Isabella Taviani comemora 15 anos de carreira na Casa Natura Musical

Read More

Na sexta, a Casa Natura Musical recebeu a cantora e compositora Isabella Taviani, na estreia da turnê nacional do show IT – 15 Anos, Eu e Você. Acompanhada por Cacá Lazzaris (bateria), Marco Brito (teclados), Felipe Melanio (guitarra e Violão) e André Vasconcellos (baixo e produção musical), neste novo show Isabella Taviani viaja no tempo em um set list recheado de seus maiores sucessos com novos arranjos.

A abertura do show ficou a cargo da canção “O Farol”, com sua letra e interpretação viscerais. Nesse momento, o palco estava com uma tela na sua borda, mostrando apenas a sombra da cantora e de seus músicos. Após o encerramento da abertura, a tela caiu e a platéia foi ao delírio.

De cara, já fomos surpreendidos pelas novas roupagens que as canções clássicas de Isabella ganharam. Destaque para a belissima “Foto Polaroid”, uma das melhores composições da cantora e que foi cantada pelo público com a mesma carga emocional que Isabella apresenta em suas apresentações ao vivo.

Com um set list repleto de hits, não faltaram momentos de total sintonia com a platéia. “A canção que faltava” causou comoção, embalada pelo navegar das mãos dos fãs. Outros sucessos como “Digitais”, “Último grão” e “Diga sim pra mim” marcaram presença.

“Letra sem melodia”, canção registrada no álbum “Diga sim”, ganhou um peso extra em sua versão ao vivo. Surpreendeu e agradou. Outro destaque foi a versão para a canção “Only Yesterday”, clássico da dupla The Carpenters, e que foi interpretada num formato voz e teclado. Emocionante!

“Luxúria”, talvez o maior hit da cantora, graças a sua inclusão na trilha sonora da novela global “Sete Pecados”, encerrou o show com a sensação de dever cumprido. Isabella fez um resgate primoroso de suas canções, satisfazendo fãs de todas as épocas de sua carreira e demonstrando a potência de uma cantora que ainda tem muito mais para apresentar.

Créditos Fotos: Felipe Giubilei

Móbile Drink lança seu EP, “(a)morfina”, com quatro faixas cheias de rock carioca

Read More

A banda carioca Móbile Drink disponibilizou recentemente nas plataformas digitais seu novo EP, “(a)morfina”. Buscando contar o cotidiano de muitos relacionamentos e suas tensões amorosas, em uma atmosfera bem rock and roll, o grupo repete sua dose na questão do amor aonde com certeza contam com um ótimo palco de relações quentes: o Rio de Janeiro.

Gravado por Lisciel Franco (ForestLab) e Pablo Rodrigues (MD Estúdio), mixado e masterizado por Lisciel Franco (ForestLab) o EP apresenta sonoridade de letras diretas, grande presença de reverb e riffs marcantes da guitarra que marca quatro faixas sucintas e boêmias com grande qualidade.

Ronan Valadão na voz, Pablo Rodrigues distorcendo a guitarra, Felipe Rodrigues pontuando o baixo e Bruno Valadão nas baquetas com certeza consolidam um ótimo trabalho, do qual deixa os ouvintes esperando novas histórias em, quem sabe, um CD de inéditas do super grupo.

“Fritz The Cat” (1972) – Crumb animado, musicado e sempre controverso

Read More

Fritz, The Cat – O Gato Fritz
Lançamento: 1972
Direção: Ralph Bakshi
Roteiro: Ralph Bakshi
Elenco principal: Skip Hinnant, Rosetta LeNoire e Jonh McCurry

“Fritz, The Cat” é um filme de Ralph Bakshi, grande diretor de animações malucas das décadas de 70 e 80, uma adaptação pras telonas das histórias do personagem Fritz, The Cat, do cartunista rabugento Robert Crumb. Ligando as diversas que histórias que o Crumb escreveu sobre o personagem, o diretor apresenta pra quem assiste, uma paródia de toda a “vanguarda-hippie-artística-intelectual-revolucionária”, que na visão do autor, não passava dum bando de babacas com discursos vazios pra levar universitárias pra cama e suprir suas culpas burguesas.

