Construindo Giovanna Moraes: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da cantora

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a cantora Giovanna Moraes, que está trabalhando atualmente seu mais recente disco, ‘Àchromatics’

“20 músicas que inspiraram ‘Àchromatics’? Queria ter mais do que só 20! É engraçado – de certa forma essas são músicas e pessoas que me inspiram ou inspiraram criativamente – algumas trago comigo desde criança da época quando não escolhia muito o que ouvir, já outras entraram em cena enquanto eu estava gravando o disco e procurando referências pra ajudar a criar meu som. Tem muitos outros sons que entraram em cena desde então – tudo é inspiração! De qualquer forma aqui vai minha tentativa”, diz.

Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Ella Fitzgerald“Perdido” (“Live at Mister Kelly’s”)

Impossível não falar de Ella Fitzgerald. Amo a natureza com que ela canta, fazendo qualquer coisa parecer fácil. Essa música já escutei tanto que transcrevi o solo dela quase inteiro (risos). Tem um tom de felicidade e bom humor nela – acho impossível não sorrir ouvindo.

Esperanza Spalding“Good Lava” (“Emily’s D+ Evolution”)

Amo como a Esperanza mesclou jazz com rock nesse CD, mas, especialmente nessa musica, gosto muito dos slides vocais que ela usa. É um recurso que também utilizei no meu álbum e eu não conhecia antes de ouvi-la.

Hiatus Kayote“Molasses” (“Choose Your Weapon”)

Amo Nai Palm, acho que a voz dela incrível e essa música maravilhosa com uma pegada bem rítmica. Parece que tem uma novidade a cada compasso.

Fiona Apple“Hot Knife” (“Idler Wheel”)

Fiona arrasa, canta com uma emoção de um jeito que eu sinto o que ela quer dizer, mesmo se não escutei a letra. A música faz com que o idioma no qual ela canta não faça diferença.

Aurora“Murder Song (5, 4, 3, 2, 1)” (“All My Demons Greeting Me As A Friend”)

Admiro muito a voz da Aurora e suas linhas melódicas. Acho o trabalho dela lindo, uma referência para meu trabalho visual também. Aurora é das minhas, deixa você achar que entendeu o que está acontecendo e aí joga algo que você não esperava.

Gilberto Gil“Refazenda” (“Refazenda”)

Acredite ou não, mas acho que tem uma pegada de baião na parte C da minha canção “Dark”. Escutei muito à “Refazenda” treinando a rítmica para conseguir gravar.

Tom Zé“Toc” (“Estudando o Samba”)

Amo essa música doida. Escutando ela sinto que tem um mundo de coisas, pensamentos acontecendo em paralelo, em ciclo – variações do mesmo problema, pingando pela música até que acaba, do nada.

Gal Costa“Cultura e Civilização” (“Gal Costa”)

Adoro a Gal e sua flexibilidade vocal e acho que tem uma pegada de se arriscar no jeito que canta, adoro. Ela não tem medo de errar, porque ela sabe errar, e sabe que no erro vem algo de inédito, honesto e bonito. Acho que nesse sentido tenho algo de Gal também.

White Stripes“Seven Nation Army” (“Elephant”)

Amo White Stripes! Não é nenhum segredo (risos). Desde a estética e o “branding” do vermelho-preto-branco do Jack White, ao som e a química entre ele e Meg, me encanta a confiança de fazer um som tão grande com dois integrantes somente.

Jimi Hendrix“Foxey Lady” (“Are You Experienced”)

Amo essa música e amo Jimi. Já passei altos micos cantando e dançando essa música quando pensei que estava sozinha, rs. Para mim, Jimi tem uma pegada amarga e um som pesado, delicia, gravado em afinação 432Hz.

Patti Smith“Gloria: In Excelsis Deo” (“Horses”)

Acho a Patti incrível! Ela começa seu álbum de estreia, Horses, com essa musica, já deixando claro que ela se responsabiliza por tudo na sua vida, inclusive seus pecados. Uma mulher que canta pra caralho e que abriu mil portas mostrando que mulher pode ser e cantar do jeito que quiser. Mil brincadeiras de timbre, escuto muito como estudo.

