Construindo Dolores 602: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda mineira Dolores 602, formada por Débora Ventura (voz, violão, guitarra), Camila Menezes (baixo, ukulele, voz), Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta) e Táskia Ferraz (guitarra, vocais)​, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Débora Ventura (voz, violão, guitarra)

Elis Regina“Quero”
Pensei muito nessa música quando fomos pra casa da Taskinha um dia cozinhar e tentar finalizar a música “Seu Azul”. Acho que está nas entrelinhas de ambas que “é simples se viver”.

Banda do Mar“Mais Ninguém”
Quando estávamos criando o arranjo de “Voo” resolvemos testar uma parte com baixo, bateria e vocal, inspirados num trecho dessa música. Combinou 🙂

Silva“A Visita”
O astral dela inspirou quando construímos juntas os arranjos de “Ponto Zen”.

Lô Borges feat. Solange Borges“Vento de Maio”
Essa música, esse disco todo (“Via Lactea”) dá uma vontade de viajar, pegar estrada. Acho que essa também é um das sensações do nosso disco.

Céu“A Nave Vai”
Adoro a psicodelia suave da Céu. De alguma forma deve influenciar, escuto todo dia. Ou quase.

Camila Menezes (baixo, ukulele, voz)

Neil Young“Harvest Moon”
A música do Neil Young que foi a inspiração de sonoridade para compor “Cartografia”.

MGMT“Electric Feel”
O frescor do MGMT, seus compassos quebrados e músicas dançantes e viajadas, como esta, sempre me inspiraram e deram o tom para as novas composições minhas no disco.

Jorge Drexler“Todo Se Transforma”
As letras poéticas do Jorge Drexler sempre me cativam. Esta, por exemplo, eu gostaria de ter feito. Tudo flui e mostra o sentimento humano muito despido e ao mesmo tempo elegante.

Espírito Pedrinho“A Manjedoura”
Foi a música que toquei no ensaio, de forma despretensiosa, e acabou empolgando as meninas da banda. O dedilhado do ukulele nela foi o gancho sonoro para a composição de “Astronauta”.

Transmissor“Bonina”
A música composta por Jennifer Souza, Leonardo Marques e Ludmila Fonseca, gravada pela banda belo-horizontina Transmissor, me dá uma sensação muito boa quando a ouço. Do seu refrão foi que tirei a inspiração para a introdução de “Cura Meu Olhar”.

Táskia Ferraz (guitarra, vocais)

Black Keys“Lonely Boy”
A sonoridade da bateria do Black Keys nesse disco (“El Camino”) como um todo foi uma referência pra gente desde o começo. Essa música especificamente foi uma grande referência de som.

Daft Punk“Get Lucky”
Gostamos tanto dessa música que tem uma pequena citação dela em uma música do disco… Não vou dizer qual é, descobre ai! (Risos)

Coldplay“Adventure of a Lifetime”
Esse timbre de guitarra e também a batida vibrante são sempre inspirações pra mim.

Maglore“Café Com Pão”
Os reverbs exagerados que usamos no disco às vezes remetem demais a essa música do Maglore, e também a letra.

Los Hermanos“O Velho e o Moço”
A gente se inspirou muito nos timbres e na levada da bateria dela na construção de “Maior”, que foi a última música que fizemos pro “Cartografia”.

Isabella Figueira (bateria, gaita, escaleta)

Vance Joy“Riptide”
Quando estávamos construindo o arranjo de Ponto Zen, ouvimos essa música e sacamos que era essa a vibe que queríamos, pra cima, pulsante, solar.

Alabama Shakes“Future People”
Eu tava ouvindo muito o disco “Sound & Color” na época que gravei as baterias de “Cartografia”. A sonoridade desse disco certamente me influenciou bastante na busca pelos timbres de batera. Gosto muito de como eles soam como banda e essa é uma das músicas preferidas.

Chico César“Estado de Poesia”
A construção do arranjo, a poesia da letra, a delicadeza das imagens que o Chico César cria nessa canção, acho tudo lindo demais. Pra mim foi uma das inspirações pra construção de “Cartografia”.

Wilco“One Wing”
É uma influência muito forte pra mim. Adoro folk e acho que o Wilco é uma das grandes referências que acabo levando pra Dolores. A construção das levadas, as nuances dos arranjos, as sacadas minimalistas, tudo isso me atrai muito no som deles.

Fleet Foxes“Ragged Wood”
Os vocais dessa música e a dinâmica dela, a levada folk, essa atmosfera que ela constrói, acho que são todos elementos presentes em muitas das nossas músicas.

T-Shirtaholic: The Black Keys, Black Sabbath e Bruce Springsteen

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O duo The Black Keys lançou “Turn Blue” em 2013 com a produção de Danger Mouse. O disco não rendeu tantos hits quanto seu antecessor, “El Camino” (2011), mas rendeu uma bela camiseta da Chico Rei:

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Um dos maiores clássicos do Black Sabbath em sua fase com Ozzy Osbourne. Se você não conhece, por favor, vá ouvir AGORA. Ouviu? Agora sim, olha a camiseta da Velvet Store:

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Afinal, todo mundo curte sair por aí com a bundinha jeans do The Boss Bruce Springsteen  na capa do disco “Born In The USA” estampada no peito. Pode assumir, vai. A camiseta é da Korova:

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“O rock vive, mas você precisa ir a shows e festivais para senti-lo 100%”, diz o duo The Monday Project

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The Monday Project se irrita constantemente pois, por ser um duo,  ouve comparações com o Royal Blood e tantas outras bandas que apostam no formato enxuto com apenas guitarra e bateria. “Não somos um clone pegando o rabo do cometa. Somos rockers com um som e personalidade próprias”, dizem. Formada em 2013 em Londres, a banda era originalmente um trio, mas com o tempo perceberam que três era demais e somente com Darius (aka Mr. D) (voz e guitarra) e Luka (aka Duck Face) (bateria e backing vocal) já tinham o som cru, simples e barulhento que queriam.

“O garage blues pesado do TMP, guiado por ótimos riffs, ritmos pesados e batidas retumbantes fala por si só” disse a revista The Blues Mag, sobre as comparações com Black Keys e White Stripes. Com os singles “The Waiting Game” e “London Samba” e o EP “Small Talk” (2015) no currículo, a banda tem tocado “por cervejas” e está louca para trazer sua barulheira para o Brasil.

Conversei com Darius sobre a carreira da banda, a proliferação de duos e a popular morte do rock:

– Como a banda começou?
A banda começou como um trio. Alain (o ex-baterista) deixou o projeto assim que marcamos alguns shows. Luka tomou seu lugar como um favor. Depois de alguns shows e ensaios, ele disse: por que não ficamos como um duo? Foi uma boa idéia… E apostamos nela.

– Qual o significado do nome “The Monday Project”?
O nome The Monday Project é o resultado de meses sem encontrar um nome bom. Nós costumávamos ensaiar toda segunda-feira… Simples assim!

– Porque o formato duo é tão popular no rock hoje em dia?
É popular, mas ainda bastante incomum, nós achamos. Não são muitos os músicos que são “corajosos” o suficiente para pular em um palco sem o terceiro ou o quarto membro da banda. Ser um duo é um equilíbrio muito bom e é muito difícil encontrar esse equilíbrio. A música de um duo é geralmente crua e simples, a gente acha… E os ouvintes gostam.

– Então, vocês estão atualmente tocando por cervejas, segundo sua página do Facebook. Quantas cervejas seria necessário para trazê-los para o Brasil?
Sim, estamos tocando por paixão e cervejas. Clubes em Londres querem trazer a banda para uma multidão e se certificar de que eles tomem umas cervejas com você. Nós adoraríamos ir para o Brasil … só precisamos de alguns shows agendados e começar a economizar 🙂

The Monday Project

 

– Como é seu processo criativo?
O processo criativo do TMP é muito fácil … Nós fazemos uma jam até chegarmos alguns riffs juntos. Decidimos o que é o verso, refrão, ponte e blá blá blá… Vamos para casa ouvir o novo material e criar uma melodia para as letras e, finalmente, as letras no fim! Nossa música “We Are” foi feita em poucos minutos, por exemplo.

