5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo pelo rapper Rieg R.

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Rieg - Divulgação 2014 - foto por - Rafael Passos.

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Rieg R. do grupo Rieg.

Afrika Bambaataa & Soul Sonic Force“Planet Rock”

Na música “Leave It To Me” da Rieg estávamos todos no grupo ouvindo muita coisa de música funk, eletrônica e hiphop. A essência dessa música é muita atemporal e incrível. Lembra um pouco também, por um lado, o Furacão 2000 no início aqui no Brasil. Esse beat foi muito presente na infância pra banda toda. Essa mistura doida de estilo, tentando em testar limites e criar algo novo, sem medo. Essa coisa da performance e de se adaptar a ambiente e meio cultural que vive, sem ser igual a todos. Tem toda uma simbologia por trás da parte visual, e experimentações doidas na parte musical – meio laboratório de cientista louco, com beats dançantes e culturalmente relevantes. Total revolucionário.

Tony Allen“Every Season”

Sou apaixonado por esse baterista. Mais uma vez a música que acompanha o disco é “massa demais”, como diríamos aqui em João Pessoa. A “Every Season” é a música que abre o disco. Com uma bateria que praticamente canta a música e te leva para uma viagem suave e mais sólida dentro do afroBeat. É uma ótima música para iniciar uma “pedalada” no Longboard. Pegar um vento na cara e evoluir o espírito em mil anos. 🙂

Damu the Fudgemunk“First Rondo”

God, esse cara é o rei dos beatbreak. Adoro a sonoridade que ele consegue imprimir com a Mpc 2000. Quando começamos a usar uma Mpc 1000, começamos a pesquisar referências e cheguei nele. Ele é um artista e produtor de música americana de hip hop de Washington, DC. Para quem gosta de recortar vai se divertir com ele. A parte Rítmica dele é bem forte. Damu é um verdadeiro garimpeiro a moda antiga.

Devo“Uncontrollable Urge”

Uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos e influência total de estética, atitude e doidice. Eu lembro que uma das primeiras fitas k7 que comprei na vida, bem novinho, era do “Q: Are We Not Men? A: We Are DEVO!” e escutava tanto, tanto, tanto, que tive que consertar a fita algumas vezes já. Depois quando eu achei um VHS com show bootleg deles num mercado de pulgas, eu achei o máximo. Minha cabeça explodiu, hahah. Era punk, sem parecer igual as outras bandas. Era meio nerd com atitude punk. É pop, mas nem tanto. Era meio Kraftwerk, sem ser tão cabeça, mas com conceito também. Tem tantas referências de tantas bandas, que parece um quadro de colagens. Nisso, se transforma numa coisa tão única, doida e multifacetada, que acaba sendo muito original e interessante. A mistura de timbres, guitarras com synth, com visual, com narrativa. Amo demais. Eu tenho esse mesmo carinho pelos B-52s.

DJ Shadow“In/Flux”

A história do hip-hop e trip-hop tem muitos paralelos em comum e tem raízes que se cruzam um pouco. Bebem da mesma fonte que talvez seja o funk americano e o dub jamaicana, e dão ainda mais um jeitinho. Acho fascinante esse colagem de samples para criar algo novo. A ressignificação de momentos passados para criar novos. Eu fiquei bem na dúvida o que colocar como última música aqui na lista, porque tem muita mais coisa que queria citar do mundo hip-hop, dub, rock psicodélica ou música electrónica, mas eu acho que essa música do DJ Shadow tenta juntar um pouco de tudo e consegue. É uma viagem longa, como se fosse você zapeando na TV e tudo fazendo sentido. Esse vibe relaxado, o uso de orquestra sem vergonha, que nem tem com Massive Attack, essa emoção pura – mesmo através de recortes – eu amo. Só nessa música tem sample de Funkadelic, Earth, Wind & Fire, Chase, Mutabaruka, Tribe Called Quest e Alan Ross. Ou seja, uma mistura de vários estilos e intenções diferentes para criar algo novo e seu.