Sepultura“Roots Bloody Roots” (“Roots”)

Eu adoro esse álbum todo – acho muito incrível a historia por trás desses brasileiros fazendo metal pesado em inglês e arrasando. Pelo que conheço da história, um deles teve um sonho tribal onde o índio chefe voltou irritado com o homem civilizado pela coisas completamente irracionais que ele fez sobre a terra. Adoro isso, de um álbum conceitual, acredito que o meu seja também. Descobri o que é “Drive Vocal” ouvindo Sepultura também.

Beach Boys“Wouldn’t It Be Nice” (“Pet Sounds”)

Falando de álbum conceitual, impossível não falar de Pet Sounds. Sinto que entendo a pegada de Brian Wilson, isso de querer usar tudo como instrumento – de fazer coisas que muitos poderiam achar estranho e feio, mas como num todo funciona de um jeito lindo.

Blondie“Hanging on the Telephone” (Blondie – Parallel Lines)

Mulher bandleader com cara de meiguinha (risos), já adorei. Foi um dos primeiros CDs que comprei, adoro sua mescla entre rock e pop.

The Runaways“Cherry Bomb” (“The Runaways”)

Meio riot grrrl, mulheres fodas, cansadas de ter que fazer o papel de menininha, quebrando tudo e ao mesmo tempo tirando um sarro. Adoro.

Talking Heads“Psycho Killer” (“Talking Heads 77”)

Gosto dessa pegada da letra, de não ser só significado, mas também uma sonorização. Um de minhas músicas também traz isso, no caso, “Dark”, onde no lugar de um “Fa Fa Fa” vem um “D-D-D”, mas com esse recurso.

Frank Zappa“The Walking Zombie Music

Sons mais experimentais e com essa pegada de improviso que eu adoro. Fora que ele é um performer maravilhoso! Gosto muito, tanto que fui ver a banda do filho dele, Zappa plays Zappa, sozinha, porque não achei ninguém pra ir comigo e me diverti pacas (acho uma delicia ir sozinha em show, aliás).

Queen“The Show Must Go On” (“Innuendo”)

Freddie Mercury não tem comparação. Gravada em um take, no final da vida dele, quando ele já estava bem mal e mesmo assim uma das músicas que ele canta com mais recursos vocais. Acho essa música treta.

Beatles“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”)

Não só a música, o álbum como um todo redefiniu o que são os Beatles pra mim e o que é música popular. Mostrando que dá pra fazer algo complexo e conceitual, mas que ainda tenha um apelo popular ao mesmo tempo. Adoro o aspecto performático também, com o álbum sendo a peça toda.

Hermeto Paschoal“Quebrando Tudo”

Hermeto não pode faltar – meu compositor favorito! Inclusive tive o prazer de conhecê-lo enquanto estava gravando o disco em uma apresentação/bate papo dele na UNICAMP. Acho ele vital para qualquer um que tente fazer música de um jeito diferente. Para mim o Hermeto é um símbolo de inovação musical – mostra que existe muitos mais sons e instrumentos para descobrir. O projeto dele, de melodias inspiradas em sons falados, acho incrível também. Quando fui falar com ele, ele respondeu com a mesma melodia e rítmica que eu falei com ele (risos). Doidão, adoro ele.

Construindo Subcelebs: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Subcelebs
Subcelebs

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Nesta semana a banda convidada é o Subcelebs, de Fortaleza, que indicam suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

The Cardigans“Country Hell”
Uma das nossas bandas preferidas, especialmente os primeiros discos, de sonoridade mais lo-fi, com arranjos criativamente sombrios e pegada disco – como isso é possível, só eles sabem.

Sonic Youth“Incinerate”
O Sonic Youth do começo, da época do “EVOL”, do “Goo”, é bom, mas esse Sonic Youth dos 2000s, mais direto e pop, também é bom demais.

Guided By Voices“As We Go Up, We Go Down”
A música pop perfeita não precisa ter três minutos. O Guided by Voices prova que com um minuto e meio já rola.

