Phantom Powers se prepara para dominar a Europa com seu compacto “Knock Knock”

Phantom Powers

Em breve, a Europa será tomada de assalto pela enlouquecida turnê internacional da big band de duas pessoas Phantom Powers. Formada por Tio Vico (bateria e vocal) e Ray Z (guitarra), a banda de blues garage surf punk lançou neste ano “Knock Knock”, um compacto em vinil 7´ com quatro faixas escolhidas especialmente para esta incursão em terras européias dos ensandecidos gaúchos.

“A crueza dos arranjos típicos da estética garage associada às guitarras blueseiras com muito reverb confere um charme especial à proposta desta dupla maldita. Intercalam momentos enérgicos com passagens cadenciadas que ecoam claras referências oriundas dos primórdios da surf music, do psychobilly e western spaghetti”, define a página oficial do Facebook do duo.

Conversei com eles sobre a turnê que vem por aí, suas influências, a proliferação de duos no mundo do rock e a cena independente:

– Como a banda começou?

A banda começou após um encontro meu com o Ray ao acaso em uma praça perto de nossas casas (somos vizinhos) passeando com os cachorros e as crianças (rock and roll pra caralho!) ? e convidei o Ray para escutar umas composições minhas, pensando na possibilidade que ele produzisse algumas em estúdio. Nesse dia constatamos muitas referências e gostos musicais parecidos e decidimos começar um projeto do zero seguindo essas vertentes.

– De onde surgiu o nome Phantom Powers?

O nome tem a ver com fato de sermos só dois em forma física, mas existem outros integrantes na forma espectral que podem ser percebidos em certos estados alterados de consciência. Na verdade somos uma big band.

– Quais as principais influências da banda?

Trilhas de western spaghetti, surf music instrumental, ritmo de trem, folk sombrio e rock selvagem e primitivo.

– Vocês começaram a lançar pequenos compactos em 2014, é isso mesmo?

Lançamos um EP em 2014 com 7 músicas, 2 delas ao vivo. Ensaiamos e fomos para o estúdio gravar o que havia até aquele momento. Depois disso lançamos alguns singles virtuais e gravamos uma faixa para a coletânea em vinil “Weirdo Fervo 2”.

Phantom Powers

– E em 2017 vocês estão lançando “Knock Knock”.

“Knock Knock” é um compacto vinil 7´ com quatro faixas que selecionamos do repertório ainda não lançado com a intenção de apresentar um material novo para esta turnê européia.

– Quais as expectativas para a turnê na Europa?

Não somos de criar muita fantasia, estamos muito animados com a tour e o certo mesmo é que vamos descer a lenha porque descer a lenha é uma das nossas atividades favoritas, onde quer que nos chamem pode crer que vai ter festinha ?.

Phantom Powers

– Qual a opinião de vocês sobre a atual cena independente no Brasil? Como ela deve se desenvolver?

Que independente da situação, crise , seja lá o que for, os músicos dão o seu jeito: tocam na rua, se organizam em festivais, etc. Não posso opinar sobre como a cena deve se desenvolver, mas sei que a cena não é independente, depende de um público que vai aos shows e paga seu ingresso, depende de veículos de divulgação como o de vocês, entre outros fatores para seguir gerando interesse. Já a música, essa sim é independente e quando ela precisa sair da cabeça através dos instrumentos ela vem e não quer nem saber. É uma linda!

– Porque o formato duo se tornou tão popular no rock hoje em dia, algo que antigamente era quase impensável?

No nosso caso o formato em duo não foi algo planejado, a intenção inicial era que houvessem outros integrantes (de carne e osso) na formação. A ansiedade e o entusiasmo era tanto com as músicas que começamos a fazer ensaios abertos no bar de um amigo nosso inicialmente acústicos com violão, voz, guitarra e um pandeiro no pé. Em pouquíssimo tempo e inspirado pelos “one man bands” e bons drinques chegamos nisso. Talvez o fato de estarmos vendo mais formatos reduzidos do que antes seja pelo fato de que se entendeu que é possível pelo exemplo dos White Stripes, Black Keys, etc que chegaram na grande mídia. Mas se pesquisarmos um pouco veremos que isso já foi feito antes muito tempo atrás.

– Quais os próximos passos da banda?

Nesse presente momento estamos focados na tour, se sobrevivermos, na volta pretendemos divulgar o EP pelo Brasil.

– Recomendem bandas e artistas (de preferência independentes) que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

A lista ia ser longa e ainda assim eu tenho certeza que iria ficar me lamentando por ter esquecido alguém. Tem muita, e não é exagero, muita coisa boa rolando. Para não deixar de citar alguma eu vou recomendar uma banda nova que me amarrei na primeira ouvida. Pantano Bay!


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