Garimpo Sonoro #12 – Estudando Tom Zé: 5 vezes em que Tom Zé foi nota 10!

Tom Zé

De maneira dolosa, Tom Zé sempre se vendeu como o Vagabundo enquanto seus atos explicitavam seu dom chaplinesco. Em meio século de carreira, o artista vindo da hipercitada Irará-BA se formou em música na renomada Faculdade de Música da UFBA e usufruiu desta base técnica com tanto primor quanto sua abordagem criativa com as palavras e sons.

Precisaria de muitos caracteres para discorrer sobre o caráter artístico do Senhor Zé – incluindo sua relevância na Tropicália – por isso, como de praxe, resumirei em apenas cinco amostras:

“Tô” – Quando se vê toda a carreira de Tom Zé, “Tô” se mostra muito mais do que um manifesto: é uma cartilha que Tom Zé segue à risca.

Plágio – Em 1990, Tom Zé expôs um pouco do tortuoso caminho criativo cheio de dialogismos que ele costuma usar em sua obra. Aqui, ironiza uma acusação de plágio ao fazer uma música em que quase nada é seu.

“Estudando o Pagode” – Há 11 anos, Tom Zé levantava parte da bandeira do feminismo sob o véu de sua releitura sobre o pagode. O álbum, em forma de operetta em três atos, conta a história da opressão à mulher, sua relação com o homem e a distorção do amor. O disco todo vale a pena, mas aqui ilustro com “Proposta de Amor”.

“Tropicalea Jact Est” – Apesar de não incluir na série “Estudando”, Tom Zé revisita a evolução da Bossa Nova em um belíssimo disco que conta com participações atuais, como Mallu Magalhães, Rodrigo Amarante, Pélico e Emicida.

João da Esquina – No seu livro “Tropicália Lenta Luta”, Tom Zé mistura sua biografia com uma releitura sobre a vida de todos. Ao final, compilou alguns artigos que ele publicou em jornais diversos. Um deles, de 2001, homenageia João Gilberto ao mesmo tempo que consegue traçar um paralelo genial entre a Bossa Nova e a fórmula de Einstein E=MC²

Este não tem vídeo, mas leia o artigo (http://navegandonavanguarda.blogspot.com.br/2009/07/artigos-extraordinarios.html) enquanto ouve a instrumental “Toc”:


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