“Por sorte sempre vai ter alguém pra dar vazão aos sentimentos”, conta Cyro, da menores atos, em entrevista

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O trio carioca menores atos. (Foto por: Fernando Valle).

O trio carioca menores atos lançou no último dia oito de julho o segundo disco da carreira “Lapso”, que foi bem recebido pelo público, confirmando a banda como uma das proeminentes do atual rolê do rock nacional.

Mais maduros, musicalmente ou pessoalmente, os caras buscaram em suas experiências de vida, moldes e conexões para lançar o novo trampo, tentando montá-lo com outras conexões, outras partes e peças.

Cyro Sampaio, o vocalista e guitarrista da banda, trocou uma ideia com o Crush em Hi-Fi e conversou sobre o novo álbum e sua produção, interação com os fãs e as mudanças que são inerentes.

– 4 anos foi o tempo entre “Animalia” e “Lapso”. Vocês parecem gostar de lançar os discos em ano de Copa do Mundo. Depois do 7×1, assim como a seleção, o que mudou e evoluiu desde então para o novo álbum?

Foram 4 anos tocando bastante, mas principalmente vivendo as nossas vidas; e tudo que rolou nesse meio tempo foi essencial pra gente construir o novo disco. Acho que o “Lapso” é um disco de certa forma mais maduro, principalmente musicalmente. A gente continua fazendo música como antes, mas acho que as peças agora se encaixam de uma maneira um pouco diferente. Eu amo o “Animalia” e tudo que ele trouxe, e o “Lapso” também traz essa carga emocional forte, que é uma das nossas principais características, naturalmente.

– A parceria com a Flecha Discos, além de vocês, incluindo Zander, Chuva Negra e Bullet Bane, resultou no quê para o Lapso?

Resultou no melhor trabalho de produção e gravação com o qual a gente já teve contato. Conseguimos fazer tudo de acordo com o planejado e atingimos o resultado que a gente esperava.

– Gabriel Zander foi quem gravou, mixou e masterizou o álbum. Vocês já o conheciam antes do rolê da Flecha? Como é a experiência de gravar com ele, em estúdio?

A gente já se conhece há muito tempo, na verdade. O “Animalia” também foi feito com ele e mesmo antes disso já éramos amigos e já tínhamos trabalhado juntos em outros projetos. Na real, não imagino a gente gravando com outro profissional. Pro Lapso, ainda contamos com a produção minuciosa do Gabriel Arbex, que esteve com a gente desde o início.

– A galera e o público que interagem com vocês parecem ser tanto um percentual novo na cena quanto um público contínuo a ela desde os anos 2000. Como vocês acompanharam essas mudanças dentro do cenário do rock brasileiro?

A música – e o rock, especialmente – é um lance muito forte pra algumas pessoas. A idade pode chegar, os meios podem mudar, o estilo musical que conversa mais com o público também, mas “É sempre amor, mesmo que mude”, já dizia o Bidê ou Balde em 2004. Sempre vai rolar, sempre vai ter alguém pra se identificar, e por sorte sempre vai ter alguém pra dar vazão aos sentimentos.

– Fotolog; My Space; Orkut e agora Facebook, Twitter e Bandcamp. A forma não só de falar com o público mudou como também a forma de “vender o peixe”. Como lidam com esse diálogo mais direto e recíproco entre artista/banda e público?

Então, tá tudo sempre mudando, a gente vai se adaptando, mas pra quem vem do underground o diálogo sempre foi mais direto mesmo, a gente conhece grande parte dos nossos fãs e faz questão de sempre se fazer presente. A troca de energia no show continua sendo o principal, as redes sociais só ajudam a espalhar as informações de uma maneira mais rápida.

– Vai rolar turnê com o “Lapso”? Sei que vocês estão confirmados em festivais em junho/julho, mas vai ter uma leva de shows própria de lançamento?

