Música e UFC: uma conexão que tem tudo a ver

Música e UFC: uma conexão que tem tudo a ver

8 de maio de 2019 0 Por João Pedro Ramos

Já está comprovado cientificamente que a música tem o poder de estimular as pessoas. Seja para aumentar a concentração nos estudos, para relaxar em momentos estressantes ou em outras diversas situações diferentes, ela tem o poder de até mesmo mudar o estado emocional do indivíduo. No UFC, a música não deixa de estar presente e isso acontece de um jeito muito importante para os eventos.

Mais do que qualquer outro evento de luta do mundo, o UFC prioriza o espetáculo. Os fãs que vão ao ginásio ou os telespectadores que assistem em casa querem se entreter durante os combates e a empresa promove tudo muito bem. Além disso, eles sabem gerir os seus lutadores, fãs e apoiadores. Se trata de uma organização gigantesca e com alcance global que não dispensa uma boa parceria — recentemente, por exemplo, eles fecharam um acordo com o PokerStars em uma parceria de grandes proporções.

Portanto, o UFC não dorme no ponto para promover o seu espetáculo e quem já assistiu a alguma luta do UFC provavelmente já percebeu que na entrada dos lutadores há uma música temática que é escolhida pelo próprio atleta. Essa tradição, que já perdura por anos, vai além do propósito de rechear o espetáculo, pois realmente tem sua parcela de importância para o atleta.

Chris Weidman é um exemplo perfeito. Quando o americano enfrentou Anderson Silva pela disputa do cinturão em 2013, ele escolheu a música “I Wont’ Back Down”, da lenda do rock Tom Petty. A canção é motivacional e na época se encaixou perfeitamente na situação de Weidman, pois o brasileiro era o favorito para vencer a luta, mas o desafiador ao título não recuou em nenhum momento.

Cain Velasquez usa a oportunidade da música de entrada para representar as suas origens. Apesar de ter nascido na Califórnia, o lutador tem uma conexão muito grande com o México. Além de usar o protetor bucal com as cores do país, o peso-pesado geralmente usa a música “Los Mandados”, de Vicente Fernández, que é uma canção representativa para os imigrantes mexicanos que vivem em outros países.

Cain Velasquez

No refrão dessa música, é dito: “Eles não podem me segurar”, o que certamente dá uma dose extra de motivação para o ex-campeão mundial. Poucas entradas foram mais vívidas do que a de Connor McGregor no UFC 189, quando o irlandês derrotou Chad Mendes. Na ocasião, o vencedor usou a música “The Foggy Dew”, da cantora Sinead O’Connor.

O mais legal disso é que McGregor pediu para que O’Connor cantasse a música ao vivo no MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, o que tornou tudo especial. Além disso, a conexão ficou ainda maior pelo fato de que O’Connor também nasceu na Irlanda.

Outra música que chama atenção entre os lutadores do UFC é a de Frankie Edgar. O americano utiliza a canção de Notorious B.I.G. chamada “Kick in the Door”, que só pelo título já é bem inspiradora.

“Essa música é perfeita para um lutador que é pequeno em estatura, mas que tem um coração do tamanho de um lutador peso-pesado e que sempre dá tudo de si na luta”, diz Andreas Hale, especialista em UFC no site Yahoo! Sports.

Não é possível terminar um artigo sobre música no UFC sem citar a antiga entrada de Anderson Silva. Conhecido como “The Spider”, o paulista, que passou a maior parte da infância em Curitiba, não está mais no auge da carreira e já tem 44 anos, mas sua popularidade segue muito grande.

Além de seu estilo de lutar descontraído e irreverente, Silva é reconhecido mundialmente por outro ponto: sua antiga música de entrada. “Ain’t No Sunshine”, na versão de DMX, marcou história no UFC. Apesar de recentemente o brasileiro ter trocado essa música por uma do seu filho Kalyl, “Ain’t no Sunshine” certamente entra no rol das entradas mais inspiradoras das artes marciais.

Viu só como a conexão entre a música e o lutador vai muito além da promoção do espetáculo? Perfeito para os fãs e para os atletas, essa tradição provavelmente vai seguir por toda a existência do UFC.