Luggo abre o coração no barulhento EP “My Soul” e busca membros para seus próximos trabalhos

Luggo abre o coração no barulhento EP “My Soul” e busca membros para seus próximos trabalhos

23 de setembro de 2019 0 Por João Pedro Ramos
A cantora e compositora Laura Lugo começou em 2018 sua busca por músicos que quisessem fazer parte de sua jornada por um som próprio com influências de bandas como Linkin Park, Flyleaf, Halestorm, Circa Survive e Paramore. Depois de cerca de um ano de buscas infrutíferas, ela resolveu que era hora de ir atrás de amigos que, de uma forma ou de outra, fizessem o projeto acontecer. Foi assim que nasceu a banda Luggo, em maio de 2019, no Estúdio El Rocha.
Com a força de Carox Gonçalves, da banda Miami Tiger, e Fernando Sanches, das bandas O Inimigo e CPM22, saiu o primeiro EP, chamado My Soul e contando com o casal como produtores. Além deles, o baterista Thiago Babalu, o músico e produtor Rodrigo Marques e o rec enginner Éric Yoshino toparam participar e contribuir para o lançamento do projeto. O trabalho conta com 3 músicas, “My Soul Is Mine”, “Pound Of Salt” e “These Days”, escritas por Laura e lapidadas dentro do próprio estúdio, com uma mão de Carox e Fernando.
– Me conta mais sobre seu EP! Como foi a gravação dele?

Foi bem legal! Aprendi muito com a Carox e com o Fe. Era só eu quando cheguei no estúdio com as músicas e eles me acolheram, sabe? A gente conversou bastante sobre o que poderíamos fazer com as músicas, quais as referências que eu tinha e a partir disso eles meio que tomaram conta. Chamaram o Thiago Babalu pra fazer a batera, Rodrigo Marques para contribuir na guitarra na música “My Soul Is Mine” e o Éric Yoshino para ajudar na gravação, já que o Fernando também iria tocar guitarra e baixo. Inclusive, uma história engraçada da gravação: Quando chegou na hora de gravar aquele “improviso” da parte final de “My Soul Is Mine”, a Carox pegou uma coisa que eu tinha feito e deu aquela arrumada básica e me pediu pra repetir. Juro, não saía de jeito nenhum! Eu tava muito errando o tempo. Então ela entrou na cabine comigo e me disse que avisaria quando fosse a hora pra entrar com a nota. Eu falei que beleza, era só apertar meu braço e então… Quando ela apertou meu braço eu fiz a nota do susto, ela se assustou com minha nota meio grito e ficou igualzinho aquelas galinhas de plástico quando você aperta e faz aquele barulho, manja?! Não deu para não rir. Mas no fim deu certo e não ficou que nem o grito da galinha (Risos).

– O Lugo é um projeto solo ou realmente uma banda?

Começou como um projeto para eu me lançar no mercado, servir de cartão de visitas… Mas durante a gravação eu comecei a acreditar tanto nas músicas que eu decidi que seria uma boa levar isso como banda e conseguir uma galera que também acredite nessas músicas. Foi assim que de Laura Lugo, foi para Luggo. João, só para lembrar, virou LUGGO!

– Porque o nome mudou de Lugo para Luggo?

Esse foi o primeiro “perrengue”. Um amigo sugeriu que eu usasse meu sobrenome; Lugo. Quando eu fiz a pesquisa, apareceu tantos Lugos nas plataformas de streaming que eu pensei “ok, não terei problema, porque aparentemente esse nome meio que ta aí. Várias pessoas…”. Mas no fim um cara reivindicou o nome Lugo para ele e todo mundo do El Rocha e da Ditto acharam que fazia sentido a gente mudar para LUGGO e assim evitar qualquer tipo de desgaste ou dor de cabeça no futuro. Aproveitar que estamos no começo e para gente é mais fácil, não tem muita perda, entende? A única dor de cabeça mesmo é a burocracia para mudar em todos os lugares. Então a minha dica para quem está iniciando como eu é: busque um nome que não apareça em nenhum lugar. Poxa, eu gosto do meu nome! (Risos) Mas Luggo ficou bem bom também! Tô feliz com a mudança.

– Me conta um pouco mais cada música deste primeiro trabalho.

A “Pound Of Salt” fala sobre a gente fingir ser o que não é para tentarmos ser aceitos, em acharmos que não somos suficientes ou bons o bastante… E de fato as pessoas nos julgam, mas faz parte, infelizmente. Mas é isso… A gente cresce, amadurece e somos fortes para tomarmos nossas próprias decisões e trilhar nossos caminhos. Acho que essa é principal mensagem. A “These Days” fala sobre existirem dias ruins. Eu estava passando por um momento de crises de ansiedade e a ideia da música é mostrar que dias ruins existem e sempre vão voltar a te assombrar, mas a gente precisa lutar para superá-los e saber que a gente sempre vai sorrir no final, porque é isso… Dias bons e ruins fazem parte de nós. Já a “My Soul is Mine” fala sobre relacionamentos (amorosos ou não) ruins, ou seja, abusivos de alguma maneira. Acho que mais de 99% da população já sofreu com algum relacionamento abusivo. Então, por ser mulher e conhecer muitos casos de abuso, acabou surgindo essa letra que conta a história de uma mulher que “acorda” dessa situação e resolve sair disso. Eu realmente espero que muitas pessoas, especialmente as mulheres que passam por isso, se identifiquem com essa música e encontrem a foça de que precisam para sair dessa. Eu estou aqui, aberta para ouvir e compartilhar, caso precisem.

– Como você definiria o som da Lugo?

Algo em transformação. Eu gosto muito de guitarras pesadas, uma bateria presente e uma melodia mais melódica e chiclete. Isso seria a hard rock? Não sei dizer, mas o que posso dizer é que a ideia da Luggo é estar em constante transformação, descobrindo sonoridades e tal. Além do que, eu acho que a música depende da vibe pela qual estivermos passando. Nesse EP, minha vibe era essa, um hard rock com influências do metal… quem sabe o que vira depois, né?

– Quais são suas principais influências musicais?

Eu realmente escuto MUITA coisa diversa. Para a banda, selecionei alguns principais artistas que eu estou ouvindo muito no momento: Linkin Park, Flyleaf, Halestorm, Circa Survive, Paramore e Avenged Sevenfold.

– Você está à procura de membros para a banda ou já tem alguém em mente?

Estamos quase 100%. Vamos começar a ensaiar de verdade e a ideia é apresentar a banda completa assim que estivermos fechados e certos dos próximos passos!

– Então já estão trabalhando em novas músicas?

Sim! Escrevi e criei algumas melodias novas já. Queremos começar a fazer shows, mas pra isso entendemos que precisamos de mais músicas autorais e estamos correndo com isso!

– Quais os próximos passos da banda?

Primeiro fechar a banda e começar os ensaios, depois trabalhar nessas novas músicas e em outras para podermos marcar nosso show de lançamento!

– Recomende bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Vou dar o nome e fazer um comentário, tipo aquele jogo “diga o que vem a sua mente quando…”
The Monic: Essas minas são especiais! Que som, que vozes, que talento!
Violet Soda: Profissionais, música boa e muito criativos!
Miami Tiger: Total pra frentex. Um som maduro, mas que se inova!
Hurry Up: Uma visão diferenciada da vida e das coisas, as letras são ótimas!
Bad Canadians: Um som bem único ao meu ver.
Sapataria: Representatividade impera!
Cosmogonia: Histórias reais.

Ouça: