Reunimos uma porrada de gente pra eleger as melhores músicas nacionais e internacionais de 2016

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Melhores de 2016

Chegou aquele momento do ano em que todo mundo faz suas listas, retrospectivas e tentamos eleger o que aconteceu de melhor nos últimos 365 dias. Aqui no Crush em Hi-Fi eu preferi deixar a tarefa de escolher os grandes sons de 2016 com os próprios músicos, jornalistas, produtores e apaixonados por música. São mais de 50 pessoas que nos contaram quais foram os grandes sons nacionais e internacionais deste conturbado ano.

Na música nacional, Carne Doce, O Terno e Jonnata Doll e os Garotos Solventes foram os mais lembrados pelos entrevistados, enquanto David Bowie, Angel Olsen e Descendents foram os artistas estrangeiros que mais mexeram com o coração das mais de 50 pessoas consultadas. Confira as escolhas e sigam as playlists dos Melhores do Ano 2016 no Spotify do Crush em Hi-Fi!

Gustavo Cruz (Minuto Indie)

Quarto Negro “Filhos do Frio”
Conheci essa banda no projeto Orange Sessions e simplesmente me apaixonei. Respeito o trabalho deles e garanto que se você ainda não conhece, vai viciar.

Lorn“Acid Rain”
Não sei se são independentes, mas conheci recentemente e não consigo parar de ouvir. É a banda que resume o que gosto de encontrar sonoramente. Boa pra vários tipos de vibes.

Jaison Sampedro (RockALT)

Mustache & os Apaches“Time Is Monkey”
Embora eu esteja quebrando um pouco o protocolo, vou me aproveitar de uma falha técnica e falar de um álbum que foi lançado no final de dezembro do ano passado. E embora seja uma banda um tanto conhecida (isso se você dá uns rolês na Av. Paulista) acho que vale muito a pena dar uma conferida no Mustache & os Apaches. A saída do estilo acústico fez muito bem ao grupo paulistano formado em 2011. Com um estilo meio
bluegrass e folk rock, o seu mais recente álbum “Time Is Monkey” tem um som muito divertido, agradável e
descompromissado de se ouvir, algo que na minha opinião ganha uma pontuação elevado em meio a um monte de bandas que se levam a serio de mais e são um tédio completo quando se escuta. Por isso escolho essa banda, em um ano tão desgraçado como o de 2016, nada melhor do que uma banda festiva, alegre e descompromissada.

Sheer Mag“Can’t Stop Fighting”
Acredite em mim, Sheer Mag é do caralho! E sabe por que eu digo isso? Porque essa banda é a mais perfeita combinação do rock dos anos 70 com o estilo e a atitute punk. Formada na Philadelphia no ano de 2014 o grupo lançou até agora três EPs com 4 musicas cada, e não seria exagero dizer que todas, sim eu disse TODAS são muito boas. Vou focar no EP de 2016 o EP “III 7” já que o texto se trata das melhores do macabro ano de 2016, a musica “Can’t Stop Fighting” trata de violência contra mulheres na cidade de Juarez e a exploração econômica e trabalhista da região, é ai que entra atitude punk, as criticas são certeiras e o som é um power pop repleto de riffs que imediatamente te fazer lembrar Thin Lizzy. Outra musica que vale a pena conferir é “Nobody’s Baby”, a ultima canção do álbum, que mostra um pouco da realidade da vocalista Christina Halladay, descrevendo as suas desilusões, decepções e exclusão social em sua adolescência. Por mais que esses temas pareçam sérios, Sheer Mag é uma banda extremamente dançante e quando você escuta pela primeira vez não vai conseguir tirar da cabeça.

Joyce Guillarducci (Cansei do Mainstream)

Vitreaux“Eu Vi Um Beatle Outro Dia”
A também estréia da banda paulista Vitreaux, que é formada por Lucas Oliveira, Guib Silva, João Rocchetti e Ivo Liberato. ‘Pra Gente Poder Passear’ foi lançado em Maio e é um álbum belo que traz notas dosadas de romance, humor e psicodelia. E já que eu não perco oportunidade de fazer uma referenciazinha à Beatles em quase tudo que eu escrevo / falo / penso / respiro, indico a faixa ‘Eu Vi Um Beatle Outro Dia’ para quem quiser conhecer a face mais beatlesca e divertida da Vitreaux.

The Claypool Lennon Delirium“Captain Lariat”
O álbum de estréia da dupla The Claypool Lennon Delirium, formada por Les Claypool e Sean Lennon. ‘Monolith of Phobos’ foi lançado em Junho desse ano e oferece 11 faixas que unem o melhor dos mundos dos 2 músicos: a pegada teatral e o característico baixo de Claypool com a lisergia de Lennon. A faixa ‘Captain Lariat’ é uma de minhas favoritas e resume bem a vibe do álbum.

Marky Wildstone (Wildstone Productions)

Marco Butcher“The Needle”
Primeiro single do álbum solo do Marco Butcher, essa música prova a maturidade que este cantor, guitarrista e compositor atingiu e para onde o garage rock de outras épocas o levou. Com a promessa de uma turnê pelo Brasil em 2017 aguardo ansiosamente para vivencia-la ao vivo, em shows.

The Dirty Coal Train“Heat Spike Sputterin”
Sou suspeito para falar desta banda, já que produzi e toquei com eles na Europa e no Brasil neste ano, mas essa faixa do álbum “Super Scum”, lançado em Março pela Groovie Records de Portugal é simplesmente incendiária, tanto em seu registro de estúdio quanto na performance visceral que a Beatriz apresenta-a em apresentações ao vivo.

Zé Menezes (Thrills and The Chase)

Sabotage“Superar”
Coloca o fone, sai andando e dá o play. Vai estar respondido.

Motosierra“Buzo Nuevo”
Motosierra pesado, sujo e dançante, sim.

Ariel Machado (Incesto Andar)

Raça“Garras”
Pra mim o “Saboroso” é o disco do ano absoluto em escala nacional. Todas suas músicas são hinos, acabei elegendo “Garras” entre todas elas levando o ao vivo como critério. Um dos melhores shows que vi no cenário independente nos últimos tempos. Menos de dois minutos de música conseguem representar toda intensidade e pessoalidade desse segundo álbum. Os novos teclados, sintetizadores e outros elementos adotados enfatizam a mudança desde os registros anteriores. Raça é a maior banda de ‘dream emo’ desse país.

DIIV“Mire (Grant’s Song)”
Umas das muitas favoritas do “Is This The Are”, segundo disco da banda lançado em fevereiro. Sou fã desde o “Oshin” (2012), mas fui pescado de vez pelas melodias desse último álbum. A banda de fora que mais ouvi durante o ano. Por baixo dos riffs e coros de microfonia, Mire é guiada pela voz murmurada do Zachary Cole. Como se o Sonic Youth flertasse com o My Bloody Valentine.

Dija Dijones (Loyal Gun, Chabad, Penhasco, O ApátridaSchwarzenbach)

Jonathan Tadeu – “Ninguém Se Importa”
Essa foi difícil. Comecei a acompanhar com mais afinco algumas coisas de música brasileira e rap e muita coisa formidável foi lançada. Howlin’, Sinewave, TranstorninhoDinamite, Bichano e muitos outros selos lançaram muita, mas muita música acima da média. Me vi em inúmeros dilemas na hora de escolher uma única música e, no fim, acabei optando por não ser nepotista ao escolher uma canção de alguma banda da Howlin’ (selo do qual faço parte, mas ainda sim, recomendo os trabalhos que Gomalakka, Chalk Outlines, Blear, Bufalo, Poltergat e In Venus lançaram neste ano) e nem bairrista, escolhendo algo paulista, e “Ninguém Se Importa”, de Jonathan Tadeu acabou sendo a minha escolha. O disco, “Queda Livre”, deveria ser figurinha fácil em qualquer lista de melhores do ano em âmbito independente. As melodias são belíssimas, os arranjos de muito bom gosto e as letras de dilacerar os corações incautos e “Ninguém Se Importa” é dos grandes cartões de visita do rapaz. Jonathan Tadeu é o Lô Borges da nossa geração.

The Hotelier“Goodness Pt. 2”
“Home Is Like Noplace is There”, do The Hotelier, é um dos meus discos favoritos lançados nesta década. “Goodness”, o sucessor dele lançado neste ano, ao meu ver e ouvir, não o iguala em qualidade, mas trouxe essa canção primorosa: “Goodness Pt. 2”. Essa canção deve ter sido a canção internacional que eu mais ouvi neste ano. O que mais fascina nesta composição é sua estrutura: a bateria inicia os trabalhos com ritmo firme e serve de suporte para uma linha vocal que parece uma súplica; logo, uma guitarra, aparentemente dissonante, faz contraponto até que a segunda guitarra e o baixo dão forma à harmonia e, a seguir, a banda vai apresentando variações disso, até voltar para a bateria
pulsante do início. Fico extasiado quando a história de uma música é contada também no arranjo, não apenas na letra. E “Goodness Part. 2” é um excelente exemplar desta ideia de composição.

Raf F. Guimarães (músico, compositor)

Raf F. Guimarães e Amigas de Plástico“A Última Crisálida do Outono Estará Presa em uma Estrela”
Megalomania? ÓBVIO, mas pelo menos eu sou honesto… Acredito que dentro trabalho que eu estou desenvolvendo, esta música tenha tudo para ser um ótimo cartão de visitas, apesar de estar o mais longe possível do conceito de “single”. A dinãmica dela evolui de forma incrível e eu mesmo me espanto
com o que eu consegui fazer em termos de “dinâmica vs. orquestração”…É absurdo o número de pessoas que me abordam dizendo como que foram pegos com um frio no estômago com uma letra tão especificamente particular a mim…enfim, acho que em termos de composição essa canção é uma daquelas que você
escuta e pensa “putaqueopariu, isso está em OUTRO nível de realidade.

Wolvserpent“Aporia:Kãla:Ananta”
Atualmente, o Wolvserpent é uma das poucas bandas que me fazem ainda entender entender música como Arte. Para quem acompanha o trabalho do duo é mais que claro que eles conseguiram ir além do limite que já tinham alcançado. Para mim, este trabalho vai além de qualquer definição de sub-gêneros na música em que o projeto já foi “rotulado”: ele vai além do drone, do doom, do ambient e do extreme metal. Ele me remete diretamente à mesma ruptura que Strauss e vários outros compositores da 2a Escola de Viena estavam
interessados…

Rafael Chioccarello (Hits Perdidos)

Pollux & Castor“Bruxa do Mar”
Um ano um tanto quanto apocalíptico e cheio de acontecimentos que levaram muitos a perder um pouco da esperança na humanidade: precisava de uma trilha sonora a altura. “Bruxa do Mar” tem uma atmosfera que te remete ao bandas como The XX e Real Estate mas sem esquecer do pós-rock de grupos como Mogwai e Sigúr Ros. As guitarras te levam para outra atmosfera, talvez para as profundezas do mar onde a bruxa se abriga. E ela vem para te buscar com a força da correnteza. O post-hardcore também mostra a força e a fúria do contraste entre o instrumental quase ambient indo de encontro com as guitarradas violentas e viscerais. É o transbordar do copo cheio… A ambição acaba se tornando uma forte ressaca da tormenta proveniente da desilusão.

The White Lung“Death Weight”
Não é difícil ver o White Lung nas principais listas de fim de ano. Mas eu creio que também pelo discurso firme de empoderamento feminino. Se as Coathangers são uma banda que tem subido em qualidade, eu acredito que a White Lung já chegou lá. Prova disso que a Domino Records ao perceber isto em 2014 integrou elas ao casting. E os temas são diversos, desde brigas dentro do lar com seu parceiro a distúrbios alimentares. É um papo reto de mina para mina. Achei foda.

Amanda Mont’alvão (Sounds Like Us)

Huey“Adeus Flor Morta”
Não vou negar minha parcialidade na escolha de uma música do Huey (risos), mas é que “Adeus Flor Morta” sintetiza, sonoramente, os humores de 2016. Que tempos conturbados, sufocantes e que demandam urgência! Mas a resposta não é a velocidade, mas sim, a possibilidade de pausa e contemplação. E o metal instrumental de “Adeus Flor Morta” tem tudo isso, mostrando como a música tantas vezes representa aquilo que tá engasgado na garganta.

Child Bite“Heretic Generation”
O Child Bite é uma banda de Detroit que conheci pela gravadora americana Joyful Noise, em 2013. “Heretic
Generation”, tirada de um dos melhores álbuns do ano, o “Negative Noise”, traz o desespero servido em doses espalhadas, mas não menos incisivas. Tem peso melódico e percussivo criativamente balanceados, e o disco, como um todo, me remete a um dos discos da vida, o “My War”, do Black Flag.

Vina (Sounds Like Us)

The Pessimists“Podridão Invisível”
O The Pessismists passa a impressão de que eles pegaram os instrumentos como quem pega em armas e despejaram um arsenal de músicas diretas e objetivas com base no punk e pós-punk. “Podridão Invisível” é uma das duas músicas em português do disco e também a que mais se destaca pra mim. Grande música!

Neurosis“Reach”
No mundo foi um ano de muita música boa, mas o Neurosis fez o melhor disco e dentro dele, a música mais incrível de 2016: “Reach”. É uma música que me lembra a vibe do “Eye of the Every Storm” e o “Given to the Rising” que são dois discos que eu gosto muito. Peso, melodia e uma opressão, e pressão, sonora absurdamente linda.

Bruno Agnoletti (Dum Brothers)

Muddy Brothers“Sweet Lover”
Pra mim o “Facing The Sky” é o melhor álbum do ano.

Red Hot Chili Peppers“Dark Necessities”
Os caras vieram com tudo nessa musica e mostraram que ainda são muito bons no que fazem.

Bruno Palma (Chalk Outlines)

Mudhill“Not About Survival”
Já tem um bom tempo que conheço o Zeek. Já admirava e acompanhava o cara desde a época do Shed. E o Mudhill é uma baita banda. “Not About Survival” foi um primeiro aperitivo do álbum de estreia da banda, “Expectations”, e veio com características que sempre me pegam: basicamente bastante guitarra e um refrão pra cantar junto. De quebra, a letra é muito do que a gente passa tocando em banda independente, no
underground. I’ts only about feeling alive. É um verdadeiro hino.

