunters é inegável, pois mesmo que cada integrante da banda tenha suas influências próprias, a Tequila é unanimidade por ter sido uma das primeiras bandas que todos nós ouvimos. 

Rolling Stones“Honky Tonk Women”
Estávamos bebendo ceva há uns dias atrás enquanto esse som rolava e começamos a discutir qual a melhor música dos Stones. Não conseguimos entrar em um consenso, mas, ok, foi uma discussão besta, afinal, os Stones são demais em todos os acordes e nós amamos eles! 

Forgotten Boys “Blá Blá Blá”
Mesmo com algumas mudanças de formações, o Forgotten sempre foi uma das principais, ou talvez, A PRINCIPAL, influência da banda. Acho que pela primeira vez estamos perto de fazer um som semelhante, do nosso jeito, claro, mas com esse lance de riffs pesados e bem marcantes.

AC/DC“The Jack”
É blues, é rock, é sensualidade, é AC/DC! Esse som faz a nossa cabeça em todos os sentidos e a gente jamais vai negar que curte um striptease (risos).

Acústicos e Valvulados “Sarjeta”
“…Eu quero a sarjeta, eu quero a sacanagem…o porre e a ressaca….o foda-se ligado”. Essa letra é muito Bikini Hunters! Abrimos alguns shows com essa música e teve uma galera que veio perguntar se era uma música nova nossa; até gostaríamos que fosse, mas é cover da Acústicos, banda que, para nós, está no seu melhor momento (mesmo com 26 anos de estrada). 

Green Day“Basket Case”
Um tanto quanto clichê, mas necessário. Boa parte da minha postura no palco é influência do Billie Joe. Acho ele um dos maiores frontmans da história da música! 

Beatles“Helter Skelter”
Os Beatles ajudaram a construir qualquer banda de rock! Difícil foi escolher só uma música deles, mas como amamos distorções e sujeira, “Helter Skelter” é a escolha perfeita, uma música que foge um pouco de tudo que o Beatles criou.

Foo Fighters“Walk”
A última música que estávamos criando para o próximo disco começa com um dedilhado e no meio das composições alguém comentou “Pow, tá lembrando um pouco a vibe de “Walk” do Foo Fighters, daria até para fazer uns acordes parecidos com o que eles utilizaram na base”;​ em outro caso também lembro que já rolou o pitaco “Pow essa batera tá muito reta, faz algo meio na vibe do Taylor do Foo Fighters”. Enfim, mesmo que não sejamos os maiores fãs, o Foo Fighters nos inspira de alguma forma.

Guns’N’Roses“Attitude”
Eu não sou muito ligado no Guns, mas o resto da banda são todos fãzaços, então, como já fui bastante fã de Misfits, eis a combinação perfeita, Guns fazendo um cover fodástico de Misfits. 

TNT“Me Dá o Cigarro”
TNT é tão clássico que passa dos limites de influência musical para uma forma de comunicação informal, afinal, durante todas as pausas dos ensaios da Bikini alguém cantarola “…me dá o cigarro, me dá o fogo…” (obviamente, pedindo um cigarro ou isqueiro emprestado).

Slash“Doctor Alibi”
Uma noite saímos (levemente desnorteados) de uma festa e viemos aqui pra minha casa assistir incessantemente (sério, assistimos umas 10 vezes seguidas e mais algumas vezes aleatórias entre uma música e outra) uma apresentação ao vivo dessa música. Acho que todos sentimos que essa é a linha de som que estamos buscando. Não tem muita frescura e é genial mesmo assim! Também não tinha como não ser uma canção pra lá de fodástica estando envolvidos o maior guitarrista da história do rock e a maior lenda do rock de todos os tempos.

