Construindo Miêta: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto Miêta, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Sonic Youth“Diamond Sea”
Bruna: Talvez essa seja a música da minha vida. Ela traz simbolismos muito fortes para mim tanto na letra, quanto nas harmonias, linhas de guitarra e modo de cantar. Acho que Sonic Youth é uma banda unânime para a Miêta inteira e os noises e microfonias que carregamos vieram basicamente deles. Essa música específica representa muito do que eu coloco como ideal de expressão artística. Tem uma subjetividade muito bem trabalhada criativamente, disfarçada de ironia cheia de metáforas. E simplesmente não tem como não gostar da harmonia tortuosa e acessível, recheada com uma sessão rítmica bem simples.

The Durutti Column“Never Know”
Bruna: Todo mundo sabe que eu sou meio louca dos anos 80. Durutti Column é um projeto do Vini Reilly, um dos guitarristas que mais me inspiram. Quando eu ouvi a primeira vez, sendo apresentada por um amigo (também bem fã de post-punk e outras variáveis) que botou uns vinis do Vini pra tocar, eu só tive aquela reação de “meu deus, que guitarra é essa”. É pós-punk, é experimental, é chill out, é um monte de coisa pelas quais você consegue alcançar lugares bem interessantes com o sempre supremo delay. É um dos timbres do sonho. E essa é uma das primeiras músicas que ouvi.

DIIV“Bent (Roi’s Song)”
Bruna: DIIV é outra banda unânime. E um exemplo de guitarras simples e de bom gosto. Os riffs e linhas são geniais de tão minimalistas e complementares uns aos outros. Além da voz soprosa que configura um shoegaze novo e muito bem feito e explorado. Essa música específica talvez seja uma das minhas top 3 da banda e ela consegue criar tensões muito bem colocadas para depois seguir com fluidez e vigor em algumas explosões que são marcadas, principalmente, pelas cordas que o Zach é rei em posicionar nas estruturas da música. A letra é uma poesia à parte também.

Jimi Hendrix“The Wind Cries Mary”
Bruna: Esse homem é um cliché necessário à maioria dos guitarristas. Não tem muito o que falar. Mas desde que conheci, levei pra sempre o aprendizado de riffs em cima de acordes abertos, da brincadeira do acorde maior com o riff blueseiro que segue pro acorde relativo menor e de jogar uma sétimazinha aqui e ali pra deixar a harmonia dinâmica e gostosinha. Não tem como evitar que Jimi saiu dos anos 60 e alcançou até o shoegaze independente hoje.

Courtney Barnett“History Eraser”
Bruna: A Courtney representa muito do que eu considero música honesta, criativa, nova mas com um pézinho, criando lastro histórico, nas referências do passado. A forma dela de tocar guitarra é algo que sempre tive como referência na Miêta também. Os acordes rasgados e bem timbrados, o ritmo e uma ponte entre o noise e o folk/blues fazem ela ser uma guitarrista e compositora monstruosa, mas que mantém a simplicidade da sua expressão e faz música de forma espontânea.

Sonic Youth“100%”
Luiz: Steve Shelley pra mim é o baterista que melhor desconstroi a bateria dentro do rock alternativo, principalmente na fase da banda até o “Washing Machine”. A bateria em “Dive” (nossa música), é totalmente Steve Shelley.

Smashing Pumpkins“1979”
Luiz: “1979” é lição de saber até onde a bateria deve ir numa música simples. Não precisa de mais nada, aqui, sério. Uma virada em qualquer lugar ia estragar tudo. Tanto que as versões ao vivo dela são péssimas (desculpa, Jimmy, ma faltou bom senso (risos)).

Pin Ups“It’s Your Turn”
Luiz: No primeiro show da Miêta a gente fez um cover dessa música, e tirar a bateria dela abriu minha mente pro que o som da banda precisava. Apesar de eu ter entrado com quase todas as baterias já criadas, foi bem esclarecedor pro que a banda ia precisar a partir daquele momento.

Dinosaur Jr.“I Don’t Wanna Go There”
Luiz: As baterias do Murph, pra mim, foram referência nessa fase de entrar pra Miêta e voltar a tocar esse tipo de som onde menos é mais, mas sem ser simplista, mas, principalmente em relação a timbre. Sempre gostei de um som bem orgânico e pra sonoridade da Miêta faz todo o sentido.

Warpaint“Undertow”
Luiz: Stella Mozgawa é, pra mim uma das maiores referências no “menos é mais”. Um set reduzidíssimo como o dela desafia a criatividade e eu tento absorver e me reciclar ritmicamente, área em que ela é impecável. “Undertow” é minha favorita da banda e, se tem alguma música no “Dive” em que eu apliquei muita coisa que aprendi com a Stella, é “Am I Back”.

Ventre“A Parte”
Marcela: A Ventre é uma banda que eu amo e o Hugo é um monstrão do baixo, eu piro muito nas linhas dele! Eu como baixista só existo muito recentemente (risos), e ele foi uma das figuras que me inspiraram e fortaleceram desde o início da banda, quando eu deixei de ser só vocal e peguei o baixo, comecei a estudar e criar. Esse ao vivo no Méier deve ser o trem que eu mais escutei esse ano hehe.

Sabine Holler“The Hanged Woman”
Marcela: Eu adoro a honestidade nas canções da Sabine, sou fã desde a Jeniffer Lo-fi, as linhas de voz e suas letras são grande inspiração pra mim. Tive a oportunidade de assistir a uma apresentação dela no início do ano que me tocou muito – a forma como executa as canções ao vivo sozinha, a entrega…

Marrakesh“Sheer Night”
Marcela: Eu descobri Marrakesh esse ano pela Raça, outra banda que adoro, e fiquei bem apaixonada. Eu adoro o flerte entre indie e elementos elementos eletrônicos e até do R&B no som deles, tem muito a ver com o mix das paradas que gosto de ouvir e que tenho como referência. Essa música pra mim é das melhores lançadas no ano passado.

PJ Harvey“Down By The Water”
Marcela: PJ foi escolinha pra mim em diferentes aspectos, eu lembro que ficava repetindo os bordões no violão quando era mais nova haha, meio que abc do baixo pra mim antes de começar a estudar e tal. O magnetismo dela me inspirou demais também lá atrás quando tive minha primeira banda, a entrega desnuda nas letras e performance.

DIIV“Under the Sun”
Marcela: DIIV foi uma das primeiras coisas que a gente ouviu junta como banda, uma das primeiras bandas que a Célia me apresentou. Por motivos óbvios então uma banda, disco e música muito representativos. Dos discos que mais ouvi quando comecei a pegar os baixos da Miêta e que me ajudaram a meio que abraçar uma simplicidade coesa com os demais elementos, com o todo da música.

Broken Social Scene“7/4 (Shoreline)”
Célia: Essa banda tem alguns maravilhosos hits que me influenciaram e são inesquecíveis pra mim. Vira e mexe, sempre ando ouvindo, e é aquele tipo de coisa que quase sempre acontece comigo, sai algo de influência naturalmente. Nessa música em especial, o tempinho dela me cativa, que inclusive foi uma influência pra criação da guitarrinha de “Dive”. Considero “Shoraline”, “Cause = Time” e “Almost Crime” dos melhores e mais lindos hinos noventistas!

Stereolab“The Noise Of The Carpet”
Célia: Amo Stereolab de paixão, principalmente por ser uma das minhas referências de minas fazendo músicas “esquisitinhas” desde a adolescência. Fugia do padrão punk/hardcore que era mais conhecido no meu meio na época. O que mais me chama atenção e inclusive amo fazer, são os backings. Cada uma tem sua linha diferente, como se fossem 3 músicas diferentes praticamente. Acho isso lindo, e pensei muito nisso na criação dos backings de “Messenger Bling”, por exemplo.

Sonic Youth“Karen Revisited”
Célia: Essa é uma das músicas que mais me rendeu altos arrepios e choradas em ônibus haha. As dissonâncias me comovem muito e ninguém melhor que Sonic Youth pra representar isso. Naturalmente eu sempre vou fazer algo que soe como, pelo tanto que já ouvi/ouço. Tá aqui no subconsciente e nem sai por querer. Amo as guitarras de “Karen Revisited” e vou defendê-las!

My Bloody Valentine“Cupid Come”
Célia: Essas palhetadas tudo pra baixo, rítmicas, quase percussivas me fazem aguar os olhinhos! Fora essa barulheira cheia de efeito saturado e essa impressão de disco empenado. É uma delícia que não me canso de ouvir! Acho que é uma influência geralzão pras músicas da Miêta, essa mistura de peso com suavidade, bruto com delicado. Melodias tranquilas e noise sem fim, amo!

Superchunk“First Part”
Célia: Foi minha porta de entrada pra bandas dissonantes mais pesadas haha. Primeiro que a mina foi uma ENORME referência pra mim, eu achava ela muito foda e queria ser igual a ela quando crescesse! Vi o clipe de “First Part” na MTVLado B, e fiquei fissurada! Arrumei toda a discografia em muito pouco tempo e ouvi toda essa coisa linda loucamente! Os solos infinitos no final da “First Part” e várias outras é o que mais gosto neles e pensando aqui agorinha, pode ter sido influência em “Ages”, novamente aquela questão de absorver e reproduzir algo do tipo, por ter ouvido e continuar ouvindo bastante.