Com menos de 15 anos de idade, dupla Os Desconhecidos domina redes sociais com covers de Misfits e Sisters Of Mercy

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Os Desconhecidos

Nas últimas semanas, os vídeos da dupla de Mauá Os Desconhecidos começaram a ser compartilhados por gente como Wander Wildner, Jão (Ratos de Porão), Daniel Ete (Muzzarelas), a banda Olho Seco e até CJ Ramone. Afinal, a pouca idade da dupla, formada por Dennis Schivittez (8 anos, baixo e vocal) e Felipe Schivittez (13 anos, guitarra e vocal), chama a atenção de quem assiste. A banda grava covers caseiras de bandas como Ramones, Misfits, Ratos de Porão, Olho Seco, Devo, Sisters Of Mercy e Sex Pistols em seu próprio quarto, sem baterista, mas com uma “montagem de palco” condizente com a música tocada.

Os irmãos não pretendem ficar só tocando covers. “A ideia da banda é essa, fazer música”, explica Felipe. “Temos 13 músicas, mas temos que ensaiar pra colocar no Youtube, ainda estão muito ruins”, completa Dennis. Sobre o sucesso repentino e elogios de bandas consagradas, o irmão mais velho se diz surpreso até agora. “A gente não esperava, já que a gente só sabe tocar mais ou menos, e a gente ainda é criança…”

O duo de Mauá agora procura por um baterista da idade deles que queira completar o power trio. “Ele tem que gostar de Misfits, Iron Maiden, Dead Kennedys, Os Replicantes, Ramones…”, explica Felipe. E um monte de lixo também!”, escracha Dennis.

– Como vocês começaram?
Felipe – Tudo começou quando eu ganhei uma guitarra da minha tia, mas eu não sabia tocar ainda porque era muito novo. Aí quando eu conheci meu padrasto, vi que ele tinha instrumentos musicais e ele começou a me ensinar, e logo chegou meu irmão e começou a aprender também. Então eu comecei a tocar aos 10 anos de idade, por influência da minha família.
Dennis – Eu comecei com uns 30, por aí… Brincadeira! Comecei com uns 6 anos, quando vi meu padrasto tocando baixo com o meu irmão. Aí me interessei um pouco e ele já me ensinou “I Wanna Be Well”, “Soldados”, “Ainda É Cedo”, essas músicas mais fáceis. Aí depois comecei a pegar umas mais difíceis, como “Lucretia, My Reflection”, Motörhead, essas coisas.

– O repertório é escolhido por vocês mesmos?
Felipe – Sim, somos nós que escolhemos as músicas.
Dennis – Nós conhecemos algumas bandas, e algumas músicas nós tocamos e outras ainda não, porque são difíceis.

– Vi que muitas bandas estão compartilhando os vídeos de vocês, entre eles membros do Ratos de Porão, Inocentes, Olho Seco e até Misfits. O que vocês acham desse reconhecimento? Esperavam isso?
Dennis – Ah, isso é muito legal, isso é muito bom! Eu não esperava isso!
Felipe – Tem algumas bandas que eu nem conheço direito que curtem nosso som, acho isso muito legal e fico muito emocionado com isso. A gente não esperava, já que a gente só sabe tocar mais ou menos, e a gente ainda é criança…

– Quais bandas entraram em contato com vocês?
Felipe – A primeira banda foi Os Irmãos Rocha, que mandaram um e-mail pra gente e foi muito legal. Outros nos divulgaram, como o Wander Wildner, Ratos de Porão, Olho Seco e o CJ Ramone. Nos elogiaram muito, nós adoramos.
Dennis – Também o guitarrista e o baterista dos Misfits nos divulgaram. Eles são demais. E também outros que eu esqueci (risos).

Os Desconhecidos

– Como é pra vocês serem divulgados por membros de bandas que vocês adoram e fazem cover?
Felipe – Acho isso inacreditável, caras de grandes bandas reconhecendo a gente e a gente nem sabendo tocar direito!
Dennis – Não sei nem o que falar.

– Quem teve a ideia de subir os sons no Youtube?
Felipe – Meu padrasto teve a ideia, quando eu e o Dennis começamos a tocar juntos.

– Vocês pensam em chamar um baterista e completar a banda?
Felipe – Sim, nós queremos ter um baterista, alguém que seja mais ou menos da nossa idade.
Dennis – Ele tem que gostar de Massacration, e outras bandas também.
Felipe – Ele tem que gostar de Misfits, Iron Maiden, Dead Kennedys, Os Replicantes, Ramones
Dennis – E um monte de lixo também!

– Opa, lixo às vezes é bom. Que tipo de lixo?
Dennis – Toy Dolls, Senhor da Eternidade, Coração Melão (do grupo Hermes e Renato) e Ratos de Porão também, porque eles são muito foda!
Felipe – É, o João Gordo é foda.
Dennis – (Imitando os Irmãos Piologo) E Havaiana de Pau! E Travesseiro de Pedra também! (Cantando) “É pau, é pedra, é todo mundo rindo / É todo mundo falando / É todo mundo apanhando…”

Os Desconhecidos
Dennis no palco do Ratos de Porão

– Vocês pensam em fazer músicas próprias? Autorais?
Dennis – Ah, nós já temos 13 músicas, nós temos que ensaiar pra colocar no Youtube, ainda estão muito ruins. Vamos ter que ensaiar, ainda.
Felipe – É, eu e o Dennis gostamos muito de fazer muito. A ideia da banda é essa, fazer música. A gente não vai ficar tocando cover pra sempre.

– Podem me falar um pouco mais sobre essas músicas?
Dennis – Tem uma que é “Os Sentimentos”, que é baseada nos Cascavelettes, “O Dotadão Deve Morrer”. Meu irmão quer que ele morra logo, que ele tá me enchendo o saco!
Felipe – Essa é mais pro rockabilly. Tem uma música nossa que chama “O Tempo É o Tempo de Hoje”, que é meio baseada em “Tempo Perdido” do Legião Urbana, e obviamente fala sobre o tempo.
Dennis – E tem “Estamos Perdidos” também é influência de “Tempo Perdido”, só que um pouquinho mais punk. Ah, tem uma que chama “Os Bad Boys”, baseada em uns amigos meus que… a gente é tipo um conjunto, sabe? Ela é meio punk.
Felipe – Tem também a “The End”, que é em inglês, falando do fim e de tudo que está acontecendo. Vão ter outras em inglês também, até versões das músicas que já foram feitas, só que em inglês. E tem uma música nossa que se chama “Sushi Iraquiano” e ela é muito louca.
Dennis – E tem uma que chama “Não Quero Cantar Mais”, porque meu irmão só quer que eu cante as música. Ele não quer cantar nada, então isso me irrita, porra!
Felipe – Tem também “Ninguém Do Meu Lado”, que é porque o Dennis é um bundão e ninguém fica do lado dele.
Dennis – É ele que fica me xingando!
Felipe – Não, mas tu é um bundão mesmo.

– Vocês sabem que bandas com irmãos às vezes dão uns quebra paus, né? Como o Oasis, por exemplo.
Dennis – De tanto a gente brigar, a minha mãe quer fazer uma Havaiana de Pau pra bater na gente. E a gente fica de castigo, então ela arranca nossos cabelos, arranca o nosso couro.
Felipe – A gente vive brigando, mas irmão é assim mesmo!
Dennis – É que ele é um bundão!
Felipe – Bundão é você!
(Ouve-se ao fundo o começo de uma clássica treta de irmãos e em seguida a mãe dos dois decretando: “PÁRA!”)

