Qual será “O Futuro dos Autoramas”? Perguntamos a Gabriel Thomaz e ele falou tudo sobre o novo disco

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O Autoramas mudou. Com a saída de Flávia Couri do baixo e Bacalhau da bateria, a banda de Gabriel Thomaz sofreu uma reformulação que, segundo ele, é responsável pela produção do melhor disco da banda até o momento. Agora um quarteto formado por sua esposa Érika Martins na guitarra, teclado e vocais, Melvin no baixo e Fred Castro na bateria, o grupo prepara “O Futuro dos Autoramas”, disco que finalizou suas gravações na semana passada e deve sair ainda este ano, contando com a produção de Lê Almeida e do próprio Gabriel e financiado por um bem sucedido sistema de crowdfunding.

“Acho que o Autoramas nunca esteve tão legal. A formação da banda é a melhor que a gente já teve!” disse Gabriel. Conversei com ele sobre as mudanças na formação, a participação no Rock In Rio 2015 e sobre o novo disco, “O Futuro dos Autoramas”. Rrrrrrrrock:

– Sobre a nova formação, como foi a aceitação do público?

Cara, deu tudo certíssimo, acho que o Autoramas nunca esteve tão legal. A formação da banda é a melhor que a gente já teve! Os shows estão sendo superlegais, fizemos shows recentemente nos Estados Unidos e México e todos os comentários foram que o nosso show foi o melhor do festival… A gente tá muito feliz, todo mundo que está atualmente na banda, a Érika, o Melvin e o Fred, já conhecem o Autoramas a fundo. A Érika foi a primeira pessoa que escutou muitas das músicas que a gente gravou, porque eu fiz e mostrei pra ela primeiro pra ver o que ela achava, então ela está totalmente inserida no negócio. Não tem erro! É engraçado: o Autoramas mudou a formação várias vezes e isso vai me dando sempre uma confiança de que as coisas sempre podem melhorar. Hoje em dia como somos um quarteto a gente tem muito mais possibilidades. Quando a Flavinha e o Bacalhau estavam na banda, a gente já conversava sobre ter uma pessoa a mais na banda, pra poder adicionar os teclados. Por exemplo, a gente gravava uma música como “Abstrai” e tinha que adaptar o teclado para a guitarra ou para alguma outra coisa, ou seja, acabávamos fazendo ao vivo algo que não era a ideia inicial da música, então o que a gente tocava era uma adaptação da música. Hoje em dia não é mais assim e temos muito mais possibilidades. É muito legal bandas que são trio e conseguem funcionar assim. O Autoramas já não estava conseguindo fazer tudo o que queria sendo apenas um trio.

– Isso significa que o disco também terá novas direções para os sons dos Autoramas, com essas novas possibilidades como um quarteto?

Acho que o estilo vai ser o mesmo, mas as músicas estão melhores! Mais bem tocadas, ideias novas… cara, tem um monte de coisa novas, mas sempre com o estilo dos Autoramas. A gente gosta muito de explorar timbres e tal, agora com mais gente vai ficar muito mais rico, com certeza.

11133855_1074390972586014_6688842363058772731_n– Essa nova formação é quase um supergrupo dos anos 90, com membros do Acabou La Tequila, Penélope e Raimundos. O que você acha que os membros novos trazem de bom de suas antigas bandas que podem acrescentar ao som dos Autoramas?

Bom, a gente tem o Fred que é um puta baterista, foi escolhido várias vezes o melhor baterista do Brasil e meu amigo há muitos anos, candango igual eu, conterrâneo, tocou comigo em muitas coisas, nos discos dos Raimundos, nos do Little Quail, ele chegou até a fazer parte do Little Quail… A Érika, que sabe tudo da banda, foi a pessoa que ouviu muitas das músicas pela primeira vez, sabe, os rascunhos das músicas, os esqueletos, muitas músicas foram feitas falando dela, inclusive… E o Melvin, que além de ser um super baixista é uma pessoa que nos dá a possibilidade de ter mais um vocal na banda, que é uma coisa que eu sempre senti muita falta, porque nos discos dos Autoramas sempre tivemos muitas vozes e no palco a gente tinha só duas, então agora a gente tem mais essa possibilidade. O Melvin foi chamado porque também toca comigo no Lafayette e os Tremendões e fez um ótimo trabalho no disco que ainda vai sair, além de ter um astral muito bom e ser uma figura de minha confiança. Pelas nossas experiências recentes descobri que confiança é uma coisa muito importante numa banda. O que eles estão acrescentando eu sou até suspeito pra falar, então não vou ficar fazendo propaganda, está vindo o disco aí pra mostrar. Quais são as diferenças, quais são os acréscimos… o negócio tá muito bom. Eu acho melhor todo mundo escutar. Já me perguntaram “agora vai mudar o estilo do Autoramas?” Eu acho que agora nessa formação da banda, todo mundo entende que o Autoramas é o resultado de um trabalho, não é um negócio de ego, questionar métodos e tal. O que a gente está fazendo é colocar o Autoramas no devido lugar da banda que é um trabalho inteiro, porque muitas vezes o pessoal acha que a banda é um somatório de egos, e a banda na verdade é o resultado de um trabalho em grupo, é isso.

– Sem querer ser TV Fama, mas queria falar da saída da Flávia e do Bacalhau. Tem boatos falando em brigas, falta de entrosamento no final, disputa de egos… Você pode esclarecer o que aconteceu?