Sublime With Rome“Take It Or Leave It”
Esse som tá sempre no pen drive do meu carro, então, volta e meia carregando amplis, baterias, guitarras ou coisas do tipo ele toca e a gente comenta “Putz, Sublime é foda né!? Olha que vibe gostosinha, baixo groovezadozudozaço, alta energia boa”. Então, de uma forma ou de outra ele faz parte de banda. Quem sabe a gente não lance um reggaezinho ou ska no próximo disco!? (Humm… pensando bem, é difícil (risos)).

Erasmo Carlos “Fama de Mau”
No fim das contas somos bons jovens! Até estamos tocando esse Erasmão para mostrar que no fundo é tudo marra, essa coisa de rock descarado e tudo mais, é só pra manter a nossa fama de mau (ou talvez não)…

Construindo Serapicos: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Serapicos

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo se baseia: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Serapicos, que indica suas 20 canções indispensáveis.

The Magnetic Fields“The Nun’s Litany”
‘Considero o Stephin Merrit, compositor do Magnetic Fields, o melhor letrista de todos os tempos. Sua obra deveria estar ao lado de Shakespeare, Camões e Cervantes. Essa canção é só uma amostra do que esse desgraçado é capaz de fazer.’

Leonard Cohen“Bird on a Wire”
‘Muito difícil escolher apenas uma música do Cohen. Mas se tivesse que apresentar apenas uma música dele para os alienígenas seria “Bird on a Wire”. Essa música é um soco no estômago, a síntese da vida de um poeta.’

Rufus Wainwright“Going to a Town”
‘O Rufus é incrível. Letrista fudido, baita cantor e uns arranjos muito cabeçudos e lindos.’

Nina Simone“Sinner Man”
‘Essa música veio de um espiritual tradicional americano. E a Nina Simone é ridícula. Que artista catártica!

Judy Garland“Somewhere Over The Rainbow”
‘O salto de oitava entre as duas primeiras notas já dá toda vibe dessa masterpiece cinematográfica. Depois fizeram aquela versão no ukulelê tirando esse salto e estragaram a música. Escrita por Harold Arlen, que também compôs “Ac-Cent-Tchu-Ate the Positive”, outra pérola.’

System of a Down“B.Y.O.B.”
‘System é uma das bandas mais criativas dos últimos 150 anos. Adoro o ritmo frenéticos de melodias diferentes, quebradas ritmicas e berros ensandecidos. Influencia muito meu pensamento de forma musical e como estruturar canções sem seguir a fórmula óbvia verso-refrão.’

Green Day“Basket Case”
‘Talvez a música que mais tenha mudado minha vida. A primeira frase da melodia acompanhada pela guitarra mutada de power-chord foi minha obsessão dos 11 aos 27 anos, quando comecei a compor.’

Tuva Semmingsen“Lascia ch’io pianga”
‘Essa é uma ária de Handel que toca na abertura do filme “Anti-Cristo” do Lars Von Trier. É uma melodia devastadora e essa música resume bem minha adoração pela música sacra.’

Bajaga“Muzika na struju”
‘Esse é um rock iogulsavo com um refrão super-catchy embora seja impossível cantar junto. Gosto bastante do sotaque musical de melodias do leste europeu. Os caras mandam bem.’

Ella Fitzgerald“Let’s Do It”
‘A Ella é uma das grandes intérpretes da obra do Cole Porter, talvez o maior compositor e letrista da primeira leva Broadway. Essa música é uma aula de como falar de putaria sem ser nada vulgar.’

Linda Scott“I’ve Told Every Little Star”
‘Essa música toca no filme “Mulholland Drive” do David Lynch. Gosto músicas que tocam em um filme e conseguem resumir toda a atmosfera da história. Escrita por Jerome Kern, outro monstro do Early Broadway.’

Adoniran Barbosa“Iracema”
‘Pra não escolher “Trem das Onze”, vou de Iracema. Melodia linda e melancólica. E o que dizer desses backings femininos que entram harmonizando em coro? Fudido.’

Rogério Skylab“Você Vai Continuar Fazendo Música”
‘Skylab é o maior poeta vivo que temos nesse país. Essa música é um super desincentivo pra quem quer ser artista.

