Construindo Gabriela Garrido: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da cantora

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a cantora Gabriela Garrido, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Tegan and Sara“Call It Off”
A partir dessa música eu fui apresentada a uma das minhas bandas favoritas, Tegan and Sara. Se não fosse o “The Con” – o álbum dessa canção – acredito que eu não teria começado a compor.

Courtney Barnett“Avant Gardener”
Essa música é muito especial pra mim! Conheci Courtney Barnett no fim de 2016 e me apaixonei pelas letras dela. Ela escreve bastante sobre situações mundanas e cômicas, e essa música é um excelente exemplo disso. Me inspirou para escrever “De Bicicleta”.

Paramore“Born For This”
Ah, minha adolescência! Se eu não quisesse imitar a Hayley Williams eu nunca teria começado a cantar. O “Riot!” marcou a minha vida e meu despertar artístico!

Green Day“Are We The Waiting”
Green Day foi minha primeira “banda favorita”. O “American Idiot” foi a porta de entrada para minha obsessão com música e principalmente com o pop punk e o pop rock.

Yeah Yeah Yeahs“Phenomena”
Yeah Yeah Yeahs também foi uma grande descoberta da adolescência, e a Karen O se tornou mais uma grande referência de vocalista para mim. Principalmente quanto às performances no palco.

Johnny Hooker“Amor Marginal”
O som do Johnny Hooker foi crucial para o início da carreira solo. Depois de muito tempo sem me apaixonar por sons brasileiros, o disco dele me arrebatou completamente e serviu como um empurrãozinho para que eu começasse a acreditar no meu trabalho e compartilhasse minhas canções com o mundo. Ele foi uma grande referência principalmente para a minha música “Pela Metade”, que está no novo EP.

Frank Ocean“Self Control”
Ouvi muito Frank Ocean gravando o meu último EP, que vai sair em março. Essa música, principalmente, tem um efeito surreal sobre mim! Sinto muita emoção na interpretação dele e tentei “roubar” um pouquinho disso gravando a voz.

Rubel“Quando Bate Aquela Saudade”
Assim como com o Johnny Hooker, o Rubel chegou na melhor hora possível. Foi como uma reaproximação da música brasileira através desses novos sons, bem quando eu começava a querer entrar nesse mundo. Amo esse disco inteiro, mas acho que todo mundo que escuta concorda que essa música tem algo de muito especial, e não é à toa que ficou bem conhecida. Gostei tanto que acabei até participando do clipe dela (risos). Dá pra me ver na cena do metrô, de cabelo grande, quase irreconhecível!

Amy Winehouse“I Heard Love Is Blind”
Essa música, para mim, é simplesmente perfeita. A letra, o arranjo, a interpretação. Eu gosto da simplicidade e da autenticidade dela. Tento levar isso comigo. Foi um presente incrível que a Amy deixou.

Lady Gaga“Speechless”
Junto com Paramore, Green Day e afins, a Gaga fez parte do meu despertar musical na adolescência. “Speechless” é uma das canções que me mostrou o enorme talento que ela tem. Lia sem parar sobre ela quando comecei a cantar, e a devoção e a trajetória são realmente inspiradoras.

Cazuza“Eu Queria Ter Uma Bomba”
Apesar das minhas referências serem – em maior parte – atuais e gringas, em matéria de composição, Cazuza é uma inspiração gigante. Queria muito ter escrito essa!

Cássia Eller “Mapa do Meu Nada”
Acredito que a Cássia sempre será minha cantora brasileira favorita. “Mapa do Meu Nada” é especial. Fiz um cover dessa música no meu primeiro show como cantora solo. Sonho em chegar perto da potência e da emoção que a voz dela transmitia.

Bleachers“I Wanna Get Better”
Eu amo tudo que o Jack Antonoff faz. Mesmo. Essa música foi a porta de entrada para a minha obsessão com Bleachers, o projeto mais recente dele. Acabei mergulhando nas canções e no processo criativo da banda, que hoje é uma das minhas principais referências.

Tigers Jaw“I Saw Water”
Antes de gravar o meu primeiro EP eu ouvia Tigers Jaw sem parar, e essa música me inspirou a escrever a canção “Mergulho”.

The Front Bottoms“Flashlight”
Assim como com a Courtney Barnett, as letras do The Front Bottoms influenciaram meu jeito de compor. Cada composição conta uma história e envolve completamente quem está ouvindo. São frases que a gente não costuma ouvir em qualquer música. Só escutando pra entender!

Now, Now“Neighbors”
“Neighbors” foi a primeira música que conheci da banda, e tem um lugarzinho no meu coração. Me apaixonei de cara com a delicadeza da letra e a sonoridade do arranjo. É mais um exemplo de banda que tem músicas ao mesmo tempo simples e carregadas de emoção, algo que eu tento trazer muito para o meu som.

Paramore“Pool”
Vale colocar uma música nova do Paramore porque eles tiveram a coragem de se reinventar completamente, o que foi maravilhoso, no meu ponto de vista. Ainda mais vindo de uma das minhas bandas favoritas. Me deu a certeza de não se deve ter medo de buscar novas sonoridades.

Leo Fressato“Vendaval”
Eu costumava ser muito insegura com tocar sozinha, no formato voz e violão, por achar que não tocava bem – apesar das minhas músicas serem fáceis. Puro medo. Lembro de assistir um show do Leo em 2015 e me convencer do valor de um show acústico, mesmo com melodias simples. “Vendaval” se destaca nos shows dele!

Graveola“Talismã”
O Graveola foi uma das principais razões para que eu acrescentasse percussão nos arranjos do meu novo EP. Amo essa e as outras canções da banda, que soam modernas sem perder a brasilidade.

Elis Regina“Redescobrir”
Não podia faltar. As músicas da Elis me acompanham desde cedo. A paixão da minha família por ela – principalmente a minha avó, super fã – é uma das minhas lembranças musicais mais antigas. Com certeza uma voz que já me ensinou muito e ainda tem a ensinar.

Construindo Os Estilhaços: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Os Estilhaços, de São Paulo, que indicou sua 20 canções indispensáveis. “A gente quis fazer um exercício “democrático” de deixar cada um escolher suas músicas em vez de sentarmos e escolhermos todas “em consenso”, sem um ficar dando palpite nas músicas do outro… (risos)”, contou Cristina Alves (órgão). “Isso foi muito interessante, até para nós mesmos percebermos, de forma mais evidente, como as influências de cada um contribuem para o som que fazemos n’Os Estilhaços”. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Caio Sergio (guitarra)

The Music Machine“Eagle Never Hunts The Fly”
Esta é uma música que me surpreendeu desde a primeira vez que escutei. Uma das gravações mais pesadas que já ouvi. Não é à toa que são considerados uma das bandas pioneiras com intensidade e pegada de proto-punk.

Randy Alvey and the Green Fuz“Green Fuz”
Se tem uma música que traduz muito do que é o espírito “garage”, esta é Green Fuz. Gravação tosca, tocada ao vivo, com os instrumentos todos desafinados, bem do jeito que a gente curte.

Teddy and His Paches“Haight Ashbury”
Quando a gente ouve e gosta de verdade de música, sempre tem uma ou outra que a gente fica se imaginando um dia tocando (e isso independentemente de fazer parte de uma banda). Este é o caso de “Haight Ashbury”. Um som que eu sempre quis tocar e consegui fazer isso n’Os Estilhaços.

The Chocolate Watchband “Are You Gonna Be There (At the Love In)”
Daquelas que a gente carrega com a gente para a vida. Uma das primeiras músicas de garage rock que escutei e posso dizer que continua me influenciando até hoje. Acho que a pegada (ainda levemente) psicodélica deste som prenuncia a viagem mais intensa que a banda veio a mostrar posteriormente.

The Electras“Dirty Old Man”
Estar atrás de um microfone e na frente do público é sempre uma baita responsabilidade. Este som está na lista por ter sido a primeira música que cantei ao vivo, algo que me marcou bastante enquanto músico.

Cristina Alves (órgão)

The Seeds“March of the Flower Children”
Eu poderia escolher qualquer uma deles, mas esta marcou por ser a primeira música do The Seeds que conheci e confesso que a percepção inicial foi de total estranhamento. O coro de vozes infantis e os barulhos de chicote me pareciam muito assustadores. Future não é um disco “fácil”, mas aos poucos eu fui mergulhando na proposta não só deste álbum, mas na pegada da banda como um todo, e posso dizer que a partir daí abri minha cabeça para a psicodelia. Virou banda da vida.

