Construindo Falso Coral: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o disco “Delta”

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Falso CoralBela Moschkovich (vocal), Bemti (vocal e viola caipira), Pedro Lauletta (bateria), Guilherme Giacomini (sintetizadores) e Henrique Vital (baixo) escolheram 20 faixas que inspiraram as 10 faixas inéditas que estarão no disco “Delta”, que sai no segundo semestre.

Em 2016 a banda Falso Coral lançou o EP “Folia” onde apresentava pela primeira vez a mistura característica da banda: rock alternativo, viola caipira, sintetizadores e vocais duetados. Depois de dois anos rodando com o EP, a banda está pronta pra colocar no mundo o primeiro álbum, que se chama “Delta” e está sendo produzido por André Whoong (que também produziu o álbum “Gaya” de Tiê). Pra viabilizar o disco a banda abriu uma campanha no Benfeitoria, com várias recompensas,  precisando atingir a meta até o final de junho. Para contribuir com a produção e lançamento do disco, acesse agora: http://benfeitoria.com/falsocoral.

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Castello Branco“Necessidade”
Bemti: Melodia incrível e produção impecável. Tudo com um senso de grandeza e simplicidade misturados que fazem o Castello Branco ser um dos grandes artistas da “nova geração”. O Falso Coral começou fazendo músicas em inglês e eu só comecei a compor mais em português do que inglês porque eu me reafundei em clássicos como Clube da Esquina e discos como o “Serviço” do Castello Branco e de outras pessoas dessa mesma geração lá pelos idos de 2014/2015.

Joan Baez“It’s All Over Now, Baby Blue”
Bela: Essa canção (que é do Bob Dylan) interpretada pela Joan Baez é linda demais! Os dois são uma inspiração enorme para mim, mas a Joan é especialmente nos vocais.

Florence + The Machine“Delilah” 
Bela: A Florence é outra referência de voz que eu uso muito. Ela alterna com frequência entre uma voz potente e agudos muito bem colocados, coisa que com a música do Falso Coral eu gosto de fazer também. As linhas de backing vocals também são um material de estudo interessantíssimo!

Guillemots“Made-up Love Song #43”
Bemti: Guillemots era uma banda mestre em mesclar nostalgia com melodias épicas. “Made-up Love Song #43” não fez eles estourarem à toa, é toda a fórmula deles resumida em 3 minutos e meio de euforia e cores. Quem prestar atenção no nosso disco vai ouvir uma influência direta dessa música e de toda a vibe Guillemots em pelo menos 2 faixas.

Chico Buarque“Até o Fim”
Bemti: “Faísca” é uma música que estará no disco “Delta” e é a que mais se aproxima do meu trabalho solo. É a que tem a linha de viola mais complexa e um ritmo extraído da catira, que é uma dança bem típica que eu via quando eu era criança em Minas Gerais. Ela tem uma vibe “música brasileira atemporal”. O André Whoong, produtor do disco, disse que pra ele lembrou muito Maurício Pereira. Pra mim ela é uma nuvem de tudo de brasileiro que eu ouço desde criança. Pensando na lista eu lembrei de “Até o Fim” que é um meio samba, com piano, triângulo etc e uma cadência melódica super divertida e elegante ao mesmo tempo com a qual eu consigo traçar paralelos com “Faísca”. Também vale mencionar como influência todo o trabalho do violeiro Ivan Vilela, principalmente as parcerias dele com o extraordinário pianista Benjamim Taubkin (sério, escutem).

Vandaveer“A Mighty Leviathan of Old”
Bela: Vandaveer é uma das minhas bandas favoritas e uma enorme referência de um folk contemporâneo que ainda tem um pé no caipira – ainda que nesse caso seja o caipira norte-americano. Essa música, de um disco de 2009, é uma das mais memoráveis deles,  me assombrou desde o dia que eu escutei pela primeira vez e com certeza influencia muito do meu estilo de composição. O refrão sem letra e as harmonias vocais são duas coisas que aparecem no Delta.

A Fine Frenzy“Come On, Come Out”
Bemti: De toda a geração de bandas indie com vocais femininos, A Fine Frenzy (projeto da Alison Sudol, que hoje em dia está milionária como uma das protagonistas de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”) é uma das melhores pra mim. Com um refinamento extraordinário pra composições e sem medo de soar “soft” demais. O primeiro disco dela, “One Cell in the Sea”, é uma obra-prima de pop alternativo e abre com essa maravilha de música que é “Come On, Come Out”.

Editors“Push Your Head Towards the Air”
Bemti: Quando eu comecei a compor “A Heart for Rent” (uma das duas músicas em inglês que vão estar no disco e a mais antiga de todas), ela tinha uma linha vocal saída diretamente dessa música. Depois entreguei a melodia pra Bela e ela compôs uma letra com uma linha completamente diferente por cima, foi a primeira música que a gente compôs junto. Mas a música ainda continua com essa atmosfera grave que eu amo no Editors e que sempre aparece nas coisas que eu componho aqui e ali.

Fiona Apple“Every Single Night”
Bela: Quando essa música saiu, depois de tanto tempo sem nenhum álbum da Fiona, meu coração explodiu um pouco! O estilo de escrita confessional dela me influencia muito e isso passa, sem dúvidas, pras composições minhas que foram para o “Delta”. Além disso, tentei trazer um pouco da referência dela com a voz meio falada misturada ao canto, que eu adoro.

Björk“Wanderlust”
Bemti: Eu sou louco por melodias grandiosas. Ainda quero fazer mil coisas orquestradas que nem muita coisa que a Björk faz. Enquanto essa hora não chega, dá pra ouvir bastante dessas linhas vocais e melodias “larger than life” ao longo do “Delta”. Nessa hora ajuda ter uma banda com 5 pessoas onde as 5 pessoas não se seguram pra pesar a mão na intensidade.

Violeta Parra“Gracias a La Vida”
Bela: Cresci ouvindo música latinoamericana em casa e volta e meia isso aparece em alguma música. Com certeza, faz parte do DNA de “Delta” e dá para ouvir a referência em uma das faixas inéditas que vamos lançar! Essa canção linda, na versão da Violeta Parra, me comove demais.

Mew – “Am I Wry? No”
Bemti: Mew é a minha banda favorita do universo. Tudo que eu faço vai ter algum traço de Mew invariavelmente. É difícil escolher uma música mas acho que quando eu fiz “Waltz of the Great” (a outra música em inglês do disco) eu provavelmente estava tentando fazer uma versão caipira de “Am I Wry? No” que é indie do começo dos anos 2000 mas com uma nostalgia deliciosa pelo shoegaze e rockzinhos alternativos dos anos 90 em geral.

Keane“Bedshaped”
Bemti: Keane é a minha segunda banda favorita do universo e também é difícil escolher só uma música. Mas pra mim “Bedshaped” é uma explosão de melodia e melancolia que me “contaminou” pra sempre desde a primeira vez que eu a ouvi. Keane é muito inspirado por Beatles e eu sempre reconheço algumas “Beatlezices” que eu componho onde na verdade eu estava me espelhando no Keane. É o caso especialmente de uma das músicas do disco que se chama “A Hora Chega”.

Kings of Leon“Knocked Up”
Henrique: Escolhi essa faixa porque o baixo da música é basicamente tônica e oitava a música toda, e é algo que eu acho bem característico das minhas linhas. As linhas que o Jared Followill usa nas músicas da banda são sempre muito simples, mas igualmente eficientes e poderosas. Acho que, modestamente, minhas linhas são parecidas neste sentido!