– Se vocês pudessem trabalhar com QUALQUER músico, quem seria?
Nós definitivamente gostaríamos de colaborar com The Bloody Beetroots. Ótima mistura de electro e rock.

– O pop matou o rock’n’roll?
Não, o rock’n’roll ainda está muito vivo, está apenas se escondendo por trás do enorme poder da mídia. Rock é a música que você tem que chegar e descobrir… Não é na TV, não é pelas principais rádios… Você tem que levantar a bunda da cadeira e ir a shows e festivais para senti-lo 100%.

– Como você definiria o som da banda?
Nosso som é simplesmente sólido e groovy no estúdio e ao vivo. Fácil!

The Monday Project

 

– Quais são suas maiores influências musicais?
Nós dois gostamos dos grandes riffs de guitarra de Tom Morello e Black Sabbath, a bateria alta e sólida de Tommy Lee e da criatividade dos QOTSA.

– Recomende bandas que chamaram sua atenção ultimamente (especialmente se forem independentes!)
Definitivamente Twin Creator (Irlanda) e Gonzo Morales (Dinamarca). Você pode ouví-los no soundcloud!

Conheça os grandes casos de desinteligência, porradaria e tretas encarniçadas entre músicos e bandas

Não, o post não é um esquema Ratinho pra aumentar a audiência do blog. Não, não é um episódio musical de Casos de Família. Porém, há uma semelhança: brigas sem muito motivo, picuinhas e às vezes até voam uns sopapos. Hoje, uma pequena lista das inúmeras tretas que sempre rolam entre músicos e bandas.

Miley Cyrus vs. Sinéad O’Connor

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Quem começou foi a popular rasgadora de fotos do Papa e cantora do hit “Nothing Compares 2 U”. Ela postou uma carta aberta em sua página do Facebook descendo a lenha em Cyrus, dizendo que a ex-Hannah Montana devia tomar cuidado pra não ser explorada pela indústria da música: “A indústria não dá a mínima para você, ou para qualquer uma de nós. Eles vão prostitui-la por tudo que você vale e facilmente vão fazer você pensar que isso era o que VOCÊ queria… e quando você acabar em uma clínica de reabilitação por ter sido prostituída, ‘eles’ vão estar em seus iates em Antígua, que eles compraram com a venda de seu corpo, e você vai se sentir muito sozinha”. Cyrus então ironizou o transtorno bipolar de O’Connor em mensagens do Twitter, e Sinéad respondeu com a frase “Quando você acabar na ala psiquiátrica ou reabilitação, eu vou ficar feliz em visitá-la”. Ouch.

Mariah Carey vs. Nicki Minaj

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Em 2012, alguém teve a ideia de colocar Mariah Carey e Nicki Minaj como juradas do programa American Idol. No papel, parece inclusive uma boa ideia, certo? É, mas não deu. As duas se estranharam desde o começo, inclusive chegando a um momento em que Minaj saiu do estúdio puta da vida dizendo que não aguentava mais trabalhar com a “alteza”. Carey então contratou uma equipe de seguranças, pois se sentia “insegura” perto da rapper. Em 2013, a rapper continuou cutucando no Twitter: “Ela está triste porque eu conquistei o recorde dela no Hot 100 em apenas três anos de carreira. Sim, uma rapper feminina negra.  O que você precisa questionar é o motivo de uma mulher tão bem-sucedida na idade ela ainda é tão insegura e amarga”

Kurt Cobain vs. Axl Rose

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Tudo começou graças à encrenqueira grunge preferida pela garotada. No VMA de 1992, Courtney Love viu Rose passando enquanto ela segurava a filha dela e de Kurt, Frances Bean. Ela imediatamente começou a berrar para ele: “Ei, Axl! Axl! Olha aqui! Você é o padrinho!”. O frontman do Guns’n’Roses então parou e falou para Kurt Cobain: “Controle sua mulher, por favor”, o que Kurt respondeu repetindo a frase com ironia para Love. Após a apresentação do Nirvana tocando “Lithium” naquela noite, Dave Grohl foi ao microfone pra aumentar a cutucada. “Cadê o Axl? Axl, cadê você? Ah, ali! Oi Axl! Oi Axl! Oi Axl!”, repetia.

