Construindo Zé Bigode: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Zé Bigode, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Criolo“subirusdoistiozin”
Primeira musica que ouvi do Criolo, logo de cara achei o nome bem diferente, quando conferi o som ouvi uma base bem orgânica com uma pegada jazz, com aquele som de Fender Rhodes curti de cara e depois fui baixar o disco nó na orelha que foi bem importante pra mudar minha visão musical

Gil Scott Heron“Lady Day and John Coltrane”
Uma das minhas musicas favoritas do disco “Pieces of a Man”, clássico do Gill Scott Heron, essa musica toda vez que me sinto meio pra baixo serve de estímulo, assim como na letra ouvir “Lady Day and John Coltrane” levam os problemas pra longe, Gill Scott também o faz muito bem.

Oasis“Live Forever”
Ouvi muito Oasis na minha vida, e essa música sem duvida é uma das que mais escutei deles, lançada em 1994 no disco de estreia, o “Definitely Maybe”, escrita por Noel Gallagher, é uma homenagem a estar vivo.

John Coltrane“Acknowledgement”
Uma das músicas mais perfeitas da história da humanidade. É só isso que consigo dizer quando a ouço, muitos sentimentos nesse som aí! Sem contar que faz parte de um dos maiores discos da história, o “A Love Supreme”.

BaianaSystem“Playsom”
Só quem já foi num show do Baiana sabe a energia que é, e essa música pra mim é a que melhor define o som deles. Pedrada pura!

Nina Simone“I Put a Spell on You”
Nina Simone, né? Dispensa comentários, rainha!

Gilberto Gil“Drão”
Já era fã da musica desde sempre, quando descobri que era uma musica falando da separação dele com a Sandra Gadelha, um pedido de desculpas, tem vários jogos de palavras geniais.

Céu“Lenda”
Essa tem um groove que pega de primeira ouvida, lembro que quando descobri esse som e o disco de estréia dela, ouvi sem parar.

Elton John“Razor Face”
Eu podia indicar qualquer faixa do disco “Madman Across The Water”, que é um dos meus discos favoritos, mas vai “Razor Face”. Acho que é a que melhor representa essa fase do Elton John, quando ele tinha o timbre de voz bem agudo e lançava um clássico atrás do outro.

Gal Costa“Tuareg”
Se não me engano essa musica é do Jorge Ben. “Tuareg” mostra quanto o Brasil estava num ótimo momento musical no fim da década de 60, experimentando sonoridades de várias regiões do mundo e mesclando com a nossa musica tradicional. Os anos 60 foram bem intensos pra musica popular, apesar de politicamente estarmos em um dos piores momentos de nossa história.

Belchior“Alucinação”
Faz parte do álbum de mesmo nome, eu citaria o disco todo, mas escolho essa, que mostra o Belchior na sua melhor forma poética, dando o papo reto numa crítica ácida e certeira. “A minha alucinação é suportar o dia a dia”.

Chico Science e Nação Zumbi“Manguetown”
Chico Science talvez seja uma das minhas maiores influências, a sensacional analogia da parabólica fincada na lama… A música é isso, é universal, é um pouco de tudo que já escutamos nessa vida independente de território. Poucos souberam mesclar o tradicional com a vanguarda como Chico Science fez, um verdadeiro alquimista.

Jorge Ben“5 Minutos”
Falando em alquimista musical, aqui temos outro. “5 Minutos” chama minha atenção pela harmonia dela, diferente de quase tudo que ele fez. É torta mas tem groove, vê se pode?

Metá Metá“Oyá”
Metá Metá é uma das melhores coisas que a musica brasileira nos proporcionou nesse novo século. É punk? É samba? Música de terreiro? Escolhi “Oyá” por ter uma dinâmica entre a porrada e a calmaria.

Planet Hemp“Stab”
Nunca tive uma formatura, mas se tivesse certamente entraria com essa música. Escutei bastante quando andava de skate, me dá uma motivação enorme pra enfrentar as dificuldades.

Fela Kuti“Army Arrangement”
Essa música é quase um disco (risos). Com quase meia hora de duração, algo muito comum pro Fela Kuti, icone negro de resistência contra as opressões do governo e do imperialismo eurocêntrico.

Herbie Hancock“Dolphin Dance”
Uma mistura entre musica modal e musica tonal, um tema bem complexo de se improvisar, mostrando a verstatilidade harmônica do Herbie, uma lenda do jazz.