Cérebro Eletrônico“Cama”
‘Conheci essa música ao vivo em um show do Cérebro e assim que veio o refrão pensei ‘Caralho’.

Júpiter Maçã“Um Lugar do Caralho”
‘O Júpiter foi um dos primeiros cancioneiros da música brasileira que me identifiquei. Essa música é um hino negligenciado pela grande mídia.’

“Se Essa Rua Fosse Minha”
‘Essa canção é de autoria anônima, tem cara de ser portuguesa. Que melodia assombrosa e atemporal.’

Jefferson Airplane“White Rabbit”
‘Essa música foi escrita pela Grace Slick, frontgirl do Jefferson Airplane. É a minha favorita da fase psicodélica do rock. Muito melhor que Rolling Stones.’

Johnny Cash“The Man Comes Around”
‘Nessa canção, Cash descreve o Apocalipse. Lembro de ouvir nos créditos de um filme de zumbi antes de saber quem era Johnny Cash. Esse foi o último disco dele antes de morrer e dá pra ouvir o sopro da morte saindo de voz sussurrada e salivada.’

4 Non Blondes“What’s Up?”
‘Todo mundo que nasceu em 1990 foi influenciado por essa música. Refrão grudento demais, quebrada pro falsete de eriçar os pelos da nuca. Escrita por Linda Perry.’

Enya“Orinoco Flow”
‘Essa é uma obra-prima da World Music. Melodia e arranjo hipnóticas. Parabéns para Enya.’

Frank Sinatra“My Way”
‘Essa música foi traduzida do francês pelo grande Paul Anka. Tudo é perfeito nesse arranjo cantando pelo Frank Sinatra. E é dessas canções que exemplificam perfeitamente um pensamento e uma sensação universal.’

Lloyd Kaufman, cabeça da produtora trash Troma Entertainment, fala sobre música, musicais de terror e rasga seda para o Paramore

Lloyd Kaufman portrait Asbury Park New Jersey 4-22-2011

40 anos fugindo do padrão da mídia. Isso é Troma Entertainment, considerada a mais antiga produtora independente em operação do mundo. Tudo saiu da cabeça abilolada de Lloyd Kaufman, que junto com Michael Herz fundou a Troma em 1974, e desde então já distribuiu mais de mil filmes para todo o mundo. A Troma começou fazendo “comédias eróticas” (algo próximo de nossas populares pornochanchadas) e depois enveredou por algo que os fez crescer e dominar o mundo: os filmes de terror trash.

A fórmula de sucesso da Troma que os levou para o topo das referências em cinema independente não poderia ser mais Do It Yourself: Kaufman reunia atores baratos, efeitos “especiais” de segunda categoria, maquiadores inexperientes e criava seus filmes, todos divertidíssimos em seus defeitos, algo que a trupe do Hermes e Renato soube emular muito bem aqui no Brasil. O primeiro grande sucesso da produtora foi “Toxic Avenger” (aqui no Brasil, lançado como “O Vingador Tòxico”), de 1985, personagem que acabou virando símbolo da empresa.

A Troma virou ícone do cinema underground, já tendo em seus filmes nomes como Kevin Costner, Marisa Tomei, Samuel L. Jackson e o consagrado animador Hayao Miyazaki (“Princesa Mononoke”, “A Viagem de Chihiro”) e Matt Stone e Trey Parker (as mentes perturbadas que criaram South Park), que produziram o inacreditável “Cannibal, The Musical”.

A Troma sempre teve muita música em seu mundo. Desde os inacreditáveis temas dos filmes (a canção “Toxic Avenger é antológica) até participações de músicos como Lemmy Kilmister, do Motörhead, em diversos filmes (sendo inclusive o narrador da versão Troma de Romeu e Julieta, “Tromeo & Juliet”), a Troma sempre teve em sua trajetória uma trilha sonora à altura. Quem mais teria coragem de criar musicais como o já citado “Cannibal, The Musical”, “Rockabilly Vampire: Burnin’ Love”, “Frostbiter: Legend of the Wendigo” (estrelando Ron Asheton, dos Stooges!) e “Poultrygeist: Night of the Chicken Dead”?

