Construindo Dolores 602: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda mineira Dolores 602, formada por Débora Ventura (voz, violão, guitarra), Camila Menezes (baixo, ukulele, voz), Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta) e Táskia Ferraz (guitarra, vocais)​, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Débora Ventura (voz, violão, guitarra)

Elis Regina“Quero”
Pensei muito nessa música quando fomos pra casa da Taskinha um dia cozinhar e tentar finalizar a música “Seu Azul”. Acho que está nas entrelinhas de ambas que “é simples se viver”.

Banda do Mar“Mais Ninguém”
Quando estávamos criando o arranjo de “Voo” resolvemos testar uma parte com baixo, bateria e vocal, inspirados num trecho dessa música. Combinou 🙂

Silva“A Visita”
O astral dela inspirou quando construímos juntas os arranjos de “Ponto Zen”.

Lô Borges feat. Solange Borges“Vento de Maio”
Essa música, esse disco todo (“Via Lactea”) dá uma vontade de viajar, pegar estrada. Acho que essa também é um das sensações do nosso disco.

Céu“A Nave Vai”
Adoro a psicodelia suave da Céu. De alguma forma deve influenciar, escuto todo dia. Ou quase.

Camila Menezes (baixo, ukulele, voz)

Neil Young“Harvest Moon”
A música do Neil Young que foi a inspiração de sonoridade para compor “Cartografia”.

MGMT“Electric Feel”
O frescor do MGMT, seus compassos quebrados e músicas dançantes e viajadas, como esta, sempre me inspiraram e deram o tom para as novas composições minhas no disco.

Jorge Drexler“Todo Se Transforma”
As letras poéticas do Jorge Drexler sempre me cativam. Esta, por exemplo, eu gostaria de ter feito. Tudo flui e mostra o sentimento humano muito despido e ao mesmo tempo elegante.

Espírito Pedrinho“A Manjedoura”
Foi a música que toquei no ensaio, de forma despretensiosa, e acabou empolgando as meninas da banda. O dedilhado do ukulele nela foi o gancho sonoro para a composição de “Astronauta”.

Transmissor“Bonina”
A música composta por Jennifer Souza, Leonardo Marques e Ludmila Fonseca, gravada pela banda belo-horizontina Transmissor, me dá uma sensação muito boa quando a ouço. Do seu refrão foi que tirei a inspiração para a introdução de “Cura Meu Olhar”.

Táskia Ferraz (guitarra, vocais)

Black Keys“Lonely Boy”
A sonoridade da bateria do Black Keys nesse disco (“El Camino”) como um todo foi uma referência pra gente desde o começo. Essa música especificamente foi uma grande referência de som.

Daft Punk“Get Lucky”
Gostamos tanto dessa música que tem uma pequena citação dela em uma música do disco… Não vou dizer qual é, descobre ai! (Risos)

Coldplay“Adventure of a Lifetime”
Esse timbre de guitarra e também a batida vibrante são sempre inspirações pra mim.

Maglore“Café Com Pão”
Os reverbs exagerados que usamos no disco às vezes remetem demais a essa música do Maglore, e também a letra.

Los Hermanos“O Velho e o Moço”
A gente se inspirou muito nos timbres e na levada da bateria dela na construção de “Maior”, que foi a última música que fizemos pro “Cartografia”.

Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta)

Vance Joy“Riptide”
Quando estávamos construindo o arranjo de Ponto Zen, ouvimos essa música e sacamos que era essa a vibe que queríamos, pra cima, pulsante, solar.

Alabama Shakes“Future People”
Eu tava ouvindo muito o disco “Sound & Color” na época que gravei as baterias de “Cartografia”. A sonoridade desse disco certamente me influenciou bastante na busca pelos timbres de batera. Gosto muito de como eles soam como banda e essa é uma das músicas preferidas.

Chico César“Estado de Poesia”
A construção do arranjo, a poesia da letra, a delicadeza das imagens que o Chico César cria nessa canção, acho tudo lindo demais. Pra mim foi uma das inspirações pra construção de “Cartografia”.

Wilco“One Wing”
É uma influência muito forte pra mim. Adoro folk e acho que o Wilco é uma das grandes referências que acabo levando pra Dolores. A construção das levadas, as nuances dos arranjos, as sacadas minimalistas, tudo isso me atrai muito no som deles.

Fleet Foxes“Ragged Wood”
Os vocais dessa música e a dinâmica dela, a levada folk, essa atmosfera que ela constrói, acho que são todos elementos presentes em muitas das nossas músicas.

O musical que o Coldplay fez baseado em Game of Thrones com participação dos atores da saga

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Você pode até odiar o Coldplay, mas se é fã de Game of Thrones, vai aplaudir de pé a incursão do grupo inglês pelos sete reinos criados por George R.R. Martin. Não dá pra negar que o grupo é fã de GoT: o baterista Will Champion inclusive fez figuração no fatídico Red Wedding. Aqui está ele:

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O “musical” baseado na obra conta com os atores da série da HBO cantando músicas hilárias baseadas em seus personagens, com Emilia Clarke mandando “Rastafarian Targaryen”, um reggae baseado na KhaleesiNikolaj Coster-Waldau (Jamie Lannister) cantando “Closer To Home”, uma ode à sua família incestuosa, e Kit Harington, o Jon Snow, cantando uma versão de “Wild Thing” do The Troggs, transformada em “Wildling” e dedicada à Igritte (R.I.P.)

