Construindo Van Der Vous: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o Van Der Vous, banda de rock psicodélico de Salvador, Bahia, mostrando quais sons influenciaram suas composições.

The Doors“Break on Through (To The Otherside)” (1967)
A banda The Doors é uma grande influência para o disco “La Fuga”, principalmente pela vocalização. Influenciado especialmente pela poesia de Jim Morrison, as improvisações e em algumas baterias que foram criadas para o disco, como a questão da bateria latina com influências da bossa-nova, claramente exposta na música “Break On Through (To The Other Side)”.

The Doors“People Are Strange” (1964)
Entre as grandes músicas do Doors que influenciou nossas composições estão “The End”, “When the Music’s Over” e “People Are Strange”. No nosso disco enxerga-se essa influência marcante nas músicas: “What You Need”, “You Know”, “Cirque de Júlia”, “Back to Reality”.

Cream “Sunshine of Your Love” (1968)
O Cream, com as longas improvisações blueseiras e os louváveis solos de Eric Clapton, é maior influência com relação às improvisações de guitarra.

Cream“Strange Brew” (1968)
O Cream misturava a psicodelia com o blues e ao vivo transcendia os ouvintes com longas e magníficas improvisações.

The Beatles“I Want you (She’s So Heavy)” (1968)
Em algumas músicas percebe-se a nuance psicodélica do Beatles, principalmente na música “Cirque de Júlia” do nosso disco, na caída que lembra a música “I Want you (She’s So Heavy)”.

The Beatles“Being For The Benefit of Mr. Kite!” (1968)
Incríveis efeitos sonoros.

Pink Floyd“Bike” (1967)
O primeiro disco do Pink Floyd, “The Piper At The Gates of Dawn”, teve profunda influência na decisão de entrar na psicodelia de cabeça.

Pink Floyd“Astronomy Domine” (1997)
O disco mostra a criatividade de Syd Barrett em suas composições cósmicas e ácidas, como em “Astronomy Domine”. Ouvir a música “I Get High” do nosso disco.

Os Mutantes“Mágica” (1969)
A música mais viajante dos Mutantes.

Os Mutantes“A Hora e a Vez do Cabelo Nascer” (1972)
Incrível riff e solos.

Black Sabbath“Wicked World” (1973)
O peso do Black Sabbath é uma das nossas inspirações, não apenas nos improvisos (uma das influências do Black Sabbath é o Cream!), mas nas músicas também.

Black Sabbath“N.I.B” (1973)
O disco “Live At Last” teve profunda influência na minha forma de solar e de compor algumas músicas, como em “Behind The Wall Of Your Pain”, que apesar de ter o nome parecido com uma música do Sabbath, é totalmente original. Algo como se o The Doors e o Sabbath tivessem tido um filho.

Nirvana“Territorial Pissings” (1991)
Eu mesmo fiz a mixagem do disco “La Fuga” e fui influenciado pela compressão utilizada no “Nevermind”.

Nirvana “Breed” (1991)
Podemos perceber algumas influências como em “Come Alone and Play”, que traz uma pegada mais grunge ao nosso disco.

Tame Impala“Its Not Meant To Be” (2011)
Quando ouvi essa banda pela primeira vez eu pirei. Um rock psicodélico atual e ao mesmo tempo sessentista, com improvisações fodas, principalmente no disco “Innerspeaker” (o primeiro deles).

Tame Impala“Sundown Syndrome” (2010)
Ouvir a música “Mind Changes’ do nosso disco “La Fuga”.

Mac Demarco“Chamber Of Reflection” (2012)
Influencia para o novo disco da banda, dá para escutar no novo single “Poesia Lunática” lançado em 2016.

Caribou“Melody Day” (2007)
Buena sonoridade psicodélica com influenciou a música “Somehow” do disco “La Fuga”.

Dungen“Fredag” (2008)
Influencia direta do Tame Impala que acabei usando como influencia para música “Somehow” do disco “La Fuga”.

Lô Borges“Homem da Rua” (1972)
“Sonho no chão
E a festa não apaga
O estranho silêncio na rua.”

Ouça a playlist com as escolhas da banda:

Construindo Warmest Winter: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Warmest Winter

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Warmest Winter, que indica suas 20 canções indispensáveis.

Bloodhail“Have a Nice Life”
Denny Visser: Uma ambiência pesada com praticamente todos os instrumentos distorcidos e vocal profundo.

Galaxie 500“Temperature’s Rising”
Denny Visser: Simples com poucas variações de acorde mas envolvente e com uma melodia que prende na música.

Wild Nothing – “Shadow”
Denny Visser: Instrumentos mais cleans com vocal suave e batida baladinha. Mistura dos synths com efeitos de guitarra clean.

empire! empire! (I was a lonely state) – “The Loneliness Inside Me is a Place”
Denny Visser: O título e a letra da música são os maiores atrativos mais as particularidades da banda com bateria e guitarras com tempo quebrado.

Quiet“This Will Destroy You”
Denny Visser: A mistura de uma calmaria com um peso e agitação, uso do delay e bateria quebrando o tempo.

Siouxsie and the Banshees“Israel”
Luiz Badia: Música hipnótica onde baixo e guitarra banhados em flanger me influenciaram bastante. A bateria segue em expressivas variações e a voz da Siouxsie, sem ter uma grande potência, é minha cantora predileta. A letra sobre frio e desolação criam um universo mágico e sombrio.

Bauhaus“She’s in Parties”
Luiz Badia: Uma banda maravilhosa, cheia de energia agressiva e bela. Seu riff realizado pelo baixo e guitarra me encanta por revelar que bandas podem criar ótimos arranjos quando equilibram as forças de dois instrumentos em vez de enaltecer apenas a guitarra com instrumento principal.

The Cure“Charlotte Sometimes”
Luiz Badia: Robert Smith perambula pela sua melancólica atmosfera com ajuda de teclados chorosos e etéreos

Joy Division“Atmosphere”
Luiz Badia: Triste epílogo de Ian Curtis em seu derradeiro adeus… A bateria e o vocal são marcantes para a Warmest Winter

Interpol“Obstacle 1”
Luiz Badia: A banda resgata o som da primeira geração da cold wave, e esse hit inicial me chamou a atenção quando saiu, Carlos Dengler é uma baixista fantástico, simples e marcante.

Bob Dylan“Idiot Wind”
Tiago D. Dias: O “Blood on the Tracks” talvez seja o disco mais confessional do Dylan, e “Idiot Wind” talvez seja sua canção mais dolorida. A narrativa com quase 8 minutos de duração, na qual diferentes cenas são descritas, demonstra uma miríade de sentimentos do autor em relação a um relacionamento desfeito.

Cartola“O Mundo é um Moinho”
Tiago D. Dias: Nossos sonhos são sempre mesquinhos. E poucos são os que sobrevivem. Cartola sabia dessa triste verdade e escreveu sobre ela de maneira incrivelmente bela. Que a música tenha sido escrita para sua filha, torna tudo ainda mais poético.

Leonard Cohen“Chelsea Hotel #2”
Tiago D. Dias: A história do encontro fugaz entre o escritor/cantor canadense e Janis Joplin nos rendeu uma de suas músicas mais belas. Ambos partiram. Joplin nos anos 70 e Cohen ano passado. E mesmo assim, feios ou não, nós temos a música.

Tom Waits“Martha”
Tiago D. Dias: Martha é uma canção que é ao mesmo tempo datada em suas referências (ligações interurbanas), ela também é extremamente atual. Todos temos aquele relacionamento que não deu certo e sobre o qual nós sempre nos perguntaremos o que teria sido…

The National“Pink Rabbits”
Tiago D. Dias: The National talvez seja a banda que melhor resuma, em suas letras, o dilema entre se acomodar na mediocridade e falhar espetacularmente ao tentar algo acima disso. E “Pink Rabbits” não foge disso. Somos todos uma versão de TV de alguém de coração perdido.

Cream“We’re Going Wrong”
Daniel Vellutini: A primeira vez que eu parei pra ouvir Cream, o som já me virou a cabeça do avesso. A liberdade jazzística com que o Ginger Baker toca me pegou pelo calcanhar. Mudou minha ideia de bateria de rock. Em “We’re Going Wrong” dá pra perceber a importância da dinâmica numa música. Aprendi muito ouvindo esse disco e não canso de ouvir.

Jimi Hendrix“She’s So Fine”
Daniel Vellutini: Eu demorei a entender porque todo mundo falava tanto de Jimi Hendrix. Mas foi com esse álbum (“Axis: Bold as Love”) que aprendi a gostar muito. Aqui tem canções lindas e experimentações de sons que também não canso de ouvir. Mas uma coisa que as pessoas costumam esquecer é da importância da cozinha da Jimi Hendrix Experience. Em “She’s So Fine”, composta pelo baixista Noel Redding, ele e o baterista Mitch Mitchell mostram toda sua potência e carregam a música. Bom pra cacete.

Lô Borges“Trem de Doido”
Daniel Vellutini: Clube da Esquina é uma das coisas mais lindas que já aconteceu. Tem uma certa inocência, ao mesmo tempo que há temas tão complexos trabalhados nas composições de Milton, Lô e cia limitada que dava pra ficar dias falando sobre. Escolhi “Trem de Doido” pra essa lista porque é uma música que demorou um pouco a me pegar, sabe-se lá por quê, mas quando “bateu” pegou em cheio. Acho que é talvez o grande rock do disco. Esse fuzz e essas viradas de bateria sempre me pegam.

Blondie“Heart of Glass”
Daniel Vellutini: Cresci ouvindo rock oitentista, muito baseado na New Wave. E acho que Blondie é uma das bandas da segunda metade dos anos 70 que pavimentou o caminho pra todo o pop-rock dos anos seguintes. A levada dançante e umas quebrinhas de tempo aqui e ali de “Heart of Glass” dão uma aula de consistência sem ser quadradona. E a música toda soa absurdamente atual, mesmo quase 40 anos depois.

Supergrass“Sun Hits The Sky”
Daniel Vellutini: Supergrass é dessas bandas que eu quero saber o que eu tava fazendo que não ouvi antes. Os caras sabiam fazer bons riffs, letras interessantes e alternar entre momentos de segurar o groove e de sentar a mão em tudo. Tenho ouvido muito recentemente e acabo levando muito disso pros ensaios da banda.