Anohni“Drone Bomb Me”
Anohni é a cantora trans que cantava à frente do Anthony and the Johnsons quando ainda se identificava como Anthony Hegarty. “Drone Bomb Me” traz aquela carga de drama pesadíssima já esperada de Anohni, envolta em camadas e camadas de sintetizadores, que dão um ar de mistério e melancolia à faixa. É uma canção fortíssima.

Bruno Carnovale (Black Cold Bottles)

Abacates Valvulados“O Canto Colapso”
Eu escolhi essa música porque ela foi um ponto de surpresa pra mim esse ano. Depois de um pequeno período de reestruturação, o agora trio são-bernardense mostrou que também sabem equilibrar bem o dinamismo de uma melodia com o peso do efeitos que estão à sua disposição. A parte lírica também orna muito bem com a melodia, e eu acho que isso fez com que eu considerasse essa música a melhor do ano na minha humilde opinião (não foi nem um pouco fácil).

Turtle Giant“Orange Grape”
Essa banda que, originalmente é de São Paulo mas que hoje está baseada em Macau (na China) fez o disco que, de longe, foi o que eu mais ouvi no ano. Um disco quase impecável, com uma delicadeza ímpar e arranjos excepcionais. E desse disco incrível, a minha favorita é “Orange Grape”, que é sublime em sua execução. Desde as notas oitavadas no piano até a bateria extremamente bem executada ganham os ouvidos pela excelência, e com certeza é a minha faixa favorita do ano no que se refere à músicas internacionais (e particularmente, é um orgulho poder escolher uma banda brasileira que se destaca mundialmente falando, não é?)

Claudio Cox (Giallos)

Zefa Véia“Sentimento Carpete”
Sou muito fã desses caras, eles conseguem fazer rock sem nenhuma preocupação estética, saca? Punk, garage, surf, aquela coisa toda! o Felipe é um cronista fudido, melhor banda!

MIA“Borders”
Essa mina é foda, trata de assuntos delicados no meio da mesmice da música pop, só por isso já tem minha audiência, mas vai além… Piro no flow dela, batidão pesado, famoso ranca tampa!

Pedro Gesualdi (Danger City)

FingerFingerrr“Quem te Convidou?”
As bandas de rock mais influentes dos anos 2000 não foram Strokes e Interpol; foram o White Stripes e o Death From Above. Resultado: hoje em dia, tem várias duplas afiadas que botam muita big band no bolso. O melhor exemplo aqui no Brasil é o FingerFingerrr, que em 2016 lançou um puta disco maduro, moderno, bem produzido e cheio de referências perspicazes. ‘Quem te Convidou?’ é minha favorita do álbum porque, mesmo talvez sem perceber, descreve tim-tim por tim-tim estes últimos tempos, quando tantas portas se fecharam e
tantas credenciais foram pedidas.

David Bowie“Blackstar”
A história toda dessa faixa e desse disco é puro 2016. Dramática, épica e cheia de expectativa, precedendo uma profunda sensação de perda. A gente fala brincando, mas pensando bem, não pode ser mera coincidência que este ano tenha começado com a morte de David Bowie. No mínimo, um tremendo agouro. Mas “Blackstar” também traz beleza na serenidade de um homem confortável com a mudança – em última instância, com a morte. Que em 2017 a gente tenha a mesma coragem do Bowie.

Cristina Martins (Abacates Valvulados)

Metá Metá“Três Amigos”
Metá Metá foi uma das grandes descobertas pra mim este ano. Esta música é uma das melhores do último álbum, lançado este ano. A voz da incrível Juçara Marçal me levou a uma viagem que eu ainda não tinha provado. Inspirador.

Dead Pirates – “Mel”
Este é um dos projetos músicas de um dos meus ilustradores favoritos, o Mcbess. Com influência de stoner, as guitarras levam a uma nova experiência mesmo despertando aquela nostalgia, como se a gente já conhecesse aqueles riffs. Mesmo assim surpreendente.

Gabriel Serapicos (Serapicos)

Tatá Aeroplano“Step Psicodélico”
Canção muito divertida. É uma imagem bonita da cena musical paulista. Hit da cena independente.

Radiohead“Burn The Witch”
Volta triunfal de Thom, Johnny e companhia. A letra tem um clima de linchamento que ilustra bem os tempos atuais. Por tempos atuais, quero dizer os últimos 10 mil anos.

Júlia Abrão (Bloodbuzz)

Miami Tiger“Amblose”
Gostei demais do EP do Miami Tiger. As músicas são pesadas e misturam bem demais com a voz doce e brava da Carox. Minha predileta do EP é “Amblose”, que dá nome ao EP. Posso dar uma puxada de sardinha pra mim também? Curti demais o single “Dead People”, da minha banda Bloodbuzz.

Juliette Lewis“Any Way You Want”
Ela é a rainha de lançar coisa sem divulgar direito, fazer show sem avisar, prometer coisa e não lançar… E aí no dia do meu aniversário (11/11) a Juliette Lewis soltou um EP que soa mais como os antigos Licks do que dos seus últimos trampos solo. Future Deep” tem 7 músicas, e minha predileta é a que abre o EP: “Any Way You Want”. Gostinho de “You’re Speaking My Language”.

Ana Malta (Porta Maldita)

O Terno“O Orgulho e o Perdão”
É foda mas os caras realmente surpreendem e quase nunca deixam a desejar. De longe, para mim, esse foi o melhor albúm d’ O Terno. Conta a história de uma vida inteira, passado, presente, futuro. Amores, desamores e sonhos. Foi difícil escolher uma música só, porque realmente me identifico com quase todas. O critério que usei para desempatar foi a inovação. Por isso acho que fico com “O Orgulho e O Perdão”. Porque os meninos se arriscam. Fizeram um samba à lá rock psicodélico que deu muitíssimo certo, o resultado ficou fino demais.

Jeff the Brotherhood“Portugal”
Sou fãzona de Jeff the Brotherhood. Os cara estão no corre da cena desde 2005 mas ficaram mais conhecidinhos de uns 3 anos pra cá. Porque essa música? Porque além dos irmãos Orral fazerem um som punk/psicodélico/rock da pesada, que apesar de ser na maior parte das vezes uma cacetada, eles conseguem
trazer também profundidade, originalidade e uma densidade muito característica. Soa bem aos ouvidos mas bate igualmente forte no peito. Acho que nesse álbum, essa música representa bem essa faceta. A faixa “Ox”, 7 do albúm, é uma das preferidas também. Pois é carregada de sentimentos e com certeza é a aposta sonora mais diferente e tranquila que a banda já fez.

Gil Luiz Mendes (FreakMarket)

Dorival“Academia da Berlinda”
Música do último disco da banda pernambucana de ritmos latinos. A canção que conta da relação de um pescador com a mulher que quer que ele deixe o trabalho no mar, foi uma homenagem aos 100 anos de Dorival Caymmi, comemorado em 2015. A faixa ainda conta com a participação de Lula Louise, filha de Chico Science.

Lake Street Dive – “Mistakes”
Além de ter a melhor cantora da atualidade, a banda lançou esse ano um álbum sensacional que une R&B, Disco, Jazz, Pop… Essa faixa é uma das mais melancólicas e graciosas do disco. Climinha intimista clássico.

Flavio Juliano (FingerFingerrr)

André Whoong“12 Milhões”
O André lançou seu segundo disco, ‘Justo Agora’, em dezembro, nos finalmentes do ano, e a música ’12 Milhões’ e seu riff não saem da minha cabeça. Sabe nas horas vagas do pensamento? Então, ela tá lá. Sinal de que é uma puta música e em 2017 vai ser “12 Bilhões”.

DJ Shadow ft. Run The Jewels“Nobody Speak”
Tirando as do disco do Kanye, a música que mais ouvi esse ano talvez tenha sido ‘Nobody Speak’, do DJ Shadow com Run the Jewels. Pelo menos ela tá sempre nos ícones da primiera fila toda vez que abro o YouTube. É um sinal então. Acho que ela deu um chute na bunda do rap mainstream, que precisa de vez
em quando, e acertou umas contas.

Bijou Monteiro (jornalista/produtora)

Guaiamum“Convenience”
A justificativa é a seguinte: o disco homônimo de Guaiamum levou dez anos inteiros para ser concebido e esse preciosismo aparece de cara nas canções. Encorpadas pelas raízes de Daniel Ribeiro no post-rock, as faixas têm baterias caudalosas por terem sido pensadas por um guitarrista e isso faz muita, muita diferença nos palcos. A proposta dele é de um folk personalíssimo, em que as fusões estilísticas (post-rock, prog por aí vai) criam o requinte sonoro do disco.

D’Alva“Mas Só Se Quiseres”
Sabe música com som de maresia, sorriso, gente feliz, frescobol e uma nostalgia boa? Pois bem. Assim é o duo
português D’alva. Conheci o som deles em 2013 (álbum autoral que recomendo muitíssimo) e esse ano os meninos voltaram com um single divertido e despretensioso. Leve, gostoso de ouvir e de dançar. Nostálgico porque escutar D’alva é meio que se ver nos anos 80, com polainas, meias de lurex e walkman Aiwa
no ouvido. É ver mil referências dançantes do passado honradas em um pós-moderno tranquilo. Que não quer ser nada além de ele mesmo. E é justamente por isso que a hashtag do duo é #somosdalva

Lucas Baranyi (GQ Brasil)

Emicida“Mandume”
A letra é incrível, a produção é gigante e tudo isso foi coroado com um clipe fantástico lançado ainda nesta semana, mas o que realmente chama a atenção é o time que o Emicida levou pra gravar com ele. Não só pelo talento de todo mundo, mas por deixar bem claro que o rap é miscigenado, tem espaço pra branco, pra negro, pra mulher e pra gay. “Mandume”, pra mim, coroa ele como o melhor rapper brasileiro da atualidade.

Chance The Rapper“No Problem”
O Chance the Rapper que é, pra mim, o maior destaque internacional de 2016. Ele finalmente explodiu pro mundo com essa mixtape (“Coloring Book”) e assumiu uma posição de extremo destaque neste ano. Se Kanye West tá surtando e o Kendrick Lamar já está com a coroa de atual rei do hip hop gringo, o Chance é o filho pródigo do gênero – e todo mundo está esperando por mais coisas brilhantes dele.

Elson Barbosa (Herod)

Macaco Bong“Baião de Stoner”
Tenho uma historinha particular com essa música: assisti ao show do Macaco Bong no Z Carniceria quando eles tocaram o novo disco na íntegra, antes mesmo de ser gravado. Nenhuma música tinha título ainda. Essa foi uma das que mais me chamaram a atenção, justamente por ser uma mistura inusitada de influências regionais com stoner rock. No dia seguinte, comentando no Facebook sobre o show, falei que a minha
favorita era uma espécie de “baião com stoner”. A banda leu o post, e batizou a música dessa forma. Maior honra ter feito parte dessa história.

Swans“The Glowing Man”
Quase 30 minutos de caos. “The Glowing Man” é a faixa-título do novo álbum do Swans – o último da formação atual da banda. Tive o privilégio de vê-los ao vivo ano passado tocando faixas desse disco em primeira mão, e fecharam o show com esse monumento à cacofonia e à catarse. Não se sabe qual vai ser o próximo capítulo da banda, mas estão encerrando o atual de forma monstruosa.

Fernanda Gamarano (Der Baum)

Jonnata Doll e Os Garotos Solventes“Swing de Fogo”
Eu escolhi essa como melhor nacional porque tive o prazer de conhecê-los e tocar por um dia com eles esse som! Tem participação do Dado Villa Lobos do Legião Urbana, e tem uma sonoridade que remete os anos 80-90 mas sem soar clichê! Os caras são muito bons! Recomendo!

White Lies“Big TV”
Conheci essa banda esse ano pelo Cesar Neves, tem um clima anos 80 a la Tears for Fears, banda nova muito boa e essa faixa é minha favorita!

Raphael Fernandes (Editora Draco)

Jonnata Doll e os Garotos Solventes“Crocodilo”
Quem viu ao vivo, sabe que o Doll e seus Solventes são uma banda explosiva. De todo seu repertório atual, minha favorita é essa maluquice que rima Nilo com crocodilo e mamilo. Certamente, a banda mais punk da cena atual!

Truckfighters“Desert Cruise (Live)”
A música não é deste ano, mas o Truckfighters lançou um verdadeiro trator em forma de disco ao vivo com “Live in London”. Essa porrada sonora tem que acertar o máximo de orelhas que puder. A música nasceu de novo com essa versão!

Valciãn Calixto (Cantor e compositor)

Céu“A Nave Vai”
Não curto tanto os trabalhos anteriores da Céu, todavia durante muitas noites esse ano eu me vi ouvindo essa música antes de dormir. De alguma forma ela me deixa bem sereno. Vale acrescentar que esse disco todo da Céu é muito bem produzido, os timbres foram bem escolhidos e usados, nada sobra ou falta nos arranjos e nessa música em especial, sintetizadores e guitarras conversam muito bem. Claro que o disco dela é dos melhores de 2016, do disco eu fico com essa música.

Lady Gaga“Dancin’ In Circles”
Vou colocar essa aqui porque vindo de mim seria muito improvável. O fato é que tem pouco tempo comecei a me ligar mais nas artistas pop e nesse sentido poderia ter colocado a Rihanna aqui também, mas vou ficar com essa da Gaga porque sinto na música uma coisa bem latina no ritmo, tem um pouco do ragga, eu acho, até mesmo na harmonia. A batida tá bem na cara também junto com a voz, essa proximidade com a música latina foi o que me despertou os ouvidos assim que a canção tocou para mim na primeira vez. Esse ano fui até num evento que só rolou especial Lady Gaga a noite toda aqui em Teresina. Foi loucura!

Milton Rock (Drenna)

Drenna“Desconectar”
Além de ter uma ótima gravação toda feita no estúdio Toca do Bandido e mixado em Nova York por Aaron Bastineli, potencializando o som da faixa e deixando lado a lado de bandas do mainstream nacional no quesito técnico, a música aborda um tema super atual que é o fato de todos estarem conectados 24 por dia e quanto isso vale realmente. Quanto isso nos faz perder momentos únicos que vão ficar registrados em celulares mas não mais em nossas memorias? A questão da música fica ao redor de quanto custa desconectar.

Eruca Sativa“Antes Que Vuelva a Caer”
Essa música é foda, conta uma historia real, tem um puta peso e consegue ser pop com um refrãozão lindo. Mix e master tudo no lugar. Acho que é uma das grandes bandas de nossa epoca, pouco reconhecida aqui no Brasil.

Jairo Fajer (Autoramas)

Emicaeli“Varanda Gorfê”
Experimental, foda, minha banda preferida, tem 20 anos e pouca gente conhece. Original e feito como punk deve ser, pelos próprios braços.

The Twist Connection“Nite Shift”
Conheci em prtugal na tour com Autoramas, demais! Banda novissima.

Bruna Dourado (Hey, Take a Listen)

O Terno“Culpa”
É a minha música preferida de 2016. A melodia é sensacional e sai do lugar comum do rock alternativo nacional. A letra não poderia expressar melhor um sentimento que todos temos hora ou outra. A banda é um dos destaques do estilo e mostra que ainda podemos esperar muita coisa boa vinda de terras brasileiras.

Garbage“Blackout”
A faixa está no segundo disco em 10 anos da banda e mostra que eles estão em forma, voltando às origens sem deixar de lado a novidade. A música é incisiva e forte, mas carrega a doçura que a vocalista Shirley Manson consegue imprimir, apesar da imagem imponente.

Matheus Pinheiro (Cigana)

Carne Doce“Artemísia”
Essa música é muito forte em todos os sentidos…a sua letra e sua importância e relevância para tantas questões do “nosso hoje”, seu instrumental, dinâmico, delicado e inspiradíssimo… Essa é uma daquelas raras músicas que te conquistam, te agarram e fazem pensar muito logo na primeira ouvida…

Bones“FAT”
Descobri a Bones pelo disco novo do Jeff Beck, “Loud Hailer”, que pra mim é um dos melhores do ano. A Bones é uma dupla britânica, formada por uma baita de uma guitarrista (Carmen Vanderberg) e uma vocalista muito foda (Rosie Bones). Elas são a banda (e a voz) durante todo esse álbum do Jeff Beck, e escreveram todo o material junto com ele. Fui pesquisar mais sobre elas e descobri suas músicas, que apesar de poucas, são simplesmente animais, com uma pegada incrível.

Punk Mello (King Chong)

Tássia Reis“Ouça-Me”
Para mim o som nacional mais foda de 2016, foi a segunda faixa do CD “Outra Espera” da Tássia Reis a música “Ouça-me Remix” com produção de Dia & Grou, esse som é muito potente, vem para escancarar as portas, em um tom bem agressivo a Tássia da voz e visibilidade as minas negras que fazem um rap foda, e muitas vezes não conseguem atingir sua potencia máxima por conta do machismo, racismo e outros tipos de preconceito que o mundo da musica carrega em si! A música é inspiração total e uma overdose de animo para qualquer pessoa, quando ela começa a cantar e põe os pingos nos ‘i’ parece que a mensagem vai entrando na nossa cabeça de uma maneira bem positiva, faz a gente pensar em como consumimos a musica feita por mulheres por exemplo e como é importante um rap como esse tá circulando bastante por ai! Máximo respeito à Tássia Reis e sua banca que vem quebrando a banca de muito MC de plástico que temos por ai!

Noga Erez“Dance White You Shoot”
Para mim a melhor música do ano foi a “Dance While You Shoot”, da cantora e produtora Noga Erez, uma israelense muito talentosa que vem roubando a cena com seu som eletrônico, psicadélico, o som é animal , o beat é envolvente e bem produzido, tive o prazer de ver seu show de perto aqui no interior de São Paulo e sua performance ao vivo é muito boa, ela tá chegando com tudo, já participou de vários festivais fodas, inclusive do Primavera Sound, e aqui no Brasil participou do Boulevard Olímpico. Ela está atingindo um nível muito alto em suas produções. O clipe dessa musica é animal, mostra toda sua potência e o que me chama mais atenção nela é que ela já está circulando bastante e ainda não lançou nenhum álbum tem várias musicas ‘perdidas’ pelo net só, o que faz eu achar ela ainda mais foda!

Renato AC (Produtor, Diretor e Arroz-da-Balada 019)

Motor City Madness“Gravediggers”
Essa rapaziada do sul fez o melhor show ao vivo de 2016, além do clipe dessa música, com uma pegada doida de filme B de zumbi podre. Paulada na orelha !

Skating Polly“Pretective Boy”
Foi a banda nova que me fez pirar! São duas irmãs de Oklahoma que misturam todas as melhores influencias musicais de estéticas e atitude 90´s, sem ser só mais uma bandinha de internet. O clipe dessa música é muito bem produzido, e se inicia com melodias dançantes e vocais suaves da jovem vocalista, que gradativamente se torna em distorção e gritaria.

Gabriel Muchon (Poltergat)

Mudhill“Not About Survival”
Nem é o tipo de som que ouço mais, mas esse disco novo deles tá um primor. Muito bem gravado, mixado, masterizado… Enfim. Melhor disco de 2016 (by far), com a melhor música de 2016 na minha opinião!

Cabbage“Uber Capitalist Death Trade”
Vou na musica que mais me marcou nas ultimas semanas. Pra variar, banda de Manchester.

Jimmy Olden (Blind Beggars)

Molodoys“Quebra Arcos”
Eu sou louco por rock setentista e progressivo, essa música instrumental tem todos os elementos necessários: solo pirado de sintetizador, guitarras psicodélicas, baixo marchando e bateria jazzística.

Marillion“The Leavers”
Eu estava esperando algo novo dessa banda há muito tempo, o último lançamento foi o “Sounds That Can’t Be Made” de 2012 e é incrível como eles mexem nas entranhas dos sentimentos com as suítes deles. Eu sou louco por essa banda.

Leo Fazio (Molodoys)

Pedro Pastoriz“Revelações”
Vou escolher a música “Revelações”, quarta faixa do disco novo do Pedro Pastoriz, “Projeções”, inovador em vários aspectos e com composições muito boas e bem trabalhadas, é um dos melhores disco do ano pra mim. Sobre a faixa, escolhi a Revelações porque foi uma das que eu menos dei atenção na primeira ouvida, mas depois ela me pegou de jeito, gosto muito do peso que ela carrega em algumas partes, sem falar que as nuances e as melodias são muito bonitas.

Blank Banshee“My Machine”
Internacional eu escolho a “My Machine”, segunda faixa do terceiro disco do Blank Banshee, “MEGA”. Senti uma estranheza enorme (mas no bom sentido) quando ouvi ela da primeira vez, me passou um sentimento enorme de catarse e euforia. Acho o Blank Banshee um dos melhores projetos na ativa atualmente, recomendo demais.

Thiago Ones (Wiseman)

Sabotage “País da Fome, Humanos Animais”
É díficil (pra mim) conseguir lembrar de algum artista falecido que tenha deixado material póstumo tão relevante
quanto o que ele tenha lançado em vida. Normalmente são sobras de estúdio, gravações pessoais e coisas do tipo. Pois é, O mano Sabota conseguiu. Óbvio que o play contou com uma galera da pesada na produção, mas isso não diminui em nada o brilho e genialidade do saudoso Maurinho. “País da Fome (Humanos Animais)” começa com uma locução de rádio/TB Contando a morte do protagonista. A letra é simples: O dia-a-dia de quem viveu todas as dificuldades da pobreza extrema. É o cotidiano da miséria que gera conflitos, sofrimentos e
que acaba mostrando o caminho do crime. É a narração genuína de uma pessoa que VIVEU isso e não de alguém que tenta “pagar de favela” pra ser “COOL” malandrão! Como diz o som: “Boatos são boatos, Quem vive é guerreiro”!

Descendents“Without Love”
A música começa com “Long years waiting for it/Longos anos esperando por isso”, e foram longos anos esperando pelo show deles, né? Talvez esta nem seja a “melhor música de 2016” pra mim, mas é uma das melhores do play novo dos veteranos e foram longos anos esperando a chance de vê-los ao vivo. Esse
som é daqueles com refrão que você sai assoviando por aí, é punk rock, pop punk, hardcore melódico, chame como quiser. Descendents é clássico e ponto.

Helder Sampedro (RockALT)

Second Come“Oppenheimer Regret”
Mais de 22 anos após seu último trabalho, uma das bandas mais influentes do underground brasileiro voltou à ativa com o single “Oppenheimer Regret”. Os riffs que embalaram a geração grunge brasileira dos anos 90, a sonoridade que remete a grandes nomes da cena gringa tudo volta em grande estilo no novo trabalho dos, agora veteranos, músicos do Second Come. A música mostra porque a banda ganhou um ar mítico na cena
brasileira e nos deixa ansiosos por mais trabalhos, esperamos que Francisco Kraus e companhia sigam essa linha em um futuro e esperadíssimo álbum.

Iggy Pop“Sunday”
Se teve uma música que eu ouvi sem parar nesse ano certamente foi “Sunday”. O triunfo desse single do álbum mais recente de uma das últimas lendas vivas do autêntico rock alternativo é ser ao mesmo tempo chiclete e um “anti-single” que foge de qualquer clichê que uma canção feita pra “estourar” nas rádios teria. O hit coringa meio que se encaixa bem em qualquer hora do dia, refletindo o humor de quem ouve, dá pra bater o pezinho, dá pra arriscar uns passos de dança, ou apenas curtir as sacadas da letra que retratam um certo marasmo ou cansaço da repetição da vida cotidiana. Uma das melhores músicas de um ano que teve belos trabalhos de artistas consagrados, uma excelente maneira de curtir e celebrar a carreira daqueles que ainda estão com a gente
nessa histeria coletiva que a vida se tornou.

Emmily Barreto (Far From Alaska)

Inky“Skinned Alive”
O Inky é tão bom que a pessoa acha que não pode melhorar, aí eles lançam um álbum novo e o queixo cai do rosto de tão maravilhoso. Essa música me faz sentir uma sensação muito boa todas as vezes que eu ouço, não importa quantas vezes. O sintetizador é tipo uma luz que abduz a gente (risos).

Warpaint“Whiteout”
Não tenho como explicar o porque dessa, sério, só ouvindo e sentindo. Essas minas são surreais e as melodias nas vozes são muito muito muito muito boas. Eu trocaria o FFA pra tocar no Warpaint (risos)

Camilla Merlot (Molodoys)

Murilo Sá e Grande Elenco“Mundo Impressionista”
Nacional é a “Mundo Impressionista” do Murilo Sá e Grande Elenco, que é uma baita musica, cheia de arranjos doidos e frenéticos. Gosto muito das nuances eletrônicas dessa musica e dos arranjos de sax.

La Femme“Sphynx”
Internacional do La Femme, uma banda francesa bem grandinha até que lançou o disco 1 dia depois da Molodoys, a pegada deles é mais eletrônica, mas também é cheio de nuances e arranjos fodas, todas as musicas do disco novo são incríveis, mas escolhi a “Sphynx” que é a faixa de abertura, porque ela traz um bom equilíbrio entre o eletrônico e o orgânico, que eu senti muita falta em outras bandas nesses últimos tempos e pela melodia do vocal, que eu morro de amores!

Amanda Ramalho (Chá das 4 e 20 Músicas)

Medulla “Fim da Estrada”
Porque passa uma coisa maravilhosa. Eles imitam criancas no coro. A letra é simples e adorável.

Alicia Keys“Work On It”
Delícia de disco. Eu gostei dessa repaginada dela porque ela se desenfeitou fisicamente e deixou a música dela mais próxima da música que eu gosto. Leve, fluida as vezes pesada, mas essa música passa o mesmo que a anterior do Medulla.

Ian (Der Baum)

Jonnata Dolls e Os Garotos Solventes“Swing de Fogo”
A faixa que abre o álbum “Crocodilo” lançado esse ano e tem participação de Dado Villa-Lobos. Curto muito a pegada oitentista e obvio os climas de new wave dos teclados. Para mim uma das revelações desse ano no cenário nacional vale a pena conhecer todo o trabalho da banda de Fortaleza.

White Lies“Take It Out On Me”
A banda Inglesa que é de 2007 e eu acabei conhecendo tardiamente mas pude acompanhar o lançamento do quarto álbum chamado “Friends”. Curto muito a pegada das guitarras no fundo e os climinhas de teclado e lógico a batera com pegada de som de sessão da tarde.

Millena Kreutzfeld (Os Garotos de Liverpool)

FingerFingerrr“X”
Os paulistanos lançaram o primeiro CD este ano, chamado “MAR”. Não tinha dúvidas que o CD seria uma grata surpresa, mas mesmo assim fiquei assustada com a qualidade. A escolhida é “X”, que segundo Cifas (baterista), foi criada espontaneamente na gravação. Gosto como a letra conta uma história, a sensação de robôs cantando graças aos sintetizadores e como a voz da Luiza Lian explode, dando o toque feminino na música fazendo total diferença. Com certeza é uma das favoritas do play do ano.

Hanni El Khatib “Gonna Die Alone”
A escolha internacional são os queridos de Los Angeles, Hanni El Khatib. Os conheci através de Bass Drum Of Death, já que o selo deles é o mesmo. O projeto da banda esse ano foi lançar 5 EP’s chamados “Savage TImes Vol. 1”, “2”, “3” e assim respectivamente. De todas músicas, “Gonna Die Alone”, presente no primeiro EP é a minha favorita. Gosto como eles brincaram com o próprio estilo deles – que difere um pouco do dois primeiros CDs. Além disso, o ritmo otimista é o contraste perfeito com a letra que conta com um destino fatal. “I’m gonna die alone, really alone. If the ones that hate me don’t kill me first, the ones that love me gonna harm me worse.”

Yannick ou AfroSamurai (rapper)

Vivendo do Ócio“Batalha do Sono”
É uma musica que fala sobre as inspirações noturnas. Cheia de metáforas sobre a vida, sobre o amor, sonhos e as sensações da noite.

Ho99o9“Da Blue Nigga from Hell Boy”
Gosto de músicas estranhas que me chocam e que perturbam minha mente.

Mariana Ceriani (Dead Parrot)

Carne Doce“Artemísia”
“Artemísia” fala de um tema que voltou a ser palco de discussão recentemente: o aborto. Falar desse tema em uma música não é tarefa fácil, então só por isso já é louvável. A letra direta, o arranjo emocional das cordas e a voz da excelente cantora Salma Jô, que começa mansa, mas vai crescendo e tomando força, como se quisesse falar para o mundo de peito aberto sua escolha, se complementam nessa baita música. É o tipo de música que mexe com o emocional.

