Construindo Zava: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda ZAVA, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Yuck“Rubber”
“Essa música é um bom retrato do shoegaze moderno. O som, com a sua estética de massa sonora, foi influência na construção de ‘Vidas Secas’.”

Ian Ramil“Coquetel Molotov”
“O Ian é um cara que escreve com muita crueza, é muito honesto nas suas composições. Esse jeito duro de escrever influenciou na composição de ‘¡Adiós!’, em específico”.

Cícero“Tempo de Pipa”
“Cícero é cara com um lirismo impressionante nas suas composições. A doçura e a leveza da arte dele inspiraram as nuances mais delicadas do disco. É quase que um contraponto ao Ian Ramil”.

Verdena “Luna”
Verdena é uma banda de rock italiana que se reinventa a cada disco. A maior influência diz respeito à construção dramática dessa obra-prima deles.”

Chico Buarque“Construção/Deus Lhe Pague”
Chico Buarque escreve sobre questões sociopolíticas com sofisticação, gênio que é. Essa(s) música(s) prescinde(m) de apresentação. Influenciou no desenvolvimento de ‘Vidas Secas’.”

The Mars Volta“Cicatriz ESP”
“Essa música faz parte do indefectível álbum “De-Loused in the Comatorium”. The Mars Volta é uma das principais influências da banda. Esse som vai e volta entre cadências diferentes. Esplêndido.”

Closure in Moscow“A Night At The Spleen”
“O álbum ‘First Temple’, do Closure, aproximou a ZAVA de sons menos redondos e mais ‘angulados’, como gostamos de falar. É uma das bandas de Math Rock que nos chama mais atenção. Os integrantes são exímios músicos e a perfeição da produção/gravação desse disco chega a incomodar.”

The Fall of Troy“A Man. A Plan. A Canal. Panama”
“Outra grande influência de Math Rock da banda. Esse som é uma entropia, com divisões de tempo completamente fora de padrão. Prato cheio pra quem se entedia com o 4/4 de sempre.”

Nirvana“Heart-Shaped Box”
“Não bastasse terem conquistado o mundo com o “Nevermind” em 1991 – e nos salvado da cafonice do ‘hair metal’ -, o Nirvana lançou esse hino do grunge, uma porrada melancólica, por mais paradoxal que isso soe. A admiração pelo Nirvana acompanha a banda desde o princípio. Queríamos ter sido eles (quem não?).”

Queens Of The Stone Age“Song for the Dead”
“Outra banda que é unanimidade no quesito admiração dentro da banda. Esse som é uma explosão dentro de uma ogiva nuclear, no caso, do álbum “Songs for the Deaf”. Uma curiosidade: a bateria do som é uma referência a ‘Slip it In’ do Black Flag.”

Led Zeppelin“No Quarter”
“Essa música tem uma evolução incrível. Para além da energia habitual do Led, ela é bastante experimental e tem muita dimensão. Ah, sim, o timbre de bateria é perfeito.”

Arctic Monkeys“Arabella”
“O álbum “AM” meio que fez a banda entrar na onda do Arctic Monkeys. Foi tipo: ‘Bah, esse álbum tá muito foda’. Seguidamente nos pegamos tocando alguns sons desse disco no ensaio, especialmente esse som, que tem um groove simples mas elaborado (sim, é isso mesmo).”

Muse“Uprising”
“O Muse é uma banda que se propõe ir além dentro do rock, e sempre foi referência pra ZAVA. Esse som tem toda a experimentação de timbres e sintetizadores habitual do Muse, mas com uma pegada pop pegajosa. Baita música!”

At the Drive-In“One Armed Scissor”
“Conhecer At the Drive-In foi um choque. Os shows dos caras eram frenéticos e extremamente performáticos, e assistir os vídeos deles sem ter vontade de dançar e bater cabeça é desafiador. A energia dos caras influencia diretamente a verve da ZAVA.”

Deftones“Be Quiet and Drive (Far Away)”
Deftones sempre nos deixou boquiabertos por ser uma pedrada. A combinação das melodias doces do Chino com os riffs de guitarra de 8 cordas casa muito bem. Som pra sentir e balançar a cabeça.”

NOFX“The Decline”
‘The Decline’ é uma ópera hardcore de 18 minutos. Eu, João, sempre digo que, se fosse pra tatuar algo tatuaria a letra dessa música nas costas. É uma crítica social muito inteligente, dividida em várias seções. E não é só a letra que impressiona. Com uma construção rítmica e harmônica riquíssima, pode-se dizer que é um dos maiores marcos dentro do hardcore e uma contribuição gigante pro mundo, quiçá pro universo. NOFX é outra unanimidade dentro da ZAVA, influenciando musicalmente e no que diz respeito ao nosso posicionamento como banda.”

Dead Fish“Sonho Médio”
“O tempo passa e os caras continuam no topo e, como um bom vinho, amadurecem a cada álbum. “Sonho Médio” é o hino do hardcore brasileiro, e Rodrigo o melhor letrista dentro do gênero. O Dead Fish influencia a ZAVA por sua integridade e inteligência criativa. E, como já dito, os caras só melhoram, o que é o maior desafio pra uma banda.”

Foo Fighters“Bridge Burning”
Foo Fighters ajudou uma galera na transição do rock dos anos 90 pro rock do atual milênio. E conosco não foi diferente. Manteve a chama do rock acesa quando ficamos órfãos do Nirvana. Ver o cinquentão Dave Grohl empolgadíssimo com o que faz no palco é uma injeção de ânimo.”

Rage Against The Machine“Bulls on Parade”
“O Rage nos influencia de forma semelhante ao Dead Fish e o NOFX em relação à seriedade com que tratamos à temática dos nossos sons. O diferencial, e que aparece como principal referência nos sons da ZAVA, são os riffs de guitarra e baixo como unidade, característica bastante presente na obra do RATM.”

Green Day“American Idiot”
“O Green Day é outra banda que nos manteve amantes de rock. Da mesma forma que com o Nirvana, víamos os clipes e shows dos caras e o fato de ter uma banda fazia todo o sentido. O álbum ‘American Idiot’ foi a nossa principal referência utilizada para mix e master”.

Construindo Petit Mort: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda  mezzo-argentina mezzo brasileira Petit Mort, que conta suas influências. “Estamos sem computador, o HD morreu (Rest In Peace), então estamos aqui com o Juan numa Lan House comentando as 20 músicas. Foi muito massa fazer a seleção, lembramos de varias histórias. Foi bem difícil botar só 20 e ficamos nos ligando o quão velhos temos ficado! (risos)”, contou Michelle Mendez, vocalista e baixista da banda. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Rage Against the Machine“Killing In The Name”
Trilha da época do colégio que ainda hoje arrepia a gente. Admiração total pelos riffs poderosos. Banda e música que tem nos influenciado muito no jeito de nos posicionar ante o mundo através da música.

