“Música com Lisboa dentro”: duo português Dead Combo mistura rock, fado e trilhas de bangue-bangue

Dead Combo

O duo Dead Combo foi formado em 2003 para gravar a faixa “Paredes Ambience” em homenagem ao guitarrista Carlos Paredes para o disco “Movimentos Perpétuos”, organizado pela rádio portuguesa Antena 3. Tó Trips (guitarras) e Pedro Gonçalves (contrabaixo, kazoo, melódica e guitarras) encarnam dois personagens na banda: um empresário e um gangster. O som junta influências como o fado, o rock e a trilha sonora de westerns, além de música africana.

Com cinco álbuns lançados até o momento (“Vol.1” (2004), “Vol. 2 – Quando A Alma Não É Pequena” (2006), “Guitars From Nothing” (2007), “Lusitânia Playboys” (2008), “Lisboa Mulata” (2011) e “A Bunch of Meninos” (2014)), sendo que seu primeiro entrou na lista de melhores álbuns de 2005 da Playboy lusitana. A dupla participou do episódio de Lisboa de “Sem Reservas”, de Anthony Bourdain e sua música foi a trilha sonora de todo o episódio. “Rumbero” e “Lisboa Mulata” foram recentemente incluídas no filme “Golpe Duplo”, com Will Smith, Margot Robbie e Rodrigo Santoro.

Conversei um pouco com Pedro sobre sua carreira, o som peculiar da banda, a cena independente lusitana e o trabalho com trilhas sonoras:

– Como começou a banda?

Tanto eu como o já andávamos envolvidos em bandas desde os anos 90. Em 2002 o Tó recebeu um convite para gravar uma música numa compilação de homenagem a Carlos Paredes e convidou-me para gravar contrabaixo. A experiência correu super bem e continuámos desde aí.

– De onde surgiu o nome Dead Combo?

O nome surgiu da ideia do Tó de ter um grupo em que o único membro fixo era ele. Todos os outros músicos tocavam apenas uma vez ao vivo, criando assim um conjunto morto, por assim dizer.

– Quais são as principais influências da banda?

Não sabemos bem, mas Carlos Paredes é de certeza uma delas. Ouvimos muita musica diferente, daí as influencias.

– Me falem um pouco mais sobre o disco “A Bunch of Meninos”.

Foi o disco mais rápido em termos de produção, achamos que finalmente chegámos a um ponto em que é claro o que pertence ao nosso universo ou não. é para nós o disco mais Dead Combo, mais completo.

Dead Combo

– Vocês misturam influências diversas, como rock, fado, trilhas sonoras de westerns e música africana. Como vocês definiriam o som da banda?

Música com Lisboa lá dentro.

– Vocês trabalharam em trilhas sonoras de filmes como “Slighty Smaller Than Indiana”, além do episódio da série de Anthony Bourdain sobre Lisboa. Como é trabalhar em trilhas para a banda? O processo é diferente?

Sim, criar música para imagens é sempre diferente. A imagem guia-nos e dá-nos o ambiente. é de certa maneira mais difícil, pois estamos habituados a ter liberdade total quando criamos musica.

– Como está a cena musical independente de Portugal hoje em dia?

Muito saudável e cheia de energia, Imensas bandas de enorme qualidade. Pena que haja poucos clubes para tocar.

– Porque o formato duo é tão popular em bandas hoje em dia?

Não sei, acho que os promotores devem achar que sendo dois deve ser mais barato….

Dead Combo

– Quais os próximos passos do Dead Combo em 2016?

Acabar a gravação do novo disco, lançar um livro para crianças, tournée, e tocar, tocar…

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos.

Quelle Dead Gazelle.


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