“Foo Fighters: Back and Forth” (2011) – O baterista e o frontman

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Ano: 2011
Direção: James Moll
Duração: 1h40min

Passadas algumas semanas dos mega-shows que foram os do Foo Fighters no Rio e em SP (e do OK, que foram as performances do Queens Of Stone Age) e deles terem ganhado o Grammy de melhor canção de Rock com “Run”, que abriu os concertos por aqui, para quem ficou na saudade talvez seja a hora de ver esse documentário.

“Foo Fighters: Back and Forth” pega a banda desde as cinzas do Nirvana, quando um relutante Dave Grohl deixa a oportunidade de ser baterista do Tom Petty e apesar de muitos torcerem a cara, monta uma banda “Frankenstein” com os ex-integrantes (ele incluso) Pat Smear (Germs e Nirvana), Nate Mendel e William Goldsmith (Sunny Day Real State). Detalhes como a entrada do icônico baterista Taylor Hawkins (ex-Alanis Morissette) e do guitarrista Chris Shiflett em meio a gravações, Grammys e turnês também são mostrados no processo.

O longa é hábil em mostrar que o grupo ganhou seu espaço primeiro por ser uma banda completamente diferente do Nirvana (e que muitos julgam melhor, até) e como o sucesso não veio da noite para o dia, tendo a banda que se provar muito no palco. E é ai que podemos conferir a verdadeira força do grupo: apresentações eletrizantes (sendo o auge em 2008 ao se apresentarem no Wembley Stadium) e gravações feitas literalmente no porão de casa fizeram o Foo Fighters serem hoje umas das mais sólidas bandas do Rock contemporâneo.

Direto ao ponto, o documentário é sincero ao não se abster da saída pouco amistosa dos ex-integrantes William Goldsmith e Franz Stahl (ex-Scream), que aceitaram dar sua versão da história. No encerramento do filme, com a gravação de “Wasting Light”, Dave Grohl é também honesto ao revelar, apesar de reconhecer erros passados, que não mudaria nada na trajetória da banda. E que bom que foi assim.

Construindo Zava: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda ZAVA, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Yuck“Rubber”
“Essa música é um bom retrato do shoegaze moderno. O som, com a sua estética de massa sonora, foi influência na construção de ‘Vidas Secas’.”

Ian Ramil“Coquetel Molotov”
“O Ian é um cara que escreve com muita crueza, é muito honesto nas suas composições. Esse jeito duro de escrever influenciou na composição de ‘¡Adiós!’, em específico”.

Cícero“Tempo de Pipa”
“Cícero é cara com um lirismo impressionante nas suas composições. A doçura e a leveza da arte dele inspiraram as nuances mais delicadas do disco. É quase que um contraponto ao Ian Ramil”.

Verdena “Luna”
Verdena é uma banda de rock italiana que se reinventa a cada disco. A maior influência diz respeito à construção dramática dessa obra-prima deles.”

Chico Buarque“Construção/Deus Lhe Pague”
Chico Buarque escreve sobre questões sociopolíticas com sofisticação, gênio que é. Essa(s) música(s) prescinde(m) de apresentação. Influenciou no desenvolvimento de ‘Vidas Secas’.”

The Mars Volta“Cicatriz ESP”
“Essa música faz parte do indefectível álbum “De-Loused in the Comatorium”. The Mars Volta é uma das principais influências da banda. Esse som vai e volta entre cadências diferentes. Esplêndido.”

Closure in Moscow“A Night At The Spleen”
“O álbum ‘First Temple’, do Closure, aproximou a ZAVA de sons menos redondos e mais ‘angulados’, como gostamos de falar. É uma das bandas de Math Rock que nos chama mais atenção. Os integrantes são exímios músicos e a perfeição da produção/gravação desse disco chega a incomodar.”

The Fall of Troy“A Man. A Plan. A Canal. Panama”
“Outra grande influência de Math Rock da banda. Esse som é uma entropia, com divisões de tempo completamente fora de padrão. Prato cheio pra quem se entedia com o 4/4 de sempre.”

Nirvana“Heart-Shaped Box”
“Não bastasse terem conquistado o mundo com o “Nevermind” em 1991 – e nos salvado da cafonice do ‘hair metal’ -, o Nirvana lançou esse hino do grunge, uma porrada melancólica, por mais paradoxal que isso soe. A admiração pelo Nirvana acompanha a banda desde o princípio. Queríamos ter sido eles (quem não?).”

Queens Of The Stone Age“Song for the Dead”
“Outra banda que é unanimidade no quesito admiração dentro da banda. Esse som é uma explosão dentro de uma ogiva nuclear, no caso, do álbum “Songs for the Deaf”. Uma curiosidade: a bateria do som é uma referência a ‘Slip it In’ do Black Flag.”

Led Zeppelin“No Quarter”
“Essa música tem uma evolução incrível. Para além da energia habitual do Led, ela é bastante experimental e tem muita dimensão. Ah, sim, o timbre de bateria é perfeito.”

Arctic Monkeys“Arabella”
“O álbum “AM” meio que fez a banda entrar na onda do Arctic Monkeys. Foi tipo: ‘Bah, esse álbum tá muito foda’. Seguidamente nos pegamos tocando alguns sons desse disco no ensaio, especialmente esse som, que tem um groove simples mas elaborado (sim, é isso mesmo).”

Muse“Uprising”
“O Muse é uma banda que se propõe ir além dentro do rock, e sempre foi referência pra ZAVA. Esse som tem toda a experimentação de timbres e sintetizadores habitual do Muse, mas com uma pegada pop pegajosa. Baita música!”

At the Drive-In“One Armed Scissor”
“Conhecer At the Drive-In foi um choque. Os shows dos caras eram frenéticos e extremamente performáticos, e assistir os vídeos deles sem ter vontade de dançar e bater cabeça é desafiador. A energia dos caras influencia diretamente a verve da ZAVA.”

Deftones“Be Quiet and Drive (Far Away)”
Deftones sempre nos deixou boquiabertos por ser uma pedrada. A combinação das melodias doces do Chino com os riffs de guitarra de 8 cordas casa muito bem. Som pra sentir e balançar a cabeça.”

NOFX“The Decline”
‘The Decline’ é uma ópera hardcore de 18 minutos. Eu, João, sempre digo que, se fosse pra tatuar algo tatuaria a letra dessa música nas costas. É uma crítica social muito inteligente, dividida em várias seções. E não é só a letra que impressiona. Com uma construção rítmica e harmônica riquíssima, pode-se dizer que é um dos maiores marcos dentro do hardcore e uma contribuição gigante pro mundo, quiçá pro universo. NOFX é outra unanimidade dentro da ZAVA, influenciando musicalmente e no que diz respeito ao nosso posicionamento como banda.”

Dead Fish“Sonho Médio”
“O tempo passa e os caras continuam no topo e, como um bom vinho, amadurecem a cada álbum. “Sonho Médio” é o hino do hardcore brasileiro, e Rodrigo o melhor letrista dentro do gênero. O Dead Fish influencia a ZAVA por sua integridade e inteligência criativa. E, como já dito, os caras só melhoram, o que é o maior desafio pra uma banda.”

Foo Fighters“Bridge Burning”
Foo Fighters ajudou uma galera na transição do rock dos anos 90 pro rock do atual milênio. E conosco não foi diferente. Manteve a chama do rock acesa quando ficamos órfãos do Nirvana. Ver o cinquentão Dave Grohl empolgadíssimo com o que faz no palco é uma injeção de ânimo.”

Rage Against The Machine“Bulls on Parade”
“O Rage nos influencia de forma semelhante ao Dead Fish e o NOFX em relação à seriedade com que tratamos à temática dos nossos sons. O diferencial, e que aparece como principal referência nos sons da ZAVA, são os riffs de guitarra e baixo como unidade, característica bastante presente na obra do RATM.”

Green Day“American Idiot”
“O Green Day é outra banda que nos manteve amantes de rock. Da mesma forma que com o Nirvana, víamos os clipes e shows dos caras e o fato de ter uma banda fazia todo o sentido. O álbum ‘American Idiot’ foi a nossa principal referência utilizada para mix e master”.

Construindo Petit Mort: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda  mezzo-argentina mezzo brasileira Petit Mort, que conta suas influências. “Estamos sem computador, o HD morreu (Rest In Peace), então estamos aqui com o Juan numa Lan House comentando as 20 músicas. Foi muito massa fazer a seleção, lembramos de varias histórias. Foi bem difícil botar só 20 e ficamos nos ligando o quão velhos temos ficado! (risos)”, contou Michelle Mendez, vocalista e baixista da banda. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Rage Against the Machine“Killing In The Name”
Trilha da época do colégio que ainda hoje arrepia a gente. Admiração total pelos riffs poderosos. Banda e música que tem nos influenciado muito no jeito de nos posicionar ante o mundo através da música.

Pearl Jam“Porch”
Show ao vivo mais arrepiante que vimos na vida. O vocal do Eddie Vedder é o mais foda, o cara transmite o sentimento como ninguém. É uma das bandas que mais ouvimos na época em que estava nascendo o Petit Mort. As primeiras músicas tem bastante influência no jeito de compor e letras.

PJ Harvey“Rid Of Me”
Mulherão da porra. Admiração total, aprendi muito com ela no seu jeito de ocupar o espaço num mundo tão machista como é o do rock. Composições poderosas e criativas.

Tool“The Pot”
Música e clipe irado. A viagem deles na composição e estruturas das musicas são sensacionais. A gente ouviu muito na adolescência.

Primus“My Name is Mud”
O baixista do rock mais foda, doido e com presença de palco excepcional. Ter assistido ao vivo ele lá em Buenos Aires foi uma experiência inesquecível, baita festa. Conheci a banda quando ouvi essa música.

Melvins“Lizzy”
Asissti eles lá em Buenos Aires, no Niceto Club, uma casa de shows de pequeno/médio porte. Fui lá com meus brothers: dois deles desmaiaram no meio do show. A pressão da banda e esses graves foderosos com duas baterias no palco fizeram a gente ficar muito louco.

Nirvana“School”
A gente nunca fez covers, nem fomos banda de covers, mas fizemos algumas exceções pois tem música que vale muito a pena homenagear, como essa. Altos gritos de Kurt, das principais influências da banda.

Red Fang“Prehistoric Dog”
Os clipes mais engraçados que ja vimos duma banda de rock são deles. Estamos morrendo de vontade de assistir um show deles ao vivo agora que ficamos sabendo que vão vir pro Brasil.

Truckfighters “Gargarismo”
Escutamos pela primeira vez na primeira turnê na Europa, em 2010, na casa do vocalista holandês Sander, que insistiu muito pra gente ouvir essa banda. A energia deles ao vivo é das melhores, simplesmente quebram tudo e com certeza isso nos empolga pra deixar tudo no palco com cada show.

Incubus “Blood on the Ground”
Trilha das nossas turnês pelo sul da Argentina e Chile em 2008/2009. Chegamos a fazer essa música ao vivo junto ao conhecido guitarrista da Patagônia Pey Etura. A época dessa música do Incubus é das melhores, a gente ouvia muito. Baitas letras e atmosferas.

Macaco Bong“Shift”
Um dos motivos pelo qual a gente mora no Brasil. Melhor banda, admiramos muito. O jeito de compor do Bruno Kayapy com certeza influenciou no meu jeito de pensar a guitarra. Tivemos o grande prazer de compartilhar palco com eles, gente fina demais. Muito admirável a história, guerreiros.

Foo Fighters“Low”
Furamos a fita desse disco na turnê da Europa em 2010. Essa música foi a que mais ficou na nossa cabeça. Clipe engraçado, composição sensacional. Altas baterias e guitarras.

Red Hot Chili Peppers“Suck My Kiss”
Flea, te amamos. Banda que nunca vou cansar de ouvir, a mais foda de todas. Sempre conseguem nos encher de energia, mudar o humor dos nossos dias.