The Beautiful Daze“City Jungle, Pt. 1 & 2”
Esta é literalmente uma música “duas em uma”. Ela saiu em compacto 7”, sendo o lado A com vocal e o lado B apenas instrumental. Cada vez que a escuto descubro algo diferente. Daquelas boas de ouvir no fone, com volume bem alto, para prestar atenção em cada instrumento. Destaque para o baterista que faz das viradas mais simples as mais perfeitas para a pegada “primitiva” e garageira da música.

Mavi Isiklar“Ask Çiçegi”
Quando comecei a me interessar pelas bandas de rock mais desconhecidas dos anos 60, tive uma fase (que nunca passou na verdade) de ir atrás deste tipo de som nos mais diversos lugares do mundo. Nessas pesquisas, descobri muita coisa boa, além de ter ficado mais que evidente o quanto o rock havia influenciado a música tradicional de cada país. É justamente nesta fusão das culturas que encontrei uma paixão. Escolhi “Ask Çiçegi” (Turquia) pois acho curioso o fato de eu ter conhecido primeiro esta versão do que a original “Send Me a Postcard” do Shocking Blue.

The New Hopes & Dimitris Santorinaios“Exo vrei mia agapi (Έχω βρεί μιά αγάπη)”
Quando eu crescer quero tocar como os gregos!! Hahaha… O rock 60’s deles é para mim uma influência direta como instrumentista. O timbre usado no órgão, bem marcado e agudo, muito mais em solos e notas soltas ao longo de toda a música dá um destaque para o instrumento e uma identidade bem característica na qual me inspiro bastante.

Ronnie Von“Anarquia”
O Ronnie é um cara que foi “redescoberto” há pouco tempo, tendo enfim sido reconhecido pelos maravilhosos três discos psicodélicos lançados respectivamente em 1968, 69 e 70. As primeiras vezes que ouvi, achava inusitado que aquele cara – muitas vezes só lembrado por atualmente apresentar um programa de televisão – tivesse feito algo tão avançado para a época. Acho que foi meu primeiro contato com a psicodelia feita aqui no Brasil.

Paulo Nobre (baixo)

The Sonics“The Witch”
Impossível de esquecer o show que eles fizeram aqui em São Paulo em 2015. Baita energia para uns senhores de mais de 70 anos. Esta música foi um dos primeiros sons garage que tocávamos para nos divertir nos ensaios entre amigos.

The Music Machine“Masculine Intuition”
Até tentamos não repetir bandas, mas The Music Machine é unanimidade! Uma das minhas preferidas deles. É agitada, enérgica, “para frente”. Faz parte do primeiro disco dos caras, que mescla sons próprios (só pedradas!) e covers de músicas muito famosas como “Taxman” e “Hey Joe”.

The Fuzztones“Ward 81”
Saindo um pouco dos 60’s, nos anos 80, o garage voltou a ter um destaque maior no cenário musical do rock, e com certeza uma das bandas mais importantes desta época é o The Fuzztones, que está na ativa até hoje. Este som é um clássico, sempre presente nas festas de garage, tem uma atmosfera bem insana.

The Count Five“Contrast”
Em tempos pré internet, obviamente era muito mais difícil ter acesso a músicas e bandas menos conhecidas. O que acabava rolando muitas vezes era de um amigo descolar um vinil ou cd bacana, e fazer cópias em versão fita K-7, para compartilhar mesmo. Foi o que aconteceu com este som, que para mim marcou época, trazendo mesmo uma nostalgia deste tempo.

The Baroques“Mary Jane”
Aquele tipo de música de arranjos simples que gruda na cabeça e não quer mais sair (mas no bom sentido!). Diferente da maioria das músicas, que possuem um solo de guitarra, nesta, quem manda é o baixo. Na época em que foi lançado, o single chegou a ser banido das rádios pelo fato da letra supostamente fazer apologia às drogas.

Alexandre Xéu (bateria)

The Blues Magoos“Gotta Get Away”
Nem sempre tocar e cantar ao mesmo tempo é algo simples. Esta foi a primeira música que fiz isso, lá por volta dos anos 2000. O refrão com diversas vozes alternadas é diferente e marcante.

The Music Machine“Talk Talk”
Esta batida meio “torta” da música é uma das coisas mais loucas que já ouvi. Sem dúvida o vocal do Sean Bonniwell é único, traz muita intensidade para o som.

Strawberry Alarm Clock“Incense and Peppermints”
A melhor maneira de descrever esta música é “como uma boa viagem de ácido”. Sem mais!

The Fuzztones“Strychnine”
Como o Paulo já havia comentado, era comum que a gente ouvisse música nas fitas K-7 gravadas por amigos, muitas vezes sem saber o nome da banda ou do som. Esta mesmo só fui descobrir que era uma versão do Fuzztones (para a música do The Sonics) pois havia uma versão ao vivo, em que anunciavam o nome da banda.

13th Floor Elevators“You’re Gonna Miss Me”
Um clássico da psicodelia. O que sempre chama atenção neste som é o “instrumento” usado junto com o microfone para fazer o barulho das “bolhas” e até hoje não sei se tem um nome específico para ele em português. Em inglês é “eletric jug”.

Construindo Psychotria: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Psychotria, que está lançando seu primeiro EP, “Citrus”, e indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!
Novos Baianos“A Menina Dança”
Jean Paz: Por mim, colocava todas dos Novos Baianos.  Aliás, o que eu mais queria na vida era ser um “Novo Baiano”. E o projeto nasceu disso. Dessa vontade de sair da cidade e ir morar em um sítio com uma galera massa, passar o dia todo fazendo um som e jogando bola, sem se preocupar com trânsito, Wi-Fi que não funciona ou ter dinheiro para a condução. Mas já que é uma música, vamos de “A Menina Dança”.  Porque a Baby tem a voz mais linda do mundo.
Planet Hemp“021”
Jean Paz: Essa letra tem a melhor descrição possível sobre a cidade do Rio de Janeiro.  E poucas bandas sabem colocar o dedo na ferida como o Planet Hemp faz. Essa voracidade está presente na segunda música do nosso EP, “Um Tucano Só Não Faz Verão”. Aproveito para confessar que compusemos essa música pensando no B.Negão.
(Se por acaso ele ler essa matéria um dia, é importante que saiba que está convidado a cantar conosco).
Mutantes“A Hora e a Vez do Cabelo Crescer”
Jean Paz: Essa música contém uma das minhas linhas de baixo preferidas. E Liminha é um Deus.  Ele e o Robinho Tavares são os professores que eu nunca tive. Nunca consegui executar nenhuma linha deles, mas aprendo muito. E essa música, em especial, abriu minha mente. Pois comecei ouvindo punk e grunge, e quando me deparei com esse baixo, em especial, foi um choque. E é uma referência nas nossas canções no momento em que o baixo assume o protagonismo.
Rage Against the Machine – “Zapatas Blood”
Jean Paz: Sim, o sangue de Zapata tem poder. E a questão colonização, regimes ditatoriais, latifúndio e distribuição de renda está muito presente na nossa obra. Devemos isso ao escritor uruguaio Eduardo Galeano. Inclusive, cogitamos chamar a banda de “Veias Abertas”, em homenagem a ele. Acabamos homenageando a sua obra, e a de Pedro Juan Gutierrez na canção “Trilogia Suja”. Isso sem falar na importância do Tim Commerford (ouçam Wakrat, outra banda dele que me desgraça as ideias) para meu trabalho e meus estudos (e minhas tentativas de cantar).
Body/Head – “Abstract”
Jean Paz: Body/Head é a banda que a Kim Gordon montou quando o Sonic Youth deixou de existir. A intro da música “Chacrona” é uma referência a esse som e ao Sonic Youth de um modo geral.  Meu primeiro contato com esse trabalho foi através dessa música. E a primeira vez que eu ouvi, pensei: “Bah, eu queria ter escrito isso”.
Zé Geraldo“Como diria Dylan”
Van Batuca: Essa música em especifica me permite sentir uma vitalidade que por sua vez endossa a ideia de que cada um de deve re-construir a própria história. Conhecendo a Banda Psychotria, e hoje fazendo parte da mesma, sinto que as diversas influencias, reunidas permitirá re-construir uma nova história escrita por cada.
Ramones“Blitzkrieg Bop”
Van Batuca: Uma das primeiras inspirações e inclinações internacionais para adentrar no mundo da música. Na minha opinião, essa música se tornou hino e uma das marcas da banda. Acredito que toda banda tem sua marca e sutilmente o seu hino. Desde o primeiro contato com a Banda Psychotria, compreendi que nosso hino e nossa marca
vêm sendo construído, o primeiro encontro foi inusitado, construir com o desconhecido criar a marca e se fazer conhecido.
Jean Paz: O punk está presente no nosso trabalho, seja na sonoridade, na atitude ou na estética.
Plebe Rude “Até Quando Esperar”
Van Batuca: Música que faz refletir e alimentar o pensamento crítico, que por sua vez reforça a ideia de que esperar não é o caminho. Sair da zona de conforto, fazer isso pulsar mais forte na vida de cada um, se encaixa em umas das propostas da banda.
Jean Paz: A Plebe é uma das bandas mais bacanas dessa geração que deixou Brasilia. E esse som é um hino.
“Maraka’anadê” (A festa dos nossos marakás) tradicional do povo Ka’apor – Adaptação Djuena Tikuna
Van Batuca: Ao passo que os povos originários seguem suas vidas com o espirito de luta, tal musica me soa com enorme vitalidade e assim a mesmo propõe a união entre os povos. Assim, acredito que á musica tem esse poder de unir os diversos povos, independente de gênero, raça, credo, com estilos variados, tudo isso e mais um pouco.
A música indígena me inspira, energiza e alimenta o meu espirito criativo.
Van Batuca: Maracatu Ilê Aláfia, Cia Caracaxá, Mucambos Raiz de Nagô e os diversos grupos e nações de Maracatu, que continuam fortalecendo a cultura tradicional de Recife, que ampliou meu olhar e permitiu misturar outros componentes dentro da proposta de musicalidade trazida pela Banda Psycotria.
Captain Beyond – “Myopic Void”

