O rapper Coruja BC1 lançou o EP “Antes do Álbum” com love songs, referências ao BBB 20, críticas sociais e beats dançantes.

O rapper Coruja BC1 lançou o EP “Antes do Álbum” com love songs, referências ao BBB 20, críticas sociais e beats dançantes.

22 de maio de 2020 0 Por Vinicius Kdalm
Coruja BC1 lança novo EP "Antes do Álbum", falando sobre sociedade ...

Capa do EP “Antes do Álbum’ do rapper Coruja BC1.

O rapper paulista Coruja BC1 lançou o EP Antes do Álbum” em plena quarentena, contando com sete músicas, todas compostas no mesmo dia, menos a faixa “Modo F 2.0”, regravação com um novo beat de um single do rapper lá de meados de 2017. O álbum possui esse título pois o rapper iria iniciar as gravações do novo álbum chamado “Brasil Futurista” em maio de 2020, porém com a pandemia, teve que adiar. O cantor também revelou que desenvolver esse EP foi uma forma de autoterapia para ele.

A primeira faixa do EP é a música “Ícaro” que, sem sombra de dúvidas, é uma das melhores do álbum e conta com a produção de Deryck Cabrera. É o tipo de música em que o beat, as vozes e a letra combinam de uma forma totalmente harmônica. A letra aborda mostra frustrações acerca de um relacionamento, porém também, tendo em vista o contexto atual e o período de lançamento desse disco, também parece um relato de quem teve a vida afetada por essa pandemia.

A faixa “Baby Girl” tem a produção de Grou e conta com a participação especial do Cazz. A música é uma love song que ao mesmo tempo aborda questões como o empoderamento negro, com uma das letras mais interessantes do disco. O beat, porém, não acompanha a grandiosidade da letra.

A terceira faixa do disco é a love song “Som de Fazer Pivete” com participação da Késsia Estácio, sendo uma das mais interessantes love songs no rap dos últimos tempos com uma letra mais interessante ainda.

A faixa “João e Maria” possui um dos melhores beats do EP e também é o momento em que fica com um teor mais protesto. Na faixa, o rapper conta toda a dificuldade na carreira e para seguir seus próprios sonhos, além de ter também participação do Cazz que participou da faixa “Baby Girl”.

A quinta faixa é a música “VIP”, na minha opinião a melhor do álbum e ao mesmo tempo é a mais curta do EP, possuindo pouco menos que dois minutos de duração. A faixa conta com a produção de Deryck Cabrera e nos seus pouco menos que 120 segundos aborda diversas questões acerca do racismo e faz críticas milimétricas as tantas influencer digitais e vlogeiras que existem no século atual, fazendo crítica indireta a algumas participantes do último BBB ao fim da letra.

A sexta faixa é a “Modo F 2.0”, regravação do single e clipe que foi sucesso do rapper em 2017. A letra permaneceu quase a mesma, pesada como já era e dessa vez foi adicionado um beat que deu mais vida a música e deixou-a melhor do que já era. A produção teve assinatura do DJ e produtor Skeeter, um dos principais beatmakers do Brasil.

A sétima e última faixa, a homônima “Antes do Álbum” , possui diversas referências, sendo quase que um grito para a favela e para a cultura afro, a música possui diversas referências principalmente ao BBB desse ano. Uma música para ficar atento a cada verso e a cada referência.

O disco, em geral, se divide entre sons com críticas sociais e músicas voltadas mais ao love song, além de músicas como “Ícaro” que parece uma love song ao mesmo tempo que parece um desabafo sobre tempos de Covid-19. O EP possui 23 minutos e vale a pena escutar, possui uma sonoridade bem interessante.

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