(Com alguns toques do Raphael Fernandes, editor da Revista Mad) conversei com Lloyd Kaufman sobre suas músicas preferidas, as trilhas sonoras da Troma, bandas independentes e a ideologia punk que a produtora tem desde seu nascimento (e ele até tirou uma com a minha cara):

– Quais são suas bandas preferidas?

The Tiger Lillies, Rape Door, Bella Morte, Entombed, Municipal Waste, The Killers, Motörhead, Benny Goodman, Muse, Green Day… Apenas para citar algumas. Sia, apesar de não ser uma banda, também é uma grande artista. Recentemente apareci em um clipe do New Found Glory com a Hayley Williams do Paramore. Essas são minhas favoritas hoje em dia. Amanhã, nunca se sabe. Eu posso de repente revolver virar um amante de um tocador de xilofone qualquer do metrô de Nova York. Meus gostos são muito ecléticos!

– A Troma começou antes do movimento do punk e já era uma produtora de filmes “punk” desde seu nascimento. Qual a relação entre a ideologia punk e a Troma?

“Quebra de regras” e “Inovação” são o nome do meio da Troma. É por isso que a Troma Entertainment tem sido descrita como “punk” por muitos anos. Mantemos uma ética de trabalho DIY enquanto resistimos às mentalidades dominantes. Também celebramos o lixo e a sujeira!

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– Que bandas possuem o “estilo Troma”, em sua opinião?

Motörhead, Paramore, New Found Glory, Covered In Bees… e todas que eu listei acima. Todos eles fazem o que está em seus corações e respeitam e adoram seus fãs. O estilo Troma realmente se aplica a qualquer banda que apareceu nas nossas trilhas sonoras. Todos eles possuem este especial aroma de Troma.

– Como vocês escolhem quais bandas farão parte de uma trilha sonora de um filme da Troma?

Aqui na sede da Troma, recebemos todos os tipos de músicas de todo o mundo. Às vezes as usamos! Outras vezes, pedimos a artistas que escrevam músicas específicas para os nossos filmes. Nossos fãs sempre foram muito úteis ao recomendar bandas via Twitter, (@lloydkaufman) e minha página oficial do Facebook (https://www.facebook.com/lloyd.kaufman). Rape Door, Mystery e The Tiger Lillies foram todas bandas recomendadas por fãs!

– As Lunachicks fizeram uma “versão Troma” do clipe de “Say What You Mean”. Você já dirigiu algum clipe?

Eu dirigi vários clipes para bandas que eu amo, normalmente de graça. Você pode encontrá-los no Youtube! https://www.youtube.com/Tromamovies

– “Class Of Nuke’Em High” me lembrou em alguns aspectos de “Rock and Roll High School”, o filme dos Ramones. Tô viajando?

Sim, Putin deve ter invadido seu cérebro. Aliás, o Dee Dee Ramone está em um de nossos programas para a TV, o Tromamercial feito para o Comedy Central.

– Você pode me falar um pouco mais sobre o filme cheio de Motörhead “Mr. Bricks: A Heavy Metal Murder Musical”?

“Mr, Bricks: A Heavy Metal Murder Musical” foi escrito e dirigido por Travis Campbell. Ele também escreveu todas as músicas não-Motörhead do filme! Na minha opinião, Mr. Bricks é o melhor musical desde “Poultrygeist: Night of the Chicken Dead” e “Cannibal, The Musical”.

– Você acompanhou a produção de “Tromeo & Juliet”? Lemmy Kilmister se comportou enquanto gravava a narração da história?