Pearl Jam“Porch”
Show ao vivo mais arrepiante que vimos na vida. O vocal do Eddie Vedder é o mais foda, o cara transmite o sentimento como ninguém. É uma das bandas que mais ouvimos na época em que estava nascendo o Petit Mort. As primeiras músicas tem bastante influência no jeito de compor e letras.

PJ Harvey“Rid Of Me”
Mulherão da porra. Admiração total, aprendi muito com ela no seu jeito de ocupar o espaço num mundo tão machista como é o do rock. Composições poderosas e criativas.

Tool“The Pot”
Música e clipe irado. A viagem deles na composição e estruturas das musicas são sensacionais. A gente ouviu muito na adolescência.

Primus“My Name is Mud”
O baixista do rock mais foda, doido e com presença de palco excepcional. Ter assistido ao vivo ele lá em Buenos Aires foi uma experiência inesquecível, baita festa. Conheci a banda quando ouvi essa música.

Melvins“Lizzy”
Asissti eles lá em Buenos Aires, no Niceto Club, uma casa de shows de pequeno/médio porte. Fui lá com meus brothers: dois deles desmaiaram no meio do show. A pressão da banda e esses graves foderosos com duas baterias no palco fizeram a gente ficar muito louco.

Nirvana“School”
A gente nunca fez covers, nem fomos banda de covers, mas fizemos algumas exceções pois tem música que vale muito a pena homenagear, como essa. Altos gritos de Kurt, das principais influências da banda.

Red Fang“Prehistoric Dog”
Os clipes mais engraçados que ja vimos duma banda de rock são deles. Estamos morrendo de vontade de assistir um show deles ao vivo agora que ficamos sabendo que vão vir pro Brasil.

Truckfighters “Gargarismo”
Escutamos pela primeira vez na primeira turnê na Europa, em 2010, na casa do vocalista holandês Sander, que insistiu muito pra gente ouvir essa banda. A energia deles ao vivo é das melhores, simplesmente quebram tudo e com certeza isso nos empolga pra deixar tudo no palco com cada show.

Incubus “Blood on the Ground”
Trilha das nossas turnês pelo sul da Argentina e Chile em 2008/2009. Chegamos a fazer essa música ao vivo junto ao conhecido guitarrista da Patagônia Pey Etura. A época dessa música do Incubus é das melhores, a gente ouvia muito. Baitas letras e atmosferas.

Macaco Bong“Shift”
Um dos motivos pelo qual a gente mora no Brasil. Melhor banda, admiramos muito. O jeito de compor do Bruno Kayapy com certeza influenciou no meu jeito de pensar a guitarra. Tivemos o grande prazer de compartilhar palco com eles, gente fina demais. Muito admirável a história, guerreiros.

Foo Fighters“Low”
Furamos a fita desse disco na turnê da Europa em 2010. Essa música foi a que mais ficou na nossa cabeça. Clipe engraçado, composição sensacional. Altas baterias e guitarras.

Red Hot Chili Peppers“Suck My Kiss”
Flea, te amamos. Banda que nunca vou cansar de ouvir, a mais foda de todas. Sempre conseguem nos encher de energia, mudar o humor dos nossos dias.

Soundgarden“Outshined”
Uma das primeiras músicas que aprendi tirar em guitarra, riff inesquecível. Sentimos muita tristeza com a morte do Cornell, voz única, cara talentosíssimo com uma baita sensibilidade nas suas letras .

John Frusciante“Going Inside”
É incrível como pode existir uma pessoa no mundo que saiba traduzir tão bem toda sua dor e loucura com suas composições, desde as baterias, samplers, guitarras até as letras profundas. Me faz sentir muita coisa cada música dele, em especial essa aí.

Deftones“My Own Summer”
Da época da MTV que te fazia conhecer novas bandas do caralho. Música que fizemos tributo num show na Amsterdam, Holanda na primeira turnê de Europa no 2010.

Arctic Monkeys“The View From the Afternoon”
A conexão que tem o Alex Turner com o batera é única, muito talentosos. Admiro muito as composições deles dois. Essa banda tem umas letras sensacionais.

Sumo“Mejor No Hablar de Ciertas Cosas”
Música cheia de significado pra nós argentinos, poesias do Luca Prodan que mexeram com nossa cabeça bem na adolescência. Foi muito bom aquela banda ter existido pra história do rock argentino.

Queens of the Stone Age“Go With the Flow”
Também vi pela primeira vez na MTV, fechou certinho música e clipe.

Die Antwoord“I Find U Freeky”
Uma das bandas que mais temos ouvido nestes últimos anos. Uma banda que foi além do que podia se esperar, energia irada no palco e criatividade em todas as áreas: musicais, visuais, clipes, comunicação, dialetos. Muito foda.

6 músicas que falam, mesmo que disfarçadamente, sobre brochadas e impotência

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Todo mundo sabe que MUITAS letras de música falam sobre todos os tipos de sexo possíveis e imagináveis, seja de forma explícita ou nas entrelinhas. Como esse assunto é tão comum no mundo da música, permeando letras de praticamente todos os estilos musicais, é claro que as tentativas mal sucedidas de transar também seriam relatadas mais cedo ou mais tarde. Pois bem: o Crush em Hi-Fi reuniu 6 das melhores canções relatando brochadas, impotência e afins. Lá vai:

The Strokes“Last Nite”

Quando me falaram que o primeiro hit arrebatador dos Strokes falava de uma noite mal-sucedida… Mas pensando bem e analisando a letra, faz todo o sentido. Se essa análise estiver correta, o eu lírico da música ainda fica bem indignado que ninguém entende sua tristeza e consequente dificuldade em transar. “People they don’t understand/ Girlfriends, they can’t understand/ Your grandsons, they won’t understand /On top of this, I’ll never gonna understand”.

Momentos brochantes:
“Last night, she said
“Oh, Baby, I feel so down
See it turns me off
When I feel left out”

Arctic Monkeys“My Propeller”

Só de chamar o próprio pinto de “hélice” já fica parecendo que Alex Turner estava mesmo era afim de fazer um pintocóptero, não de transar. Mas enfim: na música que fala escancaradamente sobre a maria mole que o membro do moço virou. Não dá pra deixar de notar que ele coloca a culpa na moça, aparentemente. Tsc tsc… “If you can summon the strength tow me/ I can’t hold down the urgency/ You’ve got to make your descent slowly/ And oil up those sticky keys”.

