Construindo Warmest Winter: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Warmest Winter

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Warmest Winter, que indica suas 20 canções indispensáveis.

Bloodhail“Have a Nice Life”
Denny Visser: Uma ambiência pesada com praticamente todos os instrumentos distorcidos e vocal profundo.

Galaxie 500“Temperature’s Rising”
Denny Visser: Simples com poucas variações de acorde mas envolvente e com uma melodia que prende na música.

Wild Nothing – “Shadow”
Denny Visser: Instrumentos mais cleans com vocal suave e batida baladinha. Mistura dos synths com efeitos de guitarra clean.

empire! empire! (I was a lonely state) – “The Loneliness Inside Me is a Place”
Denny Visser: O título e a letra da música são os maiores atrativos mais as particularidades da banda com bateria e guitarras com tempo quebrado.

Quiet“This Will Destroy You”
Denny Visser: A mistura de uma calmaria com um peso e agitação, uso do delay e bateria quebrando o tempo.

Siouxsie and the Banshees“Israel”
Luiz Badia: Música hipnótica onde baixo e guitarra banhados em flanger me influenciaram bastante. A bateria segue em expressivas variações e a voz da Siouxsie, sem ter uma grande potência, é minha cantora predileta. A letra sobre frio e desolação criam um universo mágico e sombrio.

Bauhaus“She’s in Parties”
Luiz Badia: Uma banda maravilhosa, cheia de energia agressiva e bela. Seu riff realizado pelo baixo e guitarra me encanta por revelar que bandas podem criar ótimos arranjos quando equilibram as forças de dois instrumentos em vez de enaltecer apenas a guitarra com instrumento principal.

The Cure“Charlotte Sometimes”
Luiz Badia: Robert Smith perambula pela sua melancólica atmosfera com ajuda de teclados chorosos e etéreos

Joy Division“Atmosphere”
Luiz Badia: Triste epílogo de Ian Curtis em seu derradeiro adeus… A bateria e o vocal são marcantes para a Warmest Winter

Interpol“Obstacle 1”
Luiz Badia: A banda resgata o som da primeira geração da cold wave, e esse hit inicial me chamou a atenção quando saiu, Carlos Dengler é uma baixista fantástico, simples e marcante.

Bob Dylan“Idiot Wind”
Tiago D. Dias: O “Blood on the Tracks” talvez seja o disco mais confessional do Dylan, e “Idiot Wind” talvez seja sua canção mais dolorida. A narrativa com quase 8 minutos de duração, na qual diferentes cenas são descritas, demonstra uma miríade de sentimentos do autor em relação a um relacionamento desfeito.

Cartola“O Mundo é um Moinho”
Tiago D. Dias: Nossos sonhos são sempre mesquinhos. E poucos são os que sobrevivem. Cartola sabia dessa triste verdade e escreveu sobre ela de maneira incrivelmente bela. Que a música tenha sido escrita para sua filha, torna tudo ainda mais poético.

Leonard Cohen“Chelsea Hotel #2”
Tiago D. Dias: A história do encontro fugaz entre o escritor/cantor canadense e Janis Joplin nos rendeu uma de suas músicas mais belas. Ambos partiram. Joplin nos anos 70 e Cohen ano passado. E mesmo assim, feios ou não, nós temos a música.

Tom Waits“Martha”
Tiago D. Dias: Martha é uma canção que é ao mesmo tempo datada em suas referências (ligações interurbanas), ela também é extremamente atual. Todos temos aquele relacionamento que não deu certo e sobre o qual nós sempre nos perguntaremos o que teria sido…

The National“Pink Rabbits”
Tiago D. Dias: The National talvez seja a banda que melhor resuma, em suas letras, o dilema entre se acomodar na mediocridade e falhar espetacularmente ao tentar algo acima disso. E “Pink Rabbits” não foge disso. Somos todos uma versão de TV de alguém de coração perdido.

Cream“We’re Going Wrong”
Daniel Vellutini: A primeira vez que eu parei pra ouvir Cream, o som já me virou a cabeça do avesso. A liberdade jazzística com que o Ginger Baker toca me pegou pelo calcanhar. Mudou minha ideia de bateria de rock. Em “We’re Going Wrong” dá pra perceber a importância da dinâmica numa música. Aprendi muito ouvindo esse disco e não canso de ouvir.

