“Sing Street” (2016) – Romântico, post-punk e adolescente

Sing Street

Sing Street (Sing Street)
Lançamento: 2016
Direção: Jonh Carney
Roteiro: Simon Carmody
Elenco Principal: Ferdia Walsh-Peelo, Lucy Boynton, Jack Reynor, Aidan Gillen, Maria Doyle Kennedy e Kelly Thornton
 

É incrível o que acontece quando um mauricinho encara o rock. Durante uma crise econômica na Irlanda em plenos anos 80 e uma crise conjugal entre os pais de Connor (Ferdia Walsh-Peelo), garoto acostumado com o ambiente caxias e educado duma escola classe média, é transferido pruma outra a fim de fazer cortes nas despesas da família. A nova escola, gerida por uma velha congregação de padres, é o esteriótipo de “puta zona”: alunos fumando em sala de aula, professor bebendo enquanto dá a aula de latim e etc; E tudo isso em contraposição com regras ridículas, rigidamente impostas e obedecidas, como o uso de sapatos pretos.

O nosso jovem Connor, ainda com dificuldades pra se adaptar ao novo meio, se apaixona por uma mina que fica sempre em frente à escola do outro lado da rua e a convida pra participar dum clipe da sua banda. Mas o cara nem tem banda, então se vê obrigado a formar uma. Seguindo os conselhos do irmão mais velho, que lhe apresenta Duran Duran, Joy Division, New Order, The Cure e outros, o moleque consegue reunir uma galera a fim de fazer um som e eles passam a tocar num estilo que eles chamam de “futurista”, mas que na real é meio que uma reprodução da vibe post-punk da época.

Além dos hits, o filme conta com músicas originais, que dentro da história são composições do Connor pra Raphina (Lucy Boynton, a garota do clipe), o que só intensifica o tosco romantismo adolescente que marca o movimento em todas as letras do Morrissey.

A primeira música da banda, que é a do vídeo pro qual a musa foi convidada, marca a referência nas letras à própria, além da influência do Duran Duran.

A segunda que eles gravam, ainda como homenagem à Raphina, marca agora a influência do The Cure, estilo que permanece até o fim do filme, descrito como “happy-sad” (com direito até às palmas que marcam “Close To Me“).

Quanto ao mauricinho, quanto mais ele se envolve com as músicas e descobre as possibilidades estéticas de se estar numa banda, mais ele abandona o estilo bom moço pra fazer cosplay de Robert Smith, bagunçar o cabelo e usar maquiagem.

Trailer:

Trilha sonora:

É isso aí galera. Assistam, ouçam e curtam! Valeu!


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