Frescobol leva hoje ao Estúdio Aurora sua primeira apresentação de “música pop bagaceira”

Frescobol leva hoje ao Estúdio Aurora sua primeira apresentação de “música pop bagaceira”

12 de julho de 2019 0 Por João Pedro Ramos

O primeiro show do projeto Frescobol, de Bruno Palma, acontece hoje, sexta-feira, 12 de julho, no Estúdio Aurora. Em sua estreia, o Frescobol toca seus dois singles de “música pop bagaceira”, “Baroje” (2017) e “Desculpa Qualquer Coisa” (2019), além de músicas que integrarão o EP “Fiasco”, com lançamento previsto para meados de setembro. O improvável e genial cover de “Você em Mim”, do Muleke Travesso, também estará no setlist.

Bruno Palma, que também toca nas bandas Twinpines, Chalk Outlines e Pin Ups, busca no novo projeto uma abordagem bem diferente do que quem acompanha sua carreira está acostumado, tendo como principais referências o synth pop e o euro dance. No palco, os músicos e amigos Manteiga (baixo), Carlo Blau (teclado) e Aécio Souza (sintetizadores e efeitos) farão parte da formação do Frescobol.

– Como começou o projeto Frescobol?

O Frescobol surgiu porque eu passei a me interessar mais por produzir músicas com estéticas diferentes das bandas nas quais eu toco. Fiz meio por acaso uma música pra um curta do Fábio Leal, chamado “O Porteiro do Dia”, junto com o Leonardo, que toca comigo no Twinpines. Depois fiz “Baroje” como uma brincadeira de amigo, mas acabou virando o primeiro single do Frescobol. Aí resolvi me empenhar um pouco e produzir mais nesse formato.

– Me conta mais do material que você já lançou por esse projeto.

Em 2017 lancei “Baroje” já sob o nome Frescobol. Mas era mais uma brincadeira mesmo. É uma música sobre uma mesma galera que se reunia num mesmo bar toda quinta. Tem um monte de áudio de WhatsApp dessas pessoas ao longo da faixa. Mas aí eu curti muito produzir essa coisa pop bagaceira e resolvi explorar mais. Em maio soltei mais um single, “Desculpa Qualquer Coisa”, e estou finalizando agora o primeiro EP do projeto.

– Pode me contar um pouco mais sobre o EP?

Esse material foi produzido por mim, junto com o Leonardo Scriptore do Twinpines e com o Aécio de Souza do Estúdio Aurora e que toca em incontáveis bandas. São cinco músicas seguindo mais ou menos esse mesmo caminho, com batida eletrônica, sintetizadores e guitarras. Gosto de dizer que estou tentando fazer uma mistura de Double You com Superchunk. O EP tem duas participações pra lá de especiais: Zé Antonio Algodoal e Adriano Cintra.

– As cinco músicas serão autorais ou vai contar com alguma cover? Fiquei sabendo que existe uma versão interessante da Frescobol aí no forno…

São cinco autorais. Durante esse processo de produção eu gravei um cover pra “Você em Mim”, um pagode dos anos 90 do Muleke Travesso. Virou um pagodance music. Ela não vai entrar no EP. Mas fico mandando pras pessoas pelo WhatsApp.

– E quem não tiver seu Whatsapp pode ouvir esse clássico como?

Só pedir. Não sei se vou lançar o cover em algum lugar. Talvez mais pra frente, sei lá.

– Me conta de onde surgiu a ideia de criar esse projeto. Porque Frescobol?

Eu sempre brisei de fazer vários projetos. É difícil porque não rola tempo e nem dinheiro. Daí muita coisa fica só na ideia, só na cabeça. Eu curti muito a proposta de me desafiar um pouco, produzindo com uma estética musical que nunca trampei, muito embora sempre tenha curtido. Acho que isso também é um pouco reflexo de sair mais com os amigos pra dançar e beber. O Frescobol tem esse clima de celebração, eu acho. E escrever em português também é algo recente pra mim. Não tem nenhuma grande poesia nessas músicas, nenhuma mensagem de elevação nem nada. Mas é uma abordagem bastante nova pra mim. O nome surgiu de um jeito cem por cento panaca: eu estava com um amigo na praia de Pipa, vi duas pessoas jogando frescobol e falei “Vou fazer um projeto com esse nome”…

– Quais bandas e artistas você indicaria como maiores influências do Frescobol?

A parte das guitarras é o de sempre, né? Indie rock, guitar bands, dos anos 90 principalmente. A parte pop vem um pouco do eurodance, de Double You, Ice MC, Ace Of Base e por aí vai, e um pouco do synth pop, de Depeche Mode, Pet Shop Boys, New Order e Duran Duran.

– Você pretende fazer shows com o projeto?

Vou fazer. O primeiro é sexta agora, dia 12. Nesse show me acompanham Aécio de Souza nos sintetizadores e bateria eletrônica, Manteiga (Vapor, Kämah, Boreal) no baixo e Carlo Blau (Der Baum) no teclado. Vai ser no Estúdio Aurora, em Pinheiros, onde estou finalizando o EP. E vai ser junto com a Geo, que é massa demais!

– Quais os próximos passos da Frescobol?

Eu estou começando a produzir coisa nova. Mas ainda estou bem no começo desse processo. A ideia agora é tocar um pouco por aí, fazer uns showzinhos e tal. Me levem aí pros cantos! (risos)

– Quando teremos o lançamento do primeiro EP? 🙂

“Fiasco”, que é esse primeiro EP, acho que sai em setembro. Quase certeza. Estou vendo isso neste exato momento aqui numa outra janela. Mas é isso, falta pouco.

– Recomende bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Caralho, tem muita coisa foda! Um dos últimos shows que eu fiquei de cara foi Sapataria. Baita banda massa de ver show. Recomendo forte. Músicas legais, mensagem precisa, discurso objetivo, versões sapatônicas incríveis.

FRESCOBOL + GEO @ ESTÚDIO AURORA

12 de julho, sexta-feira, 20h

Rua João Moura, 503, Pinheiros

R$ 20,00