5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo pelo rapper Rieg R.

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Rieg - Divulgação 2014 - foto por - Rafael Passos.

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Rieg R. do grupo Rieg.

Afrika Bambaataa & Soul Sonic Force“Planet Rock”

Na música “Leave It To Me” da Rieg estávamos todos no grupo ouvindo muita coisa de música funk, eletrônica e hiphop. A essência dessa música é muita atemporal e incrível. Lembra um pouco também, por um lado, o Furacão 2000 no início aqui no Brasil. Esse beat foi muito presente na infância pra banda toda. Essa mistura doida de estilo, tentando em testar limites e criar algo novo, sem medo. Essa coisa da performance e de se adaptar a ambiente e meio cultural que vive, sem ser igual a todos. Tem toda uma simbologia por trás da parte visual, e experimentações doidas na parte musical – meio laboratório de cientista louco, com beats dançantes e culturalmente relevantes. Total revolucionário.

Tony Allen“Every Season”

Sou apaixonado por esse baterista. Mais uma vez a música que acompanha o disco é “massa demais”, como diríamos aqui em João Pessoa. A “Every Season” é a música que abre o disco. Com uma bateria que praticamente canta a música e te leva para uma viagem suave e mais sólida dentro do afroBeat. É uma ótima música para iniciar uma “pedalada” no Longboard. Pegar um vento na cara e evoluir o espírito em mil anos. 🙂

Damu the Fudgemunk“First Rondo”

God, esse cara é o rei dos beatbreak. Adoro a sonoridade que ele consegue imprimir com a Mpc 2000. Quando começamos a usar uma Mpc 1000, começamos a pesquisar referências e cheguei nele. Ele é um artista e produtor de música americana de hip hop de Washington, DC. Para quem gosta de recortar vai se divertir com ele. A parte Rítmica dele é bem forte. Damu é um verdadeiro garimpeiro a moda antiga.

Devo“Uncontrollable Urge”

Uma das minhas bandas preferidas de todos os tempos e influência total de estética, atitude e doidice. Eu lembro que uma das primeiras fitas k7 que comprei na vida, bem novinho, era do “Q: Are We Not Men? A: We Are DEVO!” e escutava tanto, tanto, tanto, que tive que consertar a fita algumas vezes já. Depois quando eu achei um VHS com show bootleg deles num mercado de pulgas, eu achei o máximo. Minha cabeça explodiu, hahah. Era punk, sem parecer igual as outras bandas. Era meio nerd com atitude punk. É pop, mas nem tanto. Era meio Kraftwerk, sem ser tão cabeça, mas com conceito também. Tem tantas referências de tantas bandas, que parece um quadro de colagens. Nisso, se transforma numa coisa tão única, doida e multifacetada, que acaba sendo muito original e interessante. A mistura de timbres, guitarras com synth, com visual, com narrativa. Amo demais. Eu tenho esse mesmo carinho pelos B-52s.

DJ Shadow“In/Flux”

A história do hip-hop e trip-hop tem muitos paralelos em comum e tem raízes que se cruzam um pouco. Bebem da mesma fonte que talvez seja o funk americano e o dub jamaicana, e dão ainda mais um jeitinho. Acho fascinante esse colagem de samples para criar algo novo. A ressignificação de momentos passados para criar novos. Eu fiquei bem na dúvida o que colocar como última música aqui na lista, porque tem muita mais coisa que queria citar do mundo hip-hop, dub, rock psicodélica ou música electrónica, mas eu acho que essa música do DJ Shadow tenta juntar um pouco de tudo e consegue. É uma viagem longa, como se fosse você zapeando na TV e tudo fazendo sentido. Esse vibe relaxado, o uso de orquestra sem vergonha, que nem tem com Massive Attack, essa emoção pura – mesmo através de recortes – eu amo. Só nessa música tem sample de Funkadelic, Earth, Wind & Fire, Chase, Mutabaruka, Tribe Called Quest e Alan Ross. Ou seja, uma mistura de vários estilos e intenções diferentes para criar algo novo e seu.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Vinicius Mendes, do selo Pessoa que Voa

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Vinicius Mendes

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Vinicius Mendes, do selo Pessoa Que Voa.

