Nova-iorquinhos do Swinging Riot unem raiva e melancolia em seu primeiro disco, “Channels”

Swinging Riot

Há pouco mais de um ano, o trio Swinging Riot se uniu em Nova Iorque e começaram a fazer barulho na cena underground de um dos lugares mais populares da história do rock. Misturando grunge, stoner, rock alternativo noventista e uma bela quantidade de distorção, o trio lançou em 2016 seu primeiro trabalho, “Channels”, que demonstra com perfeição todo o potencial da banda.

Formado por Pele (guitarra e vocal), Brandon (baixo) e Ryan (bateria), o grupo já está preparando seu segundo disco, que promete ir um passo além da estreia, diversificando mais o som e talvez até mostrando um pouco das influências de hip hop que o vocalista e guitarrista admite ter. Conversei com a banda sobre o álbum, a vida independente em Nova Iorque, a cena local e os planos para o segundo trabalho:

– Como a banda começou?

Ryan: Eu sou o baterista, o Brandon (baixo) e eu fomos para o colegial juntos e tocamos com várias pessoas desde que tínhamos 18 anos. Outro amigo nosso chamado Chris (que também tem uma banda muito foda) me disse que conhecia um grande músico chamado Pele e que ele estava à procura de um baterista. Eu fui e fiz uma jam com ele, e decidimos tentar formar uma banda com Pele, então eu convidei Brandon para o baixo mais tarde. Ironicamente, Chris entrou em contato com Brandon muito mais cedo e sem me falar sobre Pele à procura de músicos. Então basicamente Chris nos uniu. Graças ao Chris (risos). Isso foi há pouco mais de um ano, outono de 2015.

– Como surgiu o nome da banda?

Ryan: Pele teria que responder a essa, Esta banda existia sob o mesmo nome com outros dois membros antes, quando eles terminaram foi quando ele me encontrou e nós mantivemos o nome e alguns dos materiais anteriores que Pele escreveu. Eu os vi em um show uma vez, antes de eu estar na banda, achei eles muito legais.

Pele: Eu me inspirei nas revoltas de 1830, as swing riots, fui atraído pela ideia de trabalhadores agrícolas revoltados contra o iminente aumento da indústria e dos avanços tecnológicos. Também inspirado por Black Flag“Swinging Man” e Bad Brains“Riot Squad”.

– Quais são suas principais influências musicais?

Pele: Eu definitivamente gosto de um monte de rock e metal alternativo dos anos 80 e 90; Qualquer coisa de Tool até The Melvins. Eu também adoro coisas como Depeche Mode e Nine Inch Nails, e como mencionei mais cedo, tenho algumas das inspirações para o nome da banda como algumas de minhas bandas punk favoritas (Black Flag, Bad Brains). Eu também gosto de muito hip hop e rap, então eu sou meio eclético. Provavelmente é melhor ter tanta inspiração de todo o lado … Eu não quero ser classificado como apenas um “ato de grunge”, e nosso próximo álbum definitivamente vai refletir isso.

– Conte-me mais sobre o seu primeiro álbum.

Pele: O primeiro álbum foi basicamente uma coleção de minhas músicas mais antigas que eu queria regravar com a nova banda. Nós provavelmente não gastamos tanto tempo nas músicas que mereciam, mas acho que a vibração crua e sem arestas foi adequada às canções e os sentimentos por trás de tudo (especialmente porque foi tudo gravado ao vivo em um porão). Eu tenho algumas dessas músicas desde que comecei a tocar guitarra, mas as partes de Ryan e Brandon realmente deram às canções o refrescante sopro de vida que precisavam, e Nick Grasso (nosso engenheiro) fez um ótimo trabalho de gravação, mixagem e masterização do projeto.

Swinging Riot

– Como você disse, o que podemos esperar de seu segundo lançamento?

Pele: Eu não gosto de retroceder, então os fãs do primeiro álbum podem esperar algo novo e interessante (e pesado). Definitivamente haverá ganchos, mas eu também estou tentando fazer algo que é mais um conceito coeso (para ser ouvido com paciência na íntegra), em vez de uma coleção de músicas. O conceito do álbum será baseado nos 9 círculos do inferno.

– Sendo uma banda independente, como você vê a cena de NY hoje em dia?

Pele: A cena parece um imprevisível dragão de várias cabeças, eu estou prevendo (e esperando) que nós veremos uma revolta de música genuína em um futuro próximo – eu sinto que muitas pessoas estão ficando cansadas dos truques e as bandas que só querem agradar a multidão (eu sei que estou). Já existem muitas boas bandas próximas, não precisamos de mais “rockers indie” ou relançamentos sem alma… Nós só queremos sentir algo.

– Você acha que a ascensão de uma política mais conservadora vai inspirar as pessoas a começar bandas “contra a máquina” novamente? Uma nova cena punk está nascendo?

Ryan: Por enquanto o que estamos vendo é todo tipo diferente de pessoas de todos os lugares se unindo e fazendo música ótima. Do punk ao metal, do pop ao country, não parece importar, as pessoas só querem uma grande música DIY, e o senso de comunidade que vem com isso. Tenho certeza de que esse é o tipo de cooperação que todos adorariam ver em outras áreas de suas vidas também. Com isso dito, a política está fodida, e a música expressará isso.

– Como você definiria sua música?

Ryan: Eu diria que algo como rock raivoso/melancólico.

– Você acha que o rock pertence a um lugar longe do mainstream?

Ryan: Eu não acho que há um perto ou longe, apenas uma diferença no nível de engajamento que alguns fãs estão confortáveis. Alguns vão aos shows, alguns apenas querem MP3, alguns começam com Green Day, mas chegam em Choking Victim e Anti-Cimex.

Swinging Riot

– Como você promovem sua música? A queda das gravadoras e a falta de música na Mtv é um problema?

Pele: A maior parte da nossa promoção ocorre digitalmente ou através de entrega de flyers/CDs. Nós não estamos realmente preocupados com MTV ou gravadoras, se você gosta da nossa música, ótimo, se não, ótimo.

– Quais são seus planos para 2017?

Pele: Continuar dando duro e trabalhando em novo material – devemos ter um novo álbum e um monte de conteúdo em vídeo antes de 2018.

– Recomende bandas e artistas (especialmente se eles são independentes) que chamaram sua atenção ultimamente!

Pele: Eu recomendo dar uma olhada nos nossos amigos: Crazy Eyes – banda clássica/experimental de Seattle, Law$uits – punk rock experimental de NY, Wonder Muff – heavy metal aqui de NY, Alouth – hardcore punk aqui de NY, Big Band – banda de Chris, experimental punk (eu ajudo no baixo). Estes são apenas alguns dos nomes que vêm à mente, tem um monte de grandes bandas locais que merecem ser ouvidas.


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