Tirando um sarro também de todos as outras “tribos urbanas” da época (porque é isso que o Crumb, o senhor da rabugentice, faz deixando o Bukowsky no chinelo), a história se ambienta sempre num universo duma Nova York Junkie da década de 70, com pessoas em becos injetando heroína, policiais idiotas invadindo festas, pseudo-intelectuais discutindo drogas e etc. onde a música rola solta, sempre na pegada dum jazz bebop ou dum blues (o Crumb era apaixonado por ambos os estilos e chegou a escrever um quadrinho que é de fato uma pesquisa sobre toda a história do blues).

A maioria dos sons foi composta para o filme, pelos trilheiros Ed Bogas e Ray Shanklin, com direito a uma participação do próprio Crumb na composição da música tema do Fritz. Contudo, o filme ainda assim conta com outros sons, de artistas famosos tais como Billie Holliday e Bo Diddley e de alguns caras mais undergrounds, como Cal Tjader (um importante expoente do jazz latino), The Watson Sisters (um grupo de R&B do começo dos anos 60) e Charles Earland (multi-instrumentista de jazz, blues e funk).

O curioso, é que o Crumb odiou o filme. Logo após a estréia, o autor lançou tiras do personagem que satirizavam o diretor Ralph Bakshi e pouco depois disso, uma história com a morte do Fritz, já que o personagem havia sido “estragado” pela versão em cinema.

Segue em link o trailer e a trilha sonora.

Trailer:

Trilha sonora:

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Vinicius Mendes, do selo Pessoa que Voa

Read More
Vinicius Mendes

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Vinicius Mendes, do selo Pessoa Que Voa.

Weird Fingers“Seus Dentes Vão Se Amarelar”

Encaro essa música como um tributo ao envelhecer, e como encarar esse destino parece ser muito pra digerir de uma vez só, o que ela demonstra muito bem com o jeito que cresce, até chegar no crescendo caótico do final. A gaita que fica no fundo a música inteira parecem pessoas que passam por nossas vidas de forma tão passageira, como fantasmas. Acho genial construir uma narrativa assim, usando letra e música juntas.

Right Away, Great Captain!“Blame”

Gosto muito do jeito que o Andy Hull (que também é vocalista do Manchester Orchestra) compõe e toca. Ele faz a música crescer só na voz e no violão de um jeito muito natural e dinâmico, que me inspirou muito enquanto compunha pro “Mercúrio”. Os três discos desse projeto compartilham uma história só entre eles, mas ao mesmo tempo soam muito sinceros e pessoais.

Amanda Palmer“Machete”

Sempre que escuto essa me dá aquela dor na garganta, sabe? A história por trás dessa é muito bonita, sobre um amigo de longa data dela vítima de câncer. Faz você pensar de pessoas queridas que passaram por isso e como seguir em frente depois de tudo.

Lia Kapp“Fire & Air”

A Lia me inspira muito, acho que ela é uma das melhores artistas do país, sem hipérbole. O disco mais recente dela, o “Metamorphösis”, é um trabalho conceitual absurdo, que não se traduz só em música, mas em vídeo, foto e no show também. Essa música parece um cabo de guerra quando o refrão entra e toda aquela tensão do verso é liberada, um hino trip-hop.

Joanna Newsom“Only Skin”

Minha compositora favorita, tudo que ela fez é incrível. Gosto muito do jeito que ela compõe, cada canção parece ser um mundinho contido em si, cada verso parece pensado e ajustado à perfeição. Tudo nessa música, da letra até o arranjo de cordas e a harpa faz a história de um casal virar uma epopéia de quase 17 minutos.

Black Pantera: declarada a “Agressão” aos opressores

Read More

 

Inicialmente chamado de Project Black Pantera, hoje o power-trio mineiro Black Pantera muda o seu nome, porém mantém sua força e pegada do seu poderoso crossover/hardcore. O trio, que vêm desde 2014 batalhando no underground, só tende a crescer na cena mundial, tendo o dia 30 de março para começar um novo marco para o grupo.

“Agressão” é o mais novo álbum lançado pela banda, destacando sua força instrumental e colocando lenha na fogueira dentro de um país sedento por verdades e cultura pura para limpar a alienação que vêm dominando o país. Este álbum é revolucionário e trará novos alcances aos mineiros.