Weezer“I Just Threw Out The Love Of My Dreams”
Composta para o álbum perdido do Weezer, “Songs From The Black Hole”, e lançada como lado B, essa tem tudo o que faz sentido para a Subcelebs: synths furiosos, guitarras, ruído e crueza com uma pegada pop.

Steve Harley & Cockney Rebel“Make Me Smile (Come Up And See Me)”
O jeito canastrão de cantar do Steve Harley é muito inspirador.

Jon Brion“Knock Yourself Out”
Da trilha do filme “I Heart Huckabees”, uma das muitas compostas por Brion. Grandes músicas, grandes arranjos e uma voz peculiar.

Yo La Tengo“Little Honda”
Feedback já na intro e levadinha rock and roll sem ser brega.

Pixies“Hey”
Pixies, né, mores?

The Weakerthans“(Manifest)”
Rock canadense em seu melhor!

Erza Furman & The Harpoons“Take Off Your Sunglasses”
Hit do catálogo da Minty Fresh Records, essa serviu de inspiração para “Galera Paia”, pela mesma sequência de acordes que se repete do início ao final, mas você não quer que mude.

CSS“Left Behind”
A banda mais cool do Brasil dos anos 2000. Saudades.

My First Earthquake“Cool In The Cool Way”
Not cool enough in the cool way. É como nos sentimos.

Driving Music“Orange Traffic Cones”
Projeto do Fábio Andrade, que a gente ouve desde a época do Invisibles. Músicas e produção incríveis, apenas isso.

Pavement“Cut Your Hair”
Pessoas que não sabem tocar + pessoas que não sabem cantar = músicas geniais.

Graham Coxon“Bittersweet Bundle Of Misery”
O guitarrista do Blur em sua carreira solo é igualmente genial.

The Thermals“Now We Can See”
Vocais pegajosos já na intro. Não dá pra errar com essa.

Blondie“I’m Gonna Love You Too”
Vocais pegajosos já na intro. Não dá pra errar com essa. (2)

Frank Jorge“Cabelos Cor de Jambo” (Graforréia Xilarmônica não está mais no Spotify :/)
A maior entidade do rock brasileiro. Letras jovens, bem-humoradas, despretensiosas e, por isso mesmo, extremamente poéticas.

The Beach Boys“Good Vibrations”
Bonita, pop, experimental, simples, complexa, tudo em menos de quatro minutos: é Brian Wilson, minha gente!

The Beatles“Only A Northern Song”
“If you’re listening to this song / You may think the chords are going wrong / But they’re not
We just wrote them like that / If you’re listening late at night / You may think the band are not quite right / But they are / The just play it like that”. É isso. Esse é o manifesto.

Ouça a playlist aqui e siga o Crush em Hi-Fi no Spotify:

A mistura de MPB, rock psicodélico e jazz dos anos 40 dos mineiros do Mordomo

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Mordomo

“A nossa proposta é de servir as pessoas com a nossa música, assim como fomos e somos servidos pelas músicas de outros artistas”. Esta é a explicação do nome Mordomo, banda formada pelos mineiros Bernardo Dias (guitarra e vocais) e Fernando Persiano (baixo e vocais) em colaboração com compositores e músicos da atual cena belo-horizontina.

A banda lançou em outubro deste ano seu primeiro disco, “Mordomo”, gravado no estúdio Pato Multimídia, em Belo Horizonte, um belo começo para sua carreira: composições cheias de personalidade que alternam momentos mais puxados para  MPB, o rock psicodélico, toques de tropicália e até um pouco de jazz dos anos 40. Em 2016, a banda pretende lançar um novo EP, com duas músicas novas.

Conversei com a banda sobre sua carreira, a cena independente do Brasil e as músicas que habitam as paradas de sucesso hoje em dia:

– Quando e como a banda começou?

A ideia de criar o Mordomo surgiu há dois anos, quando a banda Vitrolas, da qual eu e Bernardo fazemos parte, deu uma pausa após treze anos de trabalho. No momento tínhamos algumas canções feitas e muitas ideais. Entramos no estúdio e registramos tudo, ainda no formato de dupla, neste que foi o período de pré-produção. Depois das ideias visualizadas, partimos para a gravação do álbum, fase que chamamos alguns amigos para participar com a gente.