Jimi Hendrix“She’s So Fine”
Daniel Vellutini: Eu demorei a entender porque todo mundo falava tanto de Jimi Hendrix. Mas foi com esse álbum (“Axis: Bold as Love”) que aprendi a gostar muito. Aqui tem canções lindas e experimentações de sons que também não canso de ouvir. Mas uma coisa que as pessoas costumam esquecer é da importância da cozinha da Jimi Hendrix Experience. Em “She’s So Fine”, composta pelo baixista Noel Redding, ele e o baterista Mitch Mitchell mostram toda sua potência e carregam a música. Bom pra cacete.

Lô Borges“Trem de Doido”
Daniel Vellutini: Clube da Esquina é uma das coisas mais lindas que já aconteceu. Tem uma certa inocência, ao mesmo tempo que há temas tão complexos trabalhados nas composições de Milton, Lô e cia limitada que dava pra ficar dias falando sobre. Escolhi “Trem de Doido” pra essa lista porque é uma música que demorou um pouco a me pegar, sabe-se lá por quê, mas quando “bateu” pegou em cheio. Acho que é talvez o grande rock do disco. Esse fuzz e essas viradas de bateria sempre me pegam.

Blondie“Heart of Glass”
Daniel Vellutini: Cresci ouvindo rock oitentista, muito baseado na New Wave. E acho que Blondie é uma das bandas da segunda metade dos anos 70 que pavimentou o caminho pra todo o pop-rock dos anos seguintes. A levada dançante e umas quebrinhas de tempo aqui e ali de “Heart of Glass” dão uma aula de consistência sem ser quadradona. E a música toda soa absurdamente atual, mesmo quase 40 anos depois.

Supergrass“Sun Hits The Sky”
Daniel Vellutini: Supergrass é dessas bandas que eu quero saber o que eu tava fazendo que não ouvi antes. Os caras sabiam fazer bons riffs, letras interessantes e alternar entre momentos de segurar o groove e de sentar a mão em tudo. Tenho ouvido muito recentemente e acabo levando muito disso pros ensaios da banda.

Construindo Subcelebs: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Subcelebs
Subcelebs

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Nesta semana a banda convidada é o Subcelebs, de Fortaleza, que indicam suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

The Cardigans“Country Hell”
Uma das nossas bandas preferidas, especialmente os primeiros discos, de sonoridade mais lo-fi, com arranjos criativamente sombrios e pegada disco – como isso é possível, só eles sabem.

Sonic Youth“Incinerate”
O Sonic Youth do começo, da época do “EVOL”, do “Goo”, é bom, mas esse Sonic Youth dos 2000s, mais direto e pop, também é bom demais.

Guided By Voices“As We Go Up, We Go Down”
A música pop perfeita não precisa ter três minutos. O Guided by Voices prova que com um minuto e meio já rola.

Weezer“I Just Threw Out The Love Of My Dreams”
Composta para o álbum perdido do Weezer, “Songs From The Black Hole”, e lançada como lado B, essa tem tudo o que faz sentido para a Subcelebs: synths furiosos, guitarras, ruído e crueza com uma pegada pop.

Steve Harley & Cockney Rebel“Make Me Smile (Come Up And See Me)”
O jeito canastrão de cantar do Steve Harley é muito inspirador.

Jon Brion“Knock Yourself Out”
Da trilha do filme “I Heart Huckabees”, uma das muitas compostas por Brion. Grandes músicas, grandes arranjos e uma voz peculiar.

Yo La Tengo“Little Honda”
Feedback já na intro e levadinha rock and roll sem ser brega.

Pixies“Hey”
Pixies, né, mores?

The Weakerthans“(Manifest)”
Rock canadense em seu melhor!

Erza Furman & The Harpoons“Take Off Your Sunglasses”
Hit do catálogo da Minty Fresh Records, essa serviu de inspiração para “Galera Paia”, pela mesma sequência de acordes que se repete do início ao final, mas você não quer que mude.

CSS“Left Behind”
A banda mais cool do Brasil dos anos 2000. Saudades.