Momentos brochantes:
“My propeller won’t spin and I can’t get it started on my own
When are you arriving?”

Art Brut“Rusted Guns of Milan”


  • As armas enferrujadas de Milão se referem, sim, a uma piroca que não está lá funcionando muito bem. Nesse caso, a letra mostra todo o desespero do rapaz em questão em tentar fazer o pimpolho ficar ereto, com a repetição “I know I can” e várias tentativas de retomar a paudurice, mas depois termina em mil desculpas e o medo do ocorrido se espalhar. “I’m sorry, I’m so sorry, can I get you a cup of coffee? Don’t tell your friends, don’t tell your friends, I promise it won’t ever happen again”. Calma, cara.

Momentos brochantes:
“It doesn’t mean that I don’t love you, one more try with me above you. 
It’s got nothing to do with anything I’ve had to drink.
It’s more to do with the way I think”.

Dead Kennedys“Too Drunk To Fuck” 

Aqui o Jello Biafra já especifica exatamente qual o motivo de seus problemas penianos: encheu a cara como se não houvesse amanhã. E até uma diarreia no final ele fala que rolou. Eca.

Momentos brochantes:

  • “Too drunk to fuck
    Too drunk to fuck
    Too drunk to fuck”

Kings Of Leon“Soft”

Bem, o nome da música é “mole” e ele fala que adoraria participar da festinha, mas tá molenga. Precisa dizer mais?

Momentos brochantes:

“I’d pop myself in your body
I’d come into your party
But I’m soft”

Elastica“Stutter”

Finalmente uma na visão de uma mulher. Infelizmente, ela fica o tempo todo achando que a culpa é dela. Pelo menos ela fica de boa, fala que tá tudo bem e que não vai espalhar a empreitada que falhou por aí. “Well it isn’t a problem / Nothing we can’t keep between the sheets / Tell me you’re mine love / And I will not wait for other bedtime treats”.

Momentos brochantes:

“Is it something you lack when I’m flat on my back?
Is it something that I can do for you?
It’s always something you hate or it’s something you ate
Tell me is it the way that I touch you?”

Construindo The Ed Sons: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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The Ed Sons

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda The Ed Sons, que traz uma intersecção entre o indie, o stoner e o garage rock. A banda é composta de integrantes de várias cidades de SP e formou-se em Araraquara em 2010. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

The Strokes“Juicebox”
Fernando: Desde a primeira audição dessa música o timbre do baixo nunca mais saiu da minha cabeça, é bem característico e com uma sonoridade saturada com muito médio, é uma das músicas mais legais do “First
Impressions of Earth” e talvez a mais agressiva do Strokes com muitos berros do Julian.

Interpol“C’mere”
Fernando: O Interpol nos tempos em que Carlos Dengler ainda fazia parte da formação da banda tinha a melhor ‘cozinha’ do indie dos anos 2000, criando linhas de baixo que honravam o legado deixado por Peter Hook (Joy Division/New Order). Além disso, é sensacional o clima cinzento e sensações soturnas em cada uma das músicas dos primeiros discos da banda, que eram claramente inspirados nas bandas de pós punk dos anos 80.

Television“Marquee Moon”
Fernando: Guitarras limpas e trabalhadas com riffs simples e melódicos sempre nos chamaram a atenção nas músicas que costumávamos ouvir. É muito legal notar que as bandas que adorávamos tiveram como referência o Television, sobretudo em “Marquee Moon”, um disco de 1977. Os riffs em círculos e a sonoridade crua dessa músicas fazem parte das coisas mais legais rock do final dos anos 70.

Tame Impala“The Less I Know the Better”
Fernando: Por falar em dançar, é quase impossível passar imune a essa charmosa linha de baixo do Tame Impala. Ainda está bem fresco na minha memória o tamanho do hype que o lançamento do “Currents” causou em toda essa cena indie, neopsicodélica. Confesso até que isso foi motivo da minha resistência inicial com essa banda do ‘senhor faz tudo’ e tido como geniozinho Kevin Parker, mas essa música me ganhou e hoje consigo entender e concordar totalmente com o tal hype, tanto que foi uma das músicas que mais bebemos da fonte para criar uma de nossas músicas do EP “The Chase”.

Arctic Monkeys“Brianstorm”
Renato: Explosão, velocidade e simplicidade: essas foram as primeiras impressões ao ouvir esta música. Elementos que reúnem o que o indie rock tem de melhor, tudo isso junto à descomunal habilidade do vocalista Alex Turner em encaixar frases complexas e metafóricas nas estrofes e fazer a canção possuir um ritmo único.

The Hives“Main Offender”
Renato e Diego: O que chama atenção no The Hives é a capacidade de trazer a simplicidade dos riffs ao melhor estilo punk rock e transformá-los em músicas dançantes e cheias de energia que dão vontade de sair pulando. “Main Offender” resume tudo isso e um pouco mais. Antigamente a gente costumava usar figurino social para tocar muito por causa do The Hives. Rolava aquela certa ironia: os caras todos engomadinhos quebrando tudo no palco e enlouquecendo (vide a embasbacante presença de palco do vocalista Pelle Almqvist).

Bloc Party“Banquet”
Renato: A primeira fase do Bloc Party traz tudo que uma pista de dança precisa. “Banquet” traz uma influência do pop festivo, as guitarras no contratempo, a levada no chimbal da bateria e as linhas de baixo tornam a música uma ótima escolha para agitar a noite.

Far from Alaska“The New Heal”
Renato: Uma das melhores bandas nacionais da atualidade, eles trazem diversas influências que abrangem todo o peso do stoner rock, riffs simples e criativos do blues, elementos eletrônicos e até um interlúdio progressivo que preparam o campo para o vocal único e marcante de Emmily Barreto, que certamente é um dos destaques da banda.

White Lies“Farewell to the Fairgrounds”
Diego: Essa música tem uma mistura muito interessante de indie rock, pós punk e funk rock. Esse tipo de fusão na minha opinião enriquece muito as composições, e tentamos aplicar um pouco desse conceito nas nossas músicas. Particularmente gosto muito dessa banda e vez ou outra acaba rolando uma inspiração dela quando estou compondo ou fazendo uma jam.

Franz Ferdinand“This Fire”
Diego: Esse som tem guitarras frenéticas e bateria pulsante, tudo que a gente espera do indie rock: ambos os
elementos estão presentes também muito fortemente no nosso primeiro EP “The Last Cigarette”. Essa música transita entre uma festa dançante e uma quebradeira pesada, e é exatamente esse espaço que queremos ocupar. Hora você está dançando e hora você está batendo cabeça. Gosto dos dois.