– Muita gente fala que o rock morreu e o pop e o rap são os ritmos da juventude, afinal, rock seria música “de velho”. Muitas das bandas que compartilham os vídeos de vocês comentam sobre o futuro do rock… o que vocês acham disso?
Felipe – Vamos responder por partes. Vou começar com uma frase do Houdini: “As coisas boas nunca morrem”.
Dennis – Eu gosto muito de rock. As pessoas que não gostam de rock estão perdendo. Eu aprendo a escrever, ler e tocar com o rock.
Felipe – O rock é como a filosofia, faz as pessoas pensarem. Logo concluímos que as pessoas que gostam de rock também são mais inteligentes.
Dennis – Pra mim o rock não morreu, e se depender de mim, nunca vai morrer. Rock é muito rico e tem muitas bandas que são boas e temos que correr atrás delas.
Felipe – É importante não se contentar só com o que tem por aí e ir atrás de outras bandas. O rock não é moda. O rock é uma questão de cultura e valores.

“Weird Al” Yankovic e 11 medleys de polka que contam a história do pop internacional

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Weird Al Yankovic
Weird Al Yankovic

“Weird Al” Yankovic é mundialmente conhecido por criar paródias incríveis, como “Eat It” (de “Beat It”, Michael Jackson), “Like a Surgeon” (“Like a Virgin”, Madonna), “White and Nerdy” (“Ridin'”, de Chamillionaire) e até “Smells Like Nirvana”,  versão do maior hit do Nirvana, “Smells Like Teen Spirit”. Segundo Kurt Cobain, a banda só reparou que estava no topo quando viu que Al havia feito uma paródia de sua música, e autorizaram sem pensar duas vezes.

Mas o talento de Al não pára por aí. Além de exímio parodiador, ele também é perito no acordeom, especialmente tocando polkas. E é lógico que ele não ia deixar essa habilidade de lado: em seus discos, Yankovic sempre traz pelo menos uma polka, normalmente um medley que reúne diversos sucessos do momento no ritmo dançante que faz qualquer velhinho americano relembrar dos velhos tempos e sair dançando. Coloque seu vestido de bolinhas, seu sapato de dança e viaje agora pelos hits que o comediante transformou em polka:

“Polkas on 45” do disco “In 3-D” (1984)

“Polkas on 45” é o primeiro medley de polka lançado por “Weird Al”. Foi lançado em seu segundo disco, “In 3-D”, e junto com “The Hot Rocks Polka”, faz versões polka de músicas populares dos anos 60 e 70 e não só de hits contemporâneos da época, o que virou regra nos próximos álbuns. O nome da música brinca com a banda Stars on 45, que lançava discos de medleys muito populares.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Jocko Homo”, Devo
“Smoke on the Water”, Deep Purple
“Sex (I’m A…)”, Berlin
“Hey Jude”, The Beatles
“L.A. Woman”, The Doors
“In-A-Gadda-Da-Vida”, Iron Butterfly
“Hey Joe”, Jimi Hendrix
“Burning Down the House”, Talking Heads
“Hot Blooded”, Foreigner
“Bubbles in the Wine”, Bob Calame
“Every Breath You Take”, The Police
“Should I Stay or Should I Go”, The Clash
“Jumpin’ Jack Flash”, The Rolling Stones
“My Generation”, The Who

“Hooked on Polkas”, do disco “Dare to Be Stupid” (1985)

“Hooked on Polkas” aparece no terceiro disco de “Weird Al”, “Dare to Be Stupid”, sendo lançada como single no Japão. O título do medley é uma referência ao disco de 1981 “Hooked On Classics”, que trazia versões disco para canções da música clássica.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“State of Shock”, The Jacksons and Mick Jagger
“Sharp Dressed Man”, ZZ Top
“What’s Love Got to Do with It”, Tina Turner
“Method of Modern Love”, Hall & Oates
“Owner of a Lonely Heart”, Yes
“We’re Not Gonna Take It”, Twisted Sister
“99 Luftballons”, Nena
“Footloose”, Kenny Loggins
“The Reflex”, Duran Duran
“Bang Your Head (Metal Health)”, Quiet Riot
“Relax”, Frankie Goes to Hollywood

“Polka Party!”, do disco “Polka Party!” (1986)

“Polka Party!” faz parte do quarto disco de “Weird Al”, “Polka Party!”. O medley conta com sucessos do meio dos anos 80 com o acordeom de Yankovic pegando fogo. Mesmo baladas como “Say You, Say Me” ganham ritmo.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Sledgehammer”, Peter Gabriel
“Sussudio”, Phil Collins
“Party All the Time”, Eddie Murphy
“Say You, Say Me”, Lionel Richie
“Freeway of Love”, Aretha Franklin
“What You Need”, INXS
“Harlem Shuffle”, The Rolling Stones
“Venus”, Bananarama
“Nasty”, Janet Jackson
“Rock Me Amadeus”, Falco
“Shout”, Tears for Fears
“Papa Don’t Preach”, Madonna

“The Hot Rocks Polka”, do disco “UHF” (1989)

A quarta polka é um medley um pouco diferente dos outros, lançado no disco (e filme) “UHF”. Todas as músicas desta polka são dos Rolling Stones, e o título se refere a “Hot Rocks 1964-1971”, um disco greatest hits da banda.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“It’s Only Rock ‘n Roll (But I Like It)”
“Brown Sugar”
“You Can’t Always Get What You Want”
“Honky Tonk Women”
“Under My Thumb”
“Ruby Tuesday”
“Miss You”
“Sympathy for the Devil”
“Get Off of My Cloud”
“Shattered”
“Let’s Spend the Night Together”
“(I Can’t Get No) Satisfaction”

“Polka Your Eyes Out”, do disco “Off the Deep End” (1992)

“Polka Your Eyes Out” é a quinta polka de Yankovic, lançada em seu primeiro disco nos anos 90, “Off the Deep End”. Aqui, rock alternativo, rock farofa e música eletrônica do começo dos 90s se misturam no ritmo dançante do balancê americano:

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Cradle of Love”, Billy Idol
“Tom’s Diner”, DNA featuring Suzanne Vega
“Love Shack”, The B-52’s
“Pump Up the Jam”, Technotronic
“Losing My Religion”, R.E.M.
“Unbelievable”, EMF
“Do Me!”, Bell Biv DeVoe
“Enter Sandman”, Metallica
“The Humpty Dance”, Digital Underground
“Cherry Pie”, Warrant
“Miss You Much”, Janet Jackson
“I Touch Myself”, Divinyls
“Dr. Feelgood”, Mötley Crüe
“Ice Ice Baby”, Vanilla Ice

“Bohemian Polka”, do disco “Alapalooza” (1993)

“Bohemian Polka” foge à regra: não é um medley, e sim uma versão polka completamente dedicada ao clássico “Bohemian Rhapsody”, o grande clássico do Queen.

“The Alternative Polka”, do disco “Bad Hair Day” (1996)

“The Alternative Polka” aparece no disco “Bad Hair Day”, de 1996, e consiste principalmente de músicas de rock alternativo, estilo que estava em alta no meio dos anos 90. Originalmente, a música continha um trecho de “Buddy Holly”, do Weezer, entre “Bullet With Butterfly Wings” e “My Friends”. Porém, Rivers Cuomo decidiu que não queria no último minuto, fazendo Al ter que editar a canção no último minuto. Mas não rolou briga: a banda aparece nos agradecimentos do disco e o Weezer deixou Al incluir o hit “Beverly Hills” na polka do disco “Straight Outta Lynwood”. A versão completa dessa polka (com Weezer e tudo) apareceu em 2009, em um tweet de Weird Al.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Loser”, Beck
“Sex Type Thing”, Stone Temple Pilots
“All I Wanna Do”, Sheryl Crow
“Closer”, Nine Inch Nails
“Bang and Blame”, R.E.M.
“You Oughta Know”, Alanis Morissette
“Bullet with Butterfly Wings”, The Smashing Pumpkins
“My Friends”, Red Hot Chili Peppers
“I’ll Stick Around”, Foo Fighters
“Black Hole Sun”, Soundgarden
“Basket Case”, Green Day

“Polka Power!”, do disco “Running With Scissors” (1999)

“Polka Power!” aparece no disco de 1999 “Running with Scissors”. O título, é claro, faz referência ao “girl power” do quinteto inglês Spice Girls, que abrem a música com seu mega-hit “Wannabe”.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Wannabe”, Spice Girls
“Flagpole Sitta”, Harvey Danger
“Ghetto Supastar (That Is What You Are)”, Pras featuring Ol’ Dirty Bastard and Maya
“Everybody (Backstreet’s Back)”, Backstreet Boys
“Walkin’ on the Sun”, Smash Mouth
“Intergalactic”, Beastie Boys
“Tubthumping”, Chumbawamba
“Ray of Light”, Madonna
“Push”, Matchbox Twenty
“Semi-Charmed Life”, Third Eye Blind
“The Dope Show”, Marilyn Manson
“MMMBop”, Hanson
“Sex and Candy”, Marcy Playground
“Closing Time”, Semisonic

“Angry White Boy Polka”, do disco “Poodle Hat” (2003)

No começo dos anos 2000, o rock voltou às paradas de sucesso com bandas “indie” como Strokes e a avalanche do new metal. Todos muito cheio de gritos e revolta, daí o nome dessa polka de Al.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Last Resort”, Papa Roach
“Chop Suey!”, System of a Down
“Get Free”, The Vines
“Hate to Say I Told You So”, The Hives
“Fell in Love with a Girl”, The White Stripes
“Last Nite”, The Strokes
“Down with the Sickness”, Disturbed
“Renegades of Funk”, Rage Against the Machine
“My Way”, Limp Bizkit
“Outside”, Staind
“Bawitdaba”, Kid Rock
“Youth of the Nation”, P.O.D.
“The Real Slim Shady”, Eminem

“Polkarama!”, do disco “Straight Outta Lynwood” (2006)

“Polkarama!”, do disco “Straight Outta Lynwood”, mostra um pouco do panorama musical do meio da década de 2000. Com rock, indie e já demonstrando o peso do rap nos próximos anos, o medley originalmente continha um trecho de “Photograph”, do Nickelback, com permissão da banda. Contudo, Yankovic não conseguiu encaixar a música e acabou cortando. O agradecimento ao Nickelback continuou no encarte do álbum.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Let’s Get It Started”, The Black Eyed Peas
“Take Me Out”, Franz Ferdinand
“Beverly Hills”, Weezer
“Speed of Sound”, Coldplay
“Float On”, Modest Mouse
“Feel Good Inc.”, Gorillaz featuring De La Soul
“Don’t Cha”, Pussycat Dolls featuring Busta Rhymes
“Somebody Told Me”, The Killers
“Slither”, Velvet Revolver
“Candy Shop”, 50 Cent featuring Olivia
“Drop It Like It’s Hot”, Snoop Dogg featuring Pharrell
“Pon de Replay”, Rihanna
“Gold Digger”, Kanye West featuring Jamie Foxx

“Polka Face”, do disco “Alpocalypse” (2011)

“Polka Face” foi tocada pela primeira vez em 2010, em shows, e em 2011 foi lançada no disco “Alpocalypse”. O medley consiste em músicas dance-pop, hip hop e R&B. O título é uma óbvia brincadeira com “Poker Face”, grande sucesso de Lady Gaga que abre a polka.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Poker Face”, Lady Gaga
“Womanizer”, Britney Spears
“Right Round”, Flo Rida ft. Ke$ha
“Day ‘n’ Nite”, Kid Cudi
“Need You Now”, Lady Antebellum
“Baby”, Justin Bieber ft. Ludacris
“So What”, Pink
“I Kissed a Girl”, Katy Perry
“Fireflies”, Owl City
“Blame It”, Jamie Foxx ft. T-Pain
“Replay”, Iyaz
“Down”, Jay Sean ft. Lil Wayne
“Break Your Heart”, Taio Cruz ft. Ludacris
“Tik Tok”, Ke$ha

“Now That’s What I Call Polka!”, do disco “Mandatory Fun” (2014)

“Now That’s What I Call Polka!” é a mais recente polka do Weird Al. O título é uma brincadeira com as coletâneas “Now That’s What I Call Music!”. Faz parte do último disco de Al, “Mandatory Fun”. Será que com a queda da indústria fonográfica teremos mais polkas, talvez lançadas diretamente na internet?

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Wrecking Ball”, Miley Cyrus
“Pumped Up Kicks”, Foster the People
“Best Song Ever”, One Direction
“Gangnam Style”, Psy
“Call Me Maybe”, Carly Rae Jepsen
“Scream & Shout”, will.i.am feat. Britney Spears
“Somebody That I Used to Know”, Gotye feat. Kimbra
“Timber”, Pitbull feat. Kesha
“Sexy and I Know It”, LMFAO
“Thrift Shop”, Macklemore & Ryan Lewis feat. Wanz
“Get Lucky”, Daft Punk feat. Pharrell Williams

Thee Dirty Rats, o duo de garage rock que criou seus próprios instrumentos, lança seu segundo EP, “Perfect Tragedy”

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Thee Dirty Rats

O Thee Dirty Rats leva o esquema Do It Yourself do punk rock a sério. Afinal, Luis Tissot (voz e cigar box) e Fernando Hitman (bateria) são responsáveis pela construção (literal) de um de seus instrumentos, a cigar box que faz as vezes de guitarra e baixo nas canções de garage rock primitivo (“quase infantil”, segundo eles) do duo de São Paulo.

O sucessor do EP “Fine Art of Poisoning 1 & 2” (2015) já está saindo do forno. Se chama “Perfect Tragedy” e está disponível no formato digital e em 2016 em fita K7. Sim, você leu direito, fita K7.  “Vinil é perfeito, por mim faria tudo em vinil, mas ainda é caro produzir. Então, para uma banda como a nossa, o K7 é a mídia que faz mais sentido”, explica Luis. “A gente faz um som lo fi, não estamos nem aí pra alta definição e blá blá blá”.

Conversei com Luis sobre a carreira da dupla, a construção da cigar box, as vantagens do lançamento de uma fita K7 e a cena independente do rock no Brasil:

Como começou o Thee Dirty Rats?
Em 2014 eu e o Fernando começamos fazer uns sons juntos, mas não estávamos satisfeitos com os timbres da minha guitarra queríamos um som diferente, que tivesse a ver com as músicas que estávamos fazendo. Aí tentamos trocar a guitarra por um baixo e também não deu certo, então resolvemos tentar construir um instrumento que desse o som que a gente estava imaginando. Demorou uns 2 meses pra fazer uma espécie de cigar box e rolou, ficou exatamente como a gente queria. As músicas ficaram ótimas nesse instrumento e começamos a compor o primeiro EP, “Fine Art of Poisoning 1 & 2”, lançado em abril de 2015.

Me fala mais dessa cigar box. Como foi a construção dela?
É basicamente um pau com 3 cordas esticadas. Eu peguei uma caixa de madeira, coloquei um captador de um baixo quebrado Giannini que estava há anos encostado, o Fernando descolou um pedaço de janela que virou o braço e as tarrachas são de uma outra guitarra velha que eu tinha. Foi tudo reciclado, a única coisa que compramos foi um spray pra pintar. Deu um trabalho pra acertar, o projeto foi na base da tentativa e erro, algumas coisas a gente teve que improvisar e o projeto foi mudando conforme a gente ia vendo se funcionava ou não.

