Italianos do Miss Chain and the Broken Heels preparam novo disco com selvageria power pop

Miss Chain and the Broken Heels
Miss Chain and the Broken Heels

Astrid Dante sempre teve um certo problema com salto alto, mas isso nunca impediu que ela fizesse rock’n’roll alto, selvagem e sem freios. A banda Miss Chain and the Broken Heels, da Itália, une rock sessentista, power pop e o mais puro rock and roll em seu som e começou como um projeto solo da vocalista e guitarrista, que após lançar o single “Common Shell” pela Jett Records em 2008 resolveu que valia a pena ter uma banda. Os convocados foram Disaster Silva (guitarra), Franz Barcella (baixo) e Miracle Johnny (bateria), os Broken Heels, que junto com ela criaram mais singles e o primeiro LP, “On a Bittersweet Ride”, lançado pela Sonic Jett e pela Burger Records. Em 2013 foi a vez do disco “The Dawn”, que reuniu singles e novas músicas criadas durante as diversas turnês da banda pela Europa, Estados Unidos e México.

Conversei com Astrid sobre a carreira da banda, os singles que lançaram recentemente, a cultura do disco e a profusão do streaming:

– Como a banda começou?
Tudo começou como projeto solo. Eu gravei um monte de músicas com Paolo Dondoli, um amigo e guru de Firenze. Depois de colocá-las no myspace.com, elas viralizaram e o selo Sonic Jett de Portland e RIJAPOV da Brescia decidiram lançá-las como um EP 7″ no final de 2007. Depois de alguns meses, comecei a pensar que seria legar ter uma banda para tocar e magicamente Franz entrou em contato comigo dizendo que ele e seu irmão Bruno queriam formar uma banda. Chamei o Silva como guitarrista e no verão de 2008 estávamos fazendo nossa primeira turnê americana.

– Como surgiu o nome de Miss Chain e os Broken Heels?
Como disse, o projeto começou comigo e Paolo. Quando chegou a hora de escolher um nome, descobrimos que teria sido legal fingir que havia uma banda real atrás, então “The Broken Heels” parecia bom. Escolhi porque não consigo usar sapatos de salto alto e literalmente os quebrei algumas vezes quando estava no palco.
Miss Chain era meu alter ego com a minha outra banda, The Nasties.

– Quais são as suas principais influências musicais?
Nós ouvimos muitos gêneros diferentes. Pérolas antigas e novos artistas. Atualmente, estou ouvindo em loop War On Drugs, Alabama Shakes, Ryan Adams, Dan Auerbach, Fabrizio De Andrè, Ennio Morricone, Vasco Rossi.

– Você acabou de lançar dois novos singles. Pode me contar mais sobre eles?
Um é “Uh Uh”, uma das minhas músicas favoritas, porque é rápida e cativante, e no lado B tem uma balada, “Standing the Night”, que eu escrevi depois de uma turnê na Espanha onde ouvimos muito dos álbuns de Bruce Springsteen. O outro é um single de Natal onde você terá a mente explodida por toneladas de guitarras de 12 cordas. No outro lado, há uma música do Shantih Shantih, a banda super legal que nossa amiga Anna Barattin (Vermillion Sands) começou depois de se mudar para Atlanta. Esse faz parte de uma série única da Wild Honey Records e existem poucas cópias disponíveis. Você não pode comprá-lo, mas você pode obtê-lo gratuitamente se solicitar qualquer um dos seus lançamentos.

Miss Chain and the Broken Heels

– Eu amei “On a Bittersweet Ride”. Como foi produzido esse LP?
Gravamos “On a Bittersweet Ride” em 2010 no Outside Inside Studio com o Matteo Bordin (do Mojomatics). Foi o nosso primeiro álbum e gravamos com muita diversão e entusiasmo. Lembro que tudo foi tranquilo e as gravações surgiram poderosas e frescas. As músicas estavam bem organizadas e tivemos muitos shows antes de entrar no estúdio, então chegamos muito bem preparados e prontos para o rock’n’roll!

– Vocês estão trabalhando em um novo álbum?
Estamos fazendo um forte trabalho para nosso próximo álbum e estamos muito entusiasmados com isso. Acabamos de sair da T.U.P. Studio e gravamos 4 músicas novas, mal podemos esperar para voltar e terminar o trabalho com mais 6 músicas! Temos um novo membro da banda trabalhando como produtor: Riccardo Zamboni. Ele nos trouxe para uma nova maneira de escrever e estruturar a música e está ajudando muito, já que não podemos ensaiar com muita frequência porque vivemos em diferentes partes da Itália.

– A cultura do álbum acabou? Você acha que estamos numa época em que os singles são mais importantes do que um álbum completo?
Bem, isso depende do gênero. Eu acho que o rock’n’roll, o punk, os fãs de garage rock sempre preferirão um álbum completo, em vez de singles e EPs. Nós adoramos álbuns, mas eu pessoalmente acho que os singles, hoje em dia, são uma ótima ferramenta promocional e seria bobo não entender isso e ficar preso no passado. Nós não queremos ser vintage ou retrô e, mesmo que nossa música possa ser influenciada ou inspirada por grandes artistas do passado, tentamos nos envolver com nossos fãs que estão vivendo e respirando em 2017 e não em 1967!

– Como você se sente sobre a cultura de streaming que tomou o mundo nos últimos anos?
Nós somos todos enormes vinilistas e colecionadores de cassetes, mas não negamos o uso de serviços de streaming tanto para ouvir quanto para distribuir nossa música. Adoro fazer playlists no Spotify! Claro que há aspectos bons e ruins, mas, no final, é algo com o que você precisa viver.

Miss Chain and the Broken Heels

– Quais são os próximos passos da banda?
Atualmente estamos gravando nosso novo álbum e tentando nos manter juntos, além de outros projetos musicais e nossos trabalhos. Não é fácil como costumava ser quando éramos mais jovens e muito mais livres, mas todos sentimos que a Miss Chain deve continuar! A paixão e a diversão que temos fazendo o que fazemos pagam o esforço. O próximo passo é planejar outra turnê mundial! América do Sul seria um sonho que se tornaria realidade!

– Recomende artistas e bandas (especialmente se forem independentes) que chamaram sua atenção ultimamente!
Bee Bee Sea e Freeze da Itália. J.C. Satan da França. E meu super favorito Doug Tuttle de Massachussets, Estados Unidos.


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