Power trio de João Pessoa Augustine Azul promete peso e “fritação” em “Lombramorfose”

Augustine Azul

No dia 16 de agosto o trio de João Pessoa Augustine Azul lançará seu primeiro disco, “Lombramorfose”. O sucessor do EP auto-intitulado de 2015 será lançado pela More Fuzz Records e foi gravado e mixado pela banda no Estúdio Peixe Boi. “Esperem mais peso, mais quebradeira, mais fritação… Arriem mais de metro de lombra escutando!”, disseram.

Formada por João Yor (guitarra), Jonathan Beltrão (baixo) e Edgard Moreira (bateria), a banda aposta em um som instrumental cheio de fuzz e influências de stoner e rock progressivo. “O Rock Progressivo permite uma liberdade muito maior ao compor, pois conseguimos variar de maneira extrema o que é produzido dentro da música, como os compassos, tons, frases e temas. Algo que nos possibilita passear além do Rock Progressivo, mas o faz mantendo uma sonoridade que nos é íntima. Gostamos de escutar vários gêneros e isso se reflete no nosso som, que passeia não só pelo Stoner, mas absolutamente tudo que consumimos musicalmente”, explicou João em entrevista ao blog Por Trás da Vitrola.

Conversei com o guitarrista sobre a carreira da banda, suas influências, a escolha pela música instrumental e o disco “Lombramorfose”:

– Como a banda começou?

A banda surgiu de jams sessions descompromissadas, onde iam eu e Jonathan (baixista) tirar um som no estúdio de uns amigos nossos, findado Capim Santo (saudades eternas). A gente acabou levando a sério demais essas jams e surgiram as duas primeiras composições que formariam a set do EP, “Mesclado” e “Nando Reis/Aquele Regaço”. Mas estávamos precisando de um batera, problema que foi incrivelmente sanado com ajuda do acaso, encontramos Edgard por indicação de um amigo em comum nosso, ensaiamos duas vezes e fizemos nosso primeiro show.

– De onde surgiu o nome da banda?

O nome da banda é uma brincadeira/adaptação com o nome de uma atriz pornô, Indigo Augustine, só fizemos deixar o nome mais brasileiro (risos).

– Quais são as suas principais influências musicais?

A gente curte muito rock, o que deve ficar bem óbvio escutando nosso som, mas escutamos todo tipo de coisa, de cumbia a funk fusion. Diria que a influência mais latente é a do rock progressivo, compasso ímpar e essas quebradas deliciosas

– Nos últimos tempos percebi que a cena do rock no norte e nordeste do Brasil estão muito fortes e com bandas de qualidade. Esse crescimento é real? Como é a cena por aí?

É real sim, além de bandas novas surgindo, temos as que já trampam com mais espaço, tanto nesse espectro pesado do som, quanto no espectro psicodélico. Acredito que essa força esteja rolando devido não só à cena local, mas à união das cenas que tá rolando nacionalmente. Aqui no nosso estado, a cena pra nosso tipo de som se estabelece no underground em maioria, mas temos intercâmbio bacana com os estados vizinhos, principalmente Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Augustine Azul

– Me falem um pouco mais sobre o EP lançado no ano passado.

O mais bacana desse material é que nós produzimos do começou ao fim, desde os arranjos, captação, master, prensagem dos CDs, foi tudo na nossa conta, o que nos engrandeceu musicalmente bastante, além da gente conhecer mais do nosso próprio som, porque tivemos a experiência não só de tocar, mas de timbrar tudo, editar… Também nos rendeu uma maturidade enorme, vimos onde erramos, o quanto de quê que ficou faltando e esse tipo de balanço que acabou somando muito na concepção e realização do novo álbum.

– Podem me adiantar algo do “Lombramorfose”? O que podemos esperar?

Claro! Já finalizamos a parte do som, tudo captado, mixado e masterizado, soando como deve soar, estamos na execução do plano de lançamento. A gente pretende que todos vocês curtam as nossas novas composições, esperem mais peso, mais quebradeira, mais fritação… Arriem mais de metro de lombra escutando! (risos)

– Vocês fazem um som instrumental, algo que às vezes sofre rejeição de pessoas que esperam por “cantar junto”. Como vocês veem isso?

A gente, claramente, sente que o espaço é um pouco menor pra quem faz som instrumental, mas não consideramos isso um empecilho. Esperamos nos firmar e ajudar no desenvolvimento da cultura de atrações instrumentais, porque tem muito grupo bom pra circular por aí ainda.

– Qual a melhor e pior parte de ser uma banda independente hoje em dia?

A melhor parte é justamente não dever nada a ninguém, ter total liberdade desde a concepção à realização do nosso material. A pior parte é o outro lado dessa liberdade, por não termos vínculos, acabamos ficando sem recursos para algumas coisas. Mas recentemente fechamos com o selo More Fuzz Records, esperamos que o panorama mude positivamente durante o lançamento e turnê do “Lombramorfose”.

Augustine Azul
Augustine Azul em São Paulo.

– Quais os próximos passos da banda?

O que planejamos é viajar por aí e ser convidados pra uma penca de shows e festivais, além de continuar compondo para futuramente ter mais material ainda produzido e disponibilizado pro nosso público.

– Recomendem bandas e artistas (de preferência independentes) que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Do cenário local o Quarto Astral chama bastante nossa atenção, tivemos o prazer de dividir palco com os caras no Mahaldeia 2016, foi incrível a experiência, inclusive eles lançaram recentemente um novo álbum, vale a pena colar nos caras! Tivemos o prazer de conhecer muita gente bacana durante nossa existência até agora, bandas como Son Of A Witch, Red Butcher, Monster Coyote, Demoniah, Benzine e mais uma grande galera.


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