“Stand By Me” (1986): moleques legais fazendo coisas de moleques legais

Stand By Me

Sinestesia, por Guilherme Gagliardi

Stand By Me (Conta Comigo)
Lançamento: 1986
Diretor: Rob Reiner
Roteiro: Bruce A. Evans e Raynold Gideon
Elenco Principal: Richard Dreyfuss, River Phoenix, Corey Feldman e Jerry O’Connell

Baseado no livro “O Corpo” (1982) de Stephen King, o filme com nome de música conta a história de um grupo de quatro amigos de uns 12 anos que saem sós pela mata para procurar o corpo de um colega que, segundo o que se dizia, havia morrido na floresta. Atravessando rios e lagos e ganhando beijos das sanguessugas, passando por pontes onde passavam trilhos do trem e correndo da locomotiva, indo a um ferro velho fugindo de um cão de guarda e acampando intercalando o sono entre duplas e fumando cigarros roubados dos pais, os garotos convivem intimamente, criando um laço de amizade particularmente bonito.

O filme, apesar de apontar para essa questão tétrica do cadáver, deixa isso apenas como uma espécie de pano de fundo: ele fala sobre esses garotos, suas histórias, seus desejos e as relações entre os quatro. Fala sobre a descoberta da vida e os momentos em que se fazem as memórias. E nesse sentido, a trilha aponta bem o caminho do longa.

Com cenas dos quatro andando sobre trilhos e cantando músicas bem ao estilão década de 50 (música de salão romântica toscona e uns R’n’B), a parte sonora do filme desponta pro clima good vibes que a tela gruda nas retinas contando com músicas como “Great Balls of Fire” (de Jerry Lee Lewis) e “Lollipop” (das Chordettes).

Contudo, o auge musical definitivamente é a última música. Tocada nos créditos finais, o som “Stand By Me” (1961) de Ben E. King, fecha o filme com chave de ouro, deixando pra quem quer que assista uma deliciosa sensação nostálgica.

Segue em link a trilha sonora e o filme completo.

Trilha:

Filme :

Valeu! Assistam, ouçam e curtam!


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