Construindo Arnaldo Tifu: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o seu som

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o rapper Arnaldo Tifu, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Pepeu“Nome de Meninas”
Foi um dos primeiros rap que escutei na vida, e pelo fato das rimas serem genuínas é simples incentivou a brincar de fazer rima e estimulou, uma grande referência.

Racionais MCs“Fim de Semana no Parque”
Esse som veio como as vozes das periferias, narrando características fortes do cotidiano. Quando eu escutava essa música e olhava pro bairro, eu via tudo que a música falava: a descrição, a base e a poesia forte, representatividade.

Consciência Humana“Tá na Hora”
Esse rap me ensinou que eu poderia falar do meu bairro, foi uma referência que incentivou fazer rap também, me influenciou a escrever meus primeiros versos.

MC Cidinho e Doca – “Rap da Felicidade”
Esse funk, além da batida miami bass que parece um sampler do Afrika Bambaata da música “Planet Rock”, tem a voz forte que clamava por paz nas favelas. Na época em que foi lançado a linguagem simples e batida dançante contagiou a juventude das favelas do Brasil, e pra nós não poderia ser diferente.

Kool Moe Dee“Go See the Doctor”
Lembro das festinhas de garagem, da casa de máquina do Dudu tocando os flashback e os flash raps que bombavam… O Dudu me deixava limpar os discos em troca de uma ficha e uma Tubaína e ficava me falando como eram os bailes do Clube House e ensinando como eles dançavam em passinhos.

Tim Maia“Ela Partiu”
Música que me ensinou o que era o sampler, por que a primeira vez que ouvi os arranjos desse som foi na música “Homem na Estrada” dos Racionais. Depois que eu escutei Tim Maia entendi como podia se fazer rap através do sample e a importância que o rap tem em resgatar músicas através da arte de samplear.

Raul Seixas“Maluco Beleza”
Meu pai curtia bastante as músicas do Raul, ele tinha várias fitas K7 e sempre colocava essa música em alto e bom som pra gente escutar e cantar, e depois usei as fitinhas tudo pra gravar rap (risos).

Fundo de Quintal“Amor dos Deuses”
Vim do berço do samba e essa música a gente já tocava desde pivetinho nas rodas de samba com meus primos e lideradas pelo meu tio avô, o Tio Cido, que já fazia a gente empunhar um balde, um prato ou uma frigideira pá tocar um samba. Já naquela época a gente ficava encantado com a poesia desse samba.

Facção Central“Artista ou Não?”
Rap de mensagem forte me ensinou desde a primeira vez que eu escutei a identificar o rap como arte.

Rage Against the Machine“Killing In The Name”
Vixi! Essa música marcou meus circuitos de skate, quando tava na febre e ia correr os campeonatinho, já pedia pro DJ tocar essa. Já até me aventurei em cantar numa banda cover do Rage e Beastie Boys (risos).

Planet Hemp“Mantenha o Respeito”
Teve uma época que o hardcore ficou bem forte na minha vida, principalmente com o surgimento de bandas nacionais com a pegada do rap e do rock. O Planet foi muito significante nesta época, foi a época que comecei a ficar mais cabeção no skate e sair mais do bairro pra curtir com outras quebradas e dialogar com diferentes tribos.

Fugees“Killing Me Softly”
A voz feminina do rap/R&B forte e representativa demais, marcou minha vida apaixonado em escutar as música dessa mulher.

Wu Tang Clan“Triumph”
Abriu minha mente pra prestar atenção nos diversos modos de se versar num rap, cada um rimando nessa banca com suas peculiaridades e o boom que foi quando surgiu o Wu Tang, nós curtimos muito.

Criolo“Ainda Há Tempo”
Ainda quando o Criolo era doido, vi um show dele e quando ele cantou essa música ele se emocionou e comoveu o público que estava presente no evento, cerca de umas 70 pessoas. Mas o sentimento e a verdade versados nessa música foi impactante, foi um hino pra minha vida.

Cassiano“Onda”
Música que hipnotiza, mais instrumental e realmente parece que a música é o oceano em movimento, uma das música que me trazem paz.

Herbie Hancock“Chameleon”
Original funk, este groove me inspirou a criar vários versos, levadas e flows, pra mim uma aula. É inspiração e toda vez que escuto fico com vontade de criar.

Arnaldo Tifu“Simplicidade”
Essa música minha é uma obra pela qual eu tenho muito carinho, acho que eu consegui transmitir a simplicidade que vivo no meu cotidiano e que eu almejo para as pessoas do mundo.

Thaíde e DJ Hum“Afro Brasileiro”
Tá aí uma música que me ensinou sobre a minha descendência, orgulho, alto estima e luta.

John Coltrane“Blue Train”
Essa música é sensacional, tipo um teletransporte. Me inspirou a criar alguns personagens, uma nova maneira de explorar a música e introduzir isto no meu universo criativo.

Emicida“Triunfo”
Esse som foi as vozes das ruas da minha geração no rap. Quando Emicida lançou e estourou com este som, me mostrou a possibilidade de fazer a parada acontecer de verdade, pela vitória e pelo triunfo. E como vivíamos todos bem próximos nas rodas de rima de freestyle, esse som foi um hino pra nós. Emicida provou que é possível. E essa música marcou!

Reunimos uma porrada de gente pra eleger as melhores músicas nacionais e internacionais de 2016

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Melhores de 2016

Chegou aquele momento do ano em que todo mundo faz suas listas, retrospectivas e tentamos eleger o que aconteceu de melhor nos últimos 365 dias. Aqui no Crush em Hi-Fi eu preferi deixar a tarefa de escolher os grandes sons de 2016 com os próprios músicos, jornalistas, produtores e apaixonados por música. São mais de 50 pessoas que nos contaram quais foram os grandes sons nacionais e internacionais deste conturbado ano.

Na música nacional, Carne Doce, O Terno e Jonnata Doll e os Garotos Solventes foram os mais lembrados pelos entrevistados, enquanto David Bowie, Angel Olsen e Descendents foram os artistas estrangeiros que mais mexeram com o coração das mais de 50 pessoas consultadas. Confira as escolhas e sigam as playlists dos Melhores do Ano 2016 no Spotify do Crush em Hi-Fi!

Gustavo Cruz (Minuto Indie)

Quarto Negro “Filhos do Frio”
Conheci essa banda no projeto Orange Sessions e simplesmente me apaixonei. Respeito o trabalho deles e garanto que se você ainda não conhece, vai viciar.

Lorn“Acid Rain”
Não sei se são independentes, mas conheci recentemente e não consigo parar de ouvir. É a banda que resume o que gosto de encontrar sonoramente. Boa pra vários tipos de vibes.

Jaison Sampedro (RockALT)

Mustache & os Apaches“Time Is Monkey”
Embora eu esteja quebrando um pouco o protocolo, vou me aproveitar de uma falha técnica e falar de um álbum que foi lançado no final de dezembro do ano passado. E embora seja uma banda um tanto conhecida (isso se você dá uns rolês na Av. Paulista) acho que vale muito a pena dar uma conferida no Mustache & os Apaches. A saída do estilo acústico fez muito bem ao grupo paulistano formado em 2011. Com um estilo meio
bluegrass e folk rock, o seu mais recente álbum “Time Is Monkey” tem um som muito divertido, agradável e
descompromissado de se ouvir, algo que na minha opinião ganha uma pontuação elevado em meio a um monte de bandas que se levam a serio de mais e são um tédio completo quando se escuta. Por isso escolho essa banda, em um ano tão desgraçado como o de 2016, nada melhor do que uma banda festiva, alegre e descompromissada.

Sheer Mag“Can’t Stop Fighting”
Acredite em mim, Sheer Mag é do caralho! E sabe por que eu digo isso? Porque essa banda é a mais perfeita combinação do rock dos anos 70 com o estilo e a atitute punk. Formada na Philadelphia no ano de 2014 o grupo lançou até agora três EPs com 4 musicas cada, e não seria exagero dizer que todas, sim eu disse TODAS são muito boas. Vou focar no EP de 2016 o EP “III 7” já que o texto se trata das melhores do macabro ano de 2016, a musica “Can’t Stop Fighting” trata de violência contra mulheres na cidade de Juarez e a exploração econômica e trabalhista da região, é ai que entra atitude punk, as criticas são certeiras e o som é um power pop repleto de riffs que imediatamente te fazer lembrar Thin Lizzy. Outra musica que vale a pena conferir é “Nobody’s Baby”, a ultima canção do álbum, que mostra um pouco da realidade da vocalista Christina Halladay, descrevendo as suas desilusões, decepções e exclusão social em sua adolescência. Por mais que esses temas pareçam sérios, Sheer Mag é uma banda extremamente dançante e quando você escuta pela primeira vez não vai conseguir tirar da cabeça.

Joyce Guillarducci (Cansei do Mainstream)

Vitreaux“Eu Vi Um Beatle Outro Dia”
A também estréia da banda paulista Vitreaux, que é formada por Lucas Oliveira, Guib Silva, João Rocchetti e Ivo Liberato. ‘Pra Gente Poder Passear’ foi lançado em Maio e é um álbum belo que traz notas dosadas de romance, humor e psicodelia. E já que eu não perco oportunidade de fazer uma referenciazinha à Beatles em quase tudo que eu escrevo / falo / penso / respiro, indico a faixa ‘Eu Vi Um Beatle Outro Dia’ para quem quiser conhecer a face mais beatlesca e divertida da Vitreaux.

The Claypool Lennon Delirium“Captain Lariat”
O álbum de estréia da dupla The Claypool Lennon Delirium, formada por Les Claypool e Sean Lennon. ‘Monolith of Phobos’ foi lançado em Junho desse ano e oferece 11 faixas que unem o melhor dos mundos dos 2 músicos: a pegada teatral e o característico baixo de Claypool com a lisergia de Lennon. A faixa ‘Captain Lariat’ é uma de minhas favoritas e resume bem a vibe do álbum.

Marky Wildstone (Wildstone Productions)

Marco Butcher“The Needle”
Primeiro single do álbum solo do Marco Butcher, essa música prova a maturidade que este cantor, guitarrista e compositor atingiu e para onde o garage rock de outras épocas o levou. Com a promessa de uma turnê pelo Brasil em 2017 aguardo ansiosamente para vivencia-la ao vivo, em shows.

The Dirty Coal Train“Heat Spike Sputterin”
Sou suspeito para falar desta banda, já que produzi e toquei com eles na Europa e no Brasil neste ano, mas essa faixa do álbum “Super Scum”, lançado em Março pela Groovie Records de Portugal é simplesmente incendiária, tanto em seu registro de estúdio quanto na performance visceral que a Beatriz apresenta-a em apresentações ao vivo.

Zé Menezes (Thrills and The Chase)

Sabotage“Superar”
Coloca o fone, sai andando e dá o play. Vai estar respondido.

Motosierra“Buzo Nuevo”
Motosierra pesado, sujo e dançante, sim.

Ariel Machado (Incesto Andar)

Raça“Garras”
Pra mim o “Saboroso” é o disco do ano absoluto em escala nacional. Todas suas músicas são hinos, acabei elegendo “Garras” entre todas elas levando o ao vivo como critério. Um dos melhores shows que vi no cenário independente nos últimos tempos. Menos de dois minutos de música conseguem representar toda intensidade e pessoalidade desse segundo álbum. Os novos teclados, sintetizadores e outros elementos adotados enfatizam a mudança desde os registros anteriores. Raça é a maior banda de ‘dream emo’ desse país.

DIIV“Mire (Grant’s Song)”
Umas das muitas favoritas do “Is This The Are”, segundo disco da banda lançado em fevereiro. Sou fã desde o “Oshin” (2012), mas fui pescado de vez pelas melodias desse último álbum. A banda de fora que mais ouvi durante o ano. Por baixo dos riffs e coros de microfonia, Mire é guiada pela voz murmurada do Zachary Cole. Como se o Sonic Youth flertasse com o My Bloody Valentine.

Dija Dijones (Loyal Gun, Chabad, Penhasco, O ApátridaSchwarzenbach)

Jonathan Tadeu – “Ninguém Se Importa”
Essa foi difícil. Comecei a acompanhar com mais afinco algumas coisas de música brasileira e rap e muita coisa formidável foi lançada. Howlin’, Sinewave, TranstorninhoDinamite, Bichano e muitos outros selos lançaram muita, mas muita música acima da média. Me vi em inúmeros dilemas na hora de escolher uma única música e, no fim, acabei optando por não ser nepotista ao escolher uma canção de alguma banda da Howlin’ (selo do qual faço parte, mas ainda sim, recomendo os trabalhos que Gomalakka, Chalk Outlines, Blear, Bufalo, Poltergat e In Venus lançaram neste ano) e nem bairrista, escolhendo algo paulista, e “Ninguém Se Importa”, de Jonathan Tadeu acabou sendo a minha escolha. O disco, “Queda Livre”, deveria ser figurinha fácil em qualquer lista de melhores do ano em âmbito independente. As melodias são belíssimas, os arranjos de muito bom gosto e as letras de dilacerar os corações incautos e “Ninguém Se Importa” é dos grandes cartões de visita do rapaz. Jonathan Tadeu é o Lô Borges da nossa geração.

The Hotelier“Goodness Pt. 2”
“Home Is Like Noplace is There”, do The Hotelier, é um dos meus discos favoritos lançados nesta década. “Goodness”, o sucessor dele lançado neste ano, ao meu ver e ouvir, não o iguala em qualidade, mas trouxe essa canção primorosa: “Goodness Pt. 2”. Essa canção deve ter sido a canção internacional que eu mais ouvi neste ano. O que mais fascina nesta composição é sua estrutura: a bateria inicia os trabalhos com ritmo firme e serve de suporte para uma linha vocal que parece uma súplica; logo, uma guitarra, aparentemente dissonante, faz contraponto até que a segunda guitarra e o baixo dão forma à harmonia e, a seguir, a banda vai apresentando variações disso, até voltar para a bateria
pulsante do início. Fico extasiado quando a história de uma música é contada também no arranjo, não apenas na letra. E “Goodness Part. 2” é um excelente exemplar desta ideia de composição.

Raf F. Guimarães (músico, compositor)

Raf F. Guimarães e Amigas de Plástico“A Última Crisálida do Outono Estará Presa em uma Estrela”
Megalomania? ÓBVIO, mas pelo menos eu sou honesto… Acredito que dentro trabalho que eu estou desenvolvendo, esta música tenha tudo para ser um ótimo cartão de visitas, apesar de estar o mais longe possível do conceito de “single”. A dinãmica dela evolui de forma incrível e eu mesmo me espanto
com o que eu consegui fazer em termos de “dinâmica vs. orquestração”…É absurdo o número de pessoas que me abordam dizendo como que foram pegos com um frio no estômago com uma letra tão especificamente particular a mim…enfim, acho que em termos de composição essa canção é uma daquelas que você
escuta e pensa “putaqueopariu, isso está em OUTRO nível de realidade.

Wolvserpent“Aporia:Kãla:Ananta”
Atualmente, o Wolvserpent é uma das poucas bandas que me fazem ainda entender entender música como Arte. Para quem acompanha o trabalho do duo é mais que claro que eles conseguiram ir além do limite que já tinham alcançado. Para mim, este trabalho vai além de qualquer definição de sub-gêneros na música em que o projeto já foi “rotulado”: ele vai além do drone, do doom, do ambient e do extreme metal. Ele me remete diretamente à mesma ruptura que Strauss e vários outros compositores da 2a Escola de Viena estavam
interessados…

Rafael Chioccarello (Hits Perdidos)

Pollux & Castor“Bruxa do Mar”
Um ano um tanto quanto apocalíptico e cheio de acontecimentos que levaram muitos a perder um pouco da esperança na humanidade: precisava de uma trilha sonora a altura. “Bruxa do Mar” tem uma atmosfera que te remete ao bandas como The XX e Real Estate mas sem esquecer do pós-rock de grupos como Mogwai e Sigúr Ros. As guitarras te levam para outra atmosfera, talvez para as profundezas do mar onde a bruxa se abriga. E ela vem para te buscar com a força da correnteza. O post-hardcore também mostra a força e a fúria do contraste entre o instrumental quase ambient indo de encontro com as guitarradas violentas e viscerais. É o transbordar do copo cheio… A ambição acaba se tornando uma forte ressaca da tormenta proveniente da desilusão.

The White Lung“Death Weight”
Não é difícil ver o White Lung nas principais listas de fim de ano. Mas eu creio que também pelo discurso firme de empoderamento feminino. Se as Coathangers são uma banda que tem subido em qualidade, eu acredito que a White Lung já chegou lá. Prova disso que a Domino Records ao perceber isto em 2014 integrou elas ao casting. E os temas são diversos, desde brigas dentro do lar com seu parceiro a distúrbios alimentares. É um papo reto de mina para mina. Achei foda.

Amanda Mont’alvão (Sounds Like Us)

Huey“Adeus Flor Morta”
Não vou negar minha parcialidade na escolha de uma música do Huey (risos), mas é que “Adeus Flor Morta” sintetiza, sonoramente, os humores de 2016. Que tempos conturbados, sufocantes e que demandam urgência! Mas a resposta não é a velocidade, mas sim, a possibilidade de pausa e contemplação. E o metal instrumental de “Adeus Flor Morta” tem tudo isso, mostrando como a música tantas vezes representa aquilo que tá engasgado na garganta.

Child Bite“Heretic Generation”
O Child Bite é uma banda de Detroit que conheci pela gravadora americana Joyful Noise, em 2013. “Heretic
Generation”, tirada de um dos melhores álbuns do ano, o “Negative Noise”, traz o desespero servido em doses espalhadas, mas não menos incisivas. Tem peso melódico e percussivo criativamente balanceados, e o disco, como um todo, me remete a um dos discos da vida, o “My War”, do Black Flag.

Vina (Sounds Like Us)

The Pessimists“Podridão Invisível”
O The Pessismists passa a impressão de que eles pegaram os instrumentos como quem pega em armas e despejaram um arsenal de músicas diretas e objetivas com base no punk e pós-punk. “Podridão Invisível” é uma das duas músicas em português do disco e também a que mais se destaca pra mim. Grande música!

Neurosis“Reach”
No mundo foi um ano de muita música boa, mas o Neurosis fez o melhor disco e dentro dele, a música mais incrível de 2016: “Reach”. É uma música que me lembra a vibe do “Eye of the Every Storm” e o “Given to the Rising” que são dois discos que eu gosto muito. Peso, melodia e uma opressão, e pressão, sonora absurdamente linda.

Bruno Agnoletti (Dum Brothers)

Muddy Brothers“Sweet Lover”
Pra mim o “Facing The Sky” é o melhor álbum do ano.

Red Hot Chili Peppers“Dark Necessities”
Os caras vieram com tudo nessa musica e mostraram que ainda são muito bons no que fazem.

Bruno Palma (Chalk Outlines)

Mudhill“Not About Survival”
Já tem um bom tempo que conheço o Zeek. Já admirava e acompanhava o cara desde a época do Shed. E o Mudhill é uma baita banda. “Not About Survival” foi um primeiro aperitivo do álbum de estreia da banda, “Expectations”, e veio com características que sempre me pegam: basicamente bastante guitarra e um refrão pra cantar junto. De quebra, a letra é muito do que a gente passa tocando em banda independente, no
underground. I’ts only about feeling alive. É um verdadeiro hino.

Anohni“Drone Bomb Me”
Anohni é a cantora trans que cantava à frente do Anthony and the Johnsons quando ainda se identificava como Anthony Hegarty. “Drone Bomb Me” traz aquela carga de drama pesadíssima já esperada de Anohni, envolta em camadas e camadas de sintetizadores, que dão um ar de mistério e melancolia à faixa. É uma canção fortíssima.

Bruno Carnovale (Black Cold Bottles)

Abacates Valvulados“O Canto Colapso”
Eu escolhi essa música porque ela foi um ponto de surpresa pra mim esse ano. Depois de um pequeno período de reestruturação, o agora trio são-bernardense mostrou que também sabem equilibrar bem o dinamismo de uma melodia com o peso do efeitos que estão à sua disposição. A parte lírica também orna muito bem com a melodia, e eu acho que isso fez com que eu considerasse essa música a melhor do ano na minha humilde opinião (não foi nem um pouco fácil).

Turtle Giant“Orange Grape”
Essa banda que, originalmente é de São Paulo mas que hoje está baseada em Macau (na China) fez o disco que, de longe, foi o que eu mais ouvi no ano. Um disco quase impecável, com uma delicadeza ímpar e arranjos excepcionais. E desse disco incrível, a minha favorita é “Orange Grape”, que é sublime em sua execução. Desde as notas oitavadas no piano até a bateria extremamente bem executada ganham os ouvidos pela excelência, e com certeza é a minha faixa favorita do ano no que se refere à músicas internacionais (e particularmente, é um orgulho poder escolher uma banda brasileira que se destaca mundialmente falando, não é?)

Claudio Cox (Giallos)

Zefa Véia“Sentimento Carpete”
Sou muito fã desses caras, eles conseguem fazer rock sem nenhuma preocupação estética, saca? Punk, garage, surf, aquela coisa toda! o Felipe é um cronista fudido, melhor banda!

MIA“Borders”
Essa mina é foda, trata de assuntos delicados no meio da mesmice da música pop, só por isso já tem minha audiência, mas vai além… Piro no flow dela, batidão pesado, famoso ranca tampa!

Pedro Gesualdi (Danger City)

FingerFingerrr“Quem te Convidou?”
As bandas de rock mais influentes dos anos 2000 não foram Strokes e Interpol; foram o White Stripes e o Death From Above. Resultado: hoje em dia, tem várias duplas afiadas que botam muita big band no bolso. O melhor exemplo aqui no Brasil é o FingerFingerrr, que em 2016 lançou um puta disco maduro, moderno, bem produzido e cheio de referências perspicazes. ‘Quem te Convidou?’ é minha favorita do álbum porque, mesmo talvez sem perceber, descreve tim-tim por tim-tim estes últimos tempos, quando tantas portas se fecharam e
tantas credenciais foram pedidas.

David Bowie“Blackstar”
A história toda dessa faixa e desse disco é puro 2016. Dramática, épica e cheia de expectativa, precedendo uma profunda sensação de perda. A gente fala brincando, mas pensando bem, não pode ser mera coincidência que este ano tenha começado com a morte de David Bowie. No mínimo, um tremendo agouro. Mas “Blackstar” também traz beleza na serenidade de um homem confortável com a mudança – em última instância, com a morte. Que em 2017 a gente tenha a mesma coragem do Bowie.

Cristina Martins (Abacates Valvulados)

Metá Metá“Três Amigos”
Metá Metá foi uma das grandes descobertas pra mim este ano. Esta música é uma das melhores do último álbum, lançado este ano. A voz da incrível Juçara Marçal me levou a uma viagem que eu ainda não tinha provado. Inspirador.

Dead Pirates – “Mel”
Este é um dos projetos músicas de um dos meus ilustradores favoritos, o Mcbess. Com influência de stoner, as guitarras levam a uma nova experiência mesmo despertando aquela nostalgia, como se a gente já conhecesse aqueles riffs. Mesmo assim surpreendente.

Gabriel Serapicos (Serapicos)

Tatá Aeroplano“Step Psicodélico”
Canção muito divertida. É uma imagem bonita da cena musical paulista. Hit da cena independente.

Radiohead“Burn The Witch”
Volta triunfal de Thom, Johnny e companhia. A letra tem um clima de linchamento que ilustra bem os tempos atuais. Por tempos atuais, quero dizer os últimos 10 mil anos.

Júlia Abrão (Bloodbuzz)

Miami Tiger“Amblose”
Gostei demais do EP do Miami Tiger. As músicas são pesadas e misturam bem demais com a voz doce e brava da Carox. Minha predileta do EP é “Amblose”, que dá nome ao EP. Posso dar uma puxada de sardinha pra mim também? Curti demais o single “Dead People”, da minha banda Bloodbuzz.

Juliette Lewis“Any Way You Want”
Ela é a rainha de lançar coisa sem divulgar direito, fazer show sem avisar, prometer coisa e não lançar… E aí no dia do meu aniversário (11/11) a Juliette Lewis soltou um EP que soa mais como os antigos Licks do que dos seus últimos trampos solo. Future Deep” tem 7 músicas, e minha predileta é a que abre o EP: “Any Way You Want”. Gostinho de “You’re Speaking My Language”.

Ana Malta (Porta Maldita)

O Terno“O Orgulho e o Perdão”
É foda mas os caras realmente surpreendem e quase nunca deixam a desejar. De longe, para mim, esse foi o melhor albúm d’ O Terno. Conta a história de uma vida inteira, passado, presente, futuro. Amores, desamores e sonhos. Foi difícil escolher uma música só, porque realmente me identifico com quase todas. O critério que usei para desempatar foi a inovação. Por isso acho que fico com “O Orgulho e O Perdão”. Porque os meninos se arriscam. Fizeram um samba à lá rock psicodélico que deu muitíssimo certo, o resultado ficou fino demais.

Jeff the Brotherhood“Portugal”
Sou fãzona de Jeff the Brotherhood. Os cara estão no corre da cena desde 2005 mas ficaram mais conhecidinhos de uns 3 anos pra cá. Porque essa música? Porque além dos irmãos Orral fazerem um som punk/psicodélico/rock da pesada, que apesar de ser na maior parte das vezes uma cacetada, eles conseguem
trazer também profundidade, originalidade e uma densidade muito característica. Soa bem aos ouvidos mas bate igualmente forte no peito. Acho que nesse álbum, essa música representa bem essa faceta. A faixa “Ox”, 7 do albúm, é uma das preferidas também. Pois é carregada de sentimentos e com certeza é a aposta sonora mais diferente e tranquila que a banda já fez.

Gil Luiz Mendes (FreakMarket)

Dorival“Academia da Berlinda”
Música do último disco da banda pernambucana de ritmos latinos. A canção que conta da relação de um pescador com a mulher que quer que ele deixe o trabalho no mar, foi uma homenagem aos 100 anos de Dorival Caymmi, comemorado em 2015. A faixa ainda conta com a participação de Lula Louise, filha de Chico Science.

Lake Street Dive – “Mistakes”
Além de ter a melhor cantora da atualidade, a banda lançou esse ano um álbum sensacional que une R&B, Disco, Jazz, Pop… Essa faixa é uma das mais melancólicas e graciosas do disco. Climinha intimista clássico.

Flavio Juliano (FingerFingerrr)

André Whoong“12 Milhões”
O André lançou seu segundo disco, ‘Justo Agora’, em dezembro, nos finalmentes do ano, e a música ’12 Milhões’ e seu riff não saem da minha cabeça. Sabe nas horas vagas do pensamento? Então, ela tá lá. Sinal de que é uma puta música e em 2017 vai ser “12 Bilhões”.

DJ Shadow ft. Run The Jewels“Nobody Speak”
Tirando as do disco do Kanye, a música que mais ouvi esse ano talvez tenha sido ‘Nobody Speak’, do DJ Shadow com Run the Jewels. Pelo menos ela tá sempre nos ícones da primiera fila toda vez que abro o YouTube. É um sinal então. Acho que ela deu um chute na bunda do rap mainstream, que precisa de vez
em quando, e acertou umas contas.

Bijou Monteiro (jornalista/produtora)

Guaiamum“Convenience”
A justificativa é a seguinte: o disco homônimo de Guaiamum levou dez anos inteiros para ser concebido e esse preciosismo aparece de cara nas canções. Encorpadas pelas raízes de Daniel Ribeiro no post-rock, as faixas têm baterias caudalosas por terem sido pensadas por um guitarrista e isso faz muita, muita diferença nos palcos. A proposta dele é de um folk personalíssimo, em que as fusões estilísticas (post-rock, prog por aí vai) criam o requinte sonoro do disco.