Weird Fingers“Seus Dentes Vão Se Amarelar”

Encaro essa música como um tributo ao envelhecer, e como encarar esse destino parece ser muito pra digerir de uma vez só, o que ela demonstra muito bem com o jeito que cresce, até chegar no crescendo caótico do final. A gaita que fica no fundo a música inteira parecem pessoas que passam por nossas vidas de forma tão passageira, como fantasmas. Acho genial construir uma narrativa assim, usando letra e música juntas.

Right Away, Great Captain!“Blame”

Gosto muito do jeito que o Andy Hull (que também é vocalista do Manchester Orchestra) compõe e toca. Ele faz a música crescer só na voz e no violão de um jeito muito natural e dinâmico, que me inspirou muito enquanto compunha pro “Mercúrio”. Os três discos desse projeto compartilham uma história só entre eles, mas ao mesmo tempo soam muito sinceros e pessoais.

Amanda Palmer“Machete”

Sempre que escuto essa me dá aquela dor na garganta, sabe? A história por trás dessa é muito bonita, sobre um amigo de longa data dela vítima de câncer. Faz você pensar de pessoas queridas que passaram por isso e como seguir em frente depois de tudo.

Lia Kapp“Fire & Air”

A Lia me inspira muito, acho que ela é uma das melhores artistas do país, sem hipérbole. O disco mais recente dela, o “Metamorphösis”, é um trabalho conceitual absurdo, que não se traduz só em música, mas em vídeo, foto e no show também. Essa música parece um cabo de guerra quando o refrão entra e toda aquela tensão do verso é liberada, um hino trip-hop.

Joanna Newsom“Only Skin”

Minha compositora favorita, tudo que ela fez é incrível. Gosto muito do jeito que ela compõe, cada canção parece ser um mundinho contido em si, cada verso parece pensado e ajustado à perfeição. Tudo nessa música, da letra até o arranjo de cordas e a harpa faz a história de um casal virar uma epopéia de quase 17 minutos.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Renan Inquérito

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foto por Márcio Salata

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje o convidado é Renan Inquérito, do Inquérito, banda de rap de Nova Odessa.

The Isley Brothers“Between the Sheets”

Esse som é de 1983 e a primeira vez que eu ouvi foi através da música “Big Poppa”, do Notorious BIG, em 1994, depois no som “Livro da Vida”, gravado pelo Sistema Negro no álbum “A Jogada Final”, de 1997, ambos samplearam essa música, e de tanto ouvir esses dois raps, fui atrás do original, mas na época não tinha internet, foi no garimpo mesmo, falando com os colecionadores de disco, os nego véio, aí cheguei no disco do The Isley Brothers. Esse som me faz lembrar todo o processo de pesquisa pra se fazer um rap na década de 1990, isso tem um valor muito grande, ainda mais hoje em dia que os moleques só dão um Google. Pra que vocês tenham uma ideia, essa música foi sampleada por mais de 30 rappers diferentes só nos EUA.

J Cole“Sideline Story”

Eu conheci esse som e fiquei tão viciado nele que escutei no repeat por dias seguidos, nem sequer sabia do que ele estava falando, nem fui buscar a tradução até hoje, eu apenas sentia o que ele me trazia na época, estava há muito tempo sem escrever nada e passando por um período complicado da minha vida, então de tanto ouvir comecei a escrever uma letra em cima dele, fiz a letra todinha em cima desse som e curti tanto o resultado que decidi começar a fazer um disco novo imediatamente. A música que eu escrevi em cima chamava-se “Rivotril”, e depois mudei o nome para “Tristeza”, o disco que ela me inspirou a começar foi o “Corpo e Alma”, 2014.

Gonzaguinha“João do Amor Divino”

Esse som é de 1979, mas me soa tão atual, tão rap, impressionante! A letra conta a história de um pai de família que é “profissional em suicídio” e literalmente se mata pra garantir o sustento da casa. A narrativa vai mostrando todo o percurso traçado por ele até o dia em que decidiu pular de um prédio no centro da cidade pra arrancar uns trocos dos curiosos. Uma narrativa direta, sem refrão, tipo um rap storytelling. Eu penso que Gonzaguinha foi um MC antes do rap existir no Brasil, morreu jovem e deixou várias outras músicas de protesto, como por exemplo “Comportamento Geral”. É um artista que me influencia muito com a sua poesia.