Construindo LuvBugs: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo LuvBugs, do Rio de Janeiro, formado por Paloma Vasconcellos (bateria) e Rodrigo Pastore (guitarra e voz) Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Bikini Kill“Girl Soldier”
Paloma: Definitivamente, a Tobi Vail é uma grande baterista/musicista e a minha maior influência Riot Grrrl na LuvBugs e na vida. “Guess you didn’t notice. Why we were dying. I guess you didn’t give a fuck. After all, only women were dying”.

Breeders“No Aloha” (“Last Splash”, 1993).
Rodrigo: Melodia vocal açucarada mergulhada em guitarras distorcidas em amps valvulados, isso é praticamente a base de 80% dos sons da LuvBugs.

Babes In Toyland“Hello” (“Nemesisters”, 1995).
Paloma: Riot Grrrl até a alma, “Hello” introduz esse belo disco de punk rock, dessa banda linda que tenho como grande influência de que as mulheres podem sim fazer rock. Lori Barbero é uma grande referência de baterista.

Nirvana“School” (“Bleach”, 1989).
Rodrigo: Um dos riffs mais contagiantes da história do rock and roll, tem uns 3 riffs da LuvBugs que nasceram daí, Coração Vermelho, Verde Zen e algum outro que não estou lembrando.

Sonic Youth“Becuz” (“Washing Machine”, 1995).
Paloma: O timbre dessa guitarra e seu riff repetitivo somado ao essencial vocal da excêntrica Kim Gordon tornam essa introdução do “Washing Machine” algo que sempre está presente na minha mente.

Wavves“No Hope Kids” (“Wavves”, 2009).
Rodrigo: Um amigo voltou daquele cruzeiro do Weezer uma vez com um vinil do Wavves e disse que queria me mostrar um som de uma banda que ele tinha conhecido os caras na piscina do cruzeiro. Logo que ouvi me liguei que era o som que eu queria fazer e “No Hope Kids” é um punk rock de garagem perfeito, ouvi até entrar no sangue.
Influência nas composições e nas mixagens dos discos, esse som tem uma mix lo-fi referência pra mim.

Nirvana“Dumb” (“In Utero”, 1993).
Paloma: A simplicidade dessa letra consegue demonstrar toda a complexidade da vida em um perfeito paradoxo existencial. “I’m not like them but I can pretend”. As composições da LuvBugs são assim, mais simples possíveis.

Freud And The Suicidal Vampires “It’s Hard To Write A Good Song In 5 Minutes (When You’re So Difficult To Describe)”
Rodrigo: Outro som referência de mix lo-fi. Riff alucinante com uma guitarrinha fazendo um solo de tema. Daí eu percebi que o álbum “Dias em Lo-Fi” poderia ter isso também, som de duas guitarras e não apenas uma como nos outros, até que a gente tem se virado bem ao vivo.

Velvet Underground“Venus in Furs” (“The Velvet Underground and Nico”, 1967).
Paloma: Impactante até a alma, impossível não se afetar com a experiência que essa música passa. “I could sleep for a thousand years. A thousand dreams that would awake me. Different colors made of tears”.

Ronnie Von“Imagem” (“A Máquina Voadora”, 1970).
Rodrigo: Esse som escutei tanto em determinada época da minha vida, que sempre quando escuto novamente reencontro meu jeito de escrever as músicas da LuvBugs e até meu jeito de pensar sobre a vida. Outro dia um amigo me falou em alguma semelhança em alguma melodia de voz minha ou jeito de cantar e eu acabei dando
razão a ele.

John Frusciante“Look On” (“Inside Of Emptiness”, 2004).
Paloma: O John é surreal. Essa música, (e esse disco) é cativante do início ao fim. Melodia, letra e guitarra lindas e totalmente inspiradoras. “When I thought life was terrible, things were going fine… A paper and a pencil are the
best friends I’ve got. Look on”.

Dinosaur Jr“Drawerings” (“Where You Been”, 1993).
Rodrigo: Outro dia eu li “J.esus Mascis é meu pastor e nada me faltará”. Amém.

L7“One More Thing” (“Bricks Are Heavy”, 1992).
Paloma: Esse grunge anos 90 de melodia e guitarra arrastada é perfeito e uma das minhas maiores influências também.

Elliott Smith“Coast To Coast” (“From a Basement on the Hill”, 2004).
Rodrigo: Considero de alguma forma Elliott Smith uma grande influência pro “Dias em Lo-Fi”, sempre o escutei mas até então não considerava muito essa influência à LuvBugs. Nesse álbum a gente acabou deixando umas camadas um pouco mais tristes que nos anteriores e “Coast To Coast” foi grande referência pra canções como por
exemplo “Ela Sabe o que é Certo”, claro que não é uma cópia, assim como todas as influências, a gente acaba fazendo do nosso jeito.

My Bloody Valentine“Only Shallow“ (“Loveless”, 1991).
Paloma: Vocal calmo e delicado mas ao mesmo tempo forte e intenso. É uma das principais influências shoegaze da LuvBugs.

Elastica“Stutter” (“Elastica”, 1995).
Rodrigo: Composição contagiante, batida dançante, “ritmo de acadimia”, fuzz rasgando o refrão, vocal cantarolado, cabelo no rosto, ufa, tudo que eu preciso nessa vida. E tento levar pra LuvBugs.

Oasis“Live Forever” (“Definitely Maybe”, 1994).
Paloma: Oasis é uma banda que apesar de controversa é inspiradora e me influencia na hora de compôr, mesmo que inconscientemente. “Maybe I just want to fly. I want to live. I don’t want to die”.

Lou Reed“Hangin’ Round” (“Transformer”, 1972).
Rodrigo: Lou Reed fez as melhores canções que ouvi na minha vida, ele é a maior referência musical, pode crer. Inventou tudo que eu ouço hoje e se alguma banda do mundo não tem nenhuma influência do Lou ou Velvet Underground eu nem preciso escutar. Essa canção em especial, o jeito dele cantarolar a melodia ao mesmo tempo
que descreve a cena é mágico.

Courtney Barnett“Nobody Really Cares If You Don’t Go To The Party” (“Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit”, 2015).
Paloma: Essa música fala de situações que são reais na vida das pessoas e traduz perfeitamente boa parte do meu cotidiano. É assim com a maioria das composições dessa australiana que veio pra ficar e conquistou o coração da LuvBugs. “I wanna go out but I wanna stay home”.

Titãs“Taxidermia” (“Titanomaquia”, 1993)
Rodrigo: “Se eu tivesse seus olhos não seria famoso, eu não quero ser útil, quero ser utilizado, inutilizado, inutilizado”. Acho que foi meu primeiro contato com poesia dentro do rock’n roll. Esse som é referência pra qualquer coisa que eu faça.

Construindo Bikini Hunters: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto Bikini Hunters. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Ramones“Now I Wanna Sniff Some Glue”
A Bikini só existe por causa dos Ramones! Em 2006 eu e o Vini (ex-baterista) éramos dois adolescentes doidos para montar uma banda com o som bem bubblegum, semelhante aos primeiros álbuns dos Ramones. Durante muito tempo da banda essa música esteve presente nos shows, por ser a música mais curta que o Ramones já compôs ela refletia um pouco da nossa ansiedade de tocar rápido e sermos diretos.

Carbona“Garopaba Go”
No início da banda o Carbona era nossa maior referência nacional, até mesmo por ser uma das poucas bandas de bubblegum nacional e fazer um som bem semelhante ao que almejávamos fazer. “Garopaba Go” foi a primeira música que tocamos juntos, então ela é fundamental nessa lista.

The Queers“It’s Cold Outside”
The Queers são os mestres do bubblegum e acabaram vindo fazer um show em Veranópolis (inacreditável, mas real). O Vini (ex-baterista), era super fã dos caras, mas estava morando nos EUA na época que ocorreu o show, então, ele voltou pro Brasil de horror e quase que nos obrigou a fazer uma versão português dessa música (eu sempre achei meio “brega” esse lance de traduzir músicas). No fim, ficou super melosa, mas bem divertida de tocar.

Nirvana“You Know You’re Right”
A Bikini teve algumas fases bem grunge, onde nós sempre buscávamos colocar nas músicas próprias algumas situações onde o baixo e a bateria segurassem a música e a guitarra ficasse apenas fazendo algumas frasezinhas bem colocadas. Acho que dá pra perceber um climão parecido com “You Know You’re Right” no meio da nossa canção “Tudo o Que Eu Queria”.

Velvet Revolver“Let It Roll”
Com a entrada do Gui (Guitarrista) na banda o som ia mudar com absoluta certeza. As referências dele são muito mais rock and roll do que a dos antigos integrantes, que tinham como base o punk rock e o grunge. Depois de alguns ensaios o Gui falou “o que vocês acham de tirarmos ‘Let It Roll’ do Velvet Revolver?”; eu me assustei (parecia algo muito longe do que vínhamos tocando), mas respondi que por conhecer muito pouco de Velvet queria dar uma ouvida no som. Quando ouvi, pirei na hora. A música tem a pegada punk do Duff com os riffs e solos geniais do Slash. Let It Roll certamente define um pouco do estilo de som que a Bikini pretende seguir daqui pra frente.

