Pewter Cub mostra seu indie-power-jangle-pop cheio de influências de pós-punk e rock noventista

Pewter Cub

O Pewter Cub, de Detroit, começou como uma brincadeira de amigos. Após diversos shows e um período se apresentando com uma bateria eletrônica (que, ironicamente, foi o “membro” da banda que mais deu problemas), o trio se firmou e lançou dois bons discos influenciados por pós-punk, rock alternativo dos anos 90 e shoegaze.

Regan Patricia Lorie (vocal, baixo e guitarra), Scott Sanford (guitarra e baixo) e Dave Jennings (bateria e percussão) preparam agora as canções de seu terceiro disco, sucessor de “The Door Opened; You Got In” (2012) e “If You Can Hold Your Breath” (2013), a ser lançado ainda este ano. E o trio pode vir a se tornar um quarteto. “Estamos pensando em adicionar outro membro à banda para expandir nosso som ainda mais”, dizem.

Conversei com Regan e Scott sobre sua carreira, influências e a ausência de bandas de rock nas paradas de sucesso:

– Como a banda começou?
Regan – Sempre morri de vontade de estar em uma banda, mas nunca tinha tocado para outras pessoas antes. Depois de um longo período de incentivo, Scott finalmente me convenceu a tocar com ele e um amigo nosso na bateria. Essa banda se separou depois de um show (ha!) e Scott e eu (e uma bateria eletrônica programada) continuamos como Pewter Cub por algum tempo. Então, nós conhecemos Dave através de amigos comuns, tínhamos ouvido falar que ele era um bom baterista. Convidamos ele para tocar com a gente e o resto é história.

Scott – Eu tocava guitarra desde os 14 anos e nunca tinha sido capaz de encontrar as pessoas certas com que eu “clicasse” musicalmente. Regan tem muito bom gosto musical e nós compartilhamos muitas das mesmas influências. Achei que poderíamos criar algumas coisas boas juntos. Emprestei pra ela meu baixo e depois que ela começou a tocar, ficou animada em tentar trabalhar em algumas idéias juntos. Após um projeto de curta duração com um baterista diferente, tocamos nosso primeiro show como Pewter Cub em 2008, só nós dois e uma bateria eletrônica. Depois de alguns contratempos ao vivo tocando com a bateria eletrônica, nós concordamos que precisávamos de um baterista. Dave Jennings entrou nas baquetas após cerca de 6 meses de banda.

– De onde saiu o nome Pewter Cub?
Não fomos nós que criamos! Um amigo nosso inventou do nada depois de uma noite de bebedeira. “Vocês deveriam se chamar Pewter Cub”. Achamos um nome estranho e engraçado. Virou uma piada interna, e finalmente, quando não conseguimos pensar em nenhum outro nome que gostássemos, desistimos de lutar e resolvemos ser mesmo o Pewter Cub.

– Quais as suas maiores influências musicais?
Muito pós-punk dos anos 70 e 80, shoegaze, space rock. Também amamos dub, então algumas de nossas músicas mais antigas têm um pouco disso. Qualquer coisa com guitarras pesadas cheias de pedal chorus. Tivemos a chance de abrir para The Chamaleons no outono passado; Mark Burgess é uma grande influência para nós, então foi um sonho realizado. Quem mais? Pixies, Cheap Trick, the Police, Echo and the Bunnymen, The Teardrop Explodes. Nós também nos definimos de alguma forma pelo nosso amor por filmes de terror e exploitation, o que influencia nossas letras e nomes das músicas.

Pewter Cub

– Como vocês definiriam o som da banda?
Indie-power-jangle-pop com a ocasional música de multidões segurando tochas.

– Me contem um pouco mais sobre o material que vocês já lançaram.
Lançamos dois discos: o primeiro, “The Door Opened; You Got In” foi lançado de forma independente em CD em Agosto de 2010. Regan fez toda a arte e imprimiu à mão a capa dos discos. Gravamos com nossos amigos da banda Sisters of Your Sunshine Vapor no estúdio da casa deles. Muitas dessas eram músicas da primeira leva de canções que criamos como Pewter Cub e são do primeiro ano e meio em que escrevemos juntos. Está disponível para audição no Bandcamp: https://pewtercub.bandcamp.com/

Nosso segundo disco, “If You Can Hold Your Breath”, foi lançado em vinil pelo selo de Detroit Bellyache Records em fevereiro de 2013 e foi gravado no Tempermill Studios em Ferndale, Michigan, durante o verão de 2012. Começarmos a escrever esse logo depois do lançamento do primeiro disco e tocamos as músicas ao vivo diversas vezes antes de registramos no disco. Ele está disponível em vinl (http://bellyacherecords.com/store/records/pewter-cub/) e digitalmente no Bandcamp (https://pewtercub.bandcamp.com or
iTunes- https://itunes.apple.com/us/album/if-you-can-hold-your-breath/id666349627) Estamos trabalhando em nosso terceiro disco, e se tudo der certo ele sai ainda este ano.

– Se vocês pudessem trabalhar com qualquer pessoa ou grupo do mundo da música, quem seria?
Regan – Polly Jean Harvey.
Scott – Eu adoraria fazer um disco com os Sparks.

– Qual a malhor e pior parte de se estar em uma banda independente?
Melhor: completa liberdade criativa e de direitos!
Pior: nenhum apoio financeiro! Além disso, tem MUITAS BANDAS por aí, então é um mercado saturado.

Pewter Cub

– Porque tão poucas bandas de rock aparecem nas paradas musicais hoje em dia?
Regan – A definição de banda de rock não é mais tão preta e branca. O indie ou o chamado rock “alternativo” (dois gêneros muito vagos, que agregam tudo) e o metal (que sem dúvidas ficam embaixo do guarda-chuva “rock”) cresceram mais do que nunca, então pensando assim acho que tem bastante rock por aí recebendo a devida parcela de atenção.

Scott – Bandas como um todo não são mais celebradas como os popstars com produtores por trás. A maioria das bandas que conhecem reconhecimento em grande escala não são celebradas pelo que as faz diferentes. A maioria são bandas sem rosto que se encaixam em um som que se encaixa em um padrão Eu lembro quando as pessoas sabiam os nomes de todos os membros de uma banda, do vocalista até o baixista. Agora a maioria das pessoas não sabem quem são ou como são. Tem algumas pessoas que apreciam e levam a paixão pelo verdadeiro rock, mas o elemento de excitação e perigo no rock está em falta.

– Quais são os próximos passos da banda em 2016?
Escrever mais, gravar, fazer shows, continuar aparecendo por aí. Continuar escrevendo músicas que são melhores que as que já fizemos. Estamos pensando em adicionar outro membro à banda para expandir nosso som ainda mais. Queremos lançar nosso terceiro disco a partir do meio de 2016.

– Recomendem artistas e bandas que chamaram sua atenção ultimamente. Se forem independentes, melhor ainda!
Regan – O último disco novo (mais ou menos) que eu não consegui parar de ouvir foi o “Commune LP” do Goat, lançado no último outono. Uma incrível mistura de prog, psych e música tribal primitiva, tudo colado junto com uns riffs incríveis cheios de fuzz. Se vocêgosta de Amon Duul, vai curtir.


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