RockALT #23 – Devise, Molho Negro, Fusage e Ralo

RockALT #23 – Devise, Molho Negro, Fusage e Ralo

6 de setembro de 2017 0 Por Helder Sampedro

RockALT, por Helder Sampedro

Após um mês ausente a coluna RockALT está de volta! Sentimos muito por esse hiato, mas pra compensar trazemos quatro lançamentos sensacionais pra vocês curtirem! Tocar um programa semanal de rádio, um canal no youtube e ajudar a organizar as festas do Contramão Gig não são tarefas fáceis mas pelo menos a gente acaba conhecendo muita coisa bacana! Se liguem!

Devise
O ano de 2016 viu o lançamento de grandes álbuns no cenário do rock independente nacional e esse ano não está sendo diferente. O Devise lançou em maio passado o álbum ‘Petricor’ que mostra a evolução e os largos passos que os rapazes de Belo Horizonte deram na direção certa. Com letras rebuscadas e poéticas porém bem casuais e cotidianas, sonoridade que nos remete a um britpop noventista e um rock alternativo da década de 2000, o trabalho do Devise não deve encontrar dificuldade em se instalar em inúmeras listas de “melhores do ano” daqui uns meses. Ao menos na minha eles já estão.

Molho Negro
Mais um álbum, dentre os melhores do ano, que eu demorei pra escutar com atenção. Os paraenses do Molho Negro trazem em seu segundo LP ‘Não É Nada Disso Que Você Pensou’ um rock sujo, sem frescura e letras que escracham o status quo em bom português! Mais maduros, depois de marcar presença em festivais de destaque país afora mas sem perder sua personalidade forte e atitude, fizeram o show de lançamento de seu disco em São Paulo mês passado. Fique à vontade para adicionar o Molho Negro àquela sua lista de power trios!

Fusage
Precisamos falar sobre Maringá. Alguém precisa fazer um estudo, ver o que estão colocando na água de lá pois nos últimos anos a cidade paranaense tem nos brindado com álbuns incríveis! Corona Kings com seus dois álbuns e o terceiro a ser lançado nos próximos meses, Stolen Byrds com o incrível ‘2019’ lançado há alguns meses e agora Fusage seu excelente ‘Age of Fuzz’, álbum de estreia lançado há alguns dias. Recomendação máxima pra quem curte rock distorcido e pesado sem apelar pra gritaria. Eu estava ansioso para escutar o trabalho deles e posso falar com tranquilidade que minhas expectativas foram superadas.

Ralo
Particularmente meu gosto musical mudou bastante desde que comecei a me interessar por música lá pelos meus 14 anos de idade. Sempre me vi embaixo do “grande guarda-chuva do rock” escutando todo tipo de gênero que você quiser enquadrar dentro disso. Mas um estilo sempre me atraiu muito, o instrumental. Seja post-rock, heavy metal clássico, avant-garde, experimental, até trilhas sonoras de filmes ou games, o rock instrumental sempre me fez exprimir – por meio da música – aquilo que eu estava sentindo. Eu não sou estudado, não sou um teórico musical, eu apenas escuto então é difícil falar de uma vertente que não tem letra. Um álbum como o “Hell is Real” é tão perfeito para os tempos turbulentos que estamos passando atualmente, seja em uma escala mundial ou algo que está acontecendo no seu bairro, é praticamente a trilha sonora da porrada que a vida nos dá todos os dias. Não adianta eu tentar explicar, você tem que ouvir.

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