Lemmy é o melhor. Ele trabalhou em muitos filmes da Troma de graça. Eu amo tanto o Lemmy que criei um tributo especial pra ele:

Em 1996, ano em que “Tromeo & Juliet” foi lançado, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas deveria ter inventado uma nova categoria chamada “Melhor Narração em Filme Longa Metragem”. Lemmy merecia esse Oscar. E teria feito um puta agradecimento!

– Qual a melhor trilha sonora original da história do cinema?

Eu amo a trilha de Vincente Minnelli para “The Band Wagon”. Outra que eu amo é a trilha de Sergio Leone para “The Good, the Bad and the Ugly”, por Ennio Morricone. Críticos às vezes chamam os filmes da Troma de Marricone and cheese.

– Qual é a melhor trilha sonora de filme da Troma, em sua opinião?

“Poultrygeist”, “The Toxic Avenger”, “Class of Nuke ‘Em High”, “Tromeo & Juliet”… Existem tantas.

– Se você pudesse fazer a cinebiografia de algum artista no estilo Troma, qual seria?

Miles Davis: On Ice!” O gelo é branco, saca, por isso serviria como uma puta metáfora fria para a luta do Sr. Davis contra seus opressores brancos. Além disso, eu acho que o público ia simplesmente adorar assistir um ator andando de patins no gelo enquanto toca jazz no trompete.

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– Como diabos alguém pensou em fazer um musical do Toxic Avenger? É a melhor coisa que aconteceu desde que Wagner colocou uma moça loira gorda para cantar ópera.

Eu concord! O musical do Toxic Avenger tem música e letras de David Bryan (tecladista e membro fundador do Bon Jovi), roteiro e letras de Joe DiPietro (“I Love You, You’re Perfect, Now Change”) e foi dirigido pelo ganhador do Tony Award John Rando (“Urinetown”). Abriu off-Broadway, em Nova York, com críticas positivas, e então foi apresentado por todos os Estados Unidos, Coreia do Sul, Canadá, etc.

– Escolha um disco que você levaria para uma ilha deserta após um ataque nuclear que transformou a todo o mundo em zumbis nudistas comedores de Nutella.

Um disco chamado “I Wanna Live in Tromaville”, do Killer Barbies. E “Pal Joey” de Richard Rodgers e Lorenz Hart (mas precise ser a versão original da Broadway, não a versão de merda do filme).

– Quais são os próximos passos musicais da Troma Entertainment?

Ship to Shore Phonograph Company acabou de lançar uma linda versão em vinil da trilha sonora do primeiro “Class of Nuke ‘Em High”. Teremos bastante música em “Return to Nuke ‘Em High Vol. 2”, filme que será lançado ainda este ano! Além disso, estamos desenvolvendo um talk show para nosso canal Troma Movies no YouTube. Se chama “Kabukiman’s Cocktail Corner” e terá performances ao vivo de artistas underground como twelve am flowers, Unicorn Smack, Dave Hill, Doug Gillard e muitos outros!

P.S. – Você pode assistir muitos filmes da Troma online no canal TromaMovies do Youtube. Vai lá e assiste! O primeiro que eu vi na vida foi “Space Zombie Bingo”, que passou no incrível programa da Mtv “Contos de Thunder”. Recomendo! (Aliás, a música-tema é incrível)

Músicas que podiam ser temas de Bond, James Bond… mas não são

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Você nem precisa ser fã das aventuras do agente 007 pra gostar muito das músicas que são lançadas a cada novo filme de James Bond. Aliás, o lançamento da nova música-tema da série é tão aguardada quanto o filme em si. Afinal, normalmente fazer o tema para Bond é quase que garantia de sucesso, além de ganhar uma enorme exposição imediata.

