5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Bruno Kayapy, guitarrista do Macaco Bong

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Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas ou discos que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é o compositor Bruno Kayapy, guitarrista da Macaco Bong.

Spice Girls – “Spice”

Se a ideia é citar referências que não são tão óbvias pra mim com certeza o álbum “Spice”, das Spice Girls é o primeiro da minha lista. Um clássico da world music setentista, sou um fanático por world music e bandgroups de super-produção. Particularmente, acho a história das Spice Girls uma história de união, força, harmonia, superação e fraternidade como jamais existiu em qualquer outra banda, demorou muito para as pessoas perceberem o quanto as Spice Girls foram importantes na juventude noventista. E também cito esse disco porque foi produzido por três gênios da produção musical de world music; me refiro a Absolute, Andy Bradfield, Matt Rowe e Richard Stannard.

Madonna“Like a Virgin”

Muita gente não imagina, mas sou fanático pelos trabalho da Madonna. Pra mim ela foi a grande visionária da música pop oitentista, Like a Virgin é uma obra prima, é um disco que vivo procurando em vinil e não acho com muita facilidade. Essa maravilha de disco foi produzido pelo ídolo da guitarra Nile Rodgers, que produziu “Get Lucky”, do Daft Punk.

Bjork“Vespertine”

Quando ouvi Bjork pela primeira vez foi amor à primeira vista. Sou completamente apaixonado pela concepção criativa dela. Pra mim esse é o grande álbum da primeira década de 2000. Obra-Prima! Tenho muitas influências da Bjork, especialmente na elaboração das minhas linhas melódicas na guitarra. Tudo que eu mais gostaria era que o som da minha guitarra tivesse a voz e o timbre da Bjork, os vibratos dela são sutis, ouvir a Bjork pra mim é como se as cordas vocais dela tivessem um Jimi Hendrix grudado em cada corda vocal. Amo todos os álbuns, mas o meu preferido é o “Vespertine”, achei que ela atingiu um nível de produção e concepção dos mais absurdos já feitos na história da música popular.

Daft Punk“Homework”

Esse álbum! o que falar sobre este álbum? Sinceramente não tenho palavras para falar sobre o Homework. Simplesmente fascinante! Produzir isso deve ter sido a coisa mais divertida na história de gravações de álbuns. Impactante igual esse disco, não existe nada nem próximo, nem nos dias de hoje. Amo Daft Punk! Uma referência que sempre tive muito antes de montar o Macaco Bong em 2004.

Lenine“Na Pressão”

Para muitos isso com certeza pode chocar! Posso dizer tranquilamente que ouvir o Lenine e esse disco “Na Pressão” me influenciou 99,9% na maneira como eu criei o meu vocabulário musical e acima de tudo o meu estilo de tocar guitarra e conceber o som do Macaco Bong dos pés à cabeça. O Lenine é uma das influências mais “não-óbvias” que eu poderia citar aqui. Se você ouvir os álbuns dele conhecendo bem o som do Macaco Bong, tão logo você vai perceber que chupei muita coisa dele para o estilo de música que faço. Foi muito legal pra mim, era meados de 1999, eu cheguei em uma loja de CD em um shopping da cidade e vi esse CD como destaque na loja, era o lançamento do mês, a capa me chamou a atenção com o carro pegando fogo, na hora eu achei que fosse “Leoni”, não tinha lido direito e não dei tanta bola porque admiro muito o Leoni e sou fã da genialidade de guitarra brasileira dele há muitos anos inclusive, mas não era exatamente o que eu procurava naquele dia, como era de costume em toda loja de CD você tinha tocadores cd player espalhados pela loja com headphone pra você poder ouvir um preview do álbum antes do comprar, foi quando coloquei o Na Pressão pra tocar e, como de costume particular, eu já coloquei na segunda música, eu tinha essa mania de ouvir a primeira faixa do álbum por último e começar sempre pela segunda faixa do disco e de repente começa a tocar a própria música faixa título do álbum ¨Na Pressão¨, que música maravilhosa, me arrepiou dos pés à cabeça, a percussão do Marcos Suzano, as linhas de guitarra matadoras do Lenine foi a descoberta do ano pra mim. Ouvi esse disco umas 100 vezes por dia, tirando todas as músicas do álbum de ouvido no meu velho violão de corda náilon Di Giorgio. Foi uma escola descobrir a afinação, encontrar os acordes, entender o raciocínio tonal dele, Lenine é um samurai. Amo esse cara, ouço as obras dele desde criança, eu sinto uma vibe mato-grossense, ele tem a selvageria pantaneira no som dele, por isso a identificação com o som dele foi de imediato por sentir coisas na linha do som do Lenine que me arremeteu a coisas regionais do Mato Grosso do Sul que amo ouvir como Guilherme Rondon, Tetê Espíndola e Almir Sater. Apesar de mato-grossense, a minha paixão real é pela música sul-matogrossense, é meio que o nosso Clube de Esquina, Guilherme Rondon é o nosso Milton Nascimento ao mesmo tempo que você tem figuras fortíssimas como a Tetê, única e incomparável, faz o que quer com a voz dela, com a música, a verdadeira bruxa do cerrado. Muito curioso pra mim naquela época foi descobrir que Lenine era pernambucano, confesso que depois de conhecer Lenine foi quando passei a me interessar mais por Chico Science, Nação Zumbi e conhecer melhor as coisas que tinham ali, era tudo muito novo na época, você não ouvia falar desses nomes facilmente em uma cidade como Cuiabá em meados dos anos 90, Lenine foi a porta de entrada por minha paixão pela música pernambucana.

“Interstella 5555 – The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem” (2003) – O anime lisérgico com Daft Punk

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“Interstella 5555 – The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem”
Lançamento: 2003
Direção: Kazuhisha Takenouchi
Roteiro: Thomas Bangalter (Daft Punk), Guy-Manuel de Homem-Christo (Daft Punk) e Cédric Hervet.


Com uma linguagem que mistura os mais toscos animes com luzes e cores absurdamente epilépticas, o filme que acompanha as músicas do disco Discovery é um mindblowing total. Com a faixa de áudio invadida inteiramente pelo Daft Punk, a produção nipo-francesa conta mesmo sem falas, a história duma banda alienígena que é sequestrada durante um show e trazida pra terra por um empresário que parece o Eggman do Sonic. O cara transforma os membros em humanos, faz eles esquecerem de sua origem extraterrestre e os torna completamente passivos de qualquer rebeldia. A partir daí o longa se desenrola com herói, armas a laser, profecias antigas e muito daquela batidinha funkzada.

tão gente quanto a gente

A animação feita pela Toei Animation (estúdio responsável por animes como “Dragon Ball” e “Cavaleiros do Zodíaco“), passou pela supervisão do mangaká Leiji Matsumoto, criador do mangá que virou anime e que foi uma grande influência na infância da dupla Daft Punk.

Quanto às músicas, apesar de serem todas naquele mesmo timbre eletrônico, existem algumas que se destacam, tanto pelas cenas que acompanham quanto pelas sensações que carregam.

Cê vê que o filme é musical mesmo quando até a nave tem forma de guitarra…

Something About Us”, a música que aparece junto do reencontro romântico do herói do filme com a baixista da banda é uma baladinha linda! Perfeita pra estender a mão e chamar alguém pra dançar!

One More Time”, a que abre o filme é ótima pra já deixar animado e no pique pra assistir o resto. Junto duma cena dum show/festa, a música é realmente muito astral e perfeita pra pular pacarai!

Harder Better Faster”, a da cena da transformação da banda de ET’s pra humanos reflete muito bem a ideia que a partir desse ponto, segue por um bom tempo no filme: desprovidos de qualquer vontade própria, os alienígenas humanizados passam a trabalhar em ritmo industrial, totalmente automatizado.

Too Long” (ironicamente uma bem longa: 10 min), que acompanha a banda na nave voltando ao seu planeta natal, passando por um portal interdimensional e enfrentando uma criatura meio das trevas, é uma música muito forte, focada muito numa batida grave que causa uma vontade irrefreável de ficar pelo menos balançando a cabecinha, além duma guitarra que entra depois e que anima bastante o som.

Meu povo, acho que é isso… De resto, vejam o filme e descubram. Juro que é bom!