Quais são suas maiores influências musicais?
Eu e o Fernando tocamos desde 1998 juntos. A gente já teve algumas bandas de punk, garage e blues juntos, então tudo vem daí. O Dirty Rats flerta com o Garage 60’s back from the grave numa roupagem New Wave 80’s meio robótica. Tem bastante Devo, Buzzcocks, Gun Club… a gente tenta fazer músicas bem simples, curtas, quase infantil, baseada em um riff ou uma melodia de vocal apenas como um mini mantra de 1 minuto e meio.
Me conte um pouco mais sobre o EP “The Fine Art of Poisoning”.
São 7 músicas gravadas ao vivo sem overdubs em um gravador de fita cassete no Estúdio Caffeine em dezembro de 2014. A gente convidou um amigo nosso para fazer a captação ( Jonas Morbach) e eu mixei. Foi super simples fazer o EP, foi tudo em 2 ou 3 dias.
Thee Dirty Rats
E acabaram de lançar um novo, certo?
Sim, o EP com 8 sons chama “Perfect Tragedy” e saiu agora em outubro no formato virtual e a versão física em K7 em janeiro.
Porque as fitas K7 estão voltando? A nostalgia faz parte disso? Quais são as vantagens?
Acho que CD morreu, pelo menos os meus aparelhos morreram… Nenhum funciona mais. Vinil é perfeito, por mim faria tudo em vinil, mas ainda é caro produzir. Então, para uma banda como a nossa, o K7 é a mídia que faz mais sentido. É barata e colecionável. Na minha vitrola toca K7 e eu escuto as bandas dos meus amigos em K7 tb. A gente faz um som lo fi, não estamos nem aí pra alta definição e blá blá blá. Música é boa ou não, alta definição não ajuda a banda a ficar boa.

Você já esteve em diversos outros projetos musicais. Como cada um deles influenciou o Thee Dirty Rats?
O Dirty Rats é diferente musicalmente das outras bandas que eu toco ou já toquei. Acho que o que eu aprendi com as outras bandas foi como fazer uma banda existir no modo prático: gravar, lançar, fazer turnê, artes, divulgação. Várias das bandas que eu toquei eram duos ou até one man band, então eu aprendi a tocar com poucos instrumentos e tentar extrair o máximo do mínimo. O Dirty Rats segue essa ideia, são apenas 3 cordas e 3 peças de bateria.

Thee Dirty Rats

Quais são as maiores dificuldades e as maiores vantagens de ser uma banda independente?
Eu nunca fui uma banda mainstreain, só conheço o que é a minha realidade. Ser independente hoje em dia é o estado natural de 90% das bandas. Ou você faz você mesmo ou você não vai tocar, gravar, viajar… Além de fazer você mesmo, você tem que agregar outras pessoas e bandas que estejam na mesma onda que você. Nada se constrói sozinho, essa é a regra número um.

Quais casas de SP você recomendaria para quem tem banda autoral e quer tocar ou para quem curte sons novos e quer conhecer novos artistas?
Zapata, Hotel Tees, Sensorial Discos, Associação Cecilia, 74 Club (Santo André)

Como é o processo de composição de vocês?
Eu vou para o ensaio com algum riff ou uma melodia de voz e a partir daí o Fernando faz uma batida e tudo fica mais claro. A gente monta o som juntos, normalmente rola bem rápido.

Recomende algumas bandas e artistas que chamaram sua atenção nos últimos tempos. Melhor ainda se forem independentes!
Só vou citar bandas nacionais que tocam hoje: Bloody Mary Una Chica Band, Blackneedles, Vermes do Limbo, Sonora Scotch, Os Pontas, Post, Cadáver em Transe, Rakta, O Lendário Chucrobillyman, Chuck Violence, Golden Jivers, Dead Rocks, Gasolines, Bang Bang Babies, Mary O and the Pink Flamingos, Os Savages.

Ouça os EPs “The Fine Art of Poisoning” e “Perfect Tragedy” aqui:

Awesome Gig Posters [1]: Devo, 2006

Eu sou um grande admirador da arte dos pôsteres de shows. Aqui no Brasil esse tipo de arte é meio deixada de lado (salvo exceções como o Daniel Ete, que cria muito nessa área), mas no exterior os cartazes que anunciam shows são verdadeiras obras de arte, prontos pra levar pra casa e colocar na parede. Pequenas pérolas da cultura pop.

Por isso, vou colocar sempre que possível aqui as melhores artes que eu encontrar, seja no Brasil ou no exterior, quando possível com mais dados sobre o referido show. Vamos começar com o pé na porta, então. Whip it!

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Quem? Devo
Onde? Paramount Theater, Seattle, WA, USA
Quando? 09/09/2006
Artista do cartaz: Shawn Wolfe

O show provavelmente teve momentos mais ou menos assim:

Provável setlist:

  1. Encore: