O auto-intitulado disco “The Stone Roses” e os primeiros passos do que viria a ser o britpop

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No Walkman, por Luis Bortotti

The Stone Roses surgiu no final de década de 80, em uma fase em que a música britânica ainda procurava alguma banda independente para guiar e acertar os rumos musicais da terra da Rainha, tomados pelas raves acid house. Era o surgimento do movimento indie rock de Manchester, classificado como madchester.

Após conseguir um contrato com a nova Silverstone Records, o The Stone Roses gravou seu álbum de estreia entre 1988 e 89, sendo lançado em março de 1989. A banda, liderada pelo arrogante vocalista Ian Brown, estava pronta se tornar o novo nome do rock britânico.

O disco The Stone Roses trouxe aos ouvidos da mídia uma mistura do melhor que já tinha tocado na Inglaterra: o pop dos Beatles e Byrds, um pouco do punk do The Clash, os riffs de Pete Townshend do The Who e muito da obscuridade do indie do The Smiths e Jesus and Mary Chain. Somado a isso, uma arrogância egocêntrica positiva que fez eles buscarem ser  a melhor banda do mundo.

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Poucos discos conseguiram manter a força e qualidade em todas as suas músicas como este. Logo de início, temos o riff de baixo hipnotizador de “I Wanna Be Adored”, que diz que garotos simples não precisam se negar para serem adorados. Ela nos introduz a ideia da obra-prima que estamos prestes a escutar.

A sequência é magistral, com a bela “She Bangs The Drums” que dita melodicamente o futuro da música, o hit ideal para colocar a banda nas paradas e limpar o lixo artificial que dominava até aquele momento. “Waterfall” vem em seguida para apaixonar os tímpanos dos ouvintes. A trilha limpa e direta mantém sua força com “Bye Bye Badman”, que revive a revolução estudantil francesa de 68, e é coroada com “Elizabeth My Dear”, mostrando que a banda expelia muito de atitude alternativa.

O álbum se encerra de forma genial com a longa e poderosa “I Am The Resurrection”, com sua jam session final. Era a ressurreição do rock britânico, pronto para tomar novos ares com o britpop na década de 90.

The Stone Roses – The Stone Roses | curiosidades

– Os limões na capa do álbum são referência às revoltas estudantis que ocorreram na França em maio de 1968. Os estudantes chupavam limões para escapar dos efeitos do gás lacrimogêneo.

– A capa foi criada pelo guitarrista John Squire e se tratada de uma obra inspirada pelo pintor Jackson Pollock.

– A versão americana de The Stone Roses” ganhou a inclusão de “Elephant Stone”, um dos primeiros singles da banda antes do lançamento do primeiro disco.

The Stone Roses – The Stone Roses | #temqueouvir

  1. “I Wanna Be Adored”
  2. “She Bangs The Drums”
  3. “Waterfall”
  4. “Made of Stone”
  5. “I Am The Ressurection”

The Stone Roses – The Stone Roses | #ouçaagora!


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