David Bowie“Lazarus”
Não poderia deixar de escolher uma música do melhor CD do ano, “Black Star”, em minha opinião. A música ”Lazarus” foi o último single de Bowie antes de morrer. Todo contexto é fascinante, como se fosse o grand finale da carreira e da vida dele. Na música, Bowie relembra alguns momentos da sua vida e sua voz transmite o pesar de ter que ir embora, mas, no final, abraça o alívio de ir e, finalmente, ser livre. A atmosfera melancólica, introduzida com graves bem definidos, o tom ‘jazzístico” e a guitarra ‘indie’ da introdução transmitem o que foi esse grande ídolo da música e da cultura pop: um músico que quebrou paradigmas, misturou estilos e nunca teve medo de ousar.

Dudx Babaloo (A Coisa Toda)

Davis feat. Cameo Culture“Blind”
Davis é um dos produtores mais refinados que o Brasil tem atualmente. À frente da festa ODD e do selo In Their Feelings, ele conseguiu criar um público específico juntamente com seus parceiros de selo e festa, esse ano ele lançou “Blind” e cativou mais ainda esse público com uma proposta sonora sofisticada e leve. Lançado pela Innervision, um dos mais respeitados selos de música eletrônica, ‘Blind’ é um single que nos fez ver o quanto o país tem a oferecer para o mercado da música.

Metronomy“Night Owl”
Após um festival de emoções que foi ‘Love Letters’, Metronomy retornou um pouco mais sóbrio e também melancólico em 2016. A banda sempre manteve esse equilíbrio entre um som animado mas que sempre toca na nossa tristeza interior, algo difícil de atingir. Esse sentimento dúbio, que está nas entrelinhas, faz com que a gente sinta e se comunique com a banda de maneira especial. É como nesse video, um passeio com a morte,
sem ter medo dela.

Priscila de Castro Faria (Winteryard)

BRVNKS“Freedom Is Just A Name”
Descobri há pouco o Brvnks e gostei. Me soou despretensioso, bem feito e me remeteu aquela brisa boa de bandas ensolaradas tipo Alvvays e Best Coast, só que um pouco mais “roqueiro”. Do EP acho que “Freedom is just a name” realmente ganha destaque. Ela me fez querer ouvir mais e , principalmente, ir em um show, ouvir ao vivo, dar uma dançada…

Angel Olsen“Sister”
Já era uma grande fã da Angel Olsen desde o álbum anterior (“Burn Your Fire for No Witness”) e então, quando ela lançou o “My Woman” ,fui bem empolgada ouvir o novo material. E ele realmente superou minhas expectativas. É um álbum bem revigorante, direto, onde conheci um outro lado da cantora mas também a reconheci em vários momentos. Minha música favorita é “Sister”, talvez por eu ter uma certa tendência a
gostar de músicas mais melódicas e sonoramente tristes (risos), mas certamente também é pelos maravilhosos últimos minutos onde se desenrola um desajeitado e barulhento solo de guitarra, que nos fazem relembrar o que há de mais sincero no espirito do indie/grunge.

Artie Oliveira (Don Ramón)

Huaska“Pode”
Tem uma pá de banda que lançou material novo este ano (eu me incluo nessa com o Don Ramón), mas se é pra escolher alguma que realmente me causou impacto, eu fico com a primeira música do disco novo do Huaska. Por quê? Porque eu achei extremamente válido da parte deles, que ganharam notoriedade de fundir Bossa Nova ao Nu Metal, gravar uma faixa que não tem nenhum elemento que caracterizou o disco anterior e ao mesmo tempo, retoma o tipo de som que se fazia no começo da banda, no caso, do EP “Mimosa Hostilis”.

Descendents “Without Love”
É mais pela questão emocional mesmo. Todo mundo tava esperando esse disco sair depois de um intervalo de doze anos do “Cool to be You” e ainda mais, pelos shows (maravilhosos) que rolaram no começo do mês. Eu estava lá e garanto: foi uma das raras vezes que uma banda das antigas tocou material novo e as músicas estavam na ponta da língua da galera MESMO! Fora que, é um dos melhores refrões do Descendents até hoje e ver os quatro ao vivo depois de anos de espera, vale a pena pra caralho!

Fernando Tucori (R7)

Mescalines“Serpente de Bronze”
O disco homônimo lançado pelo duo Mescalines em 2016 foi a melhor coisa que arrumei para andar na rua, para escrever sem freio e para botar pensamentos pra rolar. Parece nada, mas é absolutamente tudo. O destaque, apenas por primeiro impacto, vai para a faixa de abertura, “Serpente de Bronze”.

AJJ“Junkie Church”
Definitivamente rebatizados como AJJ, o Andrew Jackson Jihad reescreveu a Bíblia em 2016 e, se tem um disco que resume o refluxo azedo que voltou queimando a garganta neste ano, é este. Sean Bonnette, vocalista e letrista, amadureceu de um punk que odiava o mundo pra um cara que tenta entender a própria cabeça. Fico com “Junkie Church”, que é daquelas músicas que têm o poder de mudar teu dia se te pegar do jeito certo, no lugar certo e com o tipo divagante de raciocínio.

Victória Zav (Serapicos)

Marina Melo“Laura”
Nacional eu acredito que seja a música Laura, da Marina Melo, porque fala sobre os abusos que as mulheres sofrem e claramente 2016 teve muita discussão sobre isso e muitos avanços e retrocessos ao mesmo tempo no que diz respeito a igualdade de gênero, só movimento feminista.

Alev Lenz“Fall Into Me”
Internacional eu diria que foi a música “Fall Into Me”, da Alev Lenz, porque essa composição dela é simples mas ao mesmo tempo engenhosa e bem produzidaça, além de que ela conseguiu ir pra trilha sonora de Black Mirror, no último episódio da terceira temporada, o dias abelhas.

Mariô Onofre (Mescalines)

Jonnata Doll e os Garotos Solventes“Crocodilo”
Jonnata Doll é um multi artista e essa junção com os Garotos Solventes é incrível guitarras frenéticas, palhetadas e riffs que não ouvia faz tempo nessa onda bunda mole que está por aí, não sei se bunda mole é a palavra certa, bom que se foda. Os shows ao vivos do Jonnata Doll e Os Garotos Solventes é pura energia realmente é contagiante todo mundo que assiste ou fica chocado ou entra na onda. Recentemente eles lançaram o álbum “Crocodilo” ao qual estou escutando agora. Façam o mesmo:

Cavernoso Viñon“Ouvre la Gorge”
A banda Independe Internacional eu escolhi o Cavernoso Viñon onde a vocalista é uma paraguaia que canta em francês e seus músicos brasileiros da cidade de Curitiba, a noticia da volta deles recentemente foi uma grande surpresa pra mim e espero que a banda não acabe tão cedo, anseio por disco novo em 2017.

Amanda Abreu (Seis Músicas)

LAY“Chapei”
Na real, é muito recente essa minha decisão. Vi uma série de reportagens da ID MAGAZINE com a Grace Neutral e ela foi entrevistar a Lay, eu ainda não conhecia a Lay e fui pesquisar, achei foda e achei no spotify, que entrou recentemente. Então, uma artista independente pra mim, a melhor música é essa.

Tinashe “Cold Water”
A Tinashe tem uma música chamada “Cold Water” que eu acho foda. E ela foi uma que eu escutei muito em 2016, ela em si é uma mina muito forte, que tá começando e estourando o R&B vibes sexys e eu gosto muito. Esse álbum dela é sexy, e eu escuto sempre que posso pra me sentir assim também, então escolho essas pra internacional.

Mariana Cantini (Don’t Mind The Fuzz)

Fernando Maranho“Jodorowsky”
Sou meio suspeita pra falar, como grande fã de Cérebro Eletrônico… Esse é projeto solo do Fernando Maranho (voz e guitarra), acompanhado pelo Renato Cortez no baixo e Gustavo Souza na bateria. O show é uma experiência alucinante, cósmica e que me deixou com um sorriso quase infantil no rosto por mais umas 2 horas depois do show terminar. Super recomendo!

Ty Segall“Candy Sam”
É foda acompanhar os mil projetos dessa maquininha, mas acho que esse é o meu favorito. A performance ao vivo no KEXP é incrível e o Ty Segall como front man bebê babão é maravilhosa!

Jéssica Liar (Youtuber)

Quatro Negro“Benedito, 682”
Eu não gosto de musicas melancólicas mas me pego ouvindo essa música do Quarto Negro durante horas seguidas e acredito que seja porque me trazem memórias que eu nunca construí. A letra consegue transportar você pra a aquela situação, é quase que viver um clipe só ouvindo e nem é preciso estar triste para prestar atenção. É surreal como essa música entra no cérebro e deixa pensativa. Não recomendo ouvir pra dormir porque é insônia na certa, mas devo dizer que to escrevendo sobre ela enquanto deitada na cama tentando dormir pois vale a insônia. Música foda é aquela que mexe com os seus sentimentos até esquecidos!

Stephen“Fly Down”
Piano, bateria, guitarra, sintetizador, teclado, voz , ritmos lentos e mais agitados e conseguir uma música foda? Stephen faz isso em praticamente todas as suas músicas do álbum “Sincerely”. A música “Fly Down” eu acho que passei pelo menos uma semana ouvindo só ela, e mais nada. Depois eu voltei pro álbum inteiro do Stephen. Música come pelas beiradas e vai dominando sua atenção, se transforma em algo que você menos
espera a cada minuto que passa e te surpreende. É boa pra ouvir em qualquer momento, em casa tomando vinho, andar de skate, uma road trip e até pra transar.

Bá Monteiro (cantora e compositora)

Atlântico Lunar“Bilhão”
A dupla carioca Felipe Vellozo e Gabriel Luz fez um dos discos mais bonitos que eu já ouvi na vida. Eles tocam na banda da Mahmundi também (que é MARA). Quando ouvi esse disco pela primeira vez, fiquei tão surpresa que parei tudo que estava fazendo para prestar atenção na música. Ela me acalma e me deixa feliz. É lindo demais. O disco inteiro é maravilhoso, letras boas, instrumental rico. Mas a faixa de abertura é minha preferida e já te faz mergulhar nessa onda de good vibes e tranquilidade. Como passar uma tarde relaxante na praia no Rio de Janeiro, mas sem a breguice hippie de aplaudir o pôr do sol. É bonito e classudo. A música mais gostosa do ano! E uma das melhores surpresas que eu tive com música esse ano, também. Vi os caras ao vivo recentemente e o show não decepciona. Eles são felizões no palco, parecem super gente boa, empolgados e relaxados, bem na pegada solar da música. Merecem muito estar em uma lista de melhores do ano.

Jamie T “Tescoland”
O Clash é minha banda preferida da vida e “Tescoland”, do também londrino Jamie T, é a música que mais me lembra o Clash que eu já ouvi! Nenhum outro artista trouxe o som da Only Band That Matters de volta à vida de forma tão forte quanto ele. Joe Strummer ficaria orgulhoso. Essa faixa é muito semelhante sonoramente e também tem uma letra de crítica social com sotaque forte inglês que lembra muito o quarteto punk – e, principalmente, Joe Strummer. A letra fala de suicídio, desilusão amorosa, desesperança, crise econômica, aquela sensação de ansiedade, pânico e depressão de se sentir desajustado em uma sociedade cada vez mais
maluca e em um mundo que parece cada vez menor. Tesco é a maior rede de supermercados do Reino Unido, aliás. Daí o nome “Tescolândia”. Atualmente o Jamie T não é mais tão independente, ele assinou com a Virgin, mas possui um selo próprio e tem um som bem alternativo e ainda não vi ninguém no Brasil falando dele – apesar de ele já ter quase 10 anos de carreira, já estar relativamente famoso no Reino Unido e da BBC tocar suas músicas sem parar. Essa música é boa demais e merece ser divulgada por aqui. “OUVÃO!”

Victor José (Antiprisma)

Alambradas“Mapa dos Arredores”
Essa faixa do EP “Clíclica” já me chamou atenção antes de ser gravada. Nicole já havia lançado uma session tocando essa, só com piano. Mas na versão definitiva me chamou atenção a levadinha, que por algum motivo me lembrou logo de cara aquelas canções do Beach Boys. Sem contar a letra, que é muito honesta, verdadeira. Ouço frequentemente. Vale também destacar a participação do Victor e do Lucas do Bratislava no baixo e na bateria, respectivamente. Ficou uma vibe bem pop, mas um pop redondo e que não enjoa.

Charles Bradley“Nobody But You”
Poderia escolher qualquer uma do álbum “Changes” que ainda assim seria mais que justo. O que falar de uma voz como aquela? É um tipo de som que não tem erro. Pra quem gosta de soul das antigas então, nem se fala. Mas no caso dessa música, além do feeling de Bradley, o arranjo é uma maravilha. Aquela guitarrinha com tremolo, o naipe de metais… Tudo muito bom.

Elisa Oieno (Antiprisma)

Ale Sater“Filha do Dino”
Difícil escolher uma faixa do EP “Japão”, do Ale Sater. Escolhi a “Filha do Dino” e sua viola caipira. A melodia e letra lembram aquele som de raíz brasileira nordestina e sertaneja, e a guitarra ‘etérea’, que permeia por todo o EP, dando aquela ‘vibe’ meio melancólica. “Bão” demais.

Slowcoaches“54”

Eu conheci esta banda recentemente, e me pegou logo de cara. Slowcoaches é um trio de Londres com um som diretão e alto de pegada punk tradicional, ‘garageira’. Eles acertam na mosca em melodias junto com timbres e pesados e barulhentos, como nessa música ‘54’, um belo exemplo de noise pop. Essa faixa
está no EP “Nothing Gives”, que foi lançado este mês.

Roberta Artiolli (SETI)

Tagore“Mudo”
Gosto dos synths, dos timbres e da produção foda! Acho a canção uma bela representante do psicodélico Brazuca, alto nível.

Phoebe Sinclair “This Isn’t Love”
A música da inglesa que conheci esse ano é um mix de belezas. Melodia poderosa, atmosfera envolvente, levados por uma voz deliciosa. Adoro a dinâmica da música. Ah, e o clipe também me hipnotiza. Fuck yeah, Phoebe!

General Sade (Porno Massacre)

Blues Drive Monster“Negação”
Mas vamos lá, aqui na terra da aposentadoria post-mortem eu elejo a música “Negação”, do Blues Drive Monster. Porra! Que som! Pra começar ela tem umas quebradas no ritmo tão abissais, que parece que cê levou uma paulada e até reagir, ela já mudou de novo. Acho muito louco quando a quebra vem assim, tipo uma curva da Mogi Bertioga. E com o passar do tempo ela vai ficando mais caótica. Pô, se é divertido assim ouvir, imagino tocar essa música, com essa caoticidade toda, principalmente no final, Achei show. Outro ponto é a voz, que está colocada de uma forma que sempre me tira um sorriso, tem uns picos agudos no meio que acho geniais, depois uns guturais lá pelo meio.