Vai rolar turnê sim, já estamos fechando as datas. Por enquanto:

05/7: Teatro da UFF_Niterói
13/7: Imperator_Rio de Janeiro
28/7: Circadélica_Sorocaba
11/8: Festival CoMA_Brasília
12/8: Matriz_Belo Horizonte
19/8: Locomotiva Festival_Piracicaba

O novo álbum da menores atos, “Lapso”, já se encontra nas plataformas de streaming, como Spotify, Deezer, entre outros.

RockALT #16 – Stolen Byrds, Flecha Discos e The Amazon

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RockALT, por Jaison Sampedro

Nas ultimas semanas viajei para fora do Brasil aproveitando umas férias que tirei na marra com o propósito buscar inspiração, referencias e equipamentos novos para melhorar a qualidade de gravação do RockALT. O destino escolhido foi a cidade de Nova York, cidade que foi berço para diversas bandas das quais eu gosto como Ramones, Dead Boys, Blondie, Beastie Boys, Sonic Youth, Strokes… a lista é gigantesca.

A cidade, assim como São Paulo, tem uma cena extremamente efervescente e inúmeros jovens saem de suas cidades em busca de uma carreira musical de sucesso. O sonho é lindo, mas poucos conseguem realiza-lo, e o que vi durante os 11 dias que passei na cidade é bem parecido com o que acontece no Brasil. Uma coisa que me impressionou é que quase todo bar tem um espacinho para os artistas fazerem shows, algumas casas tem até dois palcos para tocar gêneros diferentes. Em uma área do bairro de Lower East Side tem um bar do lado do outro, e aí vai de acordo com o freguês que tipo de som ele quer escutar.

Pena que o tempo passou muito rápido e mal tive tempo de ir nos bares que planejei e nos últimos dias de viagem descobri que Charles Bradley iria tocar em uma casa de shows no Brooklyn, apesar do esforço não consegui os ingressos e fiquei chupando o dedo, fui embora pra casa com os equipamentos na mala e a cabeça cheia de ideias, que espero por em prática o quanto antes.

Mas essa coluna não é só pra falar sobre essa breve experiência de férias, tenho a obrigação de falar sobre algumas coisas que escutei recentemente e quero recomendar para você, caro leitor.

Stolen Byrds
O grupo de Maringá/PR acabou de lança um álbum maravilhoso! A primeira vez que escutei estava no trabalho e assim que a primeira musica chamada “Jetplane” começou a tocar vi as cabeças dos meu companheiros de trabalho virando para a tela do meu computador e me perguntando o que eu estava escutando. Sem duvidas esse é um dos melhores álbuns que escutei esse ano!

Flecha Discos, Vol. 1
Não existe forma melhor de conhecer novos trabalhos e bandas como em coletâneas! Foi assim com “Grito Suburbano”, “SUB” e outras coletâneas que marcaram a cena musical. Foi assim que conheci a banda carioca menores atos, que faz parte da coletânea “Flecha Discos, Vol.1” junto com outras bandas como Zander, Chuva Negra e Bullet Bane. A Flecha Discos assim como diz o site é “uma gravadora independente e um coletivo de bandas que mira seu alvo em produção e distribuição de música, organização de shows e turnês, além de estimular a atividade cultural em suas diversas formas”. Espero que mais coletivos como esses floresçam e que venham mais coletâneas pra fazer história.

The Amazons
Outra banda que lançou álbum recentemente foram os britânicos do The Amazons. O disco homônimo foi lançado no dia 26 de maio e a imprensa do Reino Unido até agora tem reagido bem ao disco de estreia. O site da famosa revista NME e o jornal The Independent e até a BBC Radio 1 colocaram o grupo nas lista do que se deve escutar em 2017. E agora eu tenho a obrigação de lhe pedir o mesmo!

Curtiu a coluna? Então não deixe de escutar o programa do RockALT toda a quinta-feira às 21h na www.planetmusicbrasil.com.br, seguir a playlist da coluna no Spotify: https://goo.gl/lXZ69x e confira nossos mais de 100 programas disponíveis no link: www.mixcloud.com/rockalt/