Justin Bieber vs. Patrick Carney

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Tudo começou quando o TMZ foi atrás do baterista do Black Keys durante o Grammy de 2013 perguntando o que ele achava da falta de indicações de Justin Bieber na premiação. Sim, eles cutucaram porque querem ver sangue, todo mundo sabe. Carney deu o que eles queriam: “Bom, ele é rico, certo? Os Grammys são para, tipo, música, não por dinheiro… e ele está ganhando muito dinheiro. Ele deveria estar feliz, acho”. Bieber ficou putinho e no dia seguinte falou que o baterista deveria “levar uns tapas”. E seus fãs caíram matando em cima de Carney, lógico.

Kid Rock vs. Tommy Lee

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Chegamos à primeira briga onde rolou porradaria, violência e vias de fato. Ambos já tiveram relacionamento com a ex-Baywatch Pamela Anderson, e pelo jeito a moça foi o motivo de toda a treta. Quando eles se trombaram no VMA de 2007, começaram a se xingar loucamente e Kid Rock desferiu o primeiro soco. Pelo que dizem, parecia briga de colégio e o negócio teve que ser separado pelos seguranças da Mtv. Tsc, tsc…

Gene Simmons vs. Carlos Santana

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E olha que quem começou dessa vez nem foi o encrenqueiro Simmons. Santana fez o comentário de que Gene “não é um músico, é um cara do entretenimento. Kiss é entretenimento de Las Vegas, então ele não sabe o que é música, de qualquer forma. É por isso que ele veste todas aquelas coisas lá”. No começo, o baixista do Kiss deixou quieto (“Nem todo mundo gosta da mesma refeição”), mas depois caiu de pau: “Estou cansado de bandas como a de Carlos Santana olhando para seus próprios sapatos e achando que aquilo é um show de rock”.

Blur vs. Oasis

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Uma briga clássica dessas não poderia ficar de fora. As duas grandes bandas do britpop nunca se bicaram e quando ambos lançaram singles no mesmo dia (“Country House” do Blur e “Roll With It” do Oasis) a coisa foi ficando mais feia. Noel Gallagher sempre cutucava o Blur, que ironicamente dedicava seu prêmio do Brit Awards de 1995 ao Oasis. Noel respondeu com a fineza que lhe é peculiar: “Espero que Damon Albarn e Alex James peguem AIDS e morram”. Hoje em dia, incrivelmente, a briga mais popular da Inglaterra parece ter acabado com Noel Gallagher tendo inclusive feito uma participação junto com Damon Albarn em “Tender”, do Blur, em um evento de caridade.

Dave Grohl vs. Courtney Love

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Desde que Kurt Cobain morreu, Courtney Love não deu uma colher de chá para o ex-baterista da banda de seu marido. O líder do Foo Fighters já teve que ouvir Love clamar para que todo o público do seu show gritasse “os Foo Fighters são gays” (senão ela ia embora do show), disse que Grohl deu em cima de Frances Bean, filha dela e Kurt (o que Frances e Grohl negaram), entre muitas outras coisas que só a líder do Hole é capaz. Recentemente eles “fizeram as pazes” durante a cerimônia de indicação do Nirvana ao Rock and Roll Hall Of Fame.

Michael Jackson vs. Paul McCartney

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Outra briguinha clássica. Sim, todo mundo concorda que o Jacko deu motivos pra Paul odiá-lo. Eles eram amigos, faziam parcerias e até clipes super-amiguinhos como “Say Say Say”. Pois aí McCartney deu a dica a Jackson: “compre direitos de músicas, é um puta negócio”, ele disse. Michael Jackson não é bobo nem nada e aproveitou para comprar os direitos de todas as músicas… dos Beatles. Dá pra entender porque Paul ficou chateado e as relações dos dois ficaram estremecidas desde então.