O que faz de uma música um típico tema digno de James Bond? Bom, se formos seguir o que a maioria dos filmes possui, três coisas são muito importantes: orquestra, uma guitarra quase surf music e um certo clima de mistério/ação. O som não necessariamente precisa compilar os três elementos, mas pelo menos dois deles precisam estar presentes para que exista um “clima” Bond. Neste caso, um nítido escorregão foi o de Madonna, com a música eletrônica “Die Another Day”, que não tinha nada a ver com o que se espera de um tema para o bem vestido espião. Escorregada esta que fez a música ficar bem longe da lista dos grandes sucessos musicais da cinessérie.

Pois bem: as “músicas Bond” já fazem parte da cultura pop tanto quando o número 007 e as Bond Girls. Graças a isso, muitas bandas e artistas criam canções explicitamente inspiradas no clima e no formato típico do personagem de Ian Fleming. Listei aqui algumas que não fariam feio abrindo um filme do inglês (principalmente no lugar de “Die Another Day”, que desperdício de música…)


Muse – Supremacy

“Supremacy” foi muito comparada aos temas de Bond, sendo que muitos fãs inclusive queriam que a música fosse a abertura de “Skyfall”. Rumores dizem que a canção foi escrita pensando em fazer parte do filme de 2013, mas nada foi confirmado. O baterista Dominic Howard comentou sobre as comparações, dizendo que “’Supremacy’ tem aquela vibe Bond – um pouco na linha de ‘Live and Let Die’”.


The Rubens – My Gun

Esta tem todo um clima que se encaixaria perfeitamente na abertura de Bond. A guitarra calcada em surf music, o crescendo no meio da música, e até a letra. Inclusive o clipe de “My Gun” alude à obra de Ian Fleming, o que leva a crer que a canção foi criada com 007 em mente. Uma bela homenagem, aliás.


Green Day – Espionage

O Green Day compôs “Espionage” para a trilha do primeiro filme do espião inglês com os dentes peculiares Austin Powers, de Mike Myers. Como a película é uma bela tiração de sarro em cima do personagem inglês, a música não poderia ser diferente. A guitarrinha surf music de Billie Joe Armstrong com a orquestra comendo solta revelam a influência dos temas clássicos de Bond.


Janelle Monáe – BaBopByeYa

Sintam a orquestra. O ritmo cadenciado. O clima de mistério e sensualidade. Sim, parece muito com as clássicas músicas-tema de Bond de Shirley Bassey, “Goldfinger”, “Diamonds Are Forever” e “Moonraker”. Se realmente fosse um tema de 007, provavelmente seria o mais longo, com quase 9 minutos de duração. Se Monáe disser que não se inspirou em “Bond music” pra criar essa, ela está mentindo.


Johnny Cash – Thunderball

Essa aqui não foi tema de Bond por um triz. Cash criou esta pérola para o tema de “Thunderball”, que acabou ficando com Tom Jones. O homem de preto teve sua música substituída aos 45 minutos do segundo tempo. “Mr. Kiss Kiss Bang Bang”, cantada por Dionne Warwick, também foi considerada para tema do filme, o que indica que escolher a versão de Tom Jones não foi uma escolha unânime. Imagina só um filme de Bond com trilha do Cash. Só imagina.


Blondie – For Your Eyes Only

O mesmo caso que rolou com Cash: a canção do Blondie foi limada do filme lá no meio da produção. Os produtores preferiram a canção interpretada por Sheena Easton (sim, eu também me perguntei ‘quem?’) no lugar da música da banda new wave. É isso mesmo: preferiram Sheena Easton (quem?) à Debbie Harry. Ah, esses produtores…


Madonna – Frozen

Esta aqui é mais uma bronca do que uma candidata. Porra, Madonna. “Frozen” se encaixaria perfeitamente como tema de Bond. A orquestra, o mistério, a batida… Seria lindo. Aí te dão a oportunidade de criar uma música pro 007 e você aparece com “Die Another Day”? Sério? Você pode mais que isso, Madge. De verdade. “Frozen” abrindo um filme da série seria muito mais bonito de se ver.