Soundgarden“Outshined”
Uma das primeiras músicas que aprendi tirar em guitarra, riff inesquecível. Sentimos muita tristeza com a morte do Cornell, voz única, cara talentosíssimo com uma baita sensibilidade nas suas letras .

John Frusciante“Going Inside”
É incrível como pode existir uma pessoa no mundo que saiba traduzir tão bem toda sua dor e loucura com suas composições, desde as baterias, samplers, guitarras até as letras profundas. Me faz sentir muita coisa cada música dele, em especial essa aí.

Deftones“My Own Summer”
Da época da MTV que te fazia conhecer novas bandas do caralho. Música que fizemos tributo num show na Amsterdam, Holanda na primeira turnê de Europa no 2010.

Arctic Monkeys“The View From the Afternoon”
A conexão que tem o Alex Turner com o batera é única, muito talentosos. Admiro muito as composições deles dois. Essa banda tem umas letras sensacionais.

Sumo“Mejor No Hablar de Ciertas Cosas”
Música cheia de significado pra nós argentinos, poesias do Luca Prodan que mexeram com nossa cabeça bem na adolescência. Foi muito bom aquela banda ter existido pra história do rock argentino.

Queens of the Stone Age“Go With the Flow”
Também vi pela primeira vez na MTV, fechou certinho música e clipe.

Die Antwoord“I Find U Freeky”
Uma das bandas que mais temos ouvido nestes últimos anos. Uma banda que foi além do que podia se esperar, energia irada no palco e criatividade em todas as áreas: musicais, visuais, clipes, comunicação, dialetos. Muito foda.

Construindo Bikini Hunters: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto Bikini Hunters. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Ramones“Now I Wanna Sniff Some Glue”
A Bikini só existe por causa dos Ramones! Em 2006 eu e o Vini (ex-baterista) éramos dois adolescentes doidos para montar uma banda com o som bem bubblegum, semelhante aos primeiros álbuns dos Ramones. Durante muito tempo da banda essa música esteve presente nos shows, por ser a música mais curta que o Ramones já compôs ela refletia um pouco da nossa ansiedade de tocar rápido e sermos diretos.

Carbona“Garopaba Go”
No início da banda o Carbona era nossa maior referência nacional, até mesmo por ser uma das poucas bandas de bubblegum nacional e fazer um som bem semelhante ao que almejávamos fazer. “Garopaba Go” foi a primeira música que tocamos juntos, então ela é fundamental nessa lista.

The Queers“It’s Cold Outside”
The Queers são os mestres do bubblegum e acabaram vindo fazer um show em Veranópolis (inacreditável, mas real). O Vini (ex-baterista), era super fã dos caras, mas estava morando nos EUA na época que ocorreu o show, então, ele voltou pro Brasil de horror e quase que nos obrigou a fazer uma versão português dessa música (eu sempre achei meio “brega” esse lance de traduzir músicas). No fim, ficou super melosa, mas bem divertida de tocar.

Nirvana“You Know You’re Right”
A Bikini teve algumas fases bem grunge, onde nós sempre buscávamos colocar nas músicas próprias algumas situações onde o baixo e a bateria segurassem a música e a guitarra ficasse apenas fazendo algumas frasezinhas bem colocadas. Acho que dá pra perceber um climão parecido com “You Know You’re Right” no meio da nossa canção “Tudo o Que Eu Queria”.

Velvet Revolver“Let It Roll”
Com a entrada do Gui (Guitarrista) na banda o som ia mudar com absoluta certeza. As referências dele são muito mais rock and roll do que a dos antigos integrantes, que tinham como base o punk rock e o grunge. Depois de alguns ensaios o Gui falou “o que vocês acham de tirarmos ‘Let It Roll’ do Velvet Revolver?”; eu me assustei (parecia algo muito longe do que vínhamos tocando), mas respondi que por conhecer muito pouco de Velvet queria dar uma ouvida no som. Quando ouvi, pirei na hora. A música tem a pegada punk do Duff com os riffs e solos geniais do Slash. Let It Roll certamente define um pouco do estilo de som que a Bikini pretende seguir daqui pra frente.

Ultramen“Tubararãozinho”
Esse foi o primeiro som que a Bikini tocou com a nova formação e, hoje em dia, é o cover que eu mais gosto de tocar nos shows. A ideia foi do Lipe (baixista) e, mesmo que inusitada, entrou na cabeça da banda toda logo na primeira vez que tocamos ela. O riff de guitarra – presente em praticamente toda música – é muito rock and roll, mas lá pro meio da canção rola muito groove e mesmo com tanta mistura a música consegue ser um pop acessível para todo tipo de público. 

Titãs “Vossa Excelência”
Outro cover que temos tocado em quase todos os shows e, infelizmente, tem uma letra que condiz muito com o momento atual do nosso país. O Kelvin (baterista) sempre comenta, com toda razão, que essa música é uma aula de como a simplicidade pode ser genial.

Tequila Baby“Sexo HC”
Essa música tem toda a sacanagem que tanto gostamos de colocar nas nossas músicas. Além disso, a influência da Tequila Baby na Bikini Hunters é inegável, pois mesmo que cada integrante da banda tenha suas influências próprias, a Tequila é unanimidade por ter sido uma das primeiras bandas que todos nós ouvimos. 

Rolling Stones“Honky Tonk Women”
Estávamos bebendo ceva há uns dias atrás enquanto esse som rolava e começamos a discutir qual a melhor música dos Stones. Não conseguimos entrar em um consenso, mas, ok, foi uma discussão besta, afinal, os Stones são demais em todos os acordes e nós amamos eles! 

Forgotten Boys “Blá Blá Blá”
Mesmo com algumas mudanças de formações, o Forgotten sempre foi uma das principais, ou talvez, A PRINCIPAL, influência da banda. Acho que pela primeira vez estamos perto de fazer um som semelhante, do nosso jeito, claro, mas com esse lance de riffs pesados e bem marcantes.

AC/DC“The Jack”
É blues, é rock, é sensualidade, é AC/DC! Esse som faz a nossa cabeça em todos os sentidos e a gente jamais vai negar que curte um striptease (risos).

Acústicos e Valvulados “Sarjeta”
“…Eu quero a sarjeta, eu quero a sacanagem…o porre e a ressaca….o foda-se ligado”. Essa letra é muito Bikini Hunters! Abrimos alguns shows com essa música e teve uma galera que veio perguntar se era uma música nova nossa; até gostaríamos que fosse, mas é cover da Acústicos, banda que, para nós, está no seu melhor momento (mesmo com 26 anos de estrada). 

Green Day“Basket Case”
Um tanto quanto clichê, mas necessário. Boa parte da minha postura no palco é influência do Billie Joe. Acho ele um dos maiores frontmans da história da música! 

Beatles“Helter Skelter”
Os Beatles ajudaram a construir qualquer banda de rock! Difícil foi escolher só uma música deles, mas como amamos distorções e sujeira, “Helter Skelter” é a escolha perfeita, uma música que foge um pouco de tudo que o Beatles criou.

Foo Fighters“Walk”
A última música que estávamos criando para o próximo disco começa com um dedilhado e no meio das composições alguém comentou “Pow, tá lembrando um pouco a vibe de “Walk” do Foo Fighters, daria até para fazer uns acordes parecidos com o que eles utilizaram na base”;​ em outro caso também lembro que já rolou o pitaco “Pow essa batera tá muito reta, faz algo meio na vibe do Taylor do Foo Fighters”. Enfim, mesmo que não sejamos os maiores fãs, o Foo Fighters nos inspira de alguma forma.

Guns’N’Roses“Attitude”
Eu não sou muito ligado no Guns, mas o resto da banda são todos fãzaços, então, como já fui bastante fã de Misfits, eis a combinação perfeita, Guns fazendo um cover fodástico de Misfits. 

TNT“Me Dá o Cigarro”
TNT é tão clássico que passa dos limites de influência musical para uma forma de comunicação informal, afinal, durante todas as pausas dos ensaios da Bikini alguém cantarola “…me dá o cigarro, me dá o fogo…” (obviamente, pedindo um cigarro ou isqueiro emprestado).

Slash“Doctor Alibi”
Uma noite saímos (levemente desnorteados) de uma festa e viemos aqui pra minha casa assistir incessantemente (sério, assistimos umas 10 vezes seguidas e mais algumas vezes aleatórias entre uma música e outra) uma apresentação ao vivo dessa música. Acho que todos sentimos que essa é a linha de som que estamos buscando. Não tem muita frescura e é genial mesmo assim! Também não tinha como não ser uma canção pra lá de fodástica estando envolvidos o maior guitarrista da história do rock e a maior lenda do rock de todos os tempos.

Sublime With Rome“Take It Or Leave It”
Esse som tá sempre no pen drive do meu carro, então, volta e meia carregando amplis, baterias, guitarras ou coisas do tipo ele toca e a gente comenta “Putz, Sublime é foda né!? Olha que vibe gostosinha, baixo groovezadozudozaço, alta energia boa”. Então, de uma forma ou de outra ele faz parte de banda. Quem sabe a gente não lance um reggaezinho ou ska no próximo disco!? (Humm… pensando bem, é difícil (risos)).

Erasmo Carlos “Fama de Mau”
No fim das contas somos bons jovens! Até estamos tocando esse Erasmão para mostrar que no fundo é tudo marra, essa coisa de rock descarado e tudo mais, é só pra manter a nossa fama de mau (ou talvez não)…

Construindo HL Arguments: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo HL Arguments

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda HL Arguments, que indica suas 20 canções indispensáveis.

George Harrison“Isn’t it A Pity”
Helio Lima: Essa música e todo o álbum da qual ela faz parte é referência máxima para várias das músicas e composições, como “I Dont’ Need To Go”, “New Direction” e “Fixing My Words”.

John Lennon“Jealous Guy”
Helio Lima: “Hook” nasceu dessa canção do Lennon. Absolutamente linda, absolutamente triste.

Radiohead“Fake Plastic Trees”
Helio Lima: Uma das músicas mais belas e sensíveis que eu já ouvi na vida. Radiohead compõe muito do meu estilo de escrita em letras e arranjos.

Queen“Spread Your Wings”
Helio Lima: Queen é minha banda de conceito. E “Spread Your Wings” (sobretudo a versão ao vivo do álbum “Live Killers” é sensivelmente linda e tocante. O lado mais emotivo da HL Arguments bebe muito nessa escola.

Dream Theater“Six Degrees of Inner Turbulence”
Wesley Lima: A busca pela técnica e perfeição dessa banda deveria empolgar a todo o músico que quer trazer o melhor ao seu público.

Metallica“(Anesthesia) Pulling Teeth”
Wesley Lima: Não há como negar a influência empolgante do Metallica em alguns dos nossos arranjos, sobretudo ao vivo.

U2“I Still Haven’t Found What I’m Looking For”
Wesley Lima: Essa é clássica! Acho que ninguém pode negar que trata-se de um clássico do rock. Melodia linda que inspira muito de minhas linhas na HL Arguments.

The Smiths“There is a Light That Never Goes Out”
Wesley Lima: Outra música e banda que não poderia faltar na lista. Eles são enigmáticos e isso nos inspira.

Oasis“Don’t Look Back In Anger”
Fernando Silvestre: Clássico britânico que constrói em si boa parte dos arranjos da HL Arguments, que tem no britpop uma enorme referência.

Travis“As You Are”
Fernando Silvestre: As melodias do Travis são lindíssimas. Essa música tem uma das melodias mais bonitas da banda. Enorme referência para a HL Arguments.

Beatles“While My Guitar Gently Weeps”
Fernando Silvestre: Eis a escola máxima para todo o guitarrista. Procuro trazer solos para as nossas canções que contenham certa magia. Não se trata apenas de técnica. Se trata de magia.

Foo Fighters“The Pretender”
Fernando Silvestre: Somos muito enérgicos ao vivo e essa canção e banda mostra muito disso. Tem a ver com o nosso lado mais enérgico.

Amy Winehouse“Tears Dry On Their Own”
Amanda Labruna: Amo soul e blues e trago isso para as nossas canções. Com toda certeza.