D’Alva“Mas Só Se Quiseres”
Sabe música com som de maresia, sorriso, gente feliz, frescobol e uma nostalgia boa? Pois bem. Assim é o duo
português D’alva. Conheci o som deles em 2013 (álbum autoral que recomendo muitíssimo) e esse ano os meninos voltaram com um single divertido e despretensioso. Leve, gostoso de ouvir e de dançar. Nostálgico porque escutar D’alva é meio que se ver nos anos 80, com polainas, meias de lurex e walkman Aiwa
no ouvido. É ver mil referências dançantes do passado honradas em um pós-moderno tranquilo. Que não quer ser nada além de ele mesmo. E é justamente por isso que a hashtag do duo é #somosdalva

Lucas Baranyi (GQ Brasil)

Emicida“Mandume”
A letra é incrível, a produção é gigante e tudo isso foi coroado com um clipe fantástico lançado ainda nesta semana, mas o que realmente chama a atenção é o time que o Emicida levou pra gravar com ele. Não só pelo talento de todo mundo, mas por deixar bem claro que o rap é miscigenado, tem espaço pra branco, pra negro, pra mulher e pra gay. “Mandume”, pra mim, coroa ele como o melhor rapper brasileiro da atualidade.

Chance The Rapper“No Problem”
O Chance the Rapper que é, pra mim, o maior destaque internacional de 2016. Ele finalmente explodiu pro mundo com essa mixtape (“Coloring Book”) e assumiu uma posição de extremo destaque neste ano. Se Kanye West tá surtando e o Kendrick Lamar já está com a coroa de atual rei do hip hop gringo, o Chance é o filho pródigo do gênero – e todo mundo está esperando por mais coisas brilhantes dele.

Elson Barbosa (Herod)

Macaco Bong“Baião de Stoner”
Tenho uma historinha particular com essa música: assisti ao show do Macaco Bong no Z Carniceria quando eles tocaram o novo disco na íntegra, antes mesmo de ser gravado. Nenhuma música tinha título ainda. Essa foi uma das que mais me chamaram a atenção, justamente por ser uma mistura inusitada de influências regionais com stoner rock. No dia seguinte, comentando no Facebook sobre o show, falei que a minha
favorita era uma espécie de “baião com stoner”. A banda leu o post, e batizou a música dessa forma. Maior honra ter feito parte dessa história.

Swans“The Glowing Man”
Quase 30 minutos de caos. “The Glowing Man” é a faixa-título do novo álbum do Swans – o último da formação atual da banda. Tive o privilégio de vê-los ao vivo ano passado tocando faixas desse disco em primeira mão, e fecharam o show com esse monumento à cacofonia e à catarse. Não se sabe qual vai ser o próximo capítulo da banda, mas estão encerrando o atual de forma monstruosa.

Fernanda Gamarano (Der Baum)

Jonnata Doll e Os Garotos Solventes“Swing de Fogo”
Eu escolhi essa como melhor nacional porque tive o prazer de conhecê-los e tocar por um dia com eles esse som! Tem participação do Dado Villa Lobos do Legião Urbana, e tem uma sonoridade que remete os anos 80-90 mas sem soar clichê! Os caras são muito bons! Recomendo!

White Lies“Big TV”
Conheci essa banda esse ano pelo Cesar Neves, tem um clima anos 80 a la Tears for Fears, banda nova muito boa e essa faixa é minha favorita!

Raphael Fernandes (Editora Draco)

Jonnata Doll e os Garotos Solventes“Crocodilo”
Quem viu ao vivo, sabe que o Doll e seus Solventes são uma banda explosiva. De todo seu repertório atual, minha favorita é essa maluquice que rima Nilo com crocodilo e mamilo. Certamente, a banda mais punk da cena atual!

Truckfighters“Desert Cruise (Live)”
A música não é deste ano, mas o Truckfighters lançou um verdadeiro trator em forma de disco ao vivo com “Live in London”. Essa porrada sonora tem que acertar o máximo de orelhas que puder. A música nasceu de novo com essa versão!

Valciãn Calixto (Cantor e compositor)

Céu“A Nave Vai”
Não curto tanto os trabalhos anteriores da Céu, todavia durante muitas noites esse ano eu me vi ouvindo essa música antes de dormir. De alguma forma ela me deixa bem sereno. Vale acrescentar que esse disco todo da Céu é muito bem produzido, os timbres foram bem escolhidos e usados, nada sobra ou falta nos arranjos e nessa música em especial, sintetizadores e guitarras conversam muito bem. Claro que o disco dela é dos melhores de 2016, do disco eu fico com essa música.

Lady Gaga“Dancin’ In Circles”
Vou colocar essa aqui porque vindo de mim seria muito improvável. O fato é que tem pouco tempo comecei a me ligar mais nas artistas pop e nesse sentido poderia ter colocado a Rihanna aqui também, mas vou ficar com essa da Gaga porque sinto na música uma coisa bem latina no ritmo, tem um pouco do ragga, eu acho, até mesmo na harmonia. A batida tá bem na cara também junto com a voz, essa proximidade com a música latina foi o que me despertou os ouvidos assim que a canção tocou para mim na primeira vez. Esse ano fui até num evento que só rolou especial Lady Gaga a noite toda aqui em Teresina. Foi loucura!

Milton Rock (Drenna)

Drenna“Desconectar”
Além de ter uma ótima gravação toda feita no estúdio Toca do Bandido e mixado em Nova York por Aaron Bastineli, potencializando o som da faixa e deixando lado a lado de bandas do mainstream nacional no quesito técnico, a música aborda um tema super atual que é o fato de todos estarem conectados 24 por dia e quanto isso vale realmente. Quanto isso nos faz perder momentos únicos que vão ficar registrados em celulares mas não mais em nossas memorias? A questão da música fica ao redor de quanto custa desconectar.

Eruca Sativa“Antes Que Vuelva a Caer”
Essa música é foda, conta uma historia real, tem um puta peso e consegue ser pop com um refrãozão lindo. Mix e master tudo no lugar. Acho que é uma das grandes bandas de nossa epoca, pouco reconhecida aqui no Brasil.

Jairo Fajer (Autoramas)

Emicaeli“Varanda Gorfê”
Experimental, foda, minha banda preferida, tem 20 anos e pouca gente conhece. Original e feito como punk deve ser, pelos próprios braços.

The Twist Connection“Nite Shift”
Conheci em prtugal na tour com Autoramas, demais! Banda novissima.

Bruna Dourado (Hey, Take a Listen)

O Terno“Culpa”
É a minha música preferida de 2016. A melodia é sensacional e sai do lugar comum do rock alternativo nacional. A letra não poderia expressar melhor um sentimento que todos temos hora ou outra. A banda é um dos destaques do estilo e mostra que ainda podemos esperar muita coisa boa vinda de terras brasileiras.

Garbage“Blackout”
A faixa está no segundo disco em 10 anos da banda e mostra que eles estão em forma, voltando às origens sem deixar de lado a novidade. A música é incisiva e forte, mas carrega a doçura que a vocalista Shirley Manson consegue imprimir, apesar da imagem imponente.

Matheus Pinheiro (Cigana)

Carne Doce“Artemísia”
Essa música é muito forte em todos os sentidos…a sua letra e sua importância e relevância para tantas questões do “nosso hoje”, seu instrumental, dinâmico, delicado e inspiradíssimo… Essa é uma daquelas raras músicas que te conquistam, te agarram e fazem pensar muito logo na primeira ouvida…

Bones“FAT”
Descobri a Bones pelo disco novo do Jeff Beck, “Loud Hailer”, que pra mim é um dos melhores do ano. A Bones é uma dupla britânica, formada por uma baita de uma guitarrista (Carmen Vanderberg) e uma vocalista muito foda (Rosie Bones). Elas são a banda (e a voz) durante todo esse álbum do Jeff Beck, e escreveram todo o material junto com ele. Fui pesquisar mais sobre elas e descobri suas músicas, que apesar de poucas, são simplesmente animais, com uma pegada incrível.

Punk Mello (King Chong)

Tássia Reis“Ouça-Me”
Para mim o som nacional mais foda de 2016, foi a segunda faixa do CD “Outra Espera” da Tássia Reis a música “Ouça-me Remix” com produção de Dia & Grou, esse som é muito potente, vem para escancarar as portas, em um tom bem agressivo a Tássia da voz e visibilidade as minas negras que fazem um rap foda, e muitas vezes não conseguem atingir sua potencia máxima por conta do machismo, racismo e outros tipos de preconceito que o mundo da musica carrega em si! A música é inspiração total e uma overdose de animo para qualquer pessoa, quando ela começa a cantar e põe os pingos nos ‘i’ parece que a mensagem vai entrando na nossa cabeça de uma maneira bem positiva, faz a gente pensar em como consumimos a musica feita por mulheres por exemplo e como é importante um rap como esse tá circulando bastante por ai! Máximo respeito à Tássia Reis e sua banca que vem quebrando a banca de muito MC de plástico que temos por ai!

Noga Erez“Dance White You Shoot”
Para mim a melhor música do ano foi a “Dance While You Shoot”, da cantora e produtora Noga Erez, uma israelense muito talentosa que vem roubando a cena com seu som eletrônico, psicadélico, o som é animal , o beat é envolvente e bem produzido, tive o prazer de ver seu show de perto aqui no interior de São Paulo e sua performance ao vivo é muito boa, ela tá chegando com tudo, já participou de vários festivais fodas, inclusive do Primavera Sound, e aqui no Brasil participou do Boulevard Olímpico. Ela está atingindo um nível muito alto em suas produções. O clipe dessa musica é animal, mostra toda sua potência e o que me chama mais atenção nela é que ela já está circulando bastante e ainda não lançou nenhum álbum tem várias musicas ‘perdidas’ pelo net só, o que faz eu achar ela ainda mais foda!

Renato AC (Produtor, Diretor e Arroz-da-Balada 019)

Motor City Madness“Gravediggers”
Essa rapaziada do sul fez o melhor show ao vivo de 2016, além do clipe dessa música, com uma pegada doida de filme B de zumbi podre. Paulada na orelha !

Skating Polly“Pretective Boy”
Foi a banda nova que me fez pirar! São duas irmãs de Oklahoma que misturam todas as melhores influencias musicais de estéticas e atitude 90´s, sem ser só mais uma bandinha de internet. O clipe dessa música é muito bem produzido, e se inicia com melodias dançantes e vocais suaves da jovem vocalista, que gradativamente se torna em distorção e gritaria.

Gabriel Muchon (Poltergat)

Mudhill“Not About Survival”
Nem é o tipo de som que ouço mais, mas esse disco novo deles tá um primor. Muito bem gravado, mixado, masterizado… Enfim. Melhor disco de 2016 (by far), com a melhor música de 2016 na minha opinião!

Cabbage“Uber Capitalist Death Trade”
Vou na musica que mais me marcou nas ultimas semanas. Pra variar, banda de Manchester.

Jimmy Olden (Blind Beggars)

Molodoys“Quebra Arcos”
Eu sou louco por rock setentista e progressivo, essa música instrumental tem todos os elementos necessários: solo pirado de sintetizador, guitarras psicodélicas, baixo marchando e bateria jazzística.

Marillion“The Leavers”
Eu estava esperando algo novo dessa banda há muito tempo, o último lançamento foi o “Sounds That Can’t Be Made” de 2012 e é incrível como eles mexem nas entranhas dos sentimentos com as suítes deles. Eu sou louco por essa banda.

Leo Fazio (Molodoys)

Pedro Pastoriz“Revelações”
Vou escolher a música “Revelações”, quarta faixa do disco novo do Pedro Pastoriz, “Projeções”, inovador em vários aspectos e com composições muito boas e bem trabalhadas, é um dos melhores disco do ano pra mim. Sobre a faixa, escolhi a Revelações porque foi uma das que eu menos dei atenção na primeira ouvida, mas depois ela me pegou de jeito, gosto muito do peso que ela carrega em algumas partes, sem falar que as nuances e as melodias são muito bonitas.

Blank Banshee“My Machine”
Internacional eu escolho a “My Machine”, segunda faixa do terceiro disco do Blank Banshee, “MEGA”. Senti uma estranheza enorme (mas no bom sentido) quando ouvi ela da primeira vez, me passou um sentimento enorme de catarse e euforia. Acho o Blank Banshee um dos melhores projetos na ativa atualmente, recomendo demais.

Thiago Ones (Wiseman)

Sabotage “País da Fome, Humanos Animais”
É díficil (pra mim) conseguir lembrar de algum artista falecido que tenha deixado material póstumo tão relevante
quanto o que ele tenha lançado em vida. Normalmente são sobras de estúdio, gravações pessoais e coisas do tipo. Pois é, O mano Sabota conseguiu. Óbvio que o play contou com uma galera da pesada na produção, mas isso não diminui em nada o brilho e genialidade do saudoso Maurinho. “País da Fome (Humanos Animais)” começa com uma locução de rádio/TB Contando a morte do protagonista. A letra é simples: O dia-a-dia de quem viveu todas as dificuldades da pobreza extrema. É o cotidiano da miséria que gera conflitos, sofrimentos e
que acaba mostrando o caminho do crime. É a narração genuína de uma pessoa que VIVEU isso e não de alguém que tenta “pagar de favela” pra ser “COOL” malandrão! Como diz o som: “Boatos são boatos, Quem vive é guerreiro”!

Descendents“Without Love”
A música começa com “Long years waiting for it/Longos anos esperando por isso”, e foram longos anos esperando pelo show deles, né? Talvez esta nem seja a “melhor música de 2016” pra mim, mas é uma das melhores do play novo dos veteranos e foram longos anos esperando a chance de vê-los ao vivo. Esse
som é daqueles com refrão que você sai assoviando por aí, é punk rock, pop punk, hardcore melódico, chame como quiser. Descendents é clássico e ponto.