Disasterpeace“Home” (Trilha sonora de Fez)
Guilherme: O Disasterpeace é um dos mais conhecidos e admirados compositores de trilha de games atualmente e me influencia bastante nas minhas composições de synth.

Fleetwood Mac “Dreams”
Pedro: O “Rumours” do Fleetwood Mac um dos meus discos preferidos, e eu acho que um dos pontos altos dele é a sonoridade e a timbragem que os instrumentos tem. Nessa música tudo soa bonito e nada está fora do lugar, é uma aula de arranjo. Eu queria um som de bateria parecido com o do Mick Fleetwood pro nosso disco, e acho que conseguimos!

Midlake“The Old and the Young”
Pedro: Eu descobri essa banda por acaso e é uma das que eu mais ouvi nos últimos dois anos, e acho o som deles muito próximo do nosso. Consigo ouvir a voz do Bemti e da Bela nessa música.

O Terço “Queimada” 
Pedro: Resposta pra pergunta “Como colocar viola num disco de rock?”.

Beatles“Strawberry Fields Forever”
Pedro: Enquanto a gente ensaiava a minha canção preferida do “Delta”, a sonoridade dessa música sempre me vinha à mente. E bom, Beatles é sempre uma influência né?

Pearl Jam“Given to Fly”
Pedro: No “Delta” eu uso bastante os tons da bateria pra fazer grooves, e em uma música em particular eu quis ir na onda dessa, que é a minha preferida do Pearl Jam (e olha que não é fácil pra um pisciano fazer esse tipo de escolha). Além disso, uma das músicas no disco é minha e eu fiz ela numa época que eu estava ouvindo o Into the Wild todo dia, e foi uma influência muito marcante.

Conheça músicas que usam samples do assassino Charles Manson

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Ontem, 20 de novembro de 2017, morreu Charles Manson. Independente do que se pense sobre ele, a sua influência, principalmente na música, foi tão grande que no disco ao vivo “Rattle and Hum” do U2, Bono anuncia “esta música Charles Manson roubou dos Beatles, e nós estamos roubando-a de volta.”

O mais bizarro desta história é que Manson não se destacou por ter feito algo bom, alguma composição que tenha se tornado referência ou um simples poema. Após se tornar líder de um culto religioso, que ele pretendia usar para alcançar o poder supremo americano, uma desavença com o produtor de discos Terry Melcher resultou em uma das maiores tragédias do folclore americano no ano de 1969: o assassinato da atriz Sharon Tate, grávida de 8 meses e esposa do cineasta Roman Polanski, da socialite Abigail Folger e seu namorado Wojciech Frykowski, do cabeleireiro Jay Sebring, e do entregador Steven Parent.

O culto a Charles Manson foi crescendo. Começou na ligação com Beatles, onde ele usou a expressão “helter skelter”, algo como “caos desordenado”, para mandar seus seguidores cometerem os assassinatos, sendo que esta expressão dá nome a uma das músicas mais famosas do quarteto inglês. Também influenciou com a transformação da casa onde ocorreram os assassinatos num estúdio de gravação, pelo músico do Nine Inch Nails Trent Reznor, deu nome a uma das maiores bandas de rock americanas, Marilyn Manson, e foi sampleado por alguns artistas.

Dentre os samplers, o que mais se destaca é um pedaço de entrevista onde ele fala “I make the money, I roll the nickels”, que aparece na música “Beware”, do Death Grips.

Marilyn Manson usou um sample de “Mechanical Men” na música “My Monkey”.

E também, no final da década de 1980, os canadenses do Skinny Puppy samplearam a “Helter Skelter” de Manson e dos Beatles em “Worlock”. Abaixo você vê o vídeo de “Worlock” onde aparece não somente os samples, como também imagens de Manson e dos Beatles.

Quem sampleou os Beatles? Dica: vai de Frank Ocean a Pink Floyd!

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Beatles

Você pode ou não gostar de Beatles, mas uma coisa não dá pra negar: eles mudaram a música popular pra sempre. Apesar de existirem conspirações que dizem que, se uma pessoa não fizer nada, outra faz, na realidade em que vivemos, no universo em que nos encontramos, na realidade à qual pertencemos, John, Paul, Ringo e George fizeram história. Então, em comemoração ao 54º aniversário do EP “The Beatles (No. 1)” resolvemos listar alguns dos samples mais populares do quarteto inglês, de acordo com o site WhoSampled. Alguns pela sua popularidade, outros pela sua peculiaridade.

1) Frank Ocean – “White Ferrari” (2017)

A baladinha, lançada em junho deste ano pelo cantor, possui sample da música Here, There and Everywhere“. Ocean já havia sampleado Beatles anteriormente na música “Seigfried”. O sample em “White Ferrari” começa exatamente aos 1:25 do vídeo abaixo:

2) Gary Clark Jr. – “Numb” (2013)

Este caso não é apenas de um sample, mas sim é usado apenas o baixo de Come Together com a guitarra por cima cima. O resultado pode ser percebido, com o som do baixo limpinho de Paul McCartney acompanhado de uma guitarra suja com um timbre meio Black Keys.

3) Pink Floyd – “Let There Be More Light” (1968)

Essa é um dos samples que mais me chamou atenção. Primeiro, como falo desde me conheço por gente, o Placebo plagiou essa música do Pink Floyd na sua Taste In Men, isso é algo que ninguém me tira da cabeça. Segundo, eu escuto essa música desde sempre e nunca tinha percebido que existia um sample de “Lucy in the Sky with Diamonds” exatamente aos 2:51. Clique abaixo e ouça com seus próprios ouvidos.

4) Wu-Tang Clan + Erykah Badu, Dhani Harrison e John Frusciante – “The Heart Gently Weeps” (2007)

O nome já entrega que a música sampleada é While My Guitar Gently Weeps, do famoso Álbum Branco lançado em 1968. O curioso é que, assim como a faixa do Gary Clark Jr. citada acima, aqui foram usados elementos apenas das vozes da música original e a batida que marca a entrada do rappers.

5) The Beatles – “I Saw Her Standing There” (1963)

Pra ficar uma parada mais justa, vai rolar uma inversão no quinto lugar. Os Beatles, em 1963, lançaram seu primeiro álbum, “Please Please Me”, com músicas originais e covers. Uma das originais é “I Saw Her Standing There”, que abre o disco. Se você ouvir esta música e depois I’m Talking About You, de Chuck Berry, vai perceber que a linha de baixo é… idêntica! Sample ou Paul McCarntey encarnou Reggie Boyd?

“One To One”: Paul McCartney encerra turnê no Brasil com show histórico em Salvador

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Paul McCartney
foto: AFP

Demorou, mas enfim aconteceu. Após três apresentações em Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo e com um atraso de quinze minutos (tudo bem, ele pode) um Beatle finalmente tocou na Bahia. A honra coube a Sir Paul McCartney, abrindo com “A Hard Day’s Night” um show histórico na capital.

A execução das músicas e do próprio show foram as mesmas dos anteriores e da última passagem dele no Brasil em 2014. “Blackbird” dedicada aos Direitos Humanos, “Love Me Do” ao produtor George Martin e o já icônico momento quando presta homenagem a George Harrison com uma versão de “Something” introduzida com o ukelele foram os momentos mais tocantes. Generoso com as músicas dos Beatles, o set list seguiu à risca como de praxe: a explosão do palco em “Live and Let Die”, o coro de “Hey Jude”, a psicodelia de “Helter Skelter”.

Não houve espaço para surpresas. A grande novidade era ver de perto, ou não tão perto, um ícone que para muitos só existia no imaginário popular. Como diziam alguns presentes, não importava saber de cor todas as letras (“Give Peace a Chance” ficou sem o coro) e não importava o lugar que você estivesse. Ver um Beatle fazer cola das palavras em português e mesmo conseguir dizer em alto e bom som: “Vocês são massa” é de aquecer o coração numa noite chuvosa como foi a dessa sexta-feira.

Paul McCarteney após várias passagens no Brasil tocou pela primeira vez na Bahia. Para baianos, sergipanos, alagoenses, cearenses e quem mais tivesse a oportunidade de conferir esse dia histórico. Talvez essa tenha sido a grande diferença entre os shows da turnê “One to One” no Brasil. Após quase 60 anos, desde que os rapazes de Liverpool começaram sua trajetória de sucesso pelo mundo, finalmente nós tivemos nosso pedacinho da Beatlemania.

Cantarolando: “Waiting for The Band”, do Nicky Hopkins (1973)

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Cantarolando, por Elisa Oieno

Os pianos do Nicky Hopkins merecem uma atenção toda especial. Para mim, ele dá a alma certa para muitas músicas que ouvimos tantas vezes, e nem nos damos conta de sua importância. Dá para dizer que ele foi um dos principais pianistas do rock nos anos 60 e 70, escreveu e tocou linhas de piano icônicas para muitas músicas que adoramos de diversas bandas importantes e, mesmo assim, permaneceu praticamente anônimo. Ossos do ofício de um músico de estúdio.

.Suas contribuições mais marcantes provavelmente foram nos Rolling Stones, como por exemplo o pianão cheio de groovie do “Simpathy For The Devil” (1968), e o piano lindo das baladas tipo “Angie” (1973). Ele participou de boa parte da discografia dos Stones, e chegou a fazer turnês com eles entre 1971 e 1973.

Ele também fez parte da formação de estúdio dos Kinks, e gravou com eles os discos “The Kink Kontroversy” (1965), ”Face to Face” (1966), “Something Else by The Kinks” (1967) e “The Kinks Are the Village Green Preservation Society” (1968).

Além disso, chegou a fazer parte do Quicksilver Messenger Service por um período curto de tempo, porém sua contribuição foi especialmente marcante para a banda no disco “Shady Grove” (1969). Isso sem contar as participações avulsas em gravações de artistas desde Beatles (e seus integrantes em trabalho solo), Jefferson Airplane, Joe Cocker… o currículo desse cara é gigantesco. Vejam a impressionante lista das participações do Nicky Hopkins aqui.

Todos os depoimentos que se encontra na internet a respeito do Nicky Hopkins, pelos artistas que já trabalharam com ele, dão a entender que ele era um cara muito gente boa, e que deixava seu ego de lado para tocar. Realmente, o som dele é super sofisticado, mas ao mesmo tempo sem firulas e está ali para dar brilho para as músicas. Dar brilho para as músicas dos outros, e muitas vezes sem levar crédito por isso. 

Mas em 1973, durante os intervalos das gravações do “Living in The Material World”, do George Harrisson, no qual participava, Nicky Hopkins gravou seu disco solo, autoral e cantado: “The Tin Man Was a Dreamer”. É neste disco que está a música de hoje, “Waiting For The Band”.

Esta música, com a participação do George Harrisson nos seus típicos slides de guitarra, descreve um sincero cenário de um músico de estúdio esperando por horas e horas a banda chegar. Muito fácil de imaginar ele agoniado esperando pelos “rock stars” madrugada adentro, até amanhecer.

And if the band don’t come by early in the morning
I’II have to find a way to have myself survive
Cause if the band don’t show by early in the morning
Then I’II be over darling, waiting for the band to come

Slower, I’m getting slower
I’ve heard these songs so much before
Lower, I’m sinking lower
Pretty soon you’ll find me on the floor
Under the piano waiting for the band to come

O Nicky Hopkins sofria de doença de Crohn, que o impedia de sequer tentar levar uma vida de “rockstar” e tentar montar sua própria banda e fazer longas turnês, fato que constatou durante uma das turnês que fez com os Stones. Mas isso não o impediu de deixar sua marca definitiva, mesmo que quase desconhecida, na história do rock.

Construindo Molodoys: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Contruindo Molodoys
Molodoys

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Molodoys, que indica suas 20 canções indispensáveis. ” São músicas que me influenciam bastante no modo como são criadas e no que elas conseguem atingir na questão de criatividade e inovação seja em letra ou em melodia”, explicou Leo Fazio, guitarrista e vocalista. “Eu não uso músicas em especifico para me influenciar na hora de compor pra Molodoys, mas ultimamente quando to compondo to tentando pensar nessas, mais na questão de como se é feita a música do que na sonoridade em si”, esclareceu Vitor Marsula, tecladista .Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Cartola“Preciso Me Encontrar”
Leonardo: Música do Candeia gravada por Cartola em seu segundo disco. Eu a considero uma das músicas mais belas já feitas, seja em arranjo, progressão, letra ou melodia. A primeira vez que a ouvi fiquei completamente obcecado, seu lirismo e todo o sentimento que a letra passa em conjunto com a música já me serviram muito de inspiração quando ela está em falta, minha meta de vida é fazer algo comparável a essa música, (que é algo quase impossível, eu sei).

Pink Floyd“Take Up Thy Stethoscope And Walk”
Leonardo: Talvez minha preferida do Pink Floyd, já bebi muito dessa fonte e acho que dá pra perceber em algumas músicas do “Tropicaos”, nosso primeiro disco. Todo o peso e toda a visceralidade que essa música carrega me influenciam bastante dependendo do que eu estou criando, essas são características que eu gosto muito de trabalhar. E eu também sou apaixonado pela guitarrada do Syd Barrett, acho um estilo único e muito subestimado.

Bob Dylan“It’s Alright Ma (I’m Only Bleeding)”
Leonardo: Uma obra prima, seu lirismo é algo que me influencia profundamente, me inspiro muito em como o Dylan desenvolve a poesia das suas músicas, em como ele consegue usar de temas e fonemas pra te tranportar pra outro lugar enquanto a musica toca.

Chico Buarque“Construção”
Leonardo: O modo como a música vai crescendo e se desenvolvendo envolta dela mesma é genial, ando bebendo muito dessa fonte na hora de criar, atualmente tenho escrito bastante e essa é uma música que sempre me vem à cabeça quando procuro inspiração, tanto em letra quanto em arranjos.

The Velvet Underground“Heroin”
Leonardo: Acho que a Molodoys busca muito por uma boa ambientação nas músicas e a gente tenta trabalhar bastante no modo como elas transmitem as sensações ao ouvinte, e, pelo menos da minha parte, isso tem muita influência desse som do Velvet, totalmente visceral e criativo.

Arctic Monkeys“Still Take You Home”
Jairo: Acho a bateria do Matt Helders incrível, todo o peso e técnica que ela carrega me inspiram muito, e principalmente o fato de ele saber o que usar em diferentes partes da música para passar diferentes sensações, procuro muito isso em minhas baterias.