Felipe Nunes: Influenciou a bateria de duas de nossas músicas “mais soltas” (“Chacrona” e “Celofane”), em que conduzo a bateria de uma forma mais livre, sem perder a marcação.

Led Zeppelin – “In The Evening”
Jean Paz: Na verdade, tudo começou com o Led Zeppelin. No início tudo era escuridão… Ai apareceu o Felipe, fã de Led e se juntou comigo, que também sou fã, e nasceu a cozinha da Psychotria. 

Black Sabbath – “Spiral Architect”
Felipe Nunes: Essa música me dá uma brisa e ajuda a aflorar a criatividade.
Raimundos – “Mas Vó” e Zeca Baleiro – “Babylon”
Felipe Santos: Me dão o ímpeto da pegada mais reativa e “raivosa” pra tocar musicas como “Um Tucano Só não Faz Verão” e “On the Road”.
Walter Cruz: Particularmente são exemplos de sons que me influenciam e inspiram em diversos processos criativos devido a suas altas cargas e características históricas de inovação, confluência de elementos étnicos, experimentalismos e psicanálise humano-social. O produto da fusão conceitual desses e outros sons são bases fundamentais para construção do nosso som psychotríaco.
Chico Science e Nação Zumbi“Da Lama Ao Caos”
Walter Cruz: Uma das maiores influências, com certeza. Pesado, Psicodélico. Necessário.
Talking Heads – “Psycho Killer”
Walter Cruz: Outro hino de outra banda que começou tocando no CBGB.
Einstürzende Neubauten – “Sehensucht”
Walter Cruz: Para não dizer que não citamos Pistols, segue uma versão alemã dos garotos do Malcolm McLaren. Com mais ruído e sujeira. E todo o experimentalismo que desejamos para nossas canções.
Gong – “How to Stay Alive”
Walter Cruz: Essa música tem um dos clipes mais inspiradores de todos os tempos. E isso vai de encontro à nossa proposta de estimular a Multisensorialidade e sinestesia durante nossas apresentações.
Fela Kuti – “Sorrow, Tears and Blood”
Walter Cruz: Para fechar a lista e a miscelânea sonora que nos influencia, segue esse som do rei do Afro Beat. Swing na medida certa e uma letra pesada.

Construindo The Scuba Divers: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda de Santos The Scuba Divers, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Daniel Teles (Guitarrista e Vocalista)

Coheed and Cambria“Time Consumer”
Não consigo parar de ouvir os discos deles desde que conheci a banda há pouco mais de um ano atrás e isso obviamente exerceu influência no meu jeito de tocar e cantar. Abri meus ouvidos para o universo do emo e post hardcore, me levando a escutar outras bandas que agora são inspiração para mim como o Tricot e o Tosite Ling Sigure. A faixa “Weather Repport”, que ainda não foi gravada mas sempre marca presença nos sets ao vivo, é o exemplo mais claro dessa influÍncia emo na banda.

A Flock Of Seagulls“Modern Love Is Automatic”
Representando minha veia new wave, incluo a faixa de abertura do disco homônimo de uma das bandas mais injustiçadas dos anos 80. Os timbres espaciais e melodias marcantes de Paul Reynold exerceram significante influência no meu jeito de tocar guitarra. Troque o sintetizador da faixa por barulho e você terá algo próximo de “Snowflake”.

The Smiths“Still Ill”
Essa é uma banda que eu tenho certeza que se eu não incluisse qualquer um dos outros integrantes poderia o ter feito. Forte influência nas guitarras limpas, linhas de baixo, vocais, letras. O The Smiths está cravado no DNA da banda, por mais que nossos trabalhos mais recentes tenham se distanciado um pouco da influência britânica muito presente no debut, Johnny Marr me ensinou que uma guitarra limpa fazendo acordes de jazz pode ser muito mais empolgante que solos de guitarra.

Sonic Youth“Chapel Hill”
Antes de qualquer influência musical, a postura de palco, o barulho, o senso de liberdade que a banda transmite ao vivo e nos clipes foi fundalmente pra formação da nossa própria ideologia como banda. As primeiras vezes que escutei Sonic Youth eu não entendi nada pra ser bem sincero, mas algo neles me chamou atenção e eu continuava voltando pra escutar mais. Existe algo belo em ver uma banda dando tudo de si e se divertindo no processo. Eu só espero isso de todo show da Scuba: terminar o show exausto porém feliz em estar ali naquele palco tocando pra 5 ou 5 mil pessoas. E “Chapel Hill” é muito foda por sinal!

Rush“Afterimage”
Alex Lifeson é outro dos meus guitarristas preferidos e eu precisava incluir algo do Rush. Sou apaixonado por rock/metal progressivo, mas a maioria das bandas está longe demais do nosso som para existir uma influência que não seja algo pontual ou conceitual. Mas aí você tem o Rush oitentista, uma mistura perfeita do drama e intensidade post punk com a musicalidade do rock progressivo. O que mais eu posso dizer? Rush é uma das combinações mais inacreditáveis de músicos talentosos dentro de uma única banda.

Maurício Teles (Baixista e Vocalista)

The Smiths“Hand In Glove”
Eu poderia escolher uma cacetada de músicas do Smiths, mas essa com certeza foi a que mais me marcou de primeira. O vocal de Morrissey é dramático e inspirado e eu sempre tento trazer um pouco disso nas canções da Scuba. Além disso, qualquer coisa que o Andy Rourke faz no baixo me deixa pirado.

Iron Maiden“Purgatory”
Iron Maiden foi o principal responsável na minha vida por eu me interessar realmente por música. A velocidade, a agressividade, é tudo bem intenso. Steve Harris sempre me inspirou para que eu tocasse baixo da forma mais energética possÌvel e nessa track ele demonstra exatamente isso.

Placebo“Every You Every Me”
Brian Molko tem um timbre sensual quase feminino e isso sempre foi um atrativo pra mim. Ao mesmo tempo que é leve, é profundo. Eu busco sempre experimentar na forma como irei cantar e esse estilo mais “foda-se”, menos preocupado com técnica, é algo que eu gosto de implementar em algumas músicas da Scuba.

U2“Sunday Bloody Sunday”
A voz de Bono Vox sempre me impressionou. Desde criança eu tento reproduzir a emoção e a força que ele passa com seus refrões. Quem sabe um dia eu chego lá (risos).

Tears For Fears“The Working Hour”
Se algum dia alguém sentir o que eu sinto ao ouvir esta música com alguma música da Scuba eu já posso morrer feliz.

Gabriel Ramacciotti (Baterista)

Sufjan Stevens“Come On! Feel The Illinoise!: The World’s Columbian Exposition / Carl Sandburg Visits Me In A Dream”
Uma música de enorme exercício de criatividade. Seu resultado sonoro é brilhante não só pelo seu ritmo em 5/4, mas também por sua instrumentação e arranjo sensacionais.

