Moxine abraça o pop e continua transpirando influências oitentistas no EP “Passion Pie”

Moxine abraça o pop e continua transpirando influências oitentistas no EP “Passion Pie”

19 de dezembro de 2017 0 Por João Pedro Ramos

Após participar do Rock In Rio 2017 com sua mistura de rock, ritmos oitentistas, Mônica Agena (vocalista e guitarrista) e Fabiana Lugli (baixista) lançaram em novembro o novo EP do Moxine, “Passion Pie”, abraçando ainda mais as influências da música pop e dos Top 40 da Billboard em seu som, sem deixar de lado as guitarras e o peso característicos da banda.

O EP de quatro faixas conta com a participação de Mario Camelo (Fresno), Paulo Kishimoto (Rivera Gas/Pitty), Luccas Villela (E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante/INKY), entre outros. A produção é da própria Mônica, que já acompanhou artistas como Natiruts, Emicida, Fernanda Takai, Arrigo Barnabé e muitos outros. Após um EP (“Eletric Kiss”, de 2009), um álbum (“Hot December”, de 2013) e uma sequência de singles (“Drive Me Somewhere” (2014), “Marlon” (2015) e “Dois Estranhos” (2016), o duo está atualmente em turnê apresentando as novas músicas, tendo passado por festivais como Liverpool Sound City (Inglaterra) e SxSW (EUA) e nacionais como o Se Rasgum (Belém/PA), Tendencies Rock (Palmas/TO) e MADA (Natal/RN).

– Me contem mais sobre “Passion Pie”! Como foi a composição desse EP?
Fabi: O nome diz muito sobre o processo e as referências. Feito com muita paixão e uma grande mistura de sonoridades, o resultado foi essa torta colorida na capa. A gente compõe o tempo todo, o que fizemos foi peneirar ali na pasta de demos o que ia ou não pro EP.

– E como rolou o processo de gravação? Como foi se desdobrar entre a execução e a produção?
Mônica: Como temos estúdio em casa, a gente fez tudo com muita tranquilidade e a maior parte foi gravada aqui na minha casa mesmo. Já trabalhamos com diversos produtores participando de discos de outros artistas, então acabamos aprendendo muito com toda essa experiência. Se auto produzir é um trabalho dobrado, por outro lado você consegue ter mais controle sobre suas músicas, sobre a estética que você busca, etc.

– Tem uma galera participando do EP. Como rolou esse contato?
Fabi: A maioria são amigos que sempre estiveram de alguma forma envolvidos com a gente. O Paulo Kishimoto, por exemplo, já fez vários shows do Moxine e outras gravações, então ele sempre foi o cara pra quem a gente mostrava as demos e pré-produções, tê-lo no EP foi algo muito natural. Bem no momento quando estávamos pensando em um baterista pra gravar as faixas do EP, vimos o Luccas Villela em uma jam no Bar Secreto, achamos que tinha tudo a ver com a vibe das músicas e fizemos o convite.

– Como o EP se diferencia dos trabalhos anteriores?
Fabi: Em relação a sonoridade, a gente utilizou mais elementos eletrônicos, principalmente nos beats, misturamos bastante bateria acústica com a eletrônica. As composições estão mais darks com melodias mais dramáticas.

Moxine

– Como a banda começou?
Mônica: Eu sempre toquei guitarra com outros artistas e nas minhas bandas, mas eu percebi que a gente sempre dependia muito dos vocalistas (risos), o processo natural foi começar a cantar, assim surgiu o Moxine em 2009 com o EP “Electric Kiss”.

– De onde surgiu o nome Moxine?
Mônica: Eu queria um nome que não remetesse a nada, como o nome de uma pessoa qualquer, um alter ego divertido.

– Quais as principais influências da banda em geral e quais foram as principais desse EP?
Fabi: A gente gosta muito de música pop, aqueles que bombam nas listas da Billboard, MPB e indie. No processo de produção do EP a gente se inspirou em referências bem distintas uma das outras, mas estávamos nesse momento mergulhadas na sonoridade de álbuns recentes das nossas referências indies, como Arcade Fire e The Kills, além da estética 80 de Marina Lima e Kavinsky.

– Como serão as apresentações ao vivo deste EP?
Mônica: Estamos preparando um formato totalmente novo dentro do Moxine, mas os shows que temos até o fim do ano, faremos no formato visceral, baixo, bateria e guitarra.

Moxine

– Quais os próximos passos da banda após o lançamento?
Muitos shows, clipes e muita música nova.

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos!
Letrux, Carne Doce, Deb and The Mentals, BTRX, Der Baum, Camila Garófalo…. a lista não acaba!