Motorpsycho“Lacuna/Sunrise”
Já na gringa, eu gostei muito (acho que a faixa de 2016 que eu mais ouvi), “Lacuna/Sunrise” do Motorpsycho que tem um riff delicioso e maldito, porque é um chiclete desgraçado e você não consegue se livrar daquilo nunca mais durante o dia. Fora que ela é enorme, dá pra deixar tocando e esquecer, só deixar rolar. Mas é uma puta música pra, sei lá, ficar chapado no alto de algum lugar alto (com toda essa redundância possível mesmo)…

Dani Buarque (BBGG)

Overfuzz – “Evil Desires”
Overfuzz é uma das minhas bandas favoritas da cena. Eu escuto o álbum deles pelo menos 1x por semana. Essa faixa segue o mesmo que sinto quando escuto o álbum “Bastard Sons of Rock n Roll”, aqueles timbres lindos nas guitas, a cozinha maravilhosa e os vocais melódicos e rasgados do Brunno. Pra mim, a melhor música de 2016.

Reignwolf“Hardcore”
Eu sou APAIXONADA pelo som deles mas só tem umas 3 músicas de estúdio na internet, o resto vc só ouve nos shows. O Jordan Cook é inacreditavel na guitarra, o show é bem blues rock n roll e ele é um puta front man. Esse som é um pouco menos “guitar hero” que os outros mas eu curti bastante os efeitos da guita e o vocal dele sexy-agressive (risos), só deixou a galera mais ansiosa pelo álbum completo que tá de rosca pra sair.

Lucas Lerina (Der Baum)

Dingo Bells“Dinossauros”
“Dinossauros” do Dingo Bells, foi uma música que me gerou um sentimento de nostalgia e amor à primeira audição.

Kanye West“Ultralight Beam”
Também rolou uma coisa sentimental, pela ambiência e a letra, apesar do Kanye não ser flor que se cheire, o disco é muito bom!

Ciça Bracale (Gomalakka)

Raça“Dez”
Não sei se é a melhor, porque teve muita coisa boa mesmo, ouvi muito Carne Doce, Gorduratrans, Jonathan Tadeu, etc etc Mas marcou, porque tava no setlist preparado e ouvido no caminho do parto da Flora, nossa primeira filha.

Angel Olsen“Woman”
Foi um disco que toquei muito pq ti estudandonesse tipo de sonoridade pro meu projeto solo, além de curtir muito o ar jukebox das músicas dela com essa voz nostálgica, curto muito a poética, as letras, e essa é uma música extensa, mas nada cansativa, bem lírica que não canso de ouvir.

Boqa Santana (Penhasco)

Jonathan Tadeu (feat Sentidor) – “Sorriso Besta”
É importante que levar em conta quatro fatores: 1. Jonathan Tadeu é um gênio. 2. Essa música é foda, mas o disco todo te eleva espiritualmente se você realmente gosta de música! 3. “Queda Livre” é um dos melhores discos lançados nessa porra de década do roque independente. 4. Pelo amor de deus, Jonathan Tadeu!

Kevin Abstract“ECHO”
Eu conheci o “garoto do capacete” nesse ano. Ele faz um rap bem fora da curva, e uma das provas cabais é a canção “Echo”, uma balada sobre problemas familiares, depressão e fuga de casa. A faixa integra o disco “American Boyfriend: A Suburban Love Story”, um dos melhores do ano na minha opinião.

Debbie Hell (Música de Menina/Ouvindo Antes de Morrer/Debbie Records)

Cabin Fever Club“April”
Essa música é do álbum de estréia de Johann Vernizzi, lançado em julho de 2016 com 10 músicas junto com um 7′ de acetato de tiragem limitadíssima (só 20 cópias). Você pediu só uma música mas vale a pena ouvir o disco todo. É um som bem lo-fi, intimista, extremamente pessoal e despretensioso, que o Johann gravou em seu quarto, sozinho. Em algumas músicas ele chegou a usar o fone do iphone para captação de voz. O resultado é impressionante: se perdendo em todas as camadas da música, letra, melodia, clipe (tudo no DIY), é impossível ignorar o talento do garoto e a preciosidade do som.

Sheer Mag“Nobody’s Baby”
De novo estou só escolhendo uma música de um todo incrível. O Sheer Mag é uma banda da Filadelfia que lançou seu terceiro EP em Março deste ano. O som junta elementos de garage e power pop e a vocalista desafia os padrões da indústria não só com sua sonoridade, como com sua imagem fantástica e super inspiradora.

Fernando Sanches (CPM 22 / O Inimigo / El Rocha / Againe)

Hurtmold“7:30”
Olha o Queijo: Baixo meio Cólera, Bateria Free Jazz, Guitarras Minutemen Cracudo e de quebra Paulo Santos fodendo a porra toda.

Descendents“Spineless and Scarlet Red”
Bill Stevenson, meu compositor favorito em grande forma.

Alf Sá (ex-Rumbora, Supergalo, Raimundos)

Mahmundi“O Calor do Amor”
Canção pop das boas com uso de sintetizadores indiscriminado, sem perder a classe e letra em português. A Mahmundi além de compor bem é excelente produtora. O álbum todo é massa.

Michael Kiwanuka – “Cold Little Heart”
A introdução com ar cinematográfico já fisga a atenção de cara. Depois vem um clima Floydiano que emenda num soul rasgado de emocionar o mais duro dos seres humanos. Grande descoberta. Acho foda.

Amanda Rocha (La Burca)

Rakta“Filhas do Fogo/Conjuração do Espelho”
Então, eu tenho escutado pouca coisa nova gringa – fico meio nos 80´s / 90´s (risos), mas gosto de Thee Oh Sees, tem o novo dos medalhões Leonard Cohen, Nick Cave, Bowie…mas o que me pegou mesmo foram os nacionais. Me toca muito esse som, uma mistura intensa-cabrera-e-linda de raízes tribais post punk com um xamanismo empoderador. Essas minas são foda, uma das melhores bandas do Brasa.

Quarto Negro – “Obsessivo”
Esse som é demais, obsessão e imprevisibilidades sobre o relacionar, difícil ficar indiferente. Fiquei por um tempo escutando no repeat quando foi lançado e ainda ouço. Comecei a prestar atenção na banda por este som.

10 fitas demo de bandas de rock brasileiro que acabaram virando sucesso nacional

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Fitas Demo
Imagem: UOL Música

Até o começo dos anos 2000, as bandas que estavam começando gravavam fitas demo, mostrando um pouco de seu material em um formato que era mais fácil de se copiar e enviar, inclusive para gravadoras, nas práticas e baratas fitas K7. Nesta imensa lista de demos registradas temos o embrião musical de várias bandas que acabaram estourando e virando sucesso em todo o país, muitas delas ainda fazendo um som bem diferente do que viria a consagrá-los na boca do povo. Confira 10 fitas demo de bandas que viraram sucesso nacional:

CPM22 (na demo, ainda “CPM”)

Uma das demos do CPM 22 mostra que no início a banda investia um pouco em sons um pouco mais “engraçadinhos” do que as músicas que viriam a definir o grupo. Dois exemplos na fita de 1996 (também conhecida como “Como Por Moral”) são “Garrafada do Norte” (“Doutor Deus criou a natureza / E também as belezas dessa vida / O Planet Hemp quer saber por que é essa erva é proibida”) e “Viva o Colorado” (com a singela letra “Pau no cu da Barbie / Viva o Chapolin Colorado”) .

01. Tente
02. Mudança de Personalidade
03. Garrafada do Norte
04. Eu Prometo
05. Viva o Colorado

– Raimundos

Esta demo dos Raimundos já mostra um pouco do que seria lapidado por Carlos Eduardo Miranda no primeiro disco do quarteto candango, lançado pela Banguela Records em 1994. A única exceção é “Sanidade”, já cantada por Digão e lançada oficialmente no disco “Éramos Quatro”, logo após a saída de Rodolfo.

01. Nêga Jurema
02. Marujo
03. Palhas do Coqueiro
04. Sanidade (Digão no vocal)
05. Carro Forte (Bônus)

Charlie Brown Jr.

O Charlie Brown Jr. é quase irreconhecível na fita demo de 1995, a não ser pela voz de Chorão. Com três músicas em inglês, a fita mostra uma banda muito mais calcada no Suicidal Tendencies e com porradas mais violentas do que veríamos em “Transpiração Contínua Prolongada”, quando a banda resolveu cantar em português. Algo ótimo, já que a intimidade do Chorão com a língua inglesa era mínima.

1- Someone to Call
2- Rude Boy
3- Born in the Shit

Planet Hemp

Todas as músicas da rara fita demo de 1993 do Planet Hemp acabaram indo para o primeiro disco da banda, lançado em 1994, com uma grande diferença: a presença de Skunk, fundador do grupo, que infelizmente morreu em decorrência da Aids antes do lançamento do álbum.

01 – Puta Disfarçada
02 – Porcos Fardados
03 – Muthafuckin’ Racists
04 – Futuro do País
05 – Mary Jane
06 – Phunky Buddha
07 – Rappers Reais
08 – A Culpa É de Quem?

Pato Fu

A demo do trio mineiro (hoje em dia quinteto) mostra aquela faceta mais esquizofrênica e divertida capitaneada por John Ulhôa e que lembra o lado mais descompromissado e experimental dos Mutantes. As músicas entraram no “Rotomusic de Liquidificapum”, de 1993, e em “Gol de Quem”, de 1995.

01 – Meu Coração É Uma Privada
02 – Eu Sou O Umbigo Do Mundo
03 – Minhas Férias
04 – G.R.E.S.
05 – Aerosmiths
06 – Obladi – Oblada
07 – Hino Nacional Do Pato Fu
08 – Meet The Flintstones
09 – Vida De Operário
10 – Céreblo
11 – Spoc
12 – O Mundo Ainda Não Está Pronto
13 – Sítio Do Picapau Amarelo

Los Hermanos

Antes do estouro de “Anna Julia”, o quarteto carioca lançou duas demos investindo no hardcore com um quê de marchinhas de Carnaval. Aliás, com o lançamento do primeiro disco com o hit, a banda continuava afirmando “somos uma banda de hardcore!” Depois acabaram assumindo seu lado indie misturado com MPB e estouraram mais ainda.

01 – Descoberta
02 – Azedume
03 – Eu te Dei
04 – Vai Embora

Paralamas do Sucesso

As demos dos Paralamas mostram muito do embrião da banda. Músicas um pouco mais “bobinhas” com letras escritas em sua época de faculdade, como “Rodei De Novo” e “Solidariedade Não”, são citadas no livro que conta a história do trio. “Patrulha Noturna”, presente aqui, chegou a virar hit no primeiro disco da banda.

01 – Verão
02 – Mandingas De Amor
03 – Solidariedade Não
04 – Os Reis Da 49
05 – Encruzilhada Agro-Industrial
06 – Patrulha Noturna
07 – Rodei De Novo
08 – Vital E Sua Moto
09 – Vovó Ondina É Gente Fina
10 – Shopstake

Legião Urbana (na época, Aborto Elétrico)

Outra banda que criou um verdadeiro culto ao seu redor, o Legião Urbana foi em seus primórdios o seminal grupo punk brasiliense Aborto Elétrico. Na época, Renato Russo mirava mais no Johnny Rotten e no Joe Strummer do que no Morrissey em sua performance. Muitas das músicas acabaram sendo adaptadas no Legião Urbana, e todas ganharam versões do Capital Inicial em um disco tributo, já que e Flávio Lemos faziam parte da banda.

01 – Anúncio de Refrigerantes
02 – Boomerang Blues
03 – Dado Viciado
04 – Marcianos Invadem a Terra
05 – Medo
06 – O Reggae
07 – Pensamentos Tão Completos

Autoramas

A demo dos Autoramas mostra que o balanço da banda já nasceu quase pronto. As três canções do trio, ainda com Nervoso na bateria, acabaram entrando no primeiro disco do grupo, “Stress, Depressão e Síndrome do Pânico”, e são pedradas certeiras que continuam nos sets do grupo em shows até hoje.

01. Eu Não Morri
02. Catchy Chorus
03. Tudo Errado

Pitty (na época, vocalista do Inkoma)

Antes de ficar famosa no Brasil inteiro com “Máscara” e seu primeiro disco, Pitty era vocalista da banda punk Inkoma. Na demo dá pra reparar a diferença: um hardcore rápido e a vocalista gritando como a escola do punk rock gosta. As letras fogem bastante do que ela fez em sua carreira solo em sons como “Pirigulino Babilake”.

01 – Mundo Imperfeito
02 – Inquadrado
03 – Naquela da Social
04 – Introporco
05 – Pirigulino Babilake
06 – Pilha Pura

10 bandas que continuaram na ativa com apenas um membro da formação original

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Smashing Pumpkins

Uma banda é praticamente um casamento, não é verdade? E como em um casamento, às vezes rola um divórcio. Ou, no caso das bandas, até mais de um! Não é incomum vermos uma banda com muito tempo na estrada mudar de formação, trocar de guitarrista, expulsar um baterista, mandar o baixista catar coquinho…

E, às vezes, acontece de o grupo ficar com apenas um de seus membros originais. Normalmente, o “líder” e “mentor” do negócio todo fica e traz para a trupe novas pessoas que podem fazer o legado continuar intacto e tocando em frente. Por isso, criamos uma lista de 10 bandas que em algum período de tempo contaram com apenas um solitário membro de sua formação original:

Ultraje a Rigor

Ultraje a Rigor
foto: Marcos Hermes

Da formação original, com Roger (vocal e guitarra), Leôspa (bateria), Sílvio (baixo) e Edgard Scandurra (guitarra) sobrou apenas o vocalista, líder e cabeça da banda, que hoje toca no programa The Noite de Danilo Gentili junto com Mingau (baixo), Bacalhau (bateria) e Marcos Kleine (guitarra), depois de diversas mudanças em sua formação.

Engenheiros do Hawaii

Engenheiros do Hawaii

Humberto Gessinger (vocal e guitarra), Carlos Stein (guitarra), Marcelo Pitz (baixo) e Carlos Maltz (bateria) começaram em 1984 o Engenheiros do Hawaii, a banda mais amada (e odiada) do sul do país. Depois de muitas mudanças, sobrou apenas Gessinger (que na última formação tocava com Gláucio Ayala (bateria, percussão e vocais), Fernando Aranha (guitarra) e Pedro Augusto (teclados)). Hoje em dia o vocalista se apresenta em carreira solo.

Smashing Pumpkins

Smashing Pumpkins

O megalomaníaco Billy Corgan (guitarra, teclado, piano e vocais) sempre foi o cabeça (raspada) do Smashing Pumpkins, existindo inclusive boatos de que ele teria regravado todas as partes de seus ex-colegas D’arcy Wretzky (baixo), James Iha (guitarra) no álbum “Gish”. A formação original se desmantelou no começo dos anos 2000 e Corgan foi substituindo as peças de sua banda, que hoje conta novamente com o baterista original Jimmy Chamberlin, mas até 2014 tinha Mike Byrne (bateria), Nicole Fiorentino (baixo) e Jeff Schroder (guitarra, continua até hoje) na formação.

Blink-182

Blink 182

O trio californiano contava em sua formação original com Mark Hoppus, Tom Delonge e Scott Raynor. Em 1998, Raynor foi substituído por Travis Barker, e a banda atingiu o topo das paradas de sucesso. Com a (segunda) saída de Tom Delonge da banda e a entrada oficial de Matt Skiba (Alkaline Trio), apenas Hoppus continua desde o começo.

Guns’n’Roses

Guns'n'Roses

Este é o caso clássico de megalomania do “líder” da banda. No começo, mesmo com todas as festas, drogas, bebidas e tudo o que o rock traz, Axl Rose, Izzy Stradlin, Duff McKagan, Slash e Steven Adler eram amigos e se davam bem. Porém, após o sucesso de “Appettite For Destruction”, os membros originais foram aos poucos saindo ou sendo expulsos por Rose, que mudou sua formação como quem muda de roupa. Mas o improvável acontecerá este ano: um retorno da quase formação original, com Slash e McKagan.

Misfits

Misfits

Depois de muitas formações e das traumáticas saídas dos vocalistas Glenn Danzig (em 1983), Michale Graves (2000) e mais de 10 membros, sobrou para Jerry Only o posto de único Misfit da formação original, e hoje  toca com Eric “Chupacabra” Arce (bateria) e Jerry Other (guitarra).

Os Mutantes

Os Mutantes

O trio formado pelos irmãos Arnaldo e Sérgio Baptista e Rita Lee foi ganhando membros, depois perdeu Rita, depois perdeu Arnaldo, depois se desmantelou. Aí nos anos 2000 voltou com Arnaldo e Sérgio, mas sem Rita, e agora só resta Sérgio da formação original. Confuso? Enfim, hoje a banda conta também com Esmeria Bulgari (vocal e percussão), Vinicius Junqueira (baixo), Vitor Trida (vocal, guitarra e teclado), Henrique Peters (vocal, teclado, piano e órgão) e Cláudio Tchernev (bateria).

Autoramas

Autoramas

A banda de Gabriel Thomaz, ex-Little Quail and The Mad Birds, começou com Simone Dash (ex-Dash) no baixo e vocal e Nervoso na bateria. A partir daí, Bacalhau (ex-Planet Hemp) entrou na bateria, Selma Vieira entrou no lugar de Simone em 2002, sendo depois substituída por Flávia Couri… Hoje em dia a formação do recém-lançado “O Futuro Dos Autoramas” deixa o formato power trio para trás, com Gabriel no vocal e guitarra, Érika Martins no vocal e teclados, Melvin no baixo e Fred na bateria.

Queens Of The Stone Age

Queens Of The Stone Age

O QOTSA é o projeto mutante de Josh Homme, o único remanescente da formação original do grupo, originário do Kyuss. É uma pena que Nick Oliveri tenha saído, apesar de a dupla hoje em dia já ter feito as pazes.

Motörhead

Motörhead

Bom, infelizmente agora a banda não existe mais, já que Lemmy Kilmister bateu as botas, mas o Motörhead já não contava com os membros originais Larry Wallis e Lucas Fox faz bastante tempo, e nem com a formação clássica com Philty Animal Taylor e “Fast” Eddie Clarke. No último disco “Bad Magic”, lançado pouco antes de sua morte, Lemmy era acompanhado por Phil Campbell na guitarra e Mikkey Dee na bateria.

 

Duo The Niuzz, da Argentina, faz electrorock energético com toques de punk e glam rock

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The Niuzz, da Argentina

Rocko Rainoldi e Ludmila Fazzari são o duo The Niuzz, que faz electrorock cheio de influências de punk rock, pós punk e new wave em sua composição. Quantas vezes eles tocaram ao vivo até agora? Zero. Mas isso não significa que eles não tenham criado um monte de música. Afinal, hoje em dia as redes sociais estão aí pra levar o som das bandas para todo o mundo direto de suas garagens. “Para nós é, hoje, a única ferramenta que usamos para mostrar o que fazemos. É incrível onde chegamos com a ajuda do Facebook, Twitter, Soundcloud, Reverbnation, Youtube”, dizem.

Conversei com a dupla sobre a vida de artista independente, o rock nacional argentino, a divulgação via internet e a relação deles com o Brasil:

– Como a banda começou?

A gente se juntou em 2013, com algumas músicas que a Ludmila queria gravar. A coisa começou a fluir tão naturalmente que, ainda hoje, continuamos sem parar, criando, fazendo e procurando nosso caminho!

– E de onde veio o nome da banda?

Nós escolhemos o nome pelo seu som, rítmico. Não significa nada em particular, mas para nós é como um raio que cai do céu, a inspiração. Se eu tivesse um som: NZZ!

– Quais são suas maiores influências?

A verdade é que muitas! De Ramones a Britney Spears, nós dois temos um passado musical muito amplo. Há alguns meses atrás, Rocko era o baterista dos Tormentos (banda instrumental de surf music). Inclusive eles tocaram algumas vezes no Brasil. Ludmila tinha uma banda de rockabilly…

– E como isso influenciou o som atual de vocês? Como vocês definiriam o som do The Niuzz?

De alguma maneira, juntamos o que mais nos atrai em cada estilo e tentamos não nos encaixar em nenhum. Acredito que nossa formação foi essencial com todo o background com que já contávamos. Hoje com certeza temos mais liberdade em compor sem limites de estilo. Tentamos fazer com que nossas canções possam ser interpretadas de diversas maneiras, seguindo nosso estado de espírito. Hoje nosso som é electro dance, amanhã pode ser glam rock.

– Como é a cena rock da Argentina? O rock nacional é muito valorizado por aí, né?

Sim, na Argentina o rock nacional é o mais popular. Sempre vai ser mais fácil para bandas com letras em castelhano sair do underground. Mas o underground nunca pára de crescer!

The Niuzz, da Argentina

– Vocês já vieram para o Brasil? O que acham da música daqui?

Ratos de Porão, Autoramas, Dead Rocks, Forgotten Boys… Estas são algumas das bandas que escutamos. Nunca viajamos juntos para o Brasil. As percepções e experiências sobre o país são bem mais individuais do que como banda… Ah, sim, esquecemos do CSS, uma grande referência para nós hoje em dia.

– Como vocês definiriam o som do The Niuzz?

Em poucas palavras, electrorock, new wave… Agora está chegando a hora de estrear nossas canções ao vivo e para isso estamos ensaiando com um grupo de músicos amigos. Dentro de pouco tempo estaremos anunciando nossa primeira apresentação ao vivo.

– Vocês começaram na internet. Como vocês acham que a internet ajuda bandas que estão começando?

Para nós é, hoje, a única ferramenta que usamos para mostrar o que fazemos. É incrível onde chegamos com a ajuda do Facebook, Twitter, Soundcloud, Reverbnation, Youtube!

The Niuzz, da Argentina

– Quais são os próximos passos do The Niuzz?

Agora mesmo, estamos nos preparando para nossos shows! Sempre compondo novas músicas, fazendo vídeos… Somos o que mostramos, essa é a nossa vida. Nosso dia a dia é o que nos faz felizes. Agora também estamos gravando para um tributo ao The Clash, que vai sair em outubro.

– Recomendem bandas que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Persona, La Tumba del Alca, Tirapiedras, Juvenilia, Autopista, LRHP, Yaga Plush, Patokai… São algumas das bandas independentes que escutamos, algumas pelo som e outras pelas suas personalidade, juventude ou atitude, como Tirapiedras e Yaga Plush por exemplo!

The Vanjas, de Estocolmo, mostram que o rock’n’roll continua nascendo na Suécia

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The Vanjas

The Vanjas

Os suecos do The Vanjas têm uma pretensão: criar novas pegadas no mundo do rock and roll e ser ainda maiores que seus conterrâneos do The Hives e Hellacopters. Soa pedante? Talvez seja. E talvez o rock precise de um pouco de pedantismo pra funcionar, quem sabe. Se eles conseguirão ou não, só o tempo dirá, mas o que podemos afirmar é que o som do quarteto é bem bacana. O que será que a Suécia tem para gerar tantas bandas incríveis?

Formado por Vanja Lo nos vocais, Bon-Ton no baixo, Mr Magnatone na guitarra e Swingin’ Zack na bateria, a banda está em turnê divulgando seu primeiro disco, “The Vanjas Sings And Plays Rock’n’Roll” e sonham em conhecer o Brasil assim que possível.

Conversei com a líder do grupo, Vanja Lo, sobre a carreira da banda, o rock sueco e as dificuldades de ser uma banda independente nos dias de hoje:

– Como a banda começou?
Começamos quase um década atrás, muito jovens, muito ansioso para fazer rock. Nós só sabíamos que íamos ser estrelas do rock’n’roll, que estava em nosso sangue. Nós não conhecíamos muito bem, mas só olhando um para o outro sabíamos que isso ia acabar bem. Nós nos sentamos em algum bar e decidimos que iríamos começar uma banda baseada em ritmos simples, boa aparência e energia selvagem. “Vamos fazer as pessoas dançarem”, dissemos. E isso que fizemos. Ao vivo fazemos as pessoas ficarem realmente de queixo caído, tem sido desde o primeiro dia. Só que agora nós estamos ainda mais poderosos.

– Como surgiu o nome The Vanjas?
Já que eu sou a vocalista e a frotwoman da banda, decidimos que a banda chamaria The Vanjas. É meu nome, é minha banda.

The Vanjas

– Quais são suas maiores influências musicais?
Muitas, é claro. A minha última paixão musical foi um americano chamado Hunx. Hunx and his Punks. Eu sempre me apaixono por bandas realmente porrada… Sonho com elas à noite e tudo mais. Aí canso um pouco deles de repente e não consigo ouvir suas música por um tempo. Mas algumas bandas estão sempre conosco: Muito do punk, se você me perguntar. Os Ramones, Blondie, Patti Smith (chegamos a abrir um show para ela na Suécia), Cramps. Mas também um monte de coisas antigas como Lonnie Mack, The Sonics, Laverne Baker, Etta James, Ronettes, Ike e Tina Turner, Hasil Adkins. Na Suécia nós estamos felizes de ver algumas novas bandas muito legais de rock’n’roll como Spiders, por exemplo.

– Me conte um pouco sobre o que vocês já lançaram.
Nosso primeiro lançamento foi um EP, chamado “4 Raw Cuts”. Era uma pequena edição, só é capaz de chegar em suas mãos se você fosse a um dos nossos shows. Nós lançamos nosso álbum de estréia ano passado, chamado “Sings And Plays Rock’n’Roll”. Foi um grande sucesso entre os críticos e ficamos felizes de vê-lo tão bem recebido. Logo encantaremos todos novamente com algumas novas canções de sucesso.

– Como é seu processo criativo?
Na maioria das vezes é assim: eu e o baixista, Bon Ton, sentamos e ouvimos algumas de suas melodias. Ele registra um monte em seu celular. Em seguida, decidimos sobre o que a música será. Às vezes ele me dá algumas palavras, como em uma gravação de nova canção que estamos fazendo agora chamada “No Tomorrow Boy”. Bon Ton me disse aquelas três palavras e, em seguida, o resto veio a mim. Eu tenho um monte de imagens na minha cabeça ao escrever uma nova canção. Quanto mais claras as imagens são, melhor a música será. Na minha cabeça é como um filme, e a canção é uma trilha sonora.

The Vanjas

– Como você descreveria o som do The Vanjas?
Rock’n’roll cru, energético e bruto com um monte de conexão para suas raízes – do antigo rhythm’n’blues até o pop dos 60’s e o punk. Uma expressão apaixonada e poderosa. Estamos tentando encarnar a alma do rock’n’roll, só temos isso dentro de nós.

– Quais são os maiores desafios de ser uma banda independente hoje em dia?
Ficar amigos. Não, falando sério, é um trabalho duro. Você tem que estar realmente dedicado a fazer as coisas acontecerem. Você não pode apenas sentar sua bunda gorda e esperar. Você tem que trabalhar, trabalhar, trabalhar. Tocar, tocar tocar. Tem que ficar melhor e melhor. É como uma máquina. E você é uma parte dessa máquina, mantenha-se em forma, não quebre: trabalhe.

– O que você acha da música pop atual?
Eu não sei muito sobre música pop hoje em dia. Às vezes ouço alguma música da Rihanna e eu realmente gosto dela, mas na verdade eu acho que um monte de coisas que eu ouço no rádio apenas soa igual… Nota: Esta não é a minha avó falando, embora isso soe como ela. Mas eu acho que há uma coisa muito boa acontecendo que não toca nas rádios. Como uma banda chamada The Viagra Boys (eles estão no Facebook, confira na página Viagra Boys) aqui em Estocolmo. Eu ouvi uma música ontem e hoje eu acho que quero ir ver o show deles.

The Vanjas

– Quais são os próximos passos do The Vanjas?
Estamos gravando canções novas no momento. E haverá um novo clipe e coisas assim. Uma das canções será um enorme sucesso. É muito romântica, triste e dramática em uma espécie de som meio “girlgroupy”.

– Nos fale algumas bandas que chamaram sua atenção ultimamente.
Bem …. A banda sueca Moon City Boys (apesar de a banda não ter nenhum menino na formação). Eles são bons. Eu não sei se eles são novos, mas tem uma banda americana chamada Natural Child que chamou minha atenção outro dia. Five Finger Discount é a melhor, da mais profunda floresta do sul da Suécia. Nós gostamos muito da banda brasileira Autoramas, eles são novos para nós, embora eles já estejam agitando por algum tempo…

– Podemos esperar uma visita de vocês no Brasil em breve?
Meu Deus, com certeza espero que sim! Em meus sonhos já estou aí. Diga a todos sobre nós e diga-nos quem contatar no Brasil e estaremos aí mais cedo do que você imagina. Ansiamos pela América do Sul e gostaria de seguir os passos dos nossos maiores “irmãos” de bandas como Hives ou Hellacopters. Na verdade, pretendemos ir ainda mais longe do que isso e fazer próprios passos em todo o mundo. Estou falando realmente grandes passos, maior do que qualquer um já fez. Cara, eu quero tanto ir para o Brasil…

Qual será “O Futuro dos Autoramas”? Perguntamos a Gabriel Thomaz e ele falou tudo sobre o novo disco

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O Autoramas mudou. Com a saída de Flávia Couri do baixo e Bacalhau da bateria, a banda de Gabriel Thomaz sofreu uma reformulação que, segundo ele, é responsável pela produção do melhor disco da banda até o momento. Agora um quarteto formado por sua esposa Érika Martins na guitarra, teclado e vocais, Melvin no baixo e Fred Castro na bateria, o grupo prepara “O Futuro dos Autoramas”, disco que finalizou suas gravações na semana passada e deve sair ainda este ano, contando com a produção de Lê Almeida e do próprio Gabriel e financiado por um bem sucedido sistema de crowdfunding.

“Acho que o Autoramas nunca esteve tão legal. A formação da banda é a melhor que a gente já teve!” disse Gabriel. Conversei com ele sobre as mudanças na formação, a participação no Rock In Rio 2015 e sobre o novo disco, “O Futuro dos Autoramas”. Rrrrrrrrock:

– Sobre a nova formação, como foi a aceitação do público?

Cara, deu tudo certíssimo, acho que o Autoramas nunca esteve tão legal. A formação da banda é a melhor que a gente já teve! Os shows estão sendo superlegais, fizemos shows recentemente nos Estados Unidos e México e todos os comentários foram que o nosso show foi o melhor do festival… A gente tá muito feliz, todo mundo que está atualmente na banda, a Érika, o Melvin e o Fred, já conhecem o Autoramas a fundo. A Érika foi a primeira pessoa que escutou muitas das músicas que a gente gravou, porque eu fiz e mostrei pra ela primeiro pra ver o que ela achava, então ela está totalmente inserida no negócio. Não tem erro! É engraçado: o Autoramas mudou a formação várias vezes e isso vai me dando sempre uma confiança de que as coisas sempre podem melhorar. Hoje em dia como somos um quarteto a gente tem muito mais possibilidades. Quando a Flavinha e o Bacalhau estavam na banda, a gente já conversava sobre ter uma pessoa a mais na banda, pra poder adicionar os teclados. Por exemplo, a gente gravava uma música como “Abstrai” e tinha que adaptar o teclado para a guitarra ou para alguma outra coisa, ou seja, acabávamos fazendo ao vivo algo que não era a ideia inicial da música, então o que a gente tocava era uma adaptação da música. Hoje em dia não é mais assim e temos muito mais possibilidades. É muito legal bandas que são trio e conseguem funcionar assim. O Autoramas já não estava conseguindo fazer tudo o que queria sendo apenas um trio.

– Isso significa que o disco também terá novas direções para os sons dos Autoramas, com essas novas possibilidades como um quarteto?

Acho que o estilo vai ser o mesmo, mas as músicas estão melhores! Mais bem tocadas, ideias novas… cara, tem um monte de coisa novas, mas sempre com o estilo dos Autoramas. A gente gosta muito de explorar timbres e tal, agora com mais gente vai ficar muito mais rico, com certeza.

11133855_1074390972586014_6688842363058772731_n– Essa nova formação é quase um supergrupo dos anos 90, com membros do Acabou La Tequila, Penélope e Raimundos. O que você acha que os membros novos trazem de bom de suas antigas bandas que podem acrescentar ao som dos Autoramas?

Bom, a gente tem o Fred que é um puta baterista, foi escolhido várias vezes o melhor baterista do Brasil e meu amigo há muitos anos, candango igual eu, conterrâneo, tocou comigo em muitas coisas, nos discos dos Raimundos, nos do Little Quail, ele chegou até a fazer parte do Little Quail… A Érika, que sabe tudo da banda, foi a pessoa que ouviu muitas das músicas pela primeira vez, sabe, os rascunhos das músicas, os esqueletos, muitas músicas foram feitas falando dela, inclusive… E o Melvin, que além de ser um super baixista é uma pessoa que nos dá a possibilidade de ter mais um vocal na banda, que é uma coisa que eu sempre senti muita falta, porque nos discos dos Autoramas sempre tivemos muitas vozes e no palco a gente tinha só duas, então agora a gente tem mais essa possibilidade. O Melvin foi chamado porque também toca comigo no Lafayette e os Tremendões e fez um ótimo trabalho no disco que ainda vai sair, além de ter um astral muito bom e ser uma figura de minha confiança. Pelas nossas experiências recentes descobri que confiança é uma coisa muito importante numa banda. O que eles estão acrescentando eu sou até suspeito pra falar, então não vou ficar fazendo propaganda, está vindo o disco aí pra mostrar. Quais são as diferenças, quais são os acréscimos… o negócio tá muito bom. Eu acho melhor todo mundo escutar. Já me perguntaram “agora vai mudar o estilo do Autoramas?” Eu acho que agora nessa formação da banda, todo mundo entende que o Autoramas é o resultado de um trabalho, não é um negócio de ego, questionar métodos e tal. O que a gente está fazendo é colocar o Autoramas no devido lugar da banda que é um trabalho inteiro, porque muitas vezes o pessoal acha que a banda é um somatório de egos, e a banda na verdade é o resultado de um trabalho em grupo, é isso.

– Sem querer ser TV Fama, mas queria falar da saída da Flávia e do Bacalhau. Tem boatos falando em brigas, falta de entrosamento no final, disputa de egos… Você pode esclarecer o que aconteceu?

Bom, eu não tô sabendo desses boatos, não sei o que as pessoas comentam, e tal… A verdade é que sim, rolou briga, a gente se desentendeu por diversos motivos. Principalmente esse no final, que a Flavinha se casou com o baterista do Columbian Neckties, uma banda que eu organizei a turnê deles por aqui, eu trouxe e fiz o negócio todo, distribuí disco, eu inclusive apresentei os dois… E toda vez que a gente ia pra Europa, ela ficava mais dias depois da turnê com o cara. Até que ela começou a ir mesmo sem a gente estar indo pra Europa. Aí às vezes a gente tinha 10 dias sem show e ela já ia pra lá, saca? Cara, sei lá, o negócio foi ficando sério. Na turnê que a gente fez que durou três meses, teve uma semana que a gente deu uma parada, pra descansar e até mesmo da cara um do outro, uma coisa saudável de se fazer. Aí a gente tava na Finlândia, no dia da final da Copa do Mundo de 2014. Acabou o show, a gente já sabia que ela tava indo encontrar o namorado dela na Dinamarca e ela falou “Gabriel, eu vou me casar, sabia?” e eu falei “Não, não sabia! Quando você vai se casar?” e ela “Vou me casar depois de amanhã!” Eu fiquei meio “Como assim?”, mas nem falei nada. Mesmo nosso empresário, o Lúcio, ficou sabendo do casamento pelas fotos do Facebook, saca? Foi uma coisa no mínimo estranha pra mim, sabe, mas eu não falei nada. O Bacalhau sabia de tudo, e eu não sabia de nada! Difícil, né, cara? Depois, em janeiro, a gente ia fazer um show aqui no Rio e pintou um RJTV na Globo pra gente fazer. A gente não sabia ao certo quando ela ia chegar, ela começou a chegar um dia antes do show, ou seja: se rolasse qualquer coisa com o aeroporto, ela não chegaria, e foi isso que aconteceu. Ela marcou de chegar no dia anterior e pintou um negócio que tivemos que fazer com uma menina que ajudou a gente e gravou o programa da Globo de máscara de lucha libre mexicana. Foi bem desagradável, não foi legal. E cara, rolaram muitas coisas, eu fui descobrir depois coisas que nem vou falar aqui, coisas que já haviam sido faladas e feitas, que eu não tinha conhecimento e que o Bacalhau sabia. Então foi brabo, sabe? Na hora que tudo foi descoberto, sim, rolou uma briga. E aí a Flavinha saiu e no dia seguinte o Bacalhau falou que também estava saindo. Muita gente me perguntou porque eu não faço um lance solo. Será, cara? Pô, as minhas ideias e o projeto da minha vida é o Autoramas. Eu não tô economizando música pra pôr em outro projeto, eu nunca fiz isso, meu lance não é esse. Quando eu ponho a cabeça no travesseiro e penso em alguma coisa pra minha vida, eu penso no sucesso do Autoramas. Essa que é a verdade, sabe? Eu não sei se a galera que saiu tinha isso também. É complicado pra caramba pensar nessa parada! Se me perguntarem “Gabriel, o que você quer pra sua vida?” eu vou falar “Quero que o Autoramas esteja tocando no mundo inteiro, no Japão, na Indonésia, no México, na Costa Rica, fazendo festivais grandes, tocando pra um monte de gente, gravando”… Eu quero fazer músicas cada vez melhores para o Autoramas! Cara, o Bacalhau, quando chamei pra tocar no Autoramas, ele tinha acabado de sair do Planet Hemp expulso da banda. Cara, ele tava numa pior! Bicho, não sei se você lembra dessa época, mas o Bacalhau foi esculachado e a pessoa que foi lá estender a mão pra ele fui eu. Quando a Flavinha tocava nas Doidivinas, chegou a fazer show com zero pagantes! Eu mesmo que sou um cara conhecedor do rock não conhecia a banda, que era muito legal e nunca tinha ido tocar nem em São Paulo ainda, cara, sabe? Cara, fazer turnê internacional, conhecer o mundo, sair tocando com visto de trabalho… nunca ninguém me agradeceu disso. Pô, botei todo mundo aí na roda fazendo as paradas, cara. O Autoramas já tinha feito turnê internacional sem a Flavinha, já tinha ido pro Japão com a Simone e turnê pela Europa com a Selma. Já tinha feito um monte de coisa. O Autoramas já existiu sem o Bacalhau e já existiu sem a Flavinha. Agora, é isso que rolou, e nada disso foi falado quando neguinho saiu da banda, nada disso foi agradecido… Pra mim pelo menos não. Pra mim ninguém falou nada. Aí o negócio é esse. A gente tinha um negócio que rolava dentro da banda que era o seguinte: meus métodos eram sempre muito questionados só que ninguém dava uma proposta diferente. Não existiu uma proposta diferente, “vamos fazer de uma outra maneira”. Eram só as minhas coisas que eram questionadas, só que era o meu jeito de fazer que já existia antes da Flavinha e já existia antes do Bacalhau e que vai continuar existindo sem eles. O trabalho com o Autoramas de entrosamento tava muito bom, legal pra caramba, eu tava super satisfeito com como o trio tava tocando ao vivo, mas ninguém pensou nisso na hora de sair. Cara, tá aí, é isso, cara. Espero ter colocado mais detalhes nesses boatos que as pessoas falam. E eu tô aqui, tocando a banda. A banda poderia ter acabado, quem fez a banda não acabar fui eu, como quem fez a banda começar fui eu. Pra mim o Autoramas é acima disso tudo, cara. É isso.

– “O Futuro dos Autoramas” foi gravado onde e quem está produzindo?

A gente gravou metade do disco n’A Toca do Bandido, com minha produção, e metade no escritório, produzido por Lê Almeida.

11150850_1089279441097167_2452832792256812407_n– As músicas já estavam sendo preparadas na estrada ou começaram a acontecer depois da mudança da formação, no estúdio?

A gente nunca faz nada no estúdio, gosto de usar o estúdio só pra registrar, sabe? Uma música foi finalizada na pré-produção, o resto já estava em cadernos, na memória, juntando ideias de diferentes situações que a gente vai compondo e vai fazendo. Neste disco vai ter uma parceria minha com o Alvin L.,  que mandou um material maravilhoso, ele fez a letra e eu fiz a música, tem parceria minha com o Renato Martins do Canastra, que toca comigo no Lafayette e os Tremendões, tem músicas da Érika… Tem de tudo, tem um monte de coisa! Vai entrar aquele cover de “Be My Baby” que a gente fez. Tem bastante material diversificado. As músicas estão muito legais, as letras estão muito legais… não tenho o mínimo medo de dizer que este é o melhor disco que o Autoramas já fez.

– No último disco vocês tiveram a participação inusitada de Jô Soares tocando bongô. Podemos esperar um personagem tão inusitado no novo álbum?

O grande personagem surpresa deste disco é um cara chamado Jim Diamond, que me mandou uma mensagem no Facebook dizendo que queria trabalhar com a gente… E eu pensei “Esse nome não me é estranho”. Ele falou que queria mixar as nossas músicas. Fui dar uma procurada e é simplesmente o cara que produziu o último disco dos Sonics, os primeiros dos White Stripes e mais um monte de coisa. Não sei como ele conheceu a gente, só sei que depois do SXSW o Autoramas teve muitos comentários bons nos Estados Unidos, mas eu não sabia até aonde. Então acho que esse cara é o personagem surpresa desse disco. A gente teve também participações muito legais, como o Luiz Lopes que é guitarrista do Erasmo Carlos que tocou violão e fez vocais numa música, a gente tem sempre participação do grande tecladista amigo nosso Humberto Barros, com texturas muito boas que combinam muito com os Autoramas e o próprio Lê Almeida, que tocou guitarras super sujas como só ele sabe fazer…

– O disco também vai sair em vinil? A indústria do vinil é uma amostra de que as pessoas se interessam mais pela cultura do álbum e não só de singles?

Cara, a gente sempre faz os vinis, e singles também! Eu gosto muito de comprar discos e na verdade o meu formato preferido é o do single! (risos) Mas vamos fazer, a gente gosta de fazer em todos os formatos, eu tô louco pra lançar em cassette também, esse disco, como todos os outros… acho um grande barato!

11203156_1088453371179774_3970281004743732192_n– O novo disco já tem previsão de lançamento?