XTC“Senses Working Overtime”
Outra música que ouvi muito quando comecei a estudar música. Apesar de ser uma música simples, Andy Partridge (vocalista e compositor) consegue criar um arranjo típico de um new wave, porém tendo um resultado carismático e estonteante.

Weezer“No Other One”
“Pinkerton” é de longe o melhor álbum do Weezer (polêmica). Poderia colocar todas as tracks do álbum porém essa em especial me traz lembranças de quando comecei a tocar bateria, em meados de 2013, e como nunca conseguia tocar o começo da música.

American Football“Never Meant”
Apesar de sua temática não fazer jus à sua propriedade sonora. Os timbres de guitarra e pureza sonora tornam a música mais atrativa, fazendo-a fluir bem. As viradas e levadas de bateria são pontos importantes que absorvi, inclusive tocando o começo em alguns ensaios (risos).

Dave Matthews Band“The Stone”
Uma das poucas músicas que cultivo desde quando comecei a estudar música. As linhas melódicas e o groove da bateria são pontos que aprecio na música.

Iury Cascaes (Guitarrista e Vocalista)

Nirvana“Lithium”
Essa música eu escolho porque sem ela não existiria muito bem um Iury compositor, um Iury que trabalha em termos de música, um Iury numa banda. Já ouvi várias vezes que o Nirvana é uma daquelas bandas que fazem as pessoas criarem bandas, e atesto a veracidade desse rumor: a “Lithium” é a música deles que eu mais gosto, e facilmente a música mais importante da minha vida. A voz rasgada e ao mesmo tempo bela do Cobain, a bateria simples e poderosa do Grohl, o baixo na faixa do Krist – tudo isso junto com a letra genial, que retrata a indecisão de uma mente convulsiva, me atinge com um espanto musical absurdo que sempre acompanha a minha escuta desse som: “In a daze, I’ve found God” (deslumbrado, encontrei Deus) É simplesmente surreal! Se não fosse Cobain, eu não teria criado o gosto por dizer as coisas em formato de poesia, de música.

Tool“Eulogy”
Se o Nirvana me é a banda mais importante no sentido de que me introduziram ao barato de compor e se expressar, o Tool me é a banda mais foda e única do planeta porque através deles eu conheci uma expressão musical não só exatamente auditiva, mas integral, considerando a arte uma secreção que tem que vazar por todos os poros e de todas as maneiras possíveis: os caras do Tool tocam em tempos quebrados, têm uns clipes visual mente surreais, montam palcos incríveis, gigantes, com configurações que nunca são óbvias; o Maynard se veste com umas roupas bizarras, já tendo tocado até de lingerie – porra! Até o site dos caras foi artisticamente pensado! O Tool me trouxe essa coisa totalidade, da coerência de estilo, do alargamento das fronteiras da unidade estética, de uma integração artística entre tudo aquilo que diz respeito a uma banda. Eu poderia ficar falando horas do Tool – mas pra encurtar eu digo algo dessa música especÍfica: que vocal do caralho! Inspirador!

George Harrison“My Sweet Lord”
Se o Tool me ensinou isso da unidade, o George vem me ensinando (pois comecei a ouvi-lo recentemente) da preocupação de grandeza que tem que ter o artista na hora da composição, da escrita. Com preocupação de grandeza quero dizer uma preocupação de que o tema abordado pela música não seja raso, mas profundo; uma preocupação de que aquilo de que diz a música fale ao mesmo tempo de tudo, do infinito, e humildemente. Devemos botar tudo de nós em nossas composições – e botando tudo de nós, botamos tudo do mundo todo… O dever de dialogar com a seriedade da falta de fundo que é a existência. “My Sweet Lord” é uma música gospel hippie… Um hino àquilo que, por diversos motivos chamamos Deus, é independente de seu nome maior que nós e misterioso. Além do mais, estes violões estão entre os acordes mais pesados que já ouvi. E não é só nessa música, mas sim no CD todo! O George é foda, lendário, iluminado.

The Doors“The End”
Esse som do The Doors é épico demais. Talvez seja daí que vem meu gosto por músicas grandes e meio hipnóticas. Hoje conheço algumas coisas do Krautrock que muito me agradam mas o The Doors, que conheço já há muito, foi a primeira coisa psicodélica que eu pus na minha mente, e a coisa mais dionisíaca que eu já escutei. O Jim Morrison é um animal maluco. A “The End” me chama atenção porque quando você ouve ela parece que você tá chapado de LSD… Não precisa nem dropar! Possível sentir a loucura em cada acorde, subindo, subindo, ficando cada vez mais pesada. Essa porra é um ritual de índio, cara! A influência que tem em mim é justo essa duração estendida em que, por causa da batida e do acorde, você fica estendido, em transe. Ultimamente tenho buscado essa impressão com minhas composições.

Rancore“Mãe”
O Rancore é uma das bandas brasileiras que mais admiro. Os caras tem um som que eu não vi em outro lugar. Como o Tool, os julgo bem únicos. Mas o que amo do Rancore mesmo são os seus shows. Fui em um no Bujas no começo de 2017 ou final de 2016 (não me lembro) que era o último de sua turnê de despedida. Imagina? Eu nunca senti algo tão incrível: todo mundo ali se massacrando, agindo feito uma massa enfeitiçada por música, se debatendo, botando tudo o que fosse possível para fora, largando a goela ela mesma jogada no chão, em meio ao vapor que era o conjunto de todos os suores daquela galera. As paredes escorriam, o calor era imenso. E a energia era descomunal. Naqueles momentos me dei conta de que eu gostaria de fazer shows daqueles, antológicos, imperdíveis, memoráveis. Nessa música específica há a importância das guitarras do Candinho – me é uma inspiração o jeito que ele toca -, das letras e da voz do Teco, forte e cristalina. Vale conferir o clipe, que é muito bom!

Construindo Pata: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Pata, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Lúcia Vulcano:

Soundgarden“Fell On Black Days”
Eu sou completamente apaixonada com Soundgarden (ou alucicrazy, se preferirem citar Nazaré Tedesco). Escolhi essa música porque tem tudo o que eu mais gosto deles em uma música. A criatividade em compor do Chris, os compassos inusitados (essa é em 6/4), a melodia, letra, tudo é lindo demais. Soundgarden é sempre a minha principal referência e minha banda favorita.

L7“Monster”
Bom, nós temos também uma música que se chama monster, apesar de ser uma abordagem diferente. Acho meio óbvio que L7 seja uma grande influência para a pata. Tanto musicalmente – os riffs, a voz, timbres – quanto todo o resto. Uma banda com quatro musicistas mulheres incríveis. INCRÍVEIS.

Janis Joplin“Me and Bobby McGee”
Meu pai me apresentou a Janis quando eu tinha uns 11 anos. Foi a primeira vez na minha vida que eu senti que, como mulher, poderia fazer algo dentro da música. Temos também um pezinho nesse folk (é só escutar “Adulthood”), apesar de não ser o ponto principal da Pata.

Hole  – “Plump”
Assim como L7, uma das mais óbvias influências para mim. Acho que seria impossível contar quantas vezes eu já escutei o “Live Through This” (porque sou velha e não tinha Spotify e Last.fm na minha juventude). A Courtney sempre foi uma ótima compositora e muitas vezes foi descreditada de suas habilidades musicais por conta de seus relacionamentos amorosos. Eu sempre achei que ela influenciou muito mais o Kurt musicalmente do que ele influenciou ela.

Black Sabbath “The Wizard”
Riff maldoso, batera comendo solta, gaitinha loka, trevas & demônio, Geezer Butler em chamas. Melhor música. Bebemos demais nessa fonte e é sempre uma grande inspiração.

Alanis Morissette“All I Really Want”
O jeito que a Alanis tem de compor suas músicas, sempre com ótimas melodias e letras viscerais, é uma enorme influência para mim. Essa música tem tudo o que eu procuro na hora de compor. Uma artista completa com um legado muito forte. Tenho músicas escolhidas da Alanis para cada momento da minha vida.

Alice In Chains“Rain When I Die”
Olha, cês me desculpem, mas eu sou um clichê ambulante dos anos 90. Tá chovendo muito hoje e eu também espero que chova quando eu morrer.