A coisa toda é uma sketch de comédia elaborada para o Red Nose Day, uma ação da rede de TV NBC para acabar com a pobreza infantil. O vídeo abaixo de 12 minutos é um espetáculo para os fãs da série, com várias canções hilariantes inspirados no mundo de Westeros. Além disso, Liam Neeson é o narrador!

Veja aqui algumas das músicas em versões mais completas. Como a que Peter Dinklage comemora a sobrevivência de Tyrion Lannister e relembra as várias mortes que já rolaram na série:

Conheça o pop de arena bombástico dos suecos do Hurricane Love (que estão loucos para visitar o Brasil!)

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Os suecos do Hurricane Love já se apresentaram no Brasil. Pela internet, é verdade, mas já. Assim, eles conquistaram muitos fãs no país, fazendo um show pela plataforma ClapMe em 2014, sendo a primeira banda a fazer uma apresentação internacional utilizando este formato.

No começo deste ano, eles lançaram seu primeiro EP, auto-intitulado, com cinco músicas (“Free Ticket”, “Blind Deaf & Dumb”, “Paradise”, “You Are The Sun” e “Only Human”). O grupo de Malmö, formado por NinaRasmusJohanna, TobiasMagnus e Robin, atualmente está fazendo shows e compondo músicas para seu próximo lançamento, ainda sem data para acontecer. Pra quem gosta do som do Mumford & Sons, recomendo muito a audição dos singles “Nowhere To Go” e “Free Ticket”, como eles mesmo definem em sua página do Facebook, um “pop de arena” muito bem construído e com múltiplos vocais diferentes, dando mais vida ao som.

Conversei com Rasmus sobre a carreira da banda, as agruras de ser uma banda independente e o amor que eles recebem dos fãs brasileiros:

– Como a banda começou?

A maioria dos membros da Hurricane Love já toca junto faz alguns anos, mas 3 anos atrás, quando eu entrei na banda, sentimos que realmente tínhamos algo interessante! Desde então estamos trabalhando duro em desenvolver nosso som, fazendo shows e ficando melhores juntos.

– Me conte um pouco sobre o EP que vocês acabaram de lançar.

Nós esperamos um tempão para lançar essas músicas e estamos muito felizes que elas finalmente estão disponíveis! O EP contém 5 músicas – “Free Ticket”, “Blind Deaf & Dumb”, “Paradise”, “You Are The Sun” e “Only Human”.

– Quais são suas principais influências musicais?

A vida! Bom, musicalmente, somos influenciados por bandas como Sigur Rós e Coldplay!

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– Vocês são outra banda ótima vinda da Suécia. O que acontece por aí que ajuda tanta bandas incríveis a nascerem?

Essa é difícil de responder, na verdade… A Suécia é um país com invernos muito escuros e verões ensolarados. Quando o inverno chega todos ficamos deprimidos e quando vem o verão nos sentimos incríveis, a música é o alimento que ajuda a expressar estes sentimentos e emoções!

– Me falem um pouco sobre o que vocês já lançaram.

Nossa discografia é muito recente. Lançamos nosso single de estreia, “Nowhere To Go”, no outono de 2014. Este ano lançamos o single “Free Ticket”, que está no nosso EP “Hurricane Love EP”. A maioria das músicas que lançamos foram escritas muitos anos atrás, então estávamos esperando a chance de gravá-las e lançar. E finalmente conseguimos!

– Como é o processo criativo de vocês?

Normalmente começamos com uma melodia e alguns acordes básicos e então construímos a música durante os ensaios. É um processo que pode durar um dia ou semanas (ou até meses). Algumas músicas apenas acontecem e outras precisam ser trabalhadas e batalhadas. Algumas apenas não funcionam e são jogadas fora.

– Quais são os maiores desafios de ser uma banda independente hoje em dia?

É difícil atingir novos fãs quando você não tem uma quantia enorme de dinheiro pra colocar em assessoria. Também é muito difícil se manter otimista e com a energia alta quando você não tem dinheiro para pagar as contas vindo da música. Você precisa de outro emprego para pagar as contas e também tem a música, que leva bastante tempo e esforço. Você pode esquecer ter finais de semana de folga ou tirar um para viajar ou descansar.

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– Onde você gostaria de ver a carreira do Hurricane Love em 10 anos?

10 anos é bastante tempo. Muitas bandas nem ficam juntas por tanto tempo, mas espero que nós fiquemos. Queremos muito sucesso viajando e tocando por todo o mundo em grandes palcos. Fazendo shows em Wembley e Copacabana. 😉

– Me diga algumas músicas e bandas novas que chamaram sua atenção recentemente.

Hozier, “Take Me To Church” é algo novo pra mim. Também gosto de artistas suecos como Laleh e The Tallest Man On Earth.

– Podemos esperar uma visita de vocês ao Brasil algum dia?

Adoraríamos. Temos muitos fãs aí no Brasil e seria sensacional fazer um show para eles e retribuir todo o amor que eles nos mandam!