“É só amor” para a máquina de louco no pré-carnaval baiano com Baiana System. Já a segurança…

Read More
Baiana System
Foto: Elias Dantas/Ag. Haack

Baiana System mostrou mais uma vez o porquê de ser uma das bandas de maior crescimento e sucesso no Brasil. O “navio pirata” liderado por Russo Passapusso fez a sua tradicional participação no pré-carnaval baiano e arrastou consigo uma multidão. O trio fez o circuito inverso Ondina – Barra (dois bairros de Salvador), como já é tradicional no Bloco “Furdunço” que traz consigo a proposta de colocar na rua trios de menor porte e atrações gratuitas na preparação para o carnaval.

No setlist, faixas de diferentes épocas da banda. Desde “Terapia” e “Amendoim Pão de Mel”, de 2013, passando por boa parte do álbum “Duas Cidades” de 2016, até as mais recentes “Capim Guiné” (parceria com Titica e Margareth Menezes) e “Alfazema” (parceria com a Nação Zumbi). Ao lado da banda, participações de grandes nomes como BNegão, Vandal e o rapper baiano em ascensão Hiran. Os dois primeiros já figurinhas carimbadas nos shows da máquina de louco. Acrescentaram bem à performance.

Infelizmente nem tudo é de se comemorar. Mesmo que a qualidade musical da banda tenha se feito presente, como é de costume, a multidão que foi arrastada cobrou seu preço. Quem já foi a shows em carnavais anteriores sabe bem que essa com certeza não foi das melhores experiências com o “navio pirata”. Em alguns momentos o clima no circuito foi um tanto quanto sufocante e deu agonia. Até aí não seria um grande problema, porque a alta qualidade musical se mantinha, era possível seguir pulando junto com o movimento da massa e dava pra curtir, volta e meia nas clássicas rodas feitas pelo público.

Russo conduzia com todo o cuidado o trio e fazia de tudo para acalmar, na medida do possível, a massa sedenta por música e pela loucura do grave baiano, aos gritos constantes de “é só amor”, fazendo discursos contra brigas, roubos, etc. A cada momento que alguma coisa parecia errada, o trio e a música paravam, fato que infelizmente se fez mais presente do que seria ideal, mas que asseguravam o importante clima de paz.  Russo pedia palmas e atenção para deixar a “segurança” passar. Em algum momento no meio do circuito, entretanto, o “pacto” feito com a Polícia Militar da Bahia se rompeu e suas ações mostraram o que tem de pior na corporação. Tudo filmado por várias câmeras da equipe da banda. Em algum momento o show de horrores pode ser revelado com detalhes ao grande público. Vamos esperar.

A segunda metade do circuito foi tensa com base no despreparo da polícia, com o medo que volta e meia se fazia presente de levar porradas de cassetete, principalmente para os que são alvos preferenciais da corporação (se é que você me entende… cidade mais negra do Brasil e coisa e tal). Mesmo assim, Russo conduziu da maneira que pôde a tensão e ainda foi possível curtir o som e pular bastante, principalmente quando ao final do circuito a banda tocou o sucesso “Playsom” e a plateia enlouqueceu, tendo o Farol da Barra como cenário de fundo.

Se a “segurança” promoveu um show de horrores, a máquina de louco compensou e promoveu um show de sucessos. O saldo da apresentação se mantém como positivo e Baiana System continua a empolgar, sem perder a sua essência de outros carnavais. Tudo o que os fãs esperam é que as próximas apresentações de Baiana no carnaval de Salvador sejam mais tranquilas.

Longa vida à Máquina de Louco e ao Furdunço!

Vídeos da passagem do trio “Navio Pirata” – todos os créditos aos donos das postagens

Gente não postei nada de Fuzuê e Furdunço porque trabalhei no fim de semana, mas to recebendo os videos de ontem e BEU DEUS ?#Furdunço #Carnaval #Salvador #Bahia [Enviado por Jayme Brandão]

Posted by Guia de Sobrevivência do Soteropobretano on Monday, February 5, 2018

O Navio Pirata do BaianaSystem não afunda!

Posted by Jorge Bizzi on Sunday, February 4, 2018

Breaking News: 12 clipes independentes lançados nas últimas semanas que você precisa conhecer

Read More
Sky Down
Sky Down

Sky Down“Kindness”

Parte do disco “…nowhere”, o clipe fala um pouco sobre empoderamento feminino e a luta contra o machismo no mundo do rock. A direção é de Allan Carvalho.