Nirvana“You Know You’re Right”
Quando eu descobri o Nirvana, o Kurt já estava morto há um tempo. Essa foi a primeira novidade do Nirvana que eu peguei lançando. Para mim, o lançamento dessa música foi sensacional, pois eu já havia gastado todos os meus CDs deles de tanto escutar. Acho que é um ótimo ponto de contato entre o Nevermind e o In Utero: tem barulho, tem um refrão de fácil assimilação, riff de baixo super marcante, a dinâmica da música é certeira…

Hino do Clube Atlético Mineiro
Umas das primeiras músicas que eu aprendi a cantar na minha vida e uma das que mais me emociona. SEM CLUBISMO, uma das melodias mais bonitas já composta pela humanidade. Talvez o Galo seja a experiência mais próxima desse mito de deus que eu terei em vida e essa música tem esse peso para mim.

Bulimia“Nosso Corpo Não Nos Pertence”
Bulimia formou meu caráter e creio que de várias mulheres também. Ver mulheres fazendo um som desses, com essas letras de protesto contra o patriarcado, foi “O” empurrão para eu começar minha vida musical em bandas.

7 Year Bitch“Dead Man Don’t Rape”
Um hino riot grrrl dos anos 90.

Neil Young“The Needle and the Damage Done”
Como compositor e artista, uma grande inspiração. Por também seu ativismo e posicionamentos políticos, Neil estará eternamente em meu coração.

Radiohead“Paranoid Android”
A primeira vez que eu escutei essa música eu fiquei de queixo caído. Eu gosto de pensar que é uma “Bohemian Rhapsody” moderna. A textura, os movimentos da música, aquela paradinha com o coral. É uma música que mudou minha percepção de composição.

Chris Cornell“Through the Window”
Uma música do último disco solo dele. O Chris é o músico que mais me influenciou na minha vida. Quando saiu, eu escutei essa música umas 20 vezes no repeat… Era um jeito de tratar a canção que eu sempre esperei que ele fizesse, apesar de gostar muito dos trabalhos solo anteriores dele.

Sepultura“Inner Self”
Apesar de, esteticamente, estar bem longe da proposta da Pata, a essência do Sepultura de Max é muito presente na minha vida musical. Eu gosto de composições criativas, que tenha algo idiossincrático na música. “Inner Self” é genial, um ótimo hino ao ódio da existência.

Luís Friche (Lulu)

Titãs “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas”
Escuto Titãs por influência dos meus pais desde que estava ainda na barriga da minha mãe, passei minha infância inteira ouvindo sem parar e sou fã incondicional de discos como “Cabeça Dinossauro”, “Õ Blesq Blom” e outros. Essa música me chamava muito a atenção quando eu era criança pela letra, que só tem uma frase que se repete do começo ao fim da música.

King Crimson“The Great Deceiver”
É difícil juntar experimentalismo vanguardista com um som tão pesado.

Frank Zappa“Montana”
Já passei um período de mais de um ano em que eu precisava ouvir essa música no mínimo uma vez por dia senão ia à loucura. O arranjo, os solos, as quebras de compasso, o coro maluco, o humor non-sense… tudo me deixa meio hipnotizado.

Itamar Assumpção“Dor Elegante”
Uma música maravilhosa, com arranjo maravilhoso, sobre um poema maravilhoso do Leminski. Itamar é um dos compositores mais criativos que já conheci até hoje.

Maria McKee“If Love is a Red Dress”
É difícil conseguir imaginar uma música tão simples, só com voz e uma guitarrinha meios desafinada tocando acordes do livrinho de cifras, ficar tão bonita assim. Fico arrepiado sempre que ouço esses belos gritos.

Construindo Zé Bigode: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Zé Bigode, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Criolo“subirusdoistiozin”
Primeira musica que ouvi do Criolo, logo de cara achei o nome bem diferente, quando conferi o som ouvi uma base bem orgânica com uma pegada jazz, com aquele som de Fender Rhodes curti de cara e depois fui baixar o disco nó na orelha que foi bem importante pra mudar minha visão musical

Gil Scott Heron“Lady Day and John Coltrane”
Uma das minhas musicas favoritas do disco “Pieces of a Man”, clássico do Gill Scott Heron, essa musica toda vez que me sinto meio pra baixo serve de estímulo, assim como na letra ouvir “Lady Day and John Coltrane” levam os problemas pra longe, Gill Scott também o faz muito bem.

Oasis“Live Forever”
Ouvi muito Oasis na minha vida, e essa música sem duvida é uma das que mais escutei deles, lançada em 1994 no disco de estreia, o “Definitely Maybe”, escrita por Noel Gallagher, é uma homenagem a estar vivo.

John Coltrane“Acknowledgement”
Uma das músicas mais perfeitas da história da humanidade. É só isso que consigo dizer quando a ouço, muitos sentimentos nesse som aí! Sem contar que faz parte de um dos maiores discos da história, o “A Love Supreme”.

BaianaSystem“Playsom”
Só quem já foi num show do Baiana sabe a energia que é, e essa música pra mim é a que melhor define o som deles. Pedrada pura!

Nina Simone“I Put a Spell on You”
Nina Simone, né? Dispensa comentários, rainha!

Gilberto Gil“Drão”
Já era fã da musica desde sempre, quando descobri que era uma musica falando da separação dele com a Sandra Gadelha, um pedido de desculpas, tem vários jogos de palavras geniais.

Céu“Lenda”
Essa tem um groove que pega de primeira ouvida, lembro que quando descobri esse som e o disco de estréia dela, ouvi sem parar.

Elton John“Razor Face”
Eu podia indicar qualquer faixa do disco “Madman Across The Water”, que é um dos meus discos favoritos, mas vai “Razor Face”. Acho que é a que melhor representa essa fase do Elton John, quando ele tinha o timbre de voz bem agudo e lançava um clássico atrás do outro.

Gal Costa“Tuareg”
Se não me engano essa musica é do Jorge Ben. “Tuareg” mostra quanto o Brasil estava num ótimo momento musical no fim da década de 60, experimentando sonoridades de várias regiões do mundo e mesclando com a nossa musica tradicional. Os anos 60 foram bem intensos pra musica popular, apesar de politicamente estarmos em um dos piores momentos de nossa história.

Belchior“Alucinação”
Faz parte do álbum de mesmo nome, eu citaria o disco todo, mas escolho essa, que mostra o Belchior na sua melhor forma poética, dando o papo reto numa crítica ácida e certeira. “A minha alucinação é suportar o dia a dia”.

Chico Science e Nação Zumbi“Manguetown”
Chico Science talvez seja uma das minhas maiores influências, a sensacional analogia da parabólica fincada na lama… A música é isso, é universal, é um pouco de tudo que já escutamos nessa vida independente de território. Poucos souberam mesclar o tradicional com a vanguarda como Chico Science fez, um verdadeiro alquimista.

Jorge Ben“5 Minutos”
Falando em alquimista musical, aqui temos outro. “5 Minutos” chama minha atenção pela harmonia dela, diferente de quase tudo que ele fez. É torta mas tem groove, vê se pode?

Metá Metá“Oyá”
Metá Metá é uma das melhores coisas que a musica brasileira nos proporcionou nesse novo século. É punk? É samba? Música de terreiro? Escolhi “Oyá” por ter uma dinâmica entre a porrada e a calmaria.

Planet Hemp“Stab”
Nunca tive uma formatura, mas se tivesse certamente entraria com essa música. Escutei bastante quando andava de skate, me dá uma motivação enorme pra enfrentar as dificuldades.

Fela Kuti“Army Arrangement”
Essa música é quase um disco (risos). Com quase meia hora de duração, algo muito comum pro Fela Kuti, icone negro de resistência contra as opressões do governo e do imperialismo eurocêntrico.

Herbie Hancock“Dolphin Dance”
Uma mistura entre musica modal e musica tonal, um tema bem complexo de se improvisar, mostrando a verstatilidade harmônica do Herbie, uma lenda do jazz.

Miles Davis“So What”
Faz parte do essencial “Kind Of Blue”. Recomendo escutar esse disco a todos que querem saber mais sobre jazz. Ou melhor: a todos que gostam de ouvir música, recomendo a audição. Uma guinada que mudou o jazz, quebrando o virtuosismo técnico e cheio de progressões do bebop, inserindo o modalismo.

Led Zeppelin“Going To California”
Essa musica faz parte do clássico disco “IV”, amo todas desse disco, mas essa me marcou positivamente por bons momentos que tive embalados por esse som.

Milton Nascimento“Travessia”
Escolher uma do Milton é complicado, poderia fazer essa lista só com musicas dele que ainda faltariam mais 20! Mas “Travessia” é a minha favorita, desde a letra do Fernando Brant, que é uma das coisas mais lindas já musicadas, quanto a harmonia e arranjo. O trompete nessa faixa é algo de outro mundo.

Construindo Petit Mort: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda  mezzo-argentina mezzo brasileira Petit Mort, que conta suas influências. “Estamos sem computador, o HD morreu (Rest In Peace), então estamos aqui com o Juan numa Lan House comentando as 20 músicas. Foi muito massa fazer a seleção, lembramos de varias histórias. Foi bem difícil botar só 20 e ficamos nos ligando o quão velhos temos ficado! (risos)”, contou Michelle Mendez, vocalista e baixista da banda. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Rage Against the Machine“Killing In The Name”
Trilha da época do colégio que ainda hoje arrepia a gente. Admiração total pelos riffs poderosos. Banda e música que tem nos influenciado muito no jeito de nos posicionar ante o mundo através da música.

Pearl Jam“Porch”
Show ao vivo mais arrepiante que vimos na vida. O vocal do Eddie Vedder é o mais foda, o cara transmite o sentimento como ninguém. É uma das bandas que mais ouvimos na época em que estava nascendo o Petit Mort. As primeiras músicas tem bastante influência no jeito de compor e letras.

PJ Harvey“Rid Of Me”
Mulherão da porra. Admiração total, aprendi muito com ela no seu jeito de ocupar o espaço num mundo tão machista como é o do rock. Composições poderosas e criativas.

Tool“The Pot”
Música e clipe irado. A viagem deles na composição e estruturas das musicas são sensacionais. A gente ouviu muito na adolescência.

Primus“My Name is Mud”
O baixista do rock mais foda, doido e com presença de palco excepcional. Ter assistido ao vivo ele lá em Buenos Aires foi uma experiência inesquecível, baita festa. Conheci a banda quando ouvi essa música.

Melvins“Lizzy”
Asissti eles lá em Buenos Aires, no Niceto Club, uma casa de shows de pequeno/médio porte. Fui lá com meus brothers: dois deles desmaiaram no meio do show. A pressão da banda e esses graves foderosos com duas baterias no palco fizeram a gente ficar muito louco.

Nirvana“School”
A gente nunca fez covers, nem fomos banda de covers, mas fizemos algumas exceções pois tem música que vale muito a pena homenagear, como essa. Altos gritos de Kurt, das principais influências da banda.

Red Fang“Prehistoric Dog”
Os clipes mais engraçados que ja vimos duma banda de rock são deles. Estamos morrendo de vontade de assistir um show deles ao vivo agora que ficamos sabendo que vão vir pro Brasil.

Truckfighters “Gargarismo”
Escutamos pela primeira vez na primeira turnê na Europa, em 2010, na casa do vocalista holandês Sander, que insistiu muito pra gente ouvir essa banda. A energia deles ao vivo é das melhores, simplesmente quebram tudo e com certeza isso nos empolga pra deixar tudo no palco com cada show.

Incubus “Blood on the Ground”
Trilha das nossas turnês pelo sul da Argentina e Chile em 2008/2009. Chegamos a fazer essa música ao vivo junto ao conhecido guitarrista da Patagônia Pey Etura. A época dessa música do Incubus é das melhores, a gente ouvia muito. Baitas letras e atmosferas.

Macaco Bong“Shift”
Um dos motivos pelo qual a gente mora no Brasil. Melhor banda, admiramos muito. O jeito de compor do Bruno Kayapy com certeza influenciou no meu jeito de pensar a guitarra. Tivemos o grande prazer de compartilhar palco com eles, gente fina demais. Muito admirável a história, guerreiros.

Foo Fighters“Low”
Furamos a fita desse disco na turnê da Europa em 2010. Essa música foi a que mais ficou na nossa cabeça. Clipe engraçado, composição sensacional. Altas baterias e guitarras.

Red Hot Chili Peppers“Suck My Kiss”
Flea, te amamos. Banda que nunca vou cansar de ouvir, a mais foda de todas. Sempre conseguem nos encher de energia, mudar o humor dos nossos dias.

Soundgarden“Outshined”
Uma das primeiras músicas que aprendi tirar em guitarra, riff inesquecível. Sentimos muita tristeza com a morte do Cornell, voz única, cara talentosíssimo com uma baita sensibilidade nas suas letras .

John Frusciante“Going Inside”
É incrível como pode existir uma pessoa no mundo que saiba traduzir tão bem toda sua dor e loucura com suas composições, desde as baterias, samplers, guitarras até as letras profundas. Me faz sentir muita coisa cada música dele, em especial essa aí.

Deftones“My Own Summer”
Da época da MTV que te fazia conhecer novas bandas do caralho. Música que fizemos tributo num show na Amsterdam, Holanda na primeira turnê de Europa no 2010.

Arctic Monkeys“The View From the Afternoon”
A conexão que tem o Alex Turner com o batera é única, muito talentosos. Admiro muito as composições deles dois. Essa banda tem umas letras sensacionais.

Sumo“Mejor No Hablar de Ciertas Cosas”
Música cheia de significado pra nós argentinos, poesias do Luca Prodan que mexeram com nossa cabeça bem na adolescência. Foi muito bom aquela banda ter existido pra história do rock argentino.

Queens of the Stone Age“Go With the Flow”
Também vi pela primeira vez na MTV, fechou certinho música e clipe.

Die Antwoord“I Find U Freeky”
Uma das bandas que mais temos ouvido nestes últimos anos. Uma banda que foi além do que podia se esperar, energia irada no palco e criatividade em todas as áreas: musicais, visuais, clipes, comunicação, dialetos. Muito foda.

Construindo Cachalote Fuzz: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda mineira Cachalote Fuzz, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Sonic Youth“Within You Without You”
Arthur: Música lançada numa coletânea chamada “Sgt Pepper Knew My Father”, de 1988 que tinha o Sonic Youth e outros grandes nomes. Conheci o Guilherme (guitarrista) a uns seis anos atrás e resolvemos formar a banda. Eu como fã de Sonic Youth, ele fã de Beatles, essa música foi o encontro sonoro que fez tudo fluir.

Jupiter Apple“As Tortas e As Cucas”
Arthur: Hino dentro da Cachalote Fuzz. A gente discute mil coisas, mas quando o assunto é Jupiter na banda, ninguém discorda de nada. Amamos esse maluco e concordamos que ele é um dos maiores da psicodelia brasileira, sem mais.

Velvet Underground“I Can’t Stand It”
Arthur: A gente já fez frituras e frituras com esse som bicho, desde o começo da banda, até hoje. Velvet Underground é escola pra todos nós e uma grande influência no nosso jeito de tocar.

Caetano Veloso“Mora Na Filosofia”
Arthur: O “Transa” é um dos maiores discos da música brasileira. Caetano Veloso tava em sua melhor fase e o Jards Macalé arrebentou nos arranjos. Tocamos essa música no primeiro ensaio da banda.

Brian Jonestown Massacre“Anemone”
Iuri: O estilo de composicão, a textura dos timbres e as performances desses caras, sempre foram influências pra gente. Anemone é uma canção de apenas dois acordes que te levam longe, de vez enquanto apresentamos ela nos nossos shows e é sempre uma viagem.

Tame Impala“Elephant”
Iuri: Tanto “Elephant” quanto o disco inteiro “Lonerism” do Tame Impala, deu um boom no cenário neo psicodélico e abriu novas portas para outras bandas que vieram numa onda parecida. A pegada firme na batera e o baixo marcante de “Elephant”, forma o ápice da música, além também de todos aqueles synths e guitarras ardidas, é foda demais.

CAN“Vitamin C”
Iuri: Indo mais atrás no tempo agora, a banda Can sempre pirou a gente com aquela fritura setentista na parte instrumental e também nos vocais excêntricos do japonês Damo Suzuki. “Vitamin C” cria uma atmosfera tão estranha e peculiar, que a gente não poderia deixá-la de fora dessa lista.

Erasmo Carlos“É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo”
Guilherme: Continuando nos anos 70, que é uma época realmente influente no nosso som, a sonzeira brazuca fervia demais também. Essa canção do Erasmo de 1971, permanece atual até hoje, tanto na poesia contestadora e direta, como nos belos arranjos.

The Stooges“No Fun”
Guilherme: Entre as referências de rock’n’roll, The Stooges e Velvet Underground sempre foi as mais presentes. Essa música representa uma grande influencia na construção da sonoridade da banda, principalmente nas nossas primeiras gravações. Acredito que a banda toda curte trabalhar com riffs simples.