Miles Davis“So What”
Faz parte do essencial “Kind Of Blue”. Recomendo escutar esse disco a todos que querem saber mais sobre jazz. Ou melhor: a todos que gostam de ouvir música, recomendo a audição. Uma guinada que mudou o jazz, quebrando o virtuosismo técnico e cheio de progressões do bebop, inserindo o modalismo.

Led Zeppelin“Going To California”
Essa musica faz parte do clássico disco “IV”, amo todas desse disco, mas essa me marcou positivamente por bons momentos que tive embalados por esse som.

Milton Nascimento“Travessia”
Escolher uma do Milton é complicado, poderia fazer essa lista só com musicas dele que ainda faltariam mais 20! Mas “Travessia” é a minha favorita, desde a letra do Fernando Brant, que é uma das coisas mais lindas já musicadas, quanto a harmonia e arranjo. O trompete nessa faixa é algo de outro mundo.

Construindo Dum Brothers: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Dum Brothers

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo paulistano Dum Brothers, que indica suas 20 canções indispensáveis.

Elton John“Street Kids”
Bruno: Essa música eu já ouvi tanto que eu acho que ela já faz parte da minha vida, tipo um anexo.

Grand Funk Railroad“I Come Tumblin”
Bruno: Bom, essa música foi a primeira que ouvi da banda, me fez ficar apaixonado na hora pela guitarra e a voz do Mark que são sensacionais. Nem vou mencionar a bateria de todas as músicas do Grand Funk que são uma palhaçada de tão boas.

Black Sabbath“Children of The Grave”
Bruno: Quase todos os bateristas e guitarristas do mundo tem o Black Sabbath como inspiração e Black Sabbath sem Bill Ward não é Black Sabbath.

Kiss“Deuce”
Bruno: “Deuce” foi uma das que mais teve peso na inspiração, foi ouvindo ela que me veio na cabeça a letra de “Volta pro Sul”, Peter Criss foi o ponto chave nessa inspiração.

Eagles“One Of These Nights”
Bruno: Bom, Eagles eu sou suspeito de falar, é minha banda de cabeceira! Gosto de todas as músicas, ouço todos os dias… Don Henley, Joe Walsh, Glenn Frey, Don Felder… Esses caras juntos são muito foda, e essa música é muito boa, a bateria dela com levadas de jazz… Foda.

Deep Purple “Maybe I’m A Leo”
Bruno: Quando tinha 16 anos comprei o vinil “Machine Head” do Deep Purple e transformou minha mente, de lá pra cá não fui a mesma pessoa. Influência master na minha forma de compor e tocar, essa música representa essa fase de transformação na minha vida.

Queen“Liar”
Bruno: Essa música a primeira vez que ouvi quase não acreditei que fosse Queen, aí depois que ouvi o lado B do deles vi que eles são muito mais que “We Will Rock you” e “We are the Champions” e até hoje é influência.

The Hellacopters“Same Lame Story”
Bruno: Com certeza essa banda tem influência no nosso som de formas variadas.

Muñoz“Run”
Raul: A primeira vez que eu vi Muñoz foi no Inferno, abrindo pro Kadavar. Já tinha ouvido os caras mas aquele show foi foda, falei “É isso!”. Depois a gente foi em um monte de show deles. Um duo super foda e que toca alto pra caralho.

Huey “Sex & Elephants”
Raul: Um ano antes de formar o Dum eu fui num show deles e aquilo deu um clique: guitarras graves, distorções, confusão, fiquei impressionado. Chamei o Bruno pra ir e um show deles e falei “Tava querendo fazer algo assim”. O Dum ficou bem diferente de Huey, bem diferente, mas pelo menos a guitarra é grave e a gente fica confuso.

Elder“White Walls”
Raul: Na onda do Doom/Stoner/Sludge, essa foi uma das músicas com guitarras graves que mostrei pro Bruno antes de começar a tocar, muitas das loucuras e riffs vem dessa banda.

Grand Funk Railroad“Inside Looking Out”
Raul: A gente gosta muito de Grand Funk, escutamos desde sempre, sem dúvida uma grande influência para vários aspectos do nosso som.

Queens Of the Stone Age“If Only”
Raul: O vocal estranho do Josh Homme e as guitarras em C já estão no sangue, nessa música dá pra sentir uma melancolia na cantoria dele e a batida mantida no surdo do verso.

Royal Blood “Little Monster”
Raul: Não podia faltar outro duo nessa lista. Esse é de baixo e guitarra, fiquei impressionado quando ouvi e depois vi como que o Mike Kerr transforma o baixo e duas guitarras e um baixo, resolvi tentar fazer igual. Essa música foi uma que estava na setlist do primeira jam que fizemos.

Baroness “Cocainium”
Raul: Essa é de uma banda que era bem pesada no começo e depois foram experimentando. Continuou pesado mas com umas variações estranhas no som. Nessa tem uma batida mais marcada no bumbo e umas doideras com as guitarras, a música chegar a ser dançante.

Graveyard“The Siren”
Raul: Um pouco de blues, sofrimento e gritaria. Suécia é um berço de influências pra gente, muita coisa boa que a gente ouve vem de lá. A variação de calmaria e barulho dela é um bom exemplo do que a gente curte fazer em algumas músicas.

Steve Miller Band“Jet Airliner”
Raul: A melodia dessa música é maravilhosa, mesmo sendo uma versão do Paul Pena ela preservou o sentimento do cantor. Uma época a gente tocava ela nos ensaios, mas o tom é muito alto, ficava foda cantar depois de um tempo.

Rival Sons“Open My Eyes”
Raul: Esse riff é demais. Mesmo usando uma fórmula antiga, ainda fica foda quando tem o baixo junto com a guitarra, a gente faz bastante essas coisas usando o pedal oitavador.

Mastodon“The Motherload”
Raul: Em uma tentativa louca de fazer o mais difícil possível, colocamos essa música no setlist da jam, ficou estranha mas conseguimos testar nossos limites. A música é foda, o riff é foda, a bateria é foda, e o clipe é foda (risos)!

The Hellacopters“Toys and Flavors”
Raul: Realmente gostamos de Hellacopters. O clipe dessa música me fez querer tocar guitarra!

“Almost Famous”: o espírito sexo, drogas e rock’n’roll à flor da pele

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Almost Famous, Quase Famosos

Depois de duas longas semanas sem posts por aqui, quem volta com tudo é a Sinestesia. Tem sido tudo muito louco desde que O Pulso Ainda Pulsa, um projeto elaborado pelo Hits Perdidos e o Crush em Hi-Fi, ganhou vida. Mas voltemos ao que interessa nesta coluna!

Nada como um filme que tenta – e consegue – nos levar direto para os anos 70, mais precisamente no “boom” da indústria fonográfica. Cheio de rock stars, jornalistas e chairmans de gravadoras nadando literalmente em dinheiro.

O funk ostentação é troco de pinga perto do que estes junkies, rockers e groupies viveram 24/7 durante aqueles anos de ouro. “Almost Famous” (“Quase Famosos”, de 2000tem o papel de retratar toda essa loucura rock’n’roll e todo seu entorno de maneira criativa e envolvente.

ALMOST BUS

“Um fã ávido por rock’n’roll consegue um trabalho na revista americana Rolling Stone para acompanhar a banda Stillwater em sua primeira excursão pelos Estados Unidos. Porém, quanto mais ele vai se envolvendo com a banda, mais vai perdendo a objetividade de seu trabalho e logo estará fazendo parte do cenário rock dos anos 70″ – Sinopse por Adoro Cinema

O que as pessoas muitas vezes deixam de saber são curiosidades sobre este filme que chegou a ganhar até Oscar. Primeiramente, o filme é praticamente autobiográfico – com uma dose de fantasia, claro – sobre as histórias e experiências pessoais como jornalista juvenil na revista Rolling Stone do diretor, Cameron Crowe, que contou para o site The Uncool sobre nomes terríveis que ele pensou antes de chegar ao “Almost Famous”“My Back Pages” foi o primeiro e convenhamos seria um título um quanto óbvio. “The Uncool” foi outro um pouco melhorzinho, mas ainda fraco, baseado numa fala de Lester Bangs – lendário crítico da revista. Alguns outros já caíram no contexto musical, como “Tangerine”, uma canção do Led Zeppelin – que inclusive toca nos letreiros finais do filme – e “A Thousand Words”: título do primeiro artigo escrito pelo protagonista, William Miller, em resenha feita sobre um show do Black Sabbath.

Guita

Mas vamos à trilha sonora – e que baita trilha, diga-se de passagem.

O pontapé inicial da soundtrack lançada no dia 12 de setembro de 2000 via Dream Works é com “America” do Simon & Garfunkel. A canção foi composta para o álbum Brokends” (1968) e produzida pelo duo e Rory Halee. Assim como o livro “On The Road”, a canção fala sobre dois jovens apaixonados cruzando os Estados Unidos à procura da “América” nos sentidos literal e figurativo.  A inspiração é genuína, visto que em 1964, Simon fez esta viagem com sua namorada, Kathy Chitty. O amor é lindo, não é mesmo?