Florence and the Machine – Seven Devils

Feche os olhos. Imagine aquele comecinho de um filme novo de James Bond. Imaginou? Agora dá play na música. Combinou? Sim, eu te falei que combinava. A voz de Florence Welch e a batida desta música do disco “Ceremonials” casam direitinho com a série. Até o nome fica bom como nome do filme. “007 and the Seven Devils”, imagina só.


 Michael Bublé – Cry Me a River

A versão de Michael Bublé para “Cry Me A River” tem tanta cara de Bond que você pode encontrar diversas montagens colocando a canção na abertura de “Quantum of Solace”. E não fica nada mal, viu. A orquestra dominando e a guitarra cheia de slides, além da grande voz do rapaz, casam direitinho do que se espera do espião.


 

Duffy – Rain On Your Parade

Uma grande canção “retro-soul-pop” de Duffy que originalmente seria tema de “Quantum of Solace”. No fim, acabaram escolhendo “Another Way to Die”, com Jack White e Alicia Keys. Não importa: a música de Duffy continua incrível e merece ser ouvida. As cordas dão todo o clima misterioso que um filme do personagem exige.


 

Você, fã do personagem de Ian Fleming, lembra de alguma outra música que a cairia como uma luva na trilha sonora de um filme de James Bond? Deixe sua sugestão aí nos comentários!

O nome da música é o nome da banda e vice-versa

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Eu sinceramente não sei porque artistas resolvem dar a uma de suas músicas o próprio nome escolhido para a banda. Será que a música veio antes, e o nome pegou? Será que é preguiça de dar um nome? Será que a tal da canção consegue exprimir toda a alma da banda? Bom, cada uma tem a sua história e motivo (ou a falta de um). No fim, muitas das bandas que a gente adora usaram este artifício.


Black Sabbath – Black Sabbath

http://www.youtube.com/watch?v=1t24PsZxohY

A primeira música do primeiro disco do Black Sabbath, também auto-intitulado. Neste caso, o nome da música veio antes, quando a banda ainda chamava Earth. Com o som “tenebroso” da faixa, o Sabbath mudou sua forma de fazer música e assumiu o nome.


Green Day – Green Day

A música “Green Day” está no primeiro disco da banda, “39/Smooth”, bem antes da explosão de “Dookie”. Provavelmente também foi composta quando a banda ainda chamava Sweet Children e acabou virando o nome oficial do trio.


Motörhead – Motorhead

Essa é fácil: foi composta por Lemmy Kilmister quando ele ainda era do Hawkind, que gravou a música em 1975 como B-Side de “Kings of Speed”. Quando Lemmy saiu da banda, foi fácil achar o nome para seu novo projeto.


Atari Teenage Riot – Atari Teenage Riot

Esta aqui foi o primeiro single da banda, antes mesmo do disco “Delete Yourself”. Provavelmente é uma carta da banda ao público falando em uma música qual é a ideia do som deles. RIOT!


They Might Be Giants – They Might Be Giants

O nome da banda antes era El Grupo de Rock and Roll, mas mudou pro nome da música They Might Be Giants, nome de um filme de 1971.


Iron Maiden – Iron Maiden

O nome da banda veio do popular instrumento de tortura que Steve Harris viu no filme “O Homem da Máscara de Ferro”. A música saiu no primeiro disco da banda, auto-intitulado.


Bad Religion – Bad Religion

“Bad Religion” do Bad Religion faz parte do disco “Bad Religion”, de 1981. Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?


Pennywise – Pennywise

“Pennywise”, que leva o nome do palhaço assassino de It, obra de Stephen King, saiu no primeiro disco da banda Pennywise, de 1991. É claro que o nome do disco não podia ser outro: “Pennywise”.


