Sammliz alça novos voos musicais fora do Madame Saatan em seu primeiro disco solo, “Mamba”

Sammliz passou 11 anos sendo conhecida como a poderosa frontwoman da banda paraense Madame Saatan e agora segue em frente em carreira solo. Em “Mamba”, seu primeiro disco, pode-se ouvir ecos de stoner rock, indie, tons eletrônicos e muita criatividade.
O álbum conta com 10 músicas, sendo 9 assinadas por Sammliz, entre elas a faixa-título, inspirada em um poema escrito pela própria cantora,  “Oyá”, que traz o rock’n’roll misturado com yorubá e uma bateria devastadora, “Fucking Lovers”, uma canção de amor com ecos de indie rock, e “Quando o Amanhã Chegar”, que demonstra como a voz da vocalista é versátil, se atirando em um brega oitentista cheio de sensualidade e um tiquinho assim de cafonice. O disco conta com a participação dos guitarristas Leo Chermont (Strobo) e João Lemos (Molho Negro) e a direção artística é de Carlos Eduardo Miranda.
Conversei com Sammliz sobre o disco “Mamba”, a decisão de seguir em carreira solo, seu processo de composição, feminismo, influências e a cena independente de Belém:
– Me conta mais sobre “Mamba”! Como foi a composição das músicas?
O processo começou enquanto ainda estava morando em São Paulo. Quando retornei à Belém, há 3 anos, já vim com esqueletos de algumas músicas, e principalmente com o espírito para me dedicar totalmente à essa nova etapa. Aqui o conceito sonoro do disco foi criado.
– Como rolou a gravação desse novo trabalho?
As gravações foram feitas entre Belém e São Paulo, com uma parte significativa da pré produção feita em Salinas (PA), município que fica há 4 horas de Belém, onde eu e mais os outros dois produtores do disco (Leo Chermont e João Lemos), nos internamos pra compor e gravar.

 – O projeto Natura Musical têm apostado em ótimos nomes da cena independente brasileira. Como rola esse contato?
A Natura Musical abre editais, nacionais e regionais, onde artistas podem se inscrever. Mandei meu material, fui contemplada e pude lançar meu primeiro trabalho solo com o suporte dessa excelente plataforma.
– Como você se sente fazendo um trabalho solo após tantos anos com o Madame Saatan?
Muito feliz de poder estar com meu disco em mãos e com tantos novos sonhos e planos. Meu ciclo no MS foi maravilhoso e agora sigo em frente atrás de novos desafios.
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– Como você começou sua carreira?
Muito cedo, sempre quis e soube que iria seguir na carreira musical. Aos 15 tive minha primeira banda e daí em diante nunca mais parei, entre projetos autorais e trabalhos em bares, tocando de tudo um pouco, até definitivamente somente me dedicar a projetos meus.
– Como o Madame Saatan influenciou sua carreira solo?
Não influenciou, mas foi parte do processo pra chegar nela.

– Como o feminismo te inspira em suas composições?
Era feminista desde quando eu não tinha ideia do que significava ser feminista. Veja bem, sou uma mulher que sempre esteve à frente do seu trabalho, claro, também entre parcerias, e essa forma de estar e ver o mundo, sentir como ele te trata e atinge, influencia diretamente no cotidiano e, logo, nas composições.
– Quais as suas principais influências musicais?
Rock do final das década de 70, soul…blues, post punk/punk,  música eletrônica 80/90, ritmos brasileiros, latinos e africanos.
– Como você vê a cena rock independente de Belém?
Uma das mais ferozes e interessantes do Brasil, com certeza. Somos um estado extremamente musical, do underground ao som popular, e estamos em uma daquelas ótimas safras novamente.
Snao Paulo, SP, BRASIL 27.01.2016 : Sammliz (Foto: Julia Rodrigues)
Snao Paulo, SP, BRASIL 27.01.2016 : Sammliz (Foto: Julia Rodrigues)
– Já está trabalhando em novas músicas?
Sim. Já entro novamente em estúdio em novembro para gravar parcerias e uma surpresa, que lanço ano que vem.
– Quais os próximos passos de Sammliz?
Circular o máximo que puder pra divulgar esse disco, tentar pegar uns festivais,  produzir clipes e mais músicas.
– Recomende bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos.
D. Onete, Strobo, Molho Negro, Jaloo, Luê, Aíla, Lucas Estrela, Felipe e Manoel Cordeiro, Blocked Bones.
https://open.spotify.com/album/60PcTYox7hnNLgW1YFUGVH

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