“Ser independente é muito poderoso nos dias de hoje”, dizem londrinos do Worst Place

Worst Place

Sinceramente, eu não lembro direito como conheci o quarteto londrino Worst Place, mas sei que ouvi as três músicas que eles lançaram até agora (“Better Days”, “Born To Fly” e “The Sun Changed Everything”) e senti que era necessário entrevistá-los ainda nessa fase embrionária, recém-saídos do ovo. Com um rock alternativo que remete aos bons tempos dos anos 90, quando este estilo ainda não havia sido pasteurizado pelas gravadoras.

Formado por Martin (guitarra, vocal), Amy (baixo, vocal), Charlie (guitarra) e Sam (bateria), o grupo acaba de gravar um novo lote de músicas, que estão em fase de mixagem e masterização. “Tanto as mídias sociais como a melhoria nos equipamentos de gravação caseira permitiram que bandas sem grandes orçamentos/rótulo/ acesso a um grande estúdio conseguissem fazer discos e construir uma base de fãs sem sair do quarto. Isso é louco! Ser independente é muito mais poderoso nos dias de hoje”, explicou Martin. Conversei com ele sobre a vida de banda independente, as vantagens que os serviços de streaming oferecem e a cena londrina:

– Como a banda começou?

Eu, Amy (baixo e vocal) e Charlie (guitarra) tocamos juntos há anos em vários projetos. Começamos a perceber que tínhamos um monte de músicas com uma nova vibe, então decidimos juntá-las e encontrar um baterista. Encontramos Sam através de um amigo em comum, e felizmente funcionou muito bem!

– Como surgiu o nome da banda?

Isso levou um tempo. Toda vez que alguém pensava em um nome, nós o adicionávamos a uma lista. A lista começou a ficar muito longa (e boba), então começamos a eliminá-los, e votamos em nosso favorito. O pior lugar foi a sugestão de Charlie. Gostaria que houvesse uma história profunda e significativa por trás disso …

– Quais são suas principais influências musicais?

É difícil dizer realmente, já que todos nós temos gostos muito diferentes de música. Eu gosto muito de ouvir acordes jazzísticos/progressões em canções pop, e eu acho que isso aparece nas composições. Eu e Charlie somos ambos principalmente guitarristas base, então há muita textura e camadas com o baixo, ao invés de ter aquela dinâmica “guitarra base e solo” … Eu acho que tudo influencia a composição de uma canção de uma forma ou de outra.

– Conte-me mais sobre o material que vocês lançaram até agora.

Nós lançamos “Born to Fly” e “Better Days” em maio de 2016 – um pouco depois do nosso primeiro show. As duas músicas são bem diferentes entre si – “Better Days” é muito mais tranquila. Nós seguimos com “The Sun Changed Everything”, que também ganhou um clipe.

– Como você definiria seu som?

Pergunta difícil! Vou deixar essa para você …

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– Como está a cena independente em seu país?

Há uma parte de East London onde há uma cena nova de psych/garage – As bandas e os promotores são grandes. Nós fizemos amigos rapidamente e arranjamos gigs nessa área, que é realmente próspera no momento. Brighton é legal também – nós fizemos um show lá há algumas semanas, e parecia que eles têm uma coisa boa rolando.

– Como você vê os serviços de streaming e como isso mudou o mundo musical?

Para pequenas bandas como nós, eu acho que eles são ótimos. São mais maneiras para as pessoas descobrirem/ ouvirem música nova, melhor.

– Como é ser uma banda independente em 2016?

É divertido! Como eu disse, há uma grande cena local, por isso estamos sempre nos divertindo fazendo shows. Fora da cena local, eu acho que é difícil “se destacar na multidão”, pois há tantas boas bandas independentes no momento. Tanto as mídias sociais como a melhoria nos equipamentos de gravação caseira permitiram que bandas sem grandes orçamentos/rótulo/ acesso a um grande estúdio conseguissem fazer discos e construir uma base de fãs sem sair do quarto. Isso é louco! Ser independente é muito mais poderoso nos dias de hoje.

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– Quais são os próximos passos da banda?

Terminamos de gravar nosso próximo lote de músicas – elas estão sendo mixadas e masterizadas. Espero que tenhamos um lançamento pronto na primavera… Temos alguns shows marcados para o início de 2017, incluindo a nossa primeira viagem fora do Reino Unido! Estamos com um show em Paris em março e estamos muito animados por isso.

– Recomende bandas e artistas (especialmente se eles são independentes!) que chamaram sua atenção ultimamente.

Meu disco preferido de 2016 foi “Skiptracing” do Mild High Club. Eles estão fazendo coisas incríveis no momento. Amy fez vocais para eles em seu show de Londres alguns meses atrás. Os nossos amigos Young Romance acabam de lançar o seu álbum de estreia, que vale a pena ouvir, e o nosso primeiro show em março será com a banda de Madrid Baywaves. Eles estão fazendo turnês incansavelmente desde então, e suas músicas são super cativantes. Dêem uma olhada.


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