Ultramen“Tubararãozinho”
Esse foi o primeiro som que a Bikini tocou com a nova formação e, hoje em dia, é o cover que eu mais gosto de tocar nos shows. A ideia foi do Lipe (baixista) e, mesmo que inusitada, entrou na cabeça da banda toda logo na primeira vez que tocamos ela. O riff de guitarra – presente em praticamente toda música – é muito rock and roll, mas lá pro meio da canção rola muito groove e mesmo com tanta mistura a música consegue ser um pop acessível para todo tipo de público. 

Titãs “Vossa Excelência”
Outro cover que temos tocado em quase todos os shows e, infelizmente, tem uma letra que condiz muito com o momento atual do nosso país. O Kelvin (baterista) sempre comenta, com toda razão, que essa música é uma aula de como a simplicidade pode ser genial.

Tequila Baby“Sexo HC”
Essa música tem toda a sacanagem que tanto gostamos de colocar nas nossas músicas. Além disso, a influência da Tequila Baby na Bikini Hunters é inegável, pois mesmo que cada integrante da banda tenha suas influências próprias, a Tequila é unanimidade por ter sido uma das primeiras bandas que todos nós ouvimos. 

Rolling Stones“Honky Tonk Women”
Estávamos bebendo ceva há uns dias atrás enquanto esse som rolava e começamos a discutir qual a melhor música dos Stones. Não conseguimos entrar em um consenso, mas, ok, foi uma discussão besta, afinal, os Stones são demais em todos os acordes e nós amamos eles! 

Forgotten Boys “Blá Blá Blá”
Mesmo com algumas mudanças de formações, o Forgotten sempre foi uma das principais, ou talvez, A PRINCIPAL, influência da banda. Acho que pela primeira vez estamos perto de fazer um som semelhante, do nosso jeito, claro, mas com esse lance de riffs pesados e bem marcantes.

AC/DC“The Jack”
É blues, é rock, é sensualidade, é AC/DC! Esse som faz a nossa cabeça em todos os sentidos e a gente jamais vai negar que curte um striptease (risos).

Acústicos e Valvulados “Sarjeta”
“…Eu quero a sarjeta, eu quero a sacanagem…o porre e a ressaca….o foda-se ligado”. Essa letra é muito Bikini Hunters! Abrimos alguns shows com essa música e teve uma galera que veio perguntar se era uma música nova nossa; até gostaríamos que fosse, mas é cover da Acústicos, banda que, para nós, está no seu melhor momento (mesmo com 26 anos de estrada). 

Green Day“Basket Case”
Um tanto quanto clichê, mas necessário. Boa parte da minha postura no palco é influência do Billie Joe. Acho ele um dos maiores frontmans da história da música! 

Beatles“Helter Skelter”
Os Beatles ajudaram a construir qualquer banda de rock! Difícil foi escolher só uma música deles, mas como amamos distorções e sujeira, “Helter Skelter” é a escolha perfeita, uma música que foge um pouco de tudo que o Beatles criou.

Foo Fighters“Walk”
A última música que estávamos criando para o próximo disco começa com um dedilhado e no meio das composições alguém comentou “Pow, tá lembrando um pouco a vibe de “Walk” do Foo Fighters, daria até para fazer uns acordes parecidos com o que eles utilizaram na base”;​ em outro caso também lembro que já rolou o pitaco “Pow essa batera tá muito reta, faz algo meio na vibe do Taylor do Foo Fighters”. Enfim, mesmo que não sejamos os maiores fãs, o Foo Fighters nos inspira de alguma forma.

Guns’N’Roses“Attitude”
Eu não sou muito ligado no Guns, mas o resto da banda são todos fãzaços, então, como já fui bastante fã de Misfits, eis a combinação perfeita, Guns fazendo um cover fodástico de Misfits. 

TNT“Me Dá o Cigarro”
TNT é tão clássico que passa dos limites de influência musical para uma forma de comunicação informal, afinal, durante todas as pausas dos ensaios da Bikini alguém cantarola “…me dá o cigarro, me dá o fogo…” (obviamente, pedindo um cigarro ou isqueiro emprestado).

Slash“Doctor Alibi”
Uma noite saímos (levemente desnorteados) de uma festa e viemos aqui pra minha casa assistir incessantemente (sério, assistimos umas 10 vezes seguidas e mais algumas vezes aleatórias entre uma música e outra) uma apresentação ao vivo dessa música. Acho que todos sentimos que essa é a linha de som que estamos buscando. Não tem muita frescura e é genial mesmo assim! Também não tinha como não ser uma canção pra lá de fodástica estando envolvidos o maior guitarrista da história do rock e a maior lenda do rock de todos os tempos.

Sublime With Rome“Take It Or Leave It”
Esse som tá sempre no pen drive do meu carro, então, volta e meia carregando amplis, baterias, guitarras ou coisas do tipo ele toca e a gente comenta “Putz, Sublime é foda né!? Olha que vibe gostosinha, baixo groovezadozudozaço, alta energia boa”. Então, de uma forma ou de outra ele faz parte de banda. Quem sabe a gente não lance um reggaezinho ou ska no próximo disco!? (Humm… pensando bem, é difícil (risos)).

Erasmo Carlos “Fama de Mau”
No fim das contas somos bons jovens! Até estamos tocando esse Erasmão para mostrar que no fundo é tudo marra, essa coisa de rock descarado e tudo mais, é só pra manter a nossa fama de mau (ou talvez não)…

Construindo Geo: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da cantora

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Construindo Geo

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a cantora Geo, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Kimbra“Rescue Him”
A Kimbra é uma cantora neozelandesa que eu acompanho desde o primeiro álbum, mas esse último “The Golden Echo” tá ridículo de bom. Nos inspiramos bastante nos sintetizadores e arpeggios.

Sevdaliza“Hero”
Conheci a Sevdaliza uns dois anos atrás. Ela é israelense e além da voz e da experimentação que ela traz pra música pop, também me inspiro nela em alguns visuais e no palco também.

Roupa Nova“A Viagem”
Tanto eu quanto todo mundo que trabalhou na produção do EP é muito fã de Roupa Nova! (Risos) Nos inspiramos bastante nas harmonias de voz deles.

Sade“Cherish The Day”
Sade maravilhosa demais, a mulher perfeita. Essa track resume bem a vibe de balada que a gente quis trazer em uma faixa do EP em especial.

Tove Lo“True Disaster”
Eu fiquei viciada nesse álbum “Lady Wood” da Tove Lo o começo do ano inteirinho, gosto muito das letras mais ousadas e dessa influência dos anos 80 que ela trouxe nas baterias e nos synths.

Bishop Briggs“Dead Man’s Arms”
A Bishop Briggs é uma menina que eu acompanho desde o primeiro single! A voz dela tem uma potência fudida e ela mistura muito R&B e soul na levada pop/hip-hop que ela faz. Me influencia desde meu primeiro single.

Stromae“Ave Cesaria”
Sou MUITO fã do Stromae. Eu sempre acompanhei desde o “Alors On Danse”, mas fiquei mais fã ainda na época que morei na França. Eu amo muito esse último disco “Racine Carrée”, foi por causa dele que eu comecei a ter mais curiosidade sobre produção de música eletrônica e comecei a aprender o básico de DAW’s.

Rita Lee“Mania de Você”
A Rita Lee é minha maior inspiração feminina brasileira. Sobre essa música em especial, a harmonia e os arranjos são uma delícia. Nós fazemos até uma versão dela ao vivo!

Qinho“Fullgás”
Eu conheci o Qinho em 2015 ouvindo o álbum “Ímpar” e amei de cara. Ele é um carioca que já misturou vários estilos, mas que lançou esse último EP só de versões da Marina, trazendo esse revival dos anos 80 brasileiro que aparece um pouco no meu EP também.

Daft Punk“Face To Face”
Clássica demais essa track de 2001. Somos fãs demais de Daft Punk, especialmente o Guilherme (Mobilesuit) que produziu o EP todo.

FKA Twigs“Pendulum”
Formada na escola de Bjorkeiras, a FKA Twigs faz um som bem intimista e cheio de FX e modulagem de vozes, coisas que usamos no nosso som também.

Imagination“Just An Illusion”
Essa aqui inspirou muito pelos synths, especialmente os de baixo!

Black Atlass“Jewels”
Outro exemplo de pop alternativo, o Black Atlass é canadense que faz um R&B que também traz sintetizadores mais ácidos.

Kate Bush“Running Up That Hill”
A gente gosta da Kate Bush porque ela é doida. Além do 80’s, é uma inspiração feminina muito forte, até mesmo pro palco.

Lana Del Rey“Yayo”
Eu sou muito fã da Lana Del Rey e acho que ouvir o trabalho dela me deixou mais a vontade de explorar e testar meu próprio jeito de cantar. Trabalhar minha voz em notas mais graves e brincar com a garganta sem ter medo.

Radiohead“Everything In Its Right Place”
Radiohead é minha banda favorita, e é lógico que a gente traz muito das pessoas que a gente respeita no nosso som autoral. Essa track em especial eu escolhi pela bagunça e pelos timbres. Conversa muito com todas as faixas do EP.