Cake“Never There”
Amanda Labruna: A HL Arguments é uma banda de temas sérios, densos, dançantes e divertidos. Temos algo de Cake em algumas de nossas canções.

Queen“Another One Bites The Dust”
Amanda Labruna: Outra música que mostra o nosso lado mais dançante e divertido. E eu amo essa parte no Queen.

Michael Jackson“Heal the World”
Amanda Labruna: Michael foi um dos vocalistas mais importantes da história do pop. Reconhecemos nele um artista completo, cheio de alegria em seu trabalho. Isso nos inspira.

Dream Theater“The Great Debate”
Marcos Cesar: O som cristalino das músicas do Dream Theater é algo que me agrada muito. Procuro trazer uma linha de riquezas e detalhes para as baterias que foi no Dream Theater que eu aprendi.

Metallica“Welcome Home Sanitarium”
Marcos Cesar: Explosão e força compõem as músicas do Metallica. Isso tem muito de nosso som.

Metallica“All Nightmare Long”
Marcos Cesar: Mais uma dessa banda que é a minha banda de conceito. Temos a nossa vertical mais roqueira “também” e eu vejo essa versatilidade nossa como algo muito positivo.

Porcupine Tree“Blackest Eyes”
Marcos Cesar: Música de variações e proposta versátil, componente muito presente em nosso trabalho.

Ouça a playlist e siga o Crush em Hi-Fi no Spotify:

Garimpo Sonoro #0 – Começando do zero com Tony Joe White

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Tony Joe White

Eis que um belo dia sou convidado a “colunar” neste recinto. Simultaneamente ao convite que soava como uma convocação, também recebo uma carta branca: poderia escrever sobre o que eu quisesse.

De bate-pronto, o mesmo pensamento de Tom Zé que abre seu “Tropicalista Lenta Luta” me vem a mente: “Liberdade, quanto menos melhor”. Escrever é falar sobre inúmeros assuntos, mas quando se começa do zero, que assuntos começamos?!

Pois cá estou, ouvindo uma lista particular que serve como um acervo das indicações (As “Melhores Descobertas” das “Descobertas da Semana” que o Spotify me entrega às segunda-feiras – Spotify, podemos negociar um e$quema, ok?), enquanto penso no que começar a falar.

Tony Joe White“Who You Gonna Hoodoo Now”. Essa é a música que tocava aqui. Tony Joe White cruzou nas minhas trilhas sonoras em pelo menos três momentos:

A primeira vez foi em uma ótima compilação em vinil que me deparei. Chamada “Country Funk – 1969-1975”, é uma coletânea com várias faixas que fazem um country que flerta com um gingado diferente… Um country com um leve toque de R&B e suas nuances ritmicas e dinâmicas. Tony participa com a ótima “Studspider”.

2) A segunda vez foi através de Dave Grohl e seu documentário “Sonic Highways”. No terceiro episódio, sobre Nashville, Grohl conversa com Tony e mostra um pouco da sua biografia.

Tony Joe White

 

Assista o episódio aqui: http://screeningroom.roswellfilms.com/video/126744406

3) A terceira vez foi, bom, foi onde comecei a falar dele: o Spotify percebeu minha predileção à música de Tony e acertadamente me sugeriu em sua indicação semanal.

Tony Joe White possui uma voz grave, levemente rouca, mas temperada com um estilo meio blues que às vezes remete à John Lee Hooker, mas numa versão mais hillbilly.

Olhe só, acho que descobri do que gosto de falar mesmo quando não há muita coisa a ser dita. Vivo garimpando novos sons (novos para mim, que podem ser da semana ou do século passado) e posso usar desse hobby para preencher a lacuna períodica dada a mim neste lugar.

É isso, falarei sobre meus garimpos sonoros!

Alguma dica de som bacanudo que você acha que eu vou gostar? Manda pra mim!

Quer saber o que estou ouvindo? Me segue lá: https://open.spotify.com/user/12120567216

Tributos e homenagens: confira 18 músicas que são inspiradas em outros artistas e bandas

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Kurt Cobain e Flea

Homenagens e tributos são comuns no mundo da música, já que entre os artistas sempre surgem influências, amizades e a admiração à grandes músicos. São comuns os tributos aos que já se foram, como no clássico single de Elton John “Candle In The Wind”, que já foi lançada como homenagem à Marilyn Monroe e Princesa Diana. Mas também existem as canções que se originam da mais pura admiração. Reuni 18 canções que prestam homenagens a outras bandas e artistas:

Queen – “Life Is Real”
Homenagem a John Lennon

A música do disco “Hot Space” foi composta em homenagem a John Lennon. Ela emula diferentes estilos de música de Lennon, e as letras são principalmente sobre quando Freddie Mercury soube que John havia morrido.

Motörhead – “R.A.M.O.N.E.S.”
Homenagem aos Ramones

“R.A.M.O.N.E.S.” é uma homenagem do Motörhead aos Ramones. Presente no álbum de 1991 “1916”, a música cita nominalmente todos os membros da banda novaiorquina, inclusive Dee Dee Ramone e Tommy Ramone,  que já haviam saído do grupo na época. Os próprios Ramones regravaram a música depois, em uma “auto-homenagem”.

Zé Ramalho – “Para Raul”
Homenagem a Raul Seixas

Zé Ramalho queria ter gravado um disco junto de Raul quando este estava vivo, mas infelizmente não rolou. Quando ele foi gravar o disco-tributo “Zé Ramalho canta Raul Seixas”, fez “Para Raul”, a última faixa do disco, em homenagem ao cantor. A escolha de músicas para o disco foi bem difícil, já que Paulo Coelho não permitiu que nenhum das músicas em que ele fazia parceria com Raulzito entrassem. “Achei grotesco, sem elegância nenhuma. Mas não há como uma pessoa me interromper“, comentou Zé.

Yes – “The Messenger”
Homenagem a Bob Marley

Sim, é isso mesmo: o Yes gravou reggae. No disco “The Ladder”, de 1999, saiu a música “The Messenger”, uma homenagem do grupo de rock progressivo ao nome mais conhecido do reggae: Bob Marley.