Queen“Melancholy Blues”
Jairo: Queen tem uma forte influência em mim há anos, acho que em toda bateria que eu crio tem um pouco deles. E esse som mais especificamente mostra como um drama pode ser perfeitamente passado à uma música. Essa em específico me inspira em todo o drama que ela carrega, acho sensacional como ela é trabalhada, é uma grande referência pra mim.

Beatles“A Day In The Life”
Jairo: Eu aprendi a tocar bateria acompanhando os discos dos Beatles, assim como o Queen, acho que é algo que está dentro de mim e das baterias que crio pra Molodoys, Ringo é um dos bateristas mais subestimados que existem, mas pra mim ele é inigualável. Além de que os Beatles servem de inspiração para eu criar em vários campos da música, eles são mestres em diversidade de estilo e sonoridades, foram pioneiros em muita coisa.

Miles Davis“All Blues”
Jairo: Uma das baterias mais lindas e suaves na minha opinião, e ao mesmo tempo carrega um peso tremendo, mas de outra forma, a bateria caminha e dança junto com outros os instrumentos, e isso é algo que eu procuro fazer em minhas composições pra bateria.

Muse“Uprising”
Jairo: Ouvi-la remete a algo importante pra mim, saber compor uma música forte e marcante sem perder a qualidade, acho que é uma grande preocupação pra mim na hora de compor pra Molodoys.

Chico Science e Nação Zumbi“Coco Dub”
Camilla: Eu e Léo somos muito fãs de Nação Zumbi e por isso essa referência partiu de nós, ficamos meses pirando horrores na grande maior parte da discografia, mas a “Coco Dub” tem uma essência experimental e livre. Foi a música que tínhamos como referência para a música “Tropicaos”. Lembro de ter ouvido ela a viagem toda repetidamente, quando fomos gravar em Amparo (interior de São Paulo).

Jupiter Maçã“Act Not Surprised”
Camilla: O baixo dessa musica é uma das minhas maiores referências de arranjo da vida. Eu gosto do jeito que ele é executado, é muito peculiar e até meio bruto, com um groove único. A psicodelia do Júpiter num geral também foi uma referência muito forte para nossas musicas, principalmente as do disco.

Som Imaginário“A3”
Camilla: Baita música dessa banda maravilhosa! Som imaginário é uma baita referência pra nós em questão de misturas de ritmos. Nessa musica, eles criam uma atmosfera tão brasileira mas de uma sonoridade tão futurista e cheia de groove e elementos não convencionais, é uma mistura de elementos muito bonita ❤

Tom Zé“Menina Jesus”
Camilla: Eu e Leo ficamos viciados nela pouco antes de gravarmos nosso segundo single. Acredito que ele se inspirou na letra e no fluxo dela para escrever a letra de “Ácido”. E Tom Zé continuará sendo o maior roqueiro da historia do MPB e maravilhoso.

Mutantes“Ave, Lucifer”
Camilla: Além de Pink Floyd, a mixagem dos Mutantes influenciou muuuito a mixagem do “Tropicaos”, uma pegada mais stereo. A “Ave Lucifer” é um belo exemplo de uma mix que fica perambulando sua cabeça (risos). PS: Use fones de ouvido para uma experiência mais completa!

Moving Gelatine Plates“Breakdown”
Vitor: Do álbum “Removing”, ela consegue ter tudo que uma música completa precisa, tanto na questão da estrutura, do começo, meio e fim, clímax e essas coisas, quanto pela questão do arranjo instrumental e de como eles conseguem conversar com o vocal e com os outros instrumentos.

Vangelis“Movement 1”
Vitor: Pois é uma das músicas que acho que chegou ao ápice do que é necessário para uma ambientação, que é algo que prezo muito.

Los Jaivas“La Poderosa Muerte”
Vitor: Pelo “feeling” que ela passa e por conseguir apresentar uma série de mudanças sem perder a característica principal.

Pink Floyd“Echoes”
Vitor: Por motivos de forças maiores agindo sobre mim.

Nine Feet Underground“Caravan”
Vitor: Pois ela é outra música que considero que tem tudo que uma música precisa.

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Construindo Subcelebs: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Subcelebs
Subcelebs

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Nesta semana a banda convidada é o Subcelebs, de Fortaleza, que indicam suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

The Cardigans“Country Hell”
Uma das nossas bandas preferidas, especialmente os primeiros discos, de sonoridade mais lo-fi, com arranjos criativamente sombrios e pegada disco – como isso é possível, só eles sabem.

Sonic Youth“Incinerate”
O Sonic Youth do começo, da época do “EVOL”, do “Goo”, é bom, mas esse Sonic Youth dos 2000s, mais direto e pop, também é bom demais.

Guided By Voices“As We Go Up, We Go Down”
A música pop perfeita não precisa ter três minutos. O Guided by Voices prova que com um minuto e meio já rola.

Weezer“I Just Threw Out The Love Of My Dreams”
Composta para o álbum perdido do Weezer, “Songs From The Black Hole”, e lançada como lado B, essa tem tudo o que faz sentido para a Subcelebs: synths furiosos, guitarras, ruído e crueza com uma pegada pop.

Steve Harley & Cockney Rebel“Make Me Smile (Come Up And See Me)”
O jeito canastrão de cantar do Steve Harley é muito inspirador.

Jon Brion“Knock Yourself Out”
Da trilha do filme “I Heart Huckabees”, uma das muitas compostas por Brion. Grandes músicas, grandes arranjos e uma voz peculiar.

Yo La Tengo“Little Honda”
Feedback já na intro e levadinha rock and roll sem ser brega.

Pixies“Hey”
Pixies, né, mores?

The Weakerthans“(Manifest)”
Rock canadense em seu melhor!

Erza Furman & The Harpoons“Take Off Your Sunglasses”
Hit do catálogo da Minty Fresh Records, essa serviu de inspiração para “Galera Paia”, pela mesma sequência de acordes que se repete do início ao final, mas você não quer que mude.

CSS“Left Behind”
A banda mais cool do Brasil dos anos 2000. Saudades.

My First Earthquake“Cool In The Cool Way”
Not cool enough in the cool way. É como nos sentimos.

Driving Music“Orange Traffic Cones”
Projeto do Fábio Andrade, que a gente ouve desde a época do Invisibles. Músicas e produção incríveis, apenas isso.

Pavement“Cut Your Hair”
Pessoas que não sabem tocar + pessoas que não sabem cantar = músicas geniais.

Graham Coxon“Bittersweet Bundle Of Misery”
O guitarrista do Blur em sua carreira solo é igualmente genial.

The Thermals“Now We Can See”
Vocais pegajosos já na intro. Não dá pra errar com essa.

Blondie“I’m Gonna Love You Too”
Vocais pegajosos já na intro. Não dá pra errar com essa. (2)

Frank Jorge“Cabelos Cor de Jambo” (Graforréia Xilarmônica não está mais no Spotify :/)
A maior entidade do rock brasileiro. Letras jovens, bem-humoradas, despretensiosas e, por isso mesmo, extremamente poéticas.

The Beach Boys“Good Vibrations”
Bonita, pop, experimental, simples, complexa, tudo em menos de quatro minutos: é Brian Wilson, minha gente!

The Beatles“Only A Northern Song”
“If you’re listening to this song / You may think the chords are going wrong / But they’re not
We just wrote them like that / If you’re listening late at night / You may think the band are not quite right / But they are / The just play it like that”. É isso. Esse é o manifesto.

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Construindo Antiprisma: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som do duo

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Construindo: Antiprisma

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Para começar, temos o duo Antiprisma, de Victor José e Elisa Oieno, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

The Rolling Stones“Street Fighting Man”
Victor: É a minha banda de coração desde criança, e desse tipo de coisa você não se livra nunca, e nem quero me livrar! Acho que para o Antiprisma o disco “Beggar’s Banquet” tem sido uma referência desde o início. A sonoridade acústica que produziram em boa parte desse álbum soa áspera, gasta, meio envelhecida… Ali não tem frescura e nem fofura, e de certa forma é um pouco desse caminho que a gente procura seguir.

The Byrds“Going Back”
Victor: Várias vezes a gente conversa sobre como fazer soar uma música e quase sempre resvalamos em Byrds. Talvez seja nossa influência mais gritante. Não me conformo como é que tem gente que não liga pra essa banda… The Notorious Byrd Brothers” é uma referência muito forte para o Antiprisma.

Stone Roses“Waterfall”
Elisa: Aqui está o representante britpop da nossa lista. Gostamos muito de Stone Roses, especialmente o primeiro álbum, que nos lembra muito o Byrds. Para nós, é um bom exemplo de como fazer coisas novas a partir de suas influências. Nós gravamos e lançamos uma versão desta música “Waterfall”, junto com nosso EP.

Big Star“The Ballad Of El Goodo”
Victor: As melodias te conquistam na primeira escutada. O som é redondinho, com harmonias bonitas, violões e guitarras legais. Parece uma fórmula simples, mas não é. Essa faixa do primeiro álbum explica bem o que é essa banda. Big Star tem um som bonito, e mesmo no terceiro disco, que é meio esquisitão, você reconhece essa qualidade.

Love“Andmoreagain”
Victor: O Love chama atenção porque mescla essa vibe de folk rock com pop barroco com uma capacidade absurda, e Forever Changes é uma obra-prima perfeita de cabo a rabo, não tem como melhorar aquilo. Se conseguisse fazer uma música dessa categoria algum dia me dava por satisfeito. Além disso, a banda sabia impor o peso do rock quando precisava soar agressiva. Arthur Lee foi um baita compositor de música pop.

Bert Jansch “Poison”
Elisa: Esse é daqueles caras que dá até um orgulhinho de ouvir. As músicas dele são essencialmente folk, várias delas muito calcadas na música tradicional escocesa, e com melodias lindas. Isso junto com o violão típico de Bert Jansch e sua pegada blues e jazz, solto e ‘cool’. Me lembro de ter lido em algum lugar que o Bert Jansch está para o violão assim como o Jimi Hendrix está para a guitarra elétrica. Ouvir Bert Jansch com certeza é uma escola para o Antiprisma.

Velvet Underground “All Tomorrow´s Parties”
Elisa: Velvet é uma banda muito importante para o Antiprisma. Acho que o nosso lado mais experimental, o estilo que procuramos em algumas músicas, a liberdade artística que nunca podemos nos esquecer… isso vem muito do Velvet Underground.

Grateful Dead“St Stephen”
Victor: A liberdade que a gente percebe na música do Grateful Dead é inspiradora. Sem contar a capacidade para improvisos e a versatilidade que eles têm para saltar de um gênero para outro. Poucas bandas têm essa personalidade tão forte quanto eles. A cena de São Francisco dos anos 1960 no geral é muito cativante, é algo que sempre escutamos hora ou outra.

Milton Nascimento“San Vicente”
Victor: Essa a gente até já se aventurou a tocar em alguns shows. Milton Nascimento é uma coisa que não dá pra definir. Principalmente na fase dos anos 1970, ele fez discos misturando rock com jazz, música latinoamericana, caipira, progressivo e mais um monte de coisas, mas sempre soando autêntico, sem se perder. É legal quando não dá pra classificar algo coeso, e ele é único.

Kurt Vile“Baby´s Arms”
Elisa: Quando conhecemos Kurt Vile, acabamos nos identificando muito com o som que ele faz. O disco “Smoke Ring For My Halo”, parece ter referências muito parecidas com as nossas, seja nas canções em si ou na escolha de timbres, que passa pelo folk dos anos 60 e pelo pós-punk e anos 90. Aliás, foi por causa de uma entrevista que vi do Kurt Vile, em que ele estava em uma loja escolhendo alguns discos e falando sobre eles, que conheci Bert Jansch e Fairport Convention. A partir disso, eu e o Victor entramos em um período em que descobrimos e ouvimos muita, mas muita coisa mesmo de folk britânico, o que acabou sendo um dos embriões para a formação do nosso som.

John Fahey“On The Sunny Side Of The Ocean”
Victor: Quando a gente começou a tocar junto entramos nessa fase de moldar nosso estilo próprio escutando tudo quanto é referência. E foi daí que veio John Fahey. Desde então me inspiro muito no seu modo de tocar, e por incrível que pareça ele foi um dos motivos para acrescentarmos a viola caipira em algumas canções. Parece estranho, mas muito do que ele faz no violão soa extremamente brasileiro, tipo aqueles violeiros das antigas. Aí existe uma conexão bem estranha.

Bert Jansch – “Winter is Blue”
Elisa: Quando eu conheci o som da Vashti Bunyan, me identifiquei imediatamente. O vocal tranquilo, meio envergonhado e quase sussurrado me inspira bastante, e as canções dela têm melodias fortes e bonitas. O disco “Just Another Diamond Day” é lindo, intimista e sincero, um belo exemplo de álbum folk, se quiser chamar assim. Ela lançou também uma compilação de singles (“Some Things Just Stick in Your Mind”) onde está a “Winter is Blue”, em que as canções têm uma roupagem até mais pop do que folk, muito bom.

Beatles“Norwegian Wood”
Victor: Se você faz música com algum viés pop e valoriza muito as melodias é praticamente impossível não pensar em Beatles em alguma parte do processo de compor. Beatles é uma escola, né. Todas as fases da banda são importantes pra nós, e estudar as gravações também nos ajudou muito desde o comecinho.

Siouxsie and The Banshees“Israel”
Victor: A referência pode não aparecer muito no nosso álbum ou no EP, mas pós-punk é uma coisa bastante forte nas nossas influências. Essa fase que chamam toscamente de “gótica” é muito criativa. Vários discos são realmente muito artísticos, e Siouxsie é uma baita banda foda. É legal ver como uma composição essencialmente punk, de estrutura simples, ganha outro aspecto quando se pensa em arranjos estranhos e sons inusitados. Acho que aprendemos muito com isso.

Cat Power“Nude as The News”
Elisa: O que mais gostamos nas músicas da Cat Power é o fato de elas parecerem super básicas, mesmo não sendo, e isso acaba refletindo talvez na maneira de estruturarmos criações do Antiprisma. Essa canção “Nude As The News” é foda. Tem uma base simples de guitarra que permeia a música inteira, mas mesmo assim a Chan Marshall consegue trazer várias partes diferentes e muita dinâmica.

Simon and Garfunkel“Scarborough Fair”
Elisa: Simon & Garfunkel é uma referência muito importante para o Antiprisma, principalmente o jogo de harmonias vocais que eles fazem. Acabamos sempre tendo eles meio que como um paradigma de qualidade, um ideal a ser alcançado e para nós é muito divertido “estudar” o que eles fazem nas músicas.

Sonic Youth“I Love You Golden Blue”
Elisa: Talvez não apareça tanto no Antiprisma, apesar de muita gente já ter perguntado se gostamos de Sonic Youth. Para mim, é uma inspiração constante. Desde a maneira de tocar, os arranjos e até o estilo dos vocais. Eu adoro esse jeito meio blasé, meio displicente de cantar da Kim Gordon.

Secos e Molhados“Fala”
Victor: Aquele primeiro disco é uma coisa que não tem como evitar. As letras são ótimas, a proposta visual eu acho que nunca vai morrer por completo e as músicas por si só sobreviverão pra sempre. O fato de ser do Brasil algo assim faz a gente lembrar como nosso país é foda na música.

Fairport Convention“Percy´s Song”
Elisa: Essa é uma banda que gostamos muito. O som do Fairport Convention é bastante único, sendo uma banda de rock com identidade forte na música tradicional britânica. As melodias inspiradas no estilo folk tradicional britânico e o uso de guitarras e violões com o efeito “drone” (em que fica soando uma nota constante na música), muito presentes no Fairport, são coisas que gostamos de usar no Antiprisma. Essa música “Percy´s Song”, na verdade é do Bob Dylan, mas gostamos muito dessa versão deles e do jeito de cantar da Sandy Denny (vocalista da banda).

Pink Floyd “Echoes”
Elisa: Escolher só 20 músicas é difícil. Era para ter entrado nesta lista também o Syd Barrett. Afinal, tanto as canções dele solo quanto as do começo do Pink Floyd são influências fortes para nós. Mas tudo bem, escolhemos a “Echoes”, cuja melodia lembra muito o Pink Floyd com o Syd, mas já tem a estrutura “espaçada” e melancólica, típica dos anos seguintes da banda. Com certeza, mesmo sem perceber, acabamos sempre colocando algo de Pink Floyd no nosso som.

Ouça aqui a playlist do Antiprisma e siga o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify:

“Baby One More Time” pelo TLC? Conheça 20 hits que foram originalmente escritos para outros artistas

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TLC Britney Spears

Nem sempre o primeiro artista que recebe uma música de um letrista ou compositor acha que ela será boa o suficiente para ser gravada. E, às vezes, outro artista tem uma opinião diferente e acaba registrando o som. E quando esse som acaba virando um megahit e atingindo o topo das paradas?

Conheça 20 músicas que foram escritas com o artista A em mente mas acabaram virando hits gravadas pelo artista B (ou C):

“Telephone”
Escrita para: Britney Spears
Quem gravou: Lady Gaga & Beyoncé

A música foi escrita por Lady Gaga para Britney Spears gravar em seu disco “Circus”. A princesinha do pop não aceitou pois a canção “não tinha seu estilo” e a própria Gaga acabou gravando em seu disco “The Fame Monster”, chamando Beyoncé pra participar. Britney chegou a registrar uma demo que apareceu pela internet.

“Malandragem”
Escrita para: Ângela Rô Rô
Quem gravou: Cássia Eller

O primeiro grande hit de Cássia Eller foi escrito por ninguém menos que Cazuza, mas o cantor tinha outra artista com um vozeirão potente em vista quando criou a canção: Ângela Rô Rô. Como ela tinha acabado de gravar um disco, não aceitou o presente e isso acabou fazendo toda a diferença na carreira de Cássia. Ainda bem!

“Total Eclipse Of The Heart”
Escrita para: Meat Loaf
Quem gravou: Bonnie Tyler

Jim Steinman criou esta canção para Meat Loaf, mas quem a deixou popular e a transformou em um dos singles mais vendidos de todos os tempos (e um dos melhores episódios do Piores Clipes do Mundo com Marcos Mion) foi Bonnie Tyler!

“I Don’t Want To Miss A Thing”
Escrita para: Celine Dion
Quem gravou: Aerosmith

A música foi escrita pela compositora Diane Warren e na verdade era destinada à cantora Celine Dion, que acabou recusando a canção (afinal, ela já tinha gravado “My Heart Will Go On”, e duas baladas tema de filme já é demais!) Steven Tyler ouviu a música e o Aerosmith acabou registrando a balada tema de “Armageddon”.

“Don’t You Forget About Me”
Escrita para: Billy Idol
Passada para: Bryan Ferry
Gravada por: Simple Minds

HEY HEY HEY HEY! Escrito por Keith Forsey e Steve Schiff, guitarrista e compositor que trabalhava com Nina Hagen na época, o eterno tema do Clube dos Cinco chegou a ser oferecida para Billy Idol e Bryan Ferry antes de ser gravada pelos Simple Minds e virar hit. Idol chegou a fazer uma cover da música em seu Greatest Hits de 2001.

“Since U Been Gone”
Escrita para: Pink
Passada para: Hilary Duff
Gravada por: Kelly Clarkson

Max Martin e Lukasz “Dr. Luke” Gottwald escreveram essa com Pink na cabeça. Quando ela negou, ofereceram para Hilary Duff, que acabou rejeitando já que ela não alcançava as notas mais altas da canção. Sorte da vencedora do American Idol Kelly Clarkson, que transformou a música num hit arrasa-quarteirão!

“La Isla Bonita”
Escrita para: Michael Jackson
Quem gravou: Madonna

Imaginem só Michael Jackson cantando “La Isla Bonita”. Bom, eu não consegui imaginar, mas isso poderia acontecer, já que a música foi oferecida para o finado Rei do Pop lá nos anos 90. Madonna pegou essa e combinou muito bem com ela.

“We Can’t Stop”
Escrita para: Rihanna
Gravada por: Miley Cyrus

O produtor Mike WiLL Made-It ofereceu a música para Rihanna quando ela estava preparando seu disco “Unapologetic”, mas ela nem chegou a ouvir. Aí mostraram para Miley, que ouviu, curtiu e acabou deixando pra trás de vez a Hanna Montana que havia nela.

“Rock Your Body”
Escrita para: Michael Jackson
Gravada por: Justin Timberlake

Essa aqui talvez pudesse salvar o fiasco que foi “Invincible”, último disco de Michael Jackson. Pois é, ela foi oferecida a Jacko e rejeitada, e acabou ficando com um cara que o idolatra: Justin Timberlake, que viria a participar do lançamento póstumo (e hit) “Love Never Felt So Good”.

“Hungry Heart”
Escrita para: Ramones
Gravada por: Bruce Springsteen

Joey Ramone encontrou Springsteen em Asbury Park, New Jersey, e lhe pediu para escrever uma canção para o Ramones. Springsteen compôs “Hungry Heart” naquela noite, mas quem acabou gravando a música foi ele mesmo…

“Umbrella”
Escrita para: Britney Spears
Gravada por: Rihanna

O compositor e produtor norte-americano Christopher “Tricky” Stewart, Terius “The-Dream” Nash e Kuk Harrell criaram a canção em 2007 com Britney Spears em mente, com quem Stewart já havia trabalhado em 2003 com o single “Me Against the Music”. Spears estava trabalhando em seu álbum “Blackout” e a gravadora nem deixou ela ouvir, dizendo que já tinha músicas suficientes. Isso foi ótimo para Rihanna, que a gravou em seu terceiro álbum, “Good Girl Gone Bad” e estourou nas paradas!

“Baby One More Time”
Escrita para: TLC
Gravada por: Britney Spears

E por falar em Britney Spears, seu primeiro hit foi originalmente oferecido para o TLC, que achou que a música não combinava com a postura “séria” do grupo. E até que estavam certas: o trio já estava mandando os homens catar coquinho em “No Scrubs”, não combinaria ficarem falando que “my lonelyness is killing me”. E foi assim que Britney foi lançada ao estrelato.

“Toxic”
Escrita para: Kylie Minogue
Gravada por: Britney Spears

Mais uma que Britney garfou: Cathy Dennis, Henrik Jonback, Christian Karlsson e Pontus Winnberg compuseram essa canção e ofereceram para a australina Kylie Minogue, que recusou e acabou indo para a princesinha do pop. Kylie não ficou chateada por perder o hit. “Eu não fiquei brava quando fez sucesso com Britney. É como quando um peixe escapa na pescaria: você apenas aceita”, disse.

“Holiday”
Escrita para: Mary Wilson
Gravada por: Madonna

A música foi primeiro oferecida para Mary Wilson, que recusou. Curiosidade: a capa do single não tinha a imagem de Madonna, pois os executivos achavam que a canção não combinava com sua imagem. Será?

“Call Me”
Escrita para: Stevie Nicks
Gravada por: Blondie

Você sabia que essa música foi composta por Giorgio Moroder? Primeiramente, ele foi atrás de Stevie Nicks, do Fleetwood Mac, para ajudá-lo a terminar. Ela recusou, e ele mostrou uma demo chamada “Man Machine” para Debbie Harry, que ajudou a transformá-la em “Call Me” e virar a música-tema do filme American Gigolo, de 1980.

“Don’t Cha”
Escrita para: Paris Hilton
Gravada por: Pussycat Dolls

O single que colocou as Pussycat Dolls no mapa foi inicialmente oferecida para as Sugababes e Paris Hilton, e ambas recusaram. Em 2006, Hilton falou que não ficou impressionada com a faixa quando a ouviu, e disse. “Eu acho que ouvi uma outra versão, não essa que todos conhecemos e amamos. Se eu tivesse ouvido essa versão, com certeza não teria declinado”. Dor de cotovelo?

“Golden Years”
Escrita para: Elvis Presley
Gravada por: David Bowie

Bowie compôs essa no pico de seu vício em cocaína e tentou emular um som “da Broadway”, com Elvis Presley em mente para cantá-la. O Rei declinou a oferta e o próprio Bowie a gravou em “Station To Station”.

“Happy”
Escrita para: Cee Lo Green
Gravada por: Pharrell Williams

“Happy”, a música que tocou em todos os lugares do mundo nos últimos dois anos, chegou a ser gravada por Cee Lo Green. Mas a versão que foi lançada e fez sucesso foi a de seu compositor, Pharrell. Aliás, será que ele ainda aguenta cantar essa sem pensar “ai, que saco, vamos lá novamente”?

“My Humps”
Escrita para: Pussycat Dolls
Gravada por: Black Eyes Peas

A música com letra mais bizarra e escrota da face da Terra (tá, não é pra tanto, mas o próprio Will.I.Am prometeu que o Black Eyed Peas não cantaria mais ela) foi escrita originalmente para as Pussycat Dolls. Cá entre nós, até combinaria mais. Mas aí a composição do líder do BEP que foi pra elas acabou sendo “Beep” e ficou a cargo de Fergie ficar falando sobre suas “lovely lady lumps”.

“The Long And Winding Road”
Escrita para: Tom Jones
Gravada por: The Beatles

Em 2012, Tom Jones revelou que Paul McCartney escreveu a balada “The Long And Winding Road” para ele cantar. A condição de Paul era que a música fosse lançada como próximo single por Jones. Ele já tinha a música “Without Love” engatilhada pela gravadora, que negou a proposta e a balada acabou fazendo parte de “Let It Be”, último disco dos Beatles.

Conheça os grandes casos de desinteligência, porradaria e tretas encarniçadas entre músicos e bandas

Não, o post não é um esquema Ratinho pra aumentar a audiência do blog. Não, não é um episódio musical de Casos de Família. Porém, há uma semelhança: brigas sem muito motivo, picuinhas e às vezes até voam uns sopapos. Hoje, uma pequena lista das inúmeras tretas que sempre rolam entre músicos e bandas.

Miley Cyrus vs. Sinéad O’Connor

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Quem começou foi a popular rasgadora de fotos do Papa e cantora do hit “Nothing Compares 2 U”. Ela postou uma carta aberta em sua página do Facebook descendo a lenha em Cyrus, dizendo que a ex-Hannah Montana devia tomar cuidado pra não ser explorada pela indústria da música: “A indústria não dá a mínima para você, ou para qualquer uma de nós. Eles vão prostitui-la por tudo que você vale e facilmente vão fazer você pensar que isso era o que VOCÊ queria… e quando você acabar em uma clínica de reabilitação por ter sido prostituída, ‘eles’ vão estar em seus iates em Antígua, que eles compraram com a venda de seu corpo, e você vai se sentir muito sozinha”. Cyrus então ironizou o transtorno bipolar de O’Connor em mensagens do Twitter, e Sinéad respondeu com a frase “Quando você acabar na ala psiquiátrica ou reabilitação, eu vou ficar feliz em visitá-la”. Ouch.

Mariah Carey vs. Nicki Minaj

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Em 2012, alguém teve a ideia de colocar Mariah Carey e Nicki Minaj como juradas do programa American Idol. No papel, parece inclusive uma boa ideia, certo? É, mas não deu. As duas se estranharam desde o começo, inclusive chegando a um momento em que Minaj saiu do estúdio puta da vida dizendo que não aguentava mais trabalhar com a “alteza”. Carey então contratou uma equipe de seguranças, pois se sentia “insegura” perto da rapper. Em 2013, a rapper continuou cutucando no Twitter: “Ela está triste porque eu conquistei o recorde dela no Hot 100 em apenas três anos de carreira. Sim, uma rapper feminina negra.  O que você precisa questionar é o motivo de uma mulher tão bem-sucedida na idade ela ainda é tão insegura e amarga”

Kurt Cobain vs. Axl Rose

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Tudo começou graças à encrenqueira grunge preferida pela garotada. No VMA de 1992, Courtney Love viu Rose passando enquanto ela segurava a filha dela e de Kurt, Frances Bean. Ela imediatamente começou a berrar para ele: “Ei, Axl! Axl! Olha aqui! Você é o padrinho!”. O frontman do Guns’n’Roses então parou e falou para Kurt Cobain: “Controle sua mulher, por favor”, o que Kurt respondeu repetindo a frase com ironia para Love. Após a apresentação do Nirvana tocando “Lithium” naquela noite, Dave Grohl foi ao microfone pra aumentar a cutucada. “Cadê o Axl? Axl, cadê você? Ah, ali! Oi Axl! Oi Axl! Oi Axl!”, repetia.