Vivian Campbell vs. Ronnie James Dio

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Sim, até com o Dio o povo consegue implicar. O ex-guitarrista da banda Vivian Campbell disse que Dio era uma das pessoas mais vis da indústria musical, e Dio respondeu que Campbell, que foi para o Def Leppard, é um “fucking asshole, a fucking piece of shit”. Campbell diz que as declarações contra Dio são devido ao fato de que ele foi excluído da banda. Após a morte de Dio, Campbell se reuniu com a banda para tocar com outro vocalista. “Esses riffs são meus e eu quero continuar a tocá-los”.

Sammy Hagar vs. Dave Lee Roth

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Uma briga digna de Celebrity Deathmatch. Os dois vocalistas do Van Halen (vamos fingir que a fase com Gary Cherone nunca existiu, assim como a banda faz) adoram trocar farpas desde que Sammy entrou em cena. Diamond Dave adorava falar que “Sammy é como o segundo Darrin de ‘A Feiticeira'” e que “Ao contrário dele, nunca preciso cantar músicas que não são minhas nos shows”. Já Hagar chamou Roth para a porrada. Seria interessante, já que Sammy é boxeador e Roth fã de artes marciais. Seria quase um MMA, vejam só.

Stephen Malkmus vs. Billy Corgan

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Stephen Malkmus fez a singela letra de “Range Life”, do clássico disco “Crooked Rain, Crooked Rain” do Pavement. “Out on tour with the Smashing Pumpkins / Nature’s kids, they don’t have no function / I don’t understand what they mean / And I really could really give a fuck”. Como Billy Corgan é irritadinho, não deixou quieto. “Acho que isso é inveja”, disse Corgan. “As pessoas não se apaixonam pelo Pavement. Elas gostam de Smashing Pumpkins, Hole ou Nirvana, porque essas bandas significam algo para eles”. Sim, Corgan ainda fica falando sobre o assunto até hoje.

Chorão vs. Marcelo Camelo

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Chorão sempre foi reconhecido por ser esquentadinho e adorar dar uma de machão pra cima dos outros. Entre suas brigas, estavam Marcelo Falcão d’O Rappa e até Badauí do CPM22, a quem o Marginal Alado dirigiu a frase “Quem esse CPM22 pensa que é? É um bando de playboys. Badauí, se você cruzar no meu caminho, tá ferrado”. Mas o caso que mais repercutiu foi com Marcelo Camelo. O líder do Los Hermanos deu uma entrevista dizendo que “esse negócio de fazer comercial para Coca-Cola é um desdobramento da indústria, a gente rejeita esse negócio de vender atitude”, sendo que o Charlie Brown Jr. havia feito uma propaganda para o refrigerante. As duas bandas participaram do festial Piauí Pop em 2004 e Chorão foi tirar satisfações com Camelo no aeroporto, acertando-lhe um soco no olho. Segundo as matérias da época, o caso ainda teve Rodrigo Amarante correndo atrás de Chorão no aeroporto, uma cena hilária de se imaginar.

LSJack vs. Art Popular

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Ah, as tretas no aeroporto. Em 2003, o LSJack e o Art Popular já tinham inaugurado essa modalidade em uma briga generalizada no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Nada melhor pra explicar toda a briga do que deixar os depoimentos do empresário Edgar Santos para a Folha de S. Paulo falarem por si. “Eles achavam que o Leandro Lehart [vocalista] tinha feito críticas ao novo CD do LS Jack, mas ele estava comentando o novo CD do Ed Motta, e não o do LS Jack. Eles não quiseram trocar uma idéia. O Márcio [Art] tomou um soco na cara do vocalista do LS Jack [Marcus Menna], que chegou a quebrar seus óculos”. Fica a dúvida: quando o Ed Motta vai cobrar satisfações da banda que criou “Pimpolho”?

Electric Parlor continua apostando na longa vida do rock’n’roll dos 70s: “Queremos dominar a porra do mundo!”

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Não, o rock não morreu. Ah, e o rock setentista continua também muito vivo e bem de saúde, sim senhor. O Electric Parlor, formado em Los Angeles em 2012, faz um som que parece diretamente vindo de 1975, quando o rock ainda não usava tantos sintetizadores e o autotune ainda era um sonho na imaginação de algum músico sem talento.