Raimundos – “Joey”
Homenagem a Joey Ramone

Os Raimundos sempre prestaram todas as reverências possíveis aos Ramones, seus mestres e maior inspiração musical. Quando Joey Ramone morreu, em 2001, inspirou os discípulos (em seu primeiro disco sem Rodolfo Abrantes nos vocais, “Kavookavala”) a gravar “Joey”, uma canção ramônica que homenageava o vocalista da banda punk.

Puff Daddy (ou Diddy, ou qualquer que seja o nome que ele usa hoje) – “I’ll Be Missing You”
Homenagem a Notorious B.I.G.

Sean “Puffy” Combs aproveitou um sample de The Police e a perda de um de seus melhores amigos pra criar uma homenagem que o colocou no topo das paradas do Disk Mtv em 1997 . Detalhe: Sting não cobrou nada pelo sample, e Faith Evans, que canta o refrão, é exposa do falecido Notorious B.I.G.

Titãs – “As Aventuras do Guitarrista Gourmet Atrás da Refeição Ideal”
Homenagem a Marcelo Fromer

No primeiro disco sem nenhuma participação do guitarrista Marcelo Fromer, falecido em 2001, os Titãs gravaram uma música bonita e melancólica para homenageá-lo. Cantada por Paulo Miklos, ela fecha o disco “Como Estão Vocês”, de 2003.

Red Hot Chili Peppers – “Tearjerker”
Homenagem a Kurt Cobain

O Red Hot Chili Peppers fez turnê com o Nirvana em 1992, logo depois que seu guitarrista John Frusciante saiu da banda e caiu em um vício em heroína. A música homenageia Kurt Cobain, que se suicidou em parte graças ao vício e saiu no disco “One Hot Minute”.

Green Day – “Amy”
Homenagem a Amy Winehouse

“Eu não a conheci, só achei que foi uma perda muito trágica. O interessante é que como o disco tem um clima de festa, ‘Amy’ vem com um gostinho do que são as consequências dessa farra”, disse o vocalista Billie Joe Armstrong sobre a música para a revista Rolling Stone.

Ben Folds – “Late”
Homenagem a Elliott Smith

Ben Folds fez turnê com Elliott Smith em 1998, quando ainda estava com o Ben Folds Five. A letra fala de Smith e cita até suas habilidades no basquete. “Joguei com ele e o Beck uma vez”, disse, “e Elliott estava fazendo cestas como se não houvesse amanhã.”

Roger Daltrey – “Under a Raging Moon”
Homenagem a Keith Moon

“Under A Raging Moon” é um tributo de Roger Daltrey a Keith Moon, baterista do The Who que morreu em 1978. John Entwistle, baixista da banda, queria tocar esta canção em vez de “Won’t Get Fooled Again” no Live Aid de 1985. Como Pete Townshend discordou, Entwistle gravou sua própria versão da música em seu disco “Left For Live”.

Roberto Carlos – “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”
Homenagem a Caetano Veloso

A letra desta música é uma homenagem a Caetano Veloso feita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Foi composta quando Caetano encontrava-se no exílio, em Londres, para onde foi deportado em 1969 pela Ditadura Militar.

U2 – “Stuck In A Moment You Can’t Get Out Of”
Homenagem a Michael Hutchence

Bono escreveu esta sobre o suícidio de seu amigo Michael Hutchence, vocalista do INXS. A música é escrita na perspectiva do autor tendo uma discussão sobre o suícidio, em que ele tenta convencer Hutchence a não fazê-lo.

R.E.M. – “Let Me In”
Homenagem a Kurt Cobain

Esta música do disco “Monster” foi escrita após a morte de Cobain, que era fã do R.E.M. A banda ganhou muitas das guitarras do líder do Nirvana em 1994, dadas de presente por Courtney Love, e eles as usaram nesta música.

The Who – “Old Red Wine”
Homenagem a John Entwistle

Foi lançada na coletânea “Then and Now”, e usa um riff que chegou a ser tocado por Entwistle em seus últimos shows com o Who. Outra música que foi lançada na coletânea foi “Real Good Looking Boy”, uma homenagem à Elvis Presley.

The Queers – “Brian Wilson”
Homenagem a Brian Wilson

A música leva o nome de seu homenageado, o  maluquinho líder criativo dos melhores anos dos Beach Boys. “It’s a good thing, Brian Wilson / It’s a good thing we’ve got you around / It’s a good thing, Brian Wilson / ‘Cause you’ve got your feet on the ground”, diz a letra do grupo punk.

Só Pra Contrariar – “Tributo aos Mamonas”
Homenagem aos Mamonas Assassinas

Logo que os Mamonas Assassinas morreram no trágico acidente de 1996, surgiu esta homenagem de um grupo que não poderia ter menos a ver com o quinteto de Guarulhos: o Só Pra Contrariar. A música chora a perda dos Mamonas em uma balada triste.

Foo Fighters – “Friend Of a Friend”
Homenagem a Kurt Cobain

Escrita primeiramente quando Kurt Cobain ainda estava vivo, em sua demo com o codinome Pocketwatch “Late!”, Dave Grohl fala sobre Cobain e Krist Novoselic e suas impressões ao entrar no Nirvana. Mais tarde, ele gravou a música novamente no disco “In Your Honor”, dos Foo Fighters.

O trio Tits, Tats and Whiskers leva o rock alternativo dos anos 90 de volta à cena underground do Japão

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Tits, Tats and Whiskers

Uma banda formada por um italiano, um americano e uma filipina está fazendo barulho na cena underground do rock no Japão. Quase uma convenção da ONU rocker. O trio Tits, Tats and Whiskers lançou em maio seu segundo disco, “Laugh, Dance & Cry” e está em turnê tocando seu som cheio influências do rock alternativo dos anos 90.

Formada por Ponzi (o americano) na guitarra e vocais, Mattia (o italiano) na bateria e Astrid (a moça das Filipinas) no baixo e vocais, o Tits, Tats and Whiskers lançou seu primeiro disco, “All The Things”, em 2014, e desde então não parou mais. Segundo Mattia, a intenção do trio é se divertir e continuar tocando sua música com alma e inspiração orgânicos, sem influências externas que possam “dar dinheiro” mas tirar a alma da música do trio multicultural.