Black Sabbath“Planet Caravan”
Guilherme: Foi o Vini que me aplicou esse som. Black Sabbath psicodélico! A estrutura e a atmosfera da música favorece alguns trechos de jam e improviso, que nos ajudava a trabalhar nossa comunicação e entrosamento. Foi um destaque no show de lançamento da revista Paralela.

Tagore“Pineal”
Arthur: O som do Tagore chegou na gente bem na época que a gente tava começando a pirar nas psicodelias do nordeste, principalmente nas bandas do chamado movimento Udigrudi (Alceu, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, etc). O choque foi momentâneo, piramos. E depois quando eles foram lançar o “Pineal”, fizemos uma miniturnê juntos. E acabou que hoje todo mundo da banda é de casa: Tagore, Caramuru, Julião, Xandão, João Felipe. Rolou a parada sensacional de participarem do nosso disco e produzirem também. A gente é fã desses caras.

Porcas Borboletas“Menos”
Arthur: Esses são nossos professores da cena independente do Triângulo Mineiro, por vários fatores. Lembro ver o show deles no lançamento do disco (A Passeio), numa época que nem frequentava tanto shows de bandas independentes. Essa música mudou tudo, virei frequentador assíduo dos eventos locais e quis trabalhar com música independente desde então.

Radiohead “Everything In Its Right Place”
Arthur: Eu sou grande fã, mas nem todo mundo da banda gosta, mas concordamos que não tem como ignorar essa gigantesca banda. O Radiohead revolucionou a música pós anos 90, acreditamos ser uma das maiores bandas da nossa geração. E essa música em si é um hit das festinhas depois dos shows.

Cachorro Grande“Que Loucura!”
Arthur: Tivemos vários shows memoráveis que fizemos na nossa cidade, mas alguns são foda. Um deles foi com o Cachorro Grande. Que um noite sensacional. A festa no camarim, as loucuras, várias conversas malucas. Acho que são uma grande influência pra todo mundo no rock’n’roll brasileiro. Esses caras são foda.

Lou Reed“Vicious”
Arthur: Já falamos de Velvet, eu sei. Mas essa música é praticamente um hino pra todos nós. Descreve muita coisa de cada um da banda, em vários aspectos. Loucura pura, bicho.

Almirante Shiva“Ziggy”
Arthur: Acho que nem dá pra expressar em palavras a admiração que todos nós temos por estes caras. Foram uma das primeiras bandas que trouxemos pra nossa cena, demos altos rolês juntos aqui por Minas Gerais, mais de uma vez. E a gente sempre pirou no jeito dos caras tocarem, no som que cada um faz, neles no palco. Uma banda especial pra gente, sem dúvidas. E mais uma coisa: PEDRO VIVE!

Alceu Valença“Veneno”
Arthur: Se o Brasil alguma vez teve um rei na música, jamais foi Roberto Carlos, e sim Alceu Valença. Bicho, não tem nem como querer falar da obra deste maluco aqui, pelas inúmeras fases nos 50 anos de carreira, e admiramos todas. Mas dois dos maiores discos da psicodelia brasileira, são sem dúvidas “Espelho Cristalino” e “Vivo”, ambos de 1976.

Stealers Wheel“Stuck in the Middle of You”
Iuri: Essa banda escocesa com essa canção principalmente, representa a nata do rock setentista e da cena underground que rolava na época. Somos admiradores do folk e da música caipira, Stealers Wheel é uma mistura de tudo que é bom e criativo.

Holy Wave“Do You Feel It”
Iuri: Uma mescla de instrumentais neo-psicodélicos com a levada marcante do rock 4×4 formam o diferencial dessa banda Texana. “Do You Feel it” abre o álbum “RELAX” que é um dos melhores discos da banda, que é relativamente nova ainda.

The Cure“The Lovecats”
Iuri: Fãs dos anos 80 também que somos, The Cure pra representar essa turma boa. “The Lovecats” une jazz, 80’s, teatro, e gera uma atmosfera peculiar do som “geral” do Cure. Fecha com chave de ouro nossa lista!

Construindo Aramà: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da cantora

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a cantora ítalo-brasileira Aramà, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Carmen Miranda“Chica Chica Boom Chic”
Em 2005 foi a primeira vez que eu viajei pro Brasil. Fiquei tão feliz de ter visitado o museu da Carmen Miranda no Rio que eu quis pesquisar mais sobre essa artista maravilhosa. Até tirei fotos que agora viraram quadros na minha casa . A música “Chica Chica Boom Chic” me acompanhou por muito tempo. A música tão incrível, desta artista tão carismática, entrou na minha playlist e nunca saiu!

Margareth Menezes“Maimbe Danda”
O contato com a Bahia, quando morei em Salvador, em 2005, foi muito importante para influenciar meu som. Uma das artistas que mais me influenciou foi a Margareth. Quando voltei pra Itália, em seguida coloquei essa música nos meus shows. E cantei até enjoar (risos)!

Roberta Sá“Cicatrizes”
Uma amiga brasileira sempre cantava essa música pra mim, dizendo que eu deveria aprendê-la! O amor que nunca cicatriza todo mundo provou, né?

Major Lazer“Lean On”
Fiquei impressionada quando essa música saiu. Obcecada, eu me lembro que não parava de ouvi- la. E pensei “eu preciso fazer um som desse”, até hoje as rádios na Itália não param de tocá-la, hit de muito sucesso mesmo!

Giorgia“Marzo”
Música suave, foi uma das primeiras que eu aprendi a cantar quando comecei a cantar de verdade, fazer aulas e etc. É uma música bem triste que está ligada com a morte do namorado da cantora Giorgia, Alex Baroni. O videoclipe está lindíssimo, de uma elegância refinada. Impactante e poderosa, essa música me faz lembrar como é importante viver a vida plenamente sem medo .

Janet Jackson“Velvet Rope”
Fez parte da minha infância, eu dançava e cantava a música na cozinha da minha vó. Entrou como uma onda no meu estômago. A voz da Janet é única, parece que ela vem de um mundo paralelo com um beat totalmente envolvente.

Erykah Badu“Orange Moon”
Descobri essa música quando fui ao show da Erykah Badu, em Milão, na Arena Cívica . No final do show fomos pro camarim comprimentá-la. Ela saiu com a criança dela no braço e uma fã gritou “você não cantou pra nós Orange Moon!”, ela com a criança no braço, começou cantar assim no meio da gente e até nos convidou para ir ao hotel dela pra fazer uma jam e beber algo! Que mulher incrível!!

Sara Tavares“Balance”
Um amigo meu DJ cabo-verdiano me mostrou um dia essa música. Fiquei totalmente apaixonada pela vibe. Quando, em março, fui pra Cabo Verde pra fazer a tour, pude ouvir essa corrente da música cabo-verdiana que é cheia de artistas bacanas que infelizmente não tocam nas nossas rádios italianas.

Buraka Som Sistema feat Blaya & Roses Gabor“We Stay Up All Night”
Essa música da banda portuguesa Buraka Som Sistema, cuja sonoridade se integra no gênero musical Kuduro, é um mix de eletrônica com várias influências. Adoro ouvir mix de estilos e sonoridades .

Fernanda Porto“Samba Assim”
Essa música ouvi pela primeira vez quando eu estava na Bahia, em 2005, numa pousada na Ilha de Morro São Paulo, perto de Salvador. Amei as sonoridades tanto que perguntei pro dono da pousada qual era o álbum e fui rápido pro Pelorinho comprar! Meu samba começou assim.

Fernanda Abreu“Veneno da Lata”
Eu estava no Rio, em 2005, ouvindo no táxi essa música. Ainda não falava bem português e um amigo meu me explicou o que significava lata. Essas latas ainda estão tocando no meu coração!

Gilberto Gil“Toda Menina Baiana”
Foi meu hino! Que música incrível, não tem como ficar parado!

Ivete Sangalo“Céu da Boca”
Salvador, show de Ivete Sangalo com participação de Gilberto Gil. A Ivete com a perna quebrada pulando igual sapo e eu no público pulando com ela! Essa música e esse momento ficaram gravados na memória! Simplesmente foda!

MC Leozinho“Ela Só Pensa Em Beijar”
No castelo das pedras, dancei essa música ouvindo ao vivo pela primeira vez o “funk do Rio” e os MCs que se apresentavam aquela noite! O Funk foi uma das maiores inspirações que tive até agora, não com as letras, mas com as batidas.

Walmir Borges“Princesa”
Conheci o Walmir Borges tocando essa música maravilhosa no canal no YouTube do querido amigo Rafael Kent, no projeto do Studio62. Quando conheci o Walmir, ele me propôs cantar essa música com ele ao vivo no club Grazie a Dio. Eu chorei de tanta emoção mas não falei isso ainda pra ele!!

Luciana Mello“Na Veia da Nega”
Música que me acompanhou por vários anos até eu cantá-la com minha banda e inclui-la no repertório. Adoro!

Kaleidoscópio“Tem que Valer”
Foi no Festival Bar, na Itália, que conheci essa música. Quando o Ramilson Maia produziu 2 faixas pra mim, realizei um dos sonhos da minha vida! Acredite sempre porque tudo pode acontecer!

Maria Gadú“Shimbalaiê”
Meu verão 2012 foi acompanhado pela voz da Maria Gadú. Gostosa de ouvir, virou um dos hits do verão italiano. As rádios tocavam, os supermercados tocavam, as praias tocavam, os carros, todo mundo. Tenho certeza que entrou tanto no meu corpo essa música que de qualquer jeito me influenciou.

Demônios da Garoa“Trem das Onze”
No Rio de Janeiro cantando até ficar sem voz no bar Carioca da Gema. Que boa lembrança !

Carlinhos Brown “Carlito Marron”
Comprei esse disco no Pelourinho junto com o disco da Fernanda Porto. Adorei o mix de influências que esse disco tem! Dancei até arrastar as sandálias…

Construindo Yannick Aka Afro Samurai: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som do rapper

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foto por Luís França

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o rapper paulistano Yannick Aka Afro Samurai, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Beatles“I Want You” (She So Heavy)
Essa música eu ouvi por anos na minha infância. Minha mãe é fã de Beatles e quando meus irmãos e eu estávamos fazendo a lição de casa, ouvíamos “Abbey Road” sempre. Esse disco eu conheço de cor.

Jethro Tull“Aqualung”
Na minha adolescência aos domingos pela manhã, meu pai gostava de nos acordar com uma música, ele aumentava no último volume se dirigia ao meu quarto, levantava a persiana e chegava gritando “borá acordar!”. “Aqualung” era uma de suas preferidas, no início peguei “bode” desse som, mas depois passei a ouvir e gostar de Jethro Tull.

Wu-Tang Clan“Wu-Tang Clan Ain’t Nuthing Ta Fuck Wit”
Uma das primeiras paixões musicais, quando eu ouvi Wu-Tang Clan pela primeira vez senti que era isso que eu queria fazer da vida, cantar rap. Pelo fato de ser filho de pai negro e mãe japonesa, ver homens negros cantando rap sob a influência da cultural oriental, me senti representado.

Racionais MC’s“Mano na Porta do Bar
A primeira referência de rap nacional foi Racionais MC’s, o disco “Holocausto Urbano” foi um choque pra mim, e o seguinte, “Raio X do Brasil”, foi algo surreal. Decorei todas as músicas e a partir dai incorporei o rap na minha vida. Lembro que um amigo tinha esse vinil e eu ficava ouvindo em casa, meus pais devem ter pensado “o Yannick vai ser maloqueiro” (risos). Pois é, sou (risos).

Body Count“Body Count In The House”
Musicalmente falando eu comecei a ouvir rock, meu irmão é roqueiro nato, conhece muita banda e claro por influência dele eu conheci essa banda fenomenal, que unia o melhor do rap com o melhor do rock.

Rage Againt the Machine“Killing In The Name”
Outra grande influência do meu irmão, eu queria ser o Zack de la Rocha, pois já gostava de rap e de rock e ele unia toda a levada do rap e a fúria do rock, monstro! Quando fui no SWU e vi esses caras ao vivo eu pensei “Agora posso morrer, pois já vi e senti de tudo”.

Bobby McFerrin“The Voice”
Esse álbum “The Voice” do Bobby McFerrin fez muita diferença na minha infância. Teve um dia em que estava no meu quarto e meu pai, minha mãe e meus irmãos estavam na sala assistindo TV. Eu peguei essa fita K7 coloquei no walkman do meu irmão, coloquei o fone e fiquei pirando e cantando as músicas desse disco que são todas performadas através apenas da voz do cantor. Eu pirei tanto e cantei tão alto que meu pai e meu irmão vieram ao meu quarto e ficaram me olhando por um bom tempo, dando muita risada pois eu estava de olhos fechados cantando “I Feel Good”, tomei um baita susto quando eu abri os olhos e lá estavam eles rindo de mim, foi muito engraçado (risos).

Seal“Kiss From The Rose”
Essa canção é linda, outra grande influência do meu pai. O meu pai é muito fã de Seal e desde a canção “Crazy” eu virei fã também. Mas quando saiu o disco “Seal 1991” e meu pai o comprou eu devo ter ouvindo umas mil vezes. Ouvir Seal me fez enxergar o quão eu era e ainda sou sensível em relação a vozes até hoje eu choro quando o ouço, ele é um grande artista.

Stone Temple Pilots“Plush”
Outra canção da adolescência roqueira que tive, lembro que quando passava esse clipe na MTV eu tentava imitar o timbre do Scott Weiland.

Alice In Chains“Would”
Mano, esse som é de arrepiar! Lembro que quando eu ouvia o baixo eu corria pra frente da TV ou do radio porque a minha vontade era ser o Layne Staley. Às vezes tinha medo dessa música, parecia um invocação do mal (risos)!

M.R.N“Noite de Insônia”
Grande época da radio comunitária Bela Vista FM, ouvi muito esse som, comprei o CD e tudo. Um salve ao Movimento Ritmo Negro! “Charley Baby Brown” era um outro som pesado do grupo.

U2“Kiss Me Thrill Me Hold Me Kill Me”
Antes de entrar na trilha do filme “Batman Forever”, o meu irmão já tinha esse disco, quando eu ouvi falei “U2 é muito foda!”. Essa música é daquelas pra transar com a namorada e ela nunca mais te esquecer (risos).

Boot Camp Clik“And So”
Um dos grupos de rap underground mais fodas do mundo, antes desse som eles já faziam clássicos enquanto muitos no rap queriam fazer hits. Pra mim é uma grande inspiração, gosto e bebo dessa fonte.

Def Squad“Full Cooperation”
Um dos grupos mais fodas do rap, Keith Murray, Redman e Erick Sermon e claro, eu tenho ate hoje esse cd, “obrigaaah” (risos)

Canibus“I Honor U”
Cara, esse é um tipo de som que sempre quis fazer, colocar uma linda voz feminina no refrão e vim arregaçando nas rimas. A “Luto Por Você” do EP “Também Conhecido Como Afro Samurai” é também inspirada nela.

Sean Paul“Gimme The Light”
Teve uma época que mergulhei no ragga através de um amigo, o Guilherme “Presa”, skatista e vídeomaker conceituado. Ele me apresentou esse mundo do reggae roots e do raggamuffin, lembro que quando o Sean Paul veio ao Brasil fomos no show dele e ficamos na primeira fila.

Kamau“Só”
Sempre que preciso entender a seguinte frase “A solidão é a dádiva dos seres excepcionais” eu ouço essa música. Kamau é um desses seres excepcionais. Valeu mestre.

U2 e Pavarotti “Miss Saravejo”
Mano choro sempre que ouço essa música. Lembro que quando a ouvi na adolescência aflorou uma paixão pela ópera e música clássica, porque quando o Pavarotti começa a cantar não tem como não se emocionar.

Tricky“She Makes Me Wanna Die”
Quando a Martina Topley Bird veio a São Paulo e eu perdi esse show, eu literalmente chorei. Lembro perfeitamente ter passado na frente do antigo Studio SP na Rua Augusta, trombei um conhecido e o perguntei o que ia rolar e ele me disse “ah, vai rolar um trip hop”. Não entrei de vacilão que fui, e no dia seguinte li no jornal que esse “trip hop” era a Martina e ela cantou essa canção. Fiquei puto. Anos depois o Tricky veio e eu não podia perder esse show por nada desse mundo. Fiquei 2 horas antes da bilheteria do SESC abrir e comprei o ingresso dos 2 dias. No dia do show eu levei o CD que contém essa música e tive a puta sorte de encontrá-lo, trocamos ideia, ele autografou o meu CD, tiramos uma foto e mano, o cara é muito sangue bom a ponto de me levar ao camarim dele, nunca esquecerei esse dia. Fora os dois shows que foram surreais, botaram o SESC Pompeia abaixo.

Joe Cocker“With A Little Help From My Friends”
Cara eu tenho 33 anos, assisti ao seriado “Anos Incríveis” na TV Cultura, então quem é dessa época, vai entender o porque. Esse som maravilhoso.