Black Cold Bottles“Something Different”

O videoclipe da música “Something DIfferent”, do disco “Percept” foi concebido e produzido pela própria Black Cold Bottles. No clipe, participação de membros das bandas Molodoys, Forest Crows, Tramp Stamp Moose e muitas dancinhas. Muitas.

Dani Vellocet“Amores”

Gravado ao vivo no formato acústico, “Amores” foi gravado por Marlon Brambilla e conta com Fillipe Dias no violão, além de Dani no vocal.

Skating Polly“Oddie Moore”

Uma das melhores músicas do disco “The Big Fit”, ganhou um belo clipe dirigido por Dave Smith. Que banda!

Deb and the Mentals“Bleeding”

Gravado pelo celular e dirigido pelo baterista da banda, Giuliano di Martino, o clipe noventista mostra as incríveis manobras de um clássico skate de dedo durante a turnê que a banda faz de seu primeiro EP, “Feel The Mantra”. Já viu um grind em um prato?

Teen Vice“More Hipster Segregation”

A banda, formada por Josh Ackley, May Dantas, Derek Pippin, e Tammy Hart, acaba de lançar um clipe com as clássicas marionetes de meia que todo mundo ama.

Noga Erez“Pity”

O novo clipe da cantora israelense foi dirigido por Zhang & Knight e fará parte do disco “Off The Radar”, a ser lançado em junho deste ano.

Baiana System“Invisível”

O clipe conta com a participação de BNegão, Azezildo Francisco, Matheus Albergaria e Maurício Fontoura e tem roteiro de Filipe Cartaxo e Filipe Bezerra.

Surfer Blood“Matter Of Time”

Stop Motion! Pra quem gosta dessa técnica, o clipe novo do Surfer Blood, dirigido por Ates Isildak, é um prato cheio. A música faz parte do disco “Snowdonia”.

Piper Shepherd“Panic”

A cantora do Colorado acaba de lançar um clipe dirigido por George Hancock que mostra um pouco sobre como a artista se desenvolveu até o lançamento de seu primeiro disco.

The Shows“Em”

Um jantar chique que termina com alguém comendo spaghetti de dentro de um sapato?

Water and Man“Beautiful Waterfall”

Os cariocas lançaram o primeiro clipe do disco “Into the Infinite”, “Beautiful Waterfall”. O álbum teve mixagem e masterização de ​Dan Swift (Snow Patrol, Kasabian).

Ecléticas e envolventes: conheça as pérolas escondidas nas trilhas dos jogos da FIFA

Read More
FIFA Soccer

Sinestesia, por Rafael Chioccarello

Hoje não vamos falar de cinema, muito menos de série. Mas nem por isso trilha sonora vai ficar de fora, é claro. Ainda em meio a clima olímpico e ouro inédito no futebol masculino vamos falar de outra paixão nacional: vídeo games.

ALLEJO
Allejo, o eterno “Pelé” do jogo International Superstar Soccer (SNES)

Recentemente vimos um vencedor de prêmio Puskas, o até então semi-desconhecido Wendell Lira, virar gamer profissional. O jogador que pouco tempo após o gol – marcado pelo Goianésia durante o modesto campeonato goiano –  foi dispensado do time que disputa a quarta divisão do campeonato nacional.

Após a fama “meteórica”, ele teve propostas de times do Brasil todo, acabou até fechando um contrato com o Vila Nova (Goiás) que após 3 jogos foi rescindido. Ele até teve propostas de outros clubes como o Audax (do Vampeta – ex-Corinthians e pentacampeão), mas aos 27 ele “aposentou as chuteiras” e migrou para o futebol de apartamento.

Sobre sua decisão, Wendell até falou um pouco para o Uol no fim de julho:

“Decidi que é hora de parar”, disse o jogador em vídeo promocional. “Várias situações me motivaram a essa decisão. O gol marcou minha carreira, foi inesquecível, mas eu tive muitas desilusões no futebol. Infelizmente há pessoas boas, mas há pessoas muito ruins no futebol, que não pensam na família ou no jogador.

Tive muitos problemas e como eu já era um apaixonado por games, recebi uma proposta muito boa para iniciar este projeto, que me levaria a ter um futuro melhor, já que no futebol teria mais três ou quatro anos de carreira em um nível intermediário. Todos sabem a dificuldade dos clubes menores. Foi a melhor decisão”

Caso se interesse por saber mais sobre o novo rumo de Wendell dentro das quatro linhas – virtuais – do FIFA fique por dentro através de seu canal de youtube WLPSKS.