My First Earthquake“Cool In The Cool Way”
Not cool enough in the cool way. É como nos sentimos.

Driving Music“Orange Traffic Cones”
Projeto do Fábio Andrade, que a gente ouve desde a época do Invisibles. Músicas e produção incríveis, apenas isso.

Pavement“Cut Your Hair”
Pessoas que não sabem tocar + pessoas que não sabem cantar = músicas geniais.

Graham Coxon“Bittersweet Bundle Of Misery”
O guitarrista do Blur em sua carreira solo é igualmente genial.

The Thermals“Now We Can See”
Vocais pegajosos já na intro. Não dá pra errar com essa.

Blondie“I’m Gonna Love You Too”
Vocais pegajosos já na intro. Não dá pra errar com essa. (2)

Frank Jorge“Cabelos Cor de Jambo” (Graforréia Xilarmônica não está mais no Spotify :/)
A maior entidade do rock brasileiro. Letras jovens, bem-humoradas, despretensiosas e, por isso mesmo, extremamente poéticas.

The Beach Boys“Good Vibrations”
Bonita, pop, experimental, simples, complexa, tudo em menos de quatro minutos: é Brian Wilson, minha gente!

The Beatles“Only A Northern Song”
“If you’re listening to this song / You may think the chords are going wrong / But they’re not
We just wrote them like that / If you’re listening late at night / You may think the band are not quite right / But they are / The just play it like that”. É isso. Esse é o manifesto.

Ouça a playlist aqui e siga o Crush em Hi-Fi no Spotify:

“Baby One More Time” pelo TLC? Conheça 20 hits que foram originalmente escritos para outros artistas

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TLC Britney Spears

Nem sempre o primeiro artista que recebe uma música de um letrista ou compositor acha que ela será boa o suficiente para ser gravada. E, às vezes, outro artista tem uma opinião diferente e acaba registrando o som. E quando esse som acaba virando um megahit e atingindo o topo das paradas?

Conheça 20 músicas que foram escritas com o artista A em mente mas acabaram virando hits gravadas pelo artista B (ou C):

“Telephone”
Escrita para: Britney Spears
Quem gravou: Lady Gaga & Beyoncé

A música foi escrita por Lady Gaga para Britney Spears gravar em seu disco “Circus”. A princesinha do pop não aceitou pois a canção “não tinha seu estilo” e a própria Gaga acabou gravando em seu disco “The Fame Monster”, chamando Beyoncé pra participar. Britney chegou a registrar uma demo que apareceu pela internet.

“Malandragem”
Escrita para: Ângela Rô Rô
Quem gravou: Cássia Eller

O primeiro grande hit de Cássia Eller foi escrito por ninguém menos que Cazuza, mas o cantor tinha outra artista com um vozeirão potente em vista quando criou a canção: Ângela Rô Rô. Como ela tinha acabado de gravar um disco, não aceitou o presente e isso acabou fazendo toda a diferença na carreira de Cássia. Ainda bem!

“Total Eclipse Of The Heart”
Escrita para: Meat Loaf
Quem gravou: Bonnie Tyler

Jim Steinman criou esta canção para Meat Loaf, mas quem a deixou popular e a transformou em um dos singles mais vendidos de todos os tempos (e um dos melhores episódios do Piores Clipes do Mundo com Marcos Mion) foi Bonnie Tyler!

“I Don’t Want To Miss A Thing”
Escrita para: Celine Dion
Quem gravou: Aerosmith

A música foi escrita pela compositora Diane Warren e na verdade era destinada à cantora Celine Dion, que acabou recusando a canção (afinal, ela já tinha gravado “My Heart Will Go On”, e duas baladas tema de filme já é demais!) Steven Tyler ouviu a música e o Aerosmith acabou registrando a balada tema de “Armageddon”.

“Don’t You Forget About Me”
Escrita para: Billy Idol
Passada para: Bryan Ferry
Gravada por: Simple Minds

HEY HEY HEY HEY! Escrito por Keith Forsey e Steve Schiff, guitarrista e compositor que trabalhava com Nina Hagen na época, o eterno tema do Clube dos Cinco chegou a ser oferecida para Billy Idol e Bryan Ferry antes de ser gravada pelos Simple Minds e virar hit. Idol chegou a fazer uma cover da música em seu Greatest Hits de 2001.

“Since U Been Gone”
Escrita para: Pink
Passada para: Hilary Duff
Gravada por: Kelly Clarkson

Max Martin e Lukasz “Dr. Luke” Gottwald escreveram essa com Pink na cabeça. Quando ela negou, ofereceram para Hilary Duff, que acabou rejeitando já que ela não alcançava as notas mais altas da canção. Sorte da vencedora do American Idol Kelly Clarkson, que transformou a música num hit arrasa-quarteirão!

“La Isla Bonita”
Escrita para: Michael Jackson
Quem gravou: Madonna

Imaginem só Michael Jackson cantando “La Isla Bonita”. Bom, eu não consegui imaginar, mas isso poderia acontecer, já que a música foi oferecida para o finado Rei do Pop lá nos anos 90. Madonna pegou essa e combinou muito bem com ela.

“We Can’t Stop”
Escrita para: Rihanna
Gravada por: Miley Cyrus

O produtor Mike WiLL Made-It ofereceu a música para Rihanna quando ela estava preparando seu disco “Unapologetic”, mas ela nem chegou a ouvir. Aí mostraram para Miley, que ouviu, curtiu e acabou deixando pra trás de vez a Hanna Montana que havia nela.

“Rock Your Body”
Escrita para: Michael Jackson
Gravada por: Justin Timberlake

Essa aqui talvez pudesse salvar o fiasco que foi “Invincible”, último disco de Michael Jackson. Pois é, ela foi oferecida a Jacko e rejeitada, e acabou ficando com um cara que o idolatra: Justin Timberlake, que viria a participar do lançamento póstumo (e hit) “Love Never Felt So Good”.

“Hungry Heart”
Escrita para: Ramones
Gravada por: Bruce Springsteen

Joey Ramone encontrou Springsteen em Asbury Park, New Jersey, e lhe pediu para escrever uma canção para o Ramones. Springsteen compôs “Hungry Heart” naquela noite, mas quem acabou gravando a música foi ele mesmo…

“Umbrella”
Escrita para: Britney Spears
Gravada por: Rihanna

O compositor e produtor norte-americano Christopher “Tricky” Stewart, Terius “The-Dream” Nash e Kuk Harrell criaram a canção em 2007 com Britney Spears em mente, com quem Stewart já havia trabalhado em 2003 com o single “Me Against the Music”. Spears estava trabalhando em seu álbum “Blackout” e a gravadora nem deixou ela ouvir, dizendo que já tinha músicas suficientes. Isso foi ótimo para Rihanna, que a gravou em seu terceiro álbum, “Good Girl Gone Bad” e estourou nas paradas!

“Baby One More Time”
Escrita para: TLC
Gravada por: Britney Spears

E por falar em Britney Spears, seu primeiro hit foi originalmente oferecido para o TLC, que achou que a música não combinava com a postura “séria” do grupo. E até que estavam certas: o trio já estava mandando os homens catar coquinho em “No Scrubs”, não combinaria ficarem falando que “my lonelyness is killing me”. E foi assim que Britney foi lançada ao estrelato.

“Toxic”
Escrita para: Kylie Minogue
Gravada por: Britney Spears

Mais uma que Britney garfou: Cathy Dennis, Henrik Jonback, Christian Karlsson e Pontus Winnberg compuseram essa canção e ofereceram para a australina Kylie Minogue, que recusou e acabou indo para a princesinha do pop. Kylie não ficou chateada por perder o hit. “Eu não fiquei brava quando fez sucesso com Britney. É como quando um peixe escapa na pescaria: você apenas aceita”, disse.

“Holiday”
Escrita para: Mary Wilson
Gravada por: Madonna

A música foi primeiro oferecida para Mary Wilson, que recusou. Curiosidade: a capa do single não tinha a imagem de Madonna, pois os executivos achavam que a canção não combinava com sua imagem. Será?

“Call Me”
Escrita para: Stevie Nicks
Gravada por: Blondie

Você sabia que essa música foi composta por Giorgio Moroder? Primeiramente, ele foi atrás de Stevie Nicks, do Fleetwood Mac, para ajudá-lo a terminar. Ela recusou, e ele mostrou uma demo chamada “Man Machine” para Debbie Harry, que ajudou a transformá-la em “Call Me” e virar a música-tema do filme American Gigolo, de 1980.

“Don’t Cha”
Escrita para: Paris Hilton
Gravada por: Pussycat Dolls

O single que colocou as Pussycat Dolls no mapa foi inicialmente oferecida para as Sugababes e Paris Hilton, e ambas recusaram. Em 2006, Hilton falou que não ficou impressionada com a faixa quando a ouviu, e disse. “Eu acho que ouvi uma outra versão, não essa que todos conhecemos e amamos. Se eu tivesse ouvido essa versão, com certeza não teria declinado”. Dor de cotovelo?

“Golden Years”
Escrita para: Elvis Presley
Gravada por: David Bowie

Bowie compôs essa no pico de seu vício em cocaína e tentou emular um som “da Broadway”, com Elvis Presley em mente para cantá-la. O Rei declinou a oferta e o próprio Bowie a gravou em “Station To Station”.

“Happy”
Escrita para: Cee Lo Green
Gravada por: Pharrell Williams

“Happy”, a música que tocou em todos os lugares do mundo nos últimos dois anos, chegou a ser gravada por Cee Lo Green. Mas a versão que foi lançada e fez sucesso foi a de seu compositor, Pharrell. Aliás, será que ele ainda aguenta cantar essa sem pensar “ai, que saco, vamos lá novamente”?

“My Humps”
Escrita para: Pussycat Dolls
Gravada por: Black Eyes Peas

A música com letra mais bizarra e escrota da face da Terra (tá, não é pra tanto, mas o próprio Will.I.Am prometeu que o Black Eyed Peas não cantaria mais ela) foi escrita originalmente para as Pussycat Dolls. Cá entre nós, até combinaria mais. Mas aí a composição do líder do BEP que foi pra elas acabou sendo “Beep” e ficou a cargo de Fergie ficar falando sobre suas “lovely lady lumps”.

“The Long And Winding Road”
Escrita para: Tom Jones
Gravada por: The Beatles

Em 2012, Tom Jones revelou que Paul McCartney escreveu a balada “The Long And Winding Road” para ele cantar. A condição de Paul era que a música fosse lançada como próximo single por Jones. Ele já tinha a música “Without Love” engatilhada pela gravadora, que negou a proposta e a balada acabou fazendo parte de “Let It Be”, último disco dos Beatles.

Músicas que podiam ser temas de Bond, James Bond… mas não são

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Você nem precisa ser fã das aventuras do agente 007 pra gostar muito das músicas que são lançadas a cada novo filme de James Bond. Aliás, o lançamento da nova música-tema da série é tão aguardada quanto o filme em si. Afinal, normalmente fazer o tema para Bond é quase que garantia de sucesso, além de ganhar uma enorme exposição imediata.

O que faz de uma música um típico tema digno de James Bond? Bom, se formos seguir o que a maioria dos filmes possui, três coisas são muito importantes: orquestra, uma guitarra quase surf music e um certo clima de mistério/ação. O som não necessariamente precisa compilar os três elementos, mas pelo menos dois deles precisam estar presentes para que exista um “clima” Bond. Neste caso, um nítido escorregão foi o de Madonna, com a música eletrônica “Die Another Day”, que não tinha nada a ver com o que se espera de um tema para o bem vestido espião. Escorregada esta que fez a música ficar bem longe da lista dos grandes sucessos musicais da cinessérie.

Pois bem: as “músicas Bond” já fazem parte da cultura pop tanto quando o número 007 e as Bond Girls. Graças a isso, muitas bandas e artistas criam canções explicitamente inspiradas no clima e no formato típico do personagem de Ian Fleming. Listei aqui algumas que não fariam feio abrindo um filme do inglês (principalmente no lugar de “Die Another Day”, que desperdício de música…)


Muse – Supremacy

“Supremacy” foi muito comparada aos temas de Bond, sendo que muitos fãs inclusive queriam que a música fosse a abertura de “Skyfall”. Rumores dizem que a canção foi escrita pensando em fazer parte do filme de 2013, mas nada foi confirmado. O baterista Dominic Howard comentou sobre as comparações, dizendo que “’Supremacy’ tem aquela vibe Bond – um pouco na linha de ‘Live and Let Die’”.


The Rubens – My Gun

Esta tem todo um clima que se encaixaria perfeitamente na abertura de Bond. A guitarra calcada em surf music, o crescendo no meio da música, e até a letra. Inclusive o clipe de “My Gun” alude à obra de Ian Fleming, o que leva a crer que a canção foi criada com 007 em mente. Uma bela homenagem, aliás.


Green Day – Espionage

O Green Day compôs “Espionage” para a trilha do primeiro filme do espião inglês com os dentes peculiares Austin Powers, de Mike Myers. Como a película é uma bela tiração de sarro em cima do personagem inglês, a música não poderia ser diferente. A guitarrinha surf music de Billie Joe Armstrong com a orquestra comendo solta revelam a influência dos temas clássicos de Bond.


Janelle Monáe – BaBopByeYa

Sintam a orquestra. O ritmo cadenciado. O clima de mistério e sensualidade. Sim, parece muito com as clássicas músicas-tema de Bond de Shirley Bassey, “Goldfinger”, “Diamonds Are Forever” e “Moonraker”. Se realmente fosse um tema de 007, provavelmente seria o mais longo, com quase 9 minutos de duração. Se Monáe disser que não se inspirou em “Bond music” pra criar essa, ela está mentindo.


Johnny Cash – Thunderball

Essa aqui não foi tema de Bond por um triz. Cash criou esta pérola para o tema de “Thunderball”, que acabou ficando com Tom Jones. O homem de preto teve sua música substituída aos 45 minutos do segundo tempo. “Mr. Kiss Kiss Bang Bang”, cantada por Dionne Warwick, também foi considerada para tema do filme, o que indica que escolher a versão de Tom Jones não foi uma escolha unânime. Imagina só um filme de Bond com trilha do Cash. Só imagina.


Blondie – For Your Eyes Only

O mesmo caso que rolou com Cash: a canção do Blondie foi limada do filme lá no meio da produção. Os produtores preferiram a canção interpretada por Sheena Easton (sim, eu também me perguntei ‘quem?’) no lugar da música da banda new wave. É isso mesmo: preferiram Sheena Easton (quem?) à Debbie Harry. Ah, esses produtores…


Madonna – Frozen

Esta aqui é mais uma bronca do que uma candidata. Porra, Madonna. “Frozen” se encaixaria perfeitamente como tema de Bond. A orquestra, o mistério, a batida… Seria lindo. Aí te dão a oportunidade de criar uma música pro 007 e você aparece com “Die Another Day”? Sério? Você pode mais que isso, Madge. De verdade. “Frozen” abrindo um filme da série seria muito mais bonito de se ver.


Florence and the Machine – Seven Devils

Feche os olhos. Imagine aquele comecinho de um filme novo de James Bond. Imaginou? Agora dá play na música. Combinou? Sim, eu te falei que combinava. A voz de Florence Welch e a batida desta música do disco “Ceremonials” casam direitinho com a série. Até o nome fica bom como nome do filme. “007 and the Seven Devils”, imagina só.


 Michael Bublé – Cry Me a River

A versão de Michael Bublé para “Cry Me A River” tem tanta cara de Bond que você pode encontrar diversas montagens colocando a canção na abertura de “Quantum of Solace”. E não fica nada mal, viu. A orquestra dominando e a guitarra cheia de slides, além da grande voz do rapaz, casam direitinho do que se espera do espião.


 

Duffy – Rain On Your Parade

Uma grande canção “retro-soul-pop” de Duffy que originalmente seria tema de “Quantum of Solace”. No fim, acabaram escolhendo “Another Way to Die”, com Jack White e Alicia Keys. Não importa: a música de Duffy continua incrível e merece ser ouvida. As cordas dão todo o clima misterioso que um filme do personagem exige.


 

Você, fã do personagem de Ian Fleming, lembra de alguma outra música que a cairia como uma luva na trilha sonora de um filme de James Bond? Deixe sua sugestão aí nos comentários!