Izza mostra equilíbrio pop entre melodia e um quê de melancolia em seu EP “Cosmópolis” (2017)

Izza
A cantora Izza

Luzes laranja no chão.

“Cosmópolis” é um disco melódico, pontuado por boas guitarras, boas letras com um quê de melancolia. Não é só MPB, é pop com fundo de ambiências. É contemplativo, há uma viola (erudita), acordeom e piano, uma roupagem ousada para arranjar. Fiquei surpresa ao ver que os arranjos são da própria Izza, na voz e piano. O disco também conta com Matheus Lucena na guitarra e voz e Gilmar Iria como diretor musical.

Natural de Fortaleza (CE), Izza é o nome adotado por Raísa Campos, que radicou-se em Belo Horizonte (MG), onde atua como vocalista do Grupo Oxente Uai. “Cosmópolis” é sua estreia solo. Suas canções integraram trilhas de espetáculos como “O Menino que Sonhava Demais” (2012), “Cor Agem” (2014) e “Amor e Outras Palavras Mutáveis” (2016). Com o grupo Oxente Uai, lançou o CD “Feito Passarim”, que contou com a direção musical de Fernanda Gonzaga.

Matheus Lucena é um guitarrista de alto nível, e consegue pôr sentimento e ambiência onde a música delicada de Izza pede. Eu recomendo a audição, apesar de saber que alguns ouvintes podem não estar na “vibe” do disco. Chamá-la de mais uma na nova MPB é preguiça de ouvi-la, não se engane: Izza é muito mais do que um rótulo, é uma cantora e compositora de conteúdo e extremo bom gosto.


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