Helder Sampedro (RockALT)

Second Come“Oppenheimer Regret”
Mais de 22 anos após seu último trabalho, uma das bandas mais influentes do underground brasileiro voltou à ativa com o single “Oppenheimer Regret”. Os riffs que embalaram a geração grunge brasileira dos anos 90, a sonoridade que remete a grandes nomes da cena gringa tudo volta em grande estilo no novo trabalho dos, agora veteranos, músicos do Second Come. A música mostra porque a banda ganhou um ar mítico na cena
brasileira e nos deixa ansiosos por mais trabalhos, esperamos que Francisco Kraus e companhia sigam essa linha em um futuro e esperadíssimo álbum.

Iggy Pop“Sunday”
Se teve uma música que eu ouvi sem parar nesse ano certamente foi “Sunday”. O triunfo desse single do álbum mais recente de uma das últimas lendas vivas do autêntico rock alternativo é ser ao mesmo tempo chiclete e um “anti-single” que foge de qualquer clichê que uma canção feita pra “estourar” nas rádios teria. O hit coringa meio que se encaixa bem em qualquer hora do dia, refletindo o humor de quem ouve, dá pra bater o pezinho, dá pra arriscar uns passos de dança, ou apenas curtir as sacadas da letra que retratam um certo marasmo ou cansaço da repetição da vida cotidiana. Uma das melhores músicas de um ano que teve belos trabalhos de artistas consagrados, uma excelente maneira de curtir e celebrar a carreira daqueles que ainda estão com a gente
nessa histeria coletiva que a vida se tornou.

Emmily Barreto (Far From Alaska)

Inky“Skinned Alive”
O Inky é tão bom que a pessoa acha que não pode melhorar, aí eles lançam um álbum novo e o queixo cai do rosto de tão maravilhoso. Essa música me faz sentir uma sensação muito boa todas as vezes que eu ouço, não importa quantas vezes. O sintetizador é tipo uma luz que abduz a gente (risos).

Warpaint“Whiteout”
Não tenho como explicar o porque dessa, sério, só ouvindo e sentindo. Essas minas são surreais e as melodias nas vozes são muito muito muito muito boas. Eu trocaria o FFA pra tocar no Warpaint (risos)

Camilla Merlot (Molodoys)

Murilo Sá e Grande Elenco“Mundo Impressionista”
Nacional é a “Mundo Impressionista” do Murilo Sá e Grande Elenco, que é uma baita musica, cheia de arranjos doidos e frenéticos. Gosto muito das nuances eletrônicas dessa musica e dos arranjos de sax.

La Femme“Sphynx”
Internacional do La Femme, uma banda francesa bem grandinha até que lançou o disco 1 dia depois da Molodoys, a pegada deles é mais eletrônica, mas também é cheio de nuances e arranjos fodas, todas as musicas do disco novo são incríveis, mas escolhi a “Sphynx” que é a faixa de abertura, porque ela traz um bom equilíbrio entre o eletrônico e o orgânico, que eu senti muita falta em outras bandas nesses últimos tempos e pela melodia do vocal, que eu morro de amores!

Amanda Ramalho (Chá das 4 e 20 Músicas)

Medulla “Fim da Estrada”
Porque passa uma coisa maravilhosa. Eles imitam criancas no coro. A letra é simples e adorável.

Alicia Keys“Work On It”
Delícia de disco. Eu gostei dessa repaginada dela porque ela se desenfeitou fisicamente e deixou a música dela mais próxima da música que eu gosto. Leve, fluida as vezes pesada, mas essa música passa o mesmo que a anterior do Medulla.

Ian (Der Baum)

Jonnata Dolls e Os Garotos Solventes“Swing de Fogo”
A faixa que abre o álbum “Crocodilo” lançado esse ano e tem participação de Dado Villa-Lobos. Curto muito a pegada oitentista e obvio os climas de new wave dos teclados. Para mim uma das revelações desse ano no cenário nacional vale a pena conhecer todo o trabalho da banda de Fortaleza.

White Lies“Take It Out On Me”
A banda Inglesa que é de 2007 e eu acabei conhecendo tardiamente mas pude acompanhar o lançamento do quarto álbum chamado “Friends”. Curto muito a pegada das guitarras no fundo e os climinhas de teclado e lógico a batera com pegada de som de sessão da tarde.

Millena Kreutzfeld (Os Garotos de Liverpool)

FingerFingerrr“X”
Os paulistanos lançaram o primeiro CD este ano, chamado “MAR”. Não tinha dúvidas que o CD seria uma grata surpresa, mas mesmo assim fiquei assustada com a qualidade. A escolhida é “X”, que segundo Cifas (baterista), foi criada espontaneamente na gravação. Gosto como a letra conta uma história, a sensação de robôs cantando graças aos sintetizadores e como a voz da Luiza Lian explode, dando o toque feminino na música fazendo total diferença. Com certeza é uma das favoritas do play do ano.

Hanni El Khatib “Gonna Die Alone”
A escolha internacional são os queridos de Los Angeles, Hanni El Khatib. Os conheci através de Bass Drum Of Death, já que o selo deles é o mesmo. O projeto da banda esse ano foi lançar 5 EP’s chamados “Savage TImes Vol. 1”, “2”, “3” e assim respectivamente. De todas músicas, “Gonna Die Alone”, presente no primeiro EP é a minha favorita. Gosto como eles brincaram com o próprio estilo deles – que difere um pouco do dois primeiros CDs. Além disso, o ritmo otimista é o contraste perfeito com a letra que conta com um destino fatal. “I’m gonna die alone, really alone. If the ones that hate me don’t kill me first, the ones that love me gonna harm me worse.”

Yannick ou AfroSamurai (rapper)

Vivendo do Ócio“Batalha do Sono”
É uma musica que fala sobre as inspirações noturnas. Cheia de metáforas sobre a vida, sobre o amor, sonhos e as sensações da noite.

Ho99o9“Da Blue Nigga from Hell Boy”
Gosto de músicas estranhas que me chocam e que perturbam minha mente.

Mariana Ceriani (Dead Parrot)

Carne Doce“Artemísia”
“Artemísia” fala de um tema que voltou a ser palco de discussão recentemente: o aborto. Falar desse tema em uma música não é tarefa fácil, então só por isso já é louvável. A letra direta, o arranjo emocional das cordas e a voz da excelente cantora Salma Jô, que começa mansa, mas vai crescendo e tomando força, como se quisesse falar para o mundo de peito aberto sua escolha, se complementam nessa baita música. É o tipo de música que mexe com o emocional.

David Bowie“Lazarus”
Não poderia deixar de escolher uma música do melhor CD do ano, “Black Star”, em minha opinião. A música ”Lazarus” foi o último single de Bowie antes de morrer. Todo contexto é fascinante, como se fosse o grand finale da carreira e da vida dele. Na música, Bowie relembra alguns momentos da sua vida e sua voz transmite o pesar de ter que ir embora, mas, no final, abraça o alívio de ir e, finalmente, ser livre. A atmosfera melancólica, introduzida com graves bem definidos, o tom ‘jazzístico” e a guitarra ‘indie’ da introdução transmitem o que foi esse grande ídolo da música e da cultura pop: um músico que quebrou paradigmas, misturou estilos e nunca teve medo de ousar.

Dudx Babaloo (A Coisa Toda)

Davis feat. Cameo Culture“Blind”
Davis é um dos produtores mais refinados que o Brasil tem atualmente. À frente da festa ODD e do selo In Their Feelings, ele conseguiu criar um público específico juntamente com seus parceiros de selo e festa, esse ano ele lançou “Blind” e cativou mais ainda esse público com uma proposta sonora sofisticada e leve. Lançado pela Innervision, um dos mais respeitados selos de música eletrônica, ‘Blind’ é um single que nos fez ver o quanto o país tem a oferecer para o mercado da música.

Metronomy“Night Owl”
Após um festival de emoções que foi ‘Love Letters’, Metronomy retornou um pouco mais sóbrio e também melancólico em 2016. A banda sempre manteve esse equilíbrio entre um som animado mas que sempre toca na nossa tristeza interior, algo difícil de atingir. Esse sentimento dúbio, que está nas entrelinhas, faz com que a gente sinta e se comunique com a banda de maneira especial. É como nesse video, um passeio com a morte,
sem ter medo dela.

Priscila de Castro Faria (Winteryard)

BRVNKS“Freedom Is Just A Name”
Descobri há pouco o Brvnks e gostei. Me soou despretensioso, bem feito e me remeteu aquela brisa boa de bandas ensolaradas tipo Alvvays e Best Coast, só que um pouco mais “roqueiro”. Do EP acho que “Freedom is just a name” realmente ganha destaque. Ela me fez querer ouvir mais e , principalmente, ir em um show, ouvir ao vivo, dar uma dançada…

Angel Olsen“Sister”
Já era uma grande fã da Angel Olsen desde o álbum anterior (“Burn Your Fire for No Witness”) e então, quando ela lançou o “My Woman” ,fui bem empolgada ouvir o novo material. E ele realmente superou minhas expectativas. É um álbum bem revigorante, direto, onde conheci um outro lado da cantora mas também a reconheci em vários momentos. Minha música favorita é “Sister”, talvez por eu ter uma certa tendência a
gostar de músicas mais melódicas e sonoramente tristes (risos), mas certamente também é pelos maravilhosos últimos minutos onde se desenrola um desajeitado e barulhento solo de guitarra, que nos fazem relembrar o que há de mais sincero no espirito do indie/grunge.

Artie Oliveira (Don Ramón)

Huaska“Pode”
Tem uma pá de banda que lançou material novo este ano (eu me incluo nessa com o Don Ramón), mas se é pra escolher alguma que realmente me causou impacto, eu fico com a primeira música do disco novo do Huaska. Por quê? Porque eu achei extremamente válido da parte deles, que ganharam notoriedade de fundir Bossa Nova ao Nu Metal, gravar uma faixa que não tem nenhum elemento que caracterizou o disco anterior e ao mesmo tempo, retoma o tipo de som que se fazia no começo da banda, no caso, do EP “Mimosa Hostilis”.

Descendents “Without Love”
É mais pela questão emocional mesmo. Todo mundo tava esperando esse disco sair depois de um intervalo de doze anos do “Cool to be You” e ainda mais, pelos shows (maravilhosos) que rolaram no começo do mês. Eu estava lá e garanto: foi uma das raras vezes que uma banda das antigas tocou material novo e as músicas estavam na ponta da língua da galera MESMO! Fora que, é um dos melhores refrões do Descendents até hoje e ver os quatro ao vivo depois de anos de espera, vale a pena pra caralho!

Fernando Tucori (R7)

Mescalines“Serpente de Bronze”
O disco homônimo lançado pelo duo Mescalines em 2016 foi a melhor coisa que arrumei para andar na rua, para escrever sem freio e para botar pensamentos pra rolar. Parece nada, mas é absolutamente tudo. O destaque, apenas por primeiro impacto, vai para a faixa de abertura, “Serpente de Bronze”.

AJJ“Junkie Church”
Definitivamente rebatizados como AJJ, o Andrew Jackson Jihad reescreveu a Bíblia em 2016 e, se tem um disco que resume o refluxo azedo que voltou queimando a garganta neste ano, é este. Sean Bonnette, vocalista e letrista, amadureceu de um punk que odiava o mundo pra um cara que tenta entender a própria cabeça. Fico com “Junkie Church”, que é daquelas músicas que têm o poder de mudar teu dia se te pegar do jeito certo, no lugar certo e com o tipo divagante de raciocínio.

Victória Zav (Serapicos)

Marina Melo“Laura”
Nacional eu acredito que seja a música Laura, da Marina Melo, porque fala sobre os abusos que as mulheres sofrem e claramente 2016 teve muita discussão sobre isso e muitos avanços e retrocessos ao mesmo tempo no que diz respeito a igualdade de gênero, só movimento feminista.

Alev Lenz“Fall Into Me”
Internacional eu diria que foi a música “Fall Into Me”, da Alev Lenz, porque essa composição dela é simples mas ao mesmo tempo engenhosa e bem produzidaça, além de que ela conseguiu ir pra trilha sonora de Black Mirror, no último episódio da terceira temporada, o dias abelhas.

Mariô Onofre (Mescalines)

Jonnata Doll e os Garotos Solventes“Crocodilo”
Jonnata Doll é um multi artista e essa junção com os Garotos Solventes é incrível guitarras frenéticas, palhetadas e riffs que não ouvia faz tempo nessa onda bunda mole que está por aí, não sei se bunda mole é a palavra certa, bom que se foda. Os shows ao vivos do Jonnata Doll e Os Garotos Solventes é pura energia realmente é contagiante todo mundo que assiste ou fica chocado ou entra na onda. Recentemente eles lançaram o álbum “Crocodilo” ao qual estou escutando agora. Façam o mesmo:

Cavernoso Viñon“Ouvre la Gorge”
A banda Independe Internacional eu escolhi o Cavernoso Viñon onde a vocalista é uma paraguaia que canta em francês e seus músicos brasileiros da cidade de Curitiba, a noticia da volta deles recentemente foi uma grande surpresa pra mim e espero que a banda não acabe tão cedo, anseio por disco novo em 2017.

Amanda Abreu (Seis Músicas)

LAY“Chapei”
Na real, é muito recente essa minha decisão. Vi uma série de reportagens da ID MAGAZINE com a Grace Neutral e ela foi entrevistar a Lay, eu ainda não conhecia a Lay e fui pesquisar, achei foda e achei no spotify, que entrou recentemente. Então, uma artista independente pra mim, a melhor música é essa.

Tinashe “Cold Water”
A Tinashe tem uma música chamada “Cold Water” que eu acho foda. E ela foi uma que eu escutei muito em 2016, ela em si é uma mina muito forte, que tá começando e estourando o R&B vibes sexys e eu gosto muito. Esse álbum dela é sexy, e eu escuto sempre que posso pra me sentir assim também, então escolho essas pra internacional.

Mariana Cantini (Don’t Mind The Fuzz)

Fernando Maranho“Jodorowsky”
Sou meio suspeita pra falar, como grande fã de Cérebro Eletrônico… Esse é projeto solo do Fernando Maranho (voz e guitarra), acompanhado pelo Renato Cortez no baixo e Gustavo Souza na bateria. O show é uma experiência alucinante, cósmica e que me deixou com um sorriso quase infantil no rosto por mais umas 2 horas depois do show terminar. Super recomendo!

Ty Segall“Candy Sam”
É foda acompanhar os mil projetos dessa maquininha, mas acho que esse é o meu favorito. A performance ao vivo no KEXP é incrível e o Ty Segall como front man bebê babão é maravilhosa!

Jéssica Liar (Youtuber)

Quatro Negro“Benedito, 682”
Eu não gosto de musicas melancólicas mas me pego ouvindo essa música do Quarto Negro durante horas seguidas e acredito que seja porque me trazem memórias que eu nunca construí. A letra consegue transportar você pra a aquela situação, é quase que viver um clipe só ouvindo e nem é preciso estar triste para prestar atenção. É surreal como essa música entra no cérebro e deixa pensativa. Não recomendo ouvir pra dormir porque é insônia na certa, mas devo dizer que to escrevendo sobre ela enquanto deitada na cama tentando dormir pois vale a insônia. Música foda é aquela que mexe com os seus sentimentos até esquecidos!

Stephen“Fly Down”
Piano, bateria, guitarra, sintetizador, teclado, voz , ritmos lentos e mais agitados e conseguir uma música foda? Stephen faz isso em praticamente todas as suas músicas do álbum “Sincerely”. A música “Fly Down” eu acho que passei pelo menos uma semana ouvindo só ela, e mais nada. Depois eu voltei pro álbum inteiro do Stephen. Música come pelas beiradas e vai dominando sua atenção, se transforma em algo que você menos
espera a cada minuto que passa e te surpreende. É boa pra ouvir em qualquer momento, em casa tomando vinho, andar de skate, uma road trip e até pra transar.

Bá Monteiro (cantora e compositora)

Atlântico Lunar“Bilhão”
A dupla carioca Felipe Vellozo e Gabriel Luz fez um dos discos mais bonitos que eu já ouvi na vida. Eles tocam na banda da Mahmundi também (que é MARA). Quando ouvi esse disco pela primeira vez, fiquei tão surpresa que parei tudo que estava fazendo para prestar atenção na música. Ela me acalma e me deixa feliz. É lindo demais. O disco inteiro é maravilhoso, letras boas, instrumental rico. Mas a faixa de abertura é minha preferida e já te faz mergulhar nessa onda de good vibes e tranquilidade. Como passar uma tarde relaxante na praia no Rio de Janeiro, mas sem a breguice hippie de aplaudir o pôr do sol. É bonito e classudo. A música mais gostosa do ano! E uma das melhores surpresas que eu tive com música esse ano, também. Vi os caras ao vivo recentemente e o show não decepciona. Eles são felizões no palco, parecem super gente boa, empolgados e relaxados, bem na pegada solar da música. Merecem muito estar em uma lista de melhores do ano.

Jamie T “Tescoland”
O Clash é minha banda preferida da vida e “Tescoland”, do também londrino Jamie T, é a música que mais me lembra o Clash que eu já ouvi! Nenhum outro artista trouxe o som da Only Band That Matters de volta à vida de forma tão forte quanto ele. Joe Strummer ficaria orgulhoso. Essa faixa é muito semelhante sonoramente e também tem uma letra de crítica social com sotaque forte inglês que lembra muito o quarteto punk – e, principalmente, Joe Strummer. A letra fala de suicídio, desilusão amorosa, desesperança, crise econômica, aquela sensação de ansiedade, pânico e depressão de se sentir desajustado em uma sociedade cada vez mais
maluca e em um mundo que parece cada vez menor. Tesco é a maior rede de supermercados do Reino Unido, aliás. Daí o nome “Tescolândia”. Atualmente o Jamie T não é mais tão independente, ele assinou com a Virgin, mas possui um selo próprio e tem um som bem alternativo e ainda não vi ninguém no Brasil falando dele – apesar de ele já ter quase 10 anos de carreira, já estar relativamente famoso no Reino Unido e da BBC tocar suas músicas sem parar. Essa música é boa demais e merece ser divulgada por aqui. “OUVÃO!”

Victor José (Antiprisma)

Alambradas“Mapa dos Arredores”
Essa faixa do EP “Clíclica” já me chamou atenção antes de ser gravada. Nicole já havia lançado uma session tocando essa, só com piano. Mas na versão definitiva me chamou atenção a levadinha, que por algum motivo me lembrou logo de cara aquelas canções do Beach Boys. Sem contar a letra, que é muito honesta, verdadeira. Ouço frequentemente. Vale também destacar a participação do Victor e do Lucas do Bratislava no baixo e na bateria, respectivamente. Ficou uma vibe bem pop, mas um pop redondo e que não enjoa.

Charles Bradley“Nobody But You”
Poderia escolher qualquer uma do álbum “Changes” que ainda assim seria mais que justo. O que falar de uma voz como aquela? É um tipo de som que não tem erro. Pra quem gosta de soul das antigas então, nem se fala. Mas no caso dessa música, além do feeling de Bradley, o arranjo é uma maravilha. Aquela guitarrinha com tremolo, o naipe de metais… Tudo muito bom.

Elisa Oieno (Antiprisma)

Ale Sater“Filha do Dino”
Difícil escolher uma faixa do EP “Japão”, do Ale Sater. Escolhi a “Filha do Dino” e sua viola caipira. A melodia e letra lembram aquele som de raíz brasileira nordestina e sertaneja, e a guitarra ‘etérea’, que permeia por todo o EP, dando aquela ‘vibe’ meio melancólica. “Bão” demais.

Slowcoaches“54”

Eu conheci esta banda recentemente, e me pegou logo de cara. Slowcoaches é um trio de Londres com um som diretão e alto de pegada punk tradicional, ‘garageira’. Eles acertam na mosca em melodias junto com timbres e pesados e barulhentos, como nessa música ‘54’, um belo exemplo de noise pop. Essa faixa
está no EP “Nothing Gives”, que foi lançado este mês.

Roberta Artiolli (SETI)

Tagore“Mudo”
Gosto dos synths, dos timbres e da produção foda! Acho a canção uma bela representante do psicodélico Brazuca, alto nível.

Phoebe Sinclair “This Isn’t Love”
A música da inglesa que conheci esse ano é um mix de belezas. Melodia poderosa, atmosfera envolvente, levados por uma voz deliciosa. Adoro a dinâmica da música. Ah, e o clipe também me hipnotiza. Fuck yeah, Phoebe!

General Sade (Porno Massacre)

Blues Drive Monster“Negação”
Mas vamos lá, aqui na terra da aposentadoria post-mortem eu elejo a música “Negação”, do Blues Drive Monster. Porra! Que som! Pra começar ela tem umas quebradas no ritmo tão abissais, que parece que cê levou uma paulada e até reagir, ela já mudou de novo. Acho muito louco quando a quebra vem assim, tipo uma curva da Mogi Bertioga. E com o passar do tempo ela vai ficando mais caótica. Pô, se é divertido assim ouvir, imagino tocar essa música, com essa caoticidade toda, principalmente no final, Achei show. Outro ponto é a voz, que está colocada de uma forma que sempre me tira um sorriso, tem uns picos agudos no meio que acho geniais, depois uns guturais lá pelo meio.

Motorpsycho“Lacuna/Sunrise”
Já na gringa, eu gostei muito (acho que a faixa de 2016 que eu mais ouvi), “Lacuna/Sunrise” do Motorpsycho que tem um riff delicioso e maldito, porque é um chiclete desgraçado e você não consegue se livrar daquilo nunca mais durante o dia. Fora que ela é enorme, dá pra deixar tocando e esquecer, só deixar rolar. Mas é uma puta música pra, sei lá, ficar chapado no alto de algum lugar alto (com toda essa redundância possível mesmo)…

Dani Buarque (BBGG)

Overfuzz – “Evil Desires”
Overfuzz é uma das minhas bandas favoritas da cena. Eu escuto o álbum deles pelo menos 1x por semana. Essa faixa segue o mesmo que sinto quando escuto o álbum “Bastard Sons of Rock n Roll”, aqueles timbres lindos nas guitas, a cozinha maravilhosa e os vocais melódicos e rasgados do Brunno. Pra mim, a melhor música de 2016.

Reignwolf“Hardcore”
Eu sou APAIXONADA pelo som deles mas só tem umas 3 músicas de estúdio na internet, o resto vc só ouve nos shows. O Jordan Cook é inacreditavel na guitarra, o show é bem blues rock n roll e ele é um puta front man. Esse som é um pouco menos “guitar hero” que os outros mas eu curti bastante os efeitos da guita e o vocal dele sexy-agressive (risos), só deixou a galera mais ansiosa pelo álbum completo que tá de rosca pra sair.

Lucas Lerina (Der Baum)

Dingo Bells“Dinossauros”
“Dinossauros” do Dingo Bells, foi uma música que me gerou um sentimento de nostalgia e amor à primeira audição.

Kanye West“Ultralight Beam”
Também rolou uma coisa sentimental, pela ambiência e a letra, apesar do Kanye não ser flor que se cheire, o disco é muito bom!

Ciça Bracale (Gomalakka)

Raça“Dez”
Não sei se é a melhor, porque teve muita coisa boa mesmo, ouvi muito Carne Doce, Gorduratrans, Jonathan Tadeu, etc etc Mas marcou, porque tava no setlist preparado e ouvido no caminho do parto da Flora, nossa primeira filha.

Angel Olsen“Woman”
Foi um disco que toquei muito pq ti estudandonesse tipo de sonoridade pro meu projeto solo, além de curtir muito o ar jukebox das músicas dela com essa voz nostálgica, curto muito a poética, as letras, e essa é uma música extensa, mas nada cansativa, bem lírica que não canso de ouvir.

Boqa Santana (Penhasco)

Jonathan Tadeu (feat Sentidor) – “Sorriso Besta”
É importante que levar em conta quatro fatores: 1. Jonathan Tadeu é um gênio. 2. Essa música é foda, mas o disco todo te eleva espiritualmente se você realmente gosta de música! 3. “Queda Livre” é um dos melhores discos lançados nessa porra de década do roque independente. 4. Pelo amor de deus, Jonathan Tadeu!

Kevin Abstract“ECHO”
Eu conheci o “garoto do capacete” nesse ano. Ele faz um rap bem fora da curva, e uma das provas cabais é a canção “Echo”, uma balada sobre problemas familiares, depressão e fuga de casa. A faixa integra o disco “American Boyfriend: A Suburban Love Story”, um dos melhores do ano na minha opinião.

Debbie Hell (Música de Menina/Ouvindo Antes de Morrer/Debbie Records)

Cabin Fever Club“April”
Essa música é do álbum de estréia de Johann Vernizzi, lançado em julho de 2016 com 10 músicas junto com um 7′ de acetato de tiragem limitadíssima (só 20 cópias). Você pediu só uma música mas vale a pena ouvir o disco todo. É um som bem lo-fi, intimista, extremamente pessoal e despretensioso, que o Johann gravou em seu quarto, sozinho. Em algumas músicas ele chegou a usar o fone do iphone para captação de voz. O resultado é impressionante: se perdendo em todas as camadas da música, letra, melodia, clipe (tudo no DIY), é impossível ignorar o talento do garoto e a preciosidade do som.

Sheer Mag“Nobody’s Baby”
De novo estou só escolhendo uma música de um todo incrível. O Sheer Mag é uma banda da Filadelfia que lançou seu terceiro EP em Março deste ano. O som junta elementos de garage e power pop e a vocalista desafia os padrões da indústria não só com sua sonoridade, como com sua imagem fantástica e super inspiradora.

Fernando Sanches (CPM 22 / O Inimigo / El Rocha / Againe)

Hurtmold“7:30”
Olha o Queijo: Baixo meio Cólera, Bateria Free Jazz, Guitarras Minutemen Cracudo e de quebra Paulo Santos fodendo a porra toda.

Descendents“Spineless and Scarlet Red”
Bill Stevenson, meu compositor favorito em grande forma.

Alf Sá (ex-Rumbora, Supergalo, Raimundos)

Mahmundi“O Calor do Amor”
Canção pop das boas com uso de sintetizadores indiscriminado, sem perder a classe e letra em português. A Mahmundi além de compor bem é excelente produtora. O álbum todo é massa.

Michael Kiwanuka – “Cold Little Heart”
A introdução com ar cinematográfico já fisga a atenção de cara. Depois vem um clima Floydiano que emenda num soul rasgado de emocionar o mais duro dos seres humanos. Grande descoberta. Acho foda.

Amanda Rocha (La Burca)

Rakta“Filhas do Fogo/Conjuração do Espelho”
Então, eu tenho escutado pouca coisa nova gringa – fico meio nos 80´s / 90´s (risos), mas gosto de Thee Oh Sees, tem o novo dos medalhões Leonard Cohen, Nick Cave, Bowie…mas o que me pegou mesmo foram os nacionais. Me toca muito esse som, uma mistura intensa-cabrera-e-linda de raízes tribais post punk com um xamanismo empoderador. Essas minas são foda, uma das melhores bandas do Brasa.

Quarto Negro – “Obsessivo”
Esse som é demais, obsessão e imprevisibilidades sobre o relacionar, difícil ficar indiferente. Fiquei por um tempo escutando no repeat quando foi lançado e ainda ouço. Comecei a prestar atenção na banda por este som.

A voz dos pequenos: 12 músicas que utilizam corais de crianças e adolescentes

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Nem só de Balão Mágico, Galinha Pintadinha e Xuxa vivem as vozes infantis na música. Muitas vezes elas podem transformar completamente uma canção, dando uma nova atmosfera a versos e refrões, ainda mais quando juntam um belo coral de vozes angelicais formado apenas por crianças.

Elencamos aqui 12 exemplos de músicas em que o coral infantil (ou adolescente) foi usado com maestria. Tente imaginar estes sons sem as vozes dos pequenos e perceba como eles são uma força latente nas músicas:

Sia“Cheap Thrills”

O megahit da misteriosa (e talentosa) Sia conta com um batalhão de crianças para ajudá-la no refrão com o mote “I love cheap thrills”, o que dá ainda mais força para a música.

Gorillaz“Dirty Harry”

Imagine só você um monte de criancinhas falando algo como “eu preciso de uma arma para me proteger do mal”? Pois é o que a trupe animada de Damon Albarn faz em “Dirty Harry”, uma das melhores faixas do disco “Demon Days”.

Emicida“Casa”

A faixa do disco “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”, de 2015, tem forte influência da África, para onde o Emicida viajou durante a produção do álbum. Nesta faixa, as crianças são responsáveis pelo refrão “O céu é meu pai / A terra, mamãe / E o mundo inteiro é tipo a minha casa”.

Red Hot Chili Peppers“Aeroplane”

O maior hit do ponto fora da curva “One Hot Minute” conta com o refrão de “It’s my aeroplane” em um outro cantado por Clara Balzary (filha do baixista Flea) e suas colegas. Ela também aparece no clipe vestida de aviãozinho.

Nas & Damian Marley“My Generation (Feat. Lil Wayne & Joss Stone)”

Essa já começa com “My generation will make the change” sendo cantado entre palmas por um grande coral infantil e Joss Stone acompanhando. Não preciso nem falar mais nada!

Passion Pit“Little Secrets”

Esse aqui tem até “Behind The Scenes” das crianças gravando o coral! A música faz parte do disco “Manners”, de 2009. Higher and higher and higher!

Justice“D.A.N.C.E.”

O refrão cantando por crianças do hit gigantesco do Justice traz uma coisa meio “Jackson 5” para a música e é um dos fatores que fez o som estourar e tocar em tudo que é lugar.

Pink Floyd“Another Brick in the Wall Part II”

A clássica voz infantil cantando “We don’t need no education” é algo que até seus pais devem lembrar direitinho. Na época foi mega chocante e até hoje é usada como protesto.

M.I.A.“Paper Planes”

Aqui, o refrão “All I wanna do is (som de tiros) and take your money” dá ainda mais força à canção de M.I.A. com sample de “Straight To Hell” do Clash.

Martika“Toy Soldiers”

Acho que o que eu mais gosto nessa música é a tal parte em que as crianças cantam. E o refrão. Pra mim essa música tinha que ser só refrão.

Faith No More“Be Aggressive”

A coisa meio “cheerleader” em um quase spelling bee de “Be Aggressive” foi até chupado por Marilyn Manson em “mObscene”. É claro que o FNM fez muito melhor.

The Carpenters“Sing (Sing a Song)”

A coletânea que seus pais compraram assim que puderam pra tocar sem parar no rádio do carro. As crianças cantam no final do single mais fofucho e good vibes do duo.

Jay-Z“Hard Knock Life”

O refrão de “Hard Knock Life” é uma adaptação de uma música do musical “Annie” no teatro com a letra transformada em algo mais big pimpin’. E com vocal de crianças, claro.

Lógico que não pára por aí. Fiz uma playlist no Spotify mostrando esses e mais alguns momentos em que a criançada invade o microfone. Faltou alguma? Conta aqui nos comentários!

Breaking News: 11 clipes independentes lançados na última semana que você precisa conhecer

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Cookie Break
Cookie Break

Brant Bjork“Stackt”

Parte do disco “Tao of The Devil”, a ser lançado no dia 30, “Stackt” é o novo single do ex-Kyuss Brant Bjork e mostra um pouco do groove stoner com muita influência dos 70s que aparecerá no álbum.

Kadavar“Reich Der Träume”

O Kadavar é uma das melhores bandas de rock dos últimos tempos. “Reich Der Träume” é parte do disco “Berlin”, lançado pela Nuclear Blast, e ganhou um clipe viajandão dirigido por Nathini van der Meer.

Moriaty“Pulp Fiction”

O Moriaty é uma das bandas preferidas da casa e acaba de lançar o clipe de “Pulp Fiction”, parte do EP “Pure Filth”, filmado no Studio Hire, Plymouth, por Jonny Finnis a partir de ideias do vocalista e guitarrista Jordan West.

Shepherd’s Pie“Johnny Boy”

Nessa aqui eu roubei um pouco, já que foi lançado há mais de uma semana, mas a banda é brasileira, muito boa e merece aparecer nesta lista. Assistam:

Emicida“Chapa”

Emicida acaba de lançar o videoclipe da música “Chapa” em conjunto com as Mães de Maio. A letra do disco “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”, retrata a saudade e a ânsia de um retorno de um ente querido, mas ganhou contornos contra a violência no clipe. “O Brasil atravessa um tempo estranho, é tipo o mundo invertido do Stranger Things, escuridão, monstros, medo e frio. Num momento como esse de tantas paixões e tanta ignorância vindo à tona, acho importante marcar uma posição que algumas pessoas acreditam que já não é mais uma prioridade para o rap brasileiro. Chapa é um abraço em todas as vítimas do estado “democrático” brasileiro. É um grito que diz “lutaremos até o fim por justiça e igualdade, jamais esqueceremos a situação que ainda hoje assombra os lugares onde nascemos”, resume Emicida sobre a ideia do clipe.

Diamond Hands“Just Another Day”

Ah, Burger Records, sempre com lindas novidades pra nós… O clipe de “Just Another Day” segue a cartilha DIY e foi dirigido pela própria banda Diamond Hands.

Suns of Thyme“Deep Purple Rain”

Tirada do álbum “Cascades”a faixa “Deep Purple Rain” mostra um pouco do ~Krautgaze~ melancólico da banda Suns of Thyme, que junta space rock, shoegaze, psych e death rock.

Nuf Said“Nearness”

O som pop funky com um pouco de soul do Nuf Said evoca a mistura sonora de sua terra, Nova Iorque. A música faz parte de seu segundo disco, “Rise”, lançado pela Ropeadope Records em 2016. O vídeo foi dirigido por Simon Yu.

Kissing Is a Crime“Crown Royal”

Falei bem da Burger Records, devo falar bem também da Don Giovanni Records. As duas são cheias de ótimas surpresas, o que é o caso do Kissing Is a Crime, que ganhou um belo clipe dirigido por Charlotte Hornsby.

Cookie Break“Mark”

O pop punk polonês do Cookie Break lembra do começo do hardcore californiano que acabou desenvolvendo sucessos como o Blink-182: riffs punks, bateria acelerada, vocais limpos… Muito bom pra quem gosta do estilo. Este é o primeiro clipe da banda, aliás!

Lordi – “Hug You Hardcore”

Vindos da escola GWAR e White Zombie de música e clipes, o Lordi (não confundir com a Lorde) fez um clipe cheio de nojeira, sangue, cinta-caralha e etc. A faixa faz parte do álbum “Monstereophonic (Theaterror vs. Demonarchy)”, a ser lançado no dia 16 de setembro.

Ronald Rios conta um pouco sobre a história do rap nacional na primeira temporada de seu programa na Gazeta

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Ronald Rios e Edi Rock

No começo do ano, o ex-Badalhoca e ex-CQC Ronald Rios estreou seu primeiro programa na Gazeta. Como bom fissurado em rap, o comediante e jornalista (que inclusive arrisca algumas rima de vez em quand0) resolveu falar sobre o estilo de forma descontraída e íntima, sem deixar de lado a didática para quem quer começar a entender o mundo do hip hop brasileiro.

“Histórias do Rap Nacional” tem 6 episódios e faz um panorama do hip hop no Brasil desde seus primórdios, com Pepeu e seus “Nomes de Menina” e NDee Naldinho com “Melô da Lagartixa” até nomes fortes da cena atual como Emicida, Criolo, Rashid e Rico Dalasam, passando, é claro, por Racionais MC’s, Thaíde, Rappin Hood e Gabriel o Pensador, que ajudou o estilo a estourar para as paradas de sucessos pop nos anos 90.  A Gazeta, fugindo do padrão “pague para ver de novo” que muitas emissoras seguem, disponibilizou todos os episódios completos no Youtube, e você pode acompanhá-los aqui embaixo:

Episódio 1 – A Nova Cara do Rap – Rashid, Tássia Reis, Rincon Sapiência, Bitrinho, Lurdes da Luz, Livia Cruz, SPVic, Síntese, Drik Barbosa e Rodrigo Ogi

Episódio 2 – Rap das Antigas – Pepeu, Thaíde, Max BO, DMN, Gabriel O Pensador, Kamau, Rappin Hood

Episódio 3 – Emicida

Episódio 4 – Produtores e Racionais – Edi Rock, KL Jay, DJ Nyack, DJ Hum, DJ Cia, Uzy, Skeeter, Daniel Ganjaman e Dario Beats.

Episódio 5 – MCs – RZO, GOG, Ndee Naldinho, De Menos Crime, Rael, Msário, Xis, DBS, Renan Inquérito, Rico Dalasam

Episódio 6 – Criolo e Rinha e MCs – Criolo e DJ Dandan

 

Garimpo Sonoro #12 – Estudando Tom Zé: 5 vezes em que Tom Zé foi nota 10!

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Tom Zé

De maneira dolosa, Tom Zé sempre se vendeu como o Vagabundo enquanto seus atos explicitavam seu dom chaplinesco. Em meio século de carreira, o artista vindo da hipercitada Irará-BA se formou em música na renomada Faculdade de Música da UFBA e usufruiu desta base técnica com tanto primor quanto sua abordagem criativa com as palavras e sons.

Precisaria de muitos caracteres para discorrer sobre o caráter artístico do Senhor Zé – incluindo sua relevância na Tropicália – por isso, como de praxe, resumirei em apenas cinco amostras:

“Tô” – Quando se vê toda a carreira de Tom Zé, “Tô” se mostra muito mais do que um manifesto: é uma cartilha que Tom Zé segue à risca.

Plágio – Em 1990, Tom Zé expôs um pouco do tortuoso caminho criativo cheio de dialogismos que ele costuma usar em sua obra. Aqui, ironiza uma acusação de plágio ao fazer uma música em que quase nada é seu.

“Estudando o Pagode” – Há 11 anos, Tom Zé levantava parte da bandeira do feminismo sob o véu de sua releitura sobre o pagode. O álbum, em forma de operetta em três atos, conta a história da opressão à mulher, sua relação com o homem e a distorção do amor. O disco todo vale a pena, mas aqui ilustro com “Proposta de Amor”.

“Tropicalea Jact Est” – Apesar de não incluir na série “Estudando”, Tom Zé revisita a evolução da Bossa Nova em um belíssimo disco que conta com participações atuais, como Mallu Magalhães, Rodrigo Amarante, Pélico e Emicida.

João da Esquina – No seu livro “Tropicália Lenta Luta”, Tom Zé mistura sua biografia com uma releitura sobre a vida de todos. Ao final, compilou alguns artigos que ele publicou em jornais diversos. Um deles, de 2001, homenageia João Gilberto ao mesmo tempo que consegue traçar um paralelo genial entre a Bossa Nova e a fórmula de Einstein E=MC²

Este não tem vídeo, mas leia o artigo (http://navegandonavanguarda.blogspot.com.br/2009/07/artigos-extraordinarios.html) enquanto ouve a instrumental “Toc”:

“Hoje faltam MCs, sobram faladores contando histórias”. Confira uma entrevista com o rapper Marcello GuGu

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Conheci o trabalho de Marcello Gugu pela incrível ilustração zumbi da capa de sua mixtape “Até Que Enfim Gugu”, de 2013. Muitos dizem que não se deve julgar um livro (ou disco, que seja) pela capa, mas foi exatamente o que eu fiz. E estava certo: algo com uma capa tão bacana não podia ser ruim. Veloz nas rimas e nas referências e com batidas que vão do soul ao rock, Gugu impressiona em seu primeiro disco, produzido por DJ Duh, Léo Cunha, Rodrigo Chiocki, DJ Caique, Jhow Produz e pelo próprio rapper, que pode ser baixado gratuitamente em seu site. Agora, ele prepara seu segundo trabalho, “Azul Índigo”, ainda sem previsão de lançamento, e continua rimando pelo Brasil afora.

Bati um papo com Gugu sobre música grátis, o hip hop brasileiro hoje em dia, o machismo que ainda existe no meio e a Batalha do Santa Cruz, da qual é um dos organizadores:

– “Até Que Enfim Gugu” obteve bastante sucesso de forma independente com divulgação pela internet e sendo disponibilizado para download gratuito em seu próprio site. Como foi isso? O que você acha do streaming estar dominando o mundo da música?

Durante todo o processo de produção do disco pude refletir sobre como seria lançado e sobre como disponibilizaria esse trabalho para o público. A ideia sempre foi de oferecer música de qualidade a um preço acessível. Cresci durante os anos 90/2000 e pude acompanhar todo processo de transição entre a fita K7 e o CD para o Mp3 (em meados de 2010), e dessa forma pude configurar uma ideia sobre a transitoriedade dos meios que existem para se oferecer música as pessoas. A ideia, antes do lançamento, era: Como chegar no ouvinte? Como fazer esse trabalho ser conhecido? Como fazer com que as pessoas tenham curiosidade e fácil acesso ao que estamos produzindo?

Para todos aqueles que estão antenados nas mudanças tecnológicas relacionadas ao mundo musical, desenvolver uma resposta não foi tão difícil.

Se analisarmos o processo de produção de um disco como um todo, perceberemos que hoje existe uma a facilidade muito maior para se executar gravações profissionais já que os estúdios estão mais acessíveis em questão de preço, poderemos perceber também que os processos de masterização e mixagem, que mantém a qualidade do áudio final, continuam em evolução garantindo um resultado cada vez melhor e que hoje é relativamente baixo o custo para reprodução/cópia. Ao se analisar isso chegasse a conclusão de que seria/é possível divulgar o trabalho gratuitamente ainda sim disponibilizá-lo para venda, a baixo custo, para as pessoas pudessem adquirir caso gostassem. Por que? simples. O retorno do investimento em questão de vendas de disco existe, porém, a oportunidade de divulgar o trabalho faz com que outras portas sejam abertas, cujo a rentabilidade é maior, como a venda de shows por exemplo.