Formado por Monique Alvarez (vocais), Zachary Huling (bateria), Kris Farr (guitarra) e Josh Fell (baixo), a banda busca tocar rock’n’roll em seu estado mais puro no volume mais alto que conseguirem. Com um vocal feminino muito competente e um instrumental que mistura Sabbath com Zeppelin e bebe da fonte bluesy que ambas bandas adoram, o Electric Parlor só quer sair tocando pelo mundo e espalhando o rock por aí.

Conversei com a banda sobre rock, os anos 70, Los Ângeles e como a internet facilitou a propagação da música:

– Como a banda começou?

O Electric Parlor começou em um anúncio procurando músicos na Craigslist. Monique cresceu aqui (em Los Angeles), mas o resto de nós veio de outras partes do país. Com o desejo mútuo de começar uma banda de rock’n’roll, fomos para a internet encontrar músicos com a mesma ideia. Depois de vários desencontros com músicos, jams de improviso e histórias dignas de Spinal Tap, trombamos uns com os outros e a conexão musical entre nós era inegável.

– Então, vocês estão tentando “trazer o rock and roll de volta”. Isso implica que o rock and roll estava morto?

Não, não realmente. Ele mudou, evoluiu, mas nunca morreu. Na verdade, pra nós nunca foi realmente sobre trazer nada de volta. Esta é apenas a nossa interpretação do rock’n’roll e de como nós acreditamos que ele deve soar. Nos primeiros dias do rock’n’roll, ele existia às margens da sociedade como uma mistura de blues, soul e outros elementos de raiz com muita atitude e angústia. Era tão contra-cultura quanto o movimento hippie ou o movimento dos direitos civis que aquele período de renascença realmente permitiu que florescesse. Esse rock’n’roll dos primórdios é o que realmente nos inspira, porque inegavelmente há uma convicção, energia e algo muito genuíno sobre ele.

– Eu amo que suas músicas são calcadas no rock dos anos 70. Você acha que os anos 70 são a melhor década para o rock?

Em termos de rock’n’roll puro e sem alterações, sim! Mas isso é muito subjetivo, para ser honesto. Talvez ele atingiu o pico na década de 70, havia tantos artistas incríveis que surgiram durante essa década. No entanto, achamos que definitivamente devem ser homenageados muitos dos artistas de 50 & dos anos 60 que construíram essa base. No fim das contas, é muito subjetivo e realmente depende de como você define o gênero.

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– Quais são as suas principais influências musicais?

Cara! Há tantos para a lista… Todos nós temos algumas influências em comuns do rock dos anos 60 e 70, tais como Creedence Clearwater Revival, Black Sabbath, Led Zeppelin, etc. Mas todos nós também temos o nosso estilos e influências individuais que nos influenciaram. Monique curte bastante acid rock e garage rock, Zach gosta um pouco mais de indie mais rock contemporâneo, Kris ouve Americana depois faz jams com Josh com algumas das coisas doom de John Entwistle. É bem variado. Mas todos os diferentes elementos ajudam a criar algo único, ainda que com foco nos velhos blues, soul e rock’n’roll.

– Como é o seu processo de composição?

Tudo começa com uma pequena ideia ou pedaço. Pode ser qualquer coisa, desde uma batida, uma melodia vocal, letra, riff de guitarra ou baixo. Dai, fazemos uma jam sobre aquilo até que se transforma em uma música ou uma viagem musical de oito minutos. Nós preferimos o último (risos). Às vezes, a música fica pronta rapidamente e às vezes leva meses. Tentamos não forçar nada.

– Lady Gaga está cantando com Tony Bennett. Rihanna tocando com Paul McCartney. A música pop está voltando aos dias pré-autotune?

Se a internet foi para músicos financeiramente falando é discutível. Mas ela tem sido muito benéfica para expor música que talvez nunca teria tido chance sem as grandes gravadoras. Como tal, há tanta concorrência e achamos que as pessoas estão começando a ver um pouco da natureza hipócrita de alguns do mundo da música pop. Auto-tuning, ghost writers, lip synching… Há tanta coisa que você pode tomar como exemplo. Achamos que esses músicos mais velhos fazendo parcerias com músicos de hoje são uma boa maneira de mostrar o talento tanto dos novos como dos antigos. Afinal, todo grande músico ou artistas aprecia a história da música e aqueles que vieram antes deles.

