Arde Rock faz a releitura de um grande clássico dos anos 80 para começar 2018

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A banda santa-mariense Arde Rock começa o ano de 2018 com uma bela releitura. Os músicos trazem um clássico do rock oitentista para seus instrumentos, a faixa “Dangerous” presente no álbum “Algo a Zelar”, lançado no ano anterior. A música original tem como compositor Per Hakan Gessle e originalmente foi gravada pelo Roxette em 1988.

O grupo busca trabalhar na divulgação de seu mais recente álbum, tendo o lançamento de seu site e conquistas expressivas nas colocações de melhores do ano pelos sites especializados do rock underground.

Uma exposição de letras para a vida permeiam “Algo a Zelar” (2017) da Arde Rock

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Arde Rock
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Arde Rock, banda de Santa Maria fundada no ano de 2008, lançou recentemente seu álbum “Algo a Zelar”, que possui doze faixas e uma temática mais positiva e motivacional, com letras que pretendem impactar o público com pensamentos de resiliência e coragem.

A banda, formada por Killermano, Simone Sattes e Thomás Martins, imprime características de gêneros como hard rock, pop rock, pop e heavy metal em seu som. A mistura de influências, junto com uma temática presente em todas as composições, ajuda a banda a criar uma identidade própria nesse novo trabalho, o que é algo sempre bem vindo no cenário atual. Todas as canções parecem fazer parte de um todo, como se o álbum fosse uma exposição de artes plásticas e as obras que adentram esta exposição estão lá para fazer parte da mensagem a ser transmitida.

Entre as melhoras canções estão “Intuição”, “Pareidolia”, “Estrada” e “Algo a Zelar”, que dá nome ao álbum. Outro fator que faz denotar a qualidade da banda e de seu novo trabalho são as vozes de seus vocalistas e o bom uso dos instrumentos: toda essa questão técnica está bem alinhada e favorece muito na construção das composições. A guitarra-base está bastante adequada, a alternância entre os dois vocalistas e suas boas vozes também concedem qualidade às canções, mostrando assim todo o potencial da Arde Rock.

Quanto aos problemas do trabalho, há alguns a serem destacados. A verdade é que ao tentar sempre impor essa temática de superação e resiliência nas letras das músicas, muitas acabam ficando muito parecidas e sem personalidade. Aquela sensação de “ouvi uma música, ouvi todas” se encontra bastante presente, na minha percepção de ouvinte. Outro problema recorrente é o tempo de duração de algumas músicas, principalmente a primeira (“Intuição”) e a última (“Algo a Zelar”), que possuem 6 e 7 minutos de duração respectivamente. O problema não é o tempo em si, mas a repetição de vários trechos, dando a ideia de que a música poderia acabar bem antes do que realmente acaba. Por vários momentos me peguei pensando “a canção poderia acabar neste momento”, o que sempre é um problema.

“Algo a Zelar” é um álbum com uma temática interessante, que se mantêm coerente a essa temática e que possui algumas composições fortes. Sua produção e gravação, tem um método de som mais “cru”, mais próximo do “ao vivo”, o que é um risco tomado pela banda e que deixa o som com um ambiente mais próximo do ouvinte. Um álbum de boa qualidade do agora, trio santa-mariense que sempre está com o pé na estrada batalhando na cena gaúcha.