MAI LAN“Pas D’amour”
A MAI LAN é uma cantora franco-vietnamita. Conheci ela esse ano por indicação de uns amigos franceses e ela inspirou muito uma vibe mais intimista e minimalista com essa música.

Blank Banshee“Sandclock”
Blank Banshee é um produtor canadense que explora muito a vibe do vaporwave. Foi uma grande inspiração pra toda a equipe de produção pela ambientação e pelos timbres que usam.

Trentemoller“Take Me Into Your Skin”
O Trentemoller é um produtor e multi-instrumentista dinamarquês. O som dele é chill, minimal, mas também traz muitas coisas de synthwave.  

Portishead“Roads”
Classiqueiras demais, Portishead inspirou muito pelo próprio trip-hop, pela voz mais arrastada da Beth Gibbons e toda a vibe downbeat.

Construindo Fu_k the Zeitgeist: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo F_ck the Zeitgeist

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o F_ck the Zeitgeist, de Porto Alegre. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Tobacco“Gods in Heat”
Eu conheci o trabalho do Tom Fec/Black Moth Super Rainbow pelo fantástico podcast “Song Exploder”, justamente dissecando esta faixa. Foi um daqueles sons que mudou meu jeito de produzir. Eu já vidrado em K7/lo-fi, mas aí eu chutei o balde de vez, comprei um Tascam Portastudio e comecei a usar direto nas minhas faixas.

Nine Inch Nails“The Hand That Feeds”
Quando se fala em Nine Inch Nails, geralmente se celebra a fase mais antiga em torno ali do “Downward Spiral”. Curto muito, mas confesso que tenho uma atração forte pelo NIN mais recente, mais eletrônico. Essa faixa me pegou de jeito desde a primeira vez que ouvi. Sempre acabo voltando nela.

Autolux“Soft Scene”
Eu já era super fã da banda desde os outros dois albuns, mas este terceiro acima de tudo me apresentou o trabalho do Boots como produtor. É um cara que venho seguindo a carreira de perto desde então, muito inspirador. Essa foi a primeira faixa que ouvi do “Pussy’s Dead” e nunca mais me saiu da cabeça.

Peter Gabriel“Darkness”
Sendo “do contra” mais uma vez meu album preferido do mestre é o “Up”, o último album de estúdio valendo dele. Essa faixa de abertura acho avassaladora. Mexeu bastante comigo e me abriu a cabeça pro uso de samples estratégicos na minha música.

Silverchair“Across the Night”
O Silverchair “grunge” dos primeiros discos nunca me atraiu, mas quando ouvi o “Diorama” levei uma voadora. Arranjos de cordas de Van Dyke Parks + produção do David Bottrill também não fazem mal algum. Ouvi um podcast com David recentemente onde ele comentou que o Daniel nem sabia tocar piano quando fez este álbum, aprendeu na raça. Abrir um álbum com um épico destes é o sonho de qualquer artista (o meu ao menos).

North Atlantic Oscillation“Drawing Maps From Memory”
Eu já não nutro mais aquela ansiedade da juventude sobre novos discos, mas esta banda foi uma das últimas que eu pré-comprei o primeiro album e esperei babando a chegada tendo ouvindo apenas uma faixa (“Drawing Maps From Memory”). Quando o  CD (“Grappling Hooks”) chegou, viciei instaneamente e eventualmente acabei fazendo até remixes pros caras. O baterista deles até participa numa faixa do meu próximo album.

Genesis“Entangled”
Muita gente me olha torto quando eu digo que minha fase favorita do Genesis é 1975-1980 quando o Phil Collins assume os vocais. “A Trick of the Tail” é um disco maravilhoso e o mellotron de coro do Tony Banks no final dessa faixa é fácil das coisas mais lindas já gravadas. 

Refused“New Noise”
Punk rock é um tipo de som que eu nunca consegui me interessar muito. Mas esta banda é uma bela exceção. “A Shape of Punk to Come” é um album que eu descobri na base da curiosidade. Ele estava destacado no site All Music um determinado dia que eu tive a sorte de passar por lá. Eu resolvi procurar algo na web e tomei um nocaute que ainda não me recuperei. Escolhi essa faixa porque foi a primeira que ouvi. Amo este album de ponta a ponta. 

Som Imaginário“Armina”
Quando faço uma lista de músicas assim sempre tem um camarada pra dizer: “E as bandas brasileiras, cadê?”. Então aqui vai uma faixa do meu disco brazuca predileto de todos os tempos, “A Matança do Porco”. Um sonho: remixar esse disco para um relançamento.

I Mother Earth“Meat Dreams”
Essa é a banda obscura que eu mostro pra todo mundo esperando que todos amem o tanto quanto eu e ninguém liga a mínima. Ele foi produzido/mixado pelo gigante David Bottrill mais ou menos na época que ele também fez o “Lateralus” do Tool. Pra mim é um encontro de Tool com Jane’s Addiction e não tem um milésimo de segundo deste album que eu não adore. Esta faixa é o “épico prog” do disco.

Radiohead“The National Anthem”
Quando eu era bem jovem eu tinha um gosto musical bastante diferente e detestava Radiohead. Felizmente eu amadureci e rapidamente se tornou uma das minhas bandas prediletas. Essa faixa foi uma das primeiras a me fazer mudar de ideia.

King Crimson“Indiscipline”
Eu confesso que as letras das músicas são o último elemento que eu levo em consideração. Mas como o King Crimson é uma banda que acho todos os discos bons (desde 69 nenhuma bola fora!), vou trazer essa faixa que tem minha letra favorita de todos os tempos. Vale muito procurar a história por trás dela! 

St. Vincent“Black Rainbow”
Annie Clark é amor a primeira ouvida, né? Que artista extraordinária! “Black Rainbow” é outra, que assim como “Entangled”, tem uma seção final avassaladora. Uso este aspecto então pra me ajudar a escolher uma faixa apenas num cânone tão rico.

David Bowie“Subterraneans”

Eu me tornei fã do camaleão do jeito mais “errado” possível. Eu vivia meio alheio ao trabalho dele até que um grande amigo e colaborador me sugeriu assistir “O Homem Que Caiu na Terra”, filme que imediatamente se tornou um dos meus favoritos. Pesquisando sobre a obra, descobri que David compusera faixas para a trilha e elas acabaram não sendo usadas. Só que parte do material acabou reciclado no “Low” e aí tava feito o estrago.

Frank Zappa“Florentine Pogen”
Escolher uma do mestre é barra, mas “Florentine Pogen” é uma daquelas que contém tudo que eu adoro na obra dele. Tem um tema lindaço, tem humor, tem vocais destruidores, quebradeira e locuragem. Minha formação favorita dos Mothers e meu disco predileto, o “One Size Fits All”.

Steven Wilson“The Raven That Refused to Sing”
Steven Wilson foi meu “guru” por muitos anos, o cara que me direcionou nesta carreira de artista/produtor/multintrumentista. O meu trabalho favorito dele é o album “Grace For Drowning” de 2011, mas esta faixa pra mim é a mais incrível composição de toda a carreira dele (incluindo o Porcupine Tree).

Chrisma“Sharon Tate”
Esta composição do meu amado Diego Medina neste duo brilhante com o Michel Vontobel é minha composição brasileira favorita dos últimos 30 anos (talvez mais). Não vou nem falar do clipe genial.  Agora que temos uma nova banda juntos, estou na torcida por fazermos uma versão ao vivo desta pepita.

OSI“Wind Won’t Howl”
Sou fã de carteirinha do Kevin Moore desde que ele abandonou o prog metal pra se tornar a mente por trás do Chroma Key e eventualmente metade da identidade do OSI. Uma das minhas maiores frustrações na vida é não saber cantar e se eu soubesse e tivesse um bom timbre, gostaria de usar a voz desta maneira fria e quase monotônica que ele usa. “Wind Won’t Howl” é uma daquelas faixas que eu queria ter composto. 

Susanne Sundfor“The Silicone Veil”
A essa altura já deu pra perceber que composicões/produções “over the top” são minha kryptonita e a parte final desta faixa é incrível. Este clima Kate Bush escandinava deste disco me atrai muito. Ela está mais eletrônica atualmente, mas sigo gostando de tudo que ela lança. Voz belíssima.

Bjork“Bachelorette”
Uma das minhas assinaturas de produção mais recorrentes é usar tímpanos de orquestra nas músicas. Adiciono sempre que possível, sem moderação. Como é muito difícil escolher uma faixa da Bjork, vou me apegar a este aspecto pois este combo beat eletrônico + orquestra deste som é impressionante e uma referência constante pra mim.

Construindo And The Night Never Came: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo And The Night Never Came

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda And The Night Never Came, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Chelsea Wolfe“Carrion Flowers”
A Chelsea Wolfe é pra mim um dos artistas ativos mais criativos e interessantes. Essa faixa abre talvez o seu disco mais pesado – “Abyss”. Já começa com um soco na cara com esse baixo que parece os gemidos do próprio satanás. Aliás, o mais interessante dessa música é que todos os sons que se ouve vem de guitarra, bateria, baixo e voz, mas ao mesmo tempo ela soa quase eletrônica de tão meticulosamente esculpidos que são os timbres. Isso é muito importante pra mim porque tento ao máximo fugir de sons muito reconhecíveis, timbre é um dos pilares do que acredito ser o meu som.

Chelsea Wolfe“Feral Love”
Outra dessa diva gótica. O synth que abre essa música tem um timbre (de novo!) inconfundível – qualquer nota tocada nesse synth vai remeter a essa música de tão icônico. Mas acho que o grande charme dessa faixa está na bateria incessante, levemente distorcida, numa cadência incômoda que me deixa sem ar até a música acabar. Esse tipo de incômodo capaz de fazer tudo que é externo aos meus fones sumir pela duração da música é um fenômeno que aprecio muito e tento resgatar a mesma tensão no meu som.

Russian Circles“Xavii”
Talvez seja uma blasfêmia dizer que uma música de menos de 10 minutos é uma das melhores do post rock, mas pra mim é isso mesmo. Um arranjo de guitarra simples, mas muito efetivo, com um reverb que encaixa como uma luva, o synth que entra como apenas uma textura extra mais adiante na música parece ter sido destinado a estar nessa música. Post rock é uma das minhas grandes influências, mas às vezes sinto que certos clichês (como o crescendo, seguido de um estouro) acaba desgastando o gênero. Essa música é um perfeito exemplo de um post rock que soube usar sua melancolia sem se render a essas artimanhas, apesar eu mesmo me ver caindo neles de vez em quando!

Have a Nice Life“Hunter”
Outra banda interessantíssima da atualidade. Quando eu descobri Have a Nice Life, eu senti que pude pela primeira vez visualizar o som que eu queria buscar no “Wolves of Ill Omen”. “Hunter” é uma grande saga – sua letra evoca um ambiente mitológico que me leva com ela, além de conter um “entreguismo do espírito” em trechos como “you can eat my flesh and bones, leave nothing that is needed” que é muito caro a mim, pessoalmente – elemento este que aparece também na minha talvez banda preferida que vai aparecer na lista logo, logo. Atenção especial para a guitarra que soa quase como um synth e para a bateria que alterna nos compassos entre o hi-hat e a caixa – e miraculosamente consegue fazer as duas peças da bateria ter um impacto igualmente forte.

Have a Nice Life“Cropsey”
Outra deles. O sample de voz que inicia a faixa me marcou muito, não tem uma vez que ouço sem repetir as palavras com a boca junto, quase como uma oração. Mas a grande estrela é a bateria, tão processada que somente se sente seu impacto e é difícil definir exatamente o que está acontecendo – mas não é preciso entender, só sentir mesmo. Cada vez mais camadas de distorção são adicionados a este eterno loop de bateria, até que a música se mova como uma só onda sonora resultando em algo que só o Have a Nice Life seria capaz de fazer. Esse foi um desafio que encontrei enquanto compunha o “Wolves of Ill Omen”, um desafio que tentei tornar um ponto forte do álbum – loops que se mantém eficazes por minutos.

Have a Nice Life“A Quick One Before The Eternal One Devours Connecticut”
A última deles, juro! De novo, o tema aqui é repetição, mas dessa vez o mais hipnótico que se pode chegar. Eu costumo dizer que ouvir essa música gera o mesmo sentimento que eu imagino um suicida tendo, uma paz em saber que tudo vai acabar, que chega como um golpe e dura poucos segundos até que o gatilho seja apertado. Nem preciso dizer que é uma música que me afeta muito. Dark, pois é… mas assim que é bom! haha

Portishead“Machine Gun”
O que acontece quando uma das melhores bandas do mundo vai full industrial? Essa belezinha aqui. Um show de timbres e sons irreconhecíveis (lembra do que eu falei antes sobre isso?) onde todos os sons tem a força de uma percussão, como um golpe no peito. E pra acabar, como se já não tivesse perfeita, no final entra aquele synth lindo. Uma música que eu não mudaria nada, uma referência industrial pra mim mesmo que a banda não tenha se aventurado por esse som em nenhum outro momento da discografia.

The Body“Hail to Thee, Everlasting Pain”
Quando eu penso em “música pesada” eu penso nisso aqui. Uma música nada convencional que me prende até o fim com seu intrigante universo sombrio. Com uma progressão bem bizarra, essa música consegue ser extremamente sombria sem recorrer a nenhum caminho fácil pra chegar nesse resultado. Assim como muitas outras nessa lista, um exemplo de música que consegue tirar qualquer um do seu estado natural – ninguém sai dessa a mesma pessoa de antes.

Nine Inch Nails“The Great Below”
Essa aqui é a famosa, a minha “talvez banda preferida”! Eu sou completamente obcecado por Trent Reznor e Nine Inch Nails dos anos 90. NIN tem o poder de me fazer ouvir algo que eu posso jurar que veio de mim mesmo, mesmo que eu nem tivesse sido nascido quando certos álbuns foram concebidos, ou seja, NIN perfeitamente captura minha alma. Todo a auto destruição, o entreguismo, a raiva e a melancolia que formam quem eu sou. Essa faixa eu especial está aqui por conta das suas ricas texturas, de um dos melhores arranjos de bateria que já ouvi e por conta do significado pessoal que eu tiro da letra, uma história que pode ou não ser verídica (defendo com dentes que é), mas que sinto que faz parte de mim, talvez um orgulhinho de ter desvendado a letra mais bonita já escrita na história da música. Pra mim, claro! Se eu tivesse escrito qualquer verso dessa música, eu poderia morrer em paz.

Nine Inch Nails“Reptile”
Faixa do meu álbum favorito de todos os tempos, “The Downward Spiral”. O sentimento de ser seu coração destruído e sua cabeça desgraçada por alguém é devastador e muito mais complexo do que um simples ódio pelo outro – é muito mais um ódio por si próprio. Isso fica muito claro na performance dessa música no Woodstock de 94 – talvez minha performance ao vivo favorita de todos os tempos. Me vejo em cada passo que Trent toma naquele palco, em cada grito, em cada gesto. De forma semelhante a “The Great Below”, se eu fizer uma performance como aquela algum dia na minha vida, posso morrer em paz. Mas uma performance tão boa só pode vir de uma música muito boa, e esse é definitivamente o caso.

Sneaker Pimps“Grazes”
Consider o trip hop um fenômeno musical inesperado – uma junção de tendências que encaixam de forma única. Essa faixa de Sneaker Pimps é, pra mim, um exemplo de trip hop bem utilizado. O solo atrapalhado revela uma fragilidade que combina muito bem com uma das vozes mais intrigantes e doces da música, a de Chris Corner. Mas acho que essa música não seria metade do que é se não fosse pelo sample de voz que aparece logo no começo, onde se pode ouvir os sutis cortes e manipulações feitos na gravação original que trazem uma ótica completamente diferente se aquela melodia tivesse presente na gravação original emitida somente com a voz humana. Um som que me traz arrepios logo no primeiro segundo da faixa!

Radiohead“Everything In It’s Right Place”
Provavelmente a banda de longa data mais surpreendente, consistente e dedicada que eu já conheci. Em cada álbum se pode perceber uma nova fase musical na vida dos membros, o que sempre resulta em discos incríveis como “Kid A”. Essa música foi um choque quando ouvi pela primeira vez, já que ouvi a discografia em ordem cronológica – “onde estão as guitarras?” “Por que a voz dele soa tão estranha?” e outras são perguntas que eu me fiz muitas vezes ouvindo e reouvindo esse disco até entendê-lo. E fico feliz que eventualmente o tenha feito, pois é definitivamente um dos melhores discos da história! Cada faixa um experimento diferente – que funciona. Daria pra dizer que por causa desse disco eu me tornei o viciado em música que sou hoje.

Joy Division“Atmosphere”
Um clássico gótico que estava na minha mente o tempo inteiro enquanto compunha “Don’t Lose Your Mind, Sweetheart”. O jeito que o synth grave encaixa com a bateria evoca um sentimento tão único que eu não pude deixar de referenciar, talvez quase plagiar, na minha música mencionada. A responsável por me fazer amar tanto os tons de uma bateria e buscar sempre incluí-los de alguma forma.

Title Fight“Head in the Ceiling Fan”
Eu amo o contraste entre melancolia e explosão e essa música faz exatamente isso. Esse contraste ficou implícito em todo o álbum, mas é possível fazer uma ligação direta – com as guitarras de “Nimble” tentei conseguir um efeito quase onipresente que sinto que essa faixa consegue obter.

Fever Ray“If I Had a Heart”
O disco de onde essa vem estava na minha cabeça o tempo todo enquanto compunha “A Present Foreseen”. Os vocais graves icônicos de Fever Ray estão presentes nessa faixa, assim como uma tentativa de fazer uma música completamente sintética. Por onde anda Fever Ray? Queremos mais discos!

Low“(That’s How You Sing) Amazing Grace”
Eu confesso – tenho um ponto fraco por caixas de bateria que parecem um soco no meu ouvido. “Amazing Grace” do Low tem um dos timbres mais interessantes de caixa que já ouvi, e não é só isso – colocada numa música calma, soturna! Esse contraste esteve muito em minha mente conforme eu escolhia os timbres de percussão que acabaram no meu álbum.

Sinoia Caves“Sentionauts”
Da trilha sonora de um dos meus filmes favoritos, “Sentionauts” é um exemplo de sintetizadores retrô sendo usados pra criar algo referenciante e moderno ao mesmo tempo – e eu adoro isso. Se alguém me dissesse que essa trilha sonora veio de uma máquina do tempo que veio dos anos 80 (2080, no caso) eu acreditaria. Outra faixa que é possível traçar um paralelo direto – “Beyond Touch” veio do meu amor por esse disco.

The Soft Moon“Black”
“Darkwave” é um gênero difícil de definir. Muitas vezes acaba passando por goth rock, post punk, new wave… mas o que vem a minha cabeça é isso aqui. Esse synth quase witch house com essa percussão que mais parece uma marcha é assustador, mas ao mesmo tempo me transporta pra algum clube noturno onde eu me perguntaria “será que posso sentar em posição fetal aqui no meio da pista?”. Enfim, uma sonoridade muito difícil de encontrar por aí e que me representa muito!

Sleep Party People“I’m Not Human At All”
Outra música que se apresenta como uma saga, progredindo por vários estágios e conseguindo sucesso em todos eles. Dos tempos de ouro do Sleep Party People, essa música me marcou principalmente na performance que fizeram dela na Copenhagen Sessions de 2010. Aquela guitarra simples, seguindo apenas os acordes da música funciona como uma cereja no bolo. Foi a primeira vez que vi percussão eletrônica sendo incorporada manualmente ao vivo e me deixou muito curioso pra tentar isso, mas ainda não tive oportunidade. Enfim, um grande exemplo de como construir uma música e manter ela interessante do começo ao fim.

Slowdive“Souvlaki Space Station”
Pra fechar a lista não poderia faltar a melhor música de um dos melhores discos da história. Eu realmente acredito que essa música nasceu de um momento em que todos os planetas se alinharam e todos os átomos do universo estavam no lugar certo – um fenômeno simplesmente. Uma música irreproduzível, cada segundo dela é exatamente o que deveria ser e jamais vai ser de novo – até me faz acreditar quando dizem que ela foi gravada em um take, depois de dezenas e dezenas de tentativas. “Mas o que faz dessa música tão especial?”. Aí que está – não sei. Acho que ela tem a própria alma e ela conversa comigo quando a ouço. De qualquer forma, não tem como deixar passar sem comentar o belíssimo uso de delay nas guitarras e baterias que me evocam um cenário espacial como o título sugere (e pela música “My God, It’s Full of Stars!” acho que fica claro que eu tenho uma relação muito forte com o espaço). Essa música é uma experiência que deve ser sentida por todo mundo pelo menos uma vez antes de morrer, é indescritível.

Construindo Weird Fingers: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Weird Fingers

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o Weird Fingers, projeto do garoto paranaense Raad Ferreira, que com 15 anos e muito tempo livre já lançou dois discos em 2017 e está pra lançar seu terceiro nesse mesmo ano, intitulado “Ciclos”. Todos seguem uma identidade lo-fi e noise. “Eu sou meio que péssimo tentando escolher essas coisas, 20 é um número pequeno ainda e vou me sentir meio mal deixando gente de fora, mas tá tudo bem! (Risos)”

Xiu Xiu“I Luv The Valley OH!”
“Essa é minha favorita de todas nesse mundo, e olha que é difícil pra eu sair nomeando assim! Tudo sobre ela me fascina, instrumentais desconexos e caóticos que se de alguma forma se encaixam tão bem! As variações entre músicas agressivas e calmas, a voz dolorida e assombrosa do Jaimie… Ah, as performances ao vivo também são de cair o queixo!”

Fábio de Carvalho“Paz Imensa”
“Era impossível não citá-lo nessa lista. Foi um dos primeiros artistas que me trouxeram inspiração para começar a gravar tudo sozinho. O cara é um dos melhores compositores nacionais dessa geração e com certeza um dos artistas mais importantes que eu escuto e espero escutar pelo resto da minha vida”.

Have A Nice Life“Burial Society”
“Pô, eu me amarro demais na atmosfera que eles conseguem criar, na forma como suas palavras, às vezes difíceis de se compreender conseguem penetrar tão fundo. Amo demais os sons sujos e marcantes!”

Sonic Youth“100%”
“Outra que tá no meu top 3 bandas favoritas. Sério, não tem como não amar Sonic Youth e todo mundo sabe. Eu até faço referência ao álbum “Daydream Nation” na letra de uma música minha!”

Sigur Rós“Gobbledigook”
“Essa fecha meu top 3 bandas inspiradoras demais que eu amo e nunca saem da minha cabeça! Tudo bem que meu som não lembra tanto assim, mas eu me inspiro bastante na parte dos vocais, que me deram muita mais coragem pra soltar minha voz do jeito que ela é”.

Theuzitz“Sinédoque, SP”
“Lembro quando eu fui ouvir o “Peso das Coisas” pela primeira vez e tava achando meio “bleh” no começo, e me arrependi uns 15 segundos depois quando começou aquela barulheira muito doida da primeira faixa. Inspirei muito nele pra começar a gravar coisas mais acústicas”.

Neutral Milk Hotel“In The Aeroplane Over The Sea”
“Simplesmente genial! Também me influenciou muito mesmo pra começar a compor mais coisas acústicas e deixar de lado à sujeira”.

Elvis Depressedly“Thou Shall Not Murder” 
“É meio besta na verdade, mas é um dos meus favoritos nessa pegada “bedroom pop”. Eu pego bastante do vocal do Matthew, e também foi um dos grupos que me inspirou mais à trabalhar com sintetizadores”.

Message to Bears“Farewell, Stars”
“A atmosfera, ambiência, uma coisa etérea assim. Esse projeto solo do multi-instrumentista Jerome Alexander, é sensacional, daquelas músicas que tu chora ouvindo, sem nem mesmo ter letra alguma. Eu comecei a aprender dedilhados e afins por causa desse projeto na verdade!”

Bon Iver“Flume”
“Eu comecei à ouvir recentemente, e fiquei tão encantado que passei bastante coisa dele pra esse meu último disco. (que foi mais folk que roquinho). também me trouxe mais confiança na minha própria forma de cantar”.

Lupe de Lupe“Eu Já Venci” 
“Essa é “aquela”. A que bate forte mesmo. Acho que além de influenciar muito na minha sujeira sonora, me trouxe também confiança pra cantar mais do meu próprio jeito!”

Flying Saucer Attack“Wish”
“Minha banda favorita de ~shoegaze~, nas minhas primeiras músicas (queime meus brinquedos/caraca bicho) eu tava ouvindo muito essa banda, e não vou mentir, tive que fazer alguma coisa meio parecidinha! A diferença é que o som deles é 190000x melhor”.

Spencer Radcliffe“Mermaid”
“Acho que é um dos produtores popzinho lo-fi mais subestimados. As melodias do “Looking In” me marcaram de um jeito sensacional”.

Slows Down“The Way Down Leerin”
“Daquelas bandas obscuras que tu acha aleatoriamente e se apega demais! Acho que tudo que for meio esquisito avant não sei que lá me pega de um jeito bom demais e eu acabo transmitindo pras minhas próprias músicas”.

Jason Anderson, Wolf Colonel“That’s My Life”
“É uma espécie de junção de dois projetos do mesmo artista, só tem um disco e é uma coisa linda demais, eu amo como se alterna entre vários gêneros diferentes nas faixas! “that’s my life” é uma música que bate forte demais. Aliás a gravação é genial”.

gorduratrans“você não sabe quantas horas eu passei olhando pra você”
“Me deram aquela força de vontade inicial pra começar a gravar tudo sozinho e me fizeram gostar cada vez mais de barulheira, daquelas de derreter a mente”.

Teen Suicide“we found two dead swans and filled their bodies with flowers”
“Poxa, muito por causa deles eu não tive medo de gravar as coisas com os recursos que eu tinha e fazer algo muito bonito, é uma banda que eu ouvi demais em momentos difíceis também, e quando tô por um momento difícil é quando componho, então já viu. (Risos)”

Beat Happening“Cast A Shadow”
“Acho que o mesmo caso de vários já citados acima, envolvendo a forma de produção principalmente, sem contar que os caras fazendo realmente tudo sozinhos e se divertindo demais, sem se importar com o que iam pensar te enche de emoção.

Gregory And The Hawk “Oats We Sow” 
“Uma das maiores influências do “ciclos”. Vocais lindos demais, letras lindas demais, instrumental simples e cativante, não tem como não amar!”

Daniel Johnston“True Love Will Find You In The End”
“Um dos artistas que eu escuto ate doer os ouvidos. me influenciou demais tanto na forma de produzir e na parte das artes, que eu faço todas sozinho com desenhos bem minimalistas”.

Construindo The Ed Sons: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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The Ed Sons

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda The Ed Sons, que traz uma intersecção entre o indie, o stoner e o garage rock. A banda é composta de integrantes de várias cidades de SP e formou-se em Araraquara em 2010. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

The Strokes“Juicebox”
Fernando: Desde a primeira audição dessa música o timbre do baixo nunca mais saiu da minha cabeça, é bem característico e com uma sonoridade saturada com muito médio, é uma das músicas mais legais do “First
Impressions of Earth” e talvez a mais agressiva do Strokes com muitos berros do Julian.

Interpol“C’mere”
Fernando: O Interpol nos tempos em que Carlos Dengler ainda fazia parte da formação da banda tinha a melhor ‘cozinha’ do indie dos anos 2000, criando linhas de baixo que honravam o legado deixado por Peter Hook (Joy Division/New Order). Além disso, é sensacional o clima cinzento e sensações soturnas em cada uma das músicas dos primeiros discos da banda, que eram claramente inspirados nas bandas de pós punk dos anos 80.

Television“Marquee Moon”
Fernando: Guitarras limpas e trabalhadas com riffs simples e melódicos sempre nos chamaram a atenção nas músicas que costumávamos ouvir. É muito legal notar que as bandas que adorávamos tiveram como referência o Television, sobretudo em “Marquee Moon”, um disco de 1977. Os riffs em círculos e a sonoridade crua dessa músicas fazem parte das coisas mais legais rock do final dos anos 70.

Tame Impala“The Less I Know the Better”
Fernando: Por falar em dançar, é quase impossível passar imune a essa charmosa linha de baixo do Tame Impala. Ainda está bem fresco na minha memória o tamanho do hype que o lançamento do “Currents” causou em toda essa cena indie, neopsicodélica. Confesso até que isso foi motivo da minha resistência inicial com essa banda do ‘senhor faz tudo’ e tido como geniozinho Kevin Parker, mas essa música me ganhou e hoje consigo entender e concordar totalmente com o tal hype, tanto que foi uma das músicas que mais bebemos da fonte para criar uma de nossas músicas do EP “The Chase”.

Arctic Monkeys“Brianstorm”
Renato: Explosão, velocidade e simplicidade: essas foram as primeiras impressões ao ouvir esta música. Elementos que reúnem o que o indie rock tem de melhor, tudo isso junto à descomunal habilidade do vocalista Alex Turner em encaixar frases complexas e metafóricas nas estrofes e fazer a canção possuir um ritmo único.

The Hives“Main Offender”
Renato e Diego: O que chama atenção no The Hives é a capacidade de trazer a simplicidade dos riffs ao melhor estilo punk rock e transformá-los em músicas dançantes e cheias de energia que dão vontade de sair pulando. “Main Offender” resume tudo isso e um pouco mais. Antigamente a gente costumava usar figurino social para tocar muito por causa do The Hives. Rolava aquela certa ironia: os caras todos engomadinhos quebrando tudo no palco e enlouquecendo (vide a embasbacante presença de palco do vocalista Pelle Almqvist).

Bloc Party“Banquet”
Renato: A primeira fase do Bloc Party traz tudo que uma pista de dança precisa. “Banquet” traz uma influência do pop festivo, as guitarras no contratempo, a levada no chimbal da bateria e as linhas de baixo tornam a música uma ótima escolha para agitar a noite.

Far from Alaska“The New Heal”
Renato: Uma das melhores bandas nacionais da atualidade, eles trazem diversas influências que abrangem todo o peso do stoner rock, riffs simples e criativos do blues, elementos eletrônicos e até um interlúdio progressivo que preparam o campo para o vocal único e marcante de Emmily Barreto, que certamente é um dos destaques da banda.

White Lies“Farewell to the Fairgrounds”
Diego: Essa música tem uma mistura muito interessante de indie rock, pós punk e funk rock. Esse tipo de fusão na minha opinião enriquece muito as composições, e tentamos aplicar um pouco desse conceito nas nossas músicas. Particularmente gosto muito dessa banda e vez ou outra acaba rolando uma inspiração dela quando estou compondo ou fazendo uma jam.

Franz Ferdinand“This Fire”
Diego: Esse som tem guitarras frenéticas e bateria pulsante, tudo que a gente espera do indie rock: ambos os
elementos estão presentes também muito fortemente no nosso primeiro EP “The Last Cigarette”. Essa música transita entre uma festa dançante e uma quebradeira pesada, e é exatamente esse espaço que queremos ocupar. Hora você está dançando e hora você está batendo cabeça. Gosto dos dois.

The Killers“Jenny Was a Friend of Mine”
Diego: Provavelmente o primeiro contato mais pessoal que tive com o que viria a ser chamado de “indie rock”. Claro que com certeza já tinha ouvido “Take Me Out” do Franz Ferdinand aqui e acolá, mas me lembro perfeitamente que quando coloquei para tocar o lendário “Hot Fuss”, o baixão da intro dessa primeira faixa me acertou em cheio direto como um soco. Foi uma das experiências mais legais que tive com música. Além disso, o baterista Ronnie Vannucci é hoje uma das referências em bateria pra mim nesse estilo, com suas levadas contagiantes, grooves de chimbal e viradas.

Aeromoças e Tenistas Russas“2036”
Diego: O “The Chase” foi produzido, mixado e masterizado pelo guitarrista Gustavo Koshikumo, e na época da pré-produção ouvíamos muito o excelente disco “Positrônico”. Claro que essa interação tão forte e próxima influenciaria na forma como realizamos a composição e produção das músicas, e 2036 é a minha favorita desse disco. É muito dançante e criativa, e também tem seus trechos mais rock’n’roll.

Black Drawing Chalks“Red Love”
Victor: Com uma performance impecável ao vivo, certamente Black Drawing Chalks é minha maior
inspiração dentro do cenário nacional. Diretamente do “Live in Goiânia”, “Red Love” é, do começo ao fim, um rolo compressor. O instrumental acelerado e potente, as guitarras “sujas” e muito bem executadas do stoner rock e o vocal inconfundível de Victor Rocha, são as tônicas presentes em todos os trabalhos dos caras e que me inspiram grandemente no palco.

Death From Above“Crystal Ball”
Victor: Desde seu começo com o groove do baixo e a bateria bem marcada, passando pela entrada do vocal característico levemente rasgado do vocalista/baterista Sebastien Grainger até o refrão bem preenchido com
efeitos de synth, é impossível não se contagiar com “Crystal Ball”. A banda, de volta com o álbum “The Physical World” e já com novo single (“Freeze Me”), após hiato que durou de 2006 até 2011, é composta apenas por dois integrantes, mostrando que não é preciso muito para se fazer algo realmente fantástico. Por esses e outros motivos, DFA é sem dúvida uma das maiores referências para nós.

Placebo“The Bitter End”
Victor: A melancolia é o tema central da banda, mas isso jamais pode se sobrepor ao excelente trabalho que fazem com os instrumentos nas mãos. “The Bitter End” transcende qualquer barreira temporal, com um instrumental simples, mas que, como em todo o trabalho da banda, o vocalista Brian Molko consegue transformar em obra prima. Sua potência vocal e seus agudos nos levam a fechar os olhos e nos transportam para dentro de nossos mais profundos sentimentos.

Queens of the Stone Age“Feel Good Hit of the Summer”
Victor: Com poucas notas, poucas palavras, mas muita distorção e feeling de sobra, “Feel Good Hit of the Summer” mostra porque, ao lado de “Lullabies To Paralyze”, “Rated R” é provavelmente um dos mais fenomenais e arrebatadores discos da banda. Josh Homme, que dispensa apresentações, acerta em cheio com esse trabalho e mostra porque é um dos maiores músicos da atualidade. Sua extensão vocal e timbre moldam um som ao mesmo tempo dançante e para bater cabeça e que, com qualquer outro vocalista, seria apenas mais um som. Eu como vocalista, não podia deixar de curtir e citar o cara. Long live Queens of the Stone Age!

The Raconteurs“Steady As She Goes”
Igor: O jeito com que o Raconteurs acelera e desacelera a levada e a forma com que eles timbram as distorções das guitarras casa muito com as nossas composições. Nós sempre buscamos essa alternância como uma forma de manter o som da The Ed Sons como “som de pista”.

Muse“Hysteria”
Igor – O timbre do baixo e o riff bem presente tem tudo a ver com o tipo de música que nós mais gostamos de fazer. Baixo marcante e riff bom é um ponto de convergência nosso. Além disso, a guitarra com uma distorção com bastante brilho me agrada pessoalmente.

Royal Blood“Ten Tonne Skeleton”
Igor: O que me chama mais a atenção nesse duo é que o que eles fazem é de uma simplicidade incrível. Esse som em especial tem uma levada mascada que é demais e, ao vivo, funciona melhor ainda.

Foals“What Went Down”
Igor: Quer mais pegada que isso? A forma com que eles criam um clima de tensão nessa música é absurda e o som da The Ed Sons, que na minha opinião tem muito a ver com ansiedade e inquietude, tem muita influência disso. Além do que a performance ao vivo deles também transmite uma coisa de você não conseguir tirar o olho por querer ver o que eles vão fazer em seguida.

Construindo Não Não Eu: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Não Não Eu

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o trio de Belo Horizonte Não, Não Eu falando sobre as 20 músicas que mais influenciaram seu som. Não deixe de conferir a playlist com as músicas no Spotify no final do post!

Boy Harsher – “Morphine”
É um dos duos de eletrônico mais dark, intenso e visceral que já conhecemos. Foi uma grande inspiração mórbida e ao mesmo tempo dançante.

Clans Cassino“I’m God”
Devo ter visto esse clipe pelo menos umas 100 vezes durante o processo de composição do disco. Acho que é a música mais sublime e transcendental que já ouvi. Uma pulsão de morte e um desejo pela vida. E esse clipe com mais de 19 milhões de visualizações foi feito por um fã com cenas do filme “Lost in New York” (1989).

Lucas Santtana“Cira, Regina e Nana”
É um dos artistas brasileiros que mais nos influenciaram. Ele transita pelo eletrônico numa brasilidade, sensualidade e minimalismo com caídas precisas e sempre muito profundo. As melodias são simplesmente sensacionais. O show dele é incrível também! Maravilhosoooooo.

Cidadão Instigado “Besouros e Borboletas”
Eles nos estimularam a pensar no rock de novas maneiras, a fugir do óbvio.

Karina Buhr“Eu Sou Um Monstro”
Ela é uma referência de poder da mulher na música e abriu muitos caminhos para toda uma discussão do papel da mulher da música. Essa relação do feminismo foi uma grande inspiração para o disco também.

Jonathan Tadeu“Quase”
Nosso brother que sempre foi uma inspiração sobre como colocar emoções e muita verdade no som que faz.

CAN“Vitamin C”
Não dá para imaginar que eles faziam esse tipo de som já na década de 70. Eu descobri a banda recentemente e fiquei impressionada.

Kraftwerk“Computer World 2”
Não tem como deixar essa clássico de lado. Suas músicas ainda soam muito contemporâneas e tem uma magia que o tempo não é capaz de apagar

The Organ“Love, Love, Love”
É uma banda de mulheres que me fascina muito. Eu descobri o som no início dos anos 00 e desde então nunca parei de ouvir.

Interpol“Obstacle 1”
Quem nunca chorou ouvindo essa música que atire a primeira pedra!

Portishead“Machine Gun”
Me fascina muito a leveza da voz junto ao beat minimalista. Essa música nos ajudou a assumir e a lançar a música “Máquina”, que soa muito estranha ao mesmo tempo em que o vocal mantem uma linha melódica.

Nico“These Days”
É uma das vozes que eu mais amo e uma inspiração para assumir minha própria forma de cantar e fazer com que respirações, erros, desafinações façam parte de todo o conceito do disco.

Alceu Valença“Punhal de Prata”
Essa música traz novas perspectivas para a música brasileira que transcende o tradicional para uma poética visceral e envolvente. Me marcou principalmente a poesia e a relação com a música.

Siba“Preparando o Salto”
É outra grande inspiração para a poesia, a emoção e a visceralidade dos versos. Foi o disco que eu mais escutei em 2014.

Crim3s“Lost”
Como se fosse uma vertente punk do eletrônico, eles foram uma inspiração para explorar sons “estourados”. O que seria um erro foi incorporado como potência estética.

PJ Harvey“Down By The Water”
Ela é minha musa inspiradora principalmente por cantar sobre desejos, obscuridades e subjetividades que muitas vezes tentamos esconder.

Sofi Tukker“Drinkee”
Essa música é muito dançante, com uma guitarra super minimalista e uns beats muito envolventes. Foi uma descoberta recente muito interessante.

Night Drive“Part Time”
Fico chocada o quanto essa música é simples e maravilhosa.

Céu“Perfume do Invisível”
O “Tropix” ganhou vários prêmios e não foi à toa. Muita sensibilidade e muita precisão de arranjos, letra e melodia.

The Dø“Anita No!”
A Olivia Merilahti é maravilhosa e se reinventou no último lançamento da dupla. Vale muito a pena assistir os vídeos ao vivo.

Construindo Pássaro Vadio: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Pássaro Vadio

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o Pássaro Vadio, que lançou seu disco de estréia, Caosmos, no inicio de junho pelo selo Take One Records.

Ryuichi Sakamoto“1919”
O minimalismo dela nos leva pra um labirinto em que não conseguimos achar a saída – escutamos vozes que somos incapazes de entender e depois surge o cello dissonante do Jaques Morelembaum que chega até o fundo do nosso estômago.

Brian Wilson“Surf´s Up”
Uma das forças criativas do universo pop. Harmonias emotivas e ao mesmo tempo particulares, que ainda nos momentos mais abertos carregam uma melancolia e um sorriso amarelo.

Zé Miguel Wisnik“Anoitecer”
Poema incrível na mesma medida que denso do Drummond musicado genialmente pelo Zé Miguel Wisnik – as imagens que evidenciam transformações do Brasil urbano e rural – a massificação, exaustão e medo pairando sobre o asfalto da metrópole vistos com uma intimidade incômoda e familiar.

Flying Lotus“Zodiac Shit”
A ancestralidade virtual dessa track me bateu forte quando ouvi pela primeira vez. Flying Lotus é ótimo em ultrapassar eventuais engessamentos da produção pop contemporânea.

Thee oh Sees“Web”
Começa com a tensão de guitarras que parecem te colocar na mesma sala dos amplificadores. Os vocais dobrados e sussurrados deixam ela nesse limiar entre lisergia sessentista e psicodelia virtual.

Captain Beefheart“Autumns Child”
O vocal rasgado, de garganta, e a entrega de Don Van Vliet – com uma ponta de deboche – nesse soul de “Safe As Milk”, tem uma letra que poderiam chamar de non sense, mas que me pega em algum lugar que eu mesmo desconheço – como se eu já tivesse visto essas cenas antes.

King Gizzard“The River”
As inúmeras voltas que levam ao mesmo núcleo central da música, a estranheza da harmonia vocal, a levada jazzista junto do respiro da música australiana contemporânea foram alguns dos motivos pra ouvir “The River” várias vezes.

Elizete Cardoso“Vida Bela”
Canção abaionada dessa incrível cantora, com arranjos de sopros, cordas que dão profundidade ao vocal e sua melancolia.

Antonio Carlos Jobim“God and the Devil in the Land of Sun”
Tom Jobim e sua capacidade de fundir elementos com total naturalidade – e ultrapassar qualquer chancela do ‘conceitual’.

Fela Kuti“Teacher Don’t Teach Me Nonsense”
Ouço Fela Kuti e lembro do Alê Siqueira, produtor do nosso disco, usando o próprio peito de tambor na técnica do estúdio captando possibilidades percussivas para canções como “Mar de Aral” e “Living Fast”. Além do super título “Teacher Don’t Teach Me Nonsense”, ela tem esse clima ao vivo, de primeiro take e improviso que também está na essência das gravações de “Caosmos”.

Nicolas Jaar“No”
“Ya dijimos No, pero el Si está en todo, todo lo que hay”. A cumbia milenial com esse refrão instigante é uma das grandes músicas do “Sirens”, último disco do Nicolar Jaar – trabalho imersivo e pessoal sem perder o pop de vista.

Can“I’m so Green”
Há uns anos um amigo me mandou “Vitamin C” pra escutar. Acabei ouvindo inúmeras outras vezes o “Ege Bamyasi” – a singularidade ao mesmo tempo simples, confessional e – não sei por que me dá um bode de falar – mas vanguardista da Can fizeram com que eu ouvisse esse disco durante muitas insônias.

Damon Albarn“Everyday Robots”
Música (e disco) que sabem usar muito bem a simplicidade como forma de subvertê-la – pra falar da mecanização da rotina e da solidão contemporânea.

José González“Killing for Love”
O folk que evoca a natureza e a natureza humana com a intimidade que só o violão de nylon provoca – simples e certeiro – me fizeram um grande ouvinte desse argentino radicado na Suécia, lá por 2009 ou 2010, período em que as primeiras músicas de “Caosmos” foram compostas. Jose Gonzalez traz eventualmente no acento do seu violão menções a um lugar de onde também se origina parte do folclore brasileiro.

Pond“Fantastic Explosion Of Time”
Conheci a Pond e essa música como trilha de um mini-doc que assisti sobre um vilarejo em Java Central – lugar que parecia desacoplado do nosso tempo/espaço – a força do refrão anunciando uma explosão fantástica do tempo ficou gravada junto das imagens daquele pedaço de Java –misterioso, quase que em outra dimensão.

Clap! Clap!“Ode to The Pleiades”
A ancestralidade das percussões mescladas com fluidez ao universo eletrônico do projeto faz dele dançante, denso e xamânico – uma imagem refletida do passado e futuro.

Gilberto Gil“Expresso 2222”
Canção e letra geniais desse disco genial do grande Gilberto Gil – que, como Caetano, está involuntariamente gravado na minha memória afetiva por ser parte da trilha da minha família.

José Prates“Oniká”
Grande canção (e disco) que além das entidades, evoca a origem da canção popular no Brasil junto das religiões de matriz africana, como o candomblé.

Erasmo Carlos“É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo”
Somos fãs de canções e refrãos. Taí um ótimo exemplo de pungência e honestidade que te pegam na primeira ouvida. Certamente músicas do nosso disco como “Amargurado” tem uma dívida com Erasmo e Tim Maia.

Beck“Morning”
E só tinha faltado uma balada – como essa baita canção do Beck que o Davi, nosso atual baterista que gravou percussões e synths no disco, citou como referência de arranjo para a canção que dá nome ao disco, “Caosmos”.