Por ser meu primeiro registro em estúdio, a idéia de ter o disco completo na internet era divulgar o trabalho, caso a pessoa se interessasse, poderia adquirir a cópia física. Deu muito certo, hoje estamos em quase 10 mil cópias do disco e perdemos a conta de quantos downloads já foram feitos e de quantos sites replicaram o disco em seus acervos. Graças a Internet o músico independente tem a possibilidade de direcionar sua arte da forma em que acredita, sem sofrer interferência de um selo ou gravadora, o que permite com que a liberdade artística seja preservada. Com todas as ferramentas que a net propicia tais como as redes sociais e os serviços de streaming, o músico consegue, além de divulgar seu trabalho para grandes públicos, manter um contato quase que direto com seus fãs, contratantes e todo círculo social que o mercado/cena possui. Acredito que o streaming é uma tendência mercadológica devido a informatização dos processos de divulgação e distribuição, e que talvez seja mais um passo nesse processo de transição que a música sofre com o decorrer dos anos.

Se analisarmos em questão de serviços oferecidos, existe por exemplo, uma sincronização que o Spotify permite com que o usuário não precise estar conectado para ouvir as músicas de sua playlist. Isso dá a a oportunidade para o assinante ter em mãos o acesso de um determinado número de artistas como se fosse um mp3. Quem imaginaria isso a alguns anos atrás? Pensando nessa linha de raciocínio acredito que talvez, daqui alguns anos, o streaming seja um dos serviços mais utilizados pelos usuários que realmente gostam de música, afinal, essa ferramenta não oferece necessariamente apenas musicas, mas também notícias, vendas de produtos e atualizações que fazem parte desse universo.

– A capa de “Até Que Enfim” é incrível. Quem fez?

O responsável pela capa se chama Hugo Silva (@abacrombieink) e a idéia do desenho nasceu de uma brincadeira relacionada ao meu comportamento numa empresa em que trabalhei durante quase 5 anos. Fui funcionário de uma editora que trabalha com a produção de mídia digital voltada para ensino a distância, editando audio e vídeo. A maioria dos MC’s e de pessoas que trabalham com o Hip Hop, devido a falta de estrutura de mercado e ao lento processo de consolidação do mesmo, não consegue viver apenas da arte ou da cultura, tendo que ter uma jornada dupla de trabalho e na época, eu também me enquadrava nesse perfil. Dormia pouco, trabalhava com as composições e processos burocráticos do disco ‘até que enfim gugu’ que foi lançado em 2013, na madrugada e muitas vezes ia trabalhar virado. Quando você passa duas, três noites sem dormir, isso cria um efeito visual (risos) e um dia, cheguei muito cansado, virado da madrugada, e um dos colaboradores de lá me disse: Você as vezes vem trabalhar parecendo um zumbi. A brincadeira pegou e alguns dias depois o Hugo me trouxe um sketch de um desenho de zumbi, feito em cima de uma foto de um amigo chamado Willi Lopez e com os dizeres: The Walking Rap, adaptado e fazendo uma brincadeira com o The Walking Dead, a série sobre zumbis mundialmente famosa. No momento em que vi a ilustração pensei na hora em fazer camisetas, porém, o projeto se estendeu e acabou se tornando a capa do disco também. Por demorar 3 anos para lançar o trabalho e pelas brincadeiras com o título, o desenho conversou muito bem com toda a proposta e composição estética e hoje é considerada uma das capas mais originais do rap.

– “Hoje faltam MCs, sobram faladores contando histórias”. O que falta nos rappers de hoje para que sejam verdadeiros MCs?

Essa linha da “Gil Scott Heron” sintetiza a necessidade que eu sinto de fazer com que as pessoas de nossa cultura se lembrem sempre sobre o que significa ser MC. Mais do que somente a sigla mestre de cerimônia, quando me refiro a MC, me refiro mais do que somente fazer rimas e shows, me refiro ao Griot africano, ao improvisador de lundu, ao tocador da congada, ao jongueiro e ao repentista. Me refiro sobre os professores das culturas populares que tem a oportunidade de imortalizar histórias e pessoas através da oralidade, e muitas vezes sinto que isso pode se perder. Essa linha muitas vezes funciona para me lembrar da necessidade de passar a história do Hip Hop para frente, de fazer com que o conhecimento adquirido por mim durante a vivência e o estudo seja transmitido da mesma forma que era feito na África sub-sariana de séculos atrás, através da palavra. Cada vez que não falamos um nome ou não lembramos a próxima geração sobre a importância de uma figura histórica da nossa própria história, essa pessoa e tudo que ela construiu acaba se perdendo. Isso não pode acontecer. Pessoas como Marcos Telesphóro e J.R Blow não podem ser esquecidas. Pensando nisso comecei com um projeto que já dura mais de 5 anos chamado Infinity Class: redefinindo a história sob a ótica do Hip Hop. O nome, Infinity Class é uma homenagem as aulas que eram ministradas dentro da Zulu Nation para a comunidade negra americana e a palestra aborda toda formação da historia sócio-cultural e política do Hip Hop. Nesse projeto, vi a possibilidade de trazer para nova geração os nomes e as historias de personagens como Rosa Parks, Malcolm X e Martin Luther King, e percebi que é impossível falar de Hip Hop sem falar de política, sem falar de racismo, de resistência, de luta. Sou extremamente apaixonado pela cultura, pela história dela e acredito demais no poder transformador que o Hip Hop tem. No mais, acredito que ser Mc é começar a entender esse todo e se ver parte dessa história como um dos elementos. Atuar como alguém que vive essa cultura diariamente e isso está além da indústria, ‘do jogo’, do showbizz, isso está em acreditar num Hip Hop que pode ser utilizado como agente de transformação social, e a partir disso, auxiliar seus integrantes a direcionarem suas vidas, suas visões do mundo, suas formas de enxergar e se enxergar dentro de uma sociedade. Eu acredito que ser MC, o porta voz dessa cultura é, ter a possibilidade de transmitir ao próximo algo que contribua para seu crescimento pessoal e isso faz com que formamos uma rede para melhoria de uma comunidade. Quanto mais gente acreditar nisso, mais força e mobilização teremos para auxiliar o próximo que se encontra em uma situação não tão esclarecida, e isso vai para lugares que necessitam de pessoas que tragam essa energia transformadora, na qual, eu acredito que o Hip Hop é e que todos que fazem parte dessa cultura tem.

Marcello Gugu, Grupo Inquérito e Emicida
Marcello Gugu, Grupo Inquérito e Emicida

– Quais são suas principais influências musicais?

Eu cresci em um ambiente onde música sempre foi algo muito presente. Meu pai é guitarrista  e minha mãe ouve muito MPB, então eu tive grandes influências para minha formação musical. Por parte de pai eu ouvia muito Rock clássico, Jimi Hendrix, Clapton, Carlos Santana, e por parte da minha mãe eu ouvia muito Cazuza, Lulu Santos, Toquinho. Esse tipo de criação me ensinou a não ter preconceitos e a procurar sempre ouvir de tudo. Quando era mais novo existia um momento em minha casa, na hora da janta, em que meu pai colocava um disco e enquanto jantávamos, além da conversa e da convivência, escutávamos musica.

Isso me fez conhecer muita coisa e me fez entender que música é arte e que para se entender um determinado gênero musical precisa-se entender a linguagem que ele fala, e acredito que, como trabalhamos com arte, devemos nos desprender de qualquer preconceito relacionado a criação, portanto, sendo assim, procuro sempre extrair o melhor daquilo que escuto. Quando era mais novo andava de skate e isso me trouxe muita coisa legal, musicalmente falando, portanto, posso dizer que ter toda essa vivência em diversos universos diferentes me permitiu conhecer muita música. Outra coisa que tenho e que me influência muito é o processo de pesquisar em blogs, sites e sebos, que aprendi sozinho, porém, vendo o DJ Diamante e aperfeiçoei, então é difícil definir o que estou ouvindo no momento ou o o que vai me influenciar daqui 5 minutos, porém, existem músicas que sempre estiveram no meu Ipod e que posso definir seus criadores como minha principal influência graças a forma como esses artistas conversam comigo através de suas criações. Acredito que a conexão que fazemos com a música é definida pela energia que emanamos numa determinada época ou momento e que, ao termos esse retorno, seja nunca composição, numa letra, nos identificamos e passamos a incorporar essa arte em nosso dia a dia. Outra coisa que teve um peso nesse processo foi crescer nos anos 90, então minha playlist tem discos clássicos, como “Illmatic” do Nas, “Like Water for Chocolate” do Common, “Are you Experienced?” do Hendrix, porém, quando falamos de influência, falamos de pessoas que mudaram sua vida através da arte delas e dessa forma são fontes eternas de inspiração e referência, então posso dizer que Tupac, Gil Scott Heron, Common, Nas, Kendrick Lamar e J.Cole hoje, são influências pela forma como criam música e como essa música reverbera, me inspirando.

– Você integra o integra o coletivo Afrika Kidz Crew, responsável pela Batalha do Santa Cruz. O quanto as batalhas foram influenciadoras dessa nova leva de rappers que surgiram e levaram o estilo a crescer tanto no Brasil?

O coletivo chamado Afrika Kidz Crew é composto por mim, Flow MC, MC Bitrinho e DJ Colorado, Jay P, Gah MC, Helibrown, Guilherme Treze, e a iniciativa de fazer uma Batalha de MCs partiu de três amigos, Andrei Hadee, Skol e Cabeça, que faziam parte da AFK, porém hoje, não estão mais no coletivo. Eles se inspiraram na tradicional Batalha do Real do Rio de Janeiro e tiveram a ideia de fazer algo semelhante para que a gente pudesse ter uma batalha próxima, afinal, não tínhamos condições de ir para o Rio batalhar. Dia 18 de Fevereiro de 2006 o Santa Cruz teve sua primeira edição e desde então cresceu bastante. A principal idéia da batalha surgiu em meio a necessidade de criarmos nossa própria cena, queríamos reunir pessoas que estivessem fazendo Rap, trocar contatos, mas não tínhamos certeza nenhuma de que daria certo. Fomentamos a idéia do ‘faça você mesmo’ e corremos atrás daquilo que acreditamos. Com o tempo, percebemos que foram surgindo centenas de batalhas espalhadas pelo país e que o Santa Cruz foi inspiração para a maioria delas. Ao refletirmos sobre isso, notamos que as batalhas tiveram grande influência sobre essa nova geração por diversos motivos. Podemos elucidar que essa geração hoje, é a geração do virtual. A informação chega mais rápido, o acesso é mais fácil, as coisas levam menos tempo para serem percebidas, tudo é gravado e postado e a batalha é um reflexo disso. A oportunidade de se expor, de mostrar as habilidades, de travar duelos e ter centenas de acessos no youtube, permite com que a ascensão seja percebida de forma mais rápida, porém, é válido lembrar que: o freestyle e consequentemente as batalhas, são modalidades que, apesar de chamarem atenção e darem visibilidade, são efemêras, ou seja, o ciclo e a durabilidade delas é muito curto se comparados com um disco, um video clip, ou qualquer coisa dessa natureza. O freestyle nasce e morre no momento em que é dito. A vantagem é que, o tanto o freestyle quanto as batalhas, são excelentes vitrines para que um público perceba seu talento com as rimas. O improviso dentro da música tende a se popularizar fácil, fazendo com que uma batalha por exemplo, atraia olhares para outros tipos de trabalho que um MC tem.

A forma mais sadia é encarar os duelos como um momento e como uma oportunidade de se ter visibilidade para, a partir disso, mostrar músicas gravadas, sessões em estúdio, enfim, algo que dê ao público mais do somente um improviso do artista, consolidando, dessa forma, uma base de fãs. Acredito também que o sucesso das batalhas não se faz apenas pelas visualizações ou fãs de improviso/duelos, e sim, pela possibilidade da inclusão social que o espaço ‘batalha de freestyle’ oferece a quem frequenta. A chance de ser visto, de se sentir parte de um grupo, de se relacionar com iguais e diferentes, faz com que o indivíduo se veja num coletivo, se veja aceito por um determinado grupo, passando, não só a frequentar regularmente, mas também tentar se inserir participando ativamente das atividades, ou seja, um cara que era tímido e mal conversava com os colegas, com o passar do tempo, as vezes, está no meio da roda de rima desferindo versos com quem parar na frente. Isso faz parte da transformação pessoal que existe em cada ambiente que o Hip Hop atua e quanto a isso, tivemos centenas de exemplos em que a Santa Cruz fez parte, inclusive a minha. Ano que vem, a batalha do Santa faz 10 anos e é muito bom ver toda essa exposição, ver o amadurecimento, ver ganhar outros públicos e se consagrar como uma das maiores batalhas do Brasil. Aquele momento todo sábado a noite é feito por cada um que cola pra assistir, que dá sua contribuição tanto como platéia quanto como MC, a organização e é graças a essas pessoas que conseguimos mobilizar a atenção de diversas mídias. De tese de um mestrado da USP a reportagens da Globo, SBT e inúmeros temas de trabalho de faculdade, o Santa Cruz vem deixando sua marca nas páginas da história do Hip Hop, porém, acredito que o grande sucesso do Santa é o que ele significou pra vida de cada MC que passou por ali e o quanto isso reverberou pelo país a fora, sendo ainda hoje, modelo pra diversas batalhas que estão começando.

– O rap sempre foi cheio de colaborações, algo que hoje em dia é quase obrigatório. Com quais artistas você gostaria de colaborar?

Gostaria de gravar com muita gente, porém, acredito que a música boa nasce num encontro de energias. Acredito que musica é arte e não consigo conceber a ideia de fazer uma música apenas por fazer ou fazer uma colaboração apenas com o intuito de aumentar o número de vendas ou visibilidade. Acredito no processo orgânico, na maturação da ideia em conjunto, no processo criativo que faz com que o público perceba que foi uma união natural para que aquela música acontecesse. Quanto a pessoas que eu gostaria de gravar, tenho uma lista enorme, porém poderia citar alguns: Ed Motta, Max de Castro, Simoninha, Paula Lima, Léo Jaime, Pedro Mariano, Marina Peralta, Zé Ramalho, Elba, Marisa Monte. Gostaria de trabalhar com muita gente do Rap, a lista é extensa também. Sou fã de muitos artistas e as vezes, tenho a possibilidade de conviver com pessoas das quais sou fã também, porém, acredito que tudo tem um momento certo para acontecer e acho que as musicas tem que conversar com quem você chama para participar. Sinergia. As pessoas sentem quando o tema, o conceito e a composição tem haver com quem produz. Soa com sinceridade e quem ouve sente.

Marcello-Gugu

 

– Suas letras mostram que você luta contra o machismo, tão difundido no rap. Você acredita que o sexismo continua em alta no mundo da música?

Infelizmente sim e não só no mundo da música. Se pensarmos que o rap representa a voz de uma geração, vamos entender que essa geração vai falar sobre o que lhe é ensinado, sobre o que lhe incomoda, sobre o que a cerca, sobre o que permeia sua cultura e etc.. Partindo dessa linha de raciocínio, o machismo é algo tão presente e tão intrínseco na nossa sociedade, que por muitas vezes, esse discurso continua sendo reproduzido sem que haja uma reflexão. Acredito que essa naturalidade vem de um processo secular que fez com que determinados conceitos se tornassem falsas realidades e assim, continuam a serem reproduzidos a torto e a direita. O machismo é algo que deve ser combatido através da desconstrução. Leva tempo, exige esforço para reconhecer determinadas atitudes, já que fomos criados numa sociedade que nos ensina desde criança a sermos machistas, porém, a desconstrução desses conceitos é algo extremamente necessário e eu acredito que a arte, não somente a música, pode auxiliar no processo de reconstrução.

– Em “Milagres” você fala sobre a importância da emancipação feminina, um tema que não costuma ser abordado musicalmente, muito menos por artistas do sexo masculino. Porque nesse trampo você escolheu fazer uma palavra falada e não fazer uma música e qual é, se é que existe, o papel do homem nessa causa?

A poesia ‘Milagres’ foi criada para um fórum de educação realizado no SESC Interlagos que tinha o nome de “E aí, biblioteca pra quê?” na qual fui convidado a fazer alguns spokens sobre a importância da biblioteca para uma comunidade. Refletindo sobre o tema, quis sair do óbvio e ao invés de fazer apenas uma peça elucidando a importância de uma biblioteca, tomei a biblioteca e desfiz de sua representatividade literal, fazendo dela uma metáfora para um espaço cultural, um ponto de encontro, um local onde a cultura está presente e, a partir desse raciocínio, fiz 7 peças sobre os problemas que a ausência de uma biblioteca( como espaço cultural) pode trazer. Dentro desse contexto, tinha tráfico de drogas, abundância de bares a falta de polos culturais e a violência contra a mulher.  A milagres era a quarta. Terminei a apresentação, uma senhora, chorando, se levantou, e disse: “Obrigado, você contou minha história”. Naquele momento fiquei em choque e muito reflexivo. Decidi lançar a versão completa do texto dia oito de Março, com a intenção de lembrar as pessoas sobre o verdadeiro significado dessa data, a morte de centenas de mulheres numa fabrica devido a uma paralisação por melhorias na condição de um trabalho que beirava a escravidão. Dentro da metáfora estava incluso a luta constante da mulher numa sociedade extremamente machista, a importância da emancipação feminina, feminismo, algumas casos e nomes de mulheres que ficaram famosas devido a um machismo que mata todo dia e outros temas relacionados. Desde o lançamento, recebo emails e depoimentos de mulheres que viveram coisas semelhantes ao que é dito, e o quanto elas se viram representadas nas minhas linhas. De alguma forma, algumas sentiram a liberdade de poder me contar suas histórias e dividir um pouco do que elas viveram comigo. Soube também, que existe um projeto dentro de uma delegacia que utiliza a poesia “Milagres” para auxiliar mulheres que sofreram algum tipo de violência. Considero a arte como um caminho excelente para criar reflexões, e para auxiliar o processo de conscientização e de reeducação não só sobre o machismo ou o racismo, mas sobre uma série de questões sociais, culturais e políticas que ao meu ver, necessitam ser revistas. Depende de nossa geração a criação de uma sociedade melhor. O que iremos ensinar a nossos filhos, o que iremos transmitir de valores e cultura e o que iremos propor de mudanças pode encontrar na arte, um caminho que permita a transformação de uma forma gradativa, respeitosa e constante. Acredito que, talvez, a “Milagres” fala por centenas de mulheres que a vergonha e o medo calou, e acredito que, através da arte, essa vozes ecoam fazendo com que pessoas se sensibilizem com uma causa, auxiliando o processo de transformação social. Sobre o papel do homem dentro de uma causa como o feminismo: eu acredito que existe porém, é importante entender algumas premissas básicas: Jamais o protagonismo dessa luta é masculino. É uma luta feminina, e isso significa que o papel do homem é no máximo auxiliar a desconstrução de conceitos que ele mesmo criou, ou seja, primeiro mudar o próprio comportamento, para depois, tentar mudar o comportamento do próximo. É necessário entender que existem termos que não podem ser confundidos tais como femismo e feminismo e é necessário compreender também que, se você não se manifesta ao perceber algo machista, você continua fomentando esse comportamento. Para se falar da dor do próximo necessita-se de sensibilidade e para compreender a causa é necessário entender que feminismo não é somente por igualdade e sim, também, por justiça.

– Qual o seu processo de composição? O beat vem antes da rima ou é o contrário?

Meu processo criativo é confuso, depende de muita coisa, mas, geralmente, a rima vem primeiro. As vezes tenho a ideia de um som ou um conceito e reflito sobre ela antes de fazer as rimas, mas as vezes penso nos versos e depois no conceito do som, no título. Tudo depende muito do momento da criação, porém, por gostar de arte em geral, me preocupo muito com a estética em que escolho criar, me preocupo com as conexões, com as metáforas e figuras de linguagem e com cada linha que vai figurar a música pois, quando escrevo, meu objetivo é fazer as pessoas assistirem aquilo que eu estou falando. É transformar a imaginação do ouvinte em uma tela e fazer com que minhas linhas pintem um filme no imaginário de quem as ouve. Vejo cada letra como uma peça e acredito que essa peça imortaliza um determinado momento da vida, é como se fosse uma obra imortalizando um ponto de vista meu, sobre um determinado assunto num período da minha vida, portanto, penso que devo me doar ao máximo para que consiga fazer uma obra que não dure semanas ou meses e sim, anos.

Meu objetivo final é transformar o ouvinte em participante, fazer com que, quem me ouve seja sensibilizado e sinta vivo naquilo que eu escrevi.

Isso funciona tanto para as letras, como para os textos, spokens, releituras literárias, enfim, uma coisa que tenho é que escrevo todo dia. Compulsivamente e sobre centenas de assuntos diferentes. Acredito que escrita é um exercício e quanto mais se treina, melhor fica.

– Você já está trabalhando em seu próximo trabalho? Quando podemos esperar algo novo por aí?

Desde a concepção do conceito das musicas do até que enfim gugu até a prensagem, o disco demorou cerca de 3 anos para ser terminado e marca um momento muito importante na minha vida, que foi onde ocorreu um processo de transição no qual parei de batalhar e comecei a me dedicar a escrita e a composição. O processo de criação do até que enfim gugu foi um aprendizado sem tamanho e me permitiu conhecer melhor as ferramentas de escrita que tinha e a entender e explorar algumas coisas dentro do campo de compor. Foi uma excelente escola e que vai me permitir explorar mais coisas nos próximos trabalhos. Atualmente já estou mexendo no meu próximo disco que leva o nome de “Azul Índigo”, porém ainda sem previsão. Tenho alguns trabalhos soltos que virão antes dele e alguns videos do até que enfim gugu para encerrar o disco como ele merece.

– Quais rappers que estão fora da mídia você recomendaria que o público em geral conhecesse?

Atualmente percebo que a cena está sendo constantemente sendo alimentada pela aparição de novos MCs, grupos e coletivos. A internet tem permitido com que as pessoas tenham a oportunidade de se expressar musicalmente de forma mais fácil, isso fomenta a cena e trás novidades constantemente. Tenho escutado muita coisa que me mandam, alguns já consolidando público, alguns no começo de um processo, porém, todos na mesma corrida. Se tivesse que recomendar alguns ‘novos’ MCs, citaria, o A.L.M.A, Caroline Souto (Souto MC), Valmir Nascimento, Daniel Garnet e Peqnoh.

Ouça “Até Que Enfim Gugu” completo aqui. Para baixar, basta entrar no site do MC: http://www.marcellogugu.com.br/

10 dos piores exemplos de que o machismo correu solto (e ainda corre) nas letras de rap

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Tem um momento no stand-up de 2004 “Never Scared”, de Chris Rock, em que ele diz que adora rap, mas não dá pra defender o estilo. Motivo: suas letras. Ele cita “Get Low”, de Lil Jon (“To the window / To the wall / To the sweat drop down my balls”) e como “é difícil defender letras como ‘I got hoes in different area codes’” e que às vezes até garotas dançam raps com letras cheias de misoginia.

Será que ele está exagerando? Se você assiste e pensa “ah, não existem letras tão pesadas como o ‘blind the bitch’ que ele brinca ali no final, vai”, acho melhor repensar. Existe coisa até pior e mais violenta que isso. Duvida? Vou dar 10 exemplos de letras machistas e misóginas do rap, mas isso é só a ponta do iceberg. Existe muito mais rodando por aí, e não só no rap: no funk, no rock, no sertanejo e em todos os estilos musicais, infelizmente, a coisa ainda tá feia.

“Fique esperto com o mundo e atento com tudo e com nada / Mulheres só querem/preferem o que as favorecem / Dinheiro e posse, te esquecem se não os tiverem”Racionais MC’s

Em “Mulheres Vulgares”, os Racionais MC’s começam dizendo que vivemos em uma sociedade feminista que considera todo mundo machista. Sério? Temos outros exemplos, como “Em Qual Mentira Vou Acreditar”, do disco “Sobrevivendo no Inferno”, de 1997, com o verso “Que mina cabulosa, olha só que conversa: Que tinha bronca de neguinho de salão / Que a maioria é maloqueiro e ladrão / Aí não, mano! Foi por pouco / Eu já tava pensando em capotar no soco”

“Slut, you think I won’t choke no whore / Til the vocal cords don’t work in her throat no more?!”Eminem

http://www.youtube.com/watch?v=lkMs2YI8x68

Ah, Eminem. Dava pra fazer um post só com os vários versos violentos, homofóbicos e misóginos do loirinho, que normalmente diz que “é brincadeira”. Como no final de “Kill You”, que contém o verso acima. Ou na faixa “Kim”, que é basicamente um diálogo em que ele espanca e mata sua ex-mulher com uma batida de Led Zeppelin sampleada ao fundo, algo como um rap torture porn.

“Bitches ain’t shit but hoes and tricks / Lick on these nuts and suck the dick.”Snoop Dogg

O verso de Snoop em “Bitches Ain’t Shit” mostra o quanto a mulher era valorizada no rap americano na época do lançamento de “The Chronic” do Dr. Dre.

“My little sister’s birthday / She’ll remember me / For a gift I had ten of my boys take her virginity.”Bizarre

www.youtube.com/watch?v=9Tin7x8OPho

Este nojento verso de Bizarre está presente em “Amytiville”, música do (adivinhem?) Eminem. O cara se orgulha de levar dez caras para estuprar sua irmã virgem, um “presente” do irmão. Isso é música que se faça, cara?

“Put Molly all in her champagne, she ain’t even know it / I took her home and I enjoyed that, she ain’t even know it.”Rick Ross

A tática que Bill Cosby supostamente usou para estuprar diversas mulheres aparece aqui na música de Rick Ross “You Don’t Even Know It”. Nojentíssimo.

“Parece que parou comigo pra me atazanar/ Me dá vontade de pegar uma arma e…/ Cala a boca! Eu tô pensando em fazer igual o goleiro Bruno / Falar que tu viajou e te mandar pra outro mundo”Shawlin

Sério que o Shawlin do Quinto Andar se comparou ao goleiro Bruno em um rap que fala sobre como ele tem raiva de “mulher chata”? Sim, a música “A Raiva” é toda sobre isso, mas este verso é de assustar qualquer um.

“E tu vem, meu coração parte e grita assim / ‘arrasa biscate!’ / Merece era uma surra, de espada de São Jorge”Emicida

Emicida é declaradamente contra o machismo, mas entrou em uma polêmica com a música “Trepadeira”, que contém o verso acima. “O tema do machismo no rap é importantíssimo e deve ser debatido e combatido, assim como na sociedade como um todo. Gostaria de lembrar que já colocamos o dedo nessa ferida ao criar “Rua Augusta”, saindo do lugar-comum da mulher como “vadia/produto/objeto”, e humanizando a imagem de uma prostituta. Muito respeito a todas as feministas (principalmente as que me xingaram pouco)”, disse ele, em resposta à polêmica.

“I fuckin’ hate you; I’ll take your drawers down and rape you / While Dr. Dre videotapes you…”D12

O D12, que conta com Eminem e Bizarre, já citados acima, novamente mostra que para eles estupro é algo comum e sem importância. Ou não é isso que esse trecho de “Fight Music” demonstra?

“Rape a pregnant bitch and tell my friends I had a threesome.”Tyler, the Creator

Tyler, The Creator é conhecido por seus “raps ofensivos”. O verso acima é uma “piada” com estupro de grávidas que aparece na música “Tron Cat”.

“And if you got a daughter older than 15, I’mma rape her/Take her on the living room floor, right there in front of you/Then ask you seriously, what you wanna do?”DMX

DMX pega pesadíssimo na letra de “X Is Coming”, ameaçando estuprar a filha de alguém na frente dos pais, caso ela tenha mais de 15 anos. Estupro, pedofilia e violência em apenas uma frase. Dá pra acreditar?