TOMMY

Logo na segunda faixa já vem um petardo com selo Tommy” (1969) de qualidade. Sim, The Who para ninguém botar defeito com um dos maiores discos de ópera rock de todos os tempos. A densidade de “Sparks” te faz viajar por outras dimensões e poderia ter entrado até na trilha de “Stranger Things”.

A próxima canção é uma das queridinhas do pessoal da Rolling Stone: Todd Rundgren com It Wouldn’t Have Made Any Difference”, faixa título do álbum duplo lançado em 1972. As ondas do rock progressivo a la Yes dão o tom da batida. Este som foi gravado no ano anterior em Los Angeles, Nova Iorque e em Woodstock. Todd toca as guitarras e os teclados no álbum. Sucesso na crítica e aclamado pela Billboard, além de conseguir posição 173 entre os 500 melhores álbuns de todos os tempos na lista da Rolling Stone.

E já que falamos em Yes, adivinhem quem aparece na próxima faixa? Eles mesmo com “I’ve See All Good People: Your Move”. Sua primeira aparição foi no The Yes Album” (1971) e originalmente foi lançada apenas a segunda parte da canção como “single”, o que fez alcançar um número significativo no top 40 da Billboard. A canção usa a metáfora de comparar os relacionamentos com jogos de xadrez, tendo seu destaque nas harmonias de um rock progressivo viajante e sem freios. Em 1991, quando todos integrantes originais se reuniram para o DVD da turnê “The Union”, a canção não ficou de fora do set!

Saindo do progressivo e encontrando as ondas da praia temos uma das maiores bandas injustiçadas do rock sessentista – sim, pelo episódio The Pet Sounds” (1966) x Beatles – os Beach Boys com uma canção lançada para o disco Surf’s Up” (1971), “Feel Flows”. A música flerta com a surf music, psicodelia e flautinhas folclóricas.

A próxima canção é simplesmente genial por um fator ímpar: é de uma banda ficcional feita especialmente para o filme. A Stillwater, banda com quem o protagonista viaja e realiza suas desaventuras rock’n’roll – e serve como mote – consegue imprimir em sua faixa “Fever Dog” uma energia similar a do Led Zeppelin. E sinceramente eu acredito que se o Led estivesse na ativa, o diretor teria convidado eles para se auto-interpretar.

Inclusive em sua história original, o jornalista acompanhou o Led, The Allman Brothers Band, Lynyrd Skynyrd, Poco The Eagles em turnês. Eu imagino que por impasse de “ficar em cima do muro” e facilitar as gravações ele optou por montar uma banda especialmente para o longa – como registro de um tempo rock’n’roll que não volta mais.

O single “Every Picture Tells A Story” do inglês Rod Steward não fica de fora da trilha. Gravada em 1971 para um álbum de mesmo nome em parceria com Ron Wood, a canção foi lançada como single na Espanha tendo como lado B “Reason To Believe”.

Em sua letra, “Every Picture Tells A Story” conta suas aventuras com mulheres ao redor do mundo – tão rock’n’roll este lado mulherengo – e fala sobre o retorno para casa após aprender diversas lições de moral.

A próxima banda deveria ter mais atenção porque é APAIXONANTE. The Seeds é mais uma daquelas que vieram para chacoalhar tudo, destruir os quartos de hotel e sair após atear fogo. O espírito rock’n’roll mais destruidor vive em sua essência de uma maneira que a música que entrou na soundtrack  tem até polêmica envolvida em sua história.

DRUGS

Enquanto o mundo tava naquele clima paz e amor dos Beatles, eles estavam sendo BANIDOS da rádio com o single “Mr. Farmer”. Muito mais garageiro e sujo que os meninos de Liverpool. Lançada em 1967, a razão pela repressão foram as menções à drogas nas letras. Alguns interpretam o nome como “apologia aos fazendeiros plantadores de maconha”.

A canção foi escrita por Sonny Boy Williamson II e outra lenda do R&B, Elmore James, e foi lançada originalmente abaixo do nome G.L. Crockett. Porém quem fez esta pérola da música mundial ganhar a atenção que merecia foi o The Allman Brothers Band.

Uma banda que não poderia ficar de fora da trilha do filme é o Lynyrd Skynyrd. Tanto por Crowe ter se atirado na estrada com eles na década de 70, como por sua importância no cenário pós-Woodstock no contexto da história do rock americano.

A canção escolhida para a trilha foi “Simple Man”, uma das preferidas dos fãs. Tanto que não é de se surpreender que ela foi escolhida para entrar no jogo “Rock Band”, na série “Supernatural” e ter ganhado versões do Deftones e do Shinedown.

A próxima é uma pedrada na cara, afinal se trata de um hit do Led Zeppelin. Escrita por duas lendas do rock, Jimmy Page e Robert Plant, ela entrou no clássico “Led Zeppelin III” (1970). Com uma levada mais folk/rock, violão e voz é uma das mais melosas da carreira da banda.

Segundo Page a canção foi escrita no País de Gales naqueles dias após uma longa caminhada de volta para casa vindo do campo. “Tínhamos uma guitarra conosco, estávamos cansados da caminhada, e paramos para nos sentar. Eu toquei um acorde e Robert cantou o primeiro verso ‘na lata’. Nós tínhamos um gravador de fita conosco, e gravamos aquele esboço ali mesmo.”

O mestre do piano vermelho, Elton John, também não fica de fora de “Almost Famous”. A canção escolhida desta vez inicialmente não era um single inicialmente, porém depois de ganhar certa popularidade se tornou um.

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“Tiny Dancer”, que viria a se tornar um dos maiores clássicos do Elton John, foi escrita por Bernie Taupin. Nela, Bernie captou o espírito dos anos 70 na Califórnia no qual ele conheceu muitas mulheres bonitas. Nos créditos do álbum Madman Across The Water” (1971), Bernie dedicou a música a sua primeira mulher, Maxine Feibelman.

Dave Grohl e Red Hot Chilli Peppers já fizeram versões deste clássico. No vídeo abaixo, Dave Grohl inclusive conta que conheceu a canção através da trilha sonora de “Almost Famous” e agradece ao diretor Cameron Crowe por isto. Além de comentar algumas cenas no vídeo, vale a pena ver o vídeo inteiro.

Nancy Wilson, que também foi a compositora das canções da Stillwater – banda de mentirinha do filme – também tem uma canção própria na trilha sonora: “Lucky Trumble”, composição instrumental de violão flertando com teclados.

Para quem viu o filme sabe que David Bowie aparece “fugindo dos jornalistas”, e claro que ia ter Bowie na trilha sonora do filme de uma forma ou de outra. A “sacada” genial foi a escolha de uma canção escrita por Lou Reed (Velvet Underground), “Waiting For The Man” para a trilha.

A versão que toca no filme é ao vivo em Santa Mônica (Califórnia) em 1972.  “Por coincidência”, naquele ano Lou Reed lançava um dos seus discos solos mais aclamados: Transformer”.

A próxima canção é de Cat Stevens, mais precisamente do álbum Teaser And The Firecat” (1971). Mas erra quem pensa que a canção está entre os três considerados hits do disco. Porém o crítico da Rolling Stone Timothy Crouse gostou do aspecto distinto e introspectivo de “The Wind”. Uma outra curiosidade é que o álbum foi lançado juntamente com um livro infantil escrito e ilustrado pelo próprio Cat Stevens.

Quem vem em seguida é Clarence Carter com “Slip Away” (1968), um dos grandes sucessos da carreira do artista que se destaca dentro do blues/soul. O músico de 80 anos – que lançou seu primeiro disco em 1968 – ainda está na ativa tendo lançado o álbum Dance To The Blues” no ano passado.

Para fechar com chave de ouro essa incrível trilha sonora nada como um pouco mais de Pete Townshend. Mas não estamos falando de uma canção do The Who, e sim de seu outro projeto “One Hit Wonder”, Thunderclap Newman.

O projeto ainda conta em sua formação o “manager” do The Who, Kit Lambert, e Jimmy McCulloch, músico do projeto The Wings do Paul McCartneyJohn David Percy “Speedy” Keen, que ficou mais conhecido por este projeto paralelo do líder do Who.

O sucesso da faixa “Something in the Air” (1969) foi tão enorme que a faixa além de alcançar o primeiro lugar das paradas no UK, recheou diversas coletâneas, comerciais e trilhas sonoras. Quem canta a faixa não é Pete Townshend e sim Speedy Keen. O grupo lançou apenas um álbum em sua curta carreira: Holllywood Dream” (1969).

Jimmy veio a falecer em 1979 através de uma overdose de heroína aos 26 anos de idade. Nada mais sexo, drogas e rock’n’roll do que esse desfecho, não é mesmo?