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– Como você se sente sobre a música que está sendo lançada hoje em dia?

Há um monte de música ótima sendo lançada a cada semana, cada mês. A única coisa é que você tem que se esforçar para encontrá-las. Somos alimentados na boca com a merda das músicas do top 40, e é fácil para sentar e deixar que fique grudada em sua cabeça e achar que é uma boa música. Mas há muuuuito muito mais por aí! Músicos de verdade, que escrevem suas próprias canções e tocam seus próprios instrumentos. Blogs, como a seu, são ótimos lugares para encontrar novas músicas também, e espalhar a palavra.

– Então, vocês são de LA. Como é que a cidade dos anjos influencia suas músicas?

Bom, LA definitivamente nos ajuda a não nos importarmos muito com as coisas. Há uma tonelada de outras bandas aqui, é um lugar bonito e louco. Nós absolutamente amamos LA. Mas você não pode ficar entantado e sempre comparar-se a todos os outros ao seu redor. Você tem que confiar em seu som e não realmente se preocupar com o que os outros vão pensar ou dizer. É definitivamente um estado de espírito, algo de superioridade; uma autoconfiança de que você tem que pensar que tem para realmente se encontrar. Zero fucks to give. Achamos que você pode ouvir um pouco disso em algumas das músicas.

– Estou conhecendo um monte de bandas novas que tocam um som inspirado no rock/power pop dos 70s. Os anos 70 estão voltando?

Quem sabe? Acho que o que o importante é que você seja você mesmo e use o que quer vestir e seja quem você quer ser, porque isso é exatamente o que você é, e você não está tentando ser ou soar como alguém ou alguma coisa. Pegue suas influências e faça algo de novo para o mundo a partir disso, não apenas reproduza.

– A cultura do “álbum” está morta? Será que as pessoas só ouvir singles hoje em dia?

A melhor coisa sobre o vinil é que te obriga a sentar e ouvir o álbum inteiro. Artistas faziam um álbum e era como um livro, cada música é como um capítulo e uma fotografia que mostra como eles eram como banda naquele momento. Era ótimo em inspirar a imaginação também. Porém, os singles sempre foram glorificados. Uma ou duas faixas do álbum que iriam chamar a atenção de massa e tocar no rádio. Achamos que a internet criou um meio que permitiu que o single seja obtido facilmente sem ter que comprar todo o álbum. Isso é uma coisa boa ou ruim? Quem sabe? É discutível, sendo que ambos os lados têm pontos válidos. Nosso álbum de estréia é uma história, uma viagem que é ranzinza, angustiada, agressiva e às vezes até alegre. Ele captura nosso momento, tudo o que aconteceu para criar nossos sons. E nós amamos essa mentalidade quando se trata de escrever e gravar um álbum. Em LA, e muitos lugares em todos os EUA, você verá uma nova tendência de toca-discos, novos, que estão sendo vendidos em alguns pontos hipster. Você vê álbuns contemporâneos, grandes bandas de nome e menores indies também, tudo sendo lançado em vinil agora, e ir à lojas de discos caçar registros antigos ainda é um hobby de muitas pessoas. Então, nós definitivamente não diríamos que esta cultura morreu.

– Quais são os próximos passos do Electric Parlor?

Dominar a porra do mundo com rock’n’roll! (Risos) Não, mas sério, nós adoraríamos fazer uma turnê pelo mundo e tocar onde e quando quiséssemos, para sempre. Nós queremos fazer parte dos melhores.

– Quais novas bandas chamaram a atenção de vocês recentemente?

Existem várias bandas modernas que tiveram efeitos incríveis em nós – de gêneros diferentes, claro. Nós realmente gostamos de bandas como os Black Keys, Alabama Shakes, Rival Sons, Kadavar, Blues Pills, Electric Wizard, Radio Moscow… apenas para citar algumas. Estamos sempre felizes de ouvir qualquer tipo de música. A chave é abrir a mente e só daí determinar o que você gosta, e não o contrário.

Ouça o som do Electric Parlor aqui: http://www.electricparlormusic.com/

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