Construindo Audiofusion Bureau: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o trabalho do estúdio

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o pessoal do estúdio Audiofusion Bureau, que indica suas 20 canções indispensáveis que mostram um pouco do que eles fazem em seus trabalhos. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Rafa Carvalho

In Flames“Minus”
É por isso que eu trabalho com musica. Foi a música que me fez querer fazer o que eu faço. Por muitos anos o In Flames foi minha banda favorita e a produção desse disco é algo que, fora esse lance de realmente ter marcado a minha vida, abriu a minha visão do heavy metal dos anos 2000. Pesado e acessível, pra dizer o mínimo.

Head Control System“It Hurts”
Kris Garm cantando, Daniel Cardoso fazendo todo o resto e uma das masters mais altas que já ouvimos na vida. Acho que esse eh o nosso disco de produtor favorito. As linhas do Garm provam o pq ele é o melhor vocalista do metal da atualidade. Compressão de verdade, tudo na cara.

Massive Attack“Dissolved Girl”
Brincava com uns amigos que existia uma “escala ‘Mezzanine’ de peso”, onde um “Mezzanine” era algo pesado pra burro. Acho inclusive esse disco mais denso que um monte de metal/hardcore por ai. Essa música é uma síntese boa dessa definição: Dub, delay, ebow, timbres e riffs de guitarra pesadíssimos, baixo na cara. Mixado pelo Mark ‘Spike’ Stent, um dos meus ídolos. Um dos melhores shows que já assisti na minha vida também.

Dub Trio feat. Mike Patton“We’re Not Alone”
O Dub Trio é a banda que eu queria ter na minha vida. E o Mike Patton é o cara que eu queria ser quando eu crescesse. Essa música fez eu deixar de achá-lo superestimado, fez eu entender o dub como estética [Desculpa Bad Brains, ainda era jovem.]

O Bardo e o Banjo“Go Away”
Uma parte dos serviços oferecidos pelo estúdio é a produção e operação de shows ao vivo. E eu acompanho o pessoal do O Bardo e o Banjo há uns anos. Já gravamos coisas com eles aqui e passamos bons tempos juntos na estrada. Essa é do primeiro disco e gosto bastante, até por ser um som lado B deles. Pra nunca deixar de trabalhar com amigos!

Explosions In The Sky“First Breath After Coma”
Fora a maestria nos timbres de tudo, e é incrível como ao vivo soa monstruosamente similar, posso dizer que os texanos foram algumas das pessoas mais legais com quem já trabalhamos ao vivo. Aula de simpatia e de postura e que mudaram minha forma de encarar a rotina ao vivo!

Deftones“Digital Bath”
O melhor som de caixa de bateria do mundo está nessa música. Abe Cunningham, Terry Date e OCDP. Isso ao vivo soa um soco no estômago. “White Pony” é um marco na nossa geração.

E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante“Todo Corpo Tem um Pouco de Prisão”
Acompanho o corre dessa molecada a um tempo e de vez em quando dou uma força nos shows também, quando o Berna não consegue estar junto. E num caso parecido com o EITS ai de cima, acho foda como os timbres são parecidos. Fora a energia e a entrega deles

U2 “Gone”
Tenho tendência a gostar dos discos que ninguém gosta com as minhas bandas favoritas. O “host”, do Paradise Lost, o “Butterfly FX” do Moonspell. Enfim… O “Pop” do U2 foi o que me fez perceber isso. Além de todas as histórias do showbiz que cercam o disco, eu sinto uma banda fora do seu estado natural e isso soa desafiador. Parece até que eles desafiam o ouvinte, tipo “é estranho memo, e ai? qual o problema?”. Acho que ninguém além deles teria a mão de fazer o que fizeram na época. E o time de produção. Flood, Alan Moulder, Nellie Hooper, Mike Spike Stent, só gente que gosta de bagunça e de som torto.

Alexisonfire“Sharks And Danger”
Fui um jovem emo. E acho o “Watch Out” o melhor disco desses caras aqui. Fora o valor sentimental, gosto muito dos arranjos, dos timbres, da produção e do storytelling dessa composição.

Rafa Gomes

Limp Bizkit“Pollution”
Essa é a faixa que abre o ‘Three Dollar Bill, Yall$ ‘ do Limp Bizkit, acho que foi a primeira vez que eu ouvi um disco até parar de funcionar, obviamente não ouvi no ano de lançamento, talvez eu tenha conseguido uns 2 ou 3 anos depois… mas era uma pegada absurda, numa mistura intensa pra caralho de rap com rock/metal. marcou bem pela energia da parada.

Tool“Sober”
Mais uma vez pela pegada, uma melancolia escancarada nas melodias de guita e linha de voz, que parece que foi gravada num poço regado à IR (impulse response) de depressão.

Stone Sour“Get Inside”
Comprei esse disco pela capa (que não tem nada demais), como fiz com um monte de outros.. Só chegando em casa, lendo o encarte q eu fui ver q era uma banda com o Corey e achei do caralho! Outra sonoridade, mix mais mais crua, mais direto e ao mesmo tempo mais melódico que o Slipknot, a partir desse disco que fiquei na caça de projetos paralelos de músicos.

Symphony X“Inferno”
Essa o Rafael Carvalho vai me xingar! (Risos) Mas é um gosto pessoal que veio bem na época q eu comecei a trabalhar em estúdio, eu tocava uns sons do Symphony X com uma banda que eu tinha. Apesar do som ser trampadasso, as bateras tem um som muito MIDI, muito! Eu chutaria que é TODA sampleada, quase não tem som de prato, chimbau… nada! Depois disso que descobri a mágica das baterias programadas. Benção.

A Perfect Circle“Passive”
A compressão bonita ta nesse som, nesse disco, nessa banda… Tudo tem tá apertado, mas apertado gostoso! hahaha a música é boa, mas os timbres e a mixagem tem destaque.

Dead Fish“A Urgência”
Sempre quis ter uma banda de hardcore qndo era moleque, mas nunca tive capacidade ‘baterística’ pra tocar, a mixagem é melhor do que a do disco seguinte, aliás… acho que a mix mais legal do Dead Fish tá nesse disco. Apesar de ter 14 anos, ainda uso de referência.

Opeth“Harvest”
E no top 5 (ou 3) no quesito mixagem, masterização de metal vai pra esse disco (“Black Water Park”), no meio de uma carrilhada de ciosa, tudo soa bem e pra completar.. no meio da desgraceira tem essa faixa. Foda.

Porcupine Tree“Blackest Eyes”
Steven Wilson é o frontman da banda e por acaso (ou não) é o mesmo cara que produziu, gravou e mixou o “Blackwater Park” do Opeth citado acima, o cara tem a mão pra trabalhar com timbres limpos e com sonoridades densas. acho bem foda.

N*Sync“Bye Bye Bye”
Ok, é estranho? Não! Puta som! Me formei em Tecnologia em Produção Fonográfica (Produção de Música Eletronica) e aprendi a ouvi, curtir e pirar nesse processo de produção com sintetizadores, samples, efeitos. Eu ja gostava como ouvinte desse universo eletrônico desde as gotiquera ’80, mas os pop ’00 me abriram bastante a mente como produtor.

Haikaiss“Síntese do Um”
O “Incógnico Orcherstra” do Haikaiss foi o primeiro disco de rap que masterizei pelo AFB a full e essa faixa em específico eu lembro de ter ouvido pra caralho, foi a faixa que usei de referência para toda sonoridade do disco, foi desse trampo fizemos nosso nome como estúdio de masterização, o disco ja tem quase 10 anos, mas ainda tá na pasta de referência.

Construindo Zava: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda ZAVA, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Yuck“Rubber”
“Essa música é um bom retrato do shoegaze moderno. O som, com a sua estética de massa sonora, foi influência na construção de ‘Vidas Secas’.”

Ian Ramil“Coquetel Molotov”
“O Ian é um cara que escreve com muita crueza, é muito honesto nas suas composições. Esse jeito duro de escrever influenciou na composição de ‘¡Adiós!’, em específico”.

Cícero“Tempo de Pipa”
“Cícero é cara com um lirismo impressionante nas suas composições. A doçura e a leveza da arte dele inspiraram as nuances mais delicadas do disco. É quase que um contraponto ao Ian Ramil”.

Verdena “Luna”
Verdena é uma banda de rock italiana que se reinventa a cada disco. A maior influência diz respeito à construção dramática dessa obra-prima deles.”