Conversei com os três sobre sua carreira, a cena de rock no Japão e o novo disco, “Laugh, Dance & Cry”:

– Como a banda começou?

Mattia: Nos encontramos por acaso em um bar de arte em Tóquio (que infelizmente não existe mais) em uma exposição de arte do Ponzi (Guitarra e Vocal da banda). Uma jam, algumas bebidas e longas conversas lá levaram a um encontro no parque no dia seguinte com nossos instrumentos para fazer música. Lá, a química entre nós era tão forte que acabou nos inspirando a tentar alguns covers em entrar em um estúdio real logo depois. E agora, depois de 4 anos, ainda estamos juntos e estamos felizes por termos lançado nosso segundo álbum no dia 16 de maio.

– E de onde tiraram o nome Tits, Tats and Whiskers?

Astrid: Antes disso, tínhamos pensado em vários nomes bobos envolvendo cabras e amor. Até que um dia, enquanto tomávamos algumas cervejas, um amigo sugeriu Tits, Tats & Whiskers. É perfeito e representou nossos traços mais proeminentes: um toque feminino, arte corporal e pêlos faciais. Todas as coisas que nós amamos encarnar e exibir. Vamos viver (e soar) sempre como este nome.

Tits, Tats & Whiskers

– Como vocês descreveriam o som da banda?

Ponzi: Acho que estamos um cruzamento entre a psicodelia dos anos 60 e 70 e início e o rock alternativo dos anos 90. No entanto, nunca iremos nos limitar a qualquer som, então podemos amanhã soar como uma banda de eletrônico se decidirmos que queremos ir por esse caminho. Porém, tenho a certeza que isso não vai acontecer…

– Quais são suas principais influências musicais?

Mattia: Difícil dizer… o que eu gosto vai do clássico ao rock, da world music ao ambient, do funky ao jazz e assim por diante… Mas se eu tiver que dizer a minha opinião sobre as influências do TT&W provavelmente seria o rock dos 90’s, talvez com algum elemento da década de 70 também.

Astrid: Quando criança, eu cresci com Abba e um pouco de música country. Então, eu aprendi também um pouco de música clássica. Finalmente descobri rock. Estou presa na geração rock alternativo dos anos 90. Minha maior inspiração continua a ser o Foo Fighters. Também eu escolhi ouvir um monte de artistas do sexo feminino: Alanis Morrissette, Sarah McLachlan, Bjork, The Gathering e assim por diante. Nesta banda, estamos definitivamente inclinado para o rock e o blues.

Ponzi: Qualquer música que tenha alma. Eu não acho que é uma ótima idéia para limitar-se a qualquer influência particular pra ouvir música. As pessoas que fazem isso limitam-se de experiências possivelmente impressionantes.

– Me contem um pouco sobre o novo disco, “Laugh, Dance & Cry”.

Ponzi: O novo álbum é tão orgânico quanto poderíamos produzir na quantidade de tempo que fizemos. Nós tínhamos tocado quase todas as músicas do disco ao vivo por um ano antes de gravá-las no estúdio, então elas já haviam sido tão definidas e alteradas com o tempo que já estávamos muito confiantes nelas.

– Como é o processo de criação de vocês?

Astrid: O parque, o estúdio, o oceano, a própria mente. Quando alguém surge com uma idéia, nós trazemos para o estúdio e todos nós contribuímos para compor a canção inteira desde as peças básicas até a estrutura e os “enfeites”. Nós ensaiamos cada música (e também os sets) durante várias horas a cada semana até que estejamos satisfeitos com eles.

Tits Tats & Whiskers

– Como é a cena do rock no Japão hoje em dia?

Mattia: Cena do rock? Hmmm… Bom, eu diria que a cena underground do rock em Tóquio é muito boa. Há algumas bandas muito boas rolando. Outra coisa boa sobre a cena underground de Tóquio é que todo mundo ajuda uns aos outros, é uma espécie de uma família. Muito, muito boa sensação.

– Quais são os maiores desafios de ser uma banda independente no Japão?

Astrid: Sobreviver com a sua música. É tão difícil convencer as pessoas a comprar uma música por $1, enquanto eles compram lattes de $5. Se alguém sabe como superar esse problema, eu sou toda ouvidos.

Astrid, do Tits Tats & Whiskers

– Se vocês pudessem fazer QUALQUER cover, qual seria?

Mattia: Bem, nós tovamos “The Letter” (a versão do Joe Cocker), mas, se eu tivesse que escolher um outro cover que eu gostaria de fazer, hmmm … Eu não posso decidir, isso muda direto. Realmente não posso responder.

Astrid: Eu iria escolher uma música que eu gosto, mas que também seja desconhecida para o mundo. Algo como “Arise” do Wolfgang, uma banda local de meu país.

Ponzi: Como o Mattia disse, a única música de que fazemos cover atualmente é “The Letter”. Fazemos a versão Joe Cocker mas a original é dos Box Tops.

– Recomendem bandas que chamaram a atenção de vocês ultimamente (especialmente se forem independentes)!

Tits, Tats and Whiskers: De longe, e com todo o respeito, a banda mais influente para nós é banda Kinlay. Eles foram, na verdade, os primeiros a confiar em nós e nos convidar para tocar ao vivo. Eles estão tocando fazem alguns anos em Tóquio e continuam a inspirar músicos por aqui. Nós, os estrangeiros, são minoria aqui, isso é um fato. Então, músicos estrangeiros tendem a se encontrar nos mesmos locais, quer queiramos ou não. Isto é nos une e nos encoraja a apoiar uns aos outros até todos cresçam e se tornem mais felizes. Nós encontramos muitas bandas, estrangeiras e locais. Mas não importa de onde viemos: nós apontamos para o mesmo objetivo, de tocar as pessoas com a música. Esta generosa intenção não é tão comum, é por isso que aprecio e respeito todas as bandas com que tocamos. No entanto, existem muitos para mencionar e nós podemos entrar em uma situação meio embaraçosa se esquecermos algum nome, então recomendamos verificar a lista de lineups dos eventos em que tocamos. Tiramos o chapéu para todos aqueles que tocam com o coração. Você sabe quem você é.

Ouça “Laugh, Dance & Cry” no Soundcloud da banda:

T-Shirtaholic – Footos, John Frusciante e Justin Bieber nu com a mão no bolso

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Camiseta Foo Fighters

Se você acompanha a carreira de Dave Grohl desde o começo, deve lembrar que o clipe de “Big Me”, um dos hits do primeiro disco dos Foo Fighters, já era engraçadinho e mostrava o cara ainda com aquele visual ~baterista do Nirvana~ fazendo uma paródia de um comercial de Mentos com a marca da banda, o “Footos – The Fresh Fighter”. Agora você pode ter essa refrescante sensação estampada no peito!

Camiseta Foo Fighters

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Fãs de John Frusciante adoram o terceiro disco do ex-guitarrista do Red Hot Chili Peppers e geniozinho musical. “To Record Only Water For Ten Days” é o primeiro disco solo do cara depois de seu retorno ao RHCP em “Californication” e tem a capa azul que estampa essa camiseta da Sound & Vision.

Camiseta John FruscianteQuanto? R$ 60,00
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Onde acho mais disso? Sound & Vision


A imagem de Justin Bieber peladão surgiu semana passada no Instagram e ~quebrou a internet~. O moço depois se arrependeu e apagou a imagem, mas ela fez bastante sucesso e já virou camiseta da Vandal pra quem curtiu a bundinha do cantor de “Baby”.

Camiseta Justin Bieber

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Conheça o pop de arena bombástico dos suecos do Hurricane Love (que estão loucos para visitar o Brasil!)

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Os suecos do Hurricane Love já se apresentaram no Brasil. Pela internet, é verdade, mas já. Assim, eles conquistaram muitos fãs no país, fazendo um show pela plataforma ClapMe em 2014, sendo a primeira banda a fazer uma apresentação internacional utilizando este formato.

No começo deste ano, eles lançaram seu primeiro EP, auto-intitulado, com cinco músicas (“Free Ticket”, “Blind Deaf & Dumb”, “Paradise”, “You Are The Sun” e “Only Human”). O grupo de Malmö, formado por NinaRasmusJohanna, TobiasMagnus e Robin, atualmente está fazendo shows e compondo músicas para seu próximo lançamento, ainda sem data para acontecer. Pra quem gosta do som do Mumford & Sons, recomendo muito a audição dos singles “Nowhere To Go” e “Free Ticket”, como eles mesmo definem em sua página do Facebook, um “pop de arena” muito bem construído e com múltiplos vocais diferentes, dando mais vida ao som.

Conversei com Rasmus sobre a carreira da banda, as agruras de ser uma banda independente e o amor que eles recebem dos fãs brasileiros:

– Como a banda começou?

A maioria dos membros da Hurricane Love já toca junto faz alguns anos, mas 3 anos atrás, quando eu entrei na banda, sentimos que realmente tínhamos algo interessante! Desde então estamos trabalhando duro em desenvolver nosso som, fazendo shows e ficando melhores juntos.

– Me conte um pouco sobre o EP que vocês acabaram de lançar.

Nós esperamos um tempão para lançar essas músicas e estamos muito felizes que elas finalmente estão disponíveis! O EP contém 5 músicas – “Free Ticket”, “Blind Deaf & Dumb”, “Paradise”, “You Are The Sun” e “Only Human”.

– Quais são suas principais influências musicais?

A vida! Bom, musicalmente, somos influenciados por bandas como Sigur Rós e Coldplay!

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– Vocês são outra banda ótima vinda da Suécia. O que acontece por aí que ajuda tanta bandas incríveis a nascerem?

Essa é difícil de responder, na verdade… A Suécia é um país com invernos muito escuros e verões ensolarados. Quando o inverno chega todos ficamos deprimidos e quando vem o verão nos sentimos incríveis, a música é o alimento que ajuda a expressar estes sentimentos e emoções!

– Me falem um pouco sobre o que vocês já lançaram.

Nossa discografia é muito recente. Lançamos nosso single de estreia, “Nowhere To Go”, no outono de 2014. Este ano lançamos o single “Free Ticket”, que está no nosso EP “Hurricane Love EP”. A maioria das músicas que lançamos foram escritas muitos anos atrás, então estávamos esperando a chance de gravá-las e lançar. E finalmente conseguimos!

– Como é o processo criativo de vocês?

Normalmente começamos com uma melodia e alguns acordes básicos e então construímos a música durante os ensaios. É um processo que pode durar um dia ou semanas (ou até meses). Algumas músicas apenas acontecem e outras precisam ser trabalhadas e batalhadas. Algumas apenas não funcionam e são jogadas fora.

– Quais são os maiores desafios de ser uma banda independente hoje em dia?

É difícil atingir novos fãs quando você não tem uma quantia enorme de dinheiro pra colocar em assessoria. Também é muito difícil se manter otimista e com a energia alta quando você não tem dinheiro para pagar as contas vindo da música. Você precisa de outro emprego para pagar as contas e também tem a música, que leva bastante tempo e esforço. Você pode esquecer ter finais de semana de folga ou tirar um para viajar ou descansar.

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– Onde você gostaria de ver a carreira do Hurricane Love em 10 anos?

10 anos é bastante tempo. Muitas bandas nem ficam juntas por tanto tempo, mas espero que nós fiquemos. Queremos muito sucesso viajando e tocando por todo o mundo em grandes palcos. Fazendo shows em Wembley e Copacabana. 😉

– Me diga algumas músicas e bandas novas que chamaram sua atenção recentemente.

Hozier, “Take Me To Church” é algo novo pra mim. Também gosto de artistas suecos como Laleh e The Tallest Man On Earth.

– Podemos esperar uma visita de vocês ao Brasil algum dia?

Adoraríamos. Temos muitos fãs aí no Brasil e seria sensacional fazer um show para eles e retribuir todo o amor que eles nos mandam!