Francesas do Fallen Lillies mostram toda sua fúria no EP “Out There” e clamam por mais presença feminina no rock

Francesas do Fallen Lillies mostram toda sua fúria no EP “Out There” e clamam por mais presença feminina no rock

11 de setembro de 2018 0 Por João Pedro Ramos

“Pegue um baixo, pegue uma bateria, escolha um microfone, seja o que for, e chame a atenção das mulheres. Agora é a nossa hora!” Hélène (vocal e guitarra), Marine (bateria), Laura (guitarra) e Ludivine (baixo), o Fallen Lillies, não está para brincadeira. O quarteto francês lançou este ano seu segundo EP, “Out There”, trazendo muito mais peso e vigor do que em sua estreia, no EP “Within Wolven ‘En”. “Nós gravamos logo após formar a banda. Ainda estávamos no processo de moldar o que se tornaria nossa identidade. As músicas eram menos violentas em comparação com o que tentamos criar hoje”, contam.

Formada em 2013 em Montbéliard, na França, a banda cita entre suas influências bandas de hard rock e metal como Girlschool, Metallica, Crucified Barbara e L7, mas não deixa escondida sua grande paixão pelo punk rock, algo que pode ser percebido nos riffs econômicos e violentos e nas letras da banda. A banda está em turnê e jogou até um verde durante a entrevista: “Pretendemos tocar o máximo possível. Que tal uma turnê no Brasil, hein?”

– Como a banda começou?
Helene e Lulu começaram a banda no ensino médio e, depois, Helene conheceu Marine na escola e a apresentou a Lulu e, em seguida, conhecemos Laura alguns anos depois e ela se encaixou bem como uma cereja no bolo!

– Quais são suas influências musicais?
Crucified Barbara, Metallica, pelo menos no que se refere à Laura (as pessoas dizem que você pode adivinhar pelos seus solos), Joan Jett, L7, Girlschool… nós nos inspiramos bastante na cena hard rock e metal, mas amamos punk.

– Me contem mais sobre o novo EP, “Out There”!
Já faz 3 anos desde o primeiro EP! O primeiro foi meio que um teste, na verdade, então nós estávamos realmente ansiosas para lançar algo que soasse mais como nós, que refletisse mais o que nós conseguimos ser como uma banda. Nós realmente colocamos nosso coração nisso e adoramos esse trabalho, espero que vocês também gostem!

– Me contem mais sobre o material que vocês lançaram antes disso.
Nós gravamos logo após formar a banda. Ainda estávamos no processo de moldar o que se tornaria nossa identidade. As músicas eram menos violentas em comparação com o que tentamos criar hoje. No entanto, ainda gostamos de tocar essas músicas ao vivo porque é quando podemos realmente dar a elas a energia que falta no EP. De qualquer forma, sempre será o precioso primeiro para nós!

– Como anda a cena independente do rock na França?
Realmente muito bem! Nós, obviamente, gostaríamos de ter mais e mais pessoas vindo para shows. Na verdade, é muito triste e frustrante ver todos esses locais organizando line-ups incríveis, prometendo uma grande noite de diversão e ver que poucas pessoas aparecem para preencher a metade da sala. Especialmente quando a França tem uma cena independente muito ativa e uma ótima comunidade em torno dela. Além disso, estamos sentindo falta das garotas daqui! Não sei como é na América do Sul mas… Vamos lá, pegue um baixo, pegue uma bateria, escolha um microfone, seja o que for, e chame a atenção das mulheres, por favor! Agora é a nossa hora!

– Por que escolher inglês em francês para suas músicas?
Você não consegue cantar em francês. Eu te desafio! (Risos) Não sei porquê, mas parece para nós que o inglês é a língua mais óbvia para expressarmos o que temos a dizer. Outras bandas aqui estão cantando em francês e elas são realmente boas, nós as respeitamos, mas para nós o rock pesado é Shakespeariano e é isso!

– Como você veem a presença feminina no rock hoje em dia?
Insuficiente! Como eu disse anteriormente, vemos todas as bandas femininas surgindo daqui e dali, mas ainda ficamos chateadas quando olhamos para os line-ups de festivais. Você pode contar com participantes do sexo feminino em uma mão!

– Como você descreveria um show do Fallen Lillies para alguém que nunca viu?
Energético! O som é definitivamente importante, no entanto, para nós, no palco é tudo sobre compartilhamento. Compartilhando uma com a outra, porque todos nós nos divertimos tanto juntas e com o público. Nós não conseguimos ser artistas frias. Se você não está entregando tudo para as pessoas que foram ao seu show, então é melhor você cantar no seu chuveiro, certo? É por isso que damos tudo o que temos, se tem 300 pessoas ou 5, não importa para nós. O espírito é estar perto da multidão.

– Quais são seus próximos passos?
Tours e mais tours. Nós conseguimos ir para o exterior com mais frequência agora e conhecer pessoas incríveis, compartilhar nossas músicas e vibrações de festa em todos os lugares que vamos, o que é muito bom para nós.
Gostaríamos também de voltar a gravar um clipe em breve, provavelmente com uma faixa exclusiva, mas shhh….! Mas, por enquanto, pretendemos tocar o máximo possível. Que tal uma turnê no Brasil, hein?

– Recomende algumas bandas independentes que chamaram sua atenção ultimamente.
Maid of Ace (nossas melhores putas no crime), Yur Mum, Blue Carpet Band. Essas são todas as bandas com as quais tocamos e amamos o show deles! Por favor, confira!