Chico Buarque“Construção/Deus Lhe Pague”
Chico Buarque escreve sobre questões sociopolíticas com sofisticação, gênio que é. Essa(s) música(s) prescinde(m) de apresentação. Influenciou no desenvolvimento de ‘Vidas Secas’.”

The Mars Volta“Cicatriz ESP”
“Essa música faz parte do indefectível álbum “De-Loused in the Comatorium”. The Mars Volta é uma das principais influências da banda. Esse som vai e volta entre cadências diferentes. Esplêndido.”

Closure in Moscow“A Night At The Spleen”
“O álbum ‘First Temple’, do Closure, aproximou a ZAVA de sons menos redondos e mais ‘angulados’, como gostamos de falar. É uma das bandas de Math Rock que nos chama mais atenção. Os integrantes são exímios músicos e a perfeição da produção/gravação desse disco chega a incomodar.”

The Fall of Troy“A Man. A Plan. A Canal. Panama”
“Outra grande influência de Math Rock da banda. Esse som é uma entropia, com divisões de tempo completamente fora de padrão. Prato cheio pra quem se entedia com o 4/4 de sempre.”

Nirvana“Heart-Shaped Box”
“Não bastasse terem conquistado o mundo com o “Nevermind” em 1991 – e nos salvado da cafonice do ‘hair metal’ -, o Nirvana lançou esse hino do grunge, uma porrada melancólica, por mais paradoxal que isso soe. A admiração pelo Nirvana acompanha a banda desde o princípio. Queríamos ter sido eles (quem não?).”

Queens Of The Stone Age“Song for the Dead”
“Outra banda que é unanimidade no quesito admiração dentro da banda. Esse som é uma explosão dentro de uma ogiva nuclear, no caso, do álbum “Songs for the Deaf”. Uma curiosidade: a bateria do som é uma referência a ‘Slip it In’ do Black Flag.”

Led Zeppelin“No Quarter”
“Essa música tem uma evolução incrível. Para além da energia habitual do Led, ela é bastante experimental e tem muita dimensão. Ah, sim, o timbre de bateria é perfeito.”

Arctic Monkeys“Arabella”
“O álbum “AM” meio que fez a banda entrar na onda do Arctic Monkeys. Foi tipo: ‘Bah, esse álbum tá muito foda’. Seguidamente nos pegamos tocando alguns sons desse disco no ensaio, especialmente esse som, que tem um groove simples mas elaborado (sim, é isso mesmo).”

Muse“Uprising”
“O Muse é uma banda que se propõe ir além dentro do rock, e sempre foi referência pra ZAVA. Esse som tem toda a experimentação de timbres e sintetizadores habitual do Muse, mas com uma pegada pop pegajosa. Baita música!”

At the Drive-In“One Armed Scissor”
“Conhecer At the Drive-In foi um choque. Os shows dos caras eram frenéticos e extremamente performáticos, e assistir os vídeos deles sem ter vontade de dançar e bater cabeça é desafiador. A energia dos caras influencia diretamente a verve da ZAVA.”

Deftones“Be Quiet and Drive (Far Away)”
Deftones sempre nos deixou boquiabertos por ser uma pedrada. A combinação das melodias doces do Chino com os riffs de guitarra de 8 cordas casa muito bem. Som pra sentir e balançar a cabeça.”

NOFX“The Decline”
‘The Decline’ é uma ópera hardcore de 18 minutos. Eu, João, sempre digo que, se fosse pra tatuar algo tatuaria a letra dessa música nas costas. É uma crítica social muito inteligente, dividida em várias seções. E não é só a letra que impressiona. Com uma construção rítmica e harmônica riquíssima, pode-se dizer que é um dos maiores marcos dentro do hardcore e uma contribuição gigante pro mundo, quiçá pro universo. NOFX é outra unanimidade dentro da ZAVA, influenciando musicalmente e no que diz respeito ao nosso posicionamento como banda.”

Dead Fish“Sonho Médio”
“O tempo passa e os caras continuam no topo e, como um bom vinho, amadurecem a cada álbum. “Sonho Médio” é o hino do hardcore brasileiro, e Rodrigo o melhor letrista dentro do gênero. O Dead Fish influencia a ZAVA por sua integridade e inteligência criativa. E, como já dito, os caras só melhoram, o que é o maior desafio pra uma banda.”

Foo Fighters“Bridge Burning”
Foo Fighters ajudou uma galera na transição do rock dos anos 90 pro rock do atual milênio. E conosco não foi diferente. Manteve a chama do rock acesa quando ficamos órfãos do Nirvana. Ver o cinquentão Dave Grohl empolgadíssimo com o que faz no palco é uma injeção de ânimo.”

Rage Against The Machine“Bulls on Parade”
“O Rage nos influencia de forma semelhante ao Dead Fish e o NOFX em relação à seriedade com que tratamos à temática dos nossos sons. O diferencial, e que aparece como principal referência nos sons da ZAVA, são os riffs de guitarra e baixo como unidade, característica bastante presente na obra do RATM.”

Green Day“American Idiot”
“O Green Day é outra banda que nos manteve amantes de rock. Da mesma forma que com o Nirvana, víamos os clipes e shows dos caras e o fato de ter uma banda fazia todo o sentido. O álbum ‘American Idiot’ foi a nossa principal referência utilizada para mix e master”.

Construindo Petit Mort: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda  mezzo-argentina mezzo brasileira Petit Mort, que conta suas influências. “Estamos sem computador, o HD morreu (Rest In Peace), então estamos aqui com o Juan numa Lan House comentando as 20 músicas. Foi muito massa fazer a seleção, lembramos de varias histórias. Foi bem difícil botar só 20 e ficamos nos ligando o quão velhos temos ficado! (risos)”, contou Michelle Mendez, vocalista e baixista da banda. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Rage Against the Machine“Killing In The Name”
Trilha da época do colégio que ainda hoje arrepia a gente. Admiração total pelos riffs poderosos. Banda e música que tem nos influenciado muito no jeito de nos posicionar ante o mundo através da música.

Pearl Jam“Porch”
Show ao vivo mais arrepiante que vimos na vida. O vocal do Eddie Vedder é o mais foda, o cara transmite o sentimento como ninguém. É uma das bandas que mais ouvimos na época em que estava nascendo o Petit Mort. As primeiras músicas tem bastante influência no jeito de compor e letras.

PJ Harvey“Rid Of Me”
Mulherão da porra. Admiração total, aprendi muito com ela no seu jeito de ocupar o espaço num mundo tão machista como é o do rock. Composições poderosas e criativas.

Tool“The Pot”
Música e clipe irado. A viagem deles na composição e estruturas das musicas são sensacionais. A gente ouviu muito na adolescência.

Primus“My Name is Mud”
O baixista do rock mais foda, doido e com presença de palco excepcional. Ter assistido ao vivo ele lá em Buenos Aires foi uma experiência inesquecível, baita festa. Conheci a banda quando ouvi essa música.

Melvins“Lizzy”
Asissti eles lá em Buenos Aires, no Niceto Club, uma casa de shows de pequeno/médio porte. Fui lá com meus brothers: dois deles desmaiaram no meio do show. A pressão da banda e esses graves foderosos com duas baterias no palco fizeram a gente ficar muito louco.

Nirvana“School”
A gente nunca fez covers, nem fomos banda de covers, mas fizemos algumas exceções pois tem música que vale muito a pena homenagear, como essa. Altos gritos de Kurt, das principais influências da banda.

Red Fang“Prehistoric Dog”
Os clipes mais engraçados que ja vimos duma banda de rock são deles. Estamos morrendo de vontade de assistir um show deles ao vivo agora que ficamos sabendo que vão vir pro Brasil.

Truckfighters “Gargarismo”
Escutamos pela primeira vez na primeira turnê na Europa, em 2010, na casa do vocalista holandês Sander, que insistiu muito pra gente ouvir essa banda. A energia deles ao vivo é das melhores, simplesmente quebram tudo e com certeza isso nos empolga pra deixar tudo no palco com cada show.

Incubus “Blood on the Ground”
Trilha das nossas turnês pelo sul da Argentina e Chile em 2008/2009. Chegamos a fazer essa música ao vivo junto ao conhecido guitarrista da Patagônia Pey Etura. A época dessa música do Incubus é das melhores, a gente ouvia muito. Baitas letras e atmosferas.

Macaco Bong“Shift”
Um dos motivos pelo qual a gente mora no Brasil. Melhor banda, admiramos muito. O jeito de compor do Bruno Kayapy com certeza influenciou no meu jeito de pensar a guitarra. Tivemos o grande prazer de compartilhar palco com eles, gente fina demais. Muito admirável a história, guerreiros.

Foo Fighters“Low”
Furamos a fita desse disco na turnê da Europa em 2010. Essa música foi a que mais ficou na nossa cabeça. Clipe engraçado, composição sensacional. Altas baterias e guitarras.

Red Hot Chili Peppers“Suck My Kiss”
Flea, te amamos. Banda que nunca vou cansar de ouvir, a mais foda de todas. Sempre conseguem nos encher de energia, mudar o humor dos nossos dias.

Soundgarden“Outshined”
Uma das primeiras músicas que aprendi tirar em guitarra, riff inesquecível. Sentimos muita tristeza com a morte do Cornell, voz única, cara talentosíssimo com uma baita sensibilidade nas suas letras .

John Frusciante“Going Inside”
É incrível como pode existir uma pessoa no mundo que saiba traduzir tão bem toda sua dor e loucura com suas composições, desde as baterias, samplers, guitarras até as letras profundas. Me faz sentir muita coisa cada música dele, em especial essa aí.

Deftones“My Own Summer”
Da época da MTV que te fazia conhecer novas bandas do caralho. Música que fizemos tributo num show na Amsterdam, Holanda na primeira turnê de Europa no 2010.

Arctic Monkeys“The View From the Afternoon”
A conexão que tem o Alex Turner com o batera é única, muito talentosos. Admiro muito as composições deles dois. Essa banda tem umas letras sensacionais.

Sumo“Mejor No Hablar de Ciertas Cosas”
Música cheia de significado pra nós argentinos, poesias do Luca Prodan que mexeram com nossa cabeça bem na adolescência. Foi muito bom aquela banda ter existido pra história do rock argentino.

Queens of the Stone Age“Go With the Flow”
Também vi pela primeira vez na MTV, fechou certinho música e clipe.

Die Antwoord“I Find U Freeky”
Uma das bandas que mais temos ouvido nestes últimos anos. Uma banda que foi além do que podia se esperar, energia irada no palco e criatividade em todas as áreas: musicais, visuais, clipes, comunicação, dialetos. Muito foda.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Fish Nothing, baixista do Que Fim Levou Valdir? e DJ

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Fish Nothing da banda Que Fim Levou Valdir?
Fish Nothing da banda Que Fim Levou Valdir?

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Fish Nothing, baixista da banda Que Fim Levou Valdir? e DJ da festa Yank, que rola aos sábados na Tex Redneck Club, na Rua Augusta.

Yovee – “Dreamer On The Run”

“Uma banda BEM desconhecida, que conheci sem querer, de música de final de créditos de um DVD que o Blink 182 fez de turnê com bandas menores….música linda, com voz masculina e feminina, piano e baixei a música “errada” nas épocas que não existia Youtube baixei ela no Kazaa mas veio o video, o clipe da banda….deixei guardada, quando o Youtube surgiu, upei ela na minha conta e até hoje, a banda que não existe mais, se você procurar ela, é da minha conta que acha ela, e nunca me repreenderam pq até hoje só ali você encontra”.

To My Surprise – “This Life”

“Era uma banda paralela do Shawn Crahan (percussionista, o palhaço do Slipknot) e além de poucas pessoas conheceram essa banda, o Shawn é o baterista dela e NADA A VER com o que ele faz no Slipknot e nessa música, no break dela, ele que recita um poema”.

(Hed) P.E – “Raise Hell”

“É uma banda BEM ANTIGA, começo dos 90, mas que não teve o boom e reconhecimento que merece (talvez nos EUA um pouco) e o vocalista tem mãe brasileira, mas foi criado lá nos EUA, essa música fala sobre as músicas ruins que são vendidas na mídia e tocadas nela enquanto bandas morrem sem ter oportunidade de mostrar seu trabalho”.

Deftones – “Drive”

“Deftones é sim uma das minhas bandas favoritas, e é bem conhecida, mas esse cover que eles fizeram do The Cars (banda dos anos 70) ficou tão incrível e linda na voz de Chino Moreno e com os arranjos mais sombrios que com certeza estaria aqui”.