F.UR.T.O.“Sangueaudiência”

Esse disco é foda, não dá pra indicar uma música só, é o único disco do F.UR.T.O., banda fundada pelo baterista e compositor Marcelo Yuka depois de ter saído do O Rappa. Todas as composições são do Yuka, letras extremamente politizadas, como “Amém Calibre 12”, “Ego City” e “Verbos a Flor da Pele”, críticas ácidas ao capitalismo e à hipocrisia da sociedade. Ouvi muito esse disco na época, 2005, porque pra mim ele era uma espécie de rap eletrônico tupiniquim, e também porque depois da saída do Yuka do O Rappa, eu me sentia órfão de letras politizadas. Tem uma frase numa letra que eu nunca esqueci, ele vem contando a história de uma menina da favela e de repente diz que ela era “mãe demais pra ser jovem”.

Zeca Baleiro“Eu Despedi o Meu Patrão”

Adoro as letras do Zeca, inteligentes e sarcásticas, sempre cheias de figuras e imagens. Esse som faz parte do álbum “Pet Shop Mundo Cão” (2002), que tem grandes clássicos da sua carreira, como a canção “Telegrama” que toca muito até hoje. Essa faixa em especial tem a participação do pessoal do Záfrica Brasil, Fernandinho Beat Box e Gaspar, que também estão em outras faixas do disco, que aliás é cheio scratches. Chapo quando ele diz: “não acredite no primeiro mundo, só acredite no seu próprio mundo!”

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Bruno Kayapy, guitarrista do Macaco Bong

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Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas ou discos que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é o compositor Bruno Kayapy, guitarrista da Macaco Bong.

Spice Girls – “Spice”

Se a ideia é citar referências que não são tão óbvias pra mim com certeza o álbum “Spice”, das Spice Girls é o primeiro da minha lista. Um clássico da world music setentista, sou um fanático por world music e bandgroups de super-produção. Particularmente, acho a história das Spice Girls uma história de união, força, harmonia, superação e fraternidade como jamais existiu em qualquer outra banda, demorou muito para as pessoas perceberem o quanto as Spice Girls foram importantes na juventude noventista. E também cito esse disco porque foi produzido por três gênios da produção musical de world music; me refiro a Absolute, Andy Bradfield, Matt Rowe e Richard Stannard.

Madonna“Like a Virgin”

Muita gente não imagina, mas sou fanático pelos trabalho da Madonna. Pra mim ela foi a grande visionária da música pop oitentista, Like a Virgin é uma obra prima, é um disco que vivo procurando em vinil e não acho com muita facilidade. Essa maravilha de disco foi produzido pelo ídolo da guitarra Nile Rodgers, que produziu “Get Lucky”, do Daft Punk.

Bjork“Vespertine”

Quando ouvi Bjork pela primeira vez foi amor à primeira vista. Sou completamente apaixonado pela concepção criativa dela. Pra mim esse é o grande álbum da primeira década de 2000. Obra-Prima! Tenho muitas influências da Bjork, especialmente na elaboração das minhas linhas melódicas na guitarra. Tudo que eu mais gostaria era que o som da minha guitarra tivesse a voz e o timbre da Bjork, os vibratos dela são sutis, ouvir a Bjork pra mim é como se as cordas vocais dela tivessem um Jimi Hendrix grudado em cada corda vocal. Amo todos os álbuns, mas o meu preferido é o “Vespertine”, achei que ela atingiu um nível de produção e concepção dos mais absurdos já feitos na história da música popular.

Daft Punk“Homework”

Esse álbum! o que falar sobre este álbum? Sinceramente não tenho palavras para falar sobre o Homework. Simplesmente fascinante! Produzir isso deve ter sido a coisa mais divertida na história de gravações de álbuns. Impactante igual esse disco, não existe nada nem próximo, nem nos dias de hoje. Amo Daft Punk! Uma referência que sempre tive muito antes de montar o Macaco Bong em 2004.

Lenine“Na Pressão”

Para muitos isso com certeza pode chocar! Posso dizer tranquilamente que ouvir o Lenine e esse disco “Na Pressão” me influenciou 99,9% na maneira como eu criei o meu vocabulário musical e acima de tudo o meu estilo de tocar guitarra e conceber o som do Macaco Bong dos pés à cabeça. O Lenine é uma das influências mais “não-óbvias” que eu poderia citar aqui. Se você ouvir os álbuns dele conhecendo bem o som do Macaco Bong, tão logo você vai perceber que chupei muita coisa dele para o estilo de música que faço. Foi muito legal pra mim, era meados de 1999, eu cheguei em uma loja de CD em um shopping da cidade e vi esse CD como destaque na loja, era o lançamento do mês, a capa me chamou a atenção com o carro pegando fogo, na hora eu achei que fosse “Leoni”, não tinha lido direito e não dei tanta bola porque admiro muito o Leoni e sou fã da genialidade de guitarra brasileira dele há muitos anos inclusive, mas não era exatamente o que eu procurava naquele dia, como era de costume em toda loja de CD você tinha tocadores cd player espalhados pela loja com headphone pra você poder ouvir um preview do álbum antes do comprar, foi quando coloquei o Na Pressão pra tocar e, como de costume particular, eu já coloquei na segunda música, eu tinha essa mania de ouvir a primeira faixa do álbum por último e começar sempre pela segunda faixa do disco e de repente começa a tocar a própria música faixa título do álbum ¨Na Pressão¨, que música maravilhosa, me arrepiou dos pés à cabeça, a percussão do Marcos Suzano, as linhas de guitarra matadoras do Lenine foi a descoberta do ano pra mim. Ouvi esse disco umas 100 vezes por dia, tirando todas as músicas do álbum de ouvido no meu velho violão de corda náilon Di Giorgio. Foi uma escola descobrir a afinação, encontrar os acordes, entender o raciocínio tonal dele, Lenine é um samurai. Amo esse cara, ouço as obras dele desde criança, eu sinto uma vibe mato-grossense, ele tem a selvageria pantaneira no som dele, por isso a identificação com o som dele foi de imediato por sentir coisas na linha do som do Lenine que me arremeteu a coisas regionais do Mato Grosso do Sul que amo ouvir como Guilherme Rondon, Tetê Espíndola e Almir Sater. Apesar de mato-grossense, a minha paixão real é pela música sul-matogrossense, é meio que o nosso Clube de Esquina, Guilherme Rondon é o nosso Milton Nascimento ao mesmo tempo que você tem figuras fortíssimas como a Tetê, única e incomparável, faz o que quer com a voz dela, com a música, a verdadeira bruxa do cerrado. Muito curioso pra mim naquela época foi descobrir que Lenine era pernambucano, confesso que depois de conhecer Lenine foi quando passei a me interessar mais por Chico Science, Nação Zumbi e conhecer melhor as coisas que tinham ali, era tudo muito novo na época, você não ouvia falar desses nomes facilmente em uma cidade como Cuiabá em meados dos anos 90, Lenine foi a porta de entrada por minha paixão pela música pernambucana.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Patrick Magalhães, da banda Walverdes

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Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje o convidado é o baixista e backing vocal da Walverdes, Patrick Magalhães, que topou o desafio de nos mostrar suas cinco pérolas favoritas.

CAXABAXA – “(Agito Desanimado) Pesadelo Gostoso”

“Todas as musicas do Caxabaxa são pérolas. Escolhi essa porque é uma que eu só descobri recentemente e achei top demais. O vocal gótico anos 80 tipo ultravox leva a sério o rolê cemitério”.

Holger Czukay  – “Persian Love”

“Falecido baixista do CAN, minha banda favorita atualmente”.

Doiseu Mimdoisema – “Epilético”

“Porto Alegre em 1994 era doido”.

John Maus – “Cop Killer”

“Eu chamo isso de musica de filme Blade Runner”.

Sheer Mag – “Fan The Flames”

“Essa é pra sair na rua num dia de sol comendo bergamota”.

 

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Desirée Marantes, do selo Hérnia de Discos

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foto: Thiago Roma

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é a pesquisadora, produtora e multi-instrumentista Desirée Marantes, do selo Hérnia de Discos. “Eu sei que muita gente faz cara de zóio pra cima quando alguém fala que gosta de muitas coisas diferentes mas eu realmente gosto de escutar coisas bastante diferentes, pois acredito que é partir da mistura que temos a possibilidade de chegar em nosso melhor. Então resolvi separar artistas que eu sempre escuto de maneira regular”.

Karen Carpenter
“As pessoa tudo acha que eu só escuto umas música erudita mas eu amo Carpenters. “Close To You”, embora seja uma composição do Burt Bacharach com letra do Hal David, ainda não ganhou uma versão melhor do que a do Carpenters. E, vocês ja viram a Karen tocando bateria?”

Jacqueline Du Pré
“Foi uma instrumentista e interprete que fugiu do esteriótipo “papel feminino” onde mulheres devem tocar instrumentos considerados mais “apropriados” como canto lirico, piano ou harpa. Musicista espetacular, sem duvida uma das maiores cellistas de todos os tempos e, na minha opinião, a melhor intérprete do concerto para cello do Elgar”.

Betty Davis
“Aquele ditado de por trás de todo grande homem existe uma grande mulher tem um quê de verdade, pena que essas grandes mulheres sempre foram ignoradas/invisibilizadas. Um dos grandes exemplos é Betty Davis, que foi casada por um ano com o Miles Davis e responsável por apresenta-lo a música de Jimi Hendrix e Sly Stone.Muita gente não sabe nem que ela existiu, que ela era compositora, produtora e interprete (também trabalhou como modelo, mas quem se importa com aparências né? (Risos)) muito menos conhece os discos espetaculares que ela fez. Escutem “Nasty Gal”‘:

Mercenárias
“O que dizer de uma das melhores bandas que apareceu no Brasil? E que ainda foi uma das poucas formadas apenas por mulheres no meio dos punks dos anos 80? Aí está uma banda que deveria ter um reconhecimento maior por parte do mundo inteiro, uma voz singular em sua época”.

Bjork
“Eu acho engraçado que todo mundo lembra da islandesa com o “vestido do cisne” no Oscar mas que a maioria não se dá conta de que a originalidade da carreira dela é, basicamente, sem precedentes. Talvez de para comparar com Mozart, mas ela ainda está viva e produzindo. Acredito que, mesmo ela recebendo reconhecimento em vida, ainda vamos demorar um par de décadas até termos noção da exuberância criativa dessa maravilhosa”.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Gabriela Jardim, do Infected By Culture

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Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é Gabriela Jardim, do site Infected By Culture.

Oxy“Mad”

Oxy é uma banda brasileira de shoegaze com vibes dream pop, que surgiu em 2016 pelas mãos da Sara e do Blandu. A faixa “Mad” vem do seu EP auto-intitulado, e é sem dúvida a minha faixa preferida do lançamento. Além disso, foi lançado o seu clipe, que é uma obra-prima por si só, com uma direção incrível.

The Ninth Wave“Reformation”

The Ninth Wave é uma banda inglesa que conheci recentemente. Com fortes influências em The Cure e até Tears For Fears, a faixa “Reformation” nos leva para os anos 80 através dos seus synths e riffs marcantes. O grupo tocará esse ano no Mad Cool Festival em Madrid, ao lado de bandas como Arctic Monkeys e Tame Impala, e lançará material inédito dentro das próximas semanas.

BLOXX“Coke”

BLOXX é uma banda inglesa de indie rock conhecidos por unir influências da música grunge, pop melódico e riffs marcantes – essa junção resulta na sonoridade ímpar e original da banda. “Coke” é um dos singles mais novos lançados pela grupo, e sem dúvida é uma faixa que vai captar a sua atenção e fazer você cantar junto.

Honey Bones“Anxxxiety”

Escrita por Ivan Silva e David James, a faixa faz parte do disco “Black” da banda Honey Bones, lançado em 2 de novembro de 2017. O som do duo apresenta uma mistura de beats estilo hip-hop e riffs abstratos de guitarra com uma pegada lo-fi. A banda se define como “dreamy garage pop”.

Stop Light Observations“Aquarius Apocalyptic”

Stop Light Observations é uma banda americana que vem levando destaque nos últimos meses. Com uma variedade de influências, a banda mistura gêneros como indie, rock clássico, hip-hop, folk, psicodélico, entre outros. A faixa “Aquarius Apocalyptic” apresenta bem essa mistura de referências, e traz riffs marcantes e vocais que te prendem até o final.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Helena Papini, da Bula

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Helena Papini

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é Helena Papini, baixista da banda Bula, Triácida e da Urbana Legion.

Trouble“What Are We”
Essa é uma banda que conheci recentemente quando fui convidada pela Fernanda Leite (vocal) pra tocar as músicas de seu álbum (“Trouble and the New Brazilians”) em um show em SP. Essa música me fez chorar subindo a serra a caminho do ensaio (risos). E além das músicas lindas num estilo meio country/folk cantadas quase todas em inglês, a versão física desse álbum é um dos Cs mais bonitos que eu já vi.

Dani Vellocet“Babe”
Eu e Dani tocamos juntas por quase 10 anos na banda Mecanika, pelos bares da baixada Santista e SP.
“Babe” faz parte do seu trabalho solo que está sendo lançado desde o ano passado, e tem uma pegada bem 80′, dançante, com videoclipe gracinha. Além de uma grande referência é uma amiga de anos. A Dani me mostrava quase tudo durante o processo de composição e gravação do seu disco (“Amores”), acompanhei tudo de perto e posso dizer que vem um lindo álbum por aí.

Silversun Pickups“Three Seed”
Talvez a minha banda preferida da atualidade, o SSPU também tem uma mulher no baixo (Nikki Monninger).
Em 2013, durante a tour “Chorão Eterno” da A Banca, escutávamos esse álbum praticamente antes de todos os shows e nas viagens. O curioso foi que ano passado eles vieram pela primeira vez pro Brasil, e lendo uma entrevista dela, descobri que ela já conhecia e gostava da Bula e sabia que temos uma baixista mulher também (que por acaso sou eu (risos)). Quase caí pra trás. Fui com o Marcão no show deles mo Circo Voador na mesma semana e pudemos conhecer a banda toda a convite dela, e curtir uma noite inesquecível ao lado de uma banda que é uma grande referência pro som da Bula.

Dub FX“Love Someone”
Descobri esse som assistindo vídeos de skate no YT, gostei tanto que fui atrás. Aí ví o que na época era um artista bem underground, que se apresentava em praças públicas, com uma caixa de som, e um microfone passando por seus pedais de efeitos, sobrepondo loopings de batidas e sons feitos com a boca (beatbox e afins). Essa foi a primeira música dele que escutei, e desde então é um dos artistas que não saem da minha playlist.

Urbana Legion – “Mariane 2”
Com o perdão da autopromoção, gostaria de falar dessa música que fiz em parceria com ninguém menos que Renato Russo, ao lado da Urbana Legion, um tributo a esse ícone da música brasileira, que faço parte.
Recentemente recebemos do seu filho, Giuliano Manfredini, alguns manuscritos guardados por 20 anos em um apartamento no RJ, junto com a missão de musicar esses textos, e “Mariane 2” foi um dos resultados desse grande desafio.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Otávio Cintra, do Hammerhead Blues

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Otavio Cintra, do Hammerhead Blues
Otavio Cintra, do Hammerhead Blues

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Otávio Cintra, baixista e vocalista da banda Hammerhead Blues.

Taiguara“Aquarela de Um País na Lua”

Muitos nomes de grande sucesso da música brasa dos anos 60/70 acabaram relegados a algum tipo de esquecimento, deixados à margem da tal linha evolutiva seja por falta de interesse de gravadoras ou travados na marra pelos militares. O Taiguara é um dos casos mais extremos: seu disco “Imyra Tayra Ipy” (lançado em 1976 após o retorno do cantor do exílio) foi recolhido de todas as prateleiras do país em menos de 72h pela censura, voltando ao mercado brasileiro somente em 2013. Desse grande disco, um manifesto latino-americano arranjado em parte por Hermeto Pascoal, destaco o protesto de ‘Aquarela de um País na Lua’, uma reinterpretação torta do famoso hino ufanista.

Antônio Carlos e Jocafi“Deus O Salve”

A dupla Antônio Carlos e Jocafi é, quando muito, lembrada pelo riff funkeado de ‘Kabaluerê’, sampleada pelo Marcelo D2. O que muitos não sabem que esses dois eram uma mina de suingue e rock psicodélico – o primeiro disco (“Antônio Carlos & Jocafi”, 1970), com Lanny Gordin nas guitarras, é uma pedrada psicodélica atrás da outra. Pra quem gosta de misturar psicodelia, samba, limão e cachaça essa aqui tá na medida.

Marcos Valle“Revolução Orgânica”

Marcos Valle é desses caras que já andaram por todo canto da música popular brasileira. Mesmo sem reconhecer seu nome, todo mundo conhece algumas das canções do bicho: ‘Samba de Verão’ (um clássico da Bossa Nova) e a música de fim de ano da emissora dos Marinho (aquela mesmo, fazer o quê…) Em 1972, Marcos e seu irmão Paulo Sérgio se mandaram para Búzios com uma banda de rock até então relativamente desconhecida (O Terço) para mergulhar numa vibe hippie sem dó. ‘Revolução Orgânica’ é a música mais épica de um encontro inusitado de grandes nomes da música brasileira com uma letra de rebeldia e imagens impressionantes.

Eduardo Araújo“Construção”

Eduardo Araújo era o roqueiro mais bad boy de toda a Jovem Guarda. Dizendo-se ‘O Bom’, dono do maior carrão vermelho, acabou não emplacando com o roquezinho tanto quanto seus colegas Erasmo e Roberto. Dono de uma das vozes mais potentes da época, o rapaz resolveu então que ia explorar um som mais pesado e experimental. Sua ideia de rock brasileiro progressivo e psicodélico chega ao ápice nessa reinterpretação surreal de “Construção”, de Chico Buarque, transformado o arranjo de sua versão original em uma quebradeira sem paralelo de guitarras, baixos e baterias.

Odair José“Não Me Venda Grilos”

Odair José é um dos grandes expoentes da música brega brasileira. Tornou-se um ícone dos botecos sujos do país todo com ‘Uma Vida Só (Pare de Tomar a Pílula)’ e ‘Vou Tirar Você Desse Lugar’ no começo dos anos setenta. Sempre intento em incomodar os poderes estabelecidos, Odair José acabou excomungado pela Igreja Católica acusado de blasfêmia ao lançar o disco ‘O Filho de José e Maria’ em 1977. O protagonista é Jesus Cristo contemporâneo: doidão e filho de pais solteiros que se casam às pressas e depois se divorciam (numa época em que o divórcio era ainda grande tabu no Brasil). Se a ira da Igreja não fosse o suficiente pra curtir o trabalho do cara, o disco é uma ópera-rock finíssima com uma pegada Frampton.

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo pela cantora Aramà

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Giulia Aramà
foto por Maurizio Fantini

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é a cantora Aramà, que acaba de lançar seu mais novo single, “Maracujá”.

Jamie Woon – “Night Air”
Essa música do artista Jamie Woon, britânico de extremo talento, foi uma das pérolas na minha playlist do 2010.
A musica é magnética . Um som fino, de grande sofisticação. A voz do Jamie é intensa, te leva numa viajem sensorial profunda com o sujeito da música, que é a noite. O baixo e os coros harmoniosos contribuem para criar uma faixa de extrema sensualidade, quase feminina.

Dona Onete – “Banzeiro”
Esta música é totalmente “Carnival Vibes”: uma mulher de quase oitenta anos com uma energia e talento insuperáveis.​ Para quem não sabe, o banzeiro é a onda que os barcos provocam e como uma onda, a música traz todo o sabor da Amazônia e do Pará. Dona Onete é umas das artistas que o Brasil precisa valorizar muito. Vale à pena ouvir o disco todo. É realmente incrível. ​Bora todo mundo se jogar no banzeiro? ​

Rincon Sapiência – “Meu Bloco”
Faz parte do lindo trabalho Galanga Livre, do rapper Rincon Sapiência. Amo essa música . É uma mistura de rap, trap e samba, gravado no barracão da escola de samba Pérola Negra. Essa música representa a luta deste amigo e artista que admiro muito. “Meu Bloco” mostra o poder do samba, seu ritmo e atitude, trazendo a música como uma forma de lutar contra a repressão: “Nossa palavra é munição, nossa voz fuzis / Sem moderação, jão, informação use / Sirenes e giroflex, na cara preta luzes / Sugiro, cuidado com os vampiros, cruzes!”.

Nneka – “Do You Love Me Now?”
Essa música saiu em 2012 no álbum da artista Nneka, alemã de origem nigeriana. Essa artista foi comparada à Erikah Badu e Lauryn Hill. O trabalho dela é uma mistura de hip hop, referências soul e ritmos africanos sem que se confunda com a world music. Essa faixa é a mais pop do disco e tem uma grande lição: na solidão estamos perto do Senhor, publicamente não. A ideia da artista é que estas canções cheguem ao poder politico e que eles as escutem.
“In solitude we know God / In public we do not act God / Is it destiny, is it mean to be?”

SBTKRT – “Wildfire”
Nome artístico do produtor britânico Aaron Jerome. Essa musica saiu em 2011 com a participação da artista Yuukini Yagano (Little Dragon ). É um mix de funk e dubstep bem minimal, tipicamente londrino. A música fala de um amor insano. Um amor que é comparado a um incêndio. Adoro o beat. Acho uma pérola mesmo, uma das melhores músicas britânicas até agora.