The Killers“Jenny Was a Friend of Mine”
Diego: Provavelmente o primeiro contato mais pessoal que tive com o que viria a ser chamado de “indie rock”. Claro que com certeza já tinha ouvido “Take Me Out” do Franz Ferdinand aqui e acolá, mas me lembro perfeitamente que quando coloquei para tocar o lendário “Hot Fuss”, o baixão da intro dessa primeira faixa me acertou em cheio direto como um soco. Foi uma das experiências mais legais que tive com música. Além disso, o baterista Ronnie Vannucci é hoje uma das referências em bateria pra mim nesse estilo, com suas levadas contagiantes, grooves de chimbal e viradas.

Aeromoças e Tenistas Russas“2036”
Diego: O “The Chase” foi produzido, mixado e masterizado pelo guitarrista Gustavo Koshikumo, e na época da pré-produção ouvíamos muito o excelente disco “Positrônico”. Claro que essa interação tão forte e próxima influenciaria na forma como realizamos a composição e produção das músicas, e 2036 é a minha favorita desse disco. É muito dançante e criativa, e também tem seus trechos mais rock’n’roll.

Black Drawing Chalks“Red Love”
Victor: Com uma performance impecável ao vivo, certamente Black Drawing Chalks é minha maior
inspiração dentro do cenário nacional. Diretamente do “Live in Goiânia”, “Red Love” é, do começo ao fim, um rolo compressor. O instrumental acelerado e potente, as guitarras “sujas” e muito bem executadas do stoner rock e o vocal inconfundível de Victor Rocha, são as tônicas presentes em todos os trabalhos dos caras e que me inspiram grandemente no palco.

Death From Above“Crystal Ball”
Victor: Desde seu começo com o groove do baixo e a bateria bem marcada, passando pela entrada do vocal característico levemente rasgado do vocalista/baterista Sebastien Grainger até o refrão bem preenchido com
efeitos de synth, é impossível não se contagiar com “Crystal Ball”. A banda, de volta com o álbum “The Physical World” e já com novo single (“Freeze Me”), após hiato que durou de 2006 até 2011, é composta apenas por dois integrantes, mostrando que não é preciso muito para se fazer algo realmente fantástico. Por esses e outros motivos, DFA é sem dúvida uma das maiores referências para nós.

Placebo“The Bitter End”
Victor: A melancolia é o tema central da banda, mas isso jamais pode se sobrepor ao excelente trabalho que fazem com os instrumentos nas mãos. “The Bitter End” transcende qualquer barreira temporal, com um instrumental simples, mas que, como em todo o trabalho da banda, o vocalista Brian Molko consegue transformar em obra prima. Sua potência vocal e seus agudos nos levam a fechar os olhos e nos transportam para dentro de nossos mais profundos sentimentos.

Queens of the Stone Age“Feel Good Hit of the Summer”
Victor: Com poucas notas, poucas palavras, mas muita distorção e feeling de sobra, “Feel Good Hit of the Summer” mostra porque, ao lado de “Lullabies To Paralyze”, “Rated R” é provavelmente um dos mais fenomenais e arrebatadores discos da banda. Josh Homme, que dispensa apresentações, acerta em cheio com esse trabalho e mostra porque é um dos maiores músicos da atualidade. Sua extensão vocal e timbre moldam um som ao mesmo tempo dançante e para bater cabeça e que, com qualquer outro vocalista, seria apenas mais um som. Eu como vocalista, não podia deixar de curtir e citar o cara. Long live Queens of the Stone Age!

The Raconteurs“Steady As She Goes”
Igor: O jeito com que o Raconteurs acelera e desacelera a levada e a forma com que eles timbram as distorções das guitarras casa muito com as nossas composições. Nós sempre buscamos essa alternância como uma forma de manter o som da The Ed Sons como “som de pista”.

Muse“Hysteria”
Igor – O timbre do baixo e o riff bem presente tem tudo a ver com o tipo de música que nós mais gostamos de fazer. Baixo marcante e riff bom é um ponto de convergência nosso. Além disso, a guitarra com uma distorção com bastante brilho me agrada pessoalmente.

Royal Blood“Ten Tonne Skeleton”
Igor: O que me chama mais a atenção nesse duo é que o que eles fazem é de uma simplicidade incrível. Esse som em especial tem uma levada mascada que é demais e, ao vivo, funciona melhor ainda.

Foals“What Went Down”
Igor: Quer mais pegada que isso? A forma com que eles criam um clima de tensão nessa música é absurda e o som da The Ed Sons, que na minha opinião tem muito a ver com ansiedade e inquietude, tem muita influência disso. Além do que a performance ao vivo deles também transmite uma coisa de você não conseguir tirar o olho por querer ver o que eles vão fazer em seguida.

Construindo Molodoys: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Contruindo Molodoys
Molodoys

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Molodoys, que indica suas 20 canções indispensáveis. ” São músicas que me influenciam bastante no modo como são criadas e no que elas conseguem atingir na questão de criatividade e inovação seja em letra ou em melodia”, explicou Leo Fazio, guitarrista e vocalista. “Eu não uso músicas em especifico para me influenciar na hora de compor pra Molodoys, mas ultimamente quando to compondo to tentando pensar nessas, mais na questão de como se é feita a música do que na sonoridade em si”, esclareceu Vitor Marsula, tecladista .Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Cartola“Preciso Me Encontrar”
Leonardo: Música do Candeia gravada por Cartola em seu segundo disco. Eu a considero uma das músicas mais belas já feitas, seja em arranjo, progressão, letra ou melodia. A primeira vez que a ouvi fiquei completamente obcecado, seu lirismo e todo o sentimento que a letra passa em conjunto com a música já me serviram muito de inspiração quando ela está em falta, minha meta de vida é fazer algo comparável a essa música, (que é algo quase impossível, eu sei).

Pink Floyd“Take Up Thy Stethoscope And Walk”
Leonardo: Talvez minha preferida do Pink Floyd, já bebi muito dessa fonte e acho que dá pra perceber em algumas músicas do “Tropicaos”, nosso primeiro disco. Todo o peso e toda a visceralidade que essa música carrega me influenciam bastante dependendo do que eu estou criando, essas são características que eu gosto muito de trabalhar. E eu também sou apaixonado pela guitarrada do Syd Barrett, acho um estilo único e muito subestimado.

Bob Dylan“It’s Alright Ma (I’m Only Bleeding)”
Leonardo: Uma obra prima, seu lirismo é algo que me influencia profundamente, me inspiro muito em como o Dylan desenvolve a poesia das suas músicas, em como ele consegue usar de temas e fonemas pra te tranportar pra outro lugar enquanto a musica toca.

Chico Buarque“Construção”
Leonardo: O modo como a música vai crescendo e se desenvolvendo envolta dela mesma é genial, ando bebendo muito dessa fonte na hora de criar, atualmente tenho escrito bastante e essa é uma música que sempre me vem à cabeça quando procuro inspiração, tanto em letra quanto em arranjos.

The Velvet Underground“Heroin”
Leonardo: Acho que a Molodoys busca muito por uma boa ambientação nas músicas e a gente tenta trabalhar bastante no modo como elas transmitem as sensações ao ouvinte, e, pelo menos da minha parte, isso tem muita influência desse som do Velvet, totalmente visceral e criativo.

Arctic Monkeys“Still Take You Home”
Jairo: Acho a bateria do Matt Helders incrível, todo o peso e técnica que ela carrega me inspiram muito, e principalmente o fato de ele saber o que usar em diferentes partes da música para passar diferentes sensações, procuro muito isso em minhas baterias.

Queen“Melancholy Blues”
Jairo: Queen tem uma forte influência em mim há anos, acho que em toda bateria que eu crio tem um pouco deles. E esse som mais especificamente mostra como um drama pode ser perfeitamente passado à uma música. Essa em específico me inspira em todo o drama que ela carrega, acho sensacional como ela é trabalhada, é uma grande referência pra mim.

Beatles“A Day In The Life”
Jairo: Eu aprendi a tocar bateria acompanhando os discos dos Beatles, assim como o Queen, acho que é algo que está dentro de mim e das baterias que crio pra Molodoys, Ringo é um dos bateristas mais subestimados que existem, mas pra mim ele é inigualável. Além de que os Beatles servem de inspiração para eu criar em vários campos da música, eles são mestres em diversidade de estilo e sonoridades, foram pioneiros em muita coisa.

Miles Davis“All Blues”
Jairo: Uma das baterias mais lindas e suaves na minha opinião, e ao mesmo tempo carrega um peso tremendo, mas de outra forma, a bateria caminha e dança junto com outros os instrumentos, e isso é algo que eu procuro fazer em minhas composições pra bateria.

Muse“Uprising”
Jairo: Ouvi-la remete a algo importante pra mim, saber compor uma música forte e marcante sem perder a qualidade, acho que é uma grande preocupação pra mim na hora de compor pra Molodoys.

Chico Science e Nação Zumbi“Coco Dub”
Camilla: Eu e Léo somos muito fãs de Nação Zumbi e por isso essa referência partiu de nós, ficamos meses pirando horrores na grande maior parte da discografia, mas a “Coco Dub” tem uma essência experimental e livre. Foi a música que tínhamos como referência para a música “Tropicaos”. Lembro de ter ouvido ela a viagem toda repetidamente, quando fomos gravar em Amparo (interior de São Paulo).

Jupiter Maçã“Act Not Surprised”
Camilla: O baixo dessa musica é uma das minhas maiores referências de arranjo da vida. Eu gosto do jeito que ele é executado, é muito peculiar e até meio bruto, com um groove único. A psicodelia do Júpiter num geral também foi uma referência muito forte para nossas musicas, principalmente as do disco.

Som Imaginário“A3”
Camilla: Baita música dessa banda maravilhosa! Som imaginário é uma baita referência pra nós em questão de misturas de ritmos. Nessa musica, eles criam uma atmosfera tão brasileira mas de uma sonoridade tão futurista e cheia de groove e elementos não convencionais, é uma mistura de elementos muito bonita ❤

Tom Zé“Menina Jesus”
Camilla: Eu e Leo ficamos viciados nela pouco antes de gravarmos nosso segundo single. Acredito que ele se inspirou na letra e no fluxo dela para escrever a letra de “Ácido”. E Tom Zé continuará sendo o maior roqueiro da historia do MPB e maravilhoso.

Mutantes“Ave, Lucifer”
Camilla: Além de Pink Floyd, a mixagem dos Mutantes influenciou muuuito a mixagem do “Tropicaos”, uma pegada mais stereo. A “Ave Lucifer” é um belo exemplo de uma mix que fica perambulando sua cabeça (risos). PS: Use fones de ouvido para uma experiência mais completa!

Moving Gelatine Plates“Breakdown”
Vitor: Do álbum “Removing”, ela consegue ter tudo que uma música completa precisa, tanto na questão da estrutura, do começo, meio e fim, clímax e essas coisas, quanto pela questão do arranjo instrumental e de como eles conseguem conversar com o vocal e com os outros instrumentos.

Vangelis“Movement 1”
Vitor: Pois é uma das músicas que acho que chegou ao ápice do que é necessário para uma ambientação, que é algo que prezo muito.

Los Jaivas“La Poderosa Muerte”
Vitor: Pelo “feeling” que ela passa e por conseguir apresentar uma série de mudanças sem perder a característica principal.

Pink Floyd“Echoes”
Vitor: Por motivos de forças maiores agindo sobre mim.

Nine Feet Underground“Caravan”
Vitor: Pois ela é outra música que considero que tem tudo que uma música precisa.

Ouça a playlist aqui e siga o Crush em Hi-Fi no Spotify:

T-Shirtaholic – Mutantes, Pearl Jam e a conexão Arctic Monkeys/Agustinho Carrara

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Camiseta Arctic Monkeys Vandal

Vamos voltar a falar de camisetas aqui. Camisetas sobre bandas, artistas, músicos, música e etc. Afinal, quem não curte uma bela estampa?

Pra começar, uma bela estampa dos Mutantes da Amply remete à arte de “Jardim Elétrico” e “Mutantes e Seus Cometas No País dos Baurets”, mas mostra a formação mais clássica do grupo: Rita Lee e os irmãos Arnaldo e Sérgio Baptista.

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Camiseta Mutantes Amply 450xN

Aqui, um belo exemplar de camiseta do Pearl Jam da holyshirt, com o ídolo Eddie Vedder descabelado no clima musa do verão com calor no coração, bradando o refrão de “Alive”.

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Camiseta Pearl Jam holyshirt

E, finalmente, uma conexão que eu nunca havia feito: será que o novo visual sexy de Alex Turner do Arctic Monkeys foi inspirado em um certo sex symbol brasileiro, que sempre é visto em seu táxi esbanjando boa forma?

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Playlist do ódio: confira as músicas que os DJs não suportam mais tocar (mas as pessoas ainda pedem)

Quando você está na balada e as caixas de som começam a disparar aquele megahit que toca em todo lugar, o público pode estar gritando, falando ~é minha músicaaaaaaaa~, dançando e se descabelando. Mas do lado de lá da cabine do DJ, alguém pode estar contemplando um suicídio a la Didi Mocó mentalmente.