O aclamado álbum inicia com a faixa “Prefácio”, que mostra o peso e pegada do trio, unindo vozes para deixar mais forte e impactante esta faixa que já havia sido lançada com vídeo-clipe no YouTube. Ela já apresenta também a ótima presença instrumental da banda com diversas viradas de ritmo. “Alvo na Mira” traz a banda mais mantendo firme sua pegada e tratando sobre o tema da impunidade e caos que bate todo o dia em nosso país.

Trazendo um ritmo de agonia, a música “Extra!” não deixa de tratar de notícias tristes e desesperadoras que aconteceram e ainda acontecem no país. A letra traz uma característica fundamental das composições da banda: a presença de gírias utilizadas diretamente na internet. A quarta faixa, “Taca o Foda-se” trabalha o ritmo do crossover. Com um groove mais presente, visceral e direta, a música deixa claramente a presença do perfil da banda, que manda um “foda-se” aos opressores. “Poder para o Povo” complementa sua letra com uma linha instrumental de maior presença, aonde o vocalista traz sua voz mais visceral destacando refrões mais repetitivos, deixando clara a mensagem.

“O Sexto Dia” vem conduzindo a linhagem de maior presença do contrabaixo presente, tornando a música com uma ritmo mais frenético, para relatar uma infeliz rotina que acontece no dia-a-dia de muitas pessoas. Sendo assim, “Onde os Fracos Não Tem Vez” traz o lado mais rapcore da banda, com ótimas pontuações do contrabaixo e com uma mudança de vocalista no posto principal. “Seasons” dá uma breve sequência do vocal com menos presença do gutural, afinal, a letra é extensa com uma mensagem de variação maior. Esta música tem um encontro maior dos instrumentos, tendo seus momentos de “jams”. “Baculejo” retoma com tudo a presença do gutural e potência hardcore do trio, tratando da péssima cultura e alienação muito bem tratados no álbum. Muito peso e entrega do trio nesta sonoridade.

Na décima música do disco, “O Último Homem em Pé”,  existe um pedido para não desistirmos de lutar por nós, sendo esta a faixa mais longa presente, incorporando a resistência que os músicos querem transmitir. Então chegamos no último single presente nesta bela obra, “Granada”, que tem uma ótima distribuição das presenças instrumentais da banda, com uma grande variação no ritmo e peso, algo marcante e único deste trio mineiro.

Com este ótimo instrumental a banda encerra um petardo de excelentes composições que marcam a boa fase do grupo, que com certeza deve circular novamente pela Europa representando nosso país. Este power trio com certeza consegue muito bem representar os oprimidos desta sociedade desigual.

 

Depeche Mode faz show histórico no Brasil após 24 anos de espera

Read More
Show Depeche Mode no Allianz Park, foto por Fernanda Gamarano

Tudo começou em uma terça-feira chuvosa com trânsito em SP, uma semana atrás. Mas os fãs de Depeche Mode não estavam ligando para o caos paulistano, afinal, foram 24 anos de espera desde a ultima passagem da banda pelo Brasil! Depois de uma fase conturbada, o Depeche Mode voltou com seu 14° álbum e sua nova turnê mundial, a “Spirit Tour”, com Martin Gore, Andrew Fletcher e Dave Gahan na formação atual, acompanhados dos seus músicos de apoio que já estão na banda a 20 anos, fez os paulistanos chorarem, dançarem, sonharem e flutuarem em uma noite cheias de saudades nostálgicas.

Pontualmente às 21:45, foi só apagar as luzes do Allianz Park e aparecer um telão com uma arte linda toda colorida para a silhueta de Dave Gahan aparecer e a galera pirar aos berros. Abrindo a noite ao som de “Going Backwards”, nova musica do novo álbum “Spirit”. Mas não demorou muito para tocarem um de seus hits, “It’s No Good”, do álbum “Ultra”, veio logo em seguida pra deixar o publico louco e dar aquele gostinho de que vinha mais e prometia deixar todo mundo emocionado ao longo da apresentação.