Limp Bizkit – “Hold On”

“Uma banda bem conhecida e por isso, muitas vezes deixam passar as músicas que não são tão famosas, essa música em especial tem a participação do falecido Scott Weiland (Stone Temple Pilots) e o contraste que a voz dele com a do Fred Durst nessa música da vale a pena a ouvida”.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Artie Oliveira, vocalista da banda Don Ramón

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Artie Oliveira, da Don Ramón
Artie Oliveira, da Don Ramón

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Artie Oliveira, vocalista da banda Don Ramón e o ~stage invader~ mais querido de Campinas.

Deftones“Lovers”

“Essa quase ninguém se lembra que existe, eu acho… Ela é um lado B do single da ‘Hexagram’, lá de 2003. Melodia fácil de tocar, por sinal…”

– Fear Factory“Descent”

“O ‘Obsolete’ é a obra-prima da formação clássica do Fear Factory, mas esse som (acho eu que virou single) quase não se acha no youtube. É um dos poucos momentos, se pá o único, em que o Raymond Herrera não tá tocando bumbo duplo na velocidade da luz”.

– Goo Goo Dolls “String of Lies”

“Você acha que o Goo Goo Dolls é uma banda xarope que estourou por causa de ‘Iris’ e só faz som pau mole? Tá enganado, campeão! Até 1995, com o ‘A Boy Named Goo’, eles eram uma banda foda para caralho que tocava punk rock e esse som, do ‘Superstar Car Wash’, de 1993, não me deixa mentir!”

Islander“The Sadness of Graves”

“Banda nova que bebe grandão da fonte do P.O.D. (tem ponta do Sonny Sandoval no primeiro disco deles, ‘Violence & Destruction’). Usa afinação linda de Drop B e tá por aí desde meados de 2011. Recomendadíssimo!”

– Splender“London”

“Pra fechar, a última música do primeiro disco de uma das minhas bandas de cabeceira, que eu conheci lá por 2002 graças a minha irmã mais velha. É um épico da distorção piradona de guitarra e letra triste pra caralho com quase sete minutos de duração. Ela tem um dos solinhos mais lindos do mundo, depois de ‘Wallflower’, lógico”.

Garotas do Girlie Hell lutam contra o machismo no rock e planejam novo disco e DVD para 2015

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Girlie Hell

Vocais rasgados e riffs marcantes criados por quatro garotas vindas diretamente de Goiânia. Na ativa desde 2007, as meninas do Girlie Hell lançaram em junho o clipe para “My Best” e prometem ainda para 2015 um novo disco e DVD cheios de peso e criatividade. Formada por Bullas Attekita (Voz e Guitarra), Júlia Stoppa (Guitarra e voz), Carol Pasquali (Bateria) e Fernanda Simmonds (Baixo), a banda prepara o sucessor de “Get Hard” (2012), lançado pela Monstro Discos.

Enquanto isso, a banda continua em turnê pelo país. Elas já tocaram com bandas de alto calibre como Bad Religion, Kyuss Lives, Biohazard, Sepultura, Red Fang, Motossierra, Crucified Barbara, Claustrofobia, Krizium e Dominatrix e prometem continuar fazendo muito barulho.

Conversei com a baterista Carol Pasquali sobre a carreira do Girlie Hell, bandas femininas e o machismo que insiste em continuar vivo no mundo do rock:

– Como a banda começou?
A banda começou em meados de 2007, quando juntamos meninas para tocar e se divertir. A diversão foi ficando séria e desde o começo já nos preocupávamos em compor nossas próprias músicas. Foi em 2011 que a banda se fechou na atual formação e, então, caminhos diferentes foram trilhados. O estilo mudou – ficamos mais pesadas – e o trabalho ficou ainda mais sério, saindo, então, o disco, singles, clipes e vinil.

– Quais são suas principais influências musicais?
As referências musicais são bem distintas individualmente. Cada uma bebe de uma fonte diferente, o que agrega muito na hora de compormos nossas músicas. Em comum, posso citar Mastodon, Deftones, Kittie, L7, Girlschool

– Como é o processo de composição?
Nosso processo de composição é variado e bem aberto. Quem tem uma ideia, um riff, uma letra ou uma música traz pra roda e então cada uma coloca sua pitada, dá seu palpite, até chegarmos a um formato consensual. Quem colabora mais é a Bullas (vocal e guitarra), que é responsável pelos arranjos e linhas de vocais. Ela têm trazido muita coisa boa!