Conheça as 20 melhores músicas com gatos, bichanos e felinos em suas letras

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A internet está cheia de gatos. Em memes, vídeos, fotos, Instagram, longcats e tudo o mais. E como não sorrir ao ver todos estes gatos sendo fofos na tela de seu computador? Pois é, a música também está cheia de felinos passeando por aí. Desde Katy Perry botando as garras de fora em “Roar” até bandas com nomes como Pantera e Pussycat Dolls.

Selecionei 20 músicas que se lambem pra tomar banho e ronronam quando estão felizes. Prepare o Whiskas Sachê e segura as cabeçadas:

Elton JohnHonky Cat

“Honky cat” é uma expressão que significa “cara legal”, e a música na verdade fala sobre o deslumbramento com a cidade e a vontade de voltar para o interior, onde a vida é mais simples.

SupersuckersGato Negro

Assim, em português mesmo. Uma frase bem aplicável à maioria dos gatos está na letra: “when I’m not sleeping, I’m taking a nap”.

Roberto CarlosNegro Gato

Um clássico do rei Robertão. “Sete vidas tenho para viver / Sete chances tenho para vencer / Mas se não comer acabo num buraco / eu sou um Negro Gato”

Tom JonesWhat’s New Pussycat?

O esquema do Tom Jones é mais “gatinhas” humanas do que felinas, mas enfim. “I’ve got flowers / And lots of hours / To spend with you / So go and powder your cute little pussycat nose!”

Stray CatsStray Cat Strut

A dura vida de um malandríssimo gato de rua contada por Brian Setzer e companhia é uma das músicas mais felinas do mundo. “Stray cat strut I’m a lady’s cat / A feline casanova / Hey man! That’s sad / Get a shoe thrown at me from a mean old man / Get my dinner from a garbage can”

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PoisonLook What The Cat Dragged In

Aquela velha mania dos gatos de dar “presentes” para seus donos (normalmente lixo e bichos mortos) é a origem da expressão “look what the cat dragged in”, que rendeu músicas como esta do Poison.

David BowieCat People

Se você tá lendo esse post, deve ser “cat people”, então apague o fogo com gasolina como Bowie manda.

Johnny CashMean-Eyed Cat

A história de como Johnny Cash cruzou com um bichano de olhar maldoso que nunca mais foi embora de sua vida.

Ugly Kid JoeCats in The Cradle

Uma música sobre um pai ausente. Ah, ela cita gatos.

The CureThe Love Cats

Como não colocar esse clássico em que Robert Smith mia e fala sobre hábitos de gatinhos amorosos o tempo todo?

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Ratos de PorãoOlho de Gato

Um grande cover do Cólera: “Olho de gato / Pele de pato / Almoçando eu vi, Não! / A sua orelha no meu prato”

Balão MágicoTem Gato na Tuba

A história do gato que entrou na tuba do Serafim e a tuba tocou assim: “Pom pom pom MIAU”

SaltimbancosHistória de Uma Gata

A clássica música de Chico Buarque para os Saltimbancos que diz que gatos já nascem pobres, porém, já nascem livres.

Phoebe BuffaySmelly Cat

A música da doidinha de Friends conta como um gatinho fedido é rechaçado por muitos, apesar de não ter culpa. “Smelly Cat, Smelly Cat / what are they feeding you? / Smelly Cat, Smelly Cat / It’s not your fault”

RaimundosGato da Rosinha

O cover de Zenilton feito pelos Raimundos fala do gatinho Danado, que todo mundo acariciava, brincava e adorava.

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The CrampsCan Your Pussy Do The Dog?

Tá, aqui “pussy” é tão trocadilheiro quanto na música dos Raimundos que apareceu ali.

Marina – O Gato

Marina fez uma homenagem aos felinos mais amados do mundo no disco “Arca de Noé”, de 1980.

The CoastersThree Cool Cats

Três gatos bacanudos passeiam por aí na voz do The Coasters. “Three cool cats, three cool cats / Parked on the corner in a beat-up car / Dividing up a nickel candy bar”

PJ HarveyCat On The Wall

“You got me jumpin’ like a cat on a wall”, diz PJ Harvey.

The Presidents of The USAKitty

A música começa com “Meow, meow, meow, meow, meow, meow”. Como deixá-la de fora da lista?

Bonus Track

Fatboy SlimThe Joker

Esta aqui na verdade não fala sobre gatos, mas assista o clipe e perceba como ela merece seu lugar na lista. MEOW!