Os DJs, lógico, tocam as músicas que agradam o público. Mas será que eles gostam de tocá-las? A resposta é óbvia: muitas vezes, NÃO. Conheça agora algumas das músicas mais odiadas pelos DJs (Arctic Monkeys está em primeiro lugar disparado):

Leo Buccia Rock Bits (Tex Bar)/Combo Hits (Lab Club)
“Psycho Killer”, Talking Heads
Não aguento mais tocar/ouvir/lembrar que existe: “Psycho Killer” do Talking Heads. Porque tocou em todas as festas que fui nos últimos 7 anos. Mas o que não aguento mais ouvir pedido é outra música da mesma banda que está tocando.

Lorenna Santos LA (Mono Club)
“Psycho Killer”, Talking Heads
psycho killer, porque é uma música que há 5 anos já toco, em 80% dos meus sets rockers, e já ” abusei “. Amo a tal e sei que ela levanta qualquer pista, mas chega uma hora que você toca tanto uma musica que cria um abusinho. Mas logo passa e eu volto a tocar ela com todo prazer desse mundo.

Elijah Hatem #PartyHard/Trends (Blitz Haus)
“Turn Down For What”, DJ Snake feat. Lil Jon
“Porque JÁ DEU! (risos). Mas continuo tocando, porque a explosão da pista é incrivel”

Naty Monteiro Indie Party (Cine Joia)
“Do I Wanna Know”, Arctic Monkeys
“Gosto da banda e do álbum AM, mas pra pista ela é muito chata. E talvez seja a música do AM que a galera mais pede.
Gente, música boa pra dançar do Arctic Monkeys tem de monte. Mas as pessoas só lembram do AM…”

Marcos Paiola Bagaço da Laranja (Inferno)/Manda Nudes Party (Squat)
“Boys Don’t Cry”, The Cure
“Eu nunca fui fã dessa música, embora já tenha dançado muito, e na minha primeira discotecagem, pra não fazer feio, ela tava lá e se manteve por alguns meses. E sempre elogiavam ela, ou vinham me pedir. Eu tenho um certo trauma com essa música. E eu gosto muito dos indies farofas que não podem faltar nas festas, embora eu ache um saco ter que ter sempre “Somebody Told Me” e “Take Me Out”, acho que são músicas saturadas, mas eu ainda gosto e gosto do efeito que elas causam. Agora, “Boys Don’t Cry” eu não aguento mais, porque sempre pedem em 80% das festas e eu nunca quero tocar e sempre acabo tocando ou passando a bola pra outro DJ tocar… Aí eu acabo ouvindo ela msm sem ter tocado!”

Debbie Hell No FUN (Clube Outs)/Gimme Danger (Squat)
“R U Mine”, Arctic Monkeys
“Eu até gosto bastante, só me dá um bodinho a obrigação de ter que tocar. Mas sinceramente, nem levo no case coisas que não suporto mais”

Adan Stokinger Yank (Tex)
“Do I Wanna Know”, Arctic Monkeys
“Porque tem muita musica do Arctic Monkeys BEM MELHOR, mas a galera só conhece essa!”

Raphinha Lucchesi Tiger Robocop 90 (Lab Club)/Rock Bits (Tex)
Todas do Arctic Monkeys
“Eu acho que não é uma música específica, e que fique claro que eu gosto da banda, mas enche o saco toda hora pedirem pra tocar Arctic Monkeys. Sério, pedem quando você tá tocando música black, pedem quando você tá tocando pop, pedem até quando você já tá tocando Arctic Monkeys!”

Dani Cruz Sapatômica (Sambarylove)
“Show das Poderosas”, Anitta
“Não aguento mais, e olha que eu nem odeio a Anitta! Outro dia toquei a música nova dela e vieram pedir pra tocar “Show das Poderosas” TAMBÉM! Eu super rebolo, danço e tudo mais, mas só de ouvir aquela buzina do começo já me dá enjôo…não aguento mais!”

João Alberto Kolling Cucko/Anexo B – Porto Alegre
“Mr. Brightside”, The Killers
“Porque toda festa tem no mínimo 3 pessoas pedindo e no minimo 3 vezes é tocada. Eu até gosto da música”

Beto Artista Veneno e Crush (Casa da Matriz)/Wake Up! (Fosfobox)/Funfarra
“Mr. Brightside”, The Killers
“Quando eu comecei a tocar, a música mais pedida… ou melhor, a banda mais pedida era The Killers. Eu adorava! A pista explodia e muita gente ainda vinha perguntar o que era aquilo! Que som foda! Passou-se alguns anos, e eu percebi que mesmo depois do boom, a galera continuava pedindo a mesma música da mesma banda, ‘Mr. Brightside’ – The Killers. Outro dia aconteceu algo engraçado. Uma moça me pediu a música e respondi “Posso escolher outra música do Killers?” e a pessoa respondia “Aaaaa, tá bem. Mas toca The Killers”. Mandei um Spaceman, a menina me olhou no final da música e falou “É a próxima?” e eu fiquei sem respostas. Então, desde então eu evito tocar ‘Mr. Brightside’, mesmo sendo de longe a música que mais me pedem até hoje”

Julia Bueno Neon Party, Baby (Inferno)
“Smells Like Teen Spirit”, Nirvana e “Bitch Better Have My Money”, Rihanna
“No segmento de rock é uma batalha acirrada. Tem “Smells Like Teen Spirit”: nego não conhece nada do Nirvana que não seja essa e “Rape Me”. Você toca “In Bloom” e chega alguém e “Ow toca Nirvana”. E esse som é Gameshark de pista: tocou bombou, sadly. No segmento de trap/edm é “Bitch Better Have My Money”. Sou apaixonada por Rihanna, mas em 3 meses gastaram tanto nossos ouvidinhos com ela tocando 2, 3, 4 vezes na mesma noite que só de ouvir a intro já me dá vontade de arrancar os cabelos”

Elissa Cirino SuicideGirls Party Brasil
“Smells Like Teen Spirit”, Nirvana
“Não aguento mais tocar ‘Smells Like Teen Spirit’, porque a galera vira ~roqueirona~ do nada e quer fazer mosh onde não dá!”

Geovani Santos Lab Project (Lab Club)/ Please Come to Brazil (Inferno Club)
“I Love It”, Icona Pop
“I Love It” do Icona Pop foi um hit e tudo mais, só que todo lugar toca umas 10 vezes na mesma noite!”

Romani Tiger Robocop 90 e Combo Hits (Lab Club)
“Pretty Fly (For a White Guy), The Offspring e “Song 2”, Blur
“Ao contrário da maioria, eu ainda me divirto tocando uns clichês como “Psycho Killer”, “Killing In The Name” e “Mr. Brightside”, mas por fazer uma festa de anos 90 há quase 5 anos, eu não consigo mais ouvir “Pretty Fly” do Offspring e “Song 2” do Blur. As duas bandas tem muitas outras músicas bem melhores, mas essas são sempre as mais pedidas, e as que acabam agitando mais a pista.

Vanessa Porto Caos Augusta
“Losing My Religion”, R.E.M.
“‘Losing My Religion’ do R.E.M. O motivo é que não curto tanto, apesar da banda ser excelente. Muitos tocam por ser hit, mas tem muitas músicas mais agitadas e interessantes nos álbuns deles!”

Caio Neiva College (Blitz)/Tereza (Tex)
“Mr. Brightside”, The Killers e “R U Mine”, Arctic Monkeys
“Na College, por ser uma festa de indie, parece que a galera acha que vamos tocar todas as músicas do The Killers e Arctic Monkeys pelo menos 5 vezes na noite. (risos) NÃO AGUENTO QUANDO ME PEDEM ‘R U MINE’, SOCORRO”

Amsteradio parodia o samba em seu disco “Fight For Your Right… to Samba” e renega comparações com Los Hermanos

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A Amsteradio veio do Rio de Janeiro, fez PUC, cria letras em português e cita Weezer entre suas experiências, mas não ouse compará-los ao Los Hermanos. “Dois terços da banda detesta eles”, disse o vocalista Gabriel Franco. Com letras divertidas e cutucadas certeiras na enxurrada de bandas que vieram surfando na onda dos barbudos cariocas, o Amsteradio apresenta seu rock cheio de influências de britpop, shoegaze e rock alternativo dos anos 90 em “Fight For Your Right… To Samba”, lançado em junho de 2014, e em seu recém-lançado novo single, “Pedante Bounce”.

A banda é formada por Gabriel Franco (guitarra e voz), Igor Duarte (baixo) e Antonio Cheskis (bateria) e está na ativa desde 2010. Conversei com Gabriel sobre a carreira da banda, Los Hermanos (só pra irritar) e rock em português:

– Como a banda começou?

A banda começou no final de 2010 quando estávamos na escola ainda. Eram 3 integrantes, Eu na guitarra (Gabriel), Antonio Cheskis na bateria e o Pedro Motta no baixo. Depois o Motta virou o segundo guitarrista e o Igor Duarte entrou no baixo. Lá pelo final de 2011 o Motta saiu e ficamos como um trio até então, e aí sim começamos a compor mais até que em 2012 gravamos e lançamos o primeiro EP (“Sino ou Pilotis”).

– Como surgiu o nome Amsteradio?

O nome surgiu de um grupo em que os nossos amigos usavam pra compartilhar música no Facebook. O nome que a gente usava antes era “POW!”, porque queríamos algo que remetesse a power pop, mas acabou que ninguém curtia o nome e alguém sugeriu Amsteradio. Não que Amsteradio seja um nome muito melhor (risos). Mas acabou ficando e é fácil de achar a gente no Google, se você souber como escreve o nome certo (esse é mais um problema).

– Quais são as principais influências musicais da banda?

Variaram um bocado ao longo do tempo de existência da banda. Mas algo que a gente ouvia desde o colégio e que todos os integrantes sempre gostaram é Libertines e Weezer. Acho que do que temos gravado até agora, essas duas as duas principais referências. Uma banda daqui do Rio, chamada Los Bife, também foi bem importante como inspiração, principalmente na parte do humor nas letras e aquela coisa toda. Depois começamos a diversificar mais nas influências, no disco acho que já entrou umas coisas mais surf rock, aquele reverb na guitarra e tal. Quanto às letras, eu sempre gostei daquele negócio cheio de referências e bem cotidiano, como essas músicas são antigas e muitas foram feitas entre 2011 e 2013, ainda têm muito daquela temática adolescente, e aí entram todos aqueles que serviram de inspiração, como o primeiro disco do Violent Femmes, o “Pinkerton” do Weezer e o primeiro dos Arctic Monkeys. Pras coisas novas eu acho que a gente tem assimilado algo dos anos 90, mais pro lado do Pavement ou sei lá, talvez um pouco de shoegaze também.

– As matérias que vi sobre a banda citam muito o Los Hermanos quando vão falar de vocês. Vocês foram influenciados por eles?

Poxa, sinceramente a gente não ouviu muito isso não. Inclusive, dois terços da banda detestam bastante Los Hermanos. Pessoalmente, acho que se a gente tirou algo deles foi do primeiro CD, que é bem diferente do resto. Acho que a gente ficou bem cansado da estética toda dos Los Hermanos e das bandas dos nossos conhecidos que vieram depois e resolveram adotar essa estética do brasileirismo e das melodias arrastadas. Inclusive as faixas que dão nome ao nosso disco, as “Samba Part.1” e “Samba Part.2” são paródias de uma banda dessas “pós-Los Hermanos”, a gente tá fingindo tocar e cantar como uma dessas bandas e dá uma zoada nelas na letra.

Talvez quem fale que lembra Los Hermanos é apenas pelo fato de sermos cariocas, estudarmos na PUC e aquela coisa, mas isso é meio preguiçoso de se comparar, porque sinceramente quem conhece bem Los Hermanos e conhece bem nossa banda, saca que não tem muito a ver não (risos).

– Como é o processo de composição de vocês?

Normalmente eu faço um esboço da música e letra em casa e no ensaio a gente termina, com todo mundo opinando e criando sua parte até chegar no resultado final e a gente ficar satisfeito.

– As letras bem-humoradas saem naturalmente ou vocês já compõem buscando que as músicas sejam dessa forma?

O tal do humor nas letras começou com a fato de que quando formamos a banda, queríamos fazer algo que nossos amigos próximos da escola pudessem curtir e achar divertido. Daí entram aquelas referências e os arquétipos da Menina Indie, do maconheiro que termina a noite no Fornalha, as saídas por Botafogo, o bairro que a gente frequenta, e por aí vai. As pessoas riem porque se identificam e já viveram algo parecido com aquilo, até porque as coisas que a gente relatou em sua maioria aconteceram de verdade. Acho que o humor sai naturalmente, até porque se a gente quiser compor uma coisa mais triste, vai sair tão natural quanto, porque eu escrevo sobre o que eu acho relevante no momento, a gente nunca se considerou uma banda de “rock comédia”, longe disso na verdade. Nos próximos lançamentos não vai ter tanto bom-humor assim, pode ser que haja ainda uma certa ironia nas letras, mas acho que está mais perto de um mau-humor do que de um bom-humor.

– O trocadilho com Beastie Boys no título “Fight For Your Right… to Samba” é incrível.

Então, existe essa música dos Beastie Boys chamada “Fight For Your Right (To Party)” que parodia os grupos de hair metal na época. Houve um grande mal entendido com ela e acabou que o próprio público que eles estavam zoando curtiu a música, transformou ela num hino, e não entendeu a paródia. A gente tentou fazer algo parecido, só que com o tal do “indie-sambinha”, esse negócio, muito frequente por aqui no Rio de que você tem que colocar brasileirismo em tudo pra ser relevante. Aí nossos conhecidos metem uma escaleta, e um pandeiro no meio de uma música que não tem nada a ver só pra soar mais brasileiro. A gente achou que essa parada tava saturada demais e tava começando a ficar muito farofa, e resolvemos dar uma gastada neles. Aí criamos a música “Samba Part.1” em que a gente simula tocar igual a uma banda desses conhecidos e brincamos com a atitude deles na letra. Em “Samba Part. 2” vem o verso que dá nome ao cd: “Fight For Your Right (TO SAMBA)”. É a mesma ideia que os Beastie Boys tiveram na época de zoar seus contemporâneos ou assim como o Blur fez em “Song 2” parodiando o grunge. Eu tava ciente de que muita gente poderia não pegar a piada, e muita gente não pegou, mas essa que é a graça, porque nego ouve a “Samba Part 1” sem prestar atenção, ou não ouve o álbum todo, o que é super normal, e não saca que a gente na verdade tá gastando quem curte indie-sambinha.

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– Se vocês pudessem fazer QUALQUER cover, qual seria?

Eu queria tocar qualquer coisa do Pavement (risos). Mas acho que se for pra pegar algo que a banda toda curta, a gente tocaria alguma menos óbvia no Norvanão ou do Sonic Youth, Weezer antigo, ou sei lá.

– Parece que hoje em dia poucas bandas de rock novas estão cantando em português. Porque isso ocorre?

O português soa meio estranho aos ouvidos às vezes. Nem todas as melodias ficam boas de verdade em português e muita coisa que você escreve pode soar meio ridícula. Tem que se tomar mais cuidado ao escrever em português e aí muita gente acaba cantando em Inglês porque realmente é mais confortável. Outro motivo é que hoje, com internet, se você cantar em inglês pode atingir um público mais amplo, e aí é com cada um, se a banda busca isso, tudo bem também. Eu tinha mais problema com banda brasileira que cantava em inglês há uns anos atrás, mas deixei isso de lado, tem muita coisa interessante por aí, é besteira ficar com preconceito por isso.

– O rock pode voltar ao topo das paradas no Brasil?

Hoje o mercado é dominado por sertanejo universitário e o funk. Acho que o Rock vai ficando cada vez mais de nicho. Não creio que vá atingir um público tão grande quanto o sertanejo e funk tão cedo, e sinceramente as bandas de “Rock” e estão assinando com as gravadoras maiores tipo Banda Malta, Suricato e essas coisas, a gente acha um saco.

Mas é por aí, é um público de nicho e é limitado. Mas mesmo que não volte a ser algo super relevante como nos anos 80, ainda tem muita coisa boa, tipo Apanhador Só e O Terno, eu consigo ver alguma dessas duas com algum single que possa atingir mais gente algum dia.

– Quais são as maiores dificuldades de ser uma banda independente?

Tem que gastar muito dinheiro, tudo é caro pra caramba. Acho que esse é o principal problema (risos).

– Vocês estão em turnê atualmente?

Atualmente não, mas depois que lançarmos nosso próximo material, queremos ir pra São Paulo inicialmente e aonde mais for possível. Tem uma boa galerinha de internet ouvindo a gente por aí e dá muita vontade de fazer show pra esse pessoal.

– Quais são os próximos passos da Amsteradio?

Terminar o nosso single duplo novo e fazer um clipe pra ele. Vai ser um clipe duplo, tipo um curta pra essas duas músicas que se ligam. Tá meio diferente e mais viagem. A primeira música inédita é uma versão mais dream pop e mais triste do Amsteradio antigo, e a segunda é um shoegaze bizarro.

Ouça mais do Amsteradio aqui:

O rock sem rock que assola o mundo

Vamos ser sinceros: o rock não morreu. Aliás, nunca morrerá, enquanto tivermos nossos discos dos Stooges e continuarmos a ouvir o David Bowie e os Ramones. Enquanto existir na face da Terra um disco dos Rolling Stones, o rock permanece vivo e chutando.

Porém, ele não está mais aparecendo muito na mídia. Afinal, o “indie” que faz a cabeça do atual público “roqueiro”, em sua maioria, poderia muito bem ser um popzinho disfarçado. O que anda por aí é um ~rock~ muito do domesticado e bunda mole. Isso não necessariamente significa que as músicas em questão são ruins ou abomináveis, mas não tenho coragem de classificá-las como “rock”, sendo que até um som do Dr. Silvana soa mais selvagem.

Vamos a um exemplo e eu explicarei minha opinião:

Este é o Foster The People com o sucesso “Pumped Up Kicks”, que tocou até cansar nas “rádios rock” e nas baladas ditas “rockers” da Rua Augusta. Eu me pergunto: cadê o rock dessa música? Vocalzinho cheio de efeitos, batidinha “pra dançar”… mas cadê as guitarras? Cadê a virada de bateria? Cadê a rebeldia? Não existe. É o rock Sucrilhos, pra ouvir com seus pais no café da manhã.

Outro exemplo? Tá, vou jogar, só pra não dizerem que é essa música específica:

Nem preciso mudar meu texto, então só vou mudar os nomes e ctrl+c ctrl+v na cabeça:

Este é o Foster The People Fun com o sucesso “Pumped Up Kicks” “We Are Young”, que tocou até cansar nas “rádios rock” e nas baladas ditas “rockers” da Rua Augusta. Cadê o rock dessa música? Vocalzinho cheio de efeitos, batidinha “pra dançar”… mas cadê as guitarras? Cadê a virada de bateria? Cadê a rebeldia? Não existe. É o rock Sucrilhos, pra ouvir com seus pais no café da manhã.

Um dia desses eu estava discotecando em uma festa pop e veio uma menina me pedir uma música. Pediu a (já saturada) “Do I Wanna Know”, do Arctic Monkeys. Expliquei que havia uma pista dedicada ao rock na festa, e que esta poderia ser tocada lá. Ela me retrucou com “Mas essa não é rock, é indie“. Será que ela estava tão errada assim?