FIFAR
“Os bugs” de FIFA costumam fazer sucesso na internet

No dia 27 de setembro (29 no resto do mundo) chegará ao mercado norte-americano a vigéssima quarta edição da franquia de games FIFA. Um game muito esperado, pois será a primeira que teremos o adendo do futebol feminino, algo que é pedido já a muitos anos e que FINALMENTE ganha espaço. Outra novidade será que veremos os treinadores “trabalhando” de dentro do campo e será possível interagir com eles.

Muita coisa mudou desde o início do jogo que foi ao mercado pela primeira vez no fim de 1993 e já passou por um número vasto de consoles, tendo até desdobramentos como Fifa Street e Fifa World Cup. Muitas ligas foram adicionadas, direitos de imagem foram negociados e os gráficos a cada ano que passam ficam mais realistas. Sem esquecer, claro, da jogabilidade, do modo “manager” de carreira e das trilhas sonoras. E é neste ponto que queria chegar: vocês já pararam para prestar atenção nas pérolas que as soundtracks de FIFA possuem?

Hoje irei fazer algo diferente: ao invés de dissecar faixa a faixa a trilha de uma edição, vou escolher algumas para destacar. Acredite se quiser, vocês irão se surpreender. E funcionará perfeitamente como aquecimento para revelação da trilha de FIFA ’17 – algo guardado a sete chaves pela equipe da EA SPORTS.

Em 2016 tivemos a aparição da banda brasileira sensação: Baiana System. Misturando o axé baiano, o som dos som sistemas, reggae, cumbia, afroxé e beats eletrônicos que têm conquistado não só o coração dos brasileiros, mas o mundo. No game, “Playsom” traz toda essa conexão Brasil-Kingston-Berlim para nossos ouvidos. Quem já pôde vê-los ao vivo nos conta que a energia da combinação destes ritmos é envolvente como a energia de uma escola de samba.

Ainda na trilha de 2016, quem traz a energia para as pistas de dança é o grupo colombiano Bomba Estéreo. Com a explosão do reggaeton e o sucesso de M.I.A., este tipo de som têm ganhado adeptos ao longo dos anos. Eles se denominam como eletro-tropical ou cumbia psicodélica. O que importa é que é ficar parado não é opção após o play:

Mas fiquem calmos que a última edição não tirou o espaço do rock alternativo – que sempre tem espaço nas trilhas do jogo – da área. E porque não uma banda portuguesa que tenho contato a alguns anos e transmite uma energia muito boa, o X-Wife?

A música que participa da soundtrack é “Movin Up”, que tem uma levada lo-fi descompromissada misturada com beats eletrônicos e metais. Segue aquela linha do Cansei de Ser Sexy e Bombay Bicycle Club. Certamente irá conquistar fãs de Arctic Monkeys, Kasabian e The Knife:

Direto da terra do Tame Impala e com influências de Of Montreal e Devendra Banhart e do polêmico Kanye West vem o The Griswolds. Aliás, ela é altamente recomendável para fãs de Passion Pit, tendo inclusive excursionado juntas. Na tracklist de FIFA ’15 eles aparecem com a festiva e inocente “16 years”.

Dez anos após o lançamento do icônico álbum de estreia, o duo canadense Death From Above 1979 lançou seu segundo disco. Muitas faixas estavam “engavetadas” do primeiro trabalho e soam como continuação do disquinho. Para coroar toda essa espera, a trilha de FIFA ’15 conta com “Crystal Ball”, uma canção para fritar na pista de dança.

Em 2014 quem chegou “tombando” tudo foi Karol Conka. Mas a canção que embala o tom da prosa não foi “Tombei”, e sim “Boa Noite”. A rapper curitibana mostrou seu poder e som contagiante desde então em uma subida que parece não ter limites:

Mas é nas diferenças que as trilhas de FIFA ganham seu brilho. Representando a música inglesa e seu rico cenário eletrônico temos o Crystal Fighters que em 2013 chegou junto com seu eletro-folk tribal. A festa ficou ainda mais contagiante ao som da eletrizante, “Follow”:

Misturando rumba, flamenco, música eletrônica e música latina direto da Espanha temos a Macaco. Assim como o Gogol Bordello, o conjunto catalão contém membros de países do mundo todo (Brasil, Suécia, Camarões, Venezuela e Espanha), e tem na mistura sua força motriz. No FIFA ’12, “Una Sola Voz” está presente na trilha. O grupo já esteve presente no FIFA ’09 e FIFA ’10 com respectivamente “Moving” e “Hacen Falta Dos”.