Justin Bieber vs. Patrick Carney

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Tudo começou quando o TMZ foi atrás do baterista do Black Keys durante o Grammy de 2013 perguntando o que ele achava da falta de indicações de Justin Bieber na premiação. Sim, eles cutucaram porque querem ver sangue, todo mundo sabe. Carney deu o que eles queriam: “Bom, ele é rico, certo? Os Grammys são para, tipo, música, não por dinheiro… e ele está ganhando muito dinheiro. Ele deveria estar feliz, acho”. Bieber ficou putinho e no dia seguinte falou que o baterista deveria “levar uns tapas”. E seus fãs caíram matando em cima de Carney, lógico.

Kid Rock vs. Tommy Lee

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Chegamos à primeira briga onde rolou porradaria, violência e vias de fato. Ambos já tiveram relacionamento com a ex-Baywatch Pamela Anderson, e pelo jeito a moça foi o motivo de toda a treta. Quando eles se trombaram no VMA de 2007, começaram a se xingar loucamente e Kid Rock desferiu o primeiro soco. Pelo que dizem, parecia briga de colégio e o negócio teve que ser separado pelos seguranças da Mtv. Tsc, tsc…

Gene Simmons vs. Carlos Santana

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E olha que quem começou dessa vez nem foi o encrenqueiro Simmons. Santana fez o comentário de que Gene “não é um músico, é um cara do entretenimento. Kiss é entretenimento de Las Vegas, então ele não sabe o que é música, de qualquer forma. É por isso que ele veste todas aquelas coisas lá”. No começo, o baixista do Kiss deixou quieto (“Nem todo mundo gosta da mesma refeição”), mas depois caiu de pau: “Estou cansado de bandas como a de Carlos Santana olhando para seus próprios sapatos e achando que aquilo é um show de rock”.

Blur vs. Oasis

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Uma briga clássica dessas não poderia ficar de fora. As duas grandes bandas do britpop nunca se bicaram e quando ambos lançaram singles no mesmo dia (“Country House” do Blur e “Roll With It” do Oasis) a coisa foi ficando mais feia. Noel Gallagher sempre cutucava o Blur, que ironicamente dedicava seu prêmio do Brit Awards de 1995 ao Oasis. Noel respondeu com a fineza que lhe é peculiar: “Espero que Damon Albarn e Alex James peguem AIDS e morram”. Hoje em dia, incrivelmente, a briga mais popular da Inglaterra parece ter acabado com Noel Gallagher tendo inclusive feito uma participação junto com Damon Albarn em “Tender”, do Blur, em um evento de caridade.

Dave Grohl vs. Courtney Love

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Desde que Kurt Cobain morreu, Courtney Love não deu uma colher de chá para o ex-baterista da banda de seu marido. O líder do Foo Fighters já teve que ouvir Love clamar para que todo o público do seu show gritasse “os Foo Fighters são gays” (senão ela ia embora do show), disse que Grohl deu em cima de Frances Bean, filha dela e Kurt (o que Frances e Grohl negaram), entre muitas outras coisas que só a líder do Hole é capaz. Recentemente eles “fizeram as pazes” durante a cerimônia de indicação do Nirvana ao Rock and Roll Hall Of Fame.

Michael Jackson vs. Paul McCartney

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Outra briguinha clássica. Sim, todo mundo concorda que o Jacko deu motivos pra Paul odiá-lo. Eles eram amigos, faziam parcerias e até clipes super-amiguinhos como “Say Say Say”. Pois aí McCartney deu a dica a Jackson: “compre direitos de músicas, é um puta negócio”, ele disse. Michael Jackson não é bobo nem nada e aproveitou para comprar os direitos de todas as músicas… dos Beatles. Dá pra entender porque Paul ficou chateado e as relações dos dois ficaram estremecidas desde então.

Vivian Campbell vs. Ronnie James Dio

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Sim, até com o Dio o povo consegue implicar. O ex-guitarrista da banda Vivian Campbell disse que Dio era uma das pessoas mais vis da indústria musical, e Dio respondeu que Campbell, que foi para o Def Leppard, é um “fucking asshole, a fucking piece of shit”. Campbell diz que as declarações contra Dio são devido ao fato de que ele foi excluído da banda. Após a morte de Dio, Campbell se reuniu com a banda para tocar com outro vocalista. “Esses riffs são meus e eu quero continuar a tocá-los”.

Sammy Hagar vs. Dave Lee Roth

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Uma briga digna de Celebrity Deathmatch. Os dois vocalistas do Van Halen (vamos fingir que a fase com Gary Cherone nunca existiu, assim como a banda faz) adoram trocar farpas desde que Sammy entrou em cena. Diamond Dave adorava falar que “Sammy é como o segundo Darrin de ‘A Feiticeira'” e que “Ao contrário dele, nunca preciso cantar músicas que não são minhas nos shows”. Já Hagar chamou Roth para a porrada. Seria interessante, já que Sammy é boxeador e Roth fã de artes marciais. Seria quase um MMA, vejam só.

Stephen Malkmus vs. Billy Corgan

StephenBilly

Stephen Malkmus fez a singela letra de “Range Life”, do clássico disco “Crooked Rain, Crooked Rain” do Pavement. “Out on tour with the Smashing Pumpkins / Nature’s kids, they don’t have no function / I don’t understand what they mean / And I really could really give a fuck”. Como Billy Corgan é irritadinho, não deixou quieto. “Acho que isso é inveja”, disse Corgan. “As pessoas não se apaixonam pelo Pavement. Elas gostam de Smashing Pumpkins, Hole ou Nirvana, porque essas bandas significam algo para eles”. Sim, Corgan ainda fica falando sobre o assunto até hoje.

Chorão vs. Marcelo Camelo

ChorãoCamelo

Chorão sempre foi reconhecido por ser esquentadinho e adorar dar uma de machão pra cima dos outros. Entre suas brigas, estavam Marcelo Falcão d’O Rappa e até Badauí do CPM22, a quem o Marginal Alado dirigiu a frase “Quem esse CPM22 pensa que é? É um bando de playboys. Badauí, se você cruzar no meu caminho, tá ferrado”. Mas o caso que mais repercutiu foi com Marcelo Camelo. O líder do Los Hermanos deu uma entrevista dizendo que “esse negócio de fazer comercial para Coca-Cola é um desdobramento da indústria, a gente rejeita esse negócio de vender atitude”, sendo que o Charlie Brown Jr. havia feito uma propaganda para o refrigerante. As duas bandas participaram do festial Piauí Pop em 2004 e Chorão foi tirar satisfações com Camelo no aeroporto, acertando-lhe um soco no olho. Segundo as matérias da época, o caso ainda teve Rodrigo Amarante correndo atrás de Chorão no aeroporto, uma cena hilária de se imaginar.

LSJack vs. Art Popular

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Ah, as tretas no aeroporto. Em 2003, o LSJack e o Art Popular já tinham inaugurado essa modalidade em uma briga generalizada no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Nada melhor pra explicar toda a briga do que deixar os depoimentos do empresário Edgar Santos para a Folha de S. Paulo falarem por si. “Eles achavam que o Leandro Lehart [vocalista] tinha feito críticas ao novo CD do LS Jack, mas ele estava comentando o novo CD do Ed Motta, e não o do LS Jack. Eles não quiseram trocar uma idéia. O Márcio [Art] tomou um soco na cara do vocalista do LS Jack [Marcus Menna], que chegou a quebrar seus óculos”. Fica a dúvida: quando o Ed Motta vai cobrar satisfações da banda que criou “Pimpolho”?