A chuva deu um descanso logo ao inicio do show, mas os fãs não estavam nem um pouco preocupados, afinal quem se importa com chuva se tem Dave Gahan dançando muito, arriscando umas reboladas (típicas de Gahan em suas apresentações desde dos anos 80), rodopiando, fazendo caras e bocas e agitando o publico praticamente o show INTEIRO? E que frontman: as únicas pausas foram apenas para dar espaço para seu companheiro de banda Martin Gore assumir os vocais em “Insight” e “Home” (que teve direito a um lindo coro do publico regido por ele, um dos ápices da noite)! Estava na cara da banda e do público que todos estavam se divertindo muito e curtindo aquele momento que demorou tanto pra chegar. Foi uma entrega do público e banda, com músicas cantadas do começo ao fim seguidas de palmas e muitos celulares (risos)!

Antes de chegar o momento mais esperado pelos fãs, o show do Depeche Mode teve lindos vídeos, sendo quase um videoclipe ao vivo para cada música, feitos pelo Anton Corbin! O show foi esquentando cada vez mais, com o novo single “Where’s the Revolution?”, o clássico “Everything Counts” (que teve um hino com publico cantando ao fim) e “Stripped”. Pausa aqui porque tá vindo o esperado….

Enfim chegou o momento: foi apenas tocar a primeira nota de “Enjoy the Silence” que os fãs foram à loucura! Um hino cantado com toda a força do começo ao fim, tanto que os vocais de Dave foram cobertos pelo coro! Que energia! Que noite!

E quem disse que acabou por ai? Logo em seguida mandaram “Never Let Me Down Again!” Pausa pro bis, mas não teve pausa pro publico, que ainda estava todo eufórico após “Enjoy the Silence”!

Foto Fernanda Gamarano

E voltaram com nada mais que “Strangelove”, porém com uma versão mais leve, apenas com piano e voz, e quem mandou nos vocais foi Martin. Que voz! Confesso que achei por um momento ia vir aquela pancada que a original tem, mas foi um lindo momento onde todos em uníssono cantaram com Gore!

Foto Fernanda Gamarano

Seguindo o bis, veio aquela para mim uma das musicas que eu mais admiro do Depeche Mode, “Walking in my Shoes”, um momento marcado por um vídeo que mostra um artista binário se maquiando e se arrumando para fazer um show em um bar, colocando um salto lindo e bem alto, pra casar com aquela frase “Try walking in my shoes”, que ao pé da letra quer dizer “tente se colocar no meu lugar”, afinal, vivemos em um mundo onde somos julgados pelos nossos atos o tempo todo.

Para a tristeza de todos. o show estava chegando ao fim. Veio a clássica “A Question of Time”, seguida da segunda mais esperada da noite, “Personal Jesus”, que dispensa comentários. Foi desfecho perfeito pra um show tão energético!

Era o fim do show, mas parecia não ter fim para o publico. Depois do Depeche se despedir do palco, com um caloroso tchau, a galera ficou gritando, cantando e aplaudindo mesmo depois do fim. Será que com esse show histórico eles voltam mais vezes sem uma pausa de 24 anos? É o que todos queremos!

Setlist:
Intro: Revolution (música dos Beatles) / Cover Me (Alt Out)
Going Backwards
It’s No Good
Barrel of a Gun
A Pain That I’m Used To
Useless
Precious
World in My Eyes
Cover Me
Insight (acústica)
Home
In Your Room
Where’s the Revolution
Everything Counts
Stripped
Enjoy the Silence
Never Let Me Down Again
Bis:
Strangelove (acústica)
Walking in My Shoes
A Question of Time
Personal Jesus

Aiure deixa o Vintage Vantage para trás com sensualidade e melancolia em “Erótica & Bad Vibe”

Read More
foto por Thais Mallon

Antigamente conhecido como Vintage Vantage, o trio do Distrito Federal Aiure entra em uma nova fase, cheia de psicodelia, post rock e brasilidade, com o single “Erótica & Bad Vibe”, uma despedida ao antigo nome de batismo e o primeiro passo em uma direção diferente. A faixa faz parte do primeiro álbum da banda, a ser lançado ainda no primeiro semestre, com produção de Gustavo Halfeld.

Com inspiração no rock progressivo e em diversas viagens musicais, Lucas Pacífico (guitarra), Gabriela Ila (piano) e Renan Magão (bateria) fundem sons e exploram caminhos novos com a adição de instrumentos como a viola caipira, reforçando a introdução da música brasileira no caldeirão sonoro do grupo.

“Assim como a maioria das nossas músicas, o Pacífico trouxe o riff e a ideia em geral e eu e o Magão criamos nossos arranjos em cima dele. Essa música foi relativamente fácil de fazer. Não é sempre que temos facilidade em fechar arranjos, mas ela fluiu fácil desde o começo e trouxe a nós uma nova possibilidade de brincar com outros instrumentos e propostas, como o sintetizador e a mini-música de viola caipira no final. Essa proposta de ‘mini-músicas’ ou ‘músicas pequenas de transição’ é algo que fizemos uma vez no nosso single/clipe de “A Divina Comédia” e pretendemos explorar mais no disco”, conta Gabriela.

“Erótica & Bad Vibe” não só é o nome do single, como também a definição do som que a banda faz, unindo sensualidade e melancolia. “Gostamos tanto desse conceito que adotamos como nosso estilo musical”, completa Gabi.

 

– Como rolou a mudança de Vintage Vantage para Aiure?
Magão: Foi difícil, a banda já tinha 2 EPs, 3 clipes e a gente sempre quis mudar de nome, mas sempre faltava coragem. Mas aí depois que começamos a gravar o disco, decidimos que se a gente não mudasse agora, íamos perder a oportunidade. Depois de alguns meses de brainstorming de possíveis nomes, a ideia do Aiure surgiu. Não acho que mudamos tarde, acho que foi na hora que tinha que ser.

– O que vocês trazem da antiga encarnação da banda?
Magão: Tudo! (risos) A banda é a mesma, com os mesmos integrantes e a mesma proposta mas coincidiu da gente estar explorando sons e texturas novas. Acho que combinou bem com o novo nome. O nosso EP “Neblina” é muito dramático, denso e pesado. Mas as nossas novas composições são mais etéreas e menos viscerais. Um pouco mais felizes, mas igualmente bad vibes hahaha muito violao, viola caipira e sintetizadores.

– Aliás, me expliquem o novo nome, “Aiure”!
Magão: Aiure vem de “alhures” que quer dizer “de outro lugar”. Um dia o Pacífico (guitarrista) ouviu Chico Xavier dizer “alhures” numa entrevista. Ele entendeu “aiure”, contou a história pra gente e curtimos a ideia.

– Me contem mais sobre “Erótica & Bad Vibe”.
Gabi: “Erótica & Bad Vibe” é o single que lançamos junto com a mudança do nome. Ele faz parte do disco novo e abre portas pra essa nova sonoridade que comentei antes. É uma musica mais viajadona, mas bem linear.
Dar nome pra músicas instrumentais é um verdadeiro dilema. Às vezes faz sentido, às vezes não.
“Erótico e bad vibe” foi como um integrante da banda descreveu um sonho que teve. A gente achou engraçado e botamos esse nome na música.

– Quais as principais influências da banda?
Gabi: Rock progressivo e música brasileira em geral. Muitas das influências vem de King Crimson, Mars Volta, Hermeto Pascoal e Pink Floyd. Mas depende bastante do que nós estamos ouvindo na época.
Da minha parte, atualmente tenho ouvido muito Vulfpeck e Kamasi Washington e isso transparece bastante nas minhas linhas de piano

– Como vocês definiriam o som do Aiure?
Gabi: Vou citar o meu “eu” de 2003 lá do falecido Orkut e dizer que “~º~º~º QuEm Se DeFine sE LiMitA ~•~•○” (risos) Difícil definir, mas a gente gosta de dizer que nosso som é erótico e bad vibe.

– Vocês estão preparando um disco. Podem adiantar algo sobre ele?
Gabi: O disco tá lindo. Tá quase pronto, inclusive. Estamos na fase de mixagem e masterização.
Ele tem, além de nós 3, várias participações especiais de músicos amigos tocando trompete, percussão, guitarra, baixo, vocal (Sim. Definitivamente não somos mais uma banda 100% instrumental) e um coral. Esse coral é da música “Pedra Souta”, que fizemos em homenagem ao amigo Pedro Souto que faleceu ano passado. O disco vai ser inteiro dedicado à ele.

foto por Thais Mallon

– Me contem mais sobre o conceito de “mini-músicas” que vocês fazem em alguns momentos.
Gabi: As mini-músicas surgiram da ideia de fazer músicas de transição entre uma e outra. Nesse disco vão ter 3 mini-músicas e todas com viola caipira. Sem guitarras com distorções ou baterias barulhentas. É como se a tempestade passasse e ficasse somente a calmaria. “Erótica & Bad Vibe” e “A Divina Comédia” tem mini-músicas. Você pode ouvir ambas no youtube.

– Como vocês veem a cena independente musical hoje em dia e como vocês trabalham dentro dela?
Gabi: A cena independente musical sofre metamorfoses constantes. Às vezes a cena tá massa, às vezes não. Atualmente vivemos uma época boa na cena de Brasília. Muitas bandas novas aparecendo, vejo muito mais adolescentes indo nos shows. Esse vai ser um ano bom no quesito ‘materiais novos’.

– Quais os próximos passos da banda?
Pacífico: Dominação mundial!

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos.
Pacífico: Em Brasília, tem atualmente bandas muito fodas que se preparam pra lançar materiais novos em breve também como Joe Silhueta, Toro, Rios Voadores, Cachimbó, Zéfiro, Tiju, Oxy, Palamar. A cena instrumental de Brasília também ta de parabéns com Muntchako, Os Gatunos, Transquarto, A Engrenagem. Aconselhamos ouvir todas!

O Afro Samurai do rap nacional, Yannick Hara se apresenta na GUT TRAP

Yannick Hara, o Afro Samurai do rap nacional se apresentará na primeira edição da festa GUT TRAP, nesta sexta-feira dia 6/4 às 22h na Trackers em São Paulo.

A GUT TRAP é um evento que celebra a cultura Trap e cria em um só ambiente, uma atmosfera sensorial, misturando música com outros elementos artísticos, em um espaço com MCs, DJs, performances, pintura corporal, exposição de arte e projeções artísticas.

Trap é nova tendencia de música eletrônica que engloba outros ritmos musicais como rock, hip hop, música dos anos 80 e 90, grime, dubstep e tem agregado cada vez mais seguidores ao redor do mundo, trazendo também uma nova linha de comportamento e estilo de vida. A maior referência global do estilo é o norte americano Travis Scott

A festa começa às 22h, mas a partir das 19h, os organizadores irão colocar uma caixa de som para o lado de fora da Trackers, na Dom José de Barros, para que o público possa se concentrar e apreciar o melhor da música trap antes de entrar na balada.

Paralelo as apresentações musicais, a festa contará com as meninas doPink Mink Mafia Brazil, trata-se de marca mundial de vestuário latino, com inspiração no Rockabilly, Pachuca e cena Gangsta; responsável pela introdução do gênero Rock-a-Chola na moda alternativa, elas estarão circulando no evento, para quem quiser tirar fotos com elas, também terá apresentações de bicicletas customizadas, instalação do artista Alex Hornest e exposição dos quadros do artista Rafael Porto Zanasi. Marina Veneta será responsável pelas pinturas corporais. As projeções visuais serão feitas pelo artista multimídia Guilherme Pinkalsky.

Line up
Dj-kefing Lucas
DJ DIODO
Uilaz
Marcio M

Shows
Yannick aka Afro Samurai
Gudoguetto
Amaru Prodígio mc
Mr.Shakila Sur Trece
Dyamond

Exposição
Alex Hornest
Rafael porto zanasi

O evento terá cobertura da Print Tv.

Gut Trap

Dia: 06 de Abril – sexta-feira
Horário: 22h
Local: Trackers – Rua Dom José de Barros, 337 – Centro – SP (11) 3337-5750
Valor da entrada (apenas dinheiro) : R$ 25,00 até 01h
R$ 35,00 após 01h

Entrada na porta somente em dinheiro, sujeita à disponibilidade para confirmados no evento. O bar aceita todos os cartões de crédito e débito.

Censura: 18 anos

Mais informações no evento: https://www.facebook.com/events/1655174467933983/

RockALT faz a segunda edição do RockALT Fest neste domingo com Huey, Molho Negro, Lava Divers, Dum Brothers e Muff Burn Grace

Read More

Nesta edição da nossa coluna vamos falar um pouco sobre as cinco bandas que tocam no nosso evento em comemoração aos 3 anos do RockALT que acontece neste domingo, 08/04. Mais informações sobre o evento no final da página!

Huey
A banda de rock instrumental paulistana formada em 2010 acaba de lançar seu segundo LP “Ma”, os cinco amigos do Huey carregam nos seus riffs os genes de Black Sabbath, Led Zeppelin, QOTSA, Deftones, Sonic Youth e Faith no More, entre outros monstros. Com peso e suavidade, silencio e barulho, as musicas do Huey arrancam com força e fazem curvas a cada fraseado de guitarra, oferecendo uma sonoridade passional ao ouvinte. Mais do que um simples show de rock, uma apresentação do Huey é uma experiência praticamente indescritível e exige ser conferida pessoalmente.

Molho Negro
Os paraenses do Molho Negro trouxeram em seu mais recente LP, “Não É Nada Disso Que Você Pensou” um rock sujo, empolgante, sem frescura e com letras que escracham o status quo em bom português, além de figurar em diversas listas de “Melhores do Ano” em 2017. Após marcar presença em festivais de destaque país afora, João Lemos (guitarra/voz), Raony Pinheiro (baixo) e Augusto Oliveira (bateria) continuam com a mesma personalidade forte e atitude debochada que caracterizam a banda e fazem deles o melhor trio em atividade no rock independente brasileiro.

Lava Divers
O Lava Divers surgiu em Araguari/MG em 2014 formado por Ana Zumpano (bateria/voz), Glauco Ribeiro (baixo/voz), João Paulo Porto (voz/guitarra) e Eddie Shumway (guitarra). Em pouco tempo de estrada a banda já rodou o país e caiu nas graças dos fãs com um som passa pelo grunge, lo-fi, shoegaze, e com toques de um power pop viciante. O álbum “Plush” encabeçou diversas listas de melhores do ano em 2017 e solidificou o nome do Lava Divers entre as bandas mais queridas do cenário alternativo. Se depender de sua música e sua característica simpatia mineira,esse quarteto ainda tem longos anos pela frente.

Dum Brothers
Formado por Bruno Agnoletti (bateria/voz) e Raul Zanardo (guitarra/voz), o power duo da Zona Leste de SP mostra que não é preciso mais do que guitarra e bateria pra fazer um stoner rock cheio de presença e atitude! Apresentando músicas de seu próximo EP “Pt. 2”, além das faixas do EP “Pt. 1” e o single “Fuck The Cops”, música que casa muito bem com o momento que vivemos no país. A dupla compensa o pouco tempo de estrada com muita distorção, criatividade e barulho, encabeçando um verdadeiro levante de duos no cenário independente.

Muff Burn Grace
Banda paulistana formada em 2011, que hoje conta com André Guimarães (guitarra/voz), Felipe Paravani (guitarra), Ricardo Gobar (baixo) e Roberto Salgado (bateria). Altamente influenciados pelo stoner setentista e rock alternativo dos anos 90. O som garageiro, o vocal vibrante e os riffs contagiantes dos caras não perdem em nada para bandas veteranas seja do Brasil, ou de fora. No seu álbum de estreia, o excelente “Urbano” de 2016, é possível ver uma banda com um belo futuro pela frente e mais uma prova disso é o single “Alter Ego” lançado recentemente que promete um álbum monstruoso para 2018.

A oportunidade perfeita pra conferir essas cinco bandas ao vivo em um só dia é domingo agora no RockALT Fest Vol.2!

Data: 08/04/2018
Horário: Das 15h às 22h
Local: Associação Cultural Cecília
Rua Vitorino Carmilo, 449 – Santa Cecília (Metrô Marechal Deodoro)
Mais informações: https://www.facebook.com/events/1599112783541607/

Nonconformity: consolidando o novo ano pesado com o single “Conformicide”

Read More

Eis que temos novo single dos gaúchos da Nonconformity, “Conformicide”, que destaca o novo ano da banda, que lança um trabalho inédito após o álbum “Shackled” de 2016.

Trabalhando seu thrash metal/groove metal, a banda vem mais visceral e pesada contando com a produção de Sebastian Carsin na Hurricane Studio. Antonio Marcos “Fumanchu” Teixeira no vocal, Adriano Zietlow guiando a guitarra, Cassio Araujo no baixo e Rafael M. Kniest nas baquetas chegam para saciar os ouvidos dos fãs e deixar o ouvinte com aquele gosto de “quero mais” que pode acontecer durante o ano.

Um dos grupos mais clássicos e respeitados do thrash gaúcho, representam o peso na cidade de Montenegro, interior gaúcho.