Body Count – Body Count

Ice-T disse que se inspirou no Black Sabbath para criar o Body Count. A música “Body Count” é do disco de estreia do projeto do mesmo nome, que saiu em 1992. E como o Sabbath também tem música auto-intitulada…


Descendents – Descendents

O nome Descendents veio antes. Ou será que eles gravaram Descendents quando ainda se chamavam The Itch? É, não encontrei referências sobre isso… descubram por si mesmos. Ou não, sei lá.


Porno for Pyros – Porno for Pyros

O Porno For Pyros é um desmembramento do Jane’s Addiction. A música que leva o nome do pornô para piromaníacos saiu no disco de mesmo nome, de 1993.


Soulfly – Soulfly

A música que leva o nome da banda de Max Cavalera pós-Sepultura saiu em seu primeiro disco. Aqui no Brasil, as revistas de música se esforçavam para entender o trocadilho, cravando frases como “alma voa” ou “alma mosca”. É, a imprensa musical tem dessas coisas.


Menções honrosas: “A Barca do Sol”, d’A Barca do Sol, “Belle and Sebastian”, do Belle and Sebastian, “Bad Company”, do Bad Company, “Minor Threat”, do Minor Threat, “The Good, The Bad and The Queen”, do The Good, The Bad and The Queen e… você lembra de mais alguma? Deixa aí nos comentários!

O momento bunda-mole que toda banda atinge

Acho que é melhor eu começar explicando o que eu quero dizer com o título, e depois dissertar sobre o que eu quero dizer com “bunda-mole”. Bom, muitas bandas de rock começam sua carreira com discos crus, pesados, rápidos e mostrando tudo que é a essência musical daquele grupo de pessoas. Todas suas influências, sua pegada e espontaneidade estão ali, impressas. Porém, conforme a carreira vai se desenrolando, o som acaba mudando. Em alguns casos, para direções interessantes, inclusive, mas algo quase sempre acontece: cedo ou tarde eles acabam colocando canções bunda-mole que nunca estariam presentes nos primeiros discos, que carregavam o DNA da banda em seu estado puro.

Explicando um pouco a expressão “bunda-mole” que utilizei: me refiro a músicas mais lentas, baladas, coisas mais “acessíveis” ao público e flertes com estilos “da moda”, deixando o peso de lado e às vezes abandonando completamente tudo que a banda significava. Pressão da gravadora? Vontade de fazer sucesso e aparecer para um público ainda maior? Uma verdadeira mudança de direção criativa? Na minha opinião, as duas primeiras opções me parecem mais críveis, embora o otimismo às vezes me leva a acreditar na terceira.

Se você nunca notou essa guinada bunda-mole que as bandas costumam ter, vamos a alguns exemplos para você comparar. Veja se concorda comigo:

Raimundos
“Nega Jurema” (1º disco – Raimundos – 1994)
“A Mais Pedida” (5º disco – Só No Forévis – 1999)

 

Slipknot
“Surfacing” – (1º disco – Slipknot – 1999)
“Vermillion” – (3º disco – Vol 3 – The Subliminal Verses – 2004)

 

 

The Offspring
“Beheaded” – (1º disco – Offspring – 1989)
“Crusing California” – (9º disco – Days Go By – 2012)

 

Titãs
“Bichos Escrotos” (3º disco – Cabeça Dinossauro – 1987)
“Antes de Você” (13º disco – Sacos Plásticos – 2009)

 

Red Hot Chili Peppers
“No Chump Love Sucker” (3º disco – The Uplift Mofo Party Plan – 1986)
“Californication” – (7º disco – Californication – 1999)

 

Green Day
“2000 Light Years Away” – (2º disco – Kerplunk – 1992)
“Oh Love”  – (9º disco – Uno! – 2012)

 

Goo Goo Dolls
“Up Yours” – (2º disco – Jed – 1989)
“Iris” – (6º disco – Dizzy Up The Girl – 1998)

 

E na sua opinião, porque isso ocorre?
Pressão da gravadora?
Vontade de fazer sucesso a qualquer custo?
Mudança de direcionamento musical?
A famigerada parceria com Rick Bonadio?