Prepare seus tímpanos para o Pretty Babies e seus primeiros singles, “Cigarrettes” e “Northern Lights”

Prepare seus tímpanos para o Pretty Babies e seus primeiros singles, “Cigarrettes” e “Northern Lights”

2 de agosto de 2018 0 Por João Pedro Ramos

O trio carioca Pretty Babies é praticamente recém-nascido, mas a fofura da primeira infância fica somente no nome da banda. Gabriel Galled (vocal), Pedro Domicio (guitarra) e Lucas Leão (bateria) entregam em “Cigarrettes” e “Northern Lights”, seus primeiros singles, um rock com claras influências de stoner e uma pitada do garage rock do início dos anos 2000. Riffs contagiantes, letras em inglês e um ritmo que faz bater o pé acompanhando, mesmo que involuntariamente.

O trio cita bandas como The Kills, Queens of the Stone Age, Jack White Black Keys como inspirações, além de clássicos como Led Zeppelin, Black Sabbath, Rolling Stones e The Who. Agora, eles preparam-se para o lançar o clipe cheio de poeira para “Northern Lights” e em breve o lançamento de seu primeiro disco, cheio de synth, fuzz e batidas dançantes, sem perder o peso. “Sabe quando o bebê acaba de nascer e abre o berreiro? É tipo isso, riffs jovens, dançantes e com um pouquinho de talco no bumbum”, explica Pedro.

– Como a Pretty Babies começou?

Eu e Gabe começamos a compor, sempre tivemos essa vontade de fazer música juntos e um dia naturalmente surgiu essa banda com algumas músicas que começamos a mandar um ao outro. Bem rapidamente percebemos que iríamos precisar de uma banda foda ao vivo pra dar a mesma energia que estávamos tirando no estúdio. Um dia esbarramos no Leão na noite. Botamos as músicas para ele ouvir, ele pirou e topou na mesma hora. Foi mais ou menos assim que começou. Gabe e Pete são os pais, pariram os babies (músicas), Leão o tio que dá doce (envenenou as crianças).

– Então a gravação rolou antes mesmo da banda estar completa! Como foi o processo?

O processo criativo se resumia em noites descontraídas, tomando alguma coisa e levantando para trocar o lado do vinil e pegar mais uma cerveja gelada. Normalmente na minha casa ou na casa do gabe.. Isso foram gravações demo, com eu e Gabe tocando todos os instrumentos. Assim que o Leão entrou nós começamos a ensaiar todos juntos, Leão deu o toque (que tá mais pra uma patada) dele nas músicas e aí sim gravamos pra valer tudo, em algumas locações, biscoito fino, estúdio café 8 e muita coisa em nossas casas.

– E quais foram as influências desse início da banda? Que discos foram a trilha dessas cervejas geladas?

Gostamos muito do que vem da década de 60/70, mas quem não gosta? Escutamos muito R&B de 50, Gabe tem uns vinis da Chess Records, e daí vieram muitas melodias, Etta James, Marlena Shaw… o menino adora esses sons. Gostamos de muita coisa nova como The Kills, Queens of the Stone Age, Jack White, Black Keys, e é impossível negarmos a excitação que sentimos escutando Zeppelin, Sabbath, Stones, Who, além de muita coisa aqui do Brasil, como Clube da Esquina, Mutantes e outras bandas brasileiras atuais também.

– Me conta mais dos sons que vocês já gravaram!

Simples, pesado porém com perfumaria meio pop sem ser cafona. De cafona já basta nossos temas em rosa chiclete para ver se cola. Disco tem balada, tem patada, fuzz e batidas dançantes. Se gostaram dos singles, vão gostar ainda mais do disco.

– Aliás, já que falou no rosa chiclete, de onde surgiu o nome “Pretty Babies”?

Ah, estava chovendo, Leão não conseguia acender nem um cigarro, Gabe estava se resfriando, meu copo vazio.. alguém reclamou de alguma coisa um com outro na saída do estúdio e quando vimos já tínhamos até a logo pronta. Sem pensar muito, pensando demais, surgiu o nome. Mal ou bem combina, tô com 15, Gabe completou 19 e Leão comemora no final do mês a maioridade. E sobre a parte do Pretty é uma discussão que sem duvidas você vai perder se falar com as nossas mães. A gente fala pra ver se concretiza. Já pensou em voltar um pouco a fita e fazer tudo errado outra vez? Pois é um sonho, mas tudo bem.. Na realidade somos mesmo uns Ugly Oldies, mas aspirantes a Pretty Babies.

– Me conta mais então sobre o disco que vem por aí. Já tem nome? O que podemos esperar do álbum completo?

O disco tem 10 faixas, sem nome por enquanto. Estamos com as mixagens finalizadas e esperando a hora certa de lançar. Nos concentramos em dar o máximo de cada um, Gabe explorou cantar de todas as formas e com muitas melodias diferentes. Criei atmosferas de muitas guitarras e synths, fuzzes e tremolos, isso tudo sempre deixando a bateria presente, que o Leão fez bem marcada, mas sem nunca perder o swing. Sabe quando o bebê acaba de nascer e abre o berreiro? É tipo isso, riffs jovens, dançantes e com um pouquinho de talco no bumbum.

– Barulheira linda de se ver. E depois do lançamento, a ideia é entrar em turnê?

Estamos pra lançar o segundo clipe, “Northern Lights”. Nosso debut foi no Solar de Botafogo com The Outs e Wasadog, depois tocamos no Imperator no Dia Mundial do Rock. Já estamos preparando os próximos shows, inclusive agora em agosto vamos estrear em São Paulo e Santo André. Estão todos convidados.

– Fala mais! Onde vão ser esses shows em agosto, pro pessoal já se programar?

Dia 24/08 tocamos com o Gross no 74Club em Santo André. No dia seguinte, 25, com o Molho Negro no Aurora em São Paulo. E 31/08 tocamos com nossos amigos da Wasadog no Z Carniceria.

– Dá pra adiantar algum detalhe sobre o novo clipe?

A gente nunca respirou tanta poeira na vida (saímos de lá cantando aquela música da Ivete)… Teve carro que morreu mas a locação foi um achado e valeu a pena. Da mesma forma que o primeiro, foi gravado em poucas horas com uma equipe bem reduzida de amigos. Eu mesmo editei, tá ficando bonito de se ver. No final das contas, apesar dos gastos se resumirem a bebida e pizza (quem tem amigos dispostos tem tudo), gostamos muito do resultado.

– Onde foi gravado?

Num galpão de ferro velho, tinha trem desmontado, escavadeira, muita ferrugem, quase que os babies não voltam vivos.

– Quais os próximos passos da banda?

Estamos engatinhando, o primeiro passo é lançar o disco, tocar muito, tocar alto, em casas e festivais Brasil afora.

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos

Dos brasileiros gostamos muito dos Wasadog, Carne Doce, The Baggios, Gross, O Terno.. Deixa eu ver o que mais.. Beach Combers?