– Porque o nome “Mordomo”?

Enviamos algumas prévias das gravações para alguns amigos no intuito de recebermos sugestões de nome; Mordomo estava lá. Adoramos a sonoridade do nome e no decorrer da gravação fomos percebendo a ligação com a proposta sonora. O fato do mordomo ser uma figura que serve vai de encontro com a nossa proposta de servir as pessoas com a nossa música, assim como fomos e somos servidos pelas músicas de outros artistas.

– Como vocês definiriam o som da banda?

Tem um toque de humor e uma maneira de ver o mundo buscando a leveza. É um som dançante, pra cima, que brinca com os aspectos circense e lúdico.

– Quais são suas principais influências musicais?

Beatles, Mutantes, Beach Boys, Tom Jobim, Tropicália, Jazz dançante anos 40.

– Como vocês veem a cena independente musical do Brasil hoje em dia?

Muita gente legal fazendo grandes trabalhos. Não por acaso, 2015 teve muito lançamento bacana. A grande luta vem sendo a criação de público e a circulação de shows pelo país. Mas a boa notícia é que há muita gente trabalhando pelo cenário. Esse ano foi muito profícuo para a cena de Belo horizonte, onde me parece ter tido uma abertura maior para a música autoral. Cito, por exemplo, a casa de shows A Autêntica, o apoio da rádio EloFM, ambos com ações interessantes em prol dos artistas independentes. Enfim, o momento é bom.

– Porque a MPB e o rock autorais estão em baixa nas paradas de sucesso?

Imagino que sejam vários os fatores, desde o desinteresse da grande mídia, gerando com isso a dificuldade desses novos trabalhos chegarem a grande massa, até o próprio momento histórico de ciclos que a música vive.

– O melhor da música brasileira hoje em dia está fadado a permanecer no underground, graças ao investimento da mídia em músicas pop de fácil assimilação?

Acho muito difícil uma afirmação nesse sentido. As tecnologias e as maneiras de consumir música estão mudando muito rápido e não dá pra prever qual será o próximo passo e como será o futuro da música. Espero que essa boa música chegue ao grande público e seja consumida, acredito nisso.

Mordomo
foto: Rodrigo Valente

– Quais os planos do Mordomo para 2016?

Tocar bastante, colocar a banda na estrada mesmo. Já estamos articulando turnês pelo Brasil e planejando tocar fora do país. Estamos atentos aos recursos audiovisuais, por isso, produzindo videoclipes. Está nos planos também o lançamento de um EP com duas músicas já no segundo semestre de 2016.

– Recomendem bandas ou artistas (de preferência independentes) que chamaram sua atenção nos últimos tempos e todo mundo deveria conhecer.

Felizmente, tem muito artista bacana ao nosso redor. Aqui em BH esse ano tivemos lançamentos de grandes discos. Nobat, Aldan e Valsa Binária são alguns deles. Tenho notado muita originalidade nesses novos trabalhos, sem repetição de fórmulas ou conceitos. Tem muito músico experimentando e se libertando de paradigmas.

25 grandes bandas e artistas fictícios que só existiram na TV e cinema (e seus maiores hits)

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Spinal Tap

Às vezes, a gente assiste um filme ou série de TV e acaba ficando com a música grudada na cabeça. Normalmente a música é de uma banda famosa e acabou entrando na trilha sonora, mas em muitas vezes a musiquinhas chicletuda que gruda no cérebro vem de uma banda totalmente nova, fictícia, que existe somente no mundo do cinema ou da TV. Ou vai me dizer que você nunca cantarolou “That Thing You Do”? Aqui, uma lista de 25 das mais incríveis bandas que já passaram pelo cinema e TV (e só existiram por lá):

Biro Biro (Castelo Rá-Tim-Bum)
Hit: “Meu Nome É Biro Biro”

Se você viveu os anos 90 com a fuça grudada na TV Cultura, talvez se lembre do jovem que era sensação no Castelo: Biro Biro. Com seu refrão chiclete “eta, eta/já larguei chupeta”, o rapazote conquistou o coração (e os ouvidos) de Nino, Pedro, Biba e Zequinha. Cuidado: a música gruda tanto na cabeça quanto comercial de TV.

School Of Rock (School Of Rock)
Hit: “School Of Rock”

Jack Black faz papel de Jack Black como Dewey Finn, um cara que se infiltra como professor substituto em uma escola, descobre que a criançada manda bem pra caralho musicalmente e resolve inscrevê-las em uma batalha de bandas com a música que o jovem guitarrista Zack compôs. Ficam em segundo lugar, mas a música é incrível:

The Beets (Doug)
Hit: “Mingau Matador” (ou “Killer Tofu”)

Mais uma pra quem era viciado na TV Cultura dos 90s: Os Beets! Uma paródia dos Beatles (só no nome), a banda preferida de Doug Funnie tocava o grande sucesso “Mingau Matador” (“Killer Tofu” no original, acho que os dubladores não acreditavam na penetração da soja no gosto nacional) e o lado B (para os hipsters da Nickelodeon“I Need More Allowance”.

Também Sou Hype (Hermes e Renato)
Hit: “Bichinho de Matar Com Pedra”

O Hermes e Renato é genial na hora de criar bandas fictícias. Temos o Massacration, o Emofrodita, o axé Axêgo e tantas outras. Eu escolhi o Também Sou Hype pois é uma das melhores paródias do overrated (eu acho, tô nem aí) sucesso do Cansei de Ser Sexy no começo dos anos 2000. Além de grudar na cabeça tanto quanto (ou até mais) do que as músicas dos parodiados.

Weird Sisters (Harry Potter)
Hit: “Do The Hypogriff”

O filme “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” trouxe a cena com a apresentação da banda Weird Sisters. Praticamente um supergrupo indie em um filme mágico: Jarvis Cocker (do Pulp) como Myron Wagtail nos vocais, Jonny Greenwood (do Radiohead) como Kirley Duke na guitarra, Jason Buckle (do All Seeing I) como Heathcote Barbary, também na guitarra, Steve Mackey (do Pulp) como Donaghan Tremlett, no baixo, Steven Claydon (do Add N to (X)) como Gideon Crumb, nos teclados e gaita de fole, e Phil Selway (do Radiohead) como Orsino Thruston na bateria!

Stillwater (Quase Famosos)
Hit: “Fever Dog”

A mais bela mistura de Led Zeppelin com Deep Purple, The Who e tudo que é banda setentista que você pode imaginar, só que com Jason Lee nos vocais. O single principal da banda, “Fever Dog” não faria feio dentro do “Led Zeppelin IV”, por exemplo.

Big Bad Boys (Mundo da Lua)
Hit: “Somos os Big Bad Boys”

Tá, é a última banda de TV Cultura que coloco aqui. Mas, provavelmente é a mais divertida até agora: uma boy band de raiz, já que é realmente formada por ~boys~ de até 13 anos no máximo, entre eles um Caio Blat minúsculo. A letra do hit “Somos Os Big Bad Boys” é algo como “Tremendo”, do grupo Tremendo: um refrão chiclete e os membros se apresentando:

Bad Blake (Coração Louco)
Hit: “The Weary Kind”

Sim, Jeff Bridges ainda está a cara de Dude Lebowski neste filme. Porém, aqui ele é Bad Blake, um cantor country lutando contra seus demônios e destilando grandes e lindas canções de amargura. Como “The Weary Kind”:

Dewey Cox (Walk Hard)
Hit: “Let’s Duet”

A paródia de “Walk The Line”, biografia de Johnny Cash, traz John C. Reilly como Dewey Cox, uma versão bizarra de Cash que canta músicas cheias de trocadilhos e em sua velhice, ganha um sample da palavra “hard” em um rap. Aqui, ele canta com sua ~June~ o trocadilho infame “Let’s Duet”:

Figrin D’an and the Modal Nodes (Star Wars)
Hit: “Cantina Band #1”

A banda mais famosa de uma galáxia muito, muito distante. Também conhecida como The Cantina Band, o grupo de Figrin D’an toca sempre em um boteco barra pesada em Mos Eisley. Um lugar onde qualquer treta pode te deixar maneta e onde Harrison Ford sempre atira primeiro… com uma trilha bem animadinha:

The Blues Brothers (The Blues Brothers)
Hit: “Shake A Tailfeather”

A dupla de R&B formada por John Belushi e Dan Aykroyd para o Saturday Night Live foi o primeiro quadro do famosos programa de humor a ganhar um filme. E cara, como fez sucesso. Aqui, você confere a duplinha de “Irmãos Cara de Pau” com o mestre Ray Charles tocando “Shake A Tail Feather”:

Vagabanda (Malhação)
Hit: “Por Mais Que Eu Tente”

Tá, esse é um ponto baixo da lista, mas eu precisava citar: a novelinha mais longa de todos os tempos (pelo menos no Brasil) teve uma temporada onde formavam uma bandinha, com Marjorie Estiano liderando. O nome (horrível) escolhido foi Vagabanda, que fez relativo sucesso, já que uma das músicas entrou na trilha da novela (e até nas rádios):

Sex Bob-Omb (Scott Pilgrim Contra o Mundo)
Hit: “Garbage Truck”

Compostas por Beck, as músicas do Sex Bob-Omb de Scott Pilgrim (Michael Cera) são cheias de energia noventista e barulho a dar com pau. Acho que é o mínimo que se espera de trilha para derrotar sete ex-namorados demoníacos.

Spinal Tap (Spinal Tap)
Hit: “Tonight I’m Gonna Rock You Tonight”

É lógico que nenhuma lista de bandas de filmes pode deixar de fora o grande Spinal Tap. Banda que parodia o N.W.O.B.H.M. e apareceu primeiro no programa The T.V. Show e depois no filme “This Is Spinal Tap”, um mockumentary de Rob Reiner que para muitos é o melhor filme de rock de todos os tempos!

Heavy Trap’s (Os Trapalhões No Reino da Fantasia)
Hit: “Hoje Não É Meu Dia de Sorte”

No filme “Os Trapalhões No Reino da Fantasia”, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias fizeram sua versão “roqueira”, com o tímido Zacarias encarnando uma versão mineira de Brian Johnson, do AC/DC, para cantar “Hoje Não É Meu Dia de Sorte”:

Wyld Stallyns (Bill and Ted’s Excellent Adventure)
Hit: “Be Excellent to Each Other”

A dupla Bill S. Preston (Alex Winter) e Ted Theodore Logan (Keanu Reeves) viajou pelo tempo para salvar o mundo. Mas o mais importante para a lista é que eles são fãs de heavy metal e formam a banda Wyld Stallyns (dublado, virou “Metaleiros da Pesada”, se não me engano). Em um dos filmes, a faixa do Kiss “God Gave Rock and Roll to You” é atribuída a eles. Mas aqui, você ouve a clássica “Be Excellent To Each Other”:

Sadgasm (The Simpsons)
Hit: “Margerine”

Tá, se eu fosse reunir todas as bandas e artistas que Os Simpsons já criaram em sua longa vida, daria uma lista só deles. Apesar de amar Os Bem Afinados (The Be Sharps), o “Beatles” de Homer, escolhi o Sadgasm, a incursão de Homer Simpson pelo grunge. Ele emula um Kurt Cobain deprê, mostrando até uma seringa descendo pela privada:

Dr. Teeth and the Electric Mayhem (The Muppet Show)
Hit: “Love Ya to Death”

Como esquecer da banda dos Muppets, que tem uma mistura de Keith Moon, John Bonham e bichinho de pelúcia, o Animal, descendo a mão na bateria? A banda setentista/hard/psicodélica/roqueirona sempre acompanhou os Muppets, e está na ativa na nova série dos bonecos, que está no ar no Canal Sony:

Jesse and The Rippers (Full House)
Hit: “Forever”

Se você assistia a série da família gigantesca com três crianças e tantos momentos “fofos”, deve lembrar do Tio Jesse Katsopolis, viciado em Elvis Presley, e sua banda The Rippers. Pois é, eles gravam uma canção chamada “Forever”, que na verdade é dos Beach Boys (saiu no disco “Sunflower”, de 1970). Mas você vai lembrar mesmo é do John Stamos:

Phoebe Buffay (Friends)
Hit: “Smelly Cat”

Uma das séries de maior sucesso tinha em seu elenco principal a ~música~ Phoebe Buffay, que tocava um violão sofrível em músicas divertidas como “Crazy Underwear”, “Jingle Bitch” e “Sticky Shoes” e seu hit mais famoso “Smelly Cat”, que ganhou até um clipe superproduzido no maior estilo anos 90 de ser:

The Chipmunks (Alvin and The Chipmunks)
Hit: “The Chipmunk Song (Christmas Don’t Be Late)”

Criados em 1958 pelo verdadeiro Dave Seville, Ross Bagdasarian, Sr., os Chipmunks nada mais eram do que vozes adulteradas. Com o sucesso da fofa canção de Natal “The Chipmunk Song”, eles viraram desenho animado, revistas e até uma série de filmes. Ah, e Alvin foi o precursor do Bart Simpson way of life, devemos dizer:

Steel Dragon (Rockstar)
Hit: “We All Die Young”

O filme que é quase uma cinebiografia disfarçada de Ripper Owens, o vocalista de banda cover que substituiu Rob Halford no Judas Priest. Sua trilha tem sons da banda fictícia Steel Dragon, formada por um supergrupo do metal: Jason Bonham na bateria, Jeff Pilson no baixo e Zakk Wylde na guitarra!

The Archies (Archie)
Hit: “Sugar Sugar”

Aqui eles não fizeram tanto sucesso, mas nos EUA, as revistinhas do Archie são quase como a nossa Turma da Mônica. E foi a versão animada do The Archies que lançou o hit “Sugar Sugar”, que chegou até a ser tema de novela aqui no Brasil:

Josie and The Pussycats (Josie and The Pussycats)
Hit: “Josie and The Pussycats”

O trio de garotas roqueiras fez muito sucesso com seu desenho da Hanna Barbera lá nos anos 60. O filme baseado no desenho também merece uma menção: fala sobre a indústria da música, mensagens subliminares e conta com Kay Hanley, da banda Letters to Cleo, como a voz de Josie nas músicas.

The Oneders (The Wonders)
Hit: “That Thing You Do!”

Esse aqui é sem dúvidas o maior hit de uma banda que só existiu nos filmes. “That Thing You Do” fez muito sucesso e toca até hoje em rádios, festas, baladas e tudo que é lugar. Pois é, o filme sobre uma banda one hit wonder quebrou a quarta parede e criou um one hit wonder de verdade!

Lógico que faltaram MILHÕES de bandas ficcionais dignas de nota. Para suprir essa falta, uma pequena homenagem às melhores e piores bandas, cantores, músicos e artistas que já passaram pela telinha e telona:

Contém:

01 The Lone Rangers (Airheads)
02 Dewey Cox (Walk Hard: The Dewey Cox Story)
03 Spinal Tap (This is Spinal Tap)
04 The Pinheads (Back to the Future)
05 Weird Sisters (Harry Potter and the Goblet of Fire)
06 Max Frost + the Troopers (Wild In the Streets)
07 The Blues Brothers (The Blues Brothers)
08 The Soggy Bottom Boys (O Brother, Where Art Thou?)
09 The Swanky Modes (Tapeheads)
10 Marvin Berry + the Starlighters (Back to the Future)
11 Figrin D’an and the Modal Nodes (Star Wars)
12 The Wonders (That Thing You Do!)
13 The Folksmen (A Mighty Wind)
14 The New Main Street Singers (A Mighty Wind)
15 Mitch & Mickey (A Mighty Wind)
16 Three Times One Minus One (Run, Ronnie, Run)
17 2GE+HER (2GE+HER: The Original Movie)
18 Diva Plavalaguna (The Fifth Element)
19 Laura Charles (The Last Dragon)
20 Cassandra and Crucial Taunt (Wayne’s World)
21 Dr. Teeth and the Electric Mayhem (The Muppet Movie)
22 Josie & The Pussycats (Josie & The Pussycats)
23 Wyld Stallyns (Bill & Ted’s Excellent Adventure/Bogus Journey)