A  Ana Tijoux é francesa de nascimento mas escolheu o Chile como terra de coração e solta suas rimas com primor em “1977”, faixa que faz parte de seu quinto álbum solo, que teve sucesso tanto na América Latina como nos EUA. A soundtrack de FIFA ’11 não foi a única que a utilizou: a série Breaking Bad também adicionou a cantora a seus discos de cabeceira.

Uma das mais emblemáticas e importantes bandas do ska argentino não ia ficar de fora dessa festa: com todo gingado boleiro, Los Fabulosos Cadillacs faz um gol de placa – na trilha de FIFA ’10 – com “La Luz del Ritmo”.

O consagrado duo norueguês de música eletrônica Röyksopp dominou no peito e após driblar o adversário bateu para o gol com a viajante “It’s What You Want”. O som deles mistura o ambient, o house, o drum & bass com ritmos latinos. Um destaque que quem joga não verá – se não procurar no Google – é o visual excêntrico dos estranhões que em sua carreira tem uma indicação para o Grammy.

As descobertas não param e direto da Bélgica – um país que tem uma diversidade musical incrível – temos Zap Mama. Se eu não tivesse lido que a artista é de lá eu jamais chutaria que é belga, porém o som me deixou intrigado desde a primeira nota. É uma loucura sonora de um mistura interessantíssima: hip-hop, nu soul com elementos de jazz e pop. Com raízes musicais africanas, ela canta em inglês e em francês. Na trilha de FIFA ’10 ela aparece com “Vibrations”.

Voltemos ao bom e velho rock’n’roll: em 09′ quem deu as caras foram os escoceses do The Fratellis com “Tell Me a Lie”, canção presente no segundo disco do grupo – Here We Stand” (2008). O grupo liderado por John Fratelli ficou sem lançar nada até 2013, após neste período anunciar um longo hiato e John se arriscar em carreira solo.

Uma das canções mais conhecidas das gêmeas idênticas do The Veronicas, “Untouched”, está presente –  no jogo de ’09 – com seu eletropop/alternativo. Uma curiosidade é que , ex-Holly Tree, lá em 2008 tocou como guitarrista no conjunto.

Em 2008 uma das bandas que eu mais gosto da Australia, The Cat Empire, entrou na trilha do game com o hit “Sly”. O mais curioso é que o som da banda tem uma veia latina fortíssima com seu jazz que mistura ritmos latinos com o ska, o funk, o rock e até um pouco da salsa. Já pude presenciar o show deles em três oportunidades e digo e repito: Não perca de jeito nenhum em uma futura visita ao país.

No mesmo ano temos uma banda da Alemanha, mas calma: não vou anunciar mais um gol do Khedira, por mais que o grupo represente muito bem a música pop germânica. Lembro quando ouvi pela primeira vez a canção “Nur Ein Wort” na MTV Europa e ter escrito num post-it para baixar depois – em meados de julho de 2005 (9 anos antes do fatídico 7×1).

Enfim, na trilha temos Endlich Ein Grund Zur Panik”, canção que conta com um divertido clipe que “tira onda” com a imagem dos super heróis e vale a pena apertar o play. 

Em 07′ a Coréia do Sul foi representada pelos “bizarros” e aleatórios Epik High. A canção não é muito minha cara com seu hip hop made in Seoul. Porém a título de curiosidade segue o o clipe de “Fly”:

Mas se estamos falando de música diferente feita ao redor do mundo, porque não um Nu Metal italiano? E assim chegamos a soundtrack de FIFA 06′ com Inno All’Odio” do LINEA77. Eu não sei vocês, mas eu nunca tinha parado para imaginar Nu Metal feito em italiano e achei de certa forma cômico. 

Para fechar a lista de alguns dos muitos destaques e pérolas dos últimos 10 anos da trilha sonora da série de games FIFA, um clássico. Sim, já podemos afirmar tranquilamente que “Daft Punk Is Playing at My House” do LCD Soundsystem, um dos grandes clássicos dos 00’s.

E desta forma encerramos os trabalhos por hoje com novos sons para agitar sua playlist e também fazer a trilha daquela pelada no fim de semana. Arranje uma caixa de som e bom jogo!