Segue em link o trailer e a trilha sonora:

Trailer:

Trilha sonora:

Construindo Dolores 602: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda mineira Dolores 602, formada por Débora Ventura (voz, violão, guitarra), Camila Menezes (baixo, ukulele, voz), Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta) e Táskia Ferraz (guitarra, vocais)​, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Débora Ventura (voz, violão, guitarra)

Elis Regina“Quero”
Pensei muito nessa música quando fomos pra casa da Taskinha um dia cozinhar e tentar finalizar a música “Seu Azul”. Acho que está nas entrelinhas de ambas que “é simples se viver”.

Banda do Mar“Mais Ninguém”
Quando estávamos criando o arranjo de “Voo” resolvemos testar uma parte com baixo, bateria e vocal, inspirados num trecho dessa música. Combinou 🙂

Silva“A Visita”
O astral dela inspirou quando construímos juntas os arranjos de “Ponto Zen”.

Lô Borges feat. Solange Borges“Vento de Maio”
Essa música, esse disco todo (“Via Lactea”) dá uma vontade de viajar, pegar estrada. Acho que essa também é um das sensações do nosso disco.

Céu“A Nave Vai”
Adoro a psicodelia suave da Céu. De alguma forma deve influenciar, escuto todo dia. Ou quase.

Camila Menezes (baixo, ukulele, voz)

Neil Young“Harvest Moon”
A música do Neil Young que foi a inspiração de sonoridade para compor “Cartografia”.

MGMT“Electric Feel”
O frescor do MGMT, seus compassos quebrados e músicas dançantes e viajadas, como esta, sempre me inspiraram e deram o tom para as novas composições minhas no disco.

Jorge Drexler“Todo Se Transforma”
As letras poéticas do Jorge Drexler sempre me cativam. Esta, por exemplo, eu gostaria de ter feito. Tudo flui e mostra o sentimento humano muito despido e ao mesmo tempo elegante.

Espírito Pedrinho“A Manjedoura”
Foi a música que toquei no ensaio, de forma despretensiosa, e acabou empolgando as meninas da banda. O dedilhado do ukulele nela foi o gancho sonoro para a composição de “Astronauta”.

Transmissor“Bonina”
A música composta por Jennifer Souza, Leonardo Marques e Ludmila Fonseca, gravada pela banda belo-horizontina Transmissor, me dá uma sensação muito boa quando a ouço. Do seu refrão foi que tirei a inspiração para a introdução de “Cura Meu Olhar”.

Táskia Ferraz (guitarra, vocais)

Black Keys“Lonely Boy”
A sonoridade da bateria do Black Keys nesse disco (“El Camino”) como um todo foi uma referência pra gente desde o começo. Essa música especificamente foi uma grande referência de som.

Daft Punk“Get Lucky”
Gostamos tanto dessa música que tem uma pequena citação dela em uma música do disco… Não vou dizer qual é, descobre ai! (Risos)

Coldplay“Adventure of a Lifetime”
Esse timbre de guitarra e também a batida vibrante são sempre inspirações pra mim.

Maglore“Café Com Pão”
Os reverbs exagerados que usamos no disco às vezes remetem demais a essa música do Maglore, e também a letra.

Los Hermanos“O Velho e o Moço”
A gente se inspirou muito nos timbres e na levada da bateria dela na construção de “Maior”, que foi a última música que fizemos pro “Cartografia”.

Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta)

Vance Joy“Riptide”
Quando estávamos construindo o arranjo de Ponto Zen, ouvimos essa música e sacamos que era essa a vibe que queríamos, pra cima, pulsante, solar.

Alabama Shakes“Future People”
Eu tava ouvindo muito o disco “Sound & Color” na época que gravei as baterias de “Cartografia”. A sonoridade desse disco certamente me influenciou bastante na busca pelos timbres de batera. Gosto muito de como eles soam como banda e essa é uma das músicas preferidas.

Chico César“Estado de Poesia”
A construção do arranjo, a poesia da letra, a delicadeza das imagens que o Chico César cria nessa canção, acho tudo lindo demais. Pra mim foi uma das inspirações pra construção de “Cartografia”.