– Porque é tão difícil ver bandas formadas só por garotas no Brasil hoje em dia?
O número de bandas femininas têm crescido, mas ainda é pequeno em comparação à bandas formadas apenas por homens. O acesso à informação, cultura e aos próprios equipamentos está cada vez maior. Podemos ver muitas meninas em escolas aprendendo seus instrumentos. Talvez o que esteja faltando seja um empurrãozinho para que mais garotas se juntem em um projeto e que a mídia dê cada vez mais espaço para que esses trabalhos sejam expostos. Nós estamos aqui pra isso: incentivar para que o medo e o preconceitos sejam deixados para trás!

– O machismo ainda é forte no meio musical? Vocês já sofreram com isso?
O preconceito ainda existe, infelizmente. Não temos nenhum caso muito chocante ou perturbador para dividir. O que vivemos é um preconceito encrustado nas pessoas, algo cultural, como se fosse “normal” mesmo. Muitas pessoas chegam ingenuamente em nós empolgadas e dizem “pô, eu vim no show achando que vocês não davam conta de fazer um rock de qualidade e eu me surpreendi”. O que a pessoa quis, na verdade, era elogiar. E isso nos assusta muito. De onde vem essa ideia de que alguém não daria conta de fazer algo apenas pelo seu gênero? Hoje entendemos o elogio e tentamos levar as pessoas à essa auto crítica. Quais são os pequenos preconceitos que você vive todos os dias? São neles que nós queremos pegar. É isso que queremos mudar.

Girlie Hell

– Se vocês pudessem fazer QUALQUER cover, qual seria?
Xi…. Cover? (risos) Focamos tanto no trabalho autoral há tanto tempo que essa é uma pergunta difícil… Mas já tocamos uma vez, em um show, um cover de Pantera, “Walk”.

– Parece que hoje em dia poucas bandas de rock novas estão cantando em português. Porque a preferência pelo inglês?
O inglês em nossa música foi algo muito natural. Não foi nada premeditado pensando em mercado ou público. Para nós, nossa música soa melhor em inglês. Mas não temos amarras em relação a isso. Pode ser que em um trabalho futuro surjam músicas em português. Porque não?

– O rock pode voltar ao topo das paradas no Brasil?
Tudo pode acontecer nesse universo da música e cultura em geral. Modas vêm e vão. Se eu acredito que o rock seja main stream no Brasil, tal como vivemos hoje o sertanejo? Acho muito improvável. Mas eu acredito num crescimento da cena independente. Muitas bandas gringas têm pisado por terras tupiniquins, longe dos estádios e grandes arenas. Têm feito tours longas por várias cidades e subindo em médios e pequenos palcos. Talvez isso seja um reflexo de uma chama que está inquieta no público. Vamos torcer pra ela vire um grande incêndio e que se valorize as bandas nacionais também.

– Quais são as maiores dificuldades de ser uma banda independente?
A independência por si só é uma dificuldade. Ter sempre que lutar “sozinho”. Algumas vezes as forças se esvaem. É quando as amizades e o público são importantes para dar aquela animada. Mas a dificuldade de ter que estar sempre administrando tudo na banda – administrativo, financeiro, logístico, etc. – nos faz crescer muito e traz o lado bom: nos faz independentes. Pra fazer a coisa acontecer, dependemos apenas de nós (e da resposta do público em relação ao trabalho, claro). Ficamos sem amarras. Estamos livres para defender nossas ideias, nossas músicas e tudo aquilo no qual acreditamos.

Girlie Hell

– O que podemos esperar de Girlie Hell em 2015? 🙂
Muuuuuita produção! Acabamos de lançar o single “My Best” e já temos um CD e um DVD engatilhado. Também temos planos para mais clipes, claro.

– Indique algumas bandas e artistas novos que vocês adoram. Se possível, independentes! 🙂
Estamos sempre acompanhando de perto o trabalho da Nervosa, Indiscipline, Confronto, Far From Alaska, The Galo Power, Coletivo Sui Generis e Damn Stoned Birds (essas últimas 3, goianas).