Sim, o trio Hanson está muito vivo (e vai muitíssimo bem, obrigado)

Sim, o trio Hanson está muito vivo (e vai muitíssimo bem, obrigado)

24 de novembro de 2015 14 Por João Pedro Ramos

Em 1996, era meio impossível ligar o rádio ou a TV e não ser tomado de assalto pelo fenômeno musical Hanson. O trio de irmãos de Tulsa estourou com “Mmmbop” antes de Zac (bateria), Isaac (guitarra) e Taylor (teclados) completarem 18 anos. Aliás, longe disso: quando a banda começou, em 1992, o baterista tinha apenas 7 anos! A partir daí, veio o primeiro álbum, produzido pelos Dust Brothers, “Middle Of Nowhere”, que estourou e levou o trio a algo próximo de uma neo-Beatlemania. Como todas as boy bands e girl bands dos anos 90, o grupo aos poucos foi sumindo dos holofotes aos poucos depois do segundo disco, “This Time Around”, e foi deixado de lado pela mídia. Mas você acha que o grupo parou? É claro que não!

Apesar de serem colocados na mesma prateleira que os grupos pop dos anos 90, o Hanson tinha um diferencial: além de serem todos músicas, majoritariamente escreviam suas próprias músicas. E isso foi essencial para que eles não parassem, mesmo quando saíram da gravadora Island Def Jam. Afinal, eles saíram de lá procurando maior liberdade criativa, já que a gravadora havia recusado cerca de 80 músicas do trio por considerarem “não vendáveis”. Agora independentes, os Hanson começaram a trabalhar por seu próprio selo independente, o 3CG Records. Então vieram o inevitável disco acústico, em 2003, e “Underneath”, de 2004, que ficou em primeiro lugar na parada de discos independentes da Billboard assim que saiu.

O disco ganhou o single “Penny & Me” que ficou em segundo lugar no Hot 100 Singles Sales e chegou a 10º no UK Top 40. Apesar disso, é até hoje o disco que menos vendeu do grupo. A própria banda diz que durante a turnê via o álbum nas banquinhas de desconto… Já com um som diferente do que eles faziam anteriormente, é um disco de transição, mostrando o amadurecimento musical da banda em letras e arranjos. O disco conta com uma letra de Gregg Alexander, do New Radicals, abrindo em “Strong Enough to Break”.

Em 2007, depois da turnê do disco ao vivo “Live and Electric”, o grupo lançou “The Walk”. Um pouco mais pesado que “Underneath”, o álbum mostra que os garotos que criaram “Mmmbop” haviam ficado pra trás. Suas raízes de R&B, soul, blues e rock & roll aparecem mais no som. “Does it move you/Does it soothe you/Does it fill your heart and soul/With the roots of rock & roll?”, diz a letra de “Been There Before” Sim, as letras sobre amor e etc continuam lá, mas o disco mostra a evolução dos garotos de Tulsa muito mais do que o disco anterior já havia feito.

https://www.youtube.com/watch?v=eDaYnIut0HA

Em 2009 Taylor Hanson deu uma passeada cantando em um supergrupo de rock alternativo: o Tinted Windows, com James Iha (ex-Smashing Pumpkins) na guitarra, Adam Schlesinger (Fountains Of Wayne) e Bun E. Carlos (Cheap Trick) na bateria. O disco auto-intitulado saiu no mesmo ano e o som é no mínimo divertido:

Em 2010 o grupo se reuniu para o lançamento de “Shout It Out”. O disco foi muito bem recebido e foi inclusive meio como um “comeback” do trio, já que o single “Thinkin’ Bout Something” fez sucesso, mostrando que o Hanson ainda tinha muita lenha pra queimar. O trio se mostrava muito mais funky e cheio de balanço, com naipes de metais e algo meio Jackson 5 (influência dos três desde o começo, em 1992) sendo adicionado em faixas como “Give a Little”. Com todo o cowbell que as músicas pedem!

O último disco do Hanson até o momento é “Anthem”, de 2013. O funkeado do disco anterior se mantém, e “Get The Girl Back” só não entrou nas paradas de sucesso porque… Bom, eu não faço ideia do motivo. Deveria ter sido um dos hits de 2013, sem dúvidas. O Hanson se mostra maduro e mandando bem em pérolas como “I’ve Got Soul” e no power pop “Cut Right Trough Me”.

Atualmente em turnê, o trio está inclusive fazendo algumas covers bem inusitadas… como de The Darkness!

Além disso, em 2015, o Hanson apareceu no disco de ninguém menos que Blues Traveler“Blow Up the Moon”, sendo co-autores da música “Top of the World”. Ah, e eles agora também têm sua própria marca de cerveja, a Mmmhops. Tá bom ou quer mais?