É difícil de dar uma data certa, mas o mais breve possível vai rolar. Estamos indo pra Europa e dia 16 de junho a gente volta e eu espero que já estejamos nos finalmente para o lançamento ou a prensagem, pelo menos. Por mim, saía hoje, agora mesmo. Não tenho tempo a perder. Rrrrrock.

– Os fãs dos Autoramas estão curiosos para saber os títulos das músicas que vem por aí. Dá pra adiantar alguma coisa?

Bom, temos os grandes sucessos “Verão”, “Quando a Polícia Chegar”, “Problema Seu”, “Jet To The Jungle”, que é uma música que eu fiz pro Guitar Wolf, a maior banda da atualidade no mundo, todo mundo sabe disso… A gente fez uma turnê com eles e o Seiji me pediu uma música, aí eu fiz algo bem inspirado neles mesmo e mandei. Aí ele mandou um e-mail falando “Muito boa música, muito animada!” e uma semana depois mandou outro “Olha, essa música é muito difícil de tocar, não vamos gravar não” (risos). Aí a gente gravou e ficou muito boa. Temos também uma que chama “Demais”, uma instrumental chamada “Telecatch”, uma que o Lê produziu chamada “A Sua Vinda Até Aqui” e também “O Que É Que Você Quer”

– Vocês vão tocar pela terceira vez no Rock In Rio, em um palco só com bandas brasileiras. É a terceira vez e a terceira formação, inclusive, né?

É verdade! A coisa que temos em comum é que vai ser como da primeira vez que a gente tocou, em um palco só com bandas brasileiras. É uma grande satisfação, é sempre uma felicidade total, e não só tocar: o momento em que a gente recebe o e-mail e é confirmado, o momento de anunciar, tudo isso são grandes emoções. E é um barato, cara. No mundo inteiro o Rock In Rio é conhecido como um festival gigantesco. Pra gente, estar tocando no Rock In Rio é algo que no mundo inteiro o povo vê a importância disso.

11159503_1077081902316921_6610392576970605189_n– O disco novo foi financiado por crowdfunding, gostaria que você me falasse um pouco sobre esse sistema.

Cara, fazer o crowdfunding é muito legal. É uma maneira que os fãs participam ajudando a financiar o disco. Já é a quarta vez que a gente faz projeto assim e sempre dá muito certo. Tem muita gente que pergunta se os fãs influem no disco, na arte, nas músicas… Não é nada disso: o Autoramas é uma banda em que o público já confia bastante e a gente já sabe a ordem das músicas que vão entrar, as letras… Tem gente que não entendeu nada do que é crowdfunding, inclusive a gente vê coisas muito engraçadas por aí sobre isso, a gente recebe e-mail falando “legal, votei em vocês três vezes!” (risos) Mas é um barato, mas é uma coisa trabalhosa pra caramba: eu tô aqui e vou ter que mandar quase 200 CDs, endereçar um por um… É muito legal ter esse contato, as pessoas tem curiosidades sobre as músicas, dá pra bater um papo, agora, mermão, você endereçar 200 envelopes… Ai… (risos) Mas mesmo assim eu agradeço todo mundo e todo mundo recebe o disco em casa bonitinho, assinadinho, com seu nome no agradecimento. É um barato. Gostaria de agradecer todo mundo que participou, e daqui a uns anos vamos encontrar todas essas pessoas que tem seus nomes nos agradecimentos e conversaremos sobre isso. Estamos todos juntos… um abraço a todos!

– Qual a sua opinião sobre os serviços de streaming que estão em alta hoje em dia?

Acho ótimo! Inclusive a gente recebe por serviço de streaming também. É só fazer tudo organizadinho que tá tudo certo. A melhor coisa hoje em dia pro músico é estar bem informado de como as coisas funcionam. Quando neguinho começa a ligar uma coisa com a outra, as coisas começam a dar certo. A única que eu sei que não dá dinheiro é não fazer nada e ficar reclamando. Eu acho que reclamar é um esporte que muita gente pratica hoje em dia… E eu acho chato pra caramba.

– O que você acha do atual cenário do rock no Brasil? Você acredita que o estilo pode voltar às paradas de sucesso?

Cara, eu acho que o cenário está ótimo! O rock estar em alta ou não estar em alta, pra mim nunca importou. Às vezes acho até bom, porque aí os oportunistas não estão por aí. Quero mais que essa galera se foda, sabe. Tem mais é que continuar rolando, se estiver pessoas mais por causa da modinha, é melhor que nem tenha mesmo! Se tiver quem goste de rock “só porque está na moda”, é bom que se acuse! (risos)

 

– Vocês já viajaram o mundo inteiro tocando. Quais bandas chamaram sua atenção e você acha que todo mundo deveria conhecer?

Eu gosto muito da dupla chilena Perrosky, sensacional… tem muita coisa boa rolando. Uma coisa que eu gosto muito é da Galícia, uma região da Espanha  que fala galego, que é bem próximo do português, chamada Novedades Carminha, que tem uma música chamada “Tu Antes Molabas”, que significa algo como “Antes Você Era Muito Legal”. Eu tô curtindo muito coisas que são famosas lá fora, como o Thee Oh Sees, o Ty Segall… É tanta coisa que é difícil de selecionar! Em Portugal tem uma banda chamada Dirty Cool Train que é muito boa, na Argentina tem uma das coisas que eu mais gosto de escutar que é o Él Mató A Un Policia Motorizado e o The Tormentos, uma banda de surf music que eu adoro. No México tem uma banda chamada Descartes a Kant que é muito legal. Tem uma banda na Alemanha que só canta em Francês e chama Paris Paris que é legal pra caramba. No Uruguai temos uma banda chamada Max Capote, e tem uma dupla americana de meninas chamada Dog Party que é um som bem bubblegum que tocou com a gente, na França tem uma dupla chamada Magnetiques, que é demais, é uma das melhores bandas no mundo hoje em dia… acho que tá bom, né bicho? Tem tanta coisa rolando, muita coisa rolando mesmo!

Confira um show completo dos Autoramas com a nova formação no SXSW:

Flávia Couri, ex-Autoramas, agita a cena rocker da Dinamarca com o The Courettes

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Flávia Couri começou sua carreira tocando guitarra nas Doidivinas, passou a integrar os Autoramas em 2008 como baixista e depois de um disco (“Música Crocante”), um DVD e um Acústico com a banda (além de muitas turnês pelo mundo) largou tudo para se juntar ao marido, o dinamarquês Martin Couri, na banda The Courettes. Se mudou de mala e cuia para a Dinamarca e está preparando o disco de estréia do duo para 2015 e já lançou as prévias “Go Go Go” e  “I’ve Been Walking” no Youtube.

“O disco está agora na fábrica e deve ficar pronto em cinco semanas. Vai ser lançado em vinil no verão europeu pelo selo alemão Sounds of Subterrania, e, se tudo der certo, também no Brasil”, promete Flavinha. Conversei com ela sobre a nova banda, a mudança para a Dinamarca e sua saída dos Autoramas:

– Como a banda The Courettes começou?

The Courettes começou através do amor! Do amor entre o Martin e eu e do nosso amor mútuo por rock garage. Foi algo que aconteceu, sem a menor pretensão, nunca planejamos nada. O amor inspira, e as ideias para as canções foram pintando e eu só tive que ir trabalhando nelas. O Martin é um ótimo baterista, muito criativo e inspirado. Tivemos a enorme sorte de nos encontrarmos e de sermos tão compatíveis na vida e na música.

– Quais são suas principais influências musicais?

ROCK N’ ROLL! Principalmente garage rock e proto punk da primeira metade dos anos 60. Sou apaixonada também por musica pop, especialmente dos 60, girl groups, Motown, Beatles & Stones & Kinks. Soul, música negra em geral, rockabilly e surf music também estão sempre na minha vitrola.

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– Como é o processo de composição de vocês?

Eu componho as músicas e escrevo as letras, mas o Martin tem um papel crucial dizendo “isso é bom” ou “isso é ruim, esquece”. Ele é quem escolhe quais as canções vão ser levadas pro estúdio pra gente trabalhar junto nos arranjos e quais vão ficar só no meu gravadorzinho em casa.

– Agora você está tocando guitarra e a banda não possui baixo, um instrumento que você defendeu por tantos anos. Como é essa mudança pra você?

O baixo sempre foi e sempre será meu instrumento principal, o instrumento com o qual eu consigo me expressar melhor. Mas eu também gosto de tocar guitarra e já tive uma banda onde eu tocava guitarra, o trio Doidivinas. Então pra mim não é uma troca do tipo “abandonei o baixo e agora estou tocando guitarra”. Foi natural no The Courettes. Como eu compus as músicas na guitarra, levei a guitarra pro estúdio. Mas estamos com idéias de experimentar no futuro eu tocar baixo em algumas músicas, ou uma guitarra-barítono. Eu vou tocar baixo sempre. Agora em abril tive a honra e o prazer de fazer uma turnê de dez dias pela Bélgica e Holanda tocando baixo com umas das maiores, melhores e lendárias bandas de rock da Dinamarca, Powersolo. O baixista deles não pode ir e eu fui convidada. Então deu pra matar as saudades do baixo.

– Vocês já estão gravando alguma coisa? Vem disco por aí?

Já gravamos, o disco esta agora na fábrica e deve ficar pronto em cinco semanas. Vai ser lançado em vinil no verão europeu pelo selo alemão Sounds of Subterrania, e, se tudo der certo, também no Brasil. A produção ficou por conta do Kim Kix, líder do Powersolo, que viu um show nosso e ofereceu gravar, produzir e mixar nosso primeiro álbum. Finalmente consegui gravar do jeito que eu sempre quis, ao vivo no estúdio, sem clic, sem edição, sem auto-tune e com pouquíssimos overdubs. O resultado foi um disco de rock n’ roll cru e sincero, e estamos muito satisfeitos e orgulhosos.

– Você saiu dos Autoramas e foi com seu marido para o exterior. Como rolou tudo isso?

Meu marido é dinamarquês e sempre morou na Dinamarca. Por dois anos eu fiquei numa ponte aérea Rio-Copenhagen sem fim, tentando conciliar com a agenda do Autoramas, que era a única coisa que me prendia ao país. No início desse ano eu percebi que tinha que tomar uma decisão, que já não fazia mais sentido voltar pro Brasil, juntei toda minha coragem e agora estou aqui. E não poderia estar mais feliz.

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– Tem gente criticando a nova formação dos Autoramas, especialmente os que imaginam que você e o Bacalhau foram expulsos, o que não ocorreu. O que você diria a essas fãs dos Autoramas?

Eu gostaria de dizer pra todos os fãs do Autoramas um sincero muito obrigada pelo carinho nos sete anos que estive na banda. Foi um período incrível da minha vida. Eu tomei a decisão de sair porque infelizmente não havia mais nenhuma condição de continuar, por uma série de motivos. Foi bastante difícil e eu lamento muito se alguns fãs sentem minha falta. Mas gostaria de convidá-los pra conhecer meu novo trabalho e espero poder levar o The Courettes pra uma tour no Brasil em breve.

– Hoje em dia poucas bandas de rock novas estão cantando em português. Porque isso ocorre?

Sinceramente não percebi isso. Conheço um monte de bandas cantando em português. As bandas que eu tive antes de me mudar pra Dinamarca sempre cantaram em português. Pela primeira vez eu estou cantando em inglês, porque as ideias pras letras vieram em inglês. Até porque meu dinamarquês ainda é muito rudimentar!

– Como é a cena rocker da Dinamarca?

Melhor agora com The Courettes!

– Indique algumas bandas e artistas novos que você adora. Se possível, independentes! 🙂

Aqui na Dinamarca, Columbian Neckties, Powersolo, Beatophonics e The Youth. No Brasil, Boogarins, Dead Rocks e Beach Combers. E, pelo mundo, Dip Dry Man, Fredovitch & his one man band, Thee Outlets e Mars needs Women.

T-Shirtaholic – Autoramas, Give Pizza Chance e Fifty Shades of Bey

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Nada pode pará-los. Os Autoramas mudaram de formação, agora são um quarteto e estão produzindo o novo trabalho, “O Futuro dos Autoramas”. A HeartBleedsBlue fez duas camisetas bonitonas para a incansável banda de Gabriel Thomaz.

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Quanto? R$ 49,80
Como comprar? http://www.hbbstore.com/pd-1df0e4-pre-venda-20-05-autoramas-naja-escorpiao-camisetas-masculina.html?ct=40882&p=1&s=1
Onde tem mais disso? HeartBleedsBlue


Tudo que estamos dizendo é: dê uma chance à pizza. Afinal, até John Lennon sabe que o pessoal dar uma chance à paz tá difícil de acontecer…

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Quanto? US$ 6,00
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Para os fãs de Beyoncé, 50 tons da ex-Destiny’s Child pra você estampar no peito.

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Quanto? R$ 44,90
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Power trio Autoramas vira um quarteto e já tem música nova no Soundcloud, “Verão”

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Depois de 16 anos como um dos melhores power trios de rock nacional, o Autoramas muda de formação. Saem Flavia Couri (baixo) e Bacalhau (bateria) e dão espaço a Melvin (baixo), Fred (bateria) e Érika Martins (vocais e teclado), junto de Gabriel Thomaz, a cabeça pensante do rrrrrrock que sempre liderou o projeto.

A banda promoveu hoje o crowdfunding que bancará o próximo disco da nova encarnação dos Autoramas. Pra colaborar com “O Futuro dos Autoramas”, basta entrar no espaço dedicado ao projeto no Embolacha.

É a primeira vez que o Autoramas terá um baixista homem e um quarto elemento, o que promete mudar um pouco os arranjos da banda e acrescentar novos elementos às músicas que virão. “Tudo estava apontando para essa mudança acontecer. Na virada do ano lançamos o EP “Erika & Gabriel”, o Fred (ex-Raimundos) tocou bateria, e esse material vai fazer parte do novo repertório. A Flavinha (Couri) casou e se mudou para a Dinamarca. Tentamos conciliar as agendas, mas ficou impossível. O Bacalhau pediu para sair, e concordamos que seria melhor para ele”, disse Gabriel em entrevista ao jornal O Globo.

Bacalhau ainda não declarou seus planos, mas Flávia já anunciou sua nova banda na Dinamarca, o The Courettes, um duo mezzo brasileiro mezzo dinamarquês com Martin Couri .

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Pra dar um gostinho de como será o som do “novo” Autoramas, a banda já mandou uma nova música no Soundcloud oficial do agora quarteto. Ouça “Verão” agora: