O Bardo e o Banjo apresenta seu primeiro disco autoral dia 19/02 no Centro Cultural São Paulo

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Você já deve ter visto eles, seja tocando seu bluegrass na rua, participando de programas de TV ou fazendo versões para grandes canções rockers em uma roupagem mais hillbilly. O Bardo e o Banjo começou como um projeto de uma pessoa só, Wagner Creoruska, e sua paixão pelo bluegrass e o banjo. Desde então, a banda só cresceu e apareceu, contando com quatro membros e dois EPs e dois álbuns completos.

Eu conheci a banda quando eles tocaram e animaram loucamente o aniversário do Raphael Fernandes, editor da Revista Mad e roteirista de grandes quadrinhos como Apagão. Desde então, acompanhei a carreira dos caras e vira e mexe via o então trio pelas ruas e em eventos.

A banda é formada por Wagner Creoruska no banjo, percussão e vocais, Marcus Zambello no mandolin, vocais e sapateado, Antonio de Souza no fiddle e Maurício Pilcsuk no baixo e vocais.

No dia 19, o Bardo e o Banjo se apresenta no Centro Cultural São Paulo no lançamento oficial de seu primeiro álbum completo, “Homepath”. Confira mais sobre a banda num bate-papo com Marcus Zambello.

– Como surgiu o Bardo e o Banjo?

Surgiu com o Wagner Creoruska tocando pelas esquinas da Avenida Paulista com seu banjo, seu bumbo improvisado e sua meia-lua. Na realidade, naquela época ele não tinha a pretensão de ter uma banda. Com este projeto ele simplesmente queria tocar seu banjo pelas ruas e foi ai que surgiu o nome “O Bardo e o Banjo”.

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– E como foi a história de vocês até agora?

As coisas estão tomando cada vez proporções maiores à medida que fazemos algo aparece mais coisa para fazer, é um ciclo de trabalho continuo! (risos) Hoje em dia, O Bardo e o Banjo já é um quarteto e passamos por vários estados, MG, RJ, SP, PR, SC, tocando em vários eventos, casas de shows, pubs… e ainda falta muito lugar para ir!

– Vocês ainda estão tocando nas ruas?

Sim, sempre que possível passamos pelos calçadões e parques das cidades, o que acontece agora é que temos uma agenda que não nos permite tocar tanto na rua como antigamente, mas é uma prática que tentamos sempre manter.

– O que vocês acharam da época em que o ex-prefeito Gilberto Kassab proibiu bandas e artistas de tocarem nas ruas de SP?

Particularmente eu não estava no O Bardo e o Banjo quando aconteceu este problema, em 2012. Houve as manifestações em prol dos artistas de rua, eu comecei na banda depois dessas manifestações e a situação já estava melhor. Depois daquele incidente fizeram a lei municipal 15.776 para regulamentar os artistas de rua.
Na realidade, no Brasil em geral temos muito problema até hoje de tocar na rua. Na teoria somos respaldados de pela Lei Federal artigo 5º inciso IX em todo território nacional. Mesmo assim, alguns fiscais, por falta de conhecimento e/ou pressão, chamam polícia e tentam nos tirar a força, e às vezes somos obrigados a ceder mesmo estando dentro dos nossos direitos. Infelizmente de maneira geral a arte de rua é algo que o Brasil não entende, mesmo assim tentamos levar algo de bom para todas as pessoas, sem restrições.

– O que tocar nas ruas ensinou a vocês?

Que as pessoas são carentes de cultura e coisas novas… temos a sorte da nossa música atingir a diferentes tipos de pessoas e é sempre gratificante fazer isso para a sociedade. Na realidade a vida é feita para ser compartilhada e acho que esta é nossa missão: levar algo de bom para as pessoas.

– Fale um pouco da discografia da banda.

Fizemos dois EPs: o primeiro (“Synergy”) que gravamos em três dias, através de doações espontâneas que ganhamos nas ruas, foi feito quando a banda ainda era um trio. O segundo EP (“Lakeside”) reunia musicas do nosso primeiro EP e algumas já como quarteto. Gravamos também um CD de covers, fazendo versões de rock em Bluegrass (“Folk n’ roll”). E finalmente, lançamos em Dezembro de 2014 nosso primeiro Álbum (“Homepath”) que é até o momento é nosso filho mais querido! (risos) Faremos agora o lançamento do nosso primeiro Álbum dia 19/02 no Centro Cultural São Paulo, onde o tocaremos na íntegra com todas as participações que foram feitas no álbum.

– Se vocês pudessem fazer QUALQUER cover, qual fariam?

Acho que não nos restringimos muito ao que fazer, fazemos covers bem extremos como “Symphony of Destruction” do Megadeth, mas estamos planejando fazer alguma do Slayer também! (risos)

– A banda era uma dupla, virou um trio e hoje é um quarteto. O Bardo e o Banjo é uma banda em constante aumento? 🙂

Não sabemos! (risos) As coisas vão acontecendo de forma muito espontânea. Tem um motivo para a banda ter crescido dessa maneira: o Wagner começou a tocar como one man band, o violino do Antônio acrescentou, trazendo novas melodias e outra atmosfera, eu trouxe vocais e a banda passou a ter muitas músicas cantadas, e o Maurício trouxe os graves que nenhum dos nossos instrumentos têm e sentíamos falta nas músicas. Agora, realmente somos uma banda completa sinto isso ouvindo o CD. Pode ser que no futuro tenha mais um integrante, mas acho que no máximo mais um! (risos)

– Pretendem algum dia tocar algum outro estilo que não o bluegrass?

Não e sim. Na realidade passamos por vários estilos adjacentes, como country, folk rock, irish music, old time music… As músicas que compomos vão tomando forma aos poucos. Apesar dos instrumentos serem sempre os mesmos, a ideia é explorá-los ao máximo, então acabamos saindo do bluegrass e sempre voltando nele.

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– Quais são os próximos passos d’O Bardo e o Banjo?

O Bardo e o Banjo chega a ser um estilo de vida, é uma constante: Viajar, tocar em tudo quando for lugar nas ruas, fazer mais shows, atingir mais gente com a nossa música. As pretensões não são astronômicas, trabalhamos bastante, nosso trunfo é através do suor.

– Vocês foram presos nos EUA, né? Conta essa história!

Foi algo muito chato… Tínhamos alguns shows agendados nos EUA, festivais e tudo mais, mas infelizmente quando desembarcamos no aeroporto de Chicago, fomos para a famosa “salinha da imigração” e eles não deixaram a gente entrar no país porque estamos com o visto de negócios e tínhamos que ter o visto de artista. Então, nos mandaram de volta no mesmo dia. Ficamos chateados demais, porém isso acabou rendendo uma música que está no nosso álbum, “Music is My Business”!

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O Bardo e o Banjo – Show de Lançamento do disco “Homepath”
Data: 19/02 – às 20:30h
Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, n 1000 – Paraíso – SP (Sala Adoniram Barbosa)
Ingressos: R$20 inteira R$10 meia
A venda na bilheteria do Centro Cultural São Paulo, de terça a sábado das 13h-21h30 e domingos das 13h-20h30
Pela internet no ingresso rápido: http://bit.ly/1uR1rOo

Ouça aqui o disco “Homepath”, d’O Bardo e o Banjo:


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