Bom, eu não tô sabendo desses boatos, não sei o que as pessoas comentam, e tal… A verdade é que sim, rolou briga, a gente se desentendeu por diversos motivos. Principalmente esse no final, que a Flavinha se casou com o baterista do Columbian Neckties, uma banda que eu organizei a turnê deles por aqui, eu trouxe e fiz o negócio todo, distribuí disco, eu inclusive apresentei os dois… E toda vez que a gente ia pra Europa, ela ficava mais dias depois da turnê com o cara. Até que ela começou a ir mesmo sem a gente estar indo pra Europa. Aí às vezes a gente tinha 10 dias sem show e ela já ia pra lá, saca? Cara, sei lá, o negócio foi ficando sério. Na turnê que a gente fez que durou três meses, teve uma semana que a gente deu uma parada, pra descansar e até mesmo da cara um do outro, uma coisa saudável de se fazer. Aí a gente tava na Finlândia, no dia da final da Copa do Mundo de 2014. Acabou o show, a gente já sabia que ela tava indo encontrar o namorado dela na Dinamarca e ela falou “Gabriel, eu vou me casar, sabia?” e eu falei “Não, não sabia! Quando você vai se casar?” e ela “Vou me casar depois de amanhã!” Eu fiquei meio “Como assim?”, mas nem falei nada. Mesmo nosso empresário, o Lúcio, ficou sabendo do casamento pelas fotos do Facebook, saca? Foi uma coisa no mínimo estranha pra mim, sabe, mas eu não falei nada. O Bacalhau sabia de tudo, e eu não sabia de nada! Difícil, né, cara? Depois, em janeiro, a gente ia fazer um show aqui no Rio e pintou um RJTV na Globo pra gente fazer. A gente não sabia ao certo quando ela ia chegar, ela começou a chegar um dia antes do show, ou seja: se rolasse qualquer coisa com o aeroporto, ela não chegaria, e foi isso que aconteceu. Ela marcou de chegar no dia anterior e pintou um negócio que tivemos que fazer com uma menina que ajudou a gente e gravou o programa da Globo de máscara de lucha libre mexicana. Foi bem desagradável, não foi legal. E cara, rolaram muitas coisas, eu fui descobrir depois coisas que nem vou falar aqui, coisas que já haviam sido faladas e feitas, que eu não tinha conhecimento e que o Bacalhau sabia. Então foi brabo, sabe? Na hora que tudo foi descoberto, sim, rolou uma briga. E aí a Flavinha saiu e no dia seguinte o Bacalhau falou que também estava saindo. Muita gente me perguntou porque eu não faço um lance solo. Será, cara? Pô, as minhas ideias e o projeto da minha vida é o Autoramas. Eu não tô economizando música pra pôr em outro projeto, eu nunca fiz isso, meu lance não é esse. Quando eu ponho a cabeça no travesseiro e penso em alguma coisa pra minha vida, eu penso no sucesso do Autoramas. Essa que é a verdade, sabe? Eu não sei se a galera que saiu tinha isso também. É complicado pra caramba pensar nessa parada! Se me perguntarem “Gabriel, o que você quer pra sua vida?” eu vou falar “Quero que o Autoramas esteja tocando no mundo inteiro, no Japão, na Indonésia, no México, na Costa Rica, fazendo festivais grandes, tocando pra um monte de gente, gravando”… Eu quero fazer músicas cada vez melhores para o Autoramas! Cara, o Bacalhau, quando chamei pra tocar no Autoramas, ele tinha acabado de sair do Planet Hemp expulso da banda. Cara, ele tava numa pior! Bicho, não sei se você lembra dessa época, mas o Bacalhau foi esculachado e a pessoa que foi lá estender a mão pra ele fui eu. Quando a Flavinha tocava nas Doidivinas, chegou a fazer show com zero pagantes! Eu mesmo que sou um cara conhecedor do rock não conhecia a banda, que era muito legal e nunca tinha ido tocar nem em São Paulo ainda, cara, sabe? Cara, fazer turnê internacional, conhecer o mundo, sair tocando com visto de trabalho… nunca ninguém me agradeceu disso. Pô, botei todo mundo aí na roda fazendo as paradas, cara. O Autoramas já tinha feito turnê internacional sem a Flavinha, já tinha ido pro Japão com a Simone e turnê pela Europa com a Selma. Já tinha feito um monte de coisa. O Autoramas já existiu sem o Bacalhau e já existiu sem a Flavinha. Agora, é isso que rolou, e nada disso foi falado quando neguinho saiu da banda, nada disso foi agradecido… Pra mim pelo menos não. Pra mim ninguém falou nada. Aí o negócio é esse. A gente tinha um negócio que rolava dentro da banda que era o seguinte: meus métodos eram sempre muito questionados só que ninguém dava uma proposta diferente. Não existiu uma proposta diferente, “vamos fazer de uma outra maneira”. Eram só as minhas coisas que eram questionadas, só que era o meu jeito de fazer que já existia antes da Flavinha e já existia antes do Bacalhau e que vai continuar existindo sem eles. O trabalho com o Autoramas de entrosamento tava muito bom, legal pra caramba, eu tava super satisfeito com como o trio tava tocando ao vivo, mas ninguém pensou nisso na hora de sair. Cara, tá aí, é isso, cara. Espero ter colocado mais detalhes nesses boatos que as pessoas falam. E eu tô aqui, tocando a banda. A banda poderia ter acabado, quem fez a banda não acabar fui eu, como quem fez a banda começar fui eu. Pra mim o Autoramas é acima disso tudo, cara. É isso.

– “O Futuro dos Autoramas” foi gravado onde e quem está produzindo?

A gente gravou metade do disco n’A Toca do Bandido, com minha produção, e metade no escritório, produzido por Lê Almeida.

11150850_1089279441097167_2452832792256812407_n– As músicas já estavam sendo preparadas na estrada ou começaram a acontecer depois da mudança da formação, no estúdio?

A gente nunca faz nada no estúdio, gosto de usar o estúdio só pra registrar, sabe? Uma música foi finalizada na pré-produção, o resto já estava em cadernos, na memória, juntando ideias de diferentes situações que a gente vai compondo e vai fazendo. Neste disco vai ter uma parceria minha com o Alvin L.,  que mandou um material maravilhoso, ele fez a letra e eu fiz a música, tem parceria minha com o Renato Martins do Canastra, que toca comigo no Lafayette e os Tremendões, tem músicas da Érika… Tem de tudo, tem um monte de coisa! Vai entrar aquele cover de “Be My Baby” que a gente fez. Tem bastante material diversificado. As músicas estão muito legais, as letras estão muito legais… não tenho o mínimo medo de dizer que este é o melhor disco que o Autoramas já fez.

– No último disco vocês tiveram a participação inusitada de Jô Soares tocando bongô. Podemos esperar um personagem tão inusitado no novo álbum?

O grande personagem surpresa deste disco é um cara chamado Jim Diamond, que me mandou uma mensagem no Facebook dizendo que queria trabalhar com a gente… E eu pensei “Esse nome não me é estranho”. Ele falou que queria mixar as nossas músicas. Fui dar uma procurada e é simplesmente o cara que produziu o último disco dos Sonics, os primeiros dos White Stripes e mais um monte de coisa. Não sei como ele conheceu a gente, só sei que depois do SXSW o Autoramas teve muitos comentários bons nos Estados Unidos, mas eu não sabia até aonde. Então acho que esse cara é o personagem surpresa desse disco. A gente teve também participações muito legais, como o Luiz Lopes que é guitarrista do Erasmo Carlos que tocou violão e fez vocais numa música, a gente tem sempre participação do grande tecladista amigo nosso Humberto Barros, com texturas muito boas que combinam muito com os Autoramas e o próprio Lê Almeida, que tocou guitarras super sujas como só ele sabe fazer…

– O disco também vai sair em vinil? A indústria do vinil é uma amostra de que as pessoas se interessam mais pela cultura do álbum e não só de singles?

Cara, a gente sempre faz os vinis, e singles também! Eu gosto muito de comprar discos e na verdade o meu formato preferido é o do single! (risos) Mas vamos fazer, a gente gosta de fazer em todos os formatos, eu tô louco pra lançar em cassette também, esse disco, como todos os outros… acho um grande barato!

11203156_1088453371179774_3970281004743732192_n– O novo disco já tem previsão de lançamento?

É difícil de dar uma data certa, mas o mais breve possível vai rolar. Estamos indo pra Europa e dia 16 de junho a gente volta e eu espero que já estejamos nos finalmente para o lançamento ou a prensagem, pelo menos. Por mim, saía hoje, agora mesmo. Não tenho tempo a perder. Rrrrrock.

– Os fãs dos Autoramas estão curiosos para saber os títulos das músicas que vem por aí. Dá pra adiantar alguma coisa?

Bom, temos os grandes sucessos “Verão”, “Quando a Polícia Chegar”, “Problema Seu”, “Jet To The Jungle”, que é uma música que eu fiz pro Guitar Wolf, a maior banda da atualidade no mundo, todo mundo sabe disso… A gente fez uma turnê com eles e o Seiji me pediu uma música, aí eu fiz algo bem inspirado neles mesmo e mandei. Aí ele mandou um e-mail falando “Muito boa música, muito animada!” e uma semana depois mandou outro “Olha, essa música é muito difícil de tocar, não vamos gravar não” (risos). Aí a gente gravou e ficou muito boa. Temos também uma que chama “Demais”, uma instrumental chamada “Telecatch”, uma que o Lê produziu chamada “A Sua Vinda Até Aqui” e também “O Que É Que Você Quer”

– Vocês vão tocar pela terceira vez no Rock In Rio, em um palco só com bandas brasileiras. É a terceira vez e a terceira formação, inclusive, né?

É verdade! A coisa que temos em comum é que vai ser como da primeira vez que a gente tocou, em um palco só com bandas brasileiras. É uma grande satisfação, é sempre uma felicidade total, e não só tocar: o momento em que a gente recebe o e-mail e é confirmado, o momento de anunciar, tudo isso são grandes emoções. E é um barato, cara. No mundo inteiro o Rock In Rio é conhecido como um festival gigantesco. Pra gente, estar tocando no Rock In Rio é algo que no mundo inteiro o povo vê a importância disso.

11159503_1077081902316921_6610392576970605189_n– O disco novo foi financiado por crowdfunding, gostaria que você me falasse um pouco sobre esse sistema.

Cara, fazer o crowdfunding é muito legal. É uma maneira que os fãs participam ajudando a financiar o disco. Já é a quarta vez que a gente faz projeto assim e sempre dá muito certo. Tem muita gente que pergunta se os fãs influem no disco, na arte, nas músicas… Não é nada disso: o Autoramas é uma banda em que o público já confia bastante e a gente já sabe a ordem das músicas que vão entrar, as letras… Tem gente que não entendeu nada do que é crowdfunding, inclusive a gente vê coisas muito engraçadas por aí sobre isso, a gente recebe e-mail falando “legal, votei em vocês três vezes!” (risos) Mas é um barato, mas é uma coisa trabalhosa pra caramba: eu tô aqui e vou ter que mandar quase 200 CDs, endereçar um por um… É muito legal ter esse contato, as pessoas tem curiosidades sobre as músicas, dá pra bater um papo, agora, mermão, você endereçar 200 envelopes… Ai… (risos) Mas mesmo assim eu agradeço todo mundo e todo mundo recebe o disco em casa bonitinho, assinadinho, com seu nome no agradecimento. É um barato. Gostaria de agradecer todo mundo que participou, e daqui a uns anos vamos encontrar todas essas pessoas que tem seus nomes nos agradecimentos e conversaremos sobre isso. Estamos todos juntos… um abraço a todos!

– Qual a sua opinião sobre os serviços de streaming que estão em alta hoje em dia?

Acho ótimo! Inclusive a gente recebe por serviço de streaming também. É só fazer tudo organizadinho que tá tudo certo. A melhor coisa hoje em dia pro músico é estar bem informado de como as coisas funcionam. Quando neguinho começa a ligar uma coisa com a outra, as coisas começam a dar certo. A única que eu sei que não dá dinheiro é não fazer nada e ficar reclamando. Eu acho que reclamar é um esporte que muita gente pratica hoje em dia… E eu acho chato pra caramba.

– O que você acha do atual cenário do rock no Brasil? Você acredita que o estilo pode voltar às paradas de sucesso?

Cara, eu acho que o cenário está ótimo! O rock estar em alta ou não estar em alta, pra mim nunca importou. Às vezes acho até bom, porque aí os oportunistas não estão por aí. Quero mais que essa galera se foda, sabe. Tem mais é que continuar rolando, se estiver pessoas mais por causa da modinha, é melhor que nem tenha mesmo! Se tiver quem goste de rock “só porque está na moda”, é bom que se acuse! (risos)

 

– Vocês já viajaram o mundo inteiro tocando. Quais bandas chamaram sua atenção e você acha que todo mundo deveria conhecer?

Eu gosto muito da dupla chilena Perrosky, sensacional… tem muita coisa boa rolando. Uma coisa que eu gosto muito é da Galícia, uma região da Espanha  que fala galego, que é bem próximo do português, chamada Novedades Carminha, que tem uma música chamada “Tu Antes Molabas”, que significa algo como “Antes Você Era Muito Legal”. Eu tô curtindo muito coisas que são famosas lá fora, como o Thee Oh Sees, o Ty Segall… É tanta coisa que é difícil de selecionar! Em Portugal tem uma banda chamada Dirty Cool Train que é muito boa, na Argentina tem uma das coisas que eu mais gosto de escutar que é o Él Mató A Un Policia Motorizado e o The Tormentos, uma banda de surf music que eu adoro. No México tem uma banda chamada Descartes a Kant que é muito legal. Tem uma banda na Alemanha que só canta em Francês e chama Paris Paris que é legal pra caramba. No Uruguai temos uma banda chamada Max Capote, e tem uma dupla americana de meninas chamada Dog Party que é um som bem bubblegum que tocou com a gente, na França tem uma dupla chamada Magnetiques, que é demais, é uma das melhores bandas no mundo hoje em dia… acho que tá bom, né bicho? Tem tanta coisa rolando, muita coisa rolando mesmo!

Confira um show completo dos Autoramas com a nova formação no SXSW:


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