Wilco“One Wing”
É uma influência muito forte pra mim. Adoro folk e acho que o Wilco é uma das grandes referências que acabo levando pra Dolores. A construção das levadas, as nuances dos arranjos, as sacadas minimalistas, tudo isso me atrai muito no som deles.

Fleet Foxes“Ragged Wood”
Os vocais dessa música e a dinâmica dela, a levada folk, essa atmosfera que ela constrói, acho que são todos elementos presentes em muitas das nossas músicas.

Construindo Geo: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da cantora

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Construindo Geo

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a cantora Geo, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Kimbra“Rescue Him”
A Kimbra é uma cantora neozelandesa que eu acompanho desde o primeiro álbum, mas esse último “The Golden Echo” tá ridículo de bom. Nos inspiramos bastante nos sintetizadores e arpeggios.

Sevdaliza“Hero”
Conheci a Sevdaliza uns dois anos atrás. Ela é israelense e além da voz e da experimentação que ela traz pra música pop, também me inspiro nela em alguns visuais e no palco também.

Roupa Nova“A Viagem”
Tanto eu quanto todo mundo que trabalhou na produção do EP é muito fã de Roupa Nova! (Risos) Nos inspiramos bastante nas harmonias de voz deles.

Sade“Cherish The Day”
Sade maravilhosa demais, a mulher perfeita. Essa track resume bem a vibe de balada que a gente quis trazer em uma faixa do EP em especial.

Tove Lo“True Disaster”
Eu fiquei viciada nesse álbum “Lady Wood” da Tove Lo o começo do ano inteirinho, gosto muito das letras mais ousadas e dessa influência dos anos 80 que ela trouxe nas baterias e nos synths.

Bishop Briggs“Dead Man’s Arms”
A Bishop Briggs é uma menina que eu acompanho desde o primeiro single! A voz dela tem uma potência fudida e ela mistura muito R&B e soul na levada pop/hip-hop que ela faz. Me influencia desde meu primeiro single.

Stromae“Ave Cesaria”
Sou MUITO fã do Stromae. Eu sempre acompanhei desde o “Alors On Danse”, mas fiquei mais fã ainda na época que morei na França. Eu amo muito esse último disco “Racine Carrée”, foi por causa dele que eu comecei a ter mais curiosidade sobre produção de música eletrônica e comecei a aprender o básico de DAW’s.

Rita Lee“Mania de Você”
A Rita Lee é minha maior inspiração feminina brasileira. Sobre essa música em especial, a harmonia e os arranjos são uma delícia. Nós fazemos até uma versão dela ao vivo!

Qinho“Fullgás”
Eu conheci o Qinho em 2015 ouvindo o álbum “Ímpar” e amei de cara. Ele é um carioca que já misturou vários estilos, mas que lançou esse último EP só de versões da Marina, trazendo esse revival dos anos 80 brasileiro que aparece um pouco no meu EP também.

Daft Punk“Face To Face”
Clássica demais essa track de 2001. Somos fãs demais de Daft Punk, especialmente o Guilherme (Mobilesuit) que produziu o EP todo.

FKA Twigs“Pendulum”
Formada na escola de Bjorkeiras, a FKA Twigs faz um som bem intimista e cheio de FX e modulagem de vozes, coisas que usamos no nosso som também.

Imagination“Just An Illusion”
Essa aqui inspirou muito pelos synths, especialmente os de baixo!

Black Atlass“Jewels”
Outro exemplo de pop alternativo, o Black Atlass é canadense que faz um R&B que também traz sintetizadores mais ácidos.

Kate Bush“Running Up That Hill”
A gente gosta da Kate Bush porque ela é doida. Além do 80’s, é uma inspiração feminina muito forte, até mesmo pro palco.

Lana Del Rey“Yayo”
Eu sou muito fã da Lana Del Rey e acho que ouvir o trabalho dela me deixou mais a vontade de explorar e testar meu próprio jeito de cantar. Trabalhar minha voz em notas mais graves e brincar com a garganta sem ter medo.

Radiohead“Everything In Its Right Place”
Radiohead é minha banda favorita, e é lógico que a gente traz muito das pessoas que a gente respeita no nosso som autoral. Essa track em especial eu escolhi pela bagunça e pelos timbres. Conversa muito com todas as faixas do EP.

MAI LAN“Pas D’amour”
A MAI LAN é uma cantora franco-vietnamita. Conheci ela esse ano por indicação de uns amigos franceses e ela inspirou muito uma vibe mais intimista e minimalista com essa música.

Blank Banshee“Sandclock”
Blank Banshee é um produtor canadense que explora muito a vibe do vaporwave. Foi uma grande inspiração pra toda a equipe de produção pela ambientação e pelos timbres que usam.

Trentemoller“Take Me Into Your Skin”
O Trentemoller é um produtor e multi-instrumentista dinamarquês. O som dele é chill, minimal, mas também traz muitas coisas de synthwave.  

Portishead“Roads”
Classiqueiras demais, Portishead inspirou muito pelo próprio trip-hop, pela voz mais arrastada da Beth Gibbons e toda a vibe downbeat.

15 discos de mashups que são verdadeiras obras-primas musicais

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Um mashup, também conhecido como mesh, mash up, mash-up, blend, bootleg e bastard pop, é uma música criada a partir da mistura de duas ou mais canções já existentes, normalmente usando o vocal de uma em cima do instrumental de outra, para que se combinem e criem algo novo. Esse tipo de criação ficou famosa no começo dos anos 2000, com a mistura de Christina Aguilera e The Strokes “A Stroke Of Genius”, que unia “Genie In A Bottle” e “Hard To Explain” e trazia à luz algo totalmente novo, unindo o rock garageiro com o pop plastificado. A partir daí os mashups tomaram o mundo, chegando até à grande mídia com discos como “Collision Course”, que unia Jay Z e Linkin Park, e o espetáculo “Love”, do Cirque du Soleil, com um grande mashup da obra dos Beatles.

Existem diversos discos completos usando o mashup como base, e alguns são verdadeiras obras-primas. Selecionei 15 deles:

Team Teamwork“Ocarina of Rhyme”

Misturar Dr. Dre, Mike Jones, Jay Z, Clipse e outros rappers renomados com a trilha sonora de Zelda é algo que só uma mente genial e divertida conseguiria fazer. Lançado em 2009, o disco é ótimo mesmo para quem não é fã da saga de Link.

DJ Danger Mouse“The Grey Album”

Hoje em dia o Danger Mouse é um reconhecido produtor e fez trabalhos como o último disco dos Red Hot Chili Peppers, “The Getaway”, do ano passado. Em 2004, no auge dos mashups, ele caía de boca unindo o disco “The Black Album” do Jay Z com o clássico “The White Album” dos Beatles, resultando no premiado “The Grey Album”. A junção de faixas como “What More Can I Say” com “While My Guitar Gently Weeps” são impecáveis.

Alex Hodowanec“Yeezer”

O estudante da Universidade de Ohio Alex Hodowanec se inspirou no “Grey Album” pra criar “Yeezer”, com 10 faixa que unem Kanye West com Weezer de uma forma nunca antes imaginada. “A primeira música que trabalhei foi misturando ‘Through The Wire’ do Kanye com ‘Beverly Hills’. Assim que essa fechou, eu pensei ‘já que fiz esse, melhor fazer mais nove, certo?'” Hoje em dia é incrivelmente difícil de achar para baixar ou assistir mesmo no Youtube.

Wugazi“13 Chambers”

Inacreditavelmente, este disco de 2011 consegue unir com perfeição os raps do Wu Tang Clan com o hardcore do Fugazi. Faixas como “Sleep Rules Everyything Around Me” são sensacionais.

Dean Gray “American Edit”

Em novembro de 2005 o Dean Gray (uma piadinha com um anagrama de Green Day) foi lançado, misturando o disco de 2003 que levou o trio de punk rock de volta aos topos das paradas com tudo o que você pode imaginar. Lógico que deu rolo com a gravadora, que fez questão de tirar do ar o disco. A faixa “Boulevard Of Broken Songs”, misturando Green Day com Oasis, chegou a ser um semi-hit.

The Kleptones“A Night At The Hip Hopera”

Misturando a música do Queen com rap e muitos trechos de filmes como “Curtindo A Vida Adoidado”, “A Night At The Hip Hopera”, de 2004, foi banido pela Hollywood Records, é claro, pelo uso de seus samples. Dá pra ouvir no Soundcloud:

Fela Soul“Amerigo Gazaway”

“Fela Soul” é, além de um ótimo trocadilho, uma união incrível. Fela Kuti com certeza é uma influência no De La Soul, então fazer essa mistura era praticamente algo natural. Ainda bem que aconteceu.

Otaku Gang“Life After Death Star”

Criado pelo rapper Richie Branson e o produtor Solar Slim, o disco reune as clássicas músicas de John Williams para a saga Star Wars com os versos pesados do Notorious B.I.G.

DJ BC“The Beastles”

Quem diria que o quarteto de Liverpool soaria tão bem quando misturado com o trio de Nova Iorque, hein? O “The Beastles” criado pelo DJ BC já tem três discos completos que misturam Beastie Boys com Beatles de forma maestral.

The Kleptones“Yoshimi Battle the Hip Hop Robots”

Uma improvável colisão entre o Flaming Lips com vários rappers e o resultado é “Yoshimi Battle The Hip Hop Robots”. Aliás, improvável na época, já que hoje em dia uma das maiores colaboradoras da banda é a super improvável Miley Cyrus.

DJ Max Tannone“Jaydiohead”

Radiohead e Jay-Z unidos pelo DJ Max Tannone, de Nova Iorque, também conhecido pelo seu antigo nome de guerra Minty Fresh Beats. Surpreendentemente bom.

Seanh2k11“Sadevillian”

O disco pega os raps pesados e inusitados de MF DOOM e traz toda a sensualidade da rainha do R&B Sade para dar o clima. Funciona perfeitamente bem. Confira nas sete faixas do álbum:

Coins“Daft Science”

O DJ e produtor de Toronto Coins ficou dois anos preparando o disco que mistura as rimas certeiras dos Beastie Boys com samples de tudo que o Daft Punk já fez. “Daft Science” foi lançado em 2016 e pode ser ouvido no Bandcamp:

Wait What“Notorious XX”

O par The XX e Notorious B.I.G. pode parecer fora do comum, mas o produtor de São Francisco Wait What conseguiu fazer com que a união parecesse feita para acontecer. Lançado em 2010, “The Notorious XX” teve mais de um milhão de downloads e ganhou do The Guardian o título de “melhor disco de mashup de 2010”.

João Brasil“Big Forbidden Dance”

O DJ brasileiro que tocou até nas Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016 pega um monte de funk carioca e mistura perfeitamente com Madonna, Raimundos, The Strokes, Iron Maiden, The Offspring e muito mais. Inacreditável de tão bacana. Hoje em dia tá difícil de achar pra baixar.

O “Robot Rock” do Daft Punk veio diretamente do funk da Philadelphia no fim dos anos 70

Uma das grandes músicas do disco “Human After All” do Daft Punk, lançado em 2005, “Robot Rock” tem um riff que gruda na cabeça mais rápido do que você pode dizer “cucamonga”. É ouvir uma vez e sair cantarolando o riff feito pela dupla francesa o resto do dia.

Um vocoder com os dizeres “robot rock” permeiam a música, enquanto Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo tocam como um power duo no clipe:

A música é praticamente toda derivada de “Release The Beast”, da banda Breakwater. A banda de funk e soul veio da Philadelphia e foi formada em 1971, formada por Gene Robinson, James Gee Jones, Linc ‘Love’ Gilmore, Steve Green, Vince Garnell, Greg Scott, John ‘Dutch’ Braddock, e Kae Williams, Jr. “Release The Beast” está no segundo disco do grupo, “Splashdown”, de 1980. Afaste os móveis e dance aí!

Toda música internacional tem uma versão forró. Acredite, todas as músicas DO MUNDO.

Banda Calcinha Preta
Banda Calcinha Preta

Ah, o forró. Já se transformou tanto desde que surgiu e originou tantas grandes canções que já virou patrimônio histórico brasileiro. Se você é ouvinte da Rádio Imprensa FM, conhece artistas como ForróBoys, Zezo, Boka Molhada e Mala100Alça, habitueés de casas como o Kibexiga Shows, na praça 14 Bis.

As versões brasileiras para músicas internacionais são comuns, mas o forró é hours concours em fazer uma cover própria de quase todas as músicas do mundo.

Sério: ninguém escapa. De Kelly Clarkson a Nirvana, de Evanescence a Angra, de U2 a Badfinger, todos já ganharam lindas versões em que a letra original normalmente é sumariamente ignorada, dando lugar a um lamento de amor, uma declaração apaixonada ou uma ode festiva. Aliás, eu espero ansiosamente pelo dia em que eles descobrirem o emo (as letras já vem prontinhas) e o pop punk. Uma versão para “Stay Together For The Kids” do Blink-182 seria algo inesquecível. Que tal “Ficar Juntos Pela Família”?

Uma das que mais faz versões é a Calcinha Preta. O grupo já criou mais de 25 versões para músicas de artistas internacionais.  “É um mercado interessante para o estilo da Calcinha Preta. Como a banda não faz sem ser autorizada, a gente tem várias versões não-gravadas”, diz Eulina Dória, produtora do grupo, para o jornal Diário de Pernambuco. Além das músicas presentes na lista logo abaixo, a banda já fez sua versão para Bruno Mars, Scorpions, Celine Dion, Fergie, Michael Jackson, Kansas, Westlife, Rihanna, Cindy Lauper e muitos outros.

Separei algumas das melhores pra vocês. Existem MUITO mais versões disponíveis por aí, é só procurar. Se você gosta de alguma música em inglês, pode ter certeza que o pessoal do forró já fez ou está fazendo uma versão pra ela. Faça uma playlist e afaste os móveis pro arrasta pé!

Natalie Imbruglia“Torn”
virou
Aviões do Forró“Blá Blá Blá”

Kelly Clarkson“Because of You”
virou
Forró Anjo Azul“Meu Anjo Azul”

Daniel Powter“Bad Day”
virou
Desejo de Menina“Me Chame Meu Bem”

4 Non Blondes“What’s Up”
virou
Sabor de Mulher“Eu Sei”

Angra“Bleeding Heart”
virou
Calcinha Preta“Agora Estou Sofrendo”

U2“Pride (In The Name Of Love)”
virou
Mulheres Perdidas“E Porque Te Amo”

Bon Jovi“I’ll Be There For You”
virou
Banda Aveloz“Não Me Diga Adeus”

Guns and Roses“November Rain”
virou
Venenos do Forró“Chuva de Novembro”

Skid Row“I Remember You”
virou
Mulheres Perdidas“Salve O Nosso Amor”

Kiss“Forever”
virou
Amor e Malícia“Pra Sempre”

Badfinger“Without You”
virou
Calcinha Preta“Paulinha”

Evanescence“My Immortal”
virou
Noda de Caju“Meu Mundo Sem Você”

Nirvana“Come As You Are”
virou
Forró Estourado“Liga o Som”

Europe“Final Countdown”
virou
Forró Corpo de Mulher“Te Amo Pra Sempre”

Pink Floyd“Wish You Were Here”
virou
Banda Quero Mais“Ciclone”

Daft Punk“Get Lucky”
virou
Forró Zanzibar“Eu Sou Mais Eu”

A-ha“Take On Me”
virou
Sabor de Mulher“Vem Pra Mim”

Madonna“Like a Prayer”
virou
Lagosta Bronzeada“Telefona-me”

Britney Spears“Toxic”
virou
Forró na Veia“Dona do Prazer”

Hoobastank“The Reason”
virou
Forró Balancear“Não Dá Mais Meu Bem”

Kanye sampleou Daft Punk, que sampleou Edwin Birdsong

Este é um dos casos de sample do sample. “Stronger”, do Kanye West, sampleia “Harder, Faster, Better, Stronger” da dupla Daft Punk. E aí chegamos à fonte do som: Edwin Birdsong.

Edwin toca funk/soul experimental e nunca fez muito sucesso, apesar de ter uma legião de fãs de seu som dançante e criativo. Chegou a trabalhar como músico de estúdio para artistas como Stevie Wonder.

“Cola Bottle Baby” foi o sample principal de “Harder, Better, Faster, Stronger”, lançada pelo Daft Punk em 2000 em seu disco Discovery. A música permeia tanto a canção de Kanye West quanto a do Daft Punk, sendo a base principal de ambas.