5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Letty, do Letty and the Goos

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Letty
Letty

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é Letty, vocalista, guitarrista e líder do power trio Letty and the Goos;

Globelamp“Breathing Ritual”

“Descobri esse projeto acidentalmente no Instagram. Já gostei do visual colorido-algodão doce e me surpreendi com a sonoridade. Tô cada vez mais encantada. É um folk moderno com uma pitada de Jefferson Airplane. Um lo-fi no meio da floresta com uma fada cantando. Dá pra entender do que eu falo assistindo a esse clipe”.

J.D. King“Midnight Rendezvous”

“Eu amo esse contraste do J.D.: é como uma junção de Strokes com T.Rex, um indie nostálgico e delicioso. Essa atmosfera analógica do clipe me pegou nos primeiros segundos. E o mais brilhante é que os sons em geral (mais antigos) não seguem essa linha, eles puxam pro Neil Young, bem caipirão com guitarra com slide!”

Healthy Junkies“Witches Of Lust”

“Não sei nem o que dizer sobre essa música. Punk cavernoso, corrido feito Fu Manchu, contrastando com a voz doce de ares dos séculos passados – acho que essa combinação é perfeita pra resultar nesse som macabro. O único problema é que ele só tem 2 minutos e 20″.

Tyler Bryant & The Shakedown“Loaded Dice & Buried Money”

“Eu amo tudo nessa banda. O som anos 90 com uns oitavadores modernosos, ritmos pesadamente marcados somado a esse vocal versátil. Dizem que é indie. Eu acho que tá mais pra um stoner com as escalas do Black Sabbath“.

NUNCA“Dragged By Silence”

“Pra não dizer que faltou uma nacional, aí vai! Uma das poucas bandas desse estilo que ouço, gosto e consigo acompanhar, porque o barulho é estrategicamente pensado. As variações rítmicas e melódicas me obrigam a dizer que o som da banda não se parece com nenhuma outra coisa que eu já tenha ouvido. Cada uma das músicas é uma viagem única e sem volta. E os meninos são do interior de São Paulo e estão ativos! O primeiro clipe deles vai ser gravado na próxima semana”.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Mirella Fonzar, editora do Universo Retrô

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Mirella Fonzar, do Universo Retrô
Mirella Fonzar, do Universo Retrô

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é Mirella Fonzar, editora do Universo Retrô! “PS: Todos os sons são retrô, porém atuais”, frisou ela.

Pokey Lafarge“Close The Door”

Gênero: Country Blues e Western Swing

“Conheci Pokey Lafarge por acaso, vendo o line-up de um festival que eu tinha interesse em ir nos Estados Unidos. Então, tive a oportunidade de vê-los ao vivo no Muddy Roots 2014 e confesso que viciei. Adoro essa roupagem de jazz/swing dos anos 20, com letras ácidas super contemporâneas, e uns toques de blues/hillbilly. Atualmente, a banda pertence à gravadora Third Man Records, de Jack White, e anda fazendo bastante sucesso nos EUA, mas ainda não chegou aqui no Brasil. Vale a pena conferir “Close The Door”, uma crítica super interessante sobre o sistema de saúde americano!”

Omar Romero “Have A Ball”

Gênero: Rockabilly

“Há quem chame o Omar Romero de Elvis Presley latino. Não sei se dá pra comparar, pois acredito que os dois, apesar de fazerem rockabilly, têm pegadas bem diferentes. O Omar faz parte atualmente da gravadora Wild Records, especializada em Rockabilly e Rock ‘n Roll 50’s, e como a maioria dos contratados, ele é descendente de mexicanos e vive em Los Angeles. Ele é um dos responsáveis atualmente por ressaltar a presença latina nesse gênero que nasceu com os brancos americanos, porém dando aquela apimentada que eu, particularmente, adoro. É um som mais rápido e diria até mais selvagem que o rockabilly tradicional. Dá vontade de sair dançando!”

Jai Malano“Shuck’n’Jive”

Gênero: Rhythm and Blues

“Conheci a Jai também bem por acaso. Rolou um show dela no The Orleans, aqui em São Paulo, e uns amigos meus me chamaram para ir, pois sabiam que ela faz sucesso entre o pessoal do retrô. Ela é americana, negra e tem aquela voz poderosa que te arrepia a alma e te faz querer sair pulando. Ela canta Rhythm and Blues tradicional dos anos 50 e até hoje eu não consigo entender por que tem tão pouco material disponível pra se ouvir online, tanto no youtube quanto em plataformas de streaming musical. Foi um show inesquecível; ela é uma artista que eu realmente gostaria que tivesse mais visibilidade do que tem hoje. Portanto, mundo, ouça Jai, agora!”

Lance Lipinsky & The Lovers“So Real”

Gênero: 50’s & 60’s inpired

“Sabe aquelas bandas que são amor à primeira vista? Pois foi isso que aconteceu com Lance Lipinsky & the Lovers. Eles me seguiam no Instagram e costumavam curtir minhas postagens, já que compartilhamos o amor pelo retrô. Então, resolvi stalkear a banda. O som deles é tão variado que fica difícil colocar um rótulo de gênero. Esse som, por exemplo, que escolhi abaixo – “So Real” – te transporta pra uma Era em que reinavam Elvis Presley e Roy Orbison com suas “love songs” ricas em detalhes e super trabalhadas; são vários instrumentos clássicos, como arpa e violino, backing vocals femininos maravilhosos, além do piano, voz e toda produção impecável de Lance. Vale ressaltar que ele fez o Jerry Lee Lewis no musical “Million Dollar Quartet””.

Kitty, Daisy and Lewis“I’m Coming Home”

Gênero: Música retrô de modo geral

“Tá aí a verdadeira família Dó-Ré-Mi. Os irmãos britânicos Kitty, Daisy & Lewis, que cantam e tocam instrumentos variados (muito bem, por sinal), montaram uma banda nos anos 2000 com seus pais Graeme Durham (guitarra) e Ingrid Weiss (baixo). Eles são realmente incríveis, principalmente pra quem não curte rotular a música e gosta de experimentações. Eles tocam de blues, folk e rockabilly a funk, swing, ska e soul. Mas, infelizmente, apesar da banda já ter mais de 15 anos, ainda são pouco conhecidos na América do Sul. Quem sabe se a gente divulgar mais eles não venham se apresentar no Brasil? #Sonho!”

Bônus

Nick Curran “Kill My Baby”

Gênero: Rock ‘n Roll e Rhythm and Blues

“Como eu não ser brincar de ser concisa, tive que trazer a cereja do bolo pra finalizar: Nick Curran. Infelizmente ele faleceu em 2012 (super jovem), mas deixou uma obra incrível pra quem curte Rock ‘n Roll. Ao ouvir pela primeira vez, parece que você volta nos tempos áureos de Little Richard e os poderosos vocais de Rhythm and Blues (apesar de ser branco), mas com um som forte e moderno que não deixaria uma pista de dança parada nunca. Se você curte a garageira do Sonics e sons dos anos 40 e 50, com certeza vai amar Nick Curran”.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Vina, do Huey e Sounds Like Us

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Vina, do Sounds Like Us
Vina, do Sounds Like Us e da banda Huey

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje o convidado é Vina, do blog Sounds Like Us e também da banda Huey.

TRAITRS“Youth Cults”

“Pós punk dos bons vindo do Canadá, cheio de camadas e aquele flerte climático com a pura nata do que nos anos 80 a gente chamava de gótico. Eu e a Amanda gostamos muito da banda e colocamos eles no Sounds Like Us em um especial sobre o “novo” pós punk. O primeiro disco do Traitrs, “Rites and Rituals”, foi pra mim, junto com “Rheia”, do Oathbreaker, um dos melhores discos de 2016. Dentro dele a intensa e empolgante “Youth Cults” foi também uma das grandes músicas daquele ano”.

G.L.O.S.S.“Trans Day of Revenge”

“Músicas curtas, raivosas e de uma honestidade contagiante. Contagiante porque são letras cantadas por quem realmente sentiu na pele o que expurga pela garganta. O G.L.O.S.S., ou Girls Living Outside Society’s Shit, vem de Washington e no ano passado eles lançaram “Trans Day of Revenge”, um EP calcado em um punk/hardcore atuante na defesa das causas trans-feministas. O EP traz cinco músicas em pouco mais de sete minutos de pura objetividade, violência sonora e de um discurso importantíssimo hoje e sempre”.

Mannveira“Von Er Eitur”

“Black metal vindo da Islândia, terra que de uns anos pra cá vem revelando ótimas bandas. Como boa parte dos nomes mais recentes, o Mannveira bebe um pouco na fonte do black metal francês edificado por bandas como Deathspell Omega e Blut Aus Nord. Mas é raso prender a banda somente a essas referências. A música que eles oferecem é um pouco mais fria, rústica e sem os contratempos dos franceses. Até hoje o Mannveira só gravou um EP, “Von Er Eitur”, e um split, mas no ano passado soltaram uma música inédita muito boa. É com certeza uma das bandas que eu mais tenho escutado nos últimos tempos”.

The Pessimists“O Plano”

“Quando eu ouvi a primeira vez foi “porra, isso é legal pra c*#@!”. Pegou em cheio. Logo de cara a Amanda já disse que em algumas partes lembravam um pouco a força do vocal da Kathleen Hanna. O The Pessimists é uma banda de São Paulo formada pelo Sesper (Garage Fuzz/ACruz Sesper Trio), Mila (Futuro) e a Nathalia (Rakta). “Six Songs” é o nome do EP que saiu em 2016 e traz faixas curtas, fortes, diretas e com aquela entonação convocatória misturados a melodias simples, muito bem encaixadas e empolgantes. Garage punk com uma boa dose de pós punk. O resultado é um disco visceral e com muita identidade”.

Julien Baker“Rejoice”

“Ela recentemente assinou com a Matador Records, então não é algo tão novo, mas ainda assim vale muito compartilhar. Conheci a Julien Baker em 2015 e quando escutei o primeiro disco dela, “Sprained Ankle”, achei impressionante. Foi daqueles casos em que eu e Amanda piramos tanto que veio uma necessidade gigante de escrevermos e registrar no Sounds Like Us aquilo que a gente estava ouvindo. É um disco simples. É Julien em seus 20 anos recém completados, sua guitarra, violão e entrega, muita entrega. Tudo em um clima de emoção intensa em que ela divide suas letras confessionais com o ouvinte. “Rejoice” é uma música linda”.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Wagner Creoruska, d’O Bardo e o Banjo

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Wagner Creoruska, d'O Bardo e o Banjo
Wagner Creoruska, d'O Bardo e o Banjo

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Wagner Creoruska, também conhecido como Bardo, d’O Bardo e o Banjo!

Hayseed Dixie“Tolerance”
“Como grande apreciador de bluegrass eu não poderia começar de outra forma. Essa é uma própria de uma banda que ficou muito conhecida fazendo covers, o Hayseed Dixie, além de ser minha primeira referência de bluegrass quando comecei a conhecer esse estilo. Foi essa banda que me fez querer comprar um banjo e hoje o Bardo e o Banjo existir. Sobre ‘Tolerance’, é minha música preferida deles, meu clipe preferido também, e um som que nunca pode faltar nas minhas playlists”.

Seasick Steve“Summertime Boy”
“Esse é um som novo de um cara que tem muita história pra contar antes da sua carreira despontar. Seasick Steve têm um pouco de tudo que eu gosto, blues, folk, instrumentos estranhos, rock, espirito do pantano norte-americano. Essa é uma das músicas dele que mais fez sucesso. Enfim, vale o play, vale por na playlist pra pegar a estrada, vale curtir”.

New Riders of the Purple Sage“Panama Red”
“Essa é uma indicação que vale por duas. A música é de uma das bandas mais legais dos anos 70, que misturava rock e country muito bem, o New Riders of the Purple Sage. A banda tinha uma formação incrível com guitar steel, ótimos guitarristas e músicas legais pra caramba. “Panama Red” depois foi regravada pelo Old & in The Way, uma das melhores bandas de bluegrass de todos os tempos (na minha opinião, claro), banda que tinha Jerry Garcia, guitarrista do Grateful Dead, tocando banjo”.

The Flying Burrito Brothers“Six Days On The Road”
“Essa música, gravada nesse programa ao vivo, é FODA! Existe versão de estúdio dela mas essa é a melhor. Ouço ela sempre que vou pegar a estrada. Outra banda que mistura rock e country, de uma forma bem legal, também dos anos 70”.

Wild Cherry“Play That Funky Music”
“Fugindo um pouco do folk/bluegrass esse é um som da década de 70 que foi sucesso nas pistas de dança, na época e até nos dias de hoje. Na verdade é um dos sons mais divertidos pra botar a galera pra dançar, na minha opinião claro. Foi um dos poucos hits do Wild Cherry que lançou apenas 4 discos entre 1976 e 1979 quando a banda acabou”.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Ulisses Freitas, vocalista do Choldra

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Ulisses Freitas, do Choldra
Ulisses Freitas, do Choldra

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Ulisses Freitas, vocalista da banda Choldra. “Pra quem é completamente entregue à música, escolher essas 5 músicas foi uma tarefa bastante prazerosa na realidade. Claro que gostaria de fazer isso com uns 30 sons, mas creio que a brincadeira fica legal devido à pequena quantidade”, disse.

Ana Tijoux“Somos Sur” (feat. Shadia Mansour)

“Uma música que apenas pela levada, batida e flow já é viciante. Mas muito além disso, trata-se de Ana Tijoux, rapper chilena renomada em seus país e muito respeitada em vários países. Pouco conhecida por aqui, mas já fez alguns no Brasil onde tive a oportunidade vê-la duas vezes, uma em Sampa outra no Rio. Assim como Criolo, ela tem a verdade no olhar. Em tempos onde o feminismo está ganhando cada vez mais força, Anitta é sem dúvida uma grande representante do movimento. Nesse som, que questiona a opressão sentida pelos países do hemisfério sul, ela canta com Shadia Mansour, outra MC incrível, de Londres, filha de Palestinos, e que rima em árabe num flow inacreditável! Tenho amor por essa track”.

Supervielle – “Adonde Van Los Pájaros”

“Pois é, gosto muito da música latina pop como Café Tacvba, Aterciopelados, Jorge Drexler, Julieta Venegas, Zaz etc. Supervielle é dessa laia, uruguaio porém nascido na França, transitou pelo rap e até pelo coletivo Bajofondo, faz uma música pop requintada que vai do eletrônico, ao instrumental e acústico. Essa música me inspira demais. Naqueles rolês de bike por Sao Paulo, domingo a tarde, cidade vazia, vento de outono, é como se me transportasse pro lado bom da vida, onde há esperança e venceremos!”

Doves“Here It Comes”

Doves. Essa banda me faz falta. Sou viciado nos discos deles, principalmente no ‘Lost Souls’ que tem essa música. Daqueles discos que são lindos de cabo à rabo. Escolhi essa por ter feito parte da trilha sonora da primeira viagem que fiz pela Europa. Não me canso nunca dela, faz todo sentido pra mim”.

dEUS“Ghost”

“Eu brinco que dEUS é “a banda que só eu gosto”, rs. Acho bem legal seus últimos 3 discos, apesar do clássico ser o “Worst Case Scenario” de 1994. Esse som que escolhi faz parte do penúltimo disco, é bem easy listening e ouço sempre quando não quero pensar em nada, tirar onda, e o vídeo ainda tem esse Jesus sangue bom demais! Esses belgas tocaram no Sesc Pompeia em 2015 e eu não consegui ir devido a uma viagem de trabalho inoportuna”.

Garage Fuzz“Cortex”

“Do disco ‘Fast Relief’, essa faixa deveria ser hit mundial. Tem tudo aqui, um trampo de guitarras que poucas bandas no estilo conseguem elaborar, baixo e bateria concisos e o Sesper mais afinado do que nunca. Uma das bandas mais legais da cena independente/underground do Brasil. Esses santistas traduzem muito bem as mentes que respiram juventude, da cultura de rua, hardcore, surf, skate, Santos e daquela vontade de viver esperançosa”.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Mariângela Carvalho, do Distúrbio Feminino

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Mariângela Caravalho
Mariângela Caravalho

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é Mariângela Carvalho, do zine Distúrbio Feminino. “Pra essas 5 pérolas, escolhi ir pro lado da non-music e peguei artistas declamando spoken words em cima de alguma base musical (ou não) ou vice-versa. Muito barulho e poesia fragmentada”.

William Burroughs e Kurt Cobain – “The Priest” They Call Him”

William Burroughs e Kurt Cobain tinham muito além do vício em heroína em comum, eram ambos fragmentados e o lado sujo da vida era levado amplamente a sério. Trabalharam com imagem, texto, música e acreditavam no poder da pirâmide de orgônio. A admiração mútua rendeu um encontro célebre em 1993, mas, um ano antes, Cobain se ofereceu para fazer uma colaboração com Burroughs, o que resultou neste obscuro episódio na vida de ambos, “The Priest” They Call Him”. O texto é parte de um ensaio de 1973 do escritor e narrado por Burroughs/The Priest ele mesmo. Cobain, após receber a gravação, criou bases de guitarra completamente noise para trilhar a narrativa e o resultado é meio perturbador. Quando lançada, a colaboração ganhou edição em vinil e mais tarde em CD. Esta, com certeza, é uma das parcerias mais junkies da história”.

Lou Reed – “Romeo Had Juliette”

“Uma das minhas letras/canções preferidas de Lou Reed é “Romeo Had Juliette” porque parece ser uma música delicada, romântica, mas na verdade é uma história absurda que pouco tem a ver com a ideia de Romeu e Julieta. Ouvir Lou recitando essa poesia sob base minimalista e em tom de narrativa não deixa nada a desejar à versão original”.

Yoko Ono, Kim Gordon e Thurston Moore – “I Never Told You, Did I?”

“Muito há para se dizer de uma colaboração que reúne Yoko Ono, Kim Gordon e Thurston Moore. “YOKOKIMTHURSTON” (2012), é, no mínimo, uma peça de arte no sentido literal – “contundente”, “sem igual”, “inovador”. Este compilado de seis faixas tem as poesias e pensamentos de Yoko em forma livre, entre sussurros, gritos e interpretação peculiar. Ela já havia experimentado com isso há muitas décadas, mas a parceria somou um caos cacofônico ao repertório. Em vários momentos, a co-criação se torna bem esquizóide. Vale dizer que esta foi a primeira vez que Kim e Thurston lançaram algo juntos após se separarem”.

Lydia Lunch – “Conspiracy of Women”

“Lydia Lunch sempre teve o tom e desprendimento necessários para proporcionar inúmeras incursões pelo estilo spoken-word. Em suas bandas e trabalho solo, em vários momentos ela apenas recitava algo em cima de uma trilha, porém, em 1990, ela lançou um título apenas seguindo este formato. Conspiracy of Women é um tratado feminista libertário entoado com fúria e lirismo”.

Pujol – “Political Errors at The End of the 20th Century”

“Daniel Pujol é um ilustre pouco conhecido. Seus álbuns e EPs não são incríveis apenas pela audácia instrumental ou por sua guitarra supersônica, mas principalmente porque sua música é um diário cantado. Sua facilidade linguística (endossada por um Phd na mesma área) ganha destaque em meio à composição sonora pois é o diferencial – e também o norte das canções. Em 2015, no EP Kisses, ele fez um híbrido entre canções convencionais e spoken-word. No ano seguinte, lançou “Stinky Toy”, primeiro single apenas como spoken-word e, em abril deste ano, saiu o lado A de seu novo trabalho (com esta linguagem), Political Errors at The End of the 20th Century, com tema baseado na transição dos séculos e na mudança das tradições”.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo pela cantora Samara Noronha

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Samara Noronha
Samara Noronha

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é a cantora e compositora Samara Noronha!

Aurora“Murder Song”
“Essa menina tem uma presença fortíssima, sensacional! Eu a conheci por uma performance com apenas voz e um rapaz a acompanhando no violão no canal NPR Music. A versão oficial é fantástica também!”

Pomplamoose“Happy/Get Lucky”
“O que duas pessoas com uma super criatividade conseguem fazer, não?! Tudo que eles produzem é super legal!”

Eric Silver“Bridges, Friends and Brothers”
“Misture James Taylor com Phil Collins e você obtém um Eric Silver! Quão incrível pode ser isso? (risos) Um dos artistas mais incríveis e completos que já tive o prazer de conhecer. Este disco é fantástico do início ao fim! Tem músicas inéditas e versões em inglês de alguns famosos clássicos da música brasileira. Recomendadíssimo!”

Huaska“Samba de Preto”
“Esses caras misturam bossa nova e samba com rock pesado. Sensacional! Não é à toa que nada menos que a grande Elza Soares se apaixonou e gravou uma música com eles! Recomendo o disco inteiro!”

Supercordas“Seres Verdes ao Redor”
“Excelente disco de 2006, um rock rural feito com primor! Foi minha fiel companhia no ano de 2008!”

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Claudio Cox, dos Giallos

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Claudio Cox, do Giallos
Claudio Cox, do Giallos

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje o convidado é Claudio Cox, dos Giallos.

Gonjasufi“SuzieQ”
“‘A Sufi and a Killer’ foi lançado em 2010 e pra mim é um dos discos mais instigantes dos últimos 10/15 anos, se pá…”

Demon Fuzz“Past, Present and Future”
“Anos 70, mano”.

Protomartyr“Free Supper”
“Foi o Mateus, vocal do Krias de Kafka, que me apresentou o Protomartyr… é aquelas: diga com quem andas e blá blá blá…”

Sleaford Mods“Jobseeker”
“Esses caras são muito estranhos, tenho medo…”

Test“As Vozes dos Tolos”
“Treta máxima! essa letra é do Catatau (Cidadão Instigado)… pra ouvir comendo bolo de manhã”.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Guilherme Luiz, da loja de camisetas As Baratas

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Guilherme Luiz, d'As Baratas
Guilherme Luiz, d'As Baratas

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Guilherme Luiz, diretor de arte da loja de camisetas As Baratas. “ATENÇÃO, tudo nessa lista é para ser ouvido BEM ALTO!”

Electric Six“I Buy the Drugs”

“Uma das minhas bandas favoritas, o som é um rockfunknewwavepunk que tem uma pegada cafona-dançante com letras engraçadas e grudentas interpretadas por Dick Valentine, que tem uma presença de palco única. Sempre ouço para dar uma levantada no astral. Ah, e os clipes são sensacionais e necessários para 100% de aproveitamento!”

Lee Hazlewood“Morning Dew”

“Acredito que essa música tenha sua versão mais popular pelo Grateful Dead, mas já foi gravada por Einsturzende Neubauten, Robert Plant, Devo, Nazareth entre outras bandas improváveis. Composta por Bonnie Dobson, a música é bem cultuada e recebe até um rótulo de folk pós-apocalíptico, pois é baseada no filme On The Beach, de 1959, onde um casal sobrevive ao holocausto nuclear (desculpa o SPOILER). Minha versão favorita é pelo bigodudo aí, conhecido por seus trabalhos de produtor e parcerias com Nancy Sinatra, é um cara com um timbre único, músicas envolventes e uma carreira digna de uma dissecação”.

Turbonegro“TNA (The Nihilistic Army)”

“Embora não seja da formação clássica da banda, acho que esse disco é um dos meus favoritos, e essa faixa me representa!”

Brant Bjork“Too Many Chiefs… Not Enough Indians”

“Esse som me apareceu nas descobertas do Spotify e eu não conseguia parar de ouvir. Era um stoner calminho, mas tenso, com uma melodia bem gostosa pra ouvir de boa, então logo fui buscar versões e fui atrás de quem diabos era esse tal de Brant Bjork. Nessa pesquisa reveladora, descobri que esse cara era um dos pilares do Kyuss e participou/produziu discos do Fu Manchu, Desert Sessions e Mondo Generator. Foi obsessão à primeira ouvida, comprei vinil, vi todos vídeos possíveis no youtube e com isso posso afirmar que esse cara é um dos pais do stoner, e seu trabalho solo é uma evolução contínua e ramificada do gênero”.

Ty Segall Band“Wave Goodbye”

“Essa leva de bandas de garagem podreira são minhas maiores motivações musicais nos últimos tempos, dentre elas destaco essa faixa do Ty Segall Band, que deixo por último, pois depois de ouvi-la, não consigo ouvir mais nada, só ficar alguns minutos em silêncio para recuperar o fôlego”.

BONUS TRACK

Jonnata Doll e os Garotos Solventes“Senhor Walber”

“Em 2016 vi um show deles em um Sesc sem saber nada da banda, e PUTAQUEPARIU! Com uma mistura de tudo que se tem no rock e letras de temas diversos, Jonnata Doll e os Garotos Solventes é minha última banda favorita, sempre que tem show (para total apreciação recomendo muito ver a banda ao vivo!) faço questão de ir e prestigiar a banda, que é uma das minhas maiores esperanças para o rock nacional”.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Júlio Victor, do Sasha Grey As Wife e do canal Tá Na Capa

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Júlio Victor
Júlio Victor, do Sasha Grey As Wife

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje o convidado é Júlio Victor, da banda Sasha Grey As Wife e do canal do Youtube Tá Na Capa.

Malice Mizer“Syunikiss ~Nidome no Aitou~”

“Meu interesse pela música francesa começou com o Malice Mizer, uma finada banda japonesa muito importante tanto pela musicalidade como pelo conceito estético que influenciou uma geração, sendo um dos pioneiros do movimento visual kei. Após a morte do baterista Kami a banda definhou até deixar de existir, é uma pena, pois é um dos bateristas que mais gosto, ele tem muita personalidade. A mistura dos sons vai desde o eletrônico francês até ritmos e instrumentos tradicionais”.

Baton Rouge“Côte du Py”

“Descobri essa banda pois o guitarrista da primeira banda que gravei na vida me passou sua pasta inteira de músicas. Conheci muita coisa por lá, mas Baton Rouge foi uma das mais valiosas. Uma espécie de de post punk com hardcore e uma pitada daquele real emo. Gravações grosseiras, vocais gritados e aquele ar de sofisticação ainda. É um som agridoce e pouco conhecido, do tipo que tu sabe que só vai poder ver ao vivo se sair do país e der sorte”.

Sport“Ulrike Maier”

“Primeira banda francesa que vi um show na vida e pasmem, foi aqui na minha cidade, Volta Redonda, interior do Rio de Janeiro. Eles fizeram uma tour gigante, na raça, na unha. Todos integrantes muito felizes e com calor pra cacete. As letras falam muito sobre convivência e a experiência dessa apresentação foi linda. Rolou em uma praça, puxando energia do poste, várias bandas do gênero, crianças passando, brincando na grama enquanto o show rolava, galera cantando à plenos pulmões. Aquela ocasião que tu não consegue tirar o celular do bolso e guarda tudo na memória”.

Zaz“Je Veux”

Zaz é uma daquelas artistas pops que mais o país dela conhece do que o mundo por completo. No Brasil temos vários assim, isso acontece por conta de não cantar em inglês, mas em seu idioma natal. Para mim é uma daquelas recordações que “sobram” de um relacionamento, a pessoa se vai e ficar uma banda, uma música, um show. Até rupturas trazem coisas boas. A música ‘Je Veux’ é engraçada pois exalta uma simplicidade que lembra bastante a temática de ‘Royals’ da Lorde, só que de maneira mais simples ainda, mais pé no chão. Gosto desse tipo de mensagem, exaltando uma vida simples e tal. Ouça Zaz para cozinhar, é inspirador”.

Alcest“Autre Temps”

“As pessoas falam que eu pareço o vocalista e de fato pareço. As pessoas falam que minha banda, Sasha Grey As Wife, lembra Alcest e de fato lembra. O som deles é folk, pesado, intenso, catártico, letras dramáticas e cheias de referências. Acho que foi a melhor referência que tive para incluir minha paixão pela música francesa dentro do meu som, pois, os objetivos musicais são parecidos. Gosto também como eles se renovam à cada disco, parece sempre